quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

A parábola do banquete de casamento

A parábola do banquete de casamento é a terceira contada por Cristo aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei enquanto ensinava no templo, em Jerusalém, a fim de lhes chamar a atenção para a forma incrédula e rebelde que estavam agindo em relação a Deus. Leia sobre as outras duas nos textos anteriores "De onde era o batismo de João" e "A pedra que os construtores rejeitaram".

Nessa história, o Senhor Jesus, mais uma vez, explicou, de maneira resumida, como o Pai iria julgar a situação de Israel e dos demais povos da terra através de Seu Filho Unigênito.
Jesus lhes falou novamente por parábolas, dizendo: "O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho. Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir. "De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento!’ "Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios. Os restantes, agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram. O rei ficou irado e, enviando o seu exército, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles. (Mateus 22:1-7)
Na primeira parte da parábola, o Mestre fala do cumprimento da promessa de salvação que o Pai (o rei) fez com Abraão através de uma Aliança (o banquete de casamento). Também fala dos servos enviados (os profetas), dos convidados para o banquete (o povo de Israel) e dos outros servos enviados (João Batista e Ele próprio). O "exército" enviado para destruir "aqueles assassinos" (a nação de Israel) foi o de Roma, pois na época do sacrifício e ressurreição de Cristo, aquele povo era dominado pelo Império Romano.

No Antigo Testamento, há trechos como o que se segue abaixo, já prevendo a situação em que o povo se encontraria quando o Messias viesse, e é importante notar que os líderes religiosos tinham acesso a tais escrituras:
O Senhor diz: "Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens. Por isso uma vez mais deixarei atônito esse povo com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá". Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: "Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?" (Isaías 29:13-15)
Voltando à parábola, Cristo continua dizendo:
Então disse a seus servos: ‘O banquete de casamento está pronto, mas os meus convidados não eram dignos. Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem’. Então os servos saíram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar, gente boa e gente má, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de convidados. "Mas quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não estava usando veste nupcial. E lhe perguntou: ‘Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial? ’ O homem emudeceu. "Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem-lhe as mãos e os pés, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes’. "Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos". (Mateus 22:8-14)
Nessa outra parte da parábola, o Mestre fala aos "seus servos" (a igreja) que o banquete de casamento está pronto, ou seja, que o Messias veio, foi sacrificado, ressuscitou, mas os antigos "convidados" (os israelitas) não eram dignos, significando que aquele povo não entendeu e rejeitou o cumprimento da promessa, que aconteceu diante deles com a instituição de uma nova aliança entre Deus e toda a humanidade. 

Então, desta vez, todas as outras pessoas encontradas no caminho daqueles novos servos seriam convidadas a participar do banquete, e isso vem acontecendo até os nossos dias, através da anunciação do evangelho sobre a terra.

As "ruas", as quais Jesus se refere, são as outras nações da terra, onde o evangelho vem sendo anunciado desde o início da igreja.

Sobre o homem que estava no banquete mas "não usava veste nupcial", ele representa todas as pessoas que dizem acreditar em Deus, e até estão congregando nas denominações cristãs, mas rejeitam a Sua Justiça e não se revestem do novo homem (Cristo):
Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade. (Efésios 4:22-24)
Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar. Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. (Colossenses 3:8-10)
Portanto, haverá condenação eterna para todos aqueles que se dizem seguidores de Jesus, mas de fato o estão negando.

Quando o evangelho da salvação é anunciado, a mensagem do Reino é exposta, e todos os que a ouvem vão sendo advertidos a abandonar a maldade embutida nos princípios do mundo, para viverem segundo os princípios do Reino de Deus. Contudo, os que decidiram congregar em uma igreja, mas não se convertem verdadeiramente, vivendo sem adequar suas vidas à justiça de Deus, não serão "escolhidos", ou seja, não entrarão no Reino. Por isso, Jesus encerra o raciocínio da parábola dizendo "muitos são chamados, mas poucos são escolhidos".

Texto: Miss. Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

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