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domingo, 17 de abril de 2022

A Ressurreição - Considerações sobre o capítulo 28 de Mateus - Parte 1


Neste texto, iniciamos o estudo do último capítulo do Evangelho de Mateus e veremos como foi a ressurreição de Jesus bem como os acontecimentos que se sucederam após esse evento tão maravilhoso. Este evento foi de suma importância, para que todos os que creem possam usufruir da herança da vida eterna em toda a sua plenitude.

Assim como nos estudos anteriores, faremos uma comparação do trecho de Mateus que iremos analisar com trechos equivalentes dos outros três evangelhos, à título de termos uma melhor compreensão de como tudo aconteceu. As referências correspondentes estão em Marcos 16:1-11, Lucas 24:1-12 e João 20:1-18.

Vejamos, a seguir, como Mateus narra o que aconteceu após o sepultamento do Senhor Jesus:
Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas tremeram de medo e ficaram como mortos.
O anjo disse às mulheres: "Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. Vão depressa e digam aos discípulos dele: ‘Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês o verão’. Notem que eu já os avisei".
As mulheres saíram depressa do sepulcro, amedrontadas e cheias de alegria, e foram correndo anunciá-lo aos discípulos de Jesus.
De repente, Jesus as encontrou e disse: "Salve! " Elas se aproximaram dele, abraçaram-lhe os pés e o adoraram. Então Jesus lhes disse: "Não tenham medo. Vão dizer a meus irmãos que se dirijam para a Galiléia; lá eles me verão".
Enquanto as mulheres estavam a caminho, alguns dos guardas dirigiram-se à cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Quando os chefes dos sacerdotes se reuniram com os líderes religiosos, elaboraram um plano. Deram aos soldados grande soma de dinheiro, dizendo-lhes: "Vocês devem declarar o seguinte: ‘Os discípulos dele vieram durante a noite e furtaram o corpo, enquanto estávamos dormindo’.
Se isso chegar aos ouvidos do governador, nós lhe daremos explicações e livraremos vocês de qualquer problema". Assim, os soldados receberam o dinheiro e fizeram como tinham sido instruídos. E esta versão se divulgou entre os judeus até o dia de hoje. (Mateus 28:1-15)
De acordo com o relato acima, antes que o sepulcro de Jesus fosse visitado, Ele já havia ressuscitado, e isso aconteceu bem antes que aquele dia de domingo amanhecesse, pois quando as mulheres lá chegaram e encontraram o túmulo vazio e também sem os guardas, era madrugada e ainda estava escuro, como veremos mais adiante em nosso estudo.

Somente o Evangelho de Mateus relata o que houve com os guardas no momento em que Cristo ressuscitou, e, de acordo com a narrativa, todos eles presenciaram tudo. O problema foi que, ao falarem o que viram às autoridades israelitas, eles foram subornados para contar uma outra versão do acontecido às autoridades romanas.

É importante lembrar que o destacamento de soldados romanos que guardava o sepulcro de Jesus não dormiria em trabalho, eles eram obrigados a ser diligentes no que faziam, ou poderiam ser condenados à morte por negligência no cumprimento de suas tarefas. Então, eles se revezavam entre si, para garantir que seu trabalho fosse feito corretamente.

No momento em que a pedra do sepulcro rolou e aquele recinto ficou aberto, houve um grande terremoto, além do clarão que aconteceu no momento em que o anjo apareceu, de forma que a parte da equipe que dormia, certamente, acordou assustada com o barulho e a luz forte. Portanto, sem sombra de dúvidas, os soldados romanos foram as primeiras testemunhas oculares da ressurreição de Jesus. 

Não sabemos o que se passou pela cabeça daqueles homens, depois de presenciarem aquele acontecimento sobrenatural, mas uma coisa é certa: todos eles, ou pelo menos alguns, devem ter ido secretamente encontrar os discípulos de Jesus para relatar o que aconteceu e tentar entender o que houve, pois se assim não fosse, a narrativa detalhada daquele momento e do suborno dos soldados não estaria descrita no Evangelho de Mateus.

Muito provavelmente, alguns dos fariseus que eram seguidores de Jesus secretamente, como José de Arimatéia e Nicodemos, dentre outros nomes não citados nas escrituras, também podem ter presenciado o momento em que os guardas do destacamento chegaram e relataram o ocorrido às autoridades israelitas, como também viram o momento em que eles foram subornados para esconder o que aconteceu. Desta forma, percebemos que houveram muitas testemunhas diretas e indiretas daquele evento extraordinário.

Continuando com nossa análise, segundo o trecho do Evangelho que lemos parágrafos acima, duas mulheres visitaram o sepulcro de Jesus na madrugada do domingo, que foram Maria Madalena e Maria, mãe de José de Arimatéia, seguindo o raciocínio do capítulo 27 de Mateus, o qual já analisamos aqui no blog. No entanto, no Evangelho de Marcos, três mulheres visitaram o túmulo do Senhor: Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago.

Quando analisamos o trecho equivalente a esta mesma passagem no Evangelho de Lucas, ele diz que visitaram o sepulcro "Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, e as outras que estavam com elas". Já o Evangelho de João diz que somente Maria Madalena foi ao sepulcro naquela manhã de domingo.

Fazendo um apanhado dessas informações, e chegando a um consenso, concluímos que Maria Madalena esteve no sepulcro acompanhada de outras mulheres, ela não esteve lá sozinha, segundo a narrativa do Evangelho de João:
No primeiro dia da semana, bem cedo, estando ainda escuro, Maria Madalena chegou ao sepulcro e viu que a pedra da entrada tinha sido removida. Então correu ao encontro de Simão Pedro e do outro discípulo, aquele a quem Jesus amava, e disse: "Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o colocaram! (João 20:1,2)
Notamos que, ao contar a notícia a Pedro e João, Maria Madalena falou em seu nome e em nome das outras mulheres que estavam com ela ao dizer "não sabemos onde o colocaram". Provavelmente ela organizou tudo, para que todas as seguidoras de Jesus pudessem fazer aquela visita tão desejada, mas tudo de forma sigilosa, de modo que cada uma pudesse colaborar no processo de unção do corpo do Senhor com as especiarias aromáticas que elas prepararam para esta finalidade.

Seguindo com a análise dos fatos, e levando sempre em consideração os relatos dos quatro Evangelhos, agora vamos entender o que aconteceu após a saída dos soldados romanos.+

Pegas de surpresa, ao encontrarem o sepulcro aberto e sem o corpo do Senhor, as mulheres se desesperaram, e então Maria Madalena voltou à cidade com algumas das companheiras para encontrar os irmãos e avisá-los do ocorrido.

Após serem avisados, os discípulos Pedro e João correram em direção ao sepulcro, a fim de averiguar o que as mulheres lhes disseram.
Pedro e o outro discípulo saíram e foram para o sepulcro. Os dois corriam, mas o outro discípulo foi mais rápido que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Ele se curvou e olhou para dentro, viu as faixas de linho ali, mas não entrou.
A seguir, Simão Pedro, que vinha atrás dele, chegou, entrou no sepulcro e viu as faixas de linho, bem como o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus. Ele estava dobrado à parte, separado das faixas de linho. Depois o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, também entrou.
Ele viu e creu. (Eles ainda não haviam compreendido que, conforme a Escritura, era necessário que Jesus ressuscitasse dos mortos.) Os discípulos voltaram para casa. (João 20:3-10)
No momento em que Pedro e João foram ao sepulcro, as mulheres que foram avisar os irmãos também voltaram para lá. Quando os dois discípulos foram embora, todas as mulheres continuaram ainda no local. E é neste momento que elas veem um anjo do lado de fora do sepulcro (Mateus 28:5-7, Marcos 16:5-7) e outros dois do lado de dentro (Lucas 24:4-8, João 20: 11-13).

Todas as mulheres, menos Maria Madalena, foram embora do local com medo, após verem e ouvirem os anjos, e, certamente, uma boa parte delas permaneceu calada sem contar nada do que presenciaram, como podemos ler em Marcos 16:8. Contudo, algumas delas decidiram ir até os discípulos e contar-lhes o que presenciaram, de acordo com o relato contido em Mateus.

Depois disso, deixando o sepulcro por último, no momento em que se afastava, Maria Madalena encontrou-se ali com Jesus. Vejamos a confirmação desse evento nos dois trechos abaixo:
Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios. Ela foi e contou aos que com ele tinham estado; eles estavam lamentando e chorando. Quando ouviram que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não creram. (Marcos 16:9-11)
Os discípulos voltaram para casa. Maria, porém, ficou à entrada do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés.
Eles lhe perguntaram: "Mulher, por que você está chorando?" "Levaram embora o meu Senhor", respondeu ela, "e não sei onde o puseram". Nisso ela se voltou e viu Jesus ali, em pé, mas não o reconheceu.
Disse ele: "Mulher, por que está chorando? Quem você está procurando?" Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: "Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o levarei".
Jesus lhe disse: "Maria!" Então, voltando-se para ele, Maria exclamou em aramaico: "Rabôni!" (que significa Mestre).
Jesus disse: "Não me segure, pois ainda não voltei para o Pai. Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês".
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: "Eu vi o Senhor!" E contou o que ele lhe dissera. (João 20:10-18)
Portanto, apesar de no Evangelho de Mateus constar que Jesus apareceu "às mulheres", sua primeira aparição foi somente a Maria Madalena, para só depois, aparecer aos outros irmãos. 

É bom termos em mente que os relatos dos Evangelhos são totalmente verdadeiros, no entanto, um ou outro cita a participação das mulheres no evento da ressurreição de Jesus, ou a ida dos discípulos averiguar o ocorrido, por exemplo, de forma generalizada. Por isso, se quisermos entender melhor os fatos, é imprescindível fazer a comparação dos conteúdos dos quatro Evangelhos, no que diz respeito a esses e outros assuntos.

Para concluir, ao verificarmos os quatro evangelhos vamos observar que em Mateus (Mt 28:5-10) e Marcos (Mc 16:5-7), tanto os anjos que falaram com as mulheres como o próprio Cristo, que falou com Maria Madalena, avisaram que eles encontrariam o Senhor na Galileia.

Naquele domingo, os discípulos de Jesus ainda estavam em Jerusalém, por ocasião das celebrações das festas ordenadas na Lei Mosaica, porém, naquela mesma semana eles teriam que retornar à Galileia para retomarem suas rotinas normais. E foi lá na Galileia que Cristo terminou de instruir os Apóstolos e, depois, subiu aos Céus, para tomar posse do trono no Reino de Deus para sempre, como veremos no próximo estudo.

Sobre a ressurreição de Jesus, no Antigo Testamento há vários trechos se referindo a esse evento. Abaixo vamos ler três deles:
Por isso o meu coração se alegra e no íntimo exulto; mesmo o meu corpo repousará tranqüilo, porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita. (Salmos 16:9-11)
Tu o recebeste com ricas bênçãos, e em sua cabeça puseste uma coroa de ouro puro.
Ele te pediu vida, e tu lhe deste! Vida longa e duradoura. (Salmos 21:3,4) 
Eu te exaltarei, Senhor, pois tu me reergueste e não deixaste que os meus inimigos se divertissem à minha custa.
Senhor meu Deus, a ti clamei por socorro, e tu me curaste. Senhor, tiraste-me da sepultura; prestes a descer à cova, devolveste-me à vida.
Cantem louvores ao Senhor, vocês, os seus fiéis; louvem o seu santo nome. Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria. (Salmos 30:1-5)

Missionária Oriana Costa

quinta-feira, 14 de abril de 2022

O sepultamento - Considerações sobre o capítulo 27 de Mateus - Parte 5


Na parte final do capítulo 27 de Mateus, temos a narrativa do sepultamento de Cristo. Vejamos a passagem bíblica:

Ao cair da tarde chegou um homem rico, de Arimatéia, chamado José, que se tornara discípulo de Jesus. Dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus, e Pilatos ordenou que lhe fosse entregue.José tomou o corpo, envolveu-o num limpo lençol de linho e o colocou num sepulcro novo, que ele havia mandado cavar na rocha. E, fazendo rolar uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, retirou-se.
Maria Madalena e a outra Maria estavam assentadas ali, em frente do sepulcro.
No outro dia, que era o seguinte ao da Preparação, os chefes dos sacerdotes e os fariseus dirigiram-se a Pilatos e disseram: "Senhor, lembramos que, enquanto ainda estava vivo, aquele impostor disse: ‘Depois de três dias ressuscitarei’. Ordena, pois, que o sepulcro dele seja guardado até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos e, roubando o corpo, digam ao povo que ele ressuscitou dentre os mortos. Este último engano será pior do que o primeiro".
"Levem um destacamento", respondeu Pilatos. "Podem ir, e mantenham o sepulcro em segurança como acharem melhor". Eles foram e armaram um esquema de segurança no sepulcro; e além de deixarem um destacamento montando guarda, lacraram a pedra. 
(Mateus 27:57-66)

Como observamos no início do trecho acima, o homem que foi até Pilatos pedir o corpo de Jesus, se chamava José, e era natural de Arimatéia, uma cidade de Judá. Ele era um judeu rico que havia se tornado discípulo de Jesus.

Mas as escrituras fornecem outras informações interessantes acerca desse homem: de acordo com os evangelhos de Marcos (Mc 15:43), Lucas (Lc 23:50,51) e João (Jo 19:38), José também era membro de destaque do Conselho (Sinédrio) e tinha sido convocado para participar do julgamento de Jesus. Portanto, Ele acompanhou todo o processo do martírio de Cristo, desde sua prisão.

Nos evangelhos também podemos ver que José de Arimatéia tinha consciência do Reino de Deus (ele esperava a vinda do Reino), e por isso creu em Jesus Cristo, no entanto, ele seguia o Senhor em segredo, por medo dos judeus. No Evangelho de Lucas está escrito que ele era "um homem bom e justo, que não tinha consentido na decisão e no procedimento dos outros".

De fato, o fariseu Nicodemos, que conversou com Jesus numa certa noite sobre "nascer de novo" (Jo 3:1-5), e que também participou do sepultamento do Senhor, segundo o relato do Evangelho de João, estava na mesma situação de José. Nicodemos igualmente era membro do Conselho e, portanto, participou do julgamento de Jesus, esperava o Reino de Deus, e seguia Cristo secretamente.

Ele estava acompanhado de Nicodemos, aquele que antes tinha visitado Jesus à noite. Nicodemos levou cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés. Tomando o corpo de Jesus, os dois o envolveram em faixas de linho, juntamente com as especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento. (João 19:39,40)

A morte de Jesus aconteceu muito rápido, pois seu sofrimento fora abreviado pelo Pai. Tanto é que, no Evangelho de Marcos, lemos que quando José pediu o corpo de Jesus a Pilatos, esse ficou sem acreditar que ele já tinha falecido.

José de Arimatéia, membro de destaque do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se corajosamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido. Chamando o centurião, perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido. Sendo informado pelo centurião, entregou o corpo a José. Então José comprou um lençol de linho, baixou o corpo da cruz, envolveu-o no lençol e o colocou num sepulcro cavado na rocha. Depois, fez rolar uma pedra sobre a entrada do sepulcro. Maria Madalena e Maria, mãe de José, viram onde ele fora colocado. (Marcos 15:43-47)

Segundo os Evangelhos de Mateus, Lucas e João, José de Arimatéia sepultou Jesus num lugar reservado para pessoas nobres na sociedade judaica, em um sepulcro que lhe pertencia e que nunca havia sido usado, e que estava localizado num "jardim" ali próximo. No livro do Profeta Isaías e no livro de Cantares há trechos referentes a esse acontecimento:

Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado. Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte. (Isaías 53:8,9)

O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de especiarias, para descansar nos jardins e colher lírios. Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele descansa entre os lírios. (Cânticos 6:2,3)

Fora José de Arimatéia e Nicodemos, houveram, pelo menos, mais duas testemunhas do sepultamento de Jesus, segundo o relato dos Evangelhos (Mt 27:61, Mc 15:47, Lc 23:55). "As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia", que não eram poucas, viram onde o Senhor Jesus tinha sido sepultado, mas os nomes de duas mulheres são especialmente citados: Maria Madalena e Maria (Mãe de José de Arimatéia).

Além do local onde Cristo foi sepultado ter sido devidamente visualizado por várias pessoas, dentre judeus e romanos, o lugar também fora muito bem vigiado, conforme lemos em Mateus. Esses dados são importantes para que tenhamos certeza de que não houve ocasião para que o corpo de Jesus fosse levado para outro lugar, ou mesmo fosse roubado do túmulo após seu sepultamento, pois isso invalidaria sua ressurreição.

No estudo anterior (Está consumado - Considerações sobre o capítulo 27 de Mateus - Parte 4), nós observamos que vários eventos sobrenaturais aconteceram enquanto Jesus estava na cruz e também logo após sua morte, eventos esses que foram presenciados não somente por todos os que estavam envolvidos direta ou indiretamente no processo de crucificação, mas também por todos os habitantes do planeta, tamanha foi a intensidade desses acontecimentos.

Um deles, que foi mais pontual, deve realmente ter chamado a atenção (ou, pelo menos, deveria ter chamado) do Sumo sacerdote e dos levitas, como também dos fariseus e mestres da Lei, que foi encontrarem o véu do templo rasgado de cima abaixo, ao darem continuidade aos preparativos para os rituais das festas seguintes. E estando o véu do templo rasgado, não haveria como concluir alguns desses rituais.

Mesmo assim, nenhum desses acontecimentos foi suficiente para fazer a maior parte da liderança religiosa de Israel entender o que aconteceu ali, tamanha era sua cegueira espiritual.

E achando esses que os discípulos de Jesus Cristo poderiam forjar uma falsa ressurreição, por causa do que o Senhor tinha prometido, pediram a Pilatos para colocar soldados vigiando o sepulcro até o terceiro dia, e não satisfeitos com isso, ainda lacraram a pedra que fechava a entrada do túmulo.

Apesar de estarem cegos pelo ódio que sentiam de Jesus, o que aqueles homens fizeram só ajudou a provar que a ressurreição do Senhor foi simplesmente verdadeira, como veremos no estudo seguinte.

De fato, Jesus cumpriu à risca todos os requisitos que a Lei Mosaica ordena, para que a humanidade fosse liberta da escravidão do pecado, e isso tudo diante dos olhos do povo de Israel. Contudo, para que os fariseus e mestres da Lei enxergassem isso, não bastava apenas serem bons conhecedores da Lei e das palavras dos profetas, mas também era preciso ter um entendimento claro de para quê eles serviam e para onde apontavam (Veja a explicação do Apóstolo Paulo em Gálatas capítulo 3).

Missionária Oriana Costa

Revisão: Wendell Costa

Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...