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terça-feira, 22 de setembro de 2020

O fermento dos fariseus e dos saduceus.


No trecho bíblico que vamos analisar aqui, Jesus está ensinando mais uma vez aos seus discípulos através de uma pequena parábola.

Para podermos entender bem sobre o alerta que Jesus está dando aos seus discípulos nesse trecho, é bom contextualizá-lo. Abaixo vamos ler o que aconteceu, um pouco antes de Cristo falar sobre o tal "fermento" dos fariseus e saduceus:

Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram à prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do céu. Ele respondeu: "Quando a tarde vem, vocês dizem: ‘Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho’, e de manhã: ‘Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado’. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos! Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". Então Jesus os deixou e retirou-se. Indo os discípulos para o outro lado do mar, esqueceram-se de levar pão. Disse-lhes Jesus: "Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus". (Mateus 16:1-6)

Essa frase dita pelo Rei Jesus, na verdade, é o fechamento de uma sucessão de eventos, que aconteceram na seguinte ordem: peregrinando pela região da Galileia, Jesus foi a Tiro e Sidom, e saindo do meio dos povoados foi acampar à beira mar, onde uma grande multidão o acompanhou. Depois, Ele foi de barco para um outro lugar também próximo dali, chamado Magadã.

E antes de se despedir dos habitantes de Tiro e Sidom, Jesus realizou PELA SEGUNDA VEZ(!) o milagre da multiplicação dos pães e peixes, para alimentar a multidão de cerca de 4.000 indivíduos que o seguia (Leia o capítulo 15 de Mateus).

Provavelmente, quando Jesus chegou em Magadã, já devia estar famoso lá, por causa dos milagres maravilhosos que andou realizando nas cidades vizinhas e, especialmente, por causa desse último. E, certamente, Ele deu continuidade à anunciação do Reino de Deus em mais essa cidade, provando sua existência e funcionalidade através dos milagres e prodígios sem igual que aconteciam através dele.

No inicio do capítulo 16 de Mateus, observamos que algum tempo depois de chegar a Magadã, como já era de se esperar, Cristo recebe novamente a visita dos fariseus e saduceus que moravam ali, e que vieram averiguar quem era aquele indivíduo sobre o qual as pessoas estavam falando tanto.

Seus discípulos, mais uma vez, presenciaram aqueles homens religiosos e influentes tentando persuadir Jesus; e mais uma vez ouviram o Cristo responder a eles com a sabedoria que lhe fora dada pelo Pai, deixando-os sem reação. Depois que isso aconteceu, Jesus saiu de Magadã e novamente entrou no barco com seus discípulos, atravessando o mar da Galileia para agora ir à região de Cesaréia.

Enquanto estavam nessa viagem, Cristo então aproveita para ensinar os discípulos através de mais uma parábola, aonde novamente seus alunos ficam sem entender sobre o que seu mestre estava falando.

No mesmo capítulo do trecho que estamos analisando aqui, alguns versículos à frente, Jesus explica do que se tratava "o fermento" que mencionou em sua fala: era "o ensino" equivocado sobre Deus que os homens religiosos, e que tinham muita influência em Israel à época, estavam passando para o povo. O conhecimento que eles tinham era tão enganoso que não conseguiam enxergar diante de si os sinais que Jesus já estava dando na cidade deles, de que era o Messias que eles diziam estar esperando.

Por isso, quando vieram falar com Jesus, por não conseguirem enxergar nem entender a manifestação do Reino de Deus, foram tolos a ponto de pedir ao Cristo que "lhes mostrasse um sinal do céu"!

Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos! Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". (Mateus 16:3,4)

Voltemos para a cena do barco... Jesus aproveita a ocasião do esquecimento do pão e da preocupação que certamente seus discípulos tiveram naquele momento em adquirir comida, para abrir os seus olhos acerca da forma como os homens religiosos e influentes em Israel iriam agir para desviá-los da verdade: eles iriam aproveitar para "saciar a fome de justiça" que havia naturalmente em seus corações com um conhecimento totalmente equivocado sobre Deus.

Levados PELA SITUAÇÃO de estarem com fome, mas não terem o que comer naquele momento, eles esqueceram o milagre da multiplicação dos pães e peixes, que Jesus tinha operado há poucos dias em Tiro e Sidom, e que Cristo (o Filho de Deus!) estava ali ao lado deles. Isso aconteceu com os discípulos porque apesar de crerem que Jesus era um enviado de Deus, ou era o Messias, ainda não entendiam o Reino de Deus que Jesus perseverava em lhes ensinar e, por isso, a fé que eles tinham ainda era bem pequena, e estava se iniciando.

Devemos lembrar que a fé verdadeira em Deus provém do conhecimento de Seu Reino, por isso precisamos nos empenhar em aprender o máximo que pudermos sobre esse lugar e sobre a justiça que opera a partir dele.

"Homens de pequena fé, por que vocês estão discutindo entre si sobre não terem pão? Ainda não compreendem? Não se lembram dos cinco pães para os cinco mil e de quantos cestos vocês recolheram? Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos recolheram? Como é que vocês não entendem que não era de pão que eu estava lhes falando? Mas tomem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus". Então entenderam que não estava lhes dizendo que tomassem cuidado com o fermento de pão, mas com o ensino dos fariseus e dos saduceus. (Mateus 16:8-12)

Lendo essa passagem percebemos que nossa situação espiritual ou "o tamanho" da nossa fé irá se revelar ou se manifestar através de nossas ações e reações às situações corriqueiras no mundo. Dessa maneira, foi observando o comportamento dos discípulos que o Rei Jesus soltou o alerta, pois viu na preocupação deles com a falta do que comer na viagem que eles ainda não estavam percebendo e entendendo o Reino de Deus.

Assim como nós alimentamos nossos corpos com comida, nossos corações são alimentados com todas as informações que aceitamos como verdades para nós. E assim como o conhecimento do Reino de Deus age como um fermento que é colocado na preparação dos pães, onde a levedura do fermento se multiplica dentro da massa, fazendo-a aumentar de volume, qualquer outro tipo de conhecimento terá a mesma ação dentro dos corações das pessoas

Aqueles homens religiosos estavam todo o tempo oferecendo ao povo "um pão" muito atrativo, que parecia muito bom, que promovia uma aparência de espiritualidade e sabedoria, mas que de fato estava levedado por um fermento maligno, que levava as pessoas a agirem contra a Justiça de Deus.

Essa é a estratégia que Satanás sempre usa, desde que enganou Eva no Jardim, para persuadir as pessoas a provarem do seu conhecimento: ele trás resultados muito bons e "aparentemente mais rápidos" do que o conhecimento da Justiça de Deus, mas, com o passar do tempo, faz com que as pessoas se tornem escravas de si mesmas e não desfrutem da plenitude da vida, dada gratuitamente por Deus aos homens desde que foram criados.

Este tal fermento, ao qual Jesus se refere, são INFORMAÇÕES provenientes das vaidades humanas advindas dos desejos e sentimentos do corpo e da alma, e também da aparência das coisas do mundo, que estão misturadas ao conhecimento da Justiça de Deus declarado em Sua Palavra; essa mistura de conhecimentos é capaz de fazer alguém se sentir muito sábio e eloquente, muito espiritual, mas que, no entanto, encobre o Reino de Deus, que só pode ser visualizado pela palavra de Deus.

Esse conhecimento misturado coloca o foco do indivíduo nas coisas terrenas, geralmente trazendo grande confusão à mente das pessoas e, assim, impede que o indivíduo conheça Deus verdadeiramente e conheça a si mesmo, pois fomos criados por Ele à Sua imagem e semelhança. É por causa dessa confusão que esse conhecimento misturado trás à mente das pessoas que, muitas delas, depois de algum tempo, não conseguem continuar congregando após a chamada "conversão": por não conseguirem entender o Reino de Deus. Tais indivíduos começam a identificar muitos erros, especialmente no comportamento das lideranças, e acabam tornando-se insatisfeitos com o que ouvem e veem.

Desta forma, devemos ter em mente que "o pão" que Deus nos dá está fermentado com o conhecimento do Reino do Deus, que é totalmente bom e justo. As informações que vêm diretamente de Deus são sempre puras, dignas de confiança e de plena aceitação, pois explicarão claramente o que acontece conosco. Nelas não há maldade e podemos acessá-las na certeza de que a fome da Justiça de Deus que há em nossos corações será plenamente saciada, e que não seremos enganados de maneira alguma.

É importante notar que, ao contrário do conhecimento religioso – que está sempre à mão e facilmente pode ser adquirido no mundo de diversas formas – o conhecimento do Reino de Deus está escondido em Sua Palavra e precisa ser desejado, buscado de todo o coração, para que possa ser acessado e entendido claramente.

Concluindo: Através dessa curta parábola, Jesus estava ensinando seus discípulos a não se deixar influenciar pelos desejos da carne, pelo imediatismo de suas almas e corpos, pois se assim fizessem, eles acabariam dando preferência aos ensinos aparentemente "mais espirituais" que estavam sendo oferecidos ali, bem perto deles, capazes de satisfazê-los quase que instantaneamente, mas que iriam privá-los de enxergar e usufruir da realidade perfeita do Reino de Deus e crescer na fé genuína.

Texto: Missionária Oriana Costa
Edição: Pr. Wendell Costa
 

terça-feira, 7 de julho de 2020

O meu Reino não é deste mundo.

Essa fala de Jesus é esclarecedora em alguns aspectos para nós, que ouvimos e cremos na mensagem do evangelho.

No momento em que o Cristo fez essa afirmação, já tinha sido levado preso pelos soldados romanos e estava numa audiência, sendo interrogado pelo governador da província romana da Judéia, Poncio Pilatos.

A afirmação de Cristo que estamos analisando aqui, portanto, foi uma resposta aos seguintes questionamentos do governador:

"Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?" (João 18:33-35)

Então, o primeiro ponto que a afirmação do Rei Jesus esclarece é com relação ao conteúdo da mensagem do evangelho: a que ela está se referindo? Existem muitas mensagens religiosas sendo divulgadas pelo mundo afora, mas a verdadeira mensagem do evangelho ANUNCIA O REINO DE DEUS, e não filosofias ou pensamentos vindos de religiões.

O segundo ponto é que o reinado ou governo de Jesus Cristo não é baseado em princípios humanos ou na realidade que o mundo experimenta, mas está fundamentado no conjunto de Leis pelo qual a dimensão eterna ou espiritual e a nossa dimensão material foram criadas, e pelas quais as duas funcionam infalivelmente. Por este motivo é que tal governo não pode ser considerado religioso, e foi por isso que o Rei Jesus declarou a Pilatos: "O meu Reino não é deste mundo".

Então, vê-se claramente, pelo ensino de Cristo e pela manifestação do poder e autoridade que tinha e exibia na frente de todos, que aquilo que Ele estava anunciando era puramente o seu reinado ou governo e por quais princípios Ele reina ou governa.

O terceiro aspecto, é que apesar de Jesus Cristo ter sido enviado ao mundo dentro do judaísmo, Ele se colocou à parte da RELIGIÃO judaica. E isso notamos claramente quando ele diz "...para que eu não fosse entregue aos judeus...". Cristo estava em linha com os preceitos da Lei mosaica, que apontavam para o Seu Reino e para a necessidade de justificação que havia para quem desejasse fazer parte dele; no entanto, o Rei Jesus estava em desacordo com princípios religiosos, advindos da aparência do mundo e da maldade humana.

O quarto aspecto é sobre esta afirmação de Jesus sobre seu Reino: "mas agora ele não é daqui". Para quem não sabe, o Reino de Deus já foi deste mundo e era visível (Jardim do Éden), e esteve estabelecido em todo o planeta até antes do evento do Dilúvio. Durante esse evento, o Reino de Deus foi desligado da terra e então permaneceu totalmente ocultado da humanidade, até o momento em que Jesus Cristo veio até nós e passou a anunciá-lo em seu ministério.

Após o início da proclamação do Evangelho, o Reino de Deus e sua Justiça passaram a ser divulgados e ensinados em todo o mundo, sem, no entanto, ser exposto visivelmente, a fim de que a humanidade saiba da sua existência e também fique ciente de que há possibilidade de se adquirir cidadania permanente nele.

Tais informações são de extrema importância para todos, visto que no tempo determinado pelo nosso Criador Seu Reino voltará a ser instalado na terra e ficará VISÍVEL novamente, e desta vez para sempre (no livro de Apocalipse esse acontecimento é descrito como "um novo céu e uma nova terra" - Apocalipse 21:1). E quando esta etapa, que já está devidamente divulgada na Bíblia, se cumprir, quem não tiver adquirido a justificação disponibilizada pelo nosso Criador para ser oficialmente cidadão de Seu Reino ficará de fora dele em definitivo.

A justificação para a aquisição da cidadania no Reino só é possível se este não estiver sendo visto, pois no momento em que Ele é visualizado e conhecido plenamente já não há mais ignorância total sobre ele e, portanto, não há mais desculpa para a tolerância do descumprimento dos seus preceitos, que são ESSENCIAIS à manutenção da vida.

Por isso, Deus tem sido tolerante com a humanidade, pois o Seu Reino está sendo anunciado, porém, sem ser ainda visível. Foi essa a maneira única que Deus encontrou para nos dar a chance preciosa de entrar em seu Reino: ouvindo sobre ele, mas sem vê-lo, onde podemos ter ciência da existência dele (apenas) através da anunciação da mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo.

Quem crer na mensagem do evangelho e perseverar em se adequar à justiça de Deus revelada e ensinada por Cristo, sem, no entanto, estar vendo o Reino, está justificado (Leia 2Pedro capitulo 3). Nosso Criador não quer nos condenar, mas deseja que possamos desfrutar da realidade plena de seu Reino para sempre.

A expulsão do homem do Reino (Jardim do Éden), o juízo do Dilúvio (que destruiu todos os seres humanos na época, menos Noé e sua família) e a retirada do Reino de Deus da terra aconteceu exatamente por esta causa: a humanidade VIA o Reino e CONHECIA-O plenamente, no entanto, a maldade dentro de si os impedia de serem justos, ou seja, o conhecimento do bem e do mal dentro de si os impedia de agirem somente conforme os preceitos da legislação que opera nesse reino, QUE JÁ ERAM MUITO BEM CONHECIDOS POR TODOS.

Quando o ser humano tem a maldade dentro de si, e sabendo a verdade plenamente escolhe rejeitá-la, se torna hostil a si mesmo e ao seu próximo - esta era a realidade que a humanidade vivia até antes do juízo do Dilúvio (Gênesis 6:11); além disso, o ser humano que é completamente ciente da verdade e escolhe descumprí-la voluntariamente, entra em contenda perpétua com o Espirito de Deus (e passa a blasfemar contra Ele!), tornando-se seu inimigo (Gênesis 6:3, Romanos 8:18-32), por transgredir continuamente as bases legais pelas quais ele mesmo foi criado junto a todo o universo (Hebreus 10:26-39).

Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

O que sai da boca do homem é o que torna-o impuro.

Para entendemos com clareza mais esta parábola de Jesus Cristo precisamos contextualizá-la, assim teremos ideia do que motivou o senhor a dizer tais palavras. Desta forma, aqui iremos observar o conteúdo que vai do versículo 34 do capítulo 14, ao versículo 20 do capítulo 15 do evangelho de Mateus.

No momento em que Cristo disse esta afirmação estava em Genesaré, local onde estava realizando muitos milagres de cura, e por isso estava cercado por uma grande multidão (Mateus 14:34-36). E, igualmente ao que acontecia em muitos outros locais de Israel por onde passava fazendo milagres e prodígios, Jesus também foi questionado pelos fariseus e mestres da lei daquele lugar.

Mas, desta vez, Ele não foi abordado pelos milagres que realizou ou demônios que provavelmente expulsou, mas porque seus discípulos estavam desonrando a TRADIÇÃO dos líderes religiosos "não lavando as mãos antes de comer" (Mateus 15:1,2).

Os fariseus e mestres da Lei tentaram persuadir Jesus a achar que Ele estava  desrespeitando regras dadas por Deus aos israelitas, e ensinando seus discípulos a fazerem o mesmo. No entanto, eles não conseguiram enganar Jesus, pois este sabia que a prática de lavar as mãos com água (sem sabão) antes de comer fora criada pelos fariseus, e que nada tinha a ver com os mandamentos que especificavam os rituais de purificação contidos na Torah.

Lembrando que higienizar as mãos antes de comer é uma prática correta, pois ela nos previne de adoecer com parasitoses e outros tipos de enfermidades. No entanto, no contexto que estamos estudando, a prática da lavagem das mãos com água antes de comer não estava sendo usada visando a manutenção da saúde, mas, sim, estava sendo usada como uma tradição ou ritual religioso.

Então, nessa passagem do Novo Testamento percebemos que, para aqueles homens religiosos, cumprir somente o que estava escrito na Lei mosaica era insuficiente. Na concepção deles era como se Deus tivesse esquecido algo e somente o cumprimento daquelas ordenanças não bastasse para purificar e guiar os indivíduos. E, por conseguinte, eles se aproveitavam da boa fé das pessoas e ensinavam nas sinagogas "novos costumes", como se fossem sagrados.

Sabendo dessa postura dos fariseus e mestres da lei, ao ser questionado por eles com relação ao descumprimento da tradição dos líderes, Jesus os confrontou com as seguintes palavras:

"Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês." (Mateus 15:3-6)

Dizendo isso, Jesus lembrou aqueles homens que eles estavam descumprindo OS MANDAMENTOS DA LEI e ensinando os outros a fazerem o mesmo, ao criarem as novas regras deles. Portanto, aqueles religiosos estavam sendo hipócritas, pois chamaram a atenção de Jesus por não honrar a tradição deles, enquanto eles mesmos estavam desonrando a Deus ao desconsiderarem as suas ordenanças (cujo objetivo era lembrar e manter o povo de Israel preparado para a vinda de seu Justificador, o Messias!).

A realidade era que os fariseus e mestres da Lei estavam totalmente alheios aos reais objetivos dos mandamentos dados por Deus ao povo de Israel, apesar de os saberem decor, e por esse motivo os transgrediam. E por mais que Cristo explicasse a eles onde estavam falhando, eles não queriam ouvir e entender, pois achando-se muito sábios e ignorando a motivação real da obediência às ordenanças da Lei mosaica, estavam com os corações endurecidos, cheios de soberba e bem afastados de Deus.

Por esse motivo, Jesus falou o seguinte sobre eles:

"Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15:7-9)

"Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." (Mateus 15:13,14)

Agora, vai aqui um alerta: essa situação descrita nos parágrafos anteriores está acontecendo da mesma maneira hoje, no meio cristão. Muitas pessoas tem sido enganadas por ensinos sutis (que o Apóstolo Paulo chama de doutrinas de demônios em sua primeira carta a Timóteo) provenientes de líderes e pregadores influentes que não enxergam ou não buscam entender o Reino de Deus através das escrituras.

Tais informações emitidas à igreja por essas pessoas famosas, na verdade, vão além daquelas passadas à igreja por Cristo ou simplesmente negam algumas partes do ensino de Cristo, fazendo com que os indivíduos que as recebem deixem de usufruir do fardo leve e do jugo suave da Justiça de Deus para se encherem de condenação e até de muitas dúvidas, ao honrarem preceitos criados por homens sem, no entanto, discernirem o que realmente estão fazendo.

Então, infelizmente, certas doutrinas que parecem vindas de Deus, na verdade estão fazendo as pessoas que alicerçam sua fé nelas pecarem contra o Criador, e atraírem para si o juízo previamente decretado por Ele sobre a operação da maldade, e que está devidamente exposto nas escrituras.

É muito importante que as pessoas que creram em Jesus pela anunciação da mensagem do evangelho entendam que o objetivo do ensino de Cristo para nós é nos tornar cientes do que é a maldade, sabendo onde ela está agindo e como discerní-la; dessa forma, teremos plenas condições de rejeitá-la e bloquear sua ação. Portanto, entender os princípios da Justiça de Deus através do ensino de Cristo e praticá-los é a única forma de andarmos neste mundo mal como verdadeiros filhos de Deus, e somente assim é que conseguimos anunciar o Seu Reino ao mundo com precisão, assim como o próprio Cristo o fez.

Retomando o raciocínio do nosso texto, logo após Cristo ter confrontado os fariseus, Ele pegou o gancho naquilo que tinha ouvido deles e se voltou para a multidão, ensinando às pessoas a seguinte parábola:

"E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem." (Mateus 15:10,11)

Depois disso, conversando com o Senhor, seus discípulos lhe pediram que explicasse o significado daquelas palavras, ao que o Rei Jesus lhes disse:

"Até vós mesmos estais ainda sem entender? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem." (Mateus 15:16-20)

Então, aqui o Rei Jesus nos mostra a diferença entre a realidade espiritual e a material, as quais nós, seres humanos, experimentamos diariamente e ao mesmo tempo: na material, os seres humanos se alimentam pela boca, depois os alimentos são processados pelo organismo e, em seguida, seus restos são lançados fora; na espiritual, os homens alimentam-se uns aos outros pelo conhecimento que sai de suas bocas, vindos de seus corações.

É importante lembrar que todo o conhecimento que recebemos, após entrar em nossas mentes especialmente por nossos olhos e ouvidos, desce aos nossos corações e passa a influenciar nossos pensamentos, sentimentos, os quais irão direcionar nossas ações.

Desta forma, se não renovarmos nossos entendimentos com o conhecimento da Justiça de Deus a fim de praticá-los, é o conhecimento da maldade, que já vem entrando sutilmente em nossos corações desde a nossa infância proveniente das circunstâncias do mundo, que vai influenciar nossos pensamentos e nossos desejos, pervertendo-os da verdade, e são estes que infelizmente vão embasar nossas ações.

Então, diante dessas duas realidades, o Senhor Jesus sempre dá ênfase à realidade espiritual, e com toda a razão: pois o homem foi criado a partir dela, e é a partir dela que ele é recompensado por viver de forma justa,  ou recebe juízo por seus atos injustos. Portanto, espiritualmente, o que contamina os homens é o conhecimento da maldade que sai de suas bocas proveniente de seus corações.

Agora, depois de estudarmos o contexto do trecho bíblico que estamos focando, podemos entender o que estava acontecendo com os israelitas naquele momento do ministério de Jesus Cristo e porque Ele falou mais esta parábola: a maioria do povo estava sendo fortemente influenciada pelos fariseus e mestres da Lei nas sinagogas; aqueles líderes estavam contaminando as pessoas, alimentando-as espiritualmente com um conhecimento que aparentemente era bom, mas que fazia os indivíduos desobedeceram a Deus sem se darem conta.

Missionária Oriana Costa.




sexta-feira, 5 de junho de 2020

Em sua própria casa é que um profeta não tem honra.

Este trecho do evangelho é bem conhecido; ele é usado por muitos pregadores e indivíduos com chamado profético para justificar o fato de não serem levados em consideração ou não valorizados nos locais onde congregam ou em suas próprias famílias.

De fato, com estas palavras, Jesus estava dizendo que naquele momento de seu ministério Ele não estava sendo levado em consideração em sua própria cidade, apesar da sabedoria que demonstrava ter e dos sinais miraculosos que eram realizados por Ele.

No entanto, não foi só em Carfanaum, a cidade onde Jesus residia, que isso aconteceu; em alguns outros locais de Israel por onde Ele passou anunciando o Seu Reino as pessoas também não acreditaram nele, como aconteceu nas cidades de Corazim e Betsaida.

E como já sabemos, ao final do capítulo 12 desse mesmo evangelho vemos que naquele tempo a própria familia de Jesus também não cria nele, porque ainda não conseguia enxergar quem Ele era. (Clique aqui para entender a reação da família de Jesus)

Porém, tal comportamento das pessoas já era esperado, visto que foi profetizado muito antes do Cristo ser enviado como é que as coisas aconteceriam quando Ele se manifestasse ao povo de Israel:

Ele disse: Vá, e diga a este povo: Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados. (Isaías 6:9,10)

Como podemos observar, ainda no capítulo 13 do evangelho de Mateus o Rei Jesus faz menção desse trecho de Isaías, nos versículos 14 e 15, após ensinar ao povo sobre o Reino de Deus com a parábola do semeador.

Portanto, apesar de ter afirmado que um profeta não é honrado em sua terra e em sua casa, por não ter sido considerado, o Rei Jesus não estava frustrado com a situação. De fato, com essas palavras Ele estava fazendo alusão ao que o povo de Israel já havia feito aos homens que Deus tinha levantado para admoestar aquela nação no passado.

O Cristo não buscava reconhecimento de ninguém pelo seu trabalho, pois já estava ciente do que aconteceria. Mesmo não sendo aceito ou compreendido pela maioria, Ele sabia que deveria prosseguir com sua missão até o fim, sem se deixar levar pela rejeição que sofria, e foi exatamente isso que Ele fez. Ele prosseguiu olhando para o Pai para mostrar a todos que Deus realmente nos ama e não deseja a nossa destruição.

O que estava acontecendo ali é que a maioria das pessoas reagia com incredulidade porquê ao invés de prestarem atenção no que Jesus ensinava e nos milagres extraordinários que realizava, estava olhando para a sua aparência física, filiação e status social, tentando compreender como um homem aparentemente comum daquela região poderia ser tão sábio e ser tão cheio do poder de Deus.

O trecho a seguir mostra a reação das pessoas em Carfanaum ao presenciarem a manifestação do Messias diante delas:

Chegando à sua cidade, começou a ensinar o povo na sinagoga. Todos ficaram admirados e perguntavam: "De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas? - E ficavam escandalizados por causa dele. (Mateus 13:54-56)

É interessante notar que especialmente os milagres que eram operados por Jesus Cristo não podiam de forma alguma serem de procedência maligna, como alguns fariseus diziam movidos por inveja. Só o Criador de todas as coisas poderia fazer acontecer as coisas fantásticas que o povo estava presenciando pela vida do Rei Jesus.

Mas, a maioria daqueles indivíduos não conseguiu discernir o que via, por estar entregue a uma insensibilidade espiritual advinda de ensinamentos falsos que entraram em seus corações e obscureceram seus entendimentos; tradições mundanas foram ensinadas ao povo misturadas com as escrituras ao longo dos anos, como se as escrituras não fossem suficientes para dar entendimento correto, como é o caso do que ocorria no farisaísmo.

E sabemos disso pelas vezes que Jesus confrontou os fariseus, apontando-lhes as heresias que estavam cometendo, como vemos no trecho a seguir:

Alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram:
Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer! - Respondeu Jesus: E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês. Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
(Mateus 15:1-8)

Esses conhecimentos falsos fizeram com que os israelitas ficassem esperando um messias com uma aparência de rei conforme o mundo, sem atentarem para certos detalhes das escrituras que especificavam sobre como realmente o Cristo seria enviado por Deus e como Ele se manifestaria ao povo. Então, a vinda do Messias e todas as suas realizações aconteceram exatamente como está escrito, mas, a maioria dos judeus, apesar de conhecerem as escrituras, não conseguiu discernir o cumprimento delas diante deles.

Por estar enganada com ensinos falsos e não conseguir ligar o conhecimento que tinha das escrituras com as informações que estavam recebendo naquele momento por Jesus, grande parte do povo de Israel não enxergou que o Reino de Deus, na verdade, não tem origem no mundo material que conhecemos, e que é uma realidade espiritual perfeita e muito mais alta do que aquela que conhecemos neste mundo.

Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

O que é pior?


"Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:13-17)

O mundo vai de mal a pior. E prossegue colhendo todo o mal que semeou ao longo do tempo; contudo, não consegue enxergar isso. Pessoas estão morrendo rapidamente vítimas da Covid-19, e muitos dos habitantes da terra acham que a culpa dessas mortes é dos seus governantes, e pensam que seus governantes tem poder para impedir essa trágica situação e não estão fazendo tudo o que podem. É uma pena que estejam tão cegos pelo desespero.

O medo da morte ocasionada pela Covid-19 se espalhou pelo mundo como se antes desse mal as pessoas fossem imortais. Alguns estão falando que é inadmissível que alguém possa falecer vitimado por essa enfermidade. Mas, são pensamentos equivocados, movidos pela aparência da situação.

Até antes do Coronavírus aparecer, pessoas morriam todos os dias no mundo inteiro pelas mais diversas causas, e parece que de repente o mundo esqueceu disso. Agora só se morre de Covid, e isto tem que ser evitado a todo o custo.

Tenho uma notícia para dar, apesar de que eu acho que no fundo de seus corações as pessoas já sabem: os seres humanos vão continuar morrendo na terra, seja por causa desse novo vírus seja por quaisquer outras causas. Não há como impedir isso, por mais que se pesquise, por mais que os cientistas e estudiosos lutem desesperados tentando encontrar uma solução. 

E as vacinas? Não é um grande avanço da ciência? Se alguém acha que vacinas tornam as pessoas imortais, está precisando refrescar a memória. Tudo o que as vacinas contra Covid-19 podem fazer é impedir que a maioria dos indivíduos adoeçam gravemente dessa enfermidade, mas elas não impedem as pessoas de se contaminarem com o coronavírus e nem tornam as pessoas imunes à morte.

Mas, as filas de pessoas para serem vacinadas agora, quando o precioso líquido para tornar as populações imunes ao corona for liberado, vão dar a volta na terra. Vai ser um Deus nos acuda! Vai ter briga pelos primeiros lugares nessas filas. De fato, os países já estão brigando entre si para conseguirem os primeiros lotes de vacinas.

No entanto, depois de tudo, as pessoas vão continuar morrendo de outras causas, como sempre foi. A verdade é que ser humano nenhum deseja a morte, mas não tem poder algum para detê-la e está obrigado a passar por ela. 

O que ninguém consegue enxergar é que quando chega a hora de uma pessoa deixar esse mundo ela vai deixar, seja por um motivo ou por outro, mais cedo ou mais tarde. Bom seria que ninguém morresse, mas não é assim que as coisas funcionam com a maldade operando na terra.

O Coronavírus e os outros males terríveis que virão após ele só vão aumentando a lista de causas de morte, que JÁ EXISTE. Muitas UTIs e hospitais ao redor do mundo já trabalhavam sobrecarregados com tantos males acometendo os indivíduos antes de mais essa pandemia, como acontece aqui no Brasil, o país onde tenho vivido desde que nasci.

Agora, diante dessa calamidade, as autoridades estão tentando impedir a ação de um "inimigo invisível" com um sistema de saúde que já não conseguia dar jeito em muitos outros males, e que já trabalhava sobrecarregado; movidos pelo desespero e sem saber como lidar com isso, os governos  do mundo inteiro impedem as pessoas de saírem de casa para "atenuar a curva de propagação do vírus", e então pessoas são demitidas de seus empregos e muitos comércios fecham suas portas.

Em consequência dessa atitude, uma nova má situação se levanta: a crise financeira mundial. Então o que é pior? Uma grande discussão se levantou: O pior é adoecer e/ou morrer de Covid-19? O pior é não poder trabalhar, não ter dinheiro para pagar as contas, e não ter como pagar pelas necessidades básicas da família? - A verdade é que as duas situações são equivalentes. Nenhuma é pior que a outra. Ambas são muito ruins, fazem as pessoas sofrerem muito e matam.

Se olharmos para a crise financeira, em particular, veremos que ela traz consigo não só o aumento da pobreza, mas traz também o aumento da violência somado à perturbação mental. Se a violência doméstica aumentou devido à ocasião da quarentena, ela também aumenta onde há pobreza e pessoas perturbadas, impacientes, indignadas. E violência traz o quê? Morte!

Realmente é triste ver essa situação desoladora em que o mundo se encontra, mas é uma colheita que não vai parar. Quando o mundo pensar em respirar aliviado por ter conseguido dominar o Coronavírus, outras calamidades acontecerão, pois a "colheita" realmente não vai parar, e sabemos disso pelo que diz a palavra de Deus sobre o que acontecerá no tempo que antecede a volta de Jesus.

Quem não estiver com sua vida alicerçada na verdade vai se perder no medo, na confusão, no desespero, esperando salvação no lugar errado, sem ter para onde fugir. Sinto muito, mas a situação para o mundo sempre foi esta: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". 

O mundo nunca teve nem terá paz de verdade, pois ele está afundando em maldade. Se alguém deseja saber a verdade e desfrutar de paz verdadeira no meio do caos, só há um caminho: entrar no Reino de Deus pela fé em Jesus Cristo.

Missionária Oriana Costa.




sexta-feira, 15 de maio de 2020

Não há nada novo debaixo do sol.

Este trecho de Eclesiastes, um dos livros do Antigo Testamento, é muito interessante por nos levar a pensar sobre algo que geralmente não pensamos: a nossa verdadeira realidade.

O fechamento do raciocínio do trecho bíblico que está na imagem que abre o nosso texto se dá com as seguintes palavras:

Haverá algo de que se possa dizer: "Veja! Isto é novo! "? Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época. Ninguém se lembra dos que viveram na antigüidade, e aqueles que ainda virão tampouco serão lembrados pelos que vierem depois deles.

(Rei Salomão, Eclesiastes 1:10,11)

Então, prosseguindo com a leitura de Eclesiastes, observamos o Rei Salomão explicar que não há nada que possamos dizer que é novidade na face da terra, porque elas estão sempre se repetindo.

Antes da maldade entrar no coração do homem, porém, a situação não era essa. Quando foi criado por Deus, o homem tinha acesso a todo o conhecimento espiritual acoplado ao material proveniente do seu Criador, e esse conhecimento é infinito. Ele vem trazendo sempre algo novo, agradável e útil para o homem. E Deus não compartilhava tudo de uma vez, pois assim o homem ficaria confuso, e não teria condições de compreender e também utilizar todas as informações de uma forma que lhe fosse saudável.

O conhecimento de Deus era diariamente entregue por Ele mesmo à humanidade, de forma gradual e progressiva, e assim todas as pessoas iam crescendo e amadurecendo em todas as áreas de suas vidas sem sofrimentos desnecessários, sem experimentarem sobrecarga de trabalho ou dúvidas que não fossem retiradas, sem experimentarem angústias de quaisquer natureza. Eles não precisavam sofrer para solucionarem situações, pois tinham acesso a todo conhecimento necessário direto DA FONTE!

No momento em que o homem escolheu viver independente de Seu Criador e se separou dEle, saindo do Reino de Deus, ele começou a resolver as situações conforme os desejos advindos da influência da maldade dentro de si, e não se interessava mais em acessar o Criador, ainda que este tentasse convencê-lo de que suas decisões iam lhe trazer sérias consequências, pois estavam desconectadas dos preceitos de Seu Reino, e, portanto, estavam indo de encontro a eles. 

O grande problema de agirmos conforme nossas paixões, ou segundo o que as aparências das coisas nos sugerem, é que isso provém da influência da maldade que se encontra naturalmente dentro de nós, e a qual o nosso Criador odeia. E Deus não pode tolerar a maldade, pois, toda vez que os seres humanos agem de acordo com o mal, estão sendo contrários aos princípios do Reino de Deus, e também estão agindo contra si mesmos, visto que todas as coisas foram criadas através desses princípios, e isso inclui o próprio homem.

O que Adão e Eva talvez não tivessem ideia, ou simplesmente não lembraram, quando se deixaram persuadir pelo Diabo, é que o conhecimento material sem estar associado ao espiritual fica sem sentido, e se torna finito, pois todo o universo material veio da realidade espiritual. Sem estar associado ao conhecimento espiritual, o conhecimento do mundo fica sem mais novidades, sem que haja mais nada a se acrescentar, de maneira que tudo acaba se tornando uma grande repetição que o homem sozinho, sem a participação de Deus, não tem o poder de modificar. 

Estudando o conteúdo da Bíblia e comparando com tudo o que acontece no mundo, percebemos que todas as coisas tem começo e fim; e depois que chegam ao estágio final inicia-se um novo começo da mesma coisa, que pode acontecer exatamente da mesma maneira ou com alguma variação na aparência, mantendo porém a mesma essência.

O homem não tem capacidade de acessar todas informações desde a sua criação sem a ajuda de Deus, e estando separado dEle, fica limitado e não tem condições de saber de tudo o que aconteceu no passado; assim, suas experiências no mundo acabam ficando sem nenhum sentido, dando a impressão de que as coisas parecem estar acontecendo aleatoriamente, se apenas as conclusões acerca do que acontece conosco e ao nosso redor estão sendo tiradas a partir da aparência material. 

Contudo, pelas escrituras bíblicas, sabemos que todas as coisas em nosso mundo e no universo estão embasadas por leis que não foram criadas pelo homem e as quais ele também não pode mudar, e que determinam os tempos e maneiras de cada coisa acontecer na natureza e também nas vidas das pessoas:

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço? Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.

(Rei Salomão, Eclesiastes 3:1-11)

Quando os historiadores e arqueólogos descobrem, em suas pesquisas de civilizações passadas, algumas coisas parecidas com as que temos hoje, só estão confirmando o que o Rei Salomão falou há quase três mil anos atrás. Pois é, nunca o homem esteve à frente de seu tempo, como algumas pessoas pensam.

Então, desde o princípio da criação, além de ter lhe dado toda a terra para dominar, Deus deu ao homem todo o tipo de bom conhecimento para que ele se desenvolvesse de maneira adequada, e a humanidade usufruía de tudo. Lendo as escrituras bíblicas, especialmente o livro de Gênesis, dá para se ter uma noção disso. E esse foi o fardo "tão pesado" que Deus impôs aos homens: Ele fez tudo apropriado a seu tempo, fez tudo organizado, para que o homem pudesse aproveitar bem tudo o que foi criado.

Não temos como saber exatamente como funcionavam todas as coisas na antiguidade, porque muitas informações se perderam com o tempo e infelizmente não há como restaurá-las. E se por causa da maldade no coração dos homens houveram guerras e muitas outras catástrofes que apagaram os registros e grandes feitos das pessoas, paciência. Isso acontece. Mas, graças ao conteúdo das escrituras bíblicas, sabemos que as coisas somente se repetem com uma roupagem nova.

E tem uma outra informação que preciso passar: por causa da maldade que vem crescendo nos corações dos homens, aquilo que os indivíduos tem chamado de "avanço tecnológico e científico" na verdade é só uma adaptação a diminuição gradual da suas força física e expectativa de vida.

Se hoje temos muitos medicamentos à disposição, que não haviam há séculos atrás, por exemplo, não é porque o homem está mais inteligente, e sim porque ele está mais doente, mais frágil. A operação da maldade (clique aqui para entender melhor sobre o que é a maldade, segundo a Justiça de Deus) faz com que os seres humanos fiquem mais fracos física e emocionalmente com o passar do tempo, e isso, por sua vez, faz com que busquem estabilizar as novas situações pesquisando maneiras de dominá-las, na medida do possível, para continuarem vivendo mais tempo com alguma qualidade de vida. 

Mas, a fraqueza e debilidade do homem continuam avançando, à medida que a maldade ganha terreno em sua vida, e essa situação as pessoas não poderão jamais enxergar e vencer sem a ajuda de seu Criador. Há no coração do homem "um anseio pela eternidade" que ele não entende, por interpretar as coisas apenas pelo que vê acontecer ao seu redor. As pessoas querem viver para sempre, e vem tentando driblar o envelhecimento e a morte com suas próprias forças, sem sucesso: pois o homem, sem a ajuda de Deus, só pode interferir na aparência, mas não pode parar o tempo, não pode impedir a ação da maldade nem se livrar da morte.

Para se ter uma noção do que falo aqui, vamos imaginar o seguinte: O que aconteceria se fizermos o mundo voltar a ser como era há 300 anos atrás, retirando da terra todos os medicamentos e máquinas usadas para ajudarem as pessoas a vencerem enfermidades e debilidades físicas diversas? - A resposta é que quase toda a população do mundo morreria em poucos meses, e muitos bebês nem conseguiriam nascer vivos, pois, no século XXI, pouquíssimas pessoas em nosso planeta conseguem viver bem ou mesmo sobreviver sem ajuda de medicamentos e/ou intervenções médicas, ainda na infância ou juventude; e, para alguns indivíduos, essa situação se inicia antes mesmo do próprio nascimento e depois se continua por toda a vida.

Já pensou sobre isso? Pois essa é a nossa real situação: espiritualmente, ela é a mesma desde o momento em que o primeiro homem escolheu ficar independente de seu Criador! Até agora a maioria dos seres humanos só prossegue sucumbindo à ação do mal, como mostra a palavra de Deus, sem o discernimento da raiz de seus problemas. 

Essa é uma circunstância infeliz que vem se desenrolando há séculos sempre encoberta por uma "aparência de evolução", mas, que, no entanto, unicamente pela verdade revelada nas escrituras, se torna aparente para nós. E o conteúdo da Bíblia não é somente capaz de nos revelar a verdadeira realidade que vivemos no mundo, mas também nos fornece informações que nos capacitam a dominar essa realidade má, até a volta do Senhor Jesus Cristo, onde ela será completamente aniquilada.

Missionária Oriana Costa.



quinta-feira, 7 de maio de 2020

A parábola da massa fermentada

Para se entender bem o ensino que o Rei Jesus nos passa através dessa parábola é necessário antes entender como um pão é feito. Como a comparação aqui não dá muitos detalhes, deve-se ter antes uma visualização daquilo que Cristo diz.

E para se fazer um pão macio, normalmente é necessário colocar fermento na massa para que ela vá inchando e depois de um tempo possa ser assada. Então, o que acontece é que o fermento modifica a massa original, fazendo com que ela dobre ou triplique de tamanho e sua fase final seja muito diferente da inicial.

Assim que se acrescenta o fermento biológico à massa de pão, aparentemente não vemos nada acontecer. No entanto, depois do processo de sova, quando a massa está descansando, a fermentação vai acontecendo gradualmente. Geralmente, após uma hora de descanso, a massa fica bem aerada e crescida.

Então, o que Cristo nos ensina com essa parábola é que, assim que a mensagem do Reino de Deus entra no coração de alguém, aparentemente nada de especial acontece. No entanto, a vida desse indivíduo jamais será a mesma: gradativamente a realidade desse reino vai se manifestando em sua vida, conforme esse indivíduo vai acessando o ensino da Justiça de Deus revelado por Cristo, de forma que esta pessoa não estará mais do mesmo jeito alguns anos à frente.

Jesus explica que uma pessoa que recebe a mensagem do Reino de Deus e passa a DISCERNI-LO, e persevera em continuar buscando o entendimento desse lugar e de Sua Justiça, jamais ficará do mesmo jeito com o passar do tempo. A regra é que o entendimento do Reino de Deus traga a manifestação da sua maravilhosa realidade nas vidas daqueles que o buscam, de forma que as vidas dessas pessoas fiquem muitas vezes melhor do que no início de suas caminhadas na fé.

A manifestação da realidade do Reino de Deus acontece de dentro para fora na vida de alguém, do mesmo jeito que o fermento age misturado à massa de pão, ou seja, o conhecimento do Reino de Deus precisa entrar no coração de um indivíduo e ser aceito, bem assimilado, para que somente assim faça a diferença.

Muitas pessoas vão à igreja e "aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador", mas não discernem o Reino de Deus. Sem esse discernimento não haverá uma mudança verdadeira de caráter nas vidas desses indivíduos: geralmente, o que muitos acabam aprendendo são doutrinas humanas ligadas à aparência do mundo, que levam apenas a uma mudança exterior.

Tais ensinamentos religiosos nada tem a ver com o Reino de Deus, e somente fazem com que as pessoas modifiquem seus usos e costumes e interiormente continuem da mesma forma, por não estarem se adequando no fundo de seus corações à Justiça de Deus ensinada por Cristo.

Agora, uma informação adicional: depois que a massa de pão cresce com a ação do fermento, ela precisa ser assada para que assim possamos comê-la. Então, quando a massa fermentada é colocada no forno para assar, ela ainda cresce mais um pouquinho, e seu estágio final é um pão macio e gostoso. Já uma massa não fermentada, quando é colocada no forno, sai de lá do mesmo tamanho e muitas vezes endurecida e rececada pela ação do calor.

Pois quem tem o conhecimento do Reino de Deus no coração e o entende, quando passa por provações devido a sua fé, sai de cada uma delas ainda mais forte e mais sábio. Já os que não tem esse conhecimento, e não dicernem o Reino de Deus, quando passam pelas provações ficam confusos e com seus corações endurecidos para ouvirem a voz de Deus, e assim o inimigo continua tendo espaço para impedir que tais pessoas conheçam a Deus em verdade.

Missionária Oriana Costa.

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

A parábola do grão de mostarda.

A parábola do grão de mostarda é aquela que o Rei Jesus conta logo após ter explicado a parábola do joio e do trigo. Nesse trecho, em especial, Cristo nos revela duas peculiaridades do Reino de Deus que são bem interessantes: a primeira é que quando a mensagem do Reino é "plantada" no coração de alguém sua realidade se manifesta na vida dessa pessoa de uma forma lenta e progressiva, e que com o passar do tempo vai se revelando grandiosa e muitíssimo excelente.

O conhecimento do Reino de Deus pode parecer insignificante ou sem importância à primeira vista, quando comparado a outros tipos de informações provenientes do mundo material em que vivemos. É por isso que Jesus se refere ao Reino de Deus como "a menor de todas as sementes", comparando-o a um pequenino grão de mostarda, no momento em que ele está sendo anunciado no mundo.

Porém, depois que germina e começa a crescer, em circunstâncias adequadas uma mostardeira pode ficar imensamente alta, chegando até quase 3 metros de altura e atingindo o tamanho de uma grande árvore. Mas, de fato, o pé de mostarda é a maior das hortaliças como explicou Jesus, e não é uma árvore, apesar de poder chegar a tal estatura. 

Dessa forma, Cristo nos ensina que Seu Reino pode se manifestar com uma glória gigantesca em nossa realidade material, se for buscado assim como Jesus ensina, de forma a se sobressair e atrair a atenção dos outros, tamanha é a sua grandeza e abundância de tudo o que é bom. 

O Rei Jesus fala que a mostardeira fica tão alta a ponto de as aves do céu fazerem ninhos em seus ramos. Numa hortaliça normal isso jamais aconteceria. No entanto, por ser uma exceção devido ao tamanho que pode atingir, o pé de mostarda pode chegar a ter ninhos de pássaros em seus galhos. 

Com essa comparação, entendemos que a manifestação plena da realidade do Reino de Deus na vida de alguém faz toda a diferença, e para muito melhor, se comparado a vida de uma outra pessoa que esteja no mesmo lugar e na mesma situação mas sem saber da existência e funcionalidade desse reino.

A segunda peculiaridade do Reino de Deus que Jesus nos mostra na parábola do grão de mostarda é que esse lugar espiritual não pode ser discernido por aparências, ou não pode ser entendido com base em uma forma material, pois sua essência ou sua origem não é deste mundo. 

A mostardeira é a única espécie de verdura do mundo que se desenvolve de uma forma diferente das outras, de maneira que uma pessoa que a vê na sua fase adulta sem conhecer sua origem, vai achar que ela é uma árvore qualquer e não saberá que na verdade se trata de uma hortaliça bem desenvolvida. 

Pois assim mesmo acontece com o Reino de Deus: ele não pode ser discernido pelas formas como se manifesta em nosso mundo material. O Reino de Deus só pode ser reconhecido onde está estabelecido através da fé em Jesus Cristo, que nos revela a Justiça de Deus por seu ensino e nos faz desejar praticá-la.

Então, um indivíduo que crê em Jesus e põe em prática o Seu ensino, saberá que a prosperidade que consegue em todas as áreas de sua vida está antes de tudo ligada a manifestação do Reino de Deus, que vai acontecendo gradativamente pela prática diária da Sua reta Justiça. No entanto, quem vê a vida dessa pessoa de fora, sem conhecer tais princípios espirituais, achará que sua situação é pura sorte ou que a excelente qualidade de vida que esse alguém usufrui é somente fruto de seu esforço, e não de sua fé. 

Então, se você ainda não tinha entendido o que está escrito na carta aos Hebreus sobre fé, leia de novo, pois agora ficará mais claro:

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho. Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. (...) Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte - ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado - pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (...) Pela fé Abraão (...) peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus. (...) Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade. (Hebreus 11:1-16)

Missionária Oriana Costa.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade.

Para entendermos melhor sobre o que Jesus Cristo está falando no trecho bíblico que separamos aqui, vamos colocá-lo dentro do contexto do discurso onde ele está encaixado:

Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: Por que falas ao povo por parábolas? - Ele respondeu: A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem. Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram. (Mateus 13: -17)

Esta fala de Jesus, portanto, acontece após o momento em que Ele termina de anunciar o Seu Reino aos israelitas contando a famosa parábola do semeador (Leia em Mateus 13:3-8)

Ao todo, no capítulo 13 do evangelho de Mateus, encontramos sete parábolas muito interessantes onde o Rei Jesus compartilha vários detalhes de Seu Reino, porém, todos encobertos pelos simbolismos das histórias usadas para falar dele.

Para que tais jogos de palavras sejam realmente entendidos é necessário que se tenha um conhecimento prévio do Reino de Deus através de outros lugares das escrituras, ou que eles sejam explicados diretamente pelo próprio Cristo, como é o caso da parábola do semeador e da parábola do joio e do trigo.

É natural que na primeira leitura não tenhamos o entendimento claro do que algumas delas realmente estão apontando, no entanto, não é impossível entendê-las: basta que coloquemos em prática um dos ensinamentos deixados pelo Senhor Jesus que é "buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça". E buscar em primeiro lugar esse Reino significa procurar DISCERNI-LO antes de sair buscando outros tipos de conhecimento.

E não há outro caminho para se dicernir o Reino de Deus senão estudando e meditando profundamente no conteúdo do NOVO TESTAMENTO. Toda a Bíblia contém informações sobre o Reino de Deus, mas é no Novo Testamento que elas se encontram esclarecidas. 

Jesus Cristo não fala de seu Reino somente nas parábolas, mas Ele prossegue explicando claramente vários aspectos desse maravilhoso lugar aos seus discípulos em outros momentos, os quais estão devidamente registrados nos quatro evangelhos e também nas cartas dos apóstolos.

Então, voltando ao trecho bíblico que estamos querendo entender, o que o Cristo está declarando é o seguinte: a quem já busca "o conhecimento do Reino de Deus" será dado ainda mais, mas, a quem não busca esse conhecimento, o pouco que tiver acessado lhe será tomado.

E não é à tôa que o Rei Jesus fala estas palavras, pois elas complementam o raciocínio da parábola do semeador, contada por Ele antes. Nessa parábola, Cristo mostra que existe uma entidade trabalhando incessantemente para roubar das pessoas "a semente", que se trata do conhecimento ou da mensagem de Seu Reino. 

Então, o Maligno, assim como explica Jesus, mantém as pessoas que não valorizam ou não priorizam o conhecimento do Reino de Deus desprovidas de mais informações que poderiam ajudá-las a enxergar claramente a existência deste lugar, e posteriormente usufruir de sua perfeita realidade.

Seguindo com a leitura do capítulo 13 do evangelho de Mateus observamos Cristo explicar o significado da parábola do semeador, e ali Ele alerta que, para se manifestar na vida de alguém, o Reino de Deus precisa ser antes DISCERNIDO através da anunciação da mensagem evangelística e em seguida PRIORIZADO por quem recebe a mensagem.

Dessa forma, o Maligno trabalha de duas maneiras: a primeira é cegando e ensurdecendo as pessoas espiritualmente, para que não experimentem o Reino pela mensagem do evangelho; e a segunda é impedindo as pessoas que já conseguiram experimentá-lo de perseverar em priorizá-lo, ainda que tais pessoas sejam muito estudadas e inteligentes: e ele faz isso com muita sutileza, desviando e prendendo o foco dos indivíduos na realidade material.

Assim sendo, sem ser discernido pelo conhecimento das escrituras, o Pai da mentira fica livre para jogar ideias que, se forem levadas em consideração, vão gerando sentimentos e desejos que ocuparão ao máximo a mente das pessoas nas atividades do dia-a-dia, nos entretenimentos ou nas circunstâncias adversas.

É importante saber que, como o Reino de Deus é um lugar situado na dimensão eterna ou espiritual, Ele não pode ser entendido sem que antes seja VISTO ou experimentado espiritualmente; por isso, atente: um indivíduo que vai à igreja e ouve as pregações, e em casa até mesmo estuda e conhece muito o conteúdo da Bíblia, mas, no entanto, nunca acordou para a existência do Reino de Deus pelos próprios registros das escrituras, obviamente ainda não entrou nesse reino nem conseguirá desejá-lo ou mesmo anunciá-lo. Tal pessoa ainda está presa ao conhecimento religioso e precisa urgentemente ser convencida do pecado, da Justiça e do juízo pelo Espírito de Deus! 

A fé em Deus só tem sentido quando Seu Reino é discernido; infelizmente, é por causa da falta desse discernimento que hoje vemos mais e mais pessoas afirmarem que não acreditam ou que deixaram de acreditar em Deus, como também vemos tantas outras desistirem de congregar. E, paralelamente a essas situações, isso é o que tem acontecido dentro das próprias igrejas: sem discernirem o Reino de Deus ao longo dos séculos, várias doutrinas demoníacas tem sido recebidas como vindas do nosso Criador, e tais conhecimentos tem mantido as pessoas presas na escravidão do pecado sem que elas possam perceber.

Antes de concluir este texto, preciso lembrar algo importante: não se desanime se hoje as pessoas não estão mais recebendo a Jesus como Senhor e Salvador como acontecia há alguns anos atrás, ou a quantidade de pessoas que frequentam as igrejas cristãs está diminuindo.

De acordo com a advertência de Cristo, quanto mais o tempo passa mais a operação da maldade deve ganhar força sobre a face da terra, de maneira que grande parte das pessoas no mundo inteiro ficará insensível à realidade espiritual, e vai deixar de dar importância à mensagem do evangelho, caracterizando o fim dos tempos.

Quem entrou no Reino de Deus pela fé na mensagem da salvação deve continuar fazendo a sua parte, e o Senhor Jesus o recompensará devidamente no grande Dia da sua segunda vinda.

Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 71,72 e 73.

No versículo 71 no trecho dessa postagem, vemos repetir-se o mesmo raciocínio do versículo 67 deste mesmo salmo: sem o "castigo" de Deus não conseguimos viver plenamente sua reta justiça (leia a explicação de como se dá o castigo de Deus aqui no blog, no texto de título: "Série meditando no Salmo 119: versículos 67 e 68").

Muitas vezes precisamos ser confrontados pelo nosso Criador para entender que estamos errados, e, desta forma, finalmente enxergar que viver conforme a justiça dele é o melhor para nós, pois nos livra da ação da maldade e nos mantém em paz.

O salmista, nesse trecho, relata que para ele os decretos ou mandamentos de Deus (Sua Justiça) são mais valiosos que prata e ouro. E ele não diz isso à tôa: pois foi por esses decretos que Deus criou todas as coisas em nosso universo material, incluindo a prata, o ouro, e a nós mesmos.

Então, obviamente, a reta Justiça de Deus é muito mais valiosa do que tudo o que há no universo, visto que é por causa dela que ele existe e funciona.

E, existe ainda um detalhe sobre a Justiça de Deus, apontado também aqui nesse trecho do salmo 119, que talvez pouca gente tenha conseguido perceber: os "mandamentos" da Justiça de Deus aos quais o salmista está se referindo não são os "mandamentos que foram entregues a Moisés"! É isso mesmo que você está lendo!

Os mandamentos da Justiça de Deus são aqueles pelos quais Deus criou todas as coisas e que foram devidamente revelados por Cristo. Essas leis e regras são geradoras de vida, e não de condenação; do contrário, o apóstolo Paulo de Tarso não teria dito estas palavras:

"Sabemos que tudo o que a lei diz, o diz àqueles que estão debaixo dela, para que toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juízo de Deus. Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem." (Romanos 3:19-22)

A Lei dada por Deus através de anjos a Moisés era para que o povo de Israel se mantivesse consciente, com passar do tempo, de que precisava de uma justificação (santificação) que só o seu Criador poderia lhe dar.

Logo no início dos evangelhos, no sermão da montanha, observarmos que Jesus Cristo expõe algumas diferenças entre os mandamentos da Lei de Moisés e os mandamentos da justiça eterna:

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado". "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos." (Mateus 5:38-45)

Então, para nós cristãos, é muito importante ter consciência dessa realidade, pois é de posse desse conhecimento que somos livrados de pensamentos equivocados acerca do nosso Criador e também somos capacitados a anunciar as boas novas de Seu Reino com clareza.

Missionária Oriana Costa.


segunda-feira, 16 de março de 2020

O Filho do homem é Senhor do sábado.

Um dos mandamentos da Lei de Moisés está relacionado ao dia de Sábado. Este mandamento pode ser encontrado no Livro de Êxodo, nos trechos seguintes:

"Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou. (Êxodo 20:8-11)

"Disse ainda o Senhor a Moisés: Diga aos israelitas que guardem os meus sábados. Isso será um sinal entre mim e vocês, geração após geração, a fim de que saibam que eu sou o Senhor, que os santifica. Guardem o sábado, pois para vocês é santo. Aquele que o profanar terá que ser executado; quem fizer algum trabalho nesse dia será eliminado do meio do seu povo. Em seis dias qualquer trabalho poderá ser feito, mas o sétimo dia é o sábado, o dia de descanso, consagrado ao Senhor. Quem fizer algum trabalho no sábado terá que ser executado. Os israelitas terão que guardar o sábado, eles e os seus descendentes, como uma aliança perpétua. Isso será um sinal perpétuo entre mim e os israelitas, pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, e no sétimo dia ele não trabalhou e descansou." (Êxodo 31:12-17)

Porém, em alguns momentos de seu ministério terreno, Jesus Cristo (sendo um judeu, descendente da tribo de Judá) se comportou de uma forma que "parecia estar quebrando esse mandamento", aos olhos dos fariseus e mestres da Lei. Segundo o conteúdo dos evangelhos, a primeira situação foi a seguinte:

"Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado." (Mateus 12:1,2)

E, então, Cristo lhes disse:

"Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus, e juntamente com os seus companheiros comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. Pois o Filho do homem é Senhor do sábado". (Mateus 12:3-8)

A segunda situação, nesse mesmo capítulo do evangelho de Mateus, foi esta:

"Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: É permitido curar no sábado? Ele lhes respondeu: Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado. Então ele disse ao homem: Estenda a mão. Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra. Então os fariseus saíram e começaram a conspirar sobre como poderiam matar Jesus. Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar. Muitos o seguiram, e ele curou a todos os doentes que havia entre eles, advertindo-os que não dissessem quem ele era." (Mateus 12:11-16)

De fato, ao observarmos bem o conteúdo do Antigo Testamento, vemos que uma informação complementar à Lei dada por Deus a Moisés foi acrescentada. Por este motivo é que devemos ter o cuidado de lembrar de não interpretar um conteúdo da Bíblia Sagrada com base em um só trecho dela, pois existem outros trechos complementares, e que esclarecem a vontade de Deus para todos nós.

Um profeta israelita foi usado para falar do significado da guarda do sábado pelo povo que Deus havia escolhido para representá-lo na terra:

"Assim diz o Senhor: Mantenham a justiça e pratiquem o que é direito, pois a minha salvação está perto, e logo será revelada a minha retidão. Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece firme, observando o sábado, para não profaná-lo, e vigiando sua mão, para não cometer nenhum mal." (Isaías 56:1,2)

"Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai. " Pois é o Senhor quem fala." (Isaías 58:13,14)

Muitas pessoas que acreditam em Jesus entendem que devem guardar o sábado assim como está descrito no livro de Êxodo. No entanto, o próprio Jesus revelou qual era o verdadeiro sentido da guarda do sábado em si mesmo.

É muito importante que, ao lermos o Antigo Testamento, tenhamos em mente que todo o seu conteúdo aponta para uma realidade: o homem foi criado perfeito e sem nenhuma mácula, mas, no entanto, se separou de Deus, e mesmo assim este não o condenou à destruição para sempre; e essa circunstância fez com que o homem passasse a necessitar de uma "justificação" para a transgressão que cometera contra o Pai, justificação essa que obviamente lhe devolveria a posição de justo, e que só o seu próprio Criador poderia lhe dar.

Até que esta situação de justificação se concretizasse plenamente, o povo teve que obedecer a um conjunto de "regras" especiais por muito tempo, a fim de que um dia estivessem "prontos" para receber o cumprimento dessa promessa. E essas regras estão expressas exatamente na Lei que foi entregue a Moisés. Por isso, sabemos que o cumprimento dessa Lei não justifica ninguém diante de Deus, mas somente lembra aos indivíduos que os tais precisam ser justificados diante do Pai para serem salvos da condenação no Dia do juízo.

Na Lei, conforme citamos no início deste texto, está escrito que a guarda do sábado é um mandamento perpétuo entre "Deus e os israelitas" somente, e que o "deixar de trabalhar" nesse dia era um "sinal" que apontava para uma necessidade de JUSTIFICAÇÃO diante do Criador (ou de santificação): portanto, a guarda do sábado era uma forma de fazer o povo de Israel se lembrar sempre de que necessitava de um JUSTIFICADOR para si, e também lembrar que esse justificador era Deus quem iria providenciar para eles, e quando essa providência chegasse ISSO SERIA O SEU DESCANSO PARA SEMPRE!

Vejamos o que está escrito na carta aos Hebreus sobre esse descanso:

"Visto que nos foi deixada a promessa de entrarmos no descanso de Deus, temamos que algum de vocês pense que tenha falhado. Pois as boas novas foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles; mas a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram. Pois nós, os que cremos, é que entramos naquele descanso, conforme Deus disse: "Assim jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso" — embora as suas obras estivessem concluídas desde a criação do mundo. Pois em certo lugar ele falou sobre o sétimo dia, nestas palavras: "No sétimo dia Deus descansou de toda obra que realizara". E de novo, na passagem citada há pouco, diz: "Jamais entrarão no meu descanso". Entretanto, resta entrarem alguns naquele descanso, e aqueles a quem anteriormente as boas novas foram pregadas não entraram, por causa da desobediência. Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando-o "hoje", ao declarar muito tempo depois, por meio de Davi, de acordo com o que fora dito antes: "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração". Porque, se Josué lhes tivesse dado descanso, Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia. Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência." (Hebreus 4:1-11)

Portanto, vindo o Messias, que é aquele que foi escolhido para se sacrificar pelas transgressões de toda a humanidade, justificando (santificando) diante do Pai a todos os que crerem em sua obra redentora, a guarda do sábado assim como está descrita na Lei deixa de ser uma exigência a se cumprir.

Cristo agora é o nosso "sábado" e é nele que devemos descansar: por causa do que Ele fez em nosso favor, cumprindo em si mesmo a promessa de santificação dada por Deus para a humanidade através do povo israelita, sabemos que nele somos justificados de nossas transgressões contra o Pai Criador e assim somos livrados da condenação no juízo eterno.

Desta forma, quem crê em Jesus Cristo assim como está nas escrituras bíblicas, não tem mais necessidade de se lembrar que precisa de justificação ou de santificação diante do Pai a partir do cumprimento das regras da Lei.

Missionária Oriana Costa.


Atenção: se você é adventista ou professa uma fé que ensina a "guardar o sabado", entenda que o intuito desse texto não é ir contra qualquer religião, mas apenas esclarecer a todos de que se trata esse mandamento, e em qual contexto ele estava inserido. 


quarta-feira, 11 de março de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 69 e 70.

O Salmo 119 é mesmo incrível, não por ser o maior de todos os salmos da Bíblia, mas por conter informações sobre a Justiça de Deus que são muitíssimo importantes para nós, que buscamos entendê-la.

Aqui o salmista fala de uma situação adversa em que se encontrou, onde estava sendo difamado por pessoas que não gostavam dele. Ele chamou essas pessoas de "arrogantes"; o sinônimo da arrogância é a soberba.

Uma pessoa arrogante ou soberba é aquela que sempre quer se sobressair aos demais, que se acha superior e mais sábia ou inteligente que os outros. É alguém que não é humilde.

E, segundo o que relata o salmista, uma pessoa arrogante irá se achar muito superior aquelas que escolhem colocar a Justiça de Deus em primeiro lugar em suas vidas, e fará o possível para diminui-las, nem que para isso precise mentir. É por isso que ele diz: "Os arrogantes mancharam o meu nome com mentiras".

E em seguida, o salmista pontua: "mas eu obedeço aos teus preceitos de todo o coração". Isso significa que o escritor desse texto não tentou se justificar diante dos outros por causa das mentiras que estavam sendo ditas a seu respeito, mas continuou firme em cumprir o que aprendeu sobre a reta Justiça de Deus: pois ele tinha plena certeza de que quem anda conforme esse conhecimento "não pratica o mal" (Salmos 119:3)

E assim sendo, ele tinha convicção que seu próprio comportamento iria desmentir todas as palavras falsas que estavam sendo ditas a seu respeito.

O salmista também explica que tais pessoas soberbas tem o coração insensível, isto é, o coração delas é endurecido para as coisas de Deus, e por isso elas não conseguem entender a existência e funcionalidade da Justiça eterna nem se satisfazerem com ela.

Quem busca entender a verdade (os princípios da Justiça eterna), no entanto, consegue encontrar prazer no conhecimento de Deus e se satisfaz com os resultados maravilhosos que andar segundo seus preceitos sempre traz.

Comparando essa situação relatada no salmo com o comportamento de Jesus Cristo, vemos que Ele agiu exatamente como o salmista, mantendo-se firme em viver conforme a reta Justiça de Deus sem se preocupar em se justificar publicamente pela difamação que sofria da parte dos fariseus e mestres da Lei.

O foco de Cristo era cumprir sua missão, que era executar tudo o que estava escrito na Lei sobre aquele que deveria ser sacrificado pelas transgressões de toda a humanidade, e realmente Ele fez isso com máxima excelência.

Missionária Oriana Costa.




Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...