sexta-feira, 22 de maio de 2020

A parábola do mestre da Lei instruído sobre o Reino

Esta é mais uma das parábolas de Jesus, e que pouco é citada em textos de estudos bíblicos ou mencionada em pregações.

E nela Jesus Cristo passa uma informação importante sobre a diferenciação entre os mandamentos da Lei de Moisés e os mandamentos do Reino de Deus.

Ele inicia a parábola falando de "um mestre da Lei", que nos tempos de Jesus era um judeu que era profundamente instruído na Torah, e, especialmente, dominava o conhecimento da Lei de Moisés, que embasava a aliança que Deus tinha feito com o povo de Israel após este ter sido liberto da escravidão no Egito (Antiga aliança).

Portanto, um mestre da Lei que compreendesse o Reino de Deus saberia que os mandamentos da Lei dada a Moisés não eram os mesmos que regiam o Reino dos céus, e que estes eram superiores aos da Lei. É por isso que, nessa parábola, Jesus chama os mandamentos da Lei mosaica de "coisas velhas", e os mandamentos ou princípios do Reino de Deus de "coisas novas".

E o tesouro do qual as coisas novas e velhas são retiradas representa o coração do sujeito, pois, assim como os judeus que amavam a Deus aprendiam a Lei mosaica e se esforçavam para cumprí-la, quem entende a mensagem do Reino guarda em seu coração os seus princípios e busca praticá-los, priorizando a Justiça de Deus revelada por Cristo.

Naquele momento em que Jesus ensinava os princípios de seu reino aos seus discípulos, os judeus ignoravam a existência desse lugar, pois na Torah ele não é citado claramente. Alguns livros do Antigo Testamento, como o livro de Gênesis e os livros dos profetas Isaías, Ezequiel e Joel, se referem ao Reino de Deus como "Jardim do Éden" ou "Jardim do Senhor".

Dessa forma, apesar do Reino dos céus existir muito antes do homem ser criado, saber sobre ele era realmente uma novidade para aquelas pessoas, pois o nosso Criador o retirou da terra durante o dilúvio, ocultando-o de todos os seres humanos a fim de dar prosseguimento ao plano de salvação.

E hoje, toda vez que o Reino é anunciado e compreendido também é uma grande novidade para muitos, mesmo para alguns indivíduos que são adeptos do cristianismo há muito tempo, visto que tal lugar só pode ser entendido se for buscado de todo o coração quando se medita na palavra de Deus.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 16 de maio de 2020

A parábola da rede lançada ao mar.


Desde que o Reino de Deus começou a ser anunciado abertamente, a partir do trabalho de Jesus Cristo, o número de pessoas que fazem parte da igreja cristã na terra prossegue aumentando com o passar do tempo. 

Hoje, observamos milhares de denominações cristãs espalhadas pelo planeta; o evangelho chegou a praticamente todas as nações, ainda que com muita perseguição, e em muitas delas mais de 50% da população se declara cristã.

No entanto, nem todo aquele que se diz adepto de uma religião cristã é realmente um cidadão do Reino de Deus. São verdadeiras cidadãs do Reino de Deus todas as pessoas que nasceram dentro dele pela fé em Jesus Cristo, e isso só pode ser discernido espiritualmente, através do conhecimento da Justiça de Deus que está revelado no ensino de Cristo. Pela aparência é impossível saber quem é ou quem não é um verdadeiro cristão.

Um indivíduo que está de fato sujeito ao governo do Rei Jesus Cristo discerne claramente e rejeita a operação da maldade, pois entende os princípios da Justiça de Deus revelados por Cristo em seu ensino. Mas, pessoas que não se sujeitam ao governo de Cristo, no entanto, podem ser confundidas com verdadeiros cristãos, pois suas ações embasadas pelas doutrinas religiosas encobrem suas reais situações espirituais.

Doutrinas religiosas são uma mescla dos valores do Reino de Deus com valores mundanos ou pagãos. Apesar da boa aparência que apresentam, essas doutrinas pervertem a Justiça de Deus e desviam as pessoas da verdade espiritual. Por isso, pessoas que embasam sua fé totalmente nesses conhecimentos ainda não entenderam a mensagem do evangelho e, portanto, ainda não receberam a justificação de suas transgressões diante do Criador; e isso significa que não podem ser consideradas cidadãs do Reino de Deus ou filhas de Deus.

Na parábola da rede lançada ao mar, portanto, entendemos que o mar são as nações da terra, e os peixes variados que nela estão representam os verdadeiros e os falsos cristãos. Quando a rede enche, é o momento que antecede a segunda vinda de Cristo, onde todas as nações da terra já conhecem o evangelho e o mundo já não dá mais espaço para que ele seja anunciado; assim, segue-se o juízo de todos os seres humanos.

O momento em que os pescadores puxam a rede para a praia e separam os peixes bons dos ruins é aquele onde Cristo reaparece na sua segunda vinda, mostrando-se a todos, e os que realmente se sujeitam ao seu governo são separados daqueles que não se sujeitam a Ele.

Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
(Mateus 13:49,50)

Nessa ocasião todas as pessoas do mundo ressuscitarão, pois Jesus Cristo homem (o filho do homem) foi ressuscitado pelo Pai, dando a todos os seres humanos o direito à ressurreição e imortalidade; porém, após esse processo, os verdadeiros cidadãos do Reino se juntarão ao Rei Jesus para sempre, ao passo que os falsos serão julgados e conduzidos a um local, que nesta parábola Cristo chama de "fornalha ardente", onde ali estarão condenados a permanecer separados do Criador perpetuamente.

Nesse lugar haverá um sofrimento que não terá fim, pois pessoas ressurretas são imortais, e isso significa que vão sentir a ânsia da destruição em si mesmas eternamente, pois não vão parar de existir ou funcionar como acontece com a matéria física.

Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Não há nada novo debaixo do sol.

Este trecho de Eclesiastes, um dos livros do Antigo Testamento, é muito interessante por nos levar a pensar sobre algo que geralmente não pensamos: a nossa verdadeira realidade.

O fechamento do raciocínio do trecho bíblico que está na imagem que abre o nosso texto se dá com as seguintes palavras:

Haverá algo de que se possa dizer: "Veja! Isto é novo! "? Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época. Ninguém se lembra dos que viveram na antigüidade, e aqueles que ainda virão tampouco serão lembrados pelos que vierem depois deles.

(Rei Salomão, Eclesiastes 1:10,11)

Então, prosseguindo com a leitura de Eclesiastes, observamos o Rei Salomão explicar que não há nada que possamos dizer que é novidade na face da terra, porque elas estão sempre se repetindo.

Antes da maldade entrar no coração do homem, porém, a situação não era essa. Quando foi criado por Deus, o homem tinha acesso a todo o conhecimento espiritual acoplado ao material proveniente do seu Criador, e esse conhecimento é infinito. Ele vem trazendo sempre algo novo, agradável e útil para o homem. E Deus não compartilhava tudo de uma vez, pois assim o homem ficaria confuso, e não teria condições de compreender e também utilizar todas as informações de uma forma que lhe fosse saudável.

O conhecimento de Deus era diariamente entregue por Ele mesmo à humanidade, de forma gradual e progressiva, e assim todas as pessoas iam crescendo e amadurecendo em todas as áreas de suas vidas sem sofrimentos desnecessários, sem experimentarem sobrecarga de trabalho ou dúvidas que não fossem retiradas, sem experimentarem angústias de quaisquer natureza. Eles não precisavam sofrer para solucionarem situações, pois tinham acesso a todo conhecimento necessário direto DA FONTE!

No momento em que o homem escolheu viver independente de Seu Criador e se separou dEle, saindo do Reino de Deus, ele começou a resolver as situações conforme os desejos advindos da influência da maldade dentro de si, e não se interessava mais em acessar o Criador, ainda que este tentasse convencê-lo de que suas decisões iam lhe trazer sérias consequências, pois estavam desconectadas dos preceitos de Seu Reino, e, portanto, estavam indo de encontro a eles. 

O grande problema de agirmos conforme nossas paixões, ou segundo o que as aparências das coisas nos sugerem, é que isso provém da influência da maldade que se encontra naturalmente dentro de nós, e a qual o nosso Criador odeia. E Deus não pode tolerar a maldade, pois, toda vez que os seres humanos agem de acordo com o mal, estão sendo contrários aos princípios do Reino de Deus, e também estão agindo contra si mesmos, visto que todas as coisas foram criadas através desses princípios, e isso inclui o próprio homem.

O que Adão e Eva talvez não tivessem ideia, ou simplesmente não lembraram, quando se deixaram persuadir pelo Diabo, é que o conhecimento material sem estar associado ao espiritual fica sem sentido, e se torna finito, pois todo o universo material veio da realidade espiritual. Sem estar associado ao conhecimento espiritual, o conhecimento do mundo fica sem mais novidades, sem que haja mais nada a se acrescentar, de maneira que tudo acaba se tornando uma grande repetição que o homem sozinho, sem a participação de Deus, não tem o poder de modificar. 

Estudando o conteúdo da Bíblia e comparando com tudo o que acontece no mundo, percebemos que todas as coisas tem começo e fim; e depois que chegam ao estágio final inicia-se um novo começo da mesma coisa, que pode acontecer exatamente da mesma maneira ou com alguma variação na aparência, mantendo porém a mesma essência.

O homem não tem capacidade de acessar todas informações desde a sua criação sem a ajuda de Deus, e estando separado dEle, fica limitado e não tem condições de saber de tudo o que aconteceu no passado; assim, suas experiências no mundo acabam ficando sem nenhum sentido, dando a impressão de que as coisas parecem estar acontecendo aleatoriamente, se apenas as conclusões acerca do que acontece conosco e ao nosso redor estão sendo tiradas a partir da aparência material. 

Contudo, pelas escrituras bíblicas, sabemos que todas as coisas em nosso mundo e no universo estão embasadas por leis que não foram criadas pelo homem e as quais ele também não pode mudar, e que determinam os tempos e maneiras de cada coisa acontecer na natureza e também nas vidas das pessoas:

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço? Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.

(Rei Salomão, Eclesiastes 3:1-11)

Quando os historiadores e arqueólogos descobrem, em suas pesquisas de civilizações passadas, algumas coisas parecidas com as que temos hoje, só estão confirmando o que o Rei Salomão falou há quase três mil anos atrás. Pois é, nunca o homem esteve à frente de seu tempo, como algumas pessoas pensam.

Então, desde o princípio da criação, além de ter lhe dado toda a terra para dominar, Deus deu ao homem todo o tipo de bom conhecimento para que ele se desenvolvesse de maneira adequada, e a humanidade usufruía de tudo. Lendo as escrituras bíblicas, especialmente o livro de Gênesis, dá para se ter uma noção disso. E esse foi o fardo "tão pesado" que Deus impôs aos homens: Ele fez tudo apropriado a seu tempo, fez tudo organizado, para que o homem pudesse aproveitar bem tudo o que foi criado.

Não temos como saber exatamente como funcionavam todas as coisas na antiguidade, porque muitas informações se perderam com o tempo e infelizmente não há como restaurá-las. E se por causa da maldade no coração dos homens houveram guerras e muitas outras catástrofes que apagaram os registros e grandes feitos das pessoas, paciência. Isso acontece. Mas, graças ao conteúdo das escrituras bíblicas, sabemos que as coisas somente se repetem com uma roupagem nova.

E tem uma outra informação que preciso passar: por causa da maldade que vem crescendo nos corações dos homens, aquilo que os indivíduos tem chamado de "avanço tecnológico e científico" na verdade é só uma adaptação a diminuição gradual da suas força física e expectativa de vida.

Se hoje temos muitos medicamentos à disposição, que não haviam há séculos atrás, por exemplo, não é porque o homem está mais inteligente, e sim porque ele está mais doente, mais frágil. A operação da maldade (clique aqui para entender melhor sobre o que é a maldade, segundo a Justiça de Deus) faz com que os seres humanos fiquem mais fracos física e emocionalmente com o passar do tempo, e isso, por sua vez, faz com que busquem estabilizar as novas situações pesquisando maneiras de dominá-las, na medida do possível, para continuarem vivendo mais tempo com alguma qualidade de vida. 

Mas, a fraqueza e debilidade do homem continuam avançando, à medida que a maldade ganha terreno em sua vida, e essa situação as pessoas não poderão jamais enxergar e vencer sem a ajuda de seu Criador. Há no coração do homem "um anseio pela eternidade" que ele não entende, por interpretar as coisas apenas pelo que vê acontecer ao seu redor. As pessoas querem viver para sempre, e vem tentando driblar o envelhecimento e a morte com suas próprias forças, sem sucesso: pois o homem, sem a ajuda de Deus, só pode interferir na aparência, mas não pode parar o tempo, não pode impedir a ação da maldade nem se livrar da morte.

Para se ter uma noção do que falo aqui, vamos imaginar o seguinte: O que aconteceria se fizermos o mundo voltar a ser como era há 300 anos atrás, retirando da terra todos os medicamentos e máquinas usadas para ajudarem as pessoas a vencerem enfermidades e debilidades físicas diversas? - A resposta é que quase toda a população do mundo morreria em poucos meses, e muitos bebês nem conseguiriam nascer vivos, pois, no século XXI, pouquíssimas pessoas em nosso planeta conseguem viver bem ou mesmo sobreviver sem ajuda de medicamentos e/ou intervenções médicas, ainda na infância ou juventude; e, para alguns indivíduos, essa situação se inicia antes mesmo do próprio nascimento e depois se continua por toda a vida.

Já pensou sobre isso? Pois essa é a nossa real situação: espiritualmente, ela é a mesma desde o momento em que o primeiro homem escolheu ficar independente de seu Criador! Até agora a maioria dos seres humanos só prossegue sucumbindo à ação do mal, como mostra a palavra de Deus, sem o discernimento da raiz de seus problemas. 

Essa é uma circunstância infeliz que vem se desenrolando há séculos sempre encoberta por uma "aparência de evolução", mas, que, no entanto, unicamente pela verdade revelada nas escrituras, se torna aparente para nós. E o conteúdo da Bíblia não é somente capaz de nos revelar a verdadeira realidade que vivemos no mundo, mas também nos fornece informações que nos capacitam a dominar essa realidade má, até a volta do Senhor Jesus Cristo, onde ela será completamente aniquilada.

Missionária Oriana Costa.



segunda-feira, 11 de maio de 2020

A parábola da pérola de grande valor.

Nesta parábola, Jesus fala de uma certa pérola de grande valor que foi encontrada por um negociante que PROCURA pérolas preciosas.

Eis aí a primeira lição dessa parábola: o Reino de Deus tem que ser buscado, procurado, desejado. Quem não DESEJA achar esse reino ao meditar na palavra de Deus jamais o discernirá, apesar de estar disponível e acessível a todos pelo conhecimento das escrituras bíblicas.

O Rei Jesus nos ensina que devemos buscar EM PRIMEIRO LUGAR o Reino de Deus e a sua justiça (Leia Mateus 6:24-33); e Ele enfatiza isso porque a realidade de Seu Reino é infinitas vezes superior a nossa realidade material, e nos atende perfeitamente em todas as nossas necessidades, sejam espirituais como também fisicas.

Então, Cristo, nesse ensino, compara o Reino de Deus a um negociante que procura pérolas preciosas, porque as pérolas são objetos difíceis de serem achados na natureza; elas ficam escondidas embaixo d'água dentro de um molusco específico, que é a ostra. Geralmente, pérolas naturais (não cultivadas) são encontradas dentro de algumas ostras (não em todas!), e que não são fáceis de abrir; e para se conseguir uma ostra é preciso mergulhar em locais de água doce ou salgada que não são rasos. Então, um certo trabalho de busca é preciso ser feito até que uma pérola natural possa ser finalmente achada.

Assim sendo, a segunda lição que tiramos dessa parábola é que o Reino de Deus, assim como as pérolas ficam escondidas dentro das ostras que estão depositadas nos leitos dos mananciais, está ocultado do mundo dentro da palavra de Deus. Mas, assim como as pérolas aguardam para serem encontradas, o reino também aguarda para ser achado por quem o buscar.

A terceira lição que podemos tirar dessa parábola é naquilo que o negociante fez após ter achado a pérola de grande valor: ELE VENDEU TUDO O QUE TINHA, para poder comprar aquela pérola diferente. No entanto, sabemos que um colecionador não se livra de todos os objetos de sua coleção para ficar apenas com um só. Mas, por que Jesus disse isso?

Esse ato, se não for bem compreendido, pode gerar uma grande confusão. Não podemos esquecer que, nas parábolas, Cristo explica coisas espirituais através de situações que acontecem em nosso mundo.

Quem realmente encontra o Reino de Deus nas escrituras bíblicas encontrou a coisa mais valiosa que possa existir, pois todo o nosso universo material com tudo o que há nele foi criado a partir dos princípios desse lugar, que é a Justiça de Deus. Logo, alguém que adquire o discernimento do reino procurará entendê-lo, e aí se dará conta de que seus princípios são contrários aos do mundo em que vivemos.

No mundo há um conhecimento operando todo o tempo, que é feito da perversão da sabedoria de Deus: assim, muitas vezes ele tem boa aparência e provoca boas sensações, mas seu fim é manter as pessoas afastadas de seu Criador, conduzindo-as à morte para sempre. Esse conhecimento é chamado de maldade. Trocando em miúdos, ele é a mistura do bem com o mal, portanto é extremamente enganoso, e só pode ser dicernido claramente quando comparado ao conhecimento da Justiça de Deus, que é totalmente puro e bom.

Dessa forma, quem entende essa verdade, se esforçará para aprender os princípios do Reino de Deus, mudando seus conceitos e sua forma de enxergar o mundo. Essa mudança de entendimento das coisas implicará também em mudança de atitude, fazendo com que o sujeito tenha capacidade de discernir a operação da maldade e possa rejeitá-la.

Quem discerne o Reino de Deus, portanto, vai agir de forma diferente das pessoas que não o enxergam, e essa maneira diferente de agir às mais diversas situações pode parecer uma grande loucura para quem não tem tal dicernimento.

É por isso que o negociante, ao encontrar a pérola de grande valor, vendeu tudo o que tinha para adquirir aquela única preciosidade. Na verdade, isso quer dizer que o homem renovou seu entendimento com o conhecimento da Justiça de Deus, para adequar sua vida a ele.

Missionária Oriana Costa.



sábado, 9 de maio de 2020

A parábola do tesouro escondido.

Tentar interpretar as parábolas ditas por Jesus literalmente pode gerar uma grande confusão, pois, de fato, nesse tipo de ensino, Cristo faz comparações entre duas realidades: a material e a espiritual.

E na parábola do tesouro escondido a situação apontada por Jesus terá uma aparência bem estranha ou inusitada, se for entendida somente a partir da visão de mundo que temos.

Quem, em sua sã consciência, iria trocar tudo o que possui (especialmente se for uma pessoa muito rica) por um tesouro que encontrou escondido num campo, e fazer isso com muita alegria? Seria realmente uma grande loucura.

No entanto, se quisermos ter uma compreensão clara do que o Rei Jesus nos ensina através dessa parábola, precisamos lembrar que se trata de uma comparação. Antes de tudo, devemos ter em mente que a realidade do Reino de Deus é infinitas vezes mais alta do que a nossa realidade física.

Então, o tesouro escondido encontrado pelo homem, na verdade, se trata de uma realidade muito superior à deste mundo, que é aquela existente no Reino dos céus. Ao ler a sequência de parábolas ditas por Jesus que antecedem esta que estamos analisando aqui, começamos a ter uma melhor visualização do que Cristo está dizendo.

O campo é a palavra de Deus ou a sabedoria dele. É através da sabedoria de Deus que enxergamos o Seu Reino e entendemos a Sua Justiça. Por isso, a palavra de Deus é mais preciosa que todas as riquezas do mundo reunidas.

O homem desta parábola é uma pessoa que discerniu o Reino através da palavra de Deus. Quando alguém começa a discernir o Reino de Deus pelo conteúdo de sua palavra, uma grande alegria lhe enche o coração, pois tal indivíduo agora está enxergando a verdade.

Assim, à medida que uma pessoa vai entendendo o Reino anunciado por Cristo, vai se desapegando da realidade deste mundo, e prossegue renovando seu entendimento com o ensino de Jesus. E isso acontece de forma espontânea, de bom grado, e não de forma forçada ou imposta.

É por isso que o homem, cheio de alegria, "vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo": pois, por estar enxergando a verdade, se desapegou dos princípios do mundo e colocou em primeiro lugar em seu coração os princípios do Reino.

Para concluir, fica ainda uma questão: por que o homem, após ter encontrado o tesouro, escondeu-o novamente ao invés de deixar aparente o que tinha descoberto? A resposta é simples: o Reino de Deus precisa ser discernido individualmente. Ele está ocultado do mundo e só pode ser descoberto se for desejado e buscado dentro do conteúdo das escrituras bíblicas.

Assim sendo, tudo o que podemos fazer após discerní-lo é usufruir dele e anunciá-lo através da mensagem do evangelho, mas não podemos fazer com que os outros enxerguem o Reino assim como nós estamos conseguindo vê-lo. Cada pessoa precisa ter esse discernimento de si mesma, para que desenvolva sua fé em Deus da forma correta.

Missionária Oriana Costa.




quinta-feira, 7 de maio de 2020

A parábola da massa fermentada

Para se entender bem o ensino que o Rei Jesus nos passa através dessa parábola é necessário antes entender como um pão é feito. Como a comparação aqui não dá muitos detalhes, deve-se ter antes uma visualização daquilo que Cristo diz.

E para se fazer um pão macio, normalmente é necessário colocar fermento na massa para que ela vá inchando e depois de um tempo possa ser assada. Então, o que acontece é que o fermento modifica a massa original, fazendo com que ela dobre ou triplique de tamanho e sua fase final seja muito diferente da inicial.

Assim que se acrescenta o fermento biológico à massa de pão, aparentemente não vemos nada acontecer. No entanto, depois do processo de sova, quando a massa está descansando, a fermentação vai acontecendo gradualmente. Geralmente, após uma hora de descanso, a massa fica bem aerada e crescida.

Então, o que Cristo nos ensina com essa parábola é que, assim que a mensagem do Reino de Deus entra no coração de alguém, aparentemente nada de especial acontece. No entanto, a vida desse indivíduo jamais será a mesma: gradativamente a realidade desse reino vai se manifestando em sua vida, conforme esse indivíduo vai acessando o ensino da Justiça de Deus revelado por Cristo, de forma que esta pessoa não estará mais do mesmo jeito alguns anos à frente.

Jesus explica que uma pessoa que recebe a mensagem do Reino de Deus e passa a DISCERNI-LO, e persevera em continuar buscando o entendimento desse lugar e de Sua Justiça, jamais ficará do mesmo jeito com o passar do tempo. A regra é que o entendimento do Reino de Deus traga a manifestação da sua maravilhosa realidade nas vidas daqueles que o buscam, de forma que as vidas dessas pessoas fiquem muitas vezes melhor do que no início de suas caminhadas na fé.

A manifestação da realidade do Reino de Deus acontece de dentro para fora na vida de alguém, do mesmo jeito que o fermento age misturado à massa de pão, ou seja, o conhecimento do Reino de Deus precisa entrar no coração de um indivíduo e ser aceito, bem assimilado, para que somente assim faça a diferença.

Muitas pessoas vão à igreja e "aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador", mas não discernem o Reino de Deus. Sem esse discernimento não haverá uma mudança verdadeira de caráter nas vidas desses indivíduos: geralmente, o que muitos acabam aprendendo são doutrinas humanas ligadas à aparência do mundo, que levam apenas a uma mudança exterior.

Tais ensinamentos religiosos nada tem a ver com o Reino de Deus, e somente fazem com que as pessoas modifiquem seus usos e costumes e interiormente continuem da mesma forma, por não estarem se adequando no fundo de seus corações à Justiça de Deus ensinada por Cristo.

Agora, uma informação adicional: depois que a massa de pão cresce com a ação do fermento, ela precisa ser assada para que assim possamos comê-la. Então, quando a massa fermentada é colocada no forno para assar, ela ainda cresce mais um pouquinho, e seu estágio final é um pão macio e gostoso. Já uma massa não fermentada, quando é colocada no forno, sai de lá do mesmo tamanho e muitas vezes endurecida e rececada pela ação do calor.

Pois quem tem o conhecimento do Reino de Deus no coração e o entende, quando passa por provações devido a sua fé, sai de cada uma delas ainda mais forte e mais sábio. Já os que não tem esse conhecimento, e não dicernem o Reino de Deus, quando passam pelas provações ficam confusos e com seus corações endurecidos para ouvirem a voz de Deus, e assim o inimigo continua tendo espaço para impedir que tais pessoas conheçam a Deus em verdade.

Missionária Oriana Costa.

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

A parábola do grão de mostarda.

A parábola do grão de mostarda é aquela que o Rei Jesus conta logo após ter explicado a parábola do joio e do trigo. Nesse trecho, em especial, Cristo nos revela duas peculiaridades do Reino de Deus que são bem interessantes: a primeira é que quando a mensagem do Reino é "plantada" no coração de alguém sua realidade se manifesta na vida dessa pessoa de uma forma lenta e progressiva, e que com o passar do tempo vai se revelando grandiosa e muitíssimo excelente.

O conhecimento do Reino de Deus pode parecer insignificante ou sem importância à primeira vista, quando comparado a outros tipos de informações provenientes do mundo material em que vivemos. É por isso que Jesus se refere ao Reino de Deus como "a menor de todas as sementes", comparando-o a um pequenino grão de mostarda, no momento em que ele está sendo anunciado no mundo.

Porém, depois que germina e começa a crescer, em circunstâncias adequadas uma mostardeira pode ficar imensamente alta, chegando até quase 3 metros de altura e atingindo o tamanho de uma grande árvore. Mas, de fato, o pé de mostarda é a maior das hortaliças como explicou Jesus, e não é uma árvore, apesar de poder chegar a tal estatura. 

Dessa forma, Cristo nos ensina que Seu Reino pode se manifestar com uma glória gigantesca em nossa realidade material, se for buscado assim como Jesus ensina, de forma a se sobressair e atrair a atenção dos outros, tamanha é a sua grandeza e abundância de tudo o que é bom. 

O Rei Jesus fala que a mostardeira fica tão alta a ponto de as aves do céu fazerem ninhos em seus ramos. Numa hortaliça normal isso jamais aconteceria. No entanto, por ser uma exceção devido ao tamanho que pode atingir, o pé de mostarda pode chegar a ter ninhos de pássaros em seus galhos. 

Com essa comparação, entendemos que a manifestação plena da realidade do Reino de Deus na vida de alguém faz toda a diferença, e para muito melhor, se comparado a vida de uma outra pessoa que esteja no mesmo lugar e na mesma situação mas sem saber da existência e funcionalidade desse reino.

A segunda peculiaridade do Reino de Deus que Jesus nos mostra na parábola do grão de mostarda é que esse lugar espiritual não pode ser discernido por aparências, ou não pode ser entendido com base em uma forma material, pois sua essência ou sua origem não é deste mundo. 

A mostardeira é a única espécie de verdura do mundo que se desenvolve de uma forma diferente das outras, de maneira que uma pessoa que a vê na sua fase adulta sem conhecer sua origem, vai achar que ela é uma árvore qualquer e não saberá que na verdade se trata de uma hortaliça bem desenvolvida. 

Pois assim mesmo acontece com o Reino de Deus: ele não pode ser discernido pelas formas como se manifesta em nosso mundo material. O Reino de Deus só pode ser reconhecido onde está estabelecido através da fé em Jesus Cristo, que nos revela a Justiça de Deus por seu ensino e nos faz desejar praticá-la.

Então, um indivíduo que crê em Jesus e põe em prática o Seu ensino, saberá que a prosperidade que consegue em todas as áreas de sua vida está antes de tudo ligada a manifestação do Reino de Deus, que vai acontecendo gradativamente pela prática diária da Sua reta Justiça. No entanto, quem vê a vida dessa pessoa de fora, sem conhecer tais princípios espirituais, achará que sua situação é pura sorte ou que a excelente qualidade de vida que esse alguém usufrui é somente fruto de seu esforço, e não de sua fé. 

Então, se você ainda não tinha entendido o que está escrito na carta aos Hebreus sobre fé, leia de novo, pois agora ficará mais claro:

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho. Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. (...) Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte - ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado - pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (...) Pela fé Abraão (...) peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus. (...) Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade. (Hebreus 11:1-16)

Missionária Oriana Costa.

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Sigam-me - Considerações sobre Mateus capítulo 4 - Parte 3

 Em breve mais uma postagem. Aguardem! ☺️