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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Quer ser perfeito?

No trecho que vamos estudar aqui, veremos a conversa que um jovem judeu, de muitas posses, teve com Jesus e também as explicações que o Senhor dá em seguida sobre as consequências que o apego às coisas do mundo traz às pessoas.

Essa passagem tem sido usada como tema de muitas pregações até os dias de hoje, nos revelando informações importantes que precisamos considerar cuidadosamente.

De acordo com o mundo, onde normalmente os indivíduos não tem conhecimento de como funciona a justiça de Deus, é comum se pensar que podemos alcançar dele misericórdia (para os que acreditam que Ele existe) através de bons atos ou obras de caridade, independente da religião que professamos. 

O pensamento daquele jovem que abordou o Senhor, apesar de ser judeu, não era diferente:
Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?" Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos". "Quais?", perguntou ele. Jesus respondeu: "‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’". Disse-lhe o jovem: "A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda?" (Mateus 19:16-20)
O rapaz não estava convencido de que somente cumprir os mandamentos era o suficiente para ter a vida eterna, por isso perguntou a Jesus o que poderia ser feito "a mais", de forma que Deus se agradasse dele. Talvez ele estivesse pensando que o fato de usar sua fortuna para fazer a caridade fosse compensar o peso dos seus pecados diante do Pai.

Porém, o Mestre lhe respondeu o seguinte:
Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. (Mateus 19:21,22)
O Senhor Jesus, portanto, mostrou àquele jovem o que realmente ele precisava fazer, não somente para herdar a vida eterna, mas, para SER PERFEITO aos olhos do Criador: se desapegar das coisas do mundo e seguir o Filho de Deus. Como o foco do rapaz estava nos bens materiais que possuía, então Cristo lhe aconselhou a trocar suas riquezas por aquelas que Deus nos reserva em Seu Reino.

Porém, o apego do jovem aos seus bens era maior do que sua fé em Deus. Ele se entristeceu, após ouvir a resposta do Mestre, pois não estava disposto a se desfazer do poder que as riquezas materiais lhe proporcionavam, a fim de seguir a Cristo.

Após essa conversa com o jovem, e já se dirigindo aos seus discípulos, o Senhor explica que o apego ao dinheiro é o maior dos obstáculos a ser vencido dentro dos corações dos homens, para que estes entrem no Reino de Deus:
Então Jesus disse aos discípulos: "Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. E lhes digo ainda: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus". Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: "Neste caso, quem pode ser salvo?" (Mateus 19:23-25)
A cobiça ao dinheiro é o pecado mais comum entre os seres humanos. Por isso, os discípulos perguntaram a Cristo, após ouvirem dele que é muito difícil um rico entrar no Reino dos céus, quem poderia ser salvo.

Em sua primeira carta a Timóteo, o apóstolo Paulo explica porque é tão difícil que uma pessoa apegada às riquezas do mundo se arrependa e alcance a salvação: porque o amor ao dinheiro É A RAIZ DE TODOS OS MALES E LEVA À APOSTASIA:
Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos. (1Timoteo 6:9,10)
Portanto, o apego às riquezas materiais cega as pessoas espiritualmente, impedindo-as de se aproximem de Deus (ou afastando-as de sua presença) e de conhecerem a Ele em verdade. Lembrando que Cristo disse que era "muito difícil" para um indivíduo apegado aos bens materiais ser salvo, e não algo totalmente impossível. O poder da maldade não é maior que o poder de Deus, que pode sondar os corações.

Um bom exemplo de um homem rico que teve um encontro especial com o Rei Jesus e alcançou salvação foi Zaqueu, o publicano:
Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: "Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais". Jesus lhe disse: "Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido". (Lucas 19:8-10)
Retomando nosso raciocínio, visto que os seres humanos estão presos por seus pecados e não tem como salvar-se a si mesmos, o Pai presenteou toda a humanidade com o único caminho que leva à vida eterna, que é Cristo. 

Então, mesmo cumprindo os mandamentos da Lei Mosaica, os judeus ainda não estão limpos de seus pecados diante do Pai, e também carecem de uma justificação para, enfim, acessarem o Reino, que só pode ser obtida através da fé genuína em Jesus.

Por isso, o Mestre respondeu aos discípulos que para os homens é impossível conseguir a justificação sozinhos, mas para Deus, há uma maneira de nos tornar justos, pois para Ele tudo é possível:
Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis". (Mateus 19:26)
Depois disso, Pedro ainda questiona Jesus sobre o que aconteceria aos seus seguidores, pois tinham deixado tudo para estar com Ele. De fato, apesar de todas as coisas que já tinham visto e ouvido do Senhor, naquele momento, os seus discípulos ainda não tinham entendido que seu mestre era realmente o Messias e queriam ter certeza de que não estavam cometendo um erro:
Então Pedro lhe respondeu: "Nós deixamos tudo para seguir-te! Que será de nós?" - Jesus lhes disse: "Digo-lhes a verdade: Por ocasião da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna. Contudo, muitos primeiros serão últimos, e muitos últimos serão primeiros. (Mateus 19:27-30)
Seguir corretamente pelo caminho da salvação envolve um desapego de tudo aquilo que nos impede de andar na reta justiça de Deus. Por isso, às vezes é preciso ir além da rejeição das obras da carne e da influência da maldade do mundo, especialmente por causa da perseguição que há sobre aqueles que professam a fé cristã, em determinados lugares do planeta.

Em certas situações, fica impossível para um cristão conciliar sua fé e a convivência com pessoas que não concordam com esta, pessoas tais que prosseguem nutrindo, dia após dia, o ódio por Cristo em seus corações. Nesses casos, muitas vezes os cristãos são obrigados a deixar seus familiares e bens, a fim de continuarem vivos, sem negar o Senhor.

Com relação aos discípulos de Cristo, a situação foi diferente: mesmo os casados tiveram que deixar seus trabalhos, o conforto de suas casas e o convívio com seus familiares e amigos durante os três intensos anos do ministério terreno de Jesus, a fim de seguir o Mestre e estar com Ele em todas as ocasiões, com o propósito de aprenderem dele e testemunharem seus feitos. Mas isso foi uma escolha deles, o Senhor não os obrigou a tomarem tal decisão.

O Rei Jesus garantiu aos discípulos que tudo o que estava registrado a Seu respeito, nas sagradas escrituras, estava se cumprindo, e que eles não perderiam nada, materialmente falando, muito pelo contrário.

Após a morte e ressurreição do Senhor, aqueles homens prosseguiram com suas vidas como antes, mas, desta vez, dando início à igreja cristã sobre a terra. Eles também estavam avisados de que seriam perseguidos até a morte, mesmo assim, seguiram em frente na anunciação do Reino.

No final de sua fala, quando o Senhor Jesus pontuou "muitos primeiros serão últimos, e muitos últimos serão primeiros", ele se referia exatamente a essa dificuldade que muitos de seus seguidores teriam, com o passar do tempo, de continuarem professando sua fé por causa do ódio que o príncipe desse século tem de Cristo.

À medida que se aproxima o tempo da segunda volta de Jesus, a situação vai ficando mais difícil para os cristãos no planeta, por causa do aumento da maldade em todos os lugares. Isso torna ainda mais difícil abrir mão das propostas do mundo, como também aumenta a perseguição sobre aqueles que escolhem continuar na fé. Essa realidade vai igualar a situação que será experimentada pelos cristãos poucos anos antes da volta do Senhor com aquela vivida no início da igreja, pelos Apóstolos.

A forma que Deus julga as coisas não segue a lógica terrena, pois não se baseia na aparência. Portanto, o Mestre explica que serão recompensados primeiro aqueles que, na proximidade da sua volta, conseguirem dominar-se e rejeitar plenamente a operação da iniquidade que lhes cerca, ainda que em meio a grandes sofrimentos, a fim de se manterem firmes na fé e atenderem seus chamados.

Texto: Miss. Oriana Costa

Edição: Pr. Wendell Costa

sexta-feira, 27 de março de 2020

Todo reino dividido contra si mesmo é devastado.

As palavras ditas por Jesus nessa afirmação são fato. Realmente, um lugar onde as pessoas estão divididas, onde cada uma quer uma coisa diferente e terminam brigando entre si por causa disso, não pode continuar: os indivíduos desistem de conviver e vão cada qual para um lado.

E quando o convívio é forçado, as pessoas ficam lutando para se livrar uma da outra, ou ficam tentando dominar sobre a vontade uma da outra; e essa situação vai gerando muitos conflitos que podem terminar de uma forma violenta.

Mas, voltando a afirmação de Jesus, suas palavras não foram ditas por acaso. Elas foram uma resposta às afirmações mentirosas que os fariseus disseram a respeito dele, após o terem visto fazer mais um de seus milagres.

Neste episódio, um homem endemoniado tinha sido levado a Jesus, e o mal se manifestava no corpo do homem bloqueando sua visão e sua voz. Jesus, então, curou aquele homem expulsando o demônio que o impedia de ter uma vida normal.

No entanto, mesmo sabendo que a ação de Jesus naquele caso não podia vir de outro lugar, senão de Deus, os fariseus decidiram se levantar contra Ele. Então, eles simplesmente disseram que Jesus estava agindo com a autoridade do Diabo ao expulsar demônios das pessoas, e não com a autoridade de Deus.

Essa atitude dos fariseus foi movida por inveja, e pelo medo de perder suas regalias na sociedade se caíssem em descrédito aos olhos do povo. Como eles eram bem vistos na sociedade, resolveram usar suas influências para manipular os pensamentos do povo contra o Cristo (e vejam que, até os nossos dias, é desta mesma forma que o Diabo tem agido, usando muitas pessoas influentes e poderosas em todo o mundo!)

Eis o trecho completo:

"Então levaram-lhe um endemoninhado que era cego e mudo, e Jesus o curou, de modo que ele pôde falar e ver. Todo o povo ficou atônito e disse: "Não será este o Filho de Davi?" Mas quando os fariseus ouviram isso, disseram: "É somente por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios". Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, então, subsistirá seu reino? E se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos de vocês? Por isso, eles mesmos serão juízes sobre vocês. Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus." (Mateus 12:22-28)

Os fariseus não chegaram a falar a Jesus o que estavam dizendo entre si sobre ele, mas o Cristo sabia o que estava acontecendo, e falou a verdade diretamente a eles e ao restante do povo.

Na sua resposta, o Rei Jesus lembrou algo importante aos fariseus: "Se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos de vocês? Por isso, eles mesmos serão juízes sobre vocês." - Jesus expõe aqui uma informação interessante sobre os filhos dos fariseus, dizendo que esses também expulsavam demônios.

Cristo os confrontou, dizendo a eles que, se estavam sugerindo que os demônios só obedeciam à autoridade do Diabo, os próprios filhos deles também se enquadravam na mesma situação de Jesus, visto que também estavam agindo da mesma maneira que Ele. E, sendo assim, os filhos daqueles homens iriam julgá-los por suas palavras incoerentes, pois todos sabem que os demônios se dobram somente ao nome de Deus.

Então, Jesus Cristo completa seu raciocínio: "Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus."

Dizendo essas palavras, o Rei Jesus expôs que era pelo Espírito de Deus que estava expulsando os demônios das pessoas, e que ele estava fazendo isso para demonstrar a todos A GLÓRIA DE SEU REINO (onde não existe maldade) e a autoridade suprema que tinha, e que lhe fora dada pelo Pai; e este poder não era somente para expulsar demônios, mas, antes de tudo, para julgar todas as coisas.

Missionária Oriana Costa.







Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...