segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Peçam, e lhes será dado.

Muitos leem esse ensinamento de Cristo e, em suas orações, começam a pedir o que precisam a Deus, insistindo em oração, na expectativa de receber dele aquilo que pedem. Mas, passando o tempo, e não vendo suas orações atendidas, se desanimam e acham que Deus não as ouviu, ou simplesmente não quis atender suas orações.

Apresentar nossas necessidades a Deus em oração é algo importante, e numa das cartas escritas pelo apóstolo Paulo de Tarso recebemos um incentivo de sua parte sobre isso: "Não andem ansiosos por coisa alguma mas, em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4: 6,7)

Então, apresentar nossas necessidades a Deus manterá nossas mentes e nossos corações em paz, visto que nossa confiança estará n'Ele e não em nossas próprias forças.

Porém, o que o Senhor está querendo dizer, na passagem que estamos analisando, tem um raciocínio que se segue: "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, DARÁ COISAS BOAS aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:9-12)

Se observarmos atentamente os versículos posteriores, veremos que o Senhor Jesus está falando que o Pai está pronto para atender as petições de seus filhos, no entanto, de filhos que se submetem a Ele, que entendem a Sua justiça e se esforçam para andar nela.

E onde vemos Cristo falar essas coisas? No trecho a seguir:
Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas. Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. (Mateus 7:12,13)
Portanto, o que Cristo está nos dizendo é que seremos prontamente atendidos pelo Pai, quando lhe pedirmos alguma coisa, se agirmos com os outros da mesma forma que gostaríamos que eles agissem conosco. Isso equivale ao mandamento "ame ao seu próximo como a si mesmo". E atenção: Ele explica em seguida que isso é o ENTRAR PELA PORTA ESTREITA!

Cristo realmente tratou as pessoas como gostaria de ser tratado! Ainda que Ele mesmo sabia que tratando com bondade os outros e dizendo-lhes a verdade, seria maltratado por muitos deles. No entanto, saber disso não O desanimou de obedecer ao Pai e andar em Sua reta Justiça.

Devemos atentar para o fato de que esse ensino é válido para TODAS AS ÁREAS DAS NOSSAS VIDAS, pois toca especificamente na área que mexe com todas as outras: RELACIONAMENTOS! E seja relacionamento fraternal ou matrimonial, entre pais e filhos, de trabalho ou quaisquer outros.

Geralmente, o que a maldade do mundo ensina às pessoas a fazerem é que elas exijam ser bem tratadas pelos outros, sem ter a obrigação de tratarem os outros da mesma forma. Cristo aponta que é esse o tal "caminho amplo e a porta larga", que leva as pessoas à perdição e que caracteriza um comportamento que Deus desaprova totalmente, pois contraria a sua justiça.

No evangelho de João, observarmos dois trechos onde o Senhor Jesus nos dá uma orientação similar:
Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. (João 14:11-15)
Aqui observamos perfeitamente que a condição para termos nossas petições atendidas é IMITAR A CRISTO, SEGUI-LO, OU REALIZAR AS MESMAS OBRAS DELE.
Naquele dia vocês não me perguntarão mais nada. Eu lhes asseguro que meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em meu nome. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa. (João 16:23,24)
Neste trecho, vemos outra parte da instrução de Cristo, onde Ele fala que nossas petições serão atendidas se pedirmos ao Pai em Nome d'Ele.

O interessante aqui é exatamente a parte de "pedir em nome de Jesus". Muitas pessoas confundem esse ensino, interpretando-o literalmente, ou seja, dirigindo-se ao Pai usando a frase "em nome de Jesus". E usar essa frase não é errado, mas o problema é que o Pai vê o coração e os caminhos de quem lhe pede alguma coisa.

O que acontece aqui pode ser comparado a seguinte situação: uma criança chega na mercearia que sua família costuma comprar sempre e, sem dinheiro, pede ao vendedor alguma coisa; o vendedor prontamente atende o pedido da criança sem questioná-la, pois conhece seus pais, que são clientes antigos do estabelecimento e são pessoas honestas. Em seguida, o vendedor coloca o valor do objeto que entregou a criança na conta da família, que será paga posteriormente.

Então, se o Pai não reconhece Cristo naquele que pede, a petição não está sendo feita em nome do Seu Filho e, consequentemente, não será atendida.

Outro ponto importante no que se refere à petições é o seguinte: Cristo fala neste trecho:
(...) se vocês tiverem fé e não duvidarem, (...) tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. (Mateus 21:21,22)
A fé que não duvida é aquela gerada do conhecimento da Justiça de Deus, revelado a todos nós pelo ensino de Cristo. Quem conhece o Reino de Deus e a sua justiça, buscando praticar o que conhece, está imitando Cristo, dessa forma, tem convicção de que será prontamente atendido quando pedir alguma coisa a Deus.

Para encerrar este texto, há, também, uma outra passagem bíblica que complementa todas as outras informações acima, onde o apóstolo João fala muito bem sobre esse assunto:
Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos. (1João 5:14,15)
Aqui o apóstolo João diz claramente que, ao pedirmos alguma coisa a Deus, seremos atendidos se estivermos pedindo de acordo COM A VONTADE DO PAI. E como saber qual é a vontade do Pai? Entendendo a Justiça dele!

Em suma: vamos buscar? Vamos pedir a Deus? Vamos bater na porta dele? Então, nossas orações e petições serão prontamente atendidas se o Pai enxergar Cristo, o nosso Salvador e Rei, em nossos corações e em nossas atitudes. Assim sendo, certifique-se de estar alinhado(a) com a realidade do Reino de Deus, antes de achar que Ele não lhe ouviu ou que Ele não quer lhe atender. Deus não age fora de sua palavra, Ele não age fora de sua Justiça!

Missionária Oriana Costa


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O batismo de Jesus - Considerações sobre Mateus capítulo 3 - parte 2

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