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terça-feira, 27 de agosto de 2019

O juízo de Deus

Falar sobre o juízo de Deus não é uma tarefa fácil, por ele ser proveniente de uma dimensão diferente da nossa, que é a dimensão eterna ou espiritual, mais comumente chamada de eternidade.

A princípio, precisamos lembrar que o juízo de Deus é executado apenas sobre a maldade. Partindo desse entendimento, também precisamos saber claramente o que é a maldade, de acordo com a realidade eterna (ela é um conhecimento de origem espiritual - leia a publicação "O que é a maldade", anterior a esta).

Também precisamos entender que a maldade, sendo um conhecimento de origem espiritual, não pode ser discernida por aparências ou dominada pela inteligência natural do homem, mas somente pode ser discernida e dominada por um outro conhecimento de origem espiritual, que é o conhecimento da justiça do Reino de Deus, que é a base da criação original de todo o universo material.

Então, uma vez que entra e se estabelece na mente/alma de um indivíduo, a maldade tem a capacidade de, literalmente, "se entranhar" na matéria, se misturando a ponto de não poder mais ser retirada dela. A partir daí, ela começa a direcionar o sujeito, e dessa forma, se não for discernida e bloqueada da forma correta, ela segue exercendo domínio sobre seus atos.

A maldade, ou conhecimento do bem e do mal, estabelecida na matéria viva criada por Deus (matéria com fôlego de vida/alma/inteligência), age produzindo nela pensamentos, sentimentos e desejos contrários aqueles anteriormente estabelecidos pelo Criador, pervertendo a maneira pela qual aquela matéria viva foi originalmente criada para funcionar.

Por esse motivo, a maldade é geradora de morte, tanto espiritualmente como materialmente falando; e essa morte, se processa nas duas dimensões da seguinte forma: espiritualmente, o conhecimento da maldade fica ligado ao indivíduo para sempre, retirando-o de dentro do Reino de Deus, o que caracteriza sua morte espiritual; fisicamente, ela domina sobre a matéria viva fazendo-a proceder de maneira diferente (hostil a si mesma) daquela que foi instituída pelo Criador.

E, deste modo, o juízo decretado por Deus eternamente sobre ela não poderia ser outro diferente da destruição, e este juízo foi instituído antes mesmo do nosso universo material existir. Em Gênesis 1:3,4 observamos que Deus cria uma luz, no entanto, essa luz não é aquela que nossos olhos captam no nosso mundo material, e sim uma legislação para julgar e condenar as trevas, ou julgar e condenar o conhecimento do bem e do mal onde quer que ele esteja instalado.

Então, voltando ao raciocínio do início do nosso texto, como na eternidade as coisas estão estabelecidas e funcionam de maneira diferente do nosso mundo material, se torna mesmo dificultosa a tarefa de explicar como se dá a aplicação das leis instituídas da realidade desse lugar para a nossa, visto que não estamos enxergando a dimensão eterna para poder estabelecer um padrão de comparação coerente entre as duas realidades.

Contudo, na Bíblia Sagrada, a existência e funcionalidade da dimensão eterna é explicada de uma forma engenhosa, por meio das parábolas ditas por Jesus Cristo. Através delas Ele estabelece uma maneira eficiente de comparação que usa apenas situações que conhecemos em nosso mundo, porém, nos dando uma visão objetiva de como Deus julga a ação do mal fisicamente falando.

Então, usar o método de explicação por parábolas, portanto, mostra maior eficácia a fim de nos dar uma noção de como a justiça do Reino de Deus funciona sobre a maldade, e como tal julgamento sobre o mal acontece em nosso mundo.

O juízo de Deus sobre a maldade em nosso mundo, portanto, pode ser entendido da seguinte maneira:

Imagine que um pai de família, todos os dias, antes de dormir, fazia uma inspeção em sua despensa, olhando o interior dos armários de sua cozinha, para ver se estava tudo em ordem. Então, certa noite, ao averiguar os mantimentos guardados na cozinha, observou que alguns sacos de grãos e de cereais estavam furados, e alguns alimentos, mordidos e roídos. 

Sua cozinha estava sendo invadida por ratazanas. Elas vinham já bem tarde, quando todos estavam dormindo na casa, e assim ninguém conseguia vê-las; somente se via o rastro de destruição que estavam deixando. Assim sendo, antes que aqueles roedores destruíssem e devorassem todos os mantimentos, e também trouxessem enfermidades para todos na família, aquele homem tomou as providências: ele armou algumas ratoeiras especiais ao redor da casa, a fim de exterminar aquela praga. Essas tais ratoeiras podiam ser condideradas infalíveis, então era a morte certa das ratazanas.


Após armar as ratoeiras, ele avisou a sua família sobre o que estava acontecendo, e contou a todos onde as ratoeiras estavam armadas, e como elas funcionavam, advertindo expressamente aos seus filhos que não encostassem nelas, pois ofereciam grande perigo: uma vez que alguém encoste em alguma delas desapercebidamente, ela se desarma sobre a presa, fazendo-a sofrer com muitas dores até a morte. E elas só soltam a presa mediante o reconhecimento da voz do administrador.


Seus filhos entenderam o aviso e foram se deitar. No dia seguinte, todos se levantaram e foram fazer suas atividades rotineiras. O tempo foi passando, e alguns dos filhos daquele homem se esqueceram das ratoeiras, e, passando pelos locais onde elas estavam armadas sem prestarem a devida atenção aonde estavam pisando, encostaram nelas, e começaram a gritar de dor. Eles não podiam tirá-las de seus corpos, pois se tentassem fazê-lo iam arrancar um pedaço de sua carne.


Até que o pai ouvisse os seus gritos e chegasse para socorrê-los, e finalmente dar o comando de voz, eles permaneceram sofrendo.


A parábola acima, portanto, serve para que possamos entender alguns pontos importantes sobre o juízo de Deus:
  • Primeiro: o juízo de Deus não foi feito para o homem, mas para ser aplicado somente sobre a maldade.
  • Segundo: quando o homem está longe de seu Criador, ignorando a justiça do Reino de Deus, não é capaz de ver sua condição espiritualmente, e, consequentemente, fica sem condições de discernir a presença da maldade em sua alma e em seu corpo para dominá-la; assim, ele sofre o juízo que seria para ser aplicado somente sobre a maldade.
  • Terceiro: a maldade não foi criada por Deus.
  • Quarto: Deus nunca desejou nem deseja o nosso sofrimento e a nossa morte, e, definitivamente, Ele não é o responsável pelas enfermidades, prejuízos e enganos que sofremos neste mundo por não estarmos atentos à realidade eterna a qual estamos submissos.
  • Quinto: Deus sempre quer o nosso bem, sempre deseja nos livrar da ação do mal, e nos manter livres da escravidão que a maldade nos impõe. E mesmo após o homem cair no domínio da maldade, Ele não poupou esforços para livrar sua criação desse terrível prejuízo. 
              
Missionária Oriana Costa
     

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Você sabe o que é a MALDADE?


Certamente você deve ter aprendido o que é maldade vivenciando ou experimentando situações diversas aqui neste mundo. E, nesse caso, o conceito de maldade que você deve ter em mente é aquele relacionado à prática da violência, do crime, da traição, etc.

No entanto, segundo o conteúdo bíblico, a maldade não é, a princípio, "ações", mas, antes delas, a maldade é um CONHECIMENTO de origem espiritual ou eterna. Este conhecimento, por sua vez, tem a capacidade de corromper ou perverter a sabedoria de Deus, e, ao contrário desta, trazer destruição ao seu possuidor.

Por agir contrariando a justiça de Deus, a maldade é o poder gerador do que conhecemos biblicamente como "pecado", que é a transgressão da Lei, ou transgressão da justiça do Reino de Deus, estabelecida pelo nosso Criador desde a eternidade, antes que o nosso universo fosse formado.

A maldade age fazendo-se semelhante à justiça de Deus na sua aparência, mas, por trás, sempre apresentará uma intenção ou um sentido contrário aquilo que Deus estabeleceu; por isso, inicialmente, as sugestões e ações geradas por ela podem ter "uma boa aparência", mostrando-se "inofensivas".

E, uma vez que ela entrou no homem, está, até agora, fazendo dele um hospedeiro permanente: infiltrada em sua mente e em seu corpo, não sairá mais dele, a não ser que seja devidamente bloqueada por um outro conhecimento, que tenha o mesmo tipo de origem: a espiritual. Dentro do homem a maldade sempre estará influenciando seus pensamentos e desejos; ela prossegue sendo disseminada por todos os seus descendentes, até que seu tempo chegue ao fim.

Dentro de alguém que é conhecedor de Deus, a maldade é geradora de morte, pois, o juízo decretado sobre ela eternamente, antes que o homem fosse formado, é a destruição. É por este motivo que, no livro de Gênesis, uma determinada árvore é citada: ela se encontrava no meio do jardim do Éden e era chamada "árvore do conhecimento do bem e do mal"; Deus advertiu a Adão que, se ele comesse do fruto daquela árvore, iria morrer.



Essa árvore é, na verdade, uma simbologia do criador da maldade, cujo nome é Lúcifer ou Satanás. A maldade, portanto, nasceu no coração dessa entidade, e não no coração do homem. E uma vez que Adão deixou o conhecimento da maldade - ou conhecimento do bem e do mal - entrar em sua mente, e descer ao seu coração, ele começou a enxergar as coisas que Deus criou de uma forma distorcida, o que lhe fez sentir desejos e impulsos contrários àqueles que Deus projetou para sua vida originalmente.

Tais impulsos e desejos contrários, ao serem atendidos, levam o homem a transgredir a justiça de Deus. É por este motivo que, após Adão receber o conhecimento da maldade, "seus olhos se abriram", ou seja, ele viu que Deus estava certo e querendo proteger sua vida quando lhe advertiu, e agora, ele sabia que estava condenado por causa do erro grave que havia cometido. 

Devido a maldade ser um fenômeno de origem espiritual ou eterna, ela não é visível aos olhos naturais, para que, enxergando-a,  possamos saber onde ela está, a fim de bloqueá-la, antes que se transforme em ações. A única maneira de sabermos onde ela está é através das suas mais variadas manifestações em nosso meio ou em nós mesmos.

Mas, para que tenhamos certeza de que uma ação ou comportamento está se originando da maldade, é necessário o entendimento da justiça de Deus, pois, como falei anteriormente, a manifestação do mal pode se passar por uma "ação justa", confundindo nosso julgamento sobre ela.

A justiça de Deus é o padrão de retidão que Deus usa para agir e pelo qual formou todo o universo material. De posse desse conhecimento, qualquer pessoa se torna capaz de discernir o que está vindo da operação da maldade e o que não está.

Assim sendo, a sabedoria de Deus está acessível a toda a humanidade pelo ensino de Cristo. No Novo Testamento da Bíblia, é possível acompanhar as falas de Jesus nos evangelhos, onde ele explica sobre o Seu Reino e a justiça que opera nele, bem como a doutrina dos apóstolos, que repassaram, através de cartas dirigidas às igrejas, todo o restante das explicações recebidas de Jesus, e que são necessárias para o entendimento da justiça de Deus.


Conhecer a justiça de Deus e colocá-la em prática, portanto, é a única forma de bloquear o mal. O conhecimento da justiça de Deus, também conhecido como "verdade" é o único poder capaz de vencer a ação da maldade, também chamada de "mentira". Então, uma vez que alguém conhece a verdade - a justiça de Deus - se torna apto para discernir a maldade e sua ação e, desta forma, resisti-la e rejeitá-la corretamente, até que consiga se ver livre dela totalmente.

É por isso que Jesus disse: "E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". (João 8:32) e "Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado." (João 8:34)

Missionária Oriana Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...