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terça-feira, 7 de julho de 2020

O meu Reino não é deste mundo.

Essa fala de Jesus é esclarecedora em alguns aspectos para nós, que ouvimos e cremos na mensagem do evangelho.

No momento em que o Cristo fez essa afirmação, já tinha sido levado preso pelos soldados romanos e estava numa audiência, sendo interrogado pelo governador da província romana da Judéia, Poncio Pilatos.

A afirmação de Cristo que estamos analisando aqui, portanto, foi uma resposta aos seguintes questionamentos do governador:

"Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?" (João 18:33-35)

Então, o primeiro ponto que a afirmação do Rei Jesus esclarece é com relação ao conteúdo da mensagem do evangelho: a que ela está se referindo? Existem muitas mensagens religiosas sendo divulgadas pelo mundo afora, mas a verdadeira mensagem do evangelho ANUNCIA O REINO DE DEUS, e não filosofias ou pensamentos vindos de religiões.

O segundo ponto é que o reinado ou governo de Jesus Cristo não é baseado em princípios humanos ou na realidade que o mundo experimenta, mas está fundamentado no conjunto de Leis pelo qual a dimensão eterna ou espiritual e a nossa dimensão material foram criadas, e pelas quais as duas funcionam infalivelmente. Por este motivo é que tal governo não pode ser considerado religioso, e foi por isso que o Rei Jesus declarou a Pilatos: "O meu Reino não é deste mundo".

Então, vê-se claramente, pelo ensino de Cristo e pela manifestação do poder e autoridade que tinha e exibia na frente de todos, que aquilo que Ele estava anunciando era puramente o seu reinado ou governo e por quais princípios Ele reina ou governa.

O terceiro aspecto, é que apesar de Jesus Cristo ter sido enviado ao mundo dentro do judaísmo, Ele se colocou à parte da RELIGIÃO judaica. E isso notamos claramente quando ele diz "...para que eu não fosse entregue aos judeus...". Cristo estava em linha com os preceitos da Lei mosaica, que apontavam para o Seu Reino e para a necessidade de justificação que havia para quem desejasse fazer parte dele; no entanto, o Rei Jesus estava em desacordo com princípios religiosos, advindos da aparência do mundo e da maldade humana.

O quarto aspecto é sobre esta afirmação de Jesus sobre seu Reino: "mas agora ele não é daqui". Para quem não sabe, o Reino de Deus já foi deste mundo e era visível (Jardim do Éden), e esteve estabelecido em todo o planeta até antes do evento do Dilúvio. Durante esse evento, o Reino de Deus foi desligado da terra e então permaneceu totalmente ocultado da humanidade, até o momento em que Jesus Cristo veio até nós e passou a anunciá-lo em seu ministério.

Após o início da proclamação do Evangelho, o Reino de Deus e sua Justiça passaram a ser divulgados e ensinados em todo o mundo, sem, no entanto, ser exposto visivelmente, a fim de que a humanidade saiba da sua existência e também fique ciente de que há possibilidade de se adquirir cidadania permanente nele.

Tais informações são de extrema importância para todos, visto que no tempo determinado pelo nosso Criador Seu Reino voltará a ser instalado na terra e ficará VISÍVEL novamente, e desta vez para sempre (no livro de Apocalipse esse acontecimento é descrito como "um novo céu e uma nova terra" - Apocalipse 21:1). E quando esta etapa, que já está devidamente divulgada na Bíblia, se cumprir, quem não tiver adquirido a justificação disponibilizada pelo nosso Criador para ser oficialmente cidadão de Seu Reino ficará de fora dele em definitivo.

A justificação para a aquisição da cidadania no Reino só é possível se este não estiver sendo visto, pois no momento em que Ele é visualizado e conhecido plenamente já não há mais ignorância total sobre ele e, portanto, não há mais desculpa para a tolerância do descumprimento dos seus preceitos, que são ESSENCIAIS à manutenção da vida.

Por isso, Deus tem sido tolerante com a humanidade, pois o Seu Reino está sendo anunciado, porém, sem ser ainda visível. Foi essa a maneira única que Deus encontrou para nos dar a chance preciosa de entrar em seu Reino: ouvindo sobre ele, mas sem vê-lo, onde podemos ter ciência da existência dele (apenas) através da anunciação da mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo.

Quem crer na mensagem do evangelho e perseverar em se adequar à justiça de Deus revelada e ensinada por Cristo, sem, no entanto, estar vendo o Reino, está justificado (Leia 2Pedro capitulo 3). Nosso Criador não quer nos condenar, mas deseja que possamos desfrutar da realidade plena de seu Reino para sempre.

A expulsão do homem do Reino (Jardim do Éden), o juízo do Dilúvio (que destruiu todos os seres humanos na época, menos Noé e sua família) e a retirada do Reino de Deus da terra aconteceu exatamente por esta causa: a humanidade VIA o Reino e CONHECIA-O plenamente, no entanto, a maldade dentro de si os impedia de serem justos, ou seja, o conhecimento do bem e do mal dentro de si os impedia de agirem somente conforme os preceitos da legislação que opera nesse reino, QUE JÁ ERAM MUITO BEM CONHECIDOS POR TODOS.

Quando o ser humano tem a maldade dentro de si, e sabendo a verdade plenamente escolhe rejeitá-la, se torna hostil a si mesmo e ao seu próximo - esta era a realidade que a humanidade vivia até antes do juízo do Dilúvio (Gênesis 6:11); além disso, o ser humano que é completamente ciente da verdade e escolhe descumprí-la voluntariamente, entra em contenda perpétua com o Espirito de Deus (e passa a blasfemar contra Ele!), tornando-se seu inimigo (Gênesis 6:3, Romanos 8:18-32), por transgredir continuamente as bases legais pelas quais ele mesmo foi criado junto a todo o universo (Hebreus 10:26-39).

Missionária Oriana Costa.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O juízo do dilúvio

Atenção: o conteúdo deste estudo é apenas uma tese, e ainda não pode ser tomado como uma afirmação concreta de que o dilúvio se processou da forma como está descrita no desenvolvimento do texto. 

O evento chamado de "dilúvio", que foi um juízo de Deus sobre a maldade que havia na terra, e está descrito no livro de Gênesis da Bíblia Sagrada, é um tanto impressionante, pela forma como ocorreu. Vejamos abaixo o trecho que mostra como ele aconteceu:


Noé tinha seiscentos anos de idade quando as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio. Casais de animais grandes, puros e impuros, de aves e de todos os animais pequenos que se movem rente ao chão vieram a Noé e entraram na arca, como Deus tinha ordenado a Noé. E depois dos sete dias, as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. Naquele mesmo dia, Noé e seus filhos, Sem, Cam e Jafé, com sua mulher e com as mulheres de seus três filhos, entraram na arca. Com eles entraram todos os animais de acordo com as suas espécies: todos os animais selvagens, todos os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos que se movem rente ao chão e todas as criaturas que têm asas: todas as aves e todos os outros animais que voam. Casais de todas as criaturas que tinham fôlego de vida vieram a Noé e entraram na arca. Os animais que entraram foram um macho e uma fêmea de cada ser vivo, conforme Deus ordenara a Noé. Então o Senhor fechou a porta. Quarenta dias durou o Dilúvio sobre a terra, e as águas aumentaram e elevaram a arca acima da terra. As águas prevaleceram, aumentando muito sobre a terra, e a arca flutuava na superfície das águas. As águas dominavam cada vez mais a terra, e foram cobertas todas as altas montanhas debaixo do céu. As águas subiram até quase sete metros acima das montanhas. Todos os seres vivos que se movem sobre a terra pereceram: aves, rebanhos domésticos, animais selvagens, todas as pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade. Tudo o que havia em terra seca e tinha nas narinas o fôlego de vida morreu. Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca. E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinqüenta dias. (Gênesis 7:6-24)

Esse trecho específico, é muito rico em informações. Mas, uma delas em especial, e a mais interessante de todas, seria entender como Deus fez a humanidade que havia sobre a terra e os animais que tinham fôlego de vida deixarem de existir. A ideia que temos é que a vida foi extirpada da face da terra por afogamento, quando entendemos que as águas eram somente "H2O" na fase líquida.

Mas, antes de continuar pensando sobre esse acontecimento, é sempre bom ressaltar que o nosso Criador não estava nem um pouco satisfeito em ter que tomar essa atitude drástica. Contudo, se Ele não tivesse tomado as providências naquele momento, o mundo teria sido destruído bem antes de nós, que estamos vivos agora, existirmos, tamanho era o grau de maldade e violência que as pessoas tinham atingido na terra naquela época.

Agora, retomando nosso estudo, há uma informação curiosa no trecho bíblico em questão, que se refere a uma espécie diferente de "água", e de uma "chuva" proveniente de lugares diferentes de "nuvens": 

Todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. (Gênesis 7:11,12)

E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. (Gênesis 7:19)

O primeiro ponto que devemos lembrar nesse evento é que Deus protegeu Noé e sua família numa espécie de nave especial, que pairou sobre aquelas águas excessivas numa altura acima dos montes mais altos do planeta, onde o ar é rarefeito: e foi numa arca de madeira, betumada por dentro e por fora. E essa nave passou um ano inteiro flutuando sobre as águas. 

Sabemos que as chuvas caem normalmente do céu provenientes da formação de nuvens densas, carregadas de água na forma de vapor. No entanto, o texto se refere a uma água vinda não de nuvens, mas das "profundezas" e das "comportas do céu", que provocaram uma certa "chuva". A palavra comporta significa "uma grande porta" ou "uma grande janela" por onde se escoa alguma substância no estado líquido. Geralmente, as comportas são encontradas no mundo em represas.

Então, poderíamos interpretar que as nuvens seriam essas comportas, porém, a forma como as águas caíram sobre a terra, sem parar, e de uma forma excessiva, soa um tanto estranho, pois o texto não fala da formação de densas nuvens, carregadas de água, arrodeando o planeta. Se tivesse acontecido dessa maneira, as pessoas saberiam que alguma coisa estava errada e teriam algum tempo para se salvar. 

Mas, observamos que o evento aconteceu "de surpresa", não havendo nenhum sinal evidente de que um grande dilúvio aconteceria, a não ser, o comportamento diferente de Noé, construindo a "arca" com o passar do tempo (anos). 

No trecho bíblico em questão, no entanto, apesar de entendermos que a terra estava sendo inundada, não há clareza para compreendermos que as pessoas estavam mesmo morrendo afogadas.

A ideia que o texto passa é que a água que tomou conta da terra era diferenciada, vinda de locais diferenciados do habitual, e destruiu a todos de uma forma quase "instantânea". Foi uma "chuva" diferente. Então, que águas seriam essas?

Se meu raciocínio estiver certo, as águas do dilúvio não eram H2O, visto que as pessoas morreram instantaneamente. (para entender melhor este raciocínio, leia o texto "O início da criação - as dimensões eterna e física" publicado anteriormente a este)

Já tentou imaginar o mundo todo coberto inteiramente por água, até sete metros acima dos montes mais altos, sem que, no entanto, as águas dos mares e mananciais não se misturem? Claro que, para Deus, isso não seria algo impossível de ser feito, mas, foge à lógica de como ele criou e instituiu as coisas em nosso mundo; sem tirar o fato de que, sendo o dilúvio provocado pela água natural que conhecemos em nosso mundo, a chance de existirem objetos que flutuassem sobre a água salvando as vidas de algumas pessoas, que chegassem a se manterem vivas se alimentando de animais marinhos (já que eles não haviam sido exterminados) e bebendo a própria água do dilúvio, não seria impossível.    

A ideia que vem a nossa mente, partindo desse entendimento, é que Deus literalmente "desintegrou" os seres vivos que estavam no ar e na terra, fazendo vazar as águas de seu Reino sobre o planeta. Essas águas não seriam H2O, como conhecemos, mas uma forma de força ou energia concentrada, como se fosse uma grande nuvem de radiotividade. 

O evento do dilúvio também não cita que os animais marinhos foram exterminados. E isso é bem estranho também. Os seres vivos exterminados foram somente aqueles que se moviam sobre a terra seca e no céu. Tanto é que Deus não mandou Noé levar consigo os peixes, as baleias, os golfinhos, as meduzas, etc., no intuito de preservá-los. Então, subentende-se que os animais marinhos permaneceram vivos. Então, é mesmo intrigante o fato de que, juntamente a Noé e sua família, a água natural do planeta com todos os animais que haviam nela não terem sido atingidos.

Pegando uma carona do raciocínio acima, outra coisa interessante que notamos nesse evento é que, apesar de nosso mundo ficar coberto de água por inteiro, as águas doces e salgadas do planeta não se misturaram, pois se isso tivesse acontecido os animais marinhos teriam morrido também. 

Dessa forma, o que entendemos, é que Deus não matou as pessoas e os animais afogados, mas desfez seus corpos físicos de uma forma rápida, onde não sofreram até morrer ou sentiram qualquer tipo de dor. E depois, limpou e refez toda a superfície seca da terra, para reiniciar a vida sobre ela.

Então, a primeira intensão das "águas" terem subido sobremaneira sobre a terra e coberto totalmente toda a superfície, a ponto de passar do alto dos montes mais altos, foi a de limpar e modificar a face da terra, e isso sem atingir os mananciais e oceanos do planeta. Um ponto interessante nesse assunto é que o total de tempo que as águas ficaram sobre a superfície da terra foi um ano inteiro, juntando o tempo que permaneceram agindo com o tempo que começaram a baixar. 

Se o que extirpou a vida da face da terra foi ALGO PARECIDO com uma onda fortíssima de radiação (com isso não estou afirmando que foi radiação, ok?), obviamente que a terra teria que ficar totalmente isenta daquela água diferenciada (pois é destrutiva em contato direto com os seres vivos), e, assim sendo, até que o processo de limpeza se concluísse Noé não poderia ter acesso a superfície do planeta. 

Um coisa interessante que devemos também observar é que Deus não precisaria modificar drasticamente a organização das coisas sobre a terra, retirando a humanidade do planeta quase que completamente, se essa ação não fosse algo extremamente necessário à manutenção da vida no planeta que Ele mesmo criou. O dilúvio, de fato, era a única forma de conter o avanço da maldade sobre a terra, sem destrui-la.

E depois desse tremendo evento, vemos a forma interessante com a qual o nosso Criador exerce juízo sobre a maldade de forma isolada, fazendo certos acordos com a humanidade, e depois disso retirando as vidas daquelas pessoas que não obedecem esses  acordos instantaneamente, e sem atingir as vidas das outras pessoas que estavam ao redor, em situações como a de Sodoma e Gomorra, dos filhos de Arão no episódio do fogo estranho, na morte dos primogênitos no Egito, e na morte de Ananias e Safira, por exemplo.   


Missionária Oriana Costa    

Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...