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quarta-feira, 4 de março de 2020

Não é Cristo quem está lhe fazendo sofrer.


Muitas pessoas acreditam que seus sofrimentos provêm de Deus, para lhes provar e moldar seus caráteres, a fim de lhes transformar em pessoas melhores.

Porém, isso não é verdade. Deus não age dessa forma, nem com aqueles que não creem em Jesus tampouco com aqueles que nele creem. E nós sabemos disso pelo conteúdo das escrituras bíblicas, mais precisamente pelas informações constantes no Novo Testamento.

O próprio Cristo revela em seu ensino qual é a vontade de seu Pai para todos os seres humanos: Ele quer nos dar a vida eterna. E a vida eterna não pode ser adquirida através de obras, segundo o que nos revela o Cristo! Nada do que façamos vai nos fazer alcançar a herança da vida eterna, a não ser acreditar e aceitar a obra redentora de Jesus Cristo em nosso favor.

Essa obra redentora tem a finalidade de nos justificar, a fim de que possamos entrar no Reino de Deus. Foi para isso que o Filho de Deus, Jesus, foi enviado: para nos dar a chance única de reavermos nossos lugares em Seu Reino.

Ao ser sacrificado em nosso favor e depois ressuscitado, Cristo levou sobre si todo o castigo sobre a maldade que está agindo dentro  dos corações dos homens, castigo esse que era executado especialmente sobre o povo de Israel, como podemos observar no Antigo Testamento; isso acontecia com eles porque aquela nação tinha um acordo especial com o Criador, que era regido por um conjunto de regras específicas, que era A Lei de Moisés.

Então, até antes da vinda de Cristo, Deus precisou punir a maldade que havia na carne dos israelitas com base nas regras da Lei que entregou a Moisés, a fim de manter aquele povo separado para a vinda do Messias. 

Como o povo de Israel não tinha o conhecimento e o entendimento da Justiça de Deus dentro de seus corações, que é o único meio pelo qual podemos rejeitar a operação da maldade que está na nossa carne e também aquela que provém do mundo, Deus lhes entregou mandamentos e regras para que, obedecendo-os, aquelas pessoas:
1- Focassem no arrependimento de seus pecados e lembrassem sempre de que, por causa deles é que estavam separados de Deus e fora de seu Reino. 
2- Lembrassem que Deus lhes prometeu uma redenção, ou seja, que Ele iria lhes enviar um justificador a fim de perdoar definitivamente suas transgressões contra a Justiça de Deus e restituir seus lugares dentro de Seu Reino de glória para sempre.

Vindo o Messias e tendo cumprido toda a sua missão, estabelecendo o acordo de paz entre Deus e os homens, agora o Criador não está mais punindo os indivíduos como antes, para lhes manter em temor com o intuito de lhes fazer rejeitar à força as obras da carne.

Após o sacrifício de Cristo, Deus colocou toda a humanidade num mesmo patamar: "todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus" (leia Romanos 3:21-24), a fim de que todos possam alcançar o favor da justificação de suas transgressões contra a Justiça dele tão somente CRENDO NA OBRA REDENTORA DE JESUS.

Então, agora, toda a humanidade está submissa a esta lei: "o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. (Gálatas 6:7,8)

Quando alguém crê em Jesus Cristo como seu JUSTIFICADOR e aceita se submeter às regras da Justiça de Deus reveladas por Ele, tal pessoa se torna herdeira da vida eterna, mas, no entanto, não está livre da lei da semeadura, citada no parágrafo anterior, e precisa conhecê-la e entendê-la para que possa ser livrada de "colheitas ruins", às quais Deus não deseja para seus filhos. A vontade de Deus para todas as pessoas é que elas entrem em seu Reino e herdem a vida eterna; e esta vontade é "boa, agradável e perfeita para nós" (leia Romanos 12:2)

Deus revelou por meio de Cristo como funciona a Sua reta Justiça, instituída antes da criação do universo, exatamente para que, aprendendo-a, possamos usufruir da realidade de Seu Reino ainda neste mundo.

Então, muitas vezes, por não conhecermos bem a justiça de Deus revelada por Cristo, não conseguimos discernir e rejeitar a operação da maldade, o que nos leva a agir segundo suas sugestões e impulsos; consequentemente, sem o arrependimento sincero exigido pela reta justiça de Deus, colheremos mais tarde dos seus frutos, que são advindos DO JUÍZO DECRETADO PARA ELA (a maldade) e não diretamente para nós, que é a destruição. 

E, por seguirmos as sugestões da maldade sem arrependimento, essa destruição se manifestará em nós com muitos sofrimentos, como perdas muitas vezes irreparáveis, doenças, angústia, desespero, depressão, ansiedade, prejuizos materiais e psicológicos, divórcio, inimizades, violência, guerras, confusão, medos, dúvidas, e, por fim, a morte.

Deus nunca desejou nada disso para o homem que criou a sua imagem e semelhança. O desejo dele para toda a humanidade é que ela desfrute sempre da maravilhosa realidade de Seu Reino glorioso, porém, conscientes de que Ele não tolera a maldade e antes de criar o homem já havia decretado uma condenação severa para ela. 

É por este motivo que precisamos conhecer os princípios da Justiça de Deus a fim de rejeitar o mal dentro de nós e aquele proveniente do mundo, para que assim possamos ser livrados de tal condenação e possamos desfrutar da vida plena que Deus planejou para nós! E vale lembrar que esse mal não tem como ser discernido pela aparência que demonstra ter, pois no mundo todas as informações estão misturadas de uma forma sutil e isso confunde nossos conceitos do que realmente é bom ou mau.

A fé verdadeira em Deus precisa estar alicerçada nessas informações, ou fatidicamente o sujeito se deixará levar por sentimentos e pensamentos equivocados advindos da influência e do poder da maldade, os quais estão totalmente fora da realidade do Reino e da justiça eternos.

Missionária Oriana Costa.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O juízo do dilúvio

Atenção: o conteúdo deste estudo é apenas uma tese, e ainda não pode ser tomado como uma afirmação concreta de que o dilúvio se processou da forma como está descrita no desenvolvimento do texto. 

O evento chamado de "dilúvio", que foi um juízo de Deus sobre a maldade que havia na terra, e está descrito no livro de Gênesis da Bíblia Sagrada, é um tanto impressionante, pela forma como ocorreu. Vejamos abaixo o trecho que mostra como ele aconteceu:


Noé tinha seiscentos anos de idade quando as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio. Casais de animais grandes, puros e impuros, de aves e de todos os animais pequenos que se movem rente ao chão vieram a Noé e entraram na arca, como Deus tinha ordenado a Noé. E depois dos sete dias, as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. Naquele mesmo dia, Noé e seus filhos, Sem, Cam e Jafé, com sua mulher e com as mulheres de seus três filhos, entraram na arca. Com eles entraram todos os animais de acordo com as suas espécies: todos os animais selvagens, todos os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos que se movem rente ao chão e todas as criaturas que têm asas: todas as aves e todos os outros animais que voam. Casais de todas as criaturas que tinham fôlego de vida vieram a Noé e entraram na arca. Os animais que entraram foram um macho e uma fêmea de cada ser vivo, conforme Deus ordenara a Noé. Então o Senhor fechou a porta. Quarenta dias durou o Dilúvio sobre a terra, e as águas aumentaram e elevaram a arca acima da terra. As águas prevaleceram, aumentando muito sobre a terra, e a arca flutuava na superfície das águas. As águas dominavam cada vez mais a terra, e foram cobertas todas as altas montanhas debaixo do céu. As águas subiram até quase sete metros acima das montanhas. Todos os seres vivos que se movem sobre a terra pereceram: aves, rebanhos domésticos, animais selvagens, todas as pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade. Tudo o que havia em terra seca e tinha nas narinas o fôlego de vida morreu. Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca. E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinqüenta dias. (Gênesis 7:6-24)

Esse trecho específico, é muito rico em informações. Mas, uma delas em especial, e a mais interessante de todas, seria entender como Deus fez a humanidade que havia sobre a terra e os animais que tinham fôlego de vida deixarem de existir. A ideia que temos é que a vida foi extirpada da face da terra por afogamento, quando entendemos que as águas eram somente "H2O" na fase líquida.

Mas, antes de continuar pensando sobre esse acontecimento, é sempre bom ressaltar que o nosso Criador não estava nem um pouco satisfeito em ter que tomar essa atitude drástica. Contudo, se Ele não tivesse tomado as providências naquele momento, o mundo teria sido destruído bem antes de nós, que estamos vivos agora, existirmos, tamanho era o grau de maldade e violência que as pessoas tinham atingido na terra naquela época.

Agora, retomando nosso estudo, há uma informação curiosa no trecho bíblico em questão, que se refere a uma espécie diferente de "água", e de uma "chuva" proveniente de lugares diferentes de "nuvens": 

Todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. (Gênesis 7:11,12)

E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. (Gênesis 7:19)

O primeiro ponto que devemos lembrar nesse evento é que Deus protegeu Noé e sua família numa espécie de nave especial, que pairou sobre aquelas águas excessivas numa altura acima dos montes mais altos do planeta, onde o ar é rarefeito: e foi numa arca de madeira, betumada por dentro e por fora. E essa nave passou um ano inteiro flutuando sobre as águas. 

Sabemos que as chuvas caem normalmente do céu provenientes da formação de nuvens densas, carregadas de água na forma de vapor. No entanto, o texto se refere a uma água vinda não de nuvens, mas das "profundezas" e das "comportas do céu", que provocaram uma certa "chuva". A palavra comporta significa "uma grande porta" ou "uma grande janela" por onde se escoa alguma substância no estado líquido. Geralmente, as comportas são encontradas no mundo em represas.

Então, poderíamos interpretar que as nuvens seriam essas comportas, porém, a forma como as águas caíram sobre a terra, sem parar, e de uma forma excessiva, soa um tanto estranho, pois o texto não fala da formação de densas nuvens, carregadas de água, arrodeando o planeta. Se tivesse acontecido dessa maneira, as pessoas saberiam que alguma coisa estava errada e teriam algum tempo para se salvar. 

Mas, observamos que o evento aconteceu "de surpresa", não havendo nenhum sinal evidente de que um grande dilúvio aconteceria, a não ser, o comportamento diferente de Noé, construindo a "arca" com o passar do tempo (anos). 

No trecho bíblico em questão, no entanto, apesar de entendermos que a terra estava sendo inundada, não há clareza para compreendermos que as pessoas estavam mesmo morrendo afogadas.

A ideia que o texto passa é que a água que tomou conta da terra era diferenciada, vinda de locais diferenciados do habitual, e destruiu a todos de uma forma quase "instantânea". Foi uma "chuva" diferente. Então, que águas seriam essas?

Se meu raciocínio estiver certo, as águas do dilúvio não eram H2O, visto que as pessoas morreram instantaneamente. (para entender melhor este raciocínio, leia o texto "O início da criação - as dimensões eterna e física" publicado anteriormente a este)

Já tentou imaginar o mundo todo coberto inteiramente por água, até sete metros acima dos montes mais altos, sem que, no entanto, as águas dos mares e mananciais não se misturem? Claro que, para Deus, isso não seria algo impossível de ser feito, mas, foge à lógica de como ele criou e instituiu as coisas em nosso mundo; sem tirar o fato de que, sendo o dilúvio provocado pela água natural que conhecemos em nosso mundo, a chance de existirem objetos que flutuassem sobre a água salvando as vidas de algumas pessoas, que chegassem a se manterem vivas se alimentando de animais marinhos (já que eles não haviam sido exterminados) e bebendo a própria água do dilúvio, não seria impossível.    

A ideia que vem a nossa mente, partindo desse entendimento, é que Deus literalmente "desintegrou" os seres vivos que estavam no ar e na terra, fazendo vazar as águas de seu Reino sobre o planeta. Essas águas não seriam H2O, como conhecemos, mas uma forma de força ou energia concentrada, como se fosse uma grande nuvem de radiotividade. 

O evento do dilúvio também não cita que os animais marinhos foram exterminados. E isso é bem estranho também. Os seres vivos exterminados foram somente aqueles que se moviam sobre a terra seca e no céu. Tanto é que Deus não mandou Noé levar consigo os peixes, as baleias, os golfinhos, as meduzas, etc., no intuito de preservá-los. Então, subentende-se que os animais marinhos permaneceram vivos. Então, é mesmo intrigante o fato de que, juntamente a Noé e sua família, a água natural do planeta com todos os animais que haviam nela não terem sido atingidos.

Pegando uma carona do raciocínio acima, outra coisa interessante que notamos nesse evento é que, apesar de nosso mundo ficar coberto de água por inteiro, as águas doces e salgadas do planeta não se misturaram, pois se isso tivesse acontecido os animais marinhos teriam morrido também. 

Dessa forma, o que entendemos, é que Deus não matou as pessoas e os animais afogados, mas desfez seus corpos físicos de uma forma rápida, onde não sofreram até morrer ou sentiram qualquer tipo de dor. E depois, limpou e refez toda a superfície seca da terra, para reiniciar a vida sobre ela.

Então, a primeira intensão das "águas" terem subido sobremaneira sobre a terra e coberto totalmente toda a superfície, a ponto de passar do alto dos montes mais altos, foi a de limpar e modificar a face da terra, e isso sem atingir os mananciais e oceanos do planeta. Um ponto interessante nesse assunto é que o total de tempo que as águas ficaram sobre a superfície da terra foi um ano inteiro, juntando o tempo que permaneceram agindo com o tempo que começaram a baixar. 

Se o que extirpou a vida da face da terra foi ALGO PARECIDO com uma onda fortíssima de radiação (com isso não estou afirmando que foi radiação, ok?), obviamente que a terra teria que ficar totalmente isenta daquela água diferenciada (pois é destrutiva em contato direto com os seres vivos), e, assim sendo, até que o processo de limpeza se concluísse Noé não poderia ter acesso a superfície do planeta. 

Um coisa interessante que devemos também observar é que Deus não precisaria modificar drasticamente a organização das coisas sobre a terra, retirando a humanidade do planeta quase que completamente, se essa ação não fosse algo extremamente necessário à manutenção da vida no planeta que Ele mesmo criou. O dilúvio, de fato, era a única forma de conter o avanço da maldade sobre a terra, sem destrui-la.

E depois desse tremendo evento, vemos a forma interessante com a qual o nosso Criador exerce juízo sobre a maldade de forma isolada, fazendo certos acordos com a humanidade, e depois disso retirando as vidas daquelas pessoas que não obedecem esses  acordos instantaneamente, e sem atingir as vidas das outras pessoas que estavam ao redor, em situações como a de Sodoma e Gomorra, dos filhos de Arão no episódio do fogo estranho, na morte dos primogênitos no Egito, e na morte de Ananias e Safira, por exemplo.   


Missionária Oriana Costa    

Antes de escolher os apóstolos - Parte 3.5 - O Sermão da montanha

Dando continuidade ao nosso estudo do Evangelho de Mateus, agora prosseguimos com uma parte bastante sensível do ensino de Cristo no Sermão ...