quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Um sentimento puxa outro, um conhecimento leva a outro, uma atitude leva a outra


Nestes meus 44 anos de caminhada na Terra, tenho aprendido muito a cada dia, especialmente depois que passei dos trinta. E graças ao conhecimento da palavra de Deus, tenho discernido melhor as coisas ao meu redor.

Atualmente, vivendo ainda no meu país, e observando tudo o que vem acontecendo, não somente em minha nação, como também em muitas outras, percebo como os pensamentos e desejos individuais das pessoas tem passado por cima da verdade que as rodeia e levado muitos a mergulharem numa grande confusão gerada por conceitos egoístas e imediatistas. Valores imutáveis e constantes que antes norteavam as pessoas em suas decisões, e lhes traziam equilíbrio e paz, não só individualmente como socialmente falando, hoje, são colocados de lado para dar lugar a valores inconstantes, que mudam a cada instante dependendo da aparência das situações, das emoções e das formas de pensar muito pessoais de cada indivíduo.

Cada pessoa tem sua maneira de pensar e ver as coisas, como também nossas emoções variam de acordo com cada circunstância que enfrentamos diariamente, e isso não é ruim. O problema é que fatores que mudam com facilidade não podem servir de base para se criar leis e se tomar decisões, pois leis são criadas (ainda que aqui na terra elas mudem de acordo com nossas vontades) e decisões são tomadas para interferir em nossos futuros para sempre, de uma forma ou de outra.

Algumas leis e decisões não têm tanta força para mudar nossas rotinas a ponto de nos fazer modificar a forma de viver e de se relacionar com os outros, mas outras têm muito poder para fazer isso acontecer, de forma a interferir tanto para o nosso bem quanto para o nosso mal, seja individualmente seja coletivamente. E essas coisas eu observei estudando a Bíblia e usando como fator de comparação a Palavra de Deus, que não muda e não falha, e não usando apenas os acontecimentos ao meu redor ou meus próprios sentimentos e desejos pessoais. Aliás, percebi, pelo conhecimento da Palavra de Deus, que muitas decisões que tomei, levada por meus próprios sentimentos, me fizeram sofrer muito mais na vida do que se, simplesmente, eu tivesse conhecido e colocado em evidência a verdade de Cristo no momento de agir.

Muitas vezes criei regras para mim mesma, como por exemplo: "agora só vou amar apenas quem me ama e só vou valorizar quem me valoriza"; comecei a praticar tais regras, contudo, elas se basearam em sofrimentos passei. O resultado foi mais sofrimento, pois isso me levou a guardar mágoas, ficar sempre lembrando o que as pessoas fizeram de ruim comigo e não perdoar de verdade o meu próximo, mesmo que eu falasse que já tinha perdoado. Cristo nos ensina exatamente o contrário do que eu pensava levada por meus sentimentos e experiências ruins: "Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5:44, ACF)



O que Cristo falou não é somente um bom conselho, mas é a lei que opera em seu Reino, e é a forma como os verdadeiros filhos de Deus se comportam. Filhos de Deus não vão se comportar de maneira diferente da que Cristo ensina e, se por acaso contrariam essa conduta, logo se arrependem, pois lembram e colocam a Palavra de Deus em primeiro lugar em suas vidas. Somente ela pode representar um fator de ensino e correção justos na vida de alguém, para que tal pessoa seja livrada de sofrimentos vãos, esteja em paz consigo mesma e "esteja em paz com os outros ao seu redor" (na medida do possível, pois como falei no início "cada pessoa pensa de uma forma diferente", e por isso tem formas diferentes de interpretar os fatos; por este motivo há tanta perseguição aos cristãos - os que não conhecem o ensino de Cristo muitas vezes interpretam as atitudes dos cristãos de forma equivocada).

Observei, ao longo desses anos de vida, que existem coisas que, por mais que as pessoas neguem movidas por seus sentimentos e desejos pessoais, sempre serão o que são e nada poderá mudá-las; como exemplo temos: a terra girando em torno do sol, o sol trazendo calor à terra, a terra produzindo ervas verdes, animais e plantas formando ecossistemas perfeitos, a lua girando em torno da terra, seres vivos nascendo e seres vivos morrendo. Para todas essas coisas acontecerem sem falhar, existem leis que foram criadas, estabelecidas em seus devidos locais e nunca mudam, como por exemplo, a lei da gravidade. Quem criou essa lei perfeita e muito poderosa, como também todo o universo, não foi o homem nem o acaso, mas Deus.

A lei da gravidade não foi criada pelo homem e sim, descoberta e pesquisada por ele, para ser melhor entendida e usada. E ela é tão perfeita e tão bem estabelecida que, se qualquer ser humano tentar mudá-la não conseguirá. A única coisa que os seres humanos podem fazer é se adaptarem a ela em cada lugar que ela age. Quando alguém tenta desafiá-la sem se proteger adequadamente, achando que nada lhe acontecerá, fica à mercê de seus efeitos, pois ela não para da funcionar onde está estabelecida em nenhum momento.

Agora faço a seguinte pergunta: como alguém pode saber que roubar é errado de fato e parar de roubar para nunca mais voltar a fazê-lo? Somente por alguém lhe dizer que roubar é errado? Somente por saber dos danos que roubar causam ao próximo? Somente por que sabe que se roubar poderá ser penalizado ou castigado por isso? Se essas afirmações fossem suficientes para fazer com que as pessoas que roubam parassem definitivamente de roubar, então não teríamos tantos ladrões agindo hoje em nosso país e no mundo, e as penitenciarias, especialmente no Brasil, não estariam tão cheias de ladrões de todas as classes sociais.

Alguém que rouba precisa comparar o ato de roubar com algum outro comportamento ou conceito que lhe faça mais sentido ou, desta forma, tal pessoa não verá vantagem alguma em parar de tomar à força, ou às escondidas, as coisas dos outros. Quem rouba não se envergonha do que faz, a menos que diante de tal indivíduo seja colocado um fator verdadeiro, imutável e constante, com resultados totalmente benéficos, que conduza ao arrependimento sincero de sua prática. O único parâmetro de comparação capaz de fazer alguém repensar sua conduta e se arrepender realmente é o ensino de Cristo - a Verdade de Deus -, não há outro. Não é pela força que se converte realmente o mal pensamento de alguém em um bom pensamento e sim pelo conhecimento da verdade das coisas.



A verdade das coisas vem do nosso Criador e este nos apresenta um padrão de justiça puro e que não varia conforme as situações, que está manifesto em Cristo. E Cristo, por sua vez, nos revela tal informação por seu ensino.

Oriana Costa - Missionária

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