quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Este é o meu Filho amado em quem me agrado.

Estas palavras foram ditas pelo Pai Criador, que se manifestou sobrenaturalmente a Pedro, Tiago e João, falando-lhes acerca de quem era o Cristo (o Filho a quem Ele amava e de quem se agradava sempre) e da autoridade que havia sido entregue a Ele para proclamar Seu Reino e ensinar sua justiça (quando falou "ouçam-no"). 

Esse evento especial aconteceu seis dias após Cristo e seus discípulos chegarem à Cesareia de Filipe, num local isolado, no alto do Monte Hermon.

Esse realmente foi um momento ímpar para aqueles três homens, que ainda eram discípulos de Cristo e iriam assumir, num futuro próximo, o encargo de Apóstolos na primeira formação da igreja do Senhor na Terra. 

Eles tiveram a honra de ter um rápido vislumbre da glória do Reino de Deus, vendo o Rei Jesus como Ele realmente é, além de verem a Moisés e Elias (bem vivos!) conversando com Jesus. E somado a isso, ainda puderam ouvir claramente a voz do Pai Criador lhes apresentando o Seu Filho. 

No entanto, como o Cristo ainda não tinha sido sacrificado e ainda não havia ressuscitado, aqueles três discípulos não entenderam bem o que viram e ouviram, apesar da experiência ter sido tão intensa. Eles não entenderam que estavam diante de uma manifestação visível da realidade do Reino de Deus diante deles. E também não entenderam o porquê de seu mestre estar falando especificamente com Moisés e Elias naquele momento.

De fato, os discípulos deveriam ter provas concretas de que o reino que lhes estava sendo anunciado por Jesus era real, e essa foi mais uma. E também foi uma prova incontestável de que o conteúdo da Torah é verdadeiro e está apontando para o Cristo, que iria cumprir à risca tudo o que estava escrito a respeito dele. 

Moisés e Elias conversando com Jesus naquele momento representava algo importante, e que os discípulos entenderam mais tarde: os dois eram figuras bem claras de Cristo, pois representaram com suas vidas o que iria acontecer no futuro em Israel. 

Deus usou especificamente as vidas daqueles dois homens, enquanto estavam na Terra, para mostrar aos israelitas no passado que o Messias viria a eles gerações à frente fazendo coisas semelhantes aquelas que eles estavam fazendo, e seria não somente o seu resgatador, mas seria aquele que abriria a porta do perdão dos pecados para toda a humanidade.

Foi usando a vida de Moisés que Deus libertou os israelitas da escravidão no Egito, conduzindo-os a uma terra específica, onde ali seriam abençoados: Canaã (esta terra é um dos lugares que representa o Reino de Deus no Antigo Testamento) - e sabemos que o Cristo foi enviado para libertar a todos os que crêem nele da escravidão do pecado, dando-lhes gratuitamente a herança da vida eterna, que é a permissão para entrar e fazer parte de Seu Reino definitivamente.

E foi através da vida do profeta Elias que o Pai mostrou aos israelitas que quando o Messias viesse realizaria milagres diferenciados, pois assim como o profeta curou enfermos, ressuscitou mortos e multiplicou os alimentos (farinha e azeite) na casa da viúva, por exemplo, o Rei Jesus agiu de forma similar em seu ministério e continua agindo até agora.


Missionária Oriana Costa.


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