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quarta-feira, 18 de março de 2020

Aviso importante...

Tenho visto muita gente falando que esses males que ultimamente tem acometido as nações é um "castigo de Deus" ou é "a mão de Deus pesando sobre elas".

Porém, pessoas que falam essas coisas não tem entendimento de como funciona a Justiça de Deus, que foi revelada ao mundo pelo ensino de Cristo, e também por suas próprias morte e ressurreição.

É muito importante que tenhamos consciência de quem Deus realmente é e, especialmente, como Ele age hoje com relação a humanidade, depois da morte e ressurreição de Cristo, para que não fiquemos à mercê de informações equivocadas sobre Ele.

Definitivamente, se o Criador enviou seu próprio Filho para pagar o preço pelas nossas transgressões diante dele, a fim de nos disponibilizar uma justificação que nos faz herdeiros da vida eterna, não pode ser Ele o responsável pela destruição e pela morte que vem sobre as nações!

Deus não é bom e mal ao mesmo tempo. Ele não pode abençoar e amaldiçoar. Deus é somente bom, segundo diz a sua própria palavra, e sua vontade é sempre BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA! Se Cristo não veio para condenar o mundo, mas, para salvá-lo, como pode Ele agora condenar milhares de pessoas, e algumas delas que nem ao menos ouviram falar claramente dele, ao sofrimento e à morte?

Quando Jesus disse "está consumado" antes de morrer na cruz e ressuscitar em seguida, Ele não estava brincando. Deus ali estava disponibilizando o perdão dos pecados para qualquer um que creia nessa obra redentora, e estabelecendo com toda a humanidade uma ALIANÇA DE PAZ até o dia da segunda vinda de Cristo.

Então, neste momento, o nosso Criador está CURANDO, LIBERTANDO, LIVRANDO, RESSUSCITANDO, PROVIDENCIANDO, CONSTRUINDO, RESTITUINDO, mostrando a todos que Seu Reino é verdadeiro, e dando a todos tempo de ouvirem a mensagem de salvação e optarem pelo seu perdão para si.

Assim sendo, quem deseja anunciar o Reino de Deus precisa ter esse conhecimento e estar convicto dele, para que, ao anunciar a mensagem do evangelho, possa ser ouvido e entendido com clareza pelos outros.

Deus é realmente bom. Ele é realmente misericordioso, e é totalmente LUZ! E então, quem é ou quem são os responsáveis por todas essas desgraças que acontecem sobre a terra? Adivinhem... Somos nós.

Há quem coloque a culpa de todo o mal que acontece no Diabo. Realmente, a palavra de Deus nos revela que ele veio para matar, roubar e destruir; no entanto, ele não faz isso sozinho, precisa de "instrumentos" para agir. E esses instrumentos são os seres humanos...

Se deixarmos, se não impedirmos, o inimigo das nossas almas agirá sim através de nós, usando a nossa ignorância da Justiça de Deus, como de fato é o que ele tem feito usando as vidas de muitas pessoas; porém, elas não se dão conta disso.

A palavra de Deus mostra que a terra está sob o domínio do homem. Ele é quem tem feito e acontecido sobre ela. É a humanidade, movida por suas competições, vaidades e desejo de poder, a responsável pela degradação da terra e por fazê-la adoecer, e isso será cobrado com juros aos que não estiverem justificados no dia da vinda de Jesus Cristo.

Que nós pensemos sobre isso, tenhamos um mínimo de senso e busquemos nos aproximar do nosso Criador e entendê-lo por Sua palavra, enquanto Ele está acessível.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Falsos profetas - quem são eles?

Afinal, quem são esses falsos profetas aos quais Cristo se refere nesse trecho do evangelho?

Ele segue sua fala revelando como podemos reconhecê-los: "Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7:16-20)

E o Apóstolo Pedro dá detalhes de quem são esses falsos mestres e que tipo de frutos eles estão dando:

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (...) eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. (...) eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.(2Pedro 2:1-21)

Então, de acordo com o registro das escrituras bíblicas, antes de sair acreditando e aceitando tudo o que lemos ou ouvimos sobre Deus de outras pessoas, devemos prestar atenção no tipo de obra que essas pessoas estão fazendo.

Quando Cristo fala de frutos bons e frutos ruins, Ele está se referindo a anunciação do Seu Reino. Quem anuncia o Reino de Deus claramente, e ensina sobre a Justiça de Deus conforme está nas escrituras bíblicas, está fazendo a boa obra ou dando bons frutos. Quem, no entanto, perverte ou distorce a mensagem de anunciação do Reino de Deus e prossegue divulgando informações equivocadas sobre a Justiça eterna, está fazendo uma obra má, está dando frutos ruins.

Por isso, é de suma importância que os cristãos verdadeiros, que são aqueles que acreditam na obra redentora de Cristo, compreendam o Reino de Deus e a sua justiça perfeitamente: assim terão condições de discernir as boas e as más obras às quais o Rei Jesus se refere, recebendo o livramento de serem enganados por esses indivíduos mal intencionados.

Observando o segundo capítulo da carta do Apóstolo Pedro aos cristãos de sua época, cujos trechos foram citados aqui em nosso texto há pouco, encontramos alguns aspectos apontados por ele sobre o comportamento dos falsos profetas:

- Eles vão introduzindo sutilmente entre os cristãos um conhecimento contrário à Justiça de Deus, capaz de matar a fé das pessoas na obra redentora de Jesus Cristo (heresias destruidoras).
- Eles recebem juízo rápido por causa de seus atos (atraem para si mesmos destruição repentina)
- Os falsos mestres costumam explorar as pessoas usando histórias inventadas por eles, movidos por sua cobiça.
- Acham prazeroso entregar-se à devassidão em plena luz do dia.
- Se aproveitam da boa vontade dos outros ao participarem de eventos cristãos.
- São adúlteros e não se arrependem disso.
- Costumam iludir aqueles que ainda não se firmaram na verdadeira fé em Deus
- São extremamente gananciosos.
- São pessoas que a princípio creem na obra justificadora de Jesus, mas depois abandonam a fé, a fim de se satisfazerem materialmente.
- São pessoas arrogantes e que com seus discursos cheios de vaidade provocam nos outros os desejos libertinos da carne, e conseguem seduzir pessoas para que desistam de se desapegarem do mundo.
- Prometem liberdade aos outros instigando-lhes a seguir pelo caminho mais fácil, que é contrariando ou corrompendo a reta justiça de Deus.

Indo mais adiante nas cartas dos apóstolos, encontramos um trecho onde o Apóstolo João também mostra como se discerne um falso profeta:

"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve." (1João 4:1-5)

É interessante que João mostra primeiro como se discerne o que vem de Deus, para em seguida apontar como reconhecer o que não vem dele. E Deus não nega a si mesmo. Ele não contraria a legislação eterna que Ele mesmo estabeleceu. Portanto, quem fala em nome de Jesus, concorda com sua obra redentora, o que quer dizer que esse alguém afirmará que "Jesus Cristo veio em carne".

A expressão "Jesus Cristo veio em carne" significa que o Deus Criador enviou ao mundo sua justiça na forma humana, para dar a toda a humanidade a oportunidade única de ser justificada gratuitamente de suas transgressões contra a Justiça de Deus, e com isso disponibilizar a todos os que creem o direito à herança da vida eterna (em concordância com João 3:16).

É importante observar que quando o Apóstolo João fala "não creiam em qualquer espírito", ele não está dizendo que temos que lidar corriqueiramente com espíritos, como anjos, com Satanás ou um demônio, ou com o Espírito de Deus de forma visível ou manifestada materialmente.

De fato, geralmente nós temos que lidar com pessoas de carne e osso como nós mesmos somos, todos os dias; portanto, quando ele diz "espíritos", nesse caso, está se referindo à motivação que leva uma pessoa a ensinar, pregar ou divulgar certas informações. Se alguém está motivado pelo mundo, divulgará aos outros um conhecimento contrário ao Reino e à Justiça de Deus; se alguém está motivado por Cristo ou pelo Espírito de Deus, ensinará sobre e a favor do Reino de Deus e de Sua Justiça.

E para enriquecer ainda mais este texto explicativo sobre falsos profetas, não poderia também deixar de citar aqui o episódio onde os Apóstolos Paulo e Barnabé se encontram com um falso profeta, em uma das cidades que passaram evangelizando:

"Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul, sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul. Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13:5-12)

O fato curioso aqui é que o falso profeta Barjesus era um judeu e não um cristão; provavelmente ele ouviu a mensagem do evangelho da salvação e creu, mas depois renunciou a fé para ganhar dinheiro com a prática da magia. E o pior é que, além de ter desprezado a mensagem de salvação, sendo ele judeu, também estava desprezando a Lei, que deveria saber e obedecer: um de seus mandamentos condena a prática de feitiçaria, magia e adivinhação (leia Deuteronômio 18:9-13)

Após ser desmascarado na frente do procônsul, o falso profeta foi imediatamente julgado e punido ali mesmo onde estava, por causa de sua conduta maligna. E, graças à segurança que aqueles homens tinham pelo conhecimento da verdade e à ousadia deles, mais uma alma creu na mensagem do Reino de Deus.

E encerrando este pequeno estudo, vamos ler o julgamento e a condenação que aguarda os falsos mestres, e que serão feitos pelo Rei Jesus Cristo:

"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" (Mateus 7:21-23)

Percebam que muito provavelmente, de acordo com o que o Rei Jesus ensina, os falsos cristãos são pessoas influentes que estão ensinando, profetizando, expulsando  demônios e realizando milagres EM NOME DELE; e assim muitos estarão admirando o trabalho desses indivíduos e acreditando neles por isso!

No entanto, o Rei alerta para avaliarmos o conteúdo da mensagem e o rastro que tais pessoas estão deixando por onde passam, pois suas obras más estarão misturadas com as práticas que julgamos ser provenientes de Deus. Eles agem como quem faz a boa obra, mas, concomitantemente, vão se aproveitar da boa vontade das pessoas para abusarem delas financeiramente, socialmente (buscando poder e status) e sexualmente.

Lembrem-se: os falsos mestres e falsos profetas, apesar de falarem que "só Jesus salva" e de fazerem seus trabalhos "em nome de Jesus Cristo", com muita sutileza VÃO NEGAR A OBRA REDENTORA DO SENHOR, e, portanto, negarão em vários pontos a Justiça de Deus: por isso é muito importante que tenhamos o domínio desse conhecimento. Milagres e outros acontecimentos sobrenaturais são muito bons, mas não são eles que trazem a fé genuína em Deus: essa fé vem do entendimento claro do Reino e da Justiça dele.

Portanto, palavras que revelam nossos passados e futuros, e outros eventos e manifestações sobrenaturais, por mais maravilhosos que sejam, por si sós não são suficientes para manterem as pessoas firmes na fé salvadora. Em alguns momentos eles são necessários, mas servem apenas para confirmar que a mensagem de anunciação do Reino de Deus é verdadeira, e também confirmar a justificação que Deus disponibiliza a todos nós eternamente. Fiquem atentos!

Missionária Oriana Costa.






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Reino de Deus - o lugar da vida eterna


Sim, somos eternos!

O que você tem buscado? O que você tem desejado? Aquilo que você desejar, aquilo que você buscar, certamente achará.

Se você procurar as coisas deste mundo, você irá achá-las. E se você procurar as coisas eternas, elas também estarão acessíveis.

No entanto, ninguém permanece no mundo para sempre. Chegará um momento em que a realidade eterna tomará totalmente o seu lugar em nossas existências, pois fomos concebidos nela.

Mesmo sabendo disso, muitas vezes nos deixamos levar pela aparência passageira desse mundo e esquecemos que não somos somente matéria: também somos espíritos.

E então vivemos como se tudo se resumisse a este planeta. A maioria de nós passa os dias como se nunca fosse morrer fisicamente; outros até têm consciência de seu tempo de permanência no mundo, mas, levados pelo que veem, agem como se a morte física fosse o fim de suas existências para sempre.

Porém, se também somos espíritos, e estes não se degradam como a matéria, seremos tratados de forma diferenciada por causa de nossa condição - uma parte de nós é material, e a outra, espiritual.

E, para que estas duas partes de nós coexistam de forma organizada e equilibrada, há leis perfeitas regendo-as todo o tempo. Ampliando aqui este entendimento,  percebemos que há leis regendo todo o universo material, para que ele funcione adequadamente, como também existem leis regendo a eternidade, a fim de que ambas não entrem num caos e não se autodestruam.

Contudo, de acordo com o conteúdo das escrituras bíblicas, só existe uma legislação regendo a dimensão física porque antes já existia uma para reger a dimensão espiritual. Isto significa que todas as leis que mantém nosso universo funcionando perfeitamente dependem de leis eternas para serem executadas.

Quando essas leis perfeitas são contrariadas, certamente haverá um juízo infalível sobre toda a transgressão.

Então há tempo e julgamento para todas as coisas, nada pode fugir ao alcance das Leis Eternas. Chegará o momento em que tudo o que se encontra fora daquilo que já foi estabelecido na Criação será julgado definitivamente, conforme consta nos registros bíblicos.

Portanto, quem não estiver de acordo com a legislação eterna, estará condenado à destruição para sempre. O problema é que a destruição na dimensão espiritual não tem fim! Não é como acontece aqui em nosso mundo material. Quem é condenado à morte, no espírito, vai sofrê-la para sempre, pois espíritos existem para sempre.

Vida e morte na eternidade

Na realidade eterna, as coisas acontecem de uma forma totalmente diferente do nosso mundo. Talvez isso seja um tanto difícil de entender à princípio, mas, lendo as escrituras bíblicas e meditando em seu conteúdo, aos poucos vamos tendo uma noção de como as coisas acontecem por lá.

É especificamente da morte eterna ou morte espiritual que o Criador dos céus e da terra deseja nos livrar! Foi para nos livrar da condenação à destruição na eternidade que Cristo veio até nós, se entregando para sofrer em seu corpo o castigo pelas transgressões de toda a humanidade. Em seguida, Ele foi ressuscitado pelo Pai, que lhe deu toda a autoridade sobre a Terra - autoridade esta que Deus tinha dado no princípio a Adão -, e também lhe deu toda a autoridade na dimensão espiritual (Céus), a fim de julgar nas duas realidades, física e eterna.

É importante que todos saibam que pecar contra a justiça de Deus ou contrariá-la em qualquer ponto dela nos torna Seus inimigos, dignos de condenação à morte para sempre, segundo o que já foi estabelecido pelo próprio Criador antes de nos dar vida. Portanto, não há como alguém se justificar de suas transgressões diante de Deus de si mesmo, fazendo obras de caridade e outras boas ações, pois, concomitantemente ao bem que praticar, também continuará ofendendo a Deus, pela ação do mal que está dentro de si.

No entanto, há uma boa notícia para todos nós: Deus não quer a nossa destruição, mesmo sabendo que nossa situação é condenatória! Assim sendo, o nosso Criador nos deu uma chance única de conseguirmos uma justificação diante dele, para que, no momento em que passarmos para a eternidade, não sejamos destruídos para sempre. Por conseguinte, é crendo que Jesus Cristo morreu em nosso lugar, a fim de nos redimir de nossas transgressões espiritualmente, que passamos a ser justos diante do Pai e adquirimos o direito de herdar A VIDA ETERNA.

A vida eterna

Muito pouco se discute sobre a vida eterna, mas é essencial que também tenhamos o entendimento do que seja VIVER PARA SEMPRE.

Tanto a morte quanto a vida, na eternidade, estão ligadas a um lugar especial: o Reino de Deus. Este Reino pode ser percebido de duas formas: como lugar e como um sistema de governo perfeito. E, ao contrário do que muita gente imagina, o Reino de Deus não são as igrejas cristãs! Isso mesmo!

As igrejas cristãs são apenas os locais terrenos onde se reúnem aqueles que entenderam e aceitaram que todos os seres humanos precisam de uma justificação diante do Pai, para fazerem parte de seu Reino; e estas mesmas pessoas estão se dispondo a anunciar isto aos que ainda não entenderam essa necessidade. Os que dão crédito à sua mensagem se juntam a eles.

É por este motivo que nunca existiu nem existirá igrejas perfeitas na terra, pois, apesar de estarem justificadas de suas transgressões por causa da fé que têm no sacrifício de Jesus para lhes redimir, todas as pessoas que fazem parte delas continuam imperfeitas e ainda podem pecar, por causa da influência de suas próprias carnes.

As mudanças de atitudes benéficas oriundas da verdadeira conversão são geradas pela renovação dos nossos entendimentos, quando passamos a buscar pelo conhecimento da realidade do Reino de Deus e pelo entendimento da ação de sua justiça; e tais mudanças levam todo o tempo de nossas permanências neste mundo, o que significa que nesse percurso ainda poderemos errar muitas vezes.

Pelo ensino de Cristo sabemos que, se cremos nele como nosso salvador, nossos espíritos nascem de novo dentro de Seu Reino. Por esse motivo, os que nascem de novo espiritualmente são chamados de "novas criaturas" no Novo Testamento. Apesar de tal "novo nascimento", nossos corpos continuam os mesmos, aguardando para serem transformados, a fim de se adequarem plenamente à Justiça eterna.

Assim sendo, quem realmente crê na obra redentora de Cristo automaticamente se coloca debaixo de Seu governo, e, por isso, deve buscar, antes de qualquer outra coisa, entender o REINO e a Justiça de Deus assim como Jesus orienta em seu ensino, para que possa ter consciência e convicção de onde seu espírito está no momento. Através dessa certeza é que o indivíduo se torna capaz de dominar os desejos contrários à retidão de Deus, que são provenientes de sua alma e seu corpo, e também se torna capaz de resistir às sugestões contrárias vindas do mundo que lhe cerca.

Resistir e renunciar aos desejos e sentimentos contrários à justiça de Deus, provenientes do mundo e da nossa carne, não nos torna perfeitos todo o tempo, pois em um momento ou outro nós vamos falhar; mas, dentre outros benefícios, escolher resistir e renunciar à operação da maldade nos livra de sermos atingidos pelo juízo decretado por Deus sobre ela, bem como nos leva a fazer a diferença neste mundo tão cheio de maldades e injustiças.

No momento, o Reino de Deus - enquanto lugar - não pode ser visualizado entre nós, pois ele foi desligado do nosso planeta durante o evento do Dilúvio. 

Quando o Pai retirou o homem de seu Reino após o julgamento pelo pecado, este lugar ainda continuou sendo visto na terra. Depois de um tempo, a fim de cumprir o plano de salvação para a humanidade, o nosso Criador precisou separar o Reino do mundo, literalmente arrancando-o da face da terra (lembre que ele foi PLANTADO no planeta: leia Gênesis 2:8). 

Por isso, Deus precisou modificar a face da terra para que ela continuasse a funcionar separada da sua presença; e foi a partir do Dilúvio que o Reino de Deus foi desligado do mundo e permanece ocultado para a humanidade, somente podendo ser visto na região espiritual ou eterna, ou discernido através do conhecimento da Justiça de Deus revelado por Cristo.

Após estabelecer o acordo de paz com os homens, Deus está permitindo a todos provarem de Seu Reino no âmbito governamental; essa experiência se traduz na manifestação da glória do reinado de Cristo entre nós. O governo do Rei Jesus é perfeito, infalível, justo, isento de maldade.

Quando a glória do Reino de Deus se manifesta entre as pessoas, geralmente ocorrem o que conhecemos como "milagres" e "prodígios". Esses acontecimentos, portanto, nada mais são do que a interação da realidade do Reino de Deus com a nossa realidade material, servindo para confirmar sua existência e funcionalidade. Um dos eventos ligados a essa interação, e que acontece com maior frequência, são as curas de enfermidades; e Jesus Cristo demonstrou isso repetidas vezes, durante o tempo que passou anunciando pessoalmente o Seu Reino entre nós, porque nesse lugar não há doenças nem sofrimento de nenhuma espécie. 

Retomando o raciocínio do nosso texto, vida e morte, na eternidade, estão ligadas diretamente ao Reino de Deus porque representam onde o indivíduo se encontrará eternamente, que é dentro ou fora desse lugar. Espiritualmente, portanto, estar vivo quer dizer estar dentro do Reino, e estar morto significa estar fora dele.

O novo nascimento e a fé genuína

Na Bíblia, como vimos na sessão anterior deste texto, somos informados de que se crermos na obra redentora de Jesus Cristo, aceitando o perdão das nossas transgressões contra a justiça de Deus disponibilizado gratuitamente para a toda a humanidade, nós NASCEMOS ESPIRITUALMENTE DENTRO DE SEU REINO. Este perdão foi comprado por Jesus para nós através de sua morte na cruz, que satisfez a exigência feita pela Justiça eterna para que um transgressor da Lei possa ser justificado. O sacrifício de Jesus por nós, portanto, é o que estabelece o acordo de paz entre o Criador e toda a humanidade. Quem adere a este acordo está legalmente justificado diante do Pai ou está "salvo".

Ao nascer novamente dentro do Reino nós recuperamos a filiação com o nosso Criador, que foi perdida no momento em que Adão foi expulso dali quando contrariou a Justiça eterna. E, sendo filhos de Deus, adquirimos o direito de herdar a vida eterna. Então, o Criador fez com que tivéssemos apenas uma opção de adquirir a vida na eternidade, que é HERDANDO-A, através da adesão ao "acordo de paz" estabelecido por Ele.

E, como vemos, essa herança precisa ser POR FILIAÇÃO; quem não é filho de Deus legitimamente, assim como Jesus Cristo o é, não pode herdar a vida eterna. Portanto, a única maneira de nos afiliarmos a Deus com legitimidade é através da aceitação e credibilidade que damos à informação de que Cristo foi sacrificado para justificar a humanidade, que, na Bíblia, se trata da tão falada "fé em Deus".

Muitas pessoas dizem que tem fé em Deus, porém, é bom prestar atenção neste detalhe: fé genuína em Deus é aquela que nos leva a crer em Jesus como nosso justificador diante do Pai, aceitando seu governo sobre nós sem resistência, pois ela acontece mediante um arrependimento consciente da nossa situação de transgressores da justiça de Deus.

E isso é algo tão sério, que ao aceitarmos o perdão de Deus crendo em Jesus, nossos nomes passam a constar em um documento oficial, que nas escrituras bíblicas é chamado de "Livro da vida". Quem realmente se afiliou a Deus, portanto, tem seu nome escrito nesse livro. O nosso Deus Criador é muito organizado e metódico, e eu diria até "legalista" (no bom sentido da palavra, é claro), pois Ele jamais age fora daquilo que já instituiu eternamente.

A morte na eternidade

A morte eterna, ao contrário da vida na eternidade, é estar fora do Reino de Deus. E estarão nessa condição para sempre todos aqueles que não nascerem espiritualmente dentro de Seu Reino e não estiverem afiliados ao Pai pelo processo de justificação.

Assim sendo, quem nega ou não dá credibilidade à mensagem de salvação, que nos alerta a receber a justificação que é dada gratuitamente pelo Criador a toda a humanidade, pelo sacrifício voluntário de Seu Filho Jesus Cristo, NÃO TEM A FÉ GENUÍNA EM DEUS, está morto na dimensão eterna e, obviamente, não tem seu nome escrito no livro da vida.

E encontrar-se nessa situação é algo muito grave, pois significa que o sujeito está negando se reconciliar com o Seu Criador e não quer estar em paz com Ele.

A consciência de que precisamos de uma justificação eternamente só vem às nossas mentes no momento em que aceitamos ser confrontados pelo conhecimento da reta Justiça de Deus; ela nos faz enxergar o fato de que NÃO SOMOS PLENAMENTE BONS assim como Deus o é, por mais que nos esforcemos muito fazendo boas obras.

Se vivermos somente de acordo com o que sentimos e desejamos no mundo, estaremos contrariando a Justiça de Deus todo o tempo sem nos darmos conta disso; e não há como parar de transgredi-la sem aceitarmos a ajuda do nosso Criador!

Por isso precisamos ter fé em Deus de fato, procurando conhecer a realidade do Reino de Deus e como funciona a Justiça eterna, para que nos adaptemos a elas e possamos usufruir, na Terra, da boa, agradável e perfeita vontade do Pai, assim como ela acontece nos Céus. 

A Bíblia é verdadeira, sendo documento original, digno de credibilidade. Todas as informações contidas neste texto são embasadas nela. Quem entende bem o seu conteúdo encontra o tesouro mais precioso de todos: o conhecimento da verdade.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

O perigo de entendermos errado a vontade de Deus

Este conselho da palavra de Deus nos chama a atenção para um detalhe: assim como uma arma de fogo em mãos erradas pode levar a um terrível acidente, o conhecimento da Justiça de Deus sem o entendimento correto pode ser muito danoso, tanto para quem passa como para quem recebe.

Uma pessoa bêbada que segura um ramo de espinhos tanto vai se ferir como vai ferir quem estiver perto dela. É para este perigo que a sabedoria da palavra de Deus está nos alertando.

E este alerta também é feito por um motivo importante: a falta de entendimento da Justiça de Deus é que abre as conhecidas "brechas" em nossas vidas para que o Maligno nos ataque, ou use nossas vidas para atacar outras pessoas, sabendo que nem nós nem os outros vamos lhe oferecer qualquer resistência.

Sem a iluminação do conhecimento da justiça de Deus é impossível discernir e resistir às sugestões e sutilezas do Maligno.

Por exemplo: se ao lermos algum trecho da palavra de Deus interpretarmos que "Deus é quem tira a vida das pessoas quando Ele deseja", sem observar o contexto em que  o tal trecho se insere, e desconhecendo todo o restante das informações contidas sobre a Justiça de Deus nas escrituras bíblicas, o Maligno encontra em nós uma brecha para NOS ATACAR a qualquer momento, ou atacar as vidas dos que estão perto de nós quando ele bem quiser, e nós não vamos perceber que é ele quem está agindo: e assim, não vamos lhe oferecer nenhuma resistência.

No entanto, a palavra de Deus nos ensina que Deus é bom, que Ele é Luz, e que podemos sim resistir as obras Maligno (que são morte, roubo e destruição - leia João 10:10) nos revestindo da armadura de Deus (leia Efésios 6:11-18).

Não é tarefa de Deus resistir às sutilezas e obras do Maligno: essa tarefa é nossa. E Jesus Cristo deixou isso bem claro no momento final de seu jejum, quando estava fisicamente fraco: o Diabo se aproveitou da ocasião para tentá-lo o máximo possível, sabendo quem Ele era e o motivo pelo qual estava entre nós; no entanto, Cristo resistiu à ação de Satanás COM O CONHECIMENTO DA JUSTIÇA DE DEUS. Observe que Jesus homem não orou ao Pai pedindo para ser livrado do Diabo, mas o confrontou frente a frente, resistindo-o e vencendo-o.

Então, é  bom estarmos conscientes de que a tarefa de Deus é nos fornecer os meios para discernir, rejeitar e vencer o mal, que obviamente não está vindo dele.

Então, por causa de um conhecimento equivocado da vontade de Deus, nós mesmos vamos perecendo ou vendo nossos familiares e amigos perecerem, achando que foi "Deus quem quis assim" (quando a pessoa nasce deficiente, por exemplo) ou foi "Deus quem levou" (quando as pessoas morrem), e que devemos nos resignar a isso.

A palavra de Deus nos avisa que é pela falta de entendimento da verdade que o Maligno oprime as pessoas. E a opressão não é a vontade de Deus para nós, definitivamente! Ele deseja que nós saibamos o que realmente ocorre quando alguém morre, quando sofremos, adoecemos e temos grandes perdas e prejuízos, e que possamos usar o conhecimento correto da sua Justiça para nos proteger da ação do mal, resistí-la e vencê-la.

Foi por causa disso que Jesus falou: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!"(Mateus 22:29), e é também por causa disso que no Antigo Testamento encontramos mais este alerta: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento." (Oséias 4:6)

Missionária Oriana Costa


Antes de escolher os apóstolos - Parte 3.5 - O Sermão da montanha

Dando continuidade ao nosso estudo do Evangelho de Mateus, agora prosseguimos com uma parte bastante sensível do ensino de Cristo no Sermão ...