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segunda-feira, 4 de maio de 2020

A parábola do grão de mostarda.

A parábola do grão de mostarda é aquela que o Rei Jesus conta logo após ter explicado a parábola do joio e do trigo. Nesse trecho, em especial, Cristo nos revela duas peculiaridades do Reino de Deus que são bem interessantes: a primeira é que quando a mensagem do Reino é "plantada" no coração de alguém sua realidade se manifesta na vida dessa pessoa de uma forma lenta e progressiva, e que com o passar do tempo vai se revelando grandiosa e muitíssimo excelente.

O conhecimento do Reino de Deus pode parecer insignificante ou sem importância à primeira vista, quando comparado a outros tipos de informações provenientes do mundo material em que vivemos. É por isso que Jesus se refere ao Reino de Deus como "a menor de todas as sementes", comparando-o a um pequenino grão de mostarda, no momento em que ele está sendo anunciado no mundo.

Porém, depois que germina e começa a crescer, em circunstâncias adequadas uma mostardeira pode ficar imensamente alta, chegando até quase 3 metros de altura e atingindo o tamanho de uma grande árvore. Mas, de fato, o pé de mostarda é a maior das hortaliças como explicou Jesus, e não é uma árvore, apesar de poder chegar a tal estatura. 

Dessa forma, Cristo nos ensina que Seu Reino pode se manifestar com uma glória gigantesca em nossa realidade material, se for buscado assim como Jesus ensina, de forma a se sobressair e atrair a atenção dos outros, tamanha é a sua grandeza e abundância de tudo o que é bom. 

O Rei Jesus fala que a mostardeira fica tão alta a ponto de as aves do céu fazerem ninhos em seus ramos. Numa hortaliça normal isso jamais aconteceria. No entanto, por ser uma exceção devido ao tamanho que pode atingir, o pé de mostarda pode chegar a ter ninhos de pássaros em seus galhos. 

Com essa comparação, entendemos que a manifestação plena da realidade do Reino de Deus na vida de alguém faz toda a diferença, e para muito melhor, se comparado a vida de uma outra pessoa que esteja no mesmo lugar e na mesma situação mas sem saber da existência e funcionalidade desse reino.

A segunda peculiaridade do Reino de Deus que Jesus nos mostra na parábola do grão de mostarda é que esse lugar espiritual não pode ser discernido por aparências, ou não pode ser entendido com base em uma forma material, pois sua essência ou sua origem não é deste mundo. 

A mostardeira é a única espécie de verdura do mundo que se desenvolve de uma forma diferente das outras, de maneira que uma pessoa que a vê na sua fase adulta sem conhecer sua origem, vai achar que ela é uma árvore qualquer e não saberá que na verdade se trata de uma hortaliça bem desenvolvida. 

Pois assim mesmo acontece com o Reino de Deus: ele não pode ser discernido pelas formas como se manifesta em nosso mundo material. O Reino de Deus só pode ser reconhecido onde está estabelecido através da fé em Jesus Cristo, que nos revela a Justiça de Deus por seu ensino e nos faz desejar praticá-la.

Então, um indivíduo que crê em Jesus e põe em prática o Seu ensino, saberá que a prosperidade que consegue em todas as áreas de sua vida está antes de tudo ligada a manifestação do Reino de Deus, que vai acontecendo gradativamente pela prática diária da Sua reta Justiça. No entanto, quem vê a vida dessa pessoa de fora, sem conhecer tais princípios espirituais, achará que sua situação é pura sorte ou que a excelente qualidade de vida que esse alguém usufrui é somente fruto de seu esforço, e não de sua fé. 

Então, se você ainda não tinha entendido o que está escrito na carta aos Hebreus sobre fé, leia de novo, pois agora ficará mais claro:

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho. Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. (...) Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte - ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado - pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (...) Pela fé Abraão (...) peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus. (...) Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade. (Hebreus 11:1-16)

Missionária Oriana Costa.

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quarta-feira, 4 de março de 2020

Não é Cristo quem está lhe fazendo sofrer.


Muitas pessoas acreditam que seus sofrimentos provêm de Deus, para lhes provar e moldar seus caráteres, a fim de lhes transformar em pessoas melhores.

Porém, isso não é verdade. Deus não age dessa forma, nem com aqueles que não creem em Jesus tampouco com aqueles que nele creem. E nós sabemos disso pelo conteúdo das escrituras bíblicas, mais precisamente pelas informações constantes no Novo Testamento.

O próprio Cristo revela em seu ensino qual é a vontade de seu Pai para todos os seres humanos: Ele quer nos dar a vida eterna. E a vida eterna não pode ser adquirida através de obras, segundo o que nos revela o Cristo! Nada do que façamos vai nos fazer alcançar a herança da vida eterna, a não ser acreditar e aceitar a obra redentora de Jesus Cristo em nosso favor.

Essa obra redentora tem a finalidade de nos justificar, a fim de que possamos entrar no Reino de Deus. Foi para isso que o Filho de Deus, Jesus, foi enviado: para nos dar a chance única de reavermos nossos lugares em Seu Reino.

Ao ser sacrificado em nosso favor e depois ressuscitado, Cristo levou sobre si todo o castigo sobre a maldade que está agindo dentro  dos corações dos homens, castigo esse que era executado especialmente sobre o povo de Israel, como podemos observar no Antigo Testamento; isso acontecia com eles porque aquela nação tinha um acordo especial com o Criador, que era regido por um conjunto de regras específicas, que era A Lei de Moisés.

Então, até antes da vinda de Cristo, Deus precisou punir a maldade que havia na carne dos israelitas com base nas regras da Lei que entregou a Moisés, a fim de manter aquele povo separado para a vinda do Messias. 

Como o povo de Israel não tinha o conhecimento e o entendimento da Justiça de Deus dentro de seus corações, que é o único meio pelo qual podemos rejeitar a operação da maldade que está na nossa carne e também aquela que provém do mundo, Deus lhes entregou mandamentos e regras para que, obedecendo-os, aquelas pessoas:
1- Focassem no arrependimento de seus pecados e lembrassem sempre de que, por causa deles é que estavam separados de Deus e fora de seu Reino. 
2- Lembrassem que Deus lhes prometeu uma redenção, ou seja, que Ele iria lhes enviar um justificador a fim de perdoar definitivamente suas transgressões contra a Justiça de Deus e restituir seus lugares dentro de Seu Reino de glória para sempre.

Vindo o Messias e tendo cumprido toda a sua missão, estabelecendo o acordo de paz entre Deus e os homens, agora o Criador não está mais punindo os indivíduos como antes, para lhes manter em temor com o intuito de lhes fazer rejeitar à força as obras da carne.

Após o sacrifício de Cristo, Deus colocou toda a humanidade num mesmo patamar: "todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus" (leia Romanos 3:21-24), a fim de que todos possam alcançar o favor da justificação de suas transgressões contra a Justiça dele tão somente CRENDO NA OBRA REDENTORA DE JESUS.

Então, agora, toda a humanidade está submissa a esta lei: "o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. (Gálatas 6:7,8)

Quando alguém crê em Jesus Cristo como seu JUSTIFICADOR e aceita se submeter às regras da Justiça de Deus reveladas por Ele, tal pessoa se torna herdeira da vida eterna, mas, no entanto, não está livre da lei da semeadura, citada no parágrafo anterior, e precisa conhecê-la e entendê-la para que possa ser livrada de "colheitas ruins", às quais Deus não deseja para seus filhos. A vontade de Deus para todas as pessoas é que elas entrem em seu Reino e herdem a vida eterna; e esta vontade é "boa, agradável e perfeita para nós" (leia Romanos 12:2)

Deus revelou por meio de Cristo como funciona a Sua reta Justiça, instituída antes da criação do universo, exatamente para que, aprendendo-a, possamos usufruir da realidade de Seu Reino ainda neste mundo.

Então, muitas vezes, por não conhecermos bem a justiça de Deus revelada por Cristo, não conseguimos discernir e rejeitar a operação da maldade, o que nos leva a agir segundo suas sugestões e impulsos; consequentemente, sem o arrependimento sincero exigido pela reta justiça de Deus, colheremos mais tarde dos seus frutos, que são advindos DO JUÍZO DECRETADO PARA ELA (a maldade) e não diretamente para nós, que é a destruição. 

E, por seguirmos as sugestões da maldade sem arrependimento, essa destruição se manifestará em nós com muitos sofrimentos, como perdas muitas vezes irreparáveis, doenças, angústia, desespero, depressão, ansiedade, prejuizos materiais e psicológicos, divórcio, inimizades, violência, guerras, confusão, medos, dúvidas, e, por fim, a morte.

Deus nunca desejou nada disso para o homem que criou a sua imagem e semelhança. O desejo dele para toda a humanidade é que ela desfrute sempre da maravilhosa realidade de Seu Reino glorioso, porém, conscientes de que Ele não tolera a maldade e antes de criar o homem já havia decretado uma condenação severa para ela. 

É por este motivo que precisamos conhecer os princípios da Justiça de Deus a fim de rejeitar o mal dentro de nós e aquele proveniente do mundo, para que assim possamos ser livrados de tal condenação e possamos desfrutar da vida plena que Deus planejou para nós! E vale lembrar que esse mal não tem como ser discernido pela aparência que demonstra ter, pois no mundo todas as informações estão misturadas de uma forma sutil e isso confunde nossos conceitos do que realmente é bom ou mau.

A fé verdadeira em Deus precisa estar alicerçada nessas informações, ou fatidicamente o sujeito se deixará levar por sentimentos e pensamentos equivocados advindos da influência e do poder da maldade, os quais estão totalmente fora da realidade do Reino e da justiça eternos.

Missionária Oriana Costa.


terça-feira, 3 de março de 2020

Feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa.

Nesse trecho do evangelho, Jesus estava falando com os mensageiros que o seu primo João Batista havia lhe enviado; o profeta João, que naquele momento estava preso, queria confirmar se Jesus era mesmo o Messias (aquele que o Pai Criador havia de enviar ao mundo a fim de justificar a todos de suas transgressões diante dele).

João Batista, apesar de ter batizado a Jesus no rio Jordão, ter falado profeticamente a respeito dele durante o evento e ainda ter tido uma visão do Espírito de Deus pousando sobre Jesus em forma de uma pomba no momento (leia João 1:29-37), acabou FICANDO COM DÚVIDAS a respeito da procedência de Jesus!

Por causa disso, enviou até ele alguns de seus discípulos para pedir confirmação: "João, ao ouvir na prisão o que Cristo estava fazendo, enviou seus discípulos para lhe perguntarem: És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?" (Mateus 11:2,3)

Mas, como foi possível o profeta João duvidar de Jesus, depois de tudo o que vivenciou? - Essas dúvidas surgiram na mente do profeta por causa dos boatos advindos da agitação que os feitos de Cristo estavam provocando nas pessoas, especialmente nos fariseus, que tinham inveja de Jesus.

Por causa do tipo de pergunta que fez a Jesus, observarmos que João Batista muito provavelmente estava começando a se escandalizar com as notícias distorcidas que estavam chegando aos seus ouvidos sobre o que Jesus estava fazendo.

Então, o Rei Jesus lhe enviou a resposta: "Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres; e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa." (Mateus 11:4-6)

Foi para advertir o profeta João Batista que não acreditasse em tudo o que estava sendo dito sobre ele, portanto, que Jesus fechou sua resposta com a frase "feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa".

O profeta, pelo conhecimento que tinha das escrituras e pela experiência que já tinha tido pessoalmente com Jesus, sabia que Ele era o Cristo e qual era a sua missão, e não tinha motivos para acreditar mais no falatório confuso das pessoas do que naquilo que já sabia com exatidão.

Missionária Oriana Costa.



domingo, 16 de fevereiro de 2020

Basta ao discípulo ser como o seu mestre


As palavras de Cristo no trecho bíblico na imagem não se referem à importância que um discípulo ou um servo dele terá na terra ao imitá-lo. De fato, aqui Jesus está se referindo às situações difíceis que poderemos passar ao anunciar o Reino e a Justiça de Deus ao mundo.

Dando uma olhada nos versículos anteriores e posteriores a essa fala do Senhor, temos certeza de que Ele está dando um alerta aos que trabalham na sua obra a não temerem ou se assustarem por causa das dificuldades que encontrarão em seus caminhos, que não serão poucas. 

Certamente que Cristo não iria deixar seus discípulos desavisados do que teriam de enfrentar, pois, sem esse aviso, todos desistiriam de anunciar a verdade do evangelho por causa das aflições que iriam passar.

Simão Pedro, antes mesmo de iniciar seu ministério apóstolico, sentiu medo de confessar publicamente que seguia a Cristo, ao assistir tudo o que estava acontecendo com seu mestre. E percebam que Pedro fez isso tendo desacreditado do Senhor Jesus quando este lhe avisara sobre o episódio da "negação" (quando ele negou Jesus três vezes). Porém, após a ressurreição de Cristo, e depois de ter entendido claramente a mensagem do Reino, Pedro perdeu esse medo e prosseguiu em seu chamado seguro da fidelidade de Seu Salvador e Rei.

Vejamos a seguir as orientações do Rei Jesus:

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis conduzidos até à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios. (...) E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; (...) Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:16-25)

Portanto, Deus não deixa ninguém desavisado. Antes que as situações aconteçam, Ele dá o alerta. Quem anuncia a mensagem de salvação muitas vezes será incompreendido, assim como o Rei Jesus foi, e sofrerá angústias até mesmo dentro de suas próprias famílias.

Também é importante saber que Deus não quer que seus Filhos sejam mortos ao anunciarem o evangelho da salvação. Cristo adverte que, se não estivermos sendo aceitos e sofrermos muita perseguição e risco de sermos exterminados em um determinado lugar, podemos fugir para outro e continuar com a nossa missão.

Mas, uma das coisas mais importantes que Ele diz é sobre o que pode vir a acontecers as nossas vidas: muitos dos que estão atendendo seus chamados vão ser mortos em determinados lugares onde a perseguição religiosa é ferrenha; porém, a palavra dada é para que não tenhamos medo das ameaças e da possibilidade de sermos alvos dos que odeiam a verdade, pois o nosso Criador está a par de tudo, e tudo será devidamente julgado.

E assim prossegue Cristo:

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. (Mateus 10:26-31)

Com essas palavras, Jesus Cristo está nos lembrando que a morte física não é o nosso fim, tampouco é o fim daqueles que odeiam o evangelho. Se assim fosse, não existiria um julgamento posterior a tal evento. Ele nos lembra sobre isso, pois nossa tendência natural é esquecer a realidade eterna na qual fomos concebidos e ter medo de morrer ou de perder nossos parentes dessa maneira, assim como aconteceu com o Apóstolo Pedro, que negou Jesus por medo de ser julgado e condenado à morte. 

E quem, após ter recebido a revelação do Reino de Deus e de sua Justiça, recua diante das resistências que enfrenta ao anunciar ao mundo essa verdade e desiste do seu trabalho e da fé em Deus movido pelo medo do que terá de enfrentar, está negando a Cristo.

É por isso que após dar todas essas instruções aos seus discípulos, Ele diz:

"Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 10:32,33)

Missionária Oriana Costa













sábado, 8 de fevereiro de 2020

Falsos profetas - quem são eles?

Afinal, quem são esses falsos profetas aos quais Cristo se refere nesse trecho do evangelho?

Ele segue sua fala revelando como podemos reconhecê-los: "Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7:16-20)

E o Apóstolo Pedro dá detalhes de quem são esses falsos mestres e que tipo de frutos eles estão dando:

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (...) eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. (...) eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.(2Pedro 2:1-21)

Então, de acordo com o registro das escrituras bíblicas, antes de sair acreditando e aceitando tudo o que lemos ou ouvimos sobre Deus de outras pessoas, devemos prestar atenção no tipo de obra que essas pessoas estão fazendo.

Quando Cristo fala de frutos bons e frutos ruins, Ele está se referindo a anunciação do Seu Reino. Quem anuncia o Reino de Deus claramente, e ensina sobre a Justiça de Deus conforme está nas escrituras bíblicas, está fazendo a boa obra ou dando bons frutos. Quem, no entanto, perverte ou distorce a mensagem de anunciação do Reino de Deus e prossegue divulgando informações equivocadas sobre a Justiça eterna, está fazendo uma obra má, está dando frutos ruins.

Por isso, é de suma importância que os cristãos verdadeiros, que são aqueles que acreditam na obra redentora de Cristo, compreendam o Reino de Deus e a sua justiça perfeitamente: assim terão condições de discernir as boas e as más obras às quais o Rei Jesus se refere, recebendo o livramento de serem enganados por esses indivíduos mal intencionados.

Observando o segundo capítulo da carta do Apóstolo Pedro aos cristãos de sua época, cujos trechos foram citados aqui em nosso texto há pouco, encontramos alguns aspectos apontados por ele sobre o comportamento dos falsos profetas:

- Eles vão introduzindo sutilmente entre os cristãos um conhecimento contrário à Justiça de Deus, capaz de matar a fé das pessoas na obra redentora de Jesus Cristo (heresias destruidoras).
- Eles recebem juízo rápido por causa de seus atos (atraem para si mesmos destruição repentina)
- Os falsos mestres costumam explorar as pessoas usando histórias inventadas por eles, movidos por sua cobiça.
- Acham prazeroso entregar-se à devassidão em plena luz do dia.
- Se aproveitam da boa vontade dos outros ao participarem de eventos cristãos.
- São adúlteros e não se arrependem disso.
- Costumam iludir aqueles que ainda não se firmaram na verdadeira fé em Deus
- São extremamente gananciosos.
- São pessoas que a princípio creem na obra justificadora de Jesus, mas depois abandonam a fé, a fim de se satisfazerem materialmente.
- São pessoas arrogantes e que com seus discursos cheios de vaidade provocam nos outros os desejos libertinos da carne, e conseguem seduzir pessoas para que desistam de se desapegarem do mundo.
- Prometem liberdade aos outros instigando-lhes a seguir pelo caminho mais fácil, que é contrariando ou corrompendo a reta justiça de Deus.

Indo mais adiante nas cartas dos apóstolos, encontramos um trecho onde o Apóstolo João também mostra como se discerne um falso profeta:

"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve." (1João 4:1-5)

É interessante que João mostra primeiro como se discerne o que vem de Deus, para em seguida apontar como reconhecer o que não vem dele. E Deus não nega a si mesmo. Ele não contraria a legislação eterna que Ele mesmo estabeleceu. Portanto, quem fala em nome de Jesus, concorda com sua obra redentora, o que quer dizer que esse alguém afirmará que "Jesus Cristo veio em carne".

A expressão "Jesus Cristo veio em carne" significa que o Deus Criador enviou ao mundo sua justiça na forma humana, para dar a toda a humanidade a oportunidade única de ser justificada gratuitamente de suas transgressões contra a Justiça de Deus, e com isso disponibilizar a todos os que creem o direito à herança da vida eterna (em concordância com João 3:16).

É importante observar que quando o Apóstolo João fala "não creiam em qualquer espírito", ele não está dizendo que temos que lidar corriqueiramente com espíritos, como anjos, com Satanás ou um demônio, ou com o Espírito de Deus de forma visível ou manifestada materialmente.

De fato, geralmente nós temos que lidar com pessoas de carne e osso como nós mesmos somos, todos os dias; portanto, quando ele diz "espíritos", nesse caso, está se referindo à motivação que leva uma pessoa a ensinar, pregar ou divulgar certas informações. Se alguém está motivado pelo mundo, divulgará aos outros um conhecimento contrário ao Reino e à Justiça de Deus; se alguém está motivado por Cristo ou pelo Espírito de Deus, ensinará sobre e a favor do Reino de Deus e de Sua Justiça.

E para enriquecer ainda mais este texto explicativo sobre falsos profetas, não poderia também deixar de citar aqui o episódio onde os Apóstolos Paulo e Barnabé se encontram com um falso profeta, em uma das cidades que passaram evangelizando:

"Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul, sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul. Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13:5-12)

O fato curioso aqui é que o falso profeta Barjesus era um judeu e não um cristão; provavelmente ele ouviu a mensagem do evangelho da salvação e creu, mas depois renunciou a fé para ganhar dinheiro com a prática da magia. E o pior é que, além de ter desprezado a mensagem de salvação, sendo ele judeu, também estava desprezando a Lei, que deveria saber e obedecer: um de seus mandamentos condena a prática de feitiçaria, magia e adivinhação (leia Deuteronômio 18:9-13)

Após ser desmascarado na frente do procônsul, o falso profeta foi imediatamente julgado e punido ali mesmo onde estava, por causa de sua conduta maligna. E, graças à segurança que aqueles homens tinham pelo conhecimento da verdade e à ousadia deles, mais uma alma creu na mensagem do Reino de Deus.

E encerrando este pequeno estudo, vamos ler o julgamento e a condenação que aguarda os falsos mestres, e que serão feitos pelo Rei Jesus Cristo:

"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" (Mateus 7:21-23)

Percebam que muito provavelmente, de acordo com o que o Rei Jesus ensina, os falsos cristãos são pessoas influentes que estão ensinando, profetizando, expulsando  demônios e realizando milagres EM NOME DELE; e assim muitos estarão admirando o trabalho desses indivíduos e acreditando neles por isso!

No entanto, o Rei alerta para avaliarmos o conteúdo da mensagem e o rastro que tais pessoas estão deixando por onde passam, pois suas obras más estarão misturadas com as práticas que julgamos ser provenientes de Deus. Eles agem como quem faz a boa obra, mas, concomitantemente, vão se aproveitar da boa vontade das pessoas para abusarem delas financeiramente, socialmente (buscando poder e status) e sexualmente.

Lembrem-se: os falsos mestres e falsos profetas, apesar de falarem que "só Jesus salva" e de fazerem seus trabalhos "em nome de Jesus Cristo", com muita sutileza VÃO NEGAR A OBRA REDENTORA DO SENHOR, e, portanto, negarão em vários pontos a Justiça de Deus: por isso é muito importante que tenhamos o domínio desse conhecimento. Milagres e outros acontecimentos sobrenaturais são muito bons, mas não são eles que trazem a fé genuína em Deus: essa fé vem do entendimento claro do Reino e da Justiça dele.

Portanto, palavras que revelam nossos passados e futuros, e outros eventos e manifestações sobrenaturais, por mais maravilhosos que sejam, por si sós não são suficientes para manterem as pessoas firmes na fé salvadora. Em alguns momentos eles são necessários, mas servem apenas para confirmar que a mensagem de anunciação do Reino de Deus é verdadeira, e também confirmar a justificação que Deus disponibiliza a todos nós eternamente. Fiquem atentos!

Missionária Oriana Costa.






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Reino de Deus - o lugar da vida eterna


Sim, somos eternos!

O que você tem buscado? O que você tem desejado? Aquilo que você desejar, aquilo que você buscar, certamente achará.

Se você procurar as coisas deste mundo, você irá achá-las. E se você procurar as coisas eternas, elas também estarão acessíveis.

No entanto, ninguém permanece no mundo para sempre. Chegará um momento em que a realidade eterna tomará totalmente o seu lugar em nossas existências, pois fomos concebidos nela.

Mesmo sabendo disso, muitas vezes nos deixamos levar pela aparência passageira desse mundo e esquecemos que não somos somente matéria: também somos espíritos.

E então vivemos como se tudo se resumisse a este planeta. A maioria de nós passa os dias como se nunca fosse morrer fisicamente; outros até têm consciência de seu tempo de permanência no mundo, mas, levados pelo que veem, agem como se a morte física fosse o fim de suas existências para sempre.

Porém, se também somos espíritos, e estes não se degradam como a matéria, seremos tratados de forma diferenciada por causa de nossa condição - uma parte de nós é material, e a outra, espiritual.

E, para que estas duas partes de nós coexistam de forma organizada e equilibrada, há leis perfeitas regendo-as todo o tempo. Ampliando aqui este entendimento,  percebemos que há leis regendo todo o universo material, para que ele funcione adequadamente, como também existem leis regendo a eternidade, a fim de que ambas não entrem num caos e não se autodestruam.

Contudo, de acordo com o conteúdo das escrituras bíblicas, só existe uma legislação regendo a dimensão física porque antes já existia uma para reger a dimensão espiritual. Isto significa que todas as leis que mantém nosso universo funcionando perfeitamente dependem de leis eternas para serem executadas.

Quando essas leis perfeitas são contrariadas, certamente haverá um juízo infalível sobre toda a transgressão.

Então há tempo e julgamento para todas as coisas, nada pode fugir ao alcance das Leis Eternas. Chegará o momento em que tudo o que se encontra fora daquilo que já foi estabelecido na Criação será julgado definitivamente, conforme consta nos registros bíblicos.

Portanto, quem não estiver de acordo com a legislação eterna, estará condenado à destruição para sempre. O problema é que a destruição na dimensão espiritual não tem fim! Não é como acontece aqui em nosso mundo material. Quem é condenado à morte, no espírito, vai sofrê-la para sempre, pois espíritos existem para sempre.

Vida e morte na eternidade

Na realidade eterna, as coisas acontecem de uma forma totalmente diferente do nosso mundo. Talvez isso seja um tanto difícil de entender à princípio, mas, lendo as escrituras bíblicas e meditando em seu conteúdo, aos poucos vamos tendo uma noção de como as coisas acontecem por lá.

É especificamente da morte eterna ou morte espiritual que o Criador dos céus e da terra deseja nos livrar! Foi para nos livrar da condenação à destruição na eternidade que Cristo veio até nós, se entregando para sofrer em seu corpo o castigo pelas transgressões de toda a humanidade. Em seguida, Ele foi ressuscitado pelo Pai, que lhe deu toda a autoridade sobre a Terra - autoridade esta que Deus tinha dado no princípio a Adão -, e também lhe deu toda a autoridade na dimensão espiritual (Céus), a fim de julgar nas duas realidades, física e eterna.

É importante que todos saibam que pecar contra a justiça de Deus ou contrariá-la em qualquer ponto dela nos torna Seus inimigos, dignos de condenação à morte para sempre, segundo o que já foi estabelecido pelo próprio Criador antes de nos dar vida. Portanto, não há como alguém se justificar de suas transgressões diante de Deus de si mesmo, fazendo obras de caridade e outras boas ações, pois, concomitantemente ao bem que praticar, também continuará ofendendo a Deus, pela ação do mal que está dentro de si.

No entanto, há uma boa notícia para todos nós: Deus não quer a nossa destruição, mesmo sabendo que nossa situação é condenatória! Assim sendo, o nosso Criador nos deu uma chance única de conseguirmos uma justificação diante dele, para que, no momento em que passarmos para a eternidade, não sejamos destruídos para sempre. Por conseguinte, é crendo que Jesus Cristo morreu em nosso lugar, a fim de nos redimir de nossas transgressões espiritualmente, que passamos a ser justos diante do Pai e adquirimos o direito de herdar A VIDA ETERNA.

A vida eterna

Muito pouco se discute sobre a vida eterna, mas é essencial que também tenhamos o entendimento do que seja VIVER PARA SEMPRE.

Tanto a morte quanto a vida, na eternidade, estão ligadas a um lugar especial: o Reino de Deus. Este Reino pode ser percebido de duas formas: como lugar e como um sistema de governo perfeito. E, ao contrário do que muita gente imagina, o Reino de Deus não são as igrejas cristãs! Isso mesmo!

As igrejas cristãs são apenas os locais terrenos onde se reúnem aqueles que entenderam e aceitaram que todos os seres humanos precisam de uma justificação diante do Pai, para fazerem parte de seu Reino; e estas mesmas pessoas estão se dispondo a anunciar isto aos que ainda não entenderam essa necessidade. Os que dão crédito à sua mensagem se juntam a eles.

É por este motivo que nunca existiu nem existirá igrejas perfeitas na terra, pois, apesar de estarem justificadas de suas transgressões por causa da fé que têm no sacrifício de Jesus para lhes redimir, todas as pessoas que fazem parte delas continuam imperfeitas e ainda podem pecar, por causa da influência de suas próprias carnes.

As mudanças de atitudes benéficas oriundas da verdadeira conversão são geradas pela renovação dos nossos entendimentos, quando passamos a buscar pelo conhecimento da realidade do Reino de Deus e pelo entendimento da ação de sua justiça; e tais mudanças levam todo o tempo de nossas permanências neste mundo, o que significa que nesse percurso ainda poderemos errar muitas vezes.

Pelo ensino de Cristo sabemos que, se cremos nele como nosso salvador, nossos espíritos nascem de novo dentro de Seu Reino. Por esse motivo, os que nascem de novo espiritualmente são chamados de "novas criaturas" no Novo Testamento. Apesar de tal "novo nascimento", nossos corpos continuam os mesmos, aguardando para serem transformados, a fim de se adequarem plenamente à Justiça eterna.

Assim sendo, quem realmente crê na obra redentora de Cristo automaticamente se coloca debaixo de Seu governo, e, por isso, deve buscar, antes de qualquer outra coisa, entender o REINO e a Justiça de Deus assim como Jesus orienta em seu ensino, para que possa ter consciência e convicção de onde seu espírito está no momento. Através dessa certeza é que o indivíduo se torna capaz de dominar os desejos contrários à retidão de Deus, que são provenientes de sua alma e seu corpo, e também se torna capaz de resistir às sugestões contrárias vindas do mundo que lhe cerca.

Resistir e renunciar aos desejos e sentimentos contrários à justiça de Deus, provenientes do mundo e da nossa carne, não nos torna perfeitos todo o tempo, pois em um momento ou outro nós vamos falhar; mas, dentre outros benefícios, escolher resistir e renunciar à operação da maldade nos livra de sermos atingidos pelo juízo decretado por Deus sobre ela, bem como nos leva a fazer a diferença neste mundo tão cheio de maldades e injustiças.

No momento, o Reino de Deus - enquanto lugar - não pode ser visualizado entre nós, pois ele foi desligado do nosso planeta durante o evento do Dilúvio. 

Quando o Pai retirou o homem de seu Reino após o julgamento pelo pecado, este lugar ainda continuou sendo visto na terra. Depois de um tempo, a fim de cumprir o plano de salvação para a humanidade, o nosso Criador precisou separar o Reino do mundo, literalmente arrancando-o da face da terra (lembre que ele foi PLANTADO no planeta: leia Gênesis 2:8). 

Por isso, Deus precisou modificar a face da terra para que ela continuasse a funcionar separada da sua presença; e foi a partir do Dilúvio que o Reino de Deus foi desligado do mundo e permanece ocultado para a humanidade, somente podendo ser visto na região espiritual ou eterna, ou discernido através do conhecimento da Justiça de Deus revelado por Cristo.

Após estabelecer o acordo de paz com os homens, Deus está permitindo a todos provarem de Seu Reino no âmbito governamental; essa experiência se traduz na manifestação da glória do reinado de Cristo entre nós. O governo do Rei Jesus é perfeito, infalível, justo, isento de maldade.

Quando a glória do Reino de Deus se manifesta entre as pessoas, geralmente ocorrem o que conhecemos como "milagres" e "prodígios". Esses acontecimentos, portanto, nada mais são do que a interação da realidade do Reino de Deus com a nossa realidade material, servindo para confirmar sua existência e funcionalidade. Um dos eventos ligados a essa interação, e que acontece com maior frequência, são as curas de enfermidades; e Jesus Cristo demonstrou isso repetidas vezes, durante o tempo que passou anunciando pessoalmente o Seu Reino entre nós, porque nesse lugar não há doenças nem sofrimento de nenhuma espécie. 

Retomando o raciocínio do nosso texto, vida e morte, na eternidade, estão ligadas diretamente ao Reino de Deus porque representam onde o indivíduo se encontrará eternamente, que é dentro ou fora desse lugar. Espiritualmente, portanto, estar vivo quer dizer estar dentro do Reino, e estar morto significa estar fora dele.

O novo nascimento e a fé genuína

Na Bíblia, como vimos na sessão anterior deste texto, somos informados de que se crermos na obra redentora de Jesus Cristo, aceitando o perdão das nossas transgressões contra a justiça de Deus disponibilizado gratuitamente para a toda a humanidade, nós NASCEMOS ESPIRITUALMENTE DENTRO DE SEU REINO. Este perdão foi comprado por Jesus para nós através de sua morte na cruz, que satisfez a exigência feita pela Justiça eterna para que um transgressor da Lei possa ser justificado. O sacrifício de Jesus por nós, portanto, é o que estabelece o acordo de paz entre o Criador e toda a humanidade. Quem adere a este acordo está legalmente justificado diante do Pai ou está "salvo".

Ao nascer novamente dentro do Reino nós recuperamos a filiação com o nosso Criador, que foi perdida no momento em que Adão foi expulso dali quando contrariou a Justiça eterna. E, sendo filhos de Deus, adquirimos o direito de herdar a vida eterna. Então, o Criador fez com que tivéssemos apenas uma opção de adquirir a vida na eternidade, que é HERDANDO-A, através da adesão ao "acordo de paz" estabelecido por Ele.

E, como vemos, essa herança precisa ser POR FILIAÇÃO; quem não é filho de Deus legitimamente, assim como Jesus Cristo o é, não pode herdar a vida eterna. Portanto, a única maneira de nos afiliarmos a Deus com legitimidade é através da aceitação e credibilidade que damos à informação de que Cristo foi sacrificado para justificar a humanidade, que, na Bíblia, se trata da tão falada "fé em Deus".

Muitas pessoas dizem que tem fé em Deus, porém, é bom prestar atenção neste detalhe: fé genuína em Deus é aquela que nos leva a crer em Jesus como nosso justificador diante do Pai, aceitando seu governo sobre nós sem resistência, pois ela acontece mediante um arrependimento consciente da nossa situação de transgressores da justiça de Deus.

E isso é algo tão sério, que ao aceitarmos o perdão de Deus crendo em Jesus, nossos nomes passam a constar em um documento oficial, que nas escrituras bíblicas é chamado de "Livro da vida". Quem realmente se afiliou a Deus, portanto, tem seu nome escrito nesse livro. O nosso Deus Criador é muito organizado e metódico, e eu diria até "legalista" (no bom sentido da palavra, é claro), pois Ele jamais age fora daquilo que já instituiu eternamente.

A morte na eternidade

A morte eterna, ao contrário da vida na eternidade, é estar fora do Reino de Deus. E estarão nessa condição para sempre todos aqueles que não nascerem espiritualmente dentro de Seu Reino e não estiverem afiliados ao Pai pelo processo de justificação.

Assim sendo, quem nega ou não dá credibilidade à mensagem de salvação, que nos alerta a receber a justificação que é dada gratuitamente pelo Criador a toda a humanidade, pelo sacrifício voluntário de Seu Filho Jesus Cristo, NÃO TEM A FÉ GENUÍNA EM DEUS, está morto na dimensão eterna e, obviamente, não tem seu nome escrito no livro da vida.

E encontrar-se nessa situação é algo muito grave, pois significa que o sujeito está negando se reconciliar com o Seu Criador e não quer estar em paz com Ele.

A consciência de que precisamos de uma justificação eternamente só vem às nossas mentes no momento em que aceitamos ser confrontados pelo conhecimento da reta Justiça de Deus; ela nos faz enxergar o fato de que NÃO SOMOS PLENAMENTE BONS assim como Deus o é, por mais que nos esforcemos muito fazendo boas obras.

Se vivermos somente de acordo com o que sentimos e desejamos no mundo, estaremos contrariando a Justiça de Deus todo o tempo sem nos darmos conta disso; e não há como parar de transgredi-la sem aceitarmos a ajuda do nosso Criador!

Por isso precisamos ter fé em Deus de fato, procurando conhecer a realidade do Reino de Deus e como funciona a Justiça eterna, para que nos adaptemos a elas e possamos usufruir, na Terra, da boa, agradável e perfeita vontade do Pai, assim como ela acontece nos Céus. 

A Bíblia é verdadeira, sendo documento original, digno de credibilidade. Todas as informações contidas neste texto são embasadas nela. Quem entende bem o seu conteúdo encontra o tesouro mais precioso de todos: o conhecimento da verdade.

Missionária Oriana Costa.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 67 e 68

Mais uma vez, parece que estamos lendo frases contraditórias. Como é que um indivíduo é "castigado" por alguém e ao mesmo tempo diz que essa pessoa é boa, sem sentir por ela nenhuma raiva?

Muitas pessoas entendem o castigo de Deus conforme a realidade do mundo, que ensina os indivíduos a agirem com maldade uns com os outros, especialmente quando se trata de aplicar castigos. Alguns pais, por exemplo, movidos pela raiva que sentem no momento, acabam maltratando, sendo injustos e violentos na hora de castigarem seus filhos. Porém, o castigo de Deus é uma correção baseada na sua justiça, que é separada da maldade do mundo, e por isso jamais é feito de forma violenta ou destruidora.

Quando Deus castiga um filho seu, é com o propósito de trazê-lo de volta à vereda da sua Justiça e não de maltratá-lo. É por essa razão que o salmista diz que só passou a obedecer à palavra de Deus após ser corrigido por Ele.

Portanto, Deus jamais irá disciplinar seus filhos com enfermidades, ou com prejuízos, ou com destruição e morte, se o que Ele deseja para seus filhos É BOM PARA ELES. Assim sendo, Ele corrige seus filhos FALANDO DIRETAMENTE COM ELES, confrontando-os com seus erros e lembrando-lhes o que está escrito.

Em Gênesis, muito antes da Lei de Moisés ser instituída, vemos um bom exemplo de como realmente é o castigo de Deus. No capítulo 4, observamos como foi que Deus castigou Caim por causa de suas maldades: ELE NÃO ACEITOU A CONDUTA DE CAIM E NEM A SUA OFERTA, e dessa forma o confrontou com os seus erros. No entanto, Caim não aceitou o castigo de Deus e se ofendeu, ao invés de se corrigir. Deus o advertiu segunda vez para dominar a carne e se alinhar a sua justiça, mas Caim não o ouviu e agiu movido pela inveja e pela raiva que sentia, matando seu irmão. (Gênesis 4:3-8)

Quem se lembra como Jesus "castigou" seus discípulos? Ele alguma vez colocou neles enfermidades, ou tirou deles alguma coisa? Jesus por acaso açoitou seus discípulos quando viu seus erros? NÃO!!! No entanto, Cristo castigou seus discípulos CONFRONTANDO-OS com a Justiça de Deus; alguns deles não aceitaram a disciplina e deixaram de segui-lo por isso.

Na passagem a seguir vemos um desses momentos de correção: "(...) Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: "Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?" Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que ouviram, Jesus lhes disse: "Isso os escandaliza? Que acontecerá se vocês virem o Filho do homem subir para onde estava antes! O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida. Contudo, há alguns de vocês que não crêem". Pois Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair. E prosseguiu: "É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai". Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. Jesus perguntou aos Doze: "Vocês também não querem ir?" Simão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus". Então Jesus respondeu: "Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo! " (Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, que, embora fosse um dos Doze, mais tarde haveria de traí-lo.)" (João 6:60-71)

É por isso que o salmista diz que foi castigado por Deus, mas que Ele é bom E QUE TUDO O QUE ELE FAZ É BOM: e isso inclui, obviamente, a disciplina que Ele aplica aos que dela estão precisando!

É importante entender que é impossível que alguém ande de acordo com a justiça de Deus sem nunca ser corrigido por Ele, pois o conhecimento do bem e do mal (maldade), que está entranhado em nossa carne, nos influencia diariamente a transgredir as leis justas e eternas estabelecidas pelo nosso Criador.

Por este motivo, o apóstolo Paulo fala: "Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado." (Romanos 7:18-25)

A correção, que também é chamada na Bíblia de castigo de Deus, portanto, é necessária para que não permaneçamos pecando o tempo todo contra Ele. É também dessa maneira que nos alinhamos à realidade de Seu Reino, e podemos usufruir de todas as maravilhosas dádivas desse lugar.

Outra coisa que precisamos entender é que o castigo de Deus e o juízo dele são duas coisas diferentes. O castigo ou a correção é feito para confrontar alguém com seus erros, a fim de gerar arrependimento e alinhamento com a Justiça de Deus. Já o juízo eterno é uma sentença emitida definitivamente sobre aqueles que não aceitaram a correção, e que também está embasado nas leis da Justiça de Deus.

Também é importante lembrar que quem não aceita a correção de Deus fica vulnerável a ação de Satanás, sem poder discerní-lo e sem poder resistí-lo. Assim, o que Deus deseja ao nos confrontar não é nos humilhar ou nos maltratar, mas sim nos livrar de ser atingidos pelo Maligno, cuja intenção é sempre matar, roubar e destruir.

Por causa disso, lemos também esta fala de Cristo: "Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se." (Apocalipse 3:19)

Se alguém deseja realmente conhecer a Deus, o seu Reino e a sua Justiça, deve olhar para Cristo, pois Ele foi enviado ao mundo para revelar a todos quem realmente o Criador é e como Ele age. Quem toma por base especialmente o conteúdo do Antigo Testamento para entender quem Deus é vai ter um entendimento equivocado sobre Ele.

O conteúdo do Antigo Testamento é imprescindível para entendermos que precisamos de salvação; ele nos aponta desde o início a entrada do pecado no mundo pela decisão do homem, e o que Deus precisou fazer, antes de enviar Seu Filho, para impedir que a humanidade se perdesse para sempre. Ao enviar Cristo, o nosso Criador finalmente deixou bem claro para o mundo quem Ele é: Ele é BOM em todo o tempo.

Deus sempre será cuidadoso e compassivo com seus filhos. A vontade dele para nós sempre será boa, agradável e perfeita.

Missionária Oriana Costa


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Peçam, e lhes será dado.

Muitos leem esse ensinamento de Cristo e, em suas orações, começam a pedir o que precisam a Deus, insistindo em oração, na expectativa de receber dele aquilo que pedem. Mas, passando o tempo, e não vendo suas orações atendidas, se desanimam e acham que Deus não as ouviu, ou simplesmente não quis atender suas orações.

Apresentar nossas necessidades a Deus em oração é algo importante, e numa das cartas escritas pelo apóstolo Paulo de Tarso recebemos um incentivo de sua parte sobre isso: "Não andem ansiosos por coisa alguma mas, em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4: 6,7)

Então, apresentar nossas necessidades a Deus manterá nossas mentes e nossos corações em paz, visto que nossa confiança estará n'Ele e não em nossas próprias forças.

Porém, o que o Senhor está querendo dizer, na passagem que estamos analisando, tem um raciocínio que se segue: "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, DARÁ COISAS BOAS aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:9-12)

Se observarmos atentamente os versículos posteriores, veremos que o Senhor Jesus está falando que o Pai está pronto para atender as petições de seus filhos, no entanto, de filhos que se submetem a Ele, que entendem a Sua justiça e se esforçam para andar nela.

E onde vemos Cristo falar essas coisas? No trecho a seguir:
Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas. Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. (Mateus 7:12,13)
Portanto, o que Cristo está nos dizendo é que seremos prontamente atendidos pelo Pai, quando lhe pedirmos alguma coisa, se agirmos com os outros da mesma forma que gostaríamos que eles agissem conosco. Isso equivale ao mandamento "ame ao seu próximo como a si mesmo". E atenção: Ele explica em seguida que isso é o ENTRAR PELA PORTA ESTREITA!

Cristo realmente tratou as pessoas como gostaria de ser tratado! Ainda que Ele mesmo sabia que tratando com bondade os outros e dizendo-lhes a verdade, seria maltratado por muitos deles. No entanto, saber disso não O desanimou de obedecer ao Pai e andar em Sua reta Justiça.

Devemos atentar para o fato de que esse ensino é válido para TODAS AS ÁREAS DAS NOSSAS VIDAS, pois toca especificamente na área que mexe com todas as outras: RELACIONAMENTOS! E seja relacionamento fraternal ou matrimonial, entre pais e filhos, de trabalho ou quaisquer outros.

Geralmente, o que a maldade do mundo ensina às pessoas a fazerem é que elas exijam ser bem tratadas pelos outros, sem ter a obrigação de tratarem os outros da mesma forma. Cristo aponta que é esse o tal "caminho amplo e a porta larga", que leva as pessoas à perdição e que caracteriza um comportamento que Deus desaprova totalmente, pois contraria a sua justiça.

No evangelho de João, observarmos dois trechos onde o Senhor Jesus nos dá uma orientação similar:
Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. (João 14:11-15)
Aqui observamos perfeitamente que a condição para termos nossas petições atendidas é IMITAR A CRISTO, SEGUI-LO, OU REALIZAR AS MESMAS OBRAS DELE.
Naquele dia vocês não me perguntarão mais nada. Eu lhes asseguro que meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em meu nome. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa. (João 16:23,24)
Neste trecho, vemos outra parte da instrução de Cristo, onde Ele fala que nossas petições serão atendidas se pedirmos ao Pai em Nome d'Ele.

O interessante aqui é exatamente a parte de "pedir em nome de Jesus". Muitas pessoas confundem esse ensino, interpretando-o literalmente, ou seja, dirigindo-se ao Pai usando a frase "em nome de Jesus". E usar essa frase não é errado, mas o problema é que o Pai vê o coração e os caminhos de quem lhe pede alguma coisa.

O que acontece aqui pode ser comparado a seguinte situação: uma criança chega na mercearia que sua família costuma comprar sempre e, sem dinheiro, pede ao vendedor alguma coisa; o vendedor prontamente atende o pedido da criança sem questioná-la, pois conhece seus pais, que são clientes antigos do estabelecimento e são pessoas honestas. Em seguida, o vendedor coloca o valor do objeto que entregou a criança na conta da família, que será paga posteriormente.

Então, se o Pai não reconhece Cristo naquele que pede, a petição não está sendo feita em nome do Seu Filho e, consequentemente, não será atendida.

Outro ponto importante no que se refere à petições é o seguinte: Cristo fala neste trecho:
(...) se vocês tiverem fé e não duvidarem, (...) tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. (Mateus 21:21,22)
A fé que não duvida é aquela gerada do conhecimento da Justiça de Deus, revelado a todos nós pelo ensino de Cristo. Quem conhece o Reino de Deus e a sua justiça, buscando praticar o que conhece, está imitando Cristo, dessa forma, tem convicção de que será prontamente atendido quando pedir alguma coisa a Deus.

Para encerrar este texto, há, também, uma outra passagem bíblica que complementa todas as outras informações acima, onde o apóstolo João fala muito bem sobre esse assunto:
Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos. (1João 5:14,15)
Aqui o apóstolo João diz claramente que, ao pedirmos alguma coisa a Deus, seremos atendidos se estivermos pedindo de acordo COM A VONTADE DO PAI. E como saber qual é a vontade do Pai? Entendendo a Justiça dele!

Em suma: vamos buscar? Vamos pedir a Deus? Vamos bater na porta dele? Então, nossas orações e petições serão prontamente atendidas se o Pai enxergar Cristo, o nosso Salvador e Rei, em nossos corações e em nossas atitudes. Assim sendo, certifique-se de estar alinhado(a) com a realidade do Reino de Deus, antes de achar que Ele não lhe ouviu ou que Ele não quer lhe atender. Deus não age fora de sua palavra, Ele não age fora de sua Justiça!

Missionária Oriana Costa


sábado, 1 de fevereiro de 2020

O perigo de entendermos errado a vontade de Deus

Este conselho da palavra de Deus nos chama a atenção para um detalhe: assim como uma arma de fogo em mãos erradas pode levar a um terrível acidente, o conhecimento da Justiça de Deus sem o entendimento correto pode ser muito danoso, tanto para quem passa como para quem recebe.

Uma pessoa bêbada que segura um ramo de espinhos tanto vai se ferir como vai ferir quem estiver perto dela. É para este perigo que a sabedoria da palavra de Deus está nos alertando.

E este alerta também é feito por um motivo importante: a falta de entendimento da Justiça de Deus é que abre as conhecidas "brechas" em nossas vidas para que o Maligno nos ataque, ou use nossas vidas para atacar outras pessoas, sabendo que nem nós nem os outros vamos lhe oferecer qualquer resistência.

Sem a iluminação do conhecimento da justiça de Deus é impossível discernir e resistir às sugestões e sutilezas do Maligno.

Por exemplo: se ao lermos algum trecho da palavra de Deus interpretarmos que "Deus é quem tira a vida das pessoas quando Ele deseja", sem observar o contexto em que  o tal trecho se insere, e desconhecendo todo o restante das informações contidas sobre a Justiça de Deus nas escrituras bíblicas, o Maligno encontra em nós uma brecha para NOS ATACAR a qualquer momento, ou atacar as vidas dos que estão perto de nós quando ele bem quiser, e nós não vamos perceber que é ele quem está agindo: e assim, não vamos lhe oferecer nenhuma resistência.

No entanto, a palavra de Deus nos ensina que Deus é bom, que Ele é Luz, e que podemos sim resistir as obras Maligno (que são morte, roubo e destruição - leia João 10:10) nos revestindo da armadura de Deus (leia Efésios 6:11-18).

Não é tarefa de Deus resistir às sutilezas e obras do Maligno: essa tarefa é nossa. E Jesus Cristo deixou isso bem claro no momento final de seu jejum, quando estava fisicamente fraco: o Diabo se aproveitou da ocasião para tentá-lo o máximo possível, sabendo quem Ele era e o motivo pelo qual estava entre nós; no entanto, Cristo resistiu à ação de Satanás COM O CONHECIMENTO DA JUSTIÇA DE DEUS. Observe que Jesus homem não orou ao Pai pedindo para ser livrado do Diabo, mas o confrontou frente a frente, resistindo-o e vencendo-o.

Então, é  bom estarmos conscientes de que a tarefa de Deus é nos fornecer os meios para discernir, rejeitar e vencer o mal, que obviamente não está vindo dele.

Então, por causa de um conhecimento equivocado da vontade de Deus, nós mesmos vamos perecendo ou vendo nossos familiares e amigos perecerem, achando que foi "Deus quem quis assim" (quando a pessoa nasce deficiente, por exemplo) ou foi "Deus quem levou" (quando as pessoas morrem), e que devemos nos resignar a isso.

A palavra de Deus nos avisa que é pela falta de entendimento da verdade que o Maligno oprime as pessoas. E a opressão não é a vontade de Deus para nós, definitivamente! Ele deseja que nós saibamos o que realmente ocorre quando alguém morre, quando sofremos, adoecemos e temos grandes perdas e prejuízos, e que possamos usar o conhecimento correto da sua Justiça para nos proteger da ação do mal, resistí-la e vencê-la.

Foi por causa disso que Jesus falou: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!"(Mateus 22:29), e é também por causa disso que no Antigo Testamento encontramos mais este alerta: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento." (Oséias 4:6)

Missionária Oriana Costa


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Série Meditando no Salmo 119 - versículos 64,65 e 66.

Ao lermos este trecho bíblico, a primeira vista poderemos pensar: o que tem a ver o fato de "a terra estar cheia do amor de Deus" com "os decretos dele"?

Pode parecer contraditório aos nossos olhos, mas o amor de Deus e os seus decretos (suas leis), SÃO UMA COISA SÓ!

Isso mesmo! O amor de Deus é a Justiça dele. E a Justiça de Deus é constituída de um conjunto de regras e leis imutáveis e infalíveis que foi criado antes do nosso universo ser formado. E hoje, temos a nossa disposição a revelação dessa justiça na pessoa de Jesus Cristo, conforme está publicado nas escrituras bíblicas.

Então, sabemos que todo o universo material foi feito com base na Justiça de Deus. E conhecê-la, portanto, é de fundamental importância para desfrutarmos uma vida plena enquanto passamos por este mundo.

É por isso que, logo após dizer que a terra está cheia do amor de Deus, o salmista pontua: "ensina-me os teus decretos". E Ele não se dirige a outra pessoa para entender como as coisas funcionam em nosso mundo e também na eternidade, senão ao nosso Criador.

Só o Deus Criador pode nos revelar suas Leis, que regem céus e terra. E o salmista o procura diretamente, baseado naquilo que já sabe sobre a pessoa de seu Criador, pois Deus promete em sua palavra se revelar a todos quantos o buscarem de todo o coração.

E quando o salmista diz: "confio em teus mandamentos", está querendo dizer que tem dado credibilidade a justiça de Deus, e tem colocado o conhecimento de Deus em primeiro lugar na sua vida, pois sabe que a Justiça de Deus é perfeita, infalível. Ele diz isso a Deus por saber que, por viver dessa maneira, terá de seu Criador o entendimento adequado de sua palavra ao buscá-lo.

Quem tem o entendimento das escrituras bíblicas e conhece a verdade consegue desfrutar na terra a realidade plena do Reino de Deus. Então, ainda está em tempo: busque a Deus na pessoa de Cristo! Faça isso de todo o seu coração, e Ele se revelará a você!


Missionária Oriana Costa.







domingo, 26 de janeiro de 2020

Não julguem fora da Justiça de Deus.


Este é um conselho muito importante de Cristo para nós. E quando Ele fala não julguem, não está nos proibindo de julgar pessoas ou situações, mas simplesmente está nos alertando: se vocês não querem ser julgados, então NÃO JULGUEM.

E Ele explica o que sempre acontecerá no momento em que julgamos os outros: nós também seremos julgados na mesma medida; se apontamos o que não gostamos nos outros, assim seremos julgados; se algo nos incomoda nas atitudes dos outros, os outros também irão encontrar motivos para nos julgar dessa forma, pois não acertamos sempre nem conseguimos agradar a todos o tempo todo.

E é isto que Cristo deseja que enxerguemos: ninguém é perfeito, a não ser Deus. Quando, eu, um ser humano imperfeito, encontro ocasião para apontar o dedo para o outro indivíduo, este também encontrará ocasião para apontar o dedo para mim!

E aí também existe um outro agravante: se não perdoamos a quem nos fez algum mal, nos colocando num patamar de perfeição, onde somente a pessoa que nos ofendeu é injusta, estamos mentindo para nós mesmos; também cometemos erros, e muitas vezes não nos arrependemos, ou omitimos nossas falhas para parecer aos outros que somos pessoas boas e íntegras.

Apesar de nos alertar que seremos julgados pelos outros no momento que julgarmos, Cristo mostra que estaremos em condições de EXORTAR alguém (e entenda este detalhe: EXORTAR é diferente de HUMILHAR, DESTRATAR!), quando estivermos CORRETOS na área em que estamos querendo chamar a atenção do outro. Cristo se refere a isso, com estas palavras: "Tire primeiro a trave (ou a viga) que está no seu olho, e aí você enxergará claramente para poder retirar o cisco que está no olho do seu irmão" (Mateus 7:5)

Jesus nos alerta que podemos AJUDAR ALGUÉM A SE CORRIGIR, desde que nós ESTEJAMOS BUSCANDO VIVER CORRETAMENTE, conforme a Justiça de Deus nos orienta.

Quem observa a vida de Cristo nos evangelhos verá que Ele mesmo fez muitos julgamentos contra os israelitas, apontando os erros que eles cometiam com relação à Lei de Moisés. No entanto, como Jesus Cristo andava corretamente, alinhado ao Pai e cumprindo a Lei minuciosamente, ninguém encontrava ocasião para dizer que Ele estava errando também.

Por este motivo, também lemos nos evangelhos que todas as acusações que os judeus fizeram contra Cristo a fim de incriminá-lo, para que Ele fosse preso e condenado à morte, foram forjadas, eram mentirosas. No entanto, esse acontecimento já estava predito nas escrituras, e Jesus não foi pego de surpresa. Ele cumpriu sua missão até o fim, mostrando que o nosso Criador está querendo paz conosco: Ele não quer nos condenar.

Por ser totalmente correto, Jesus tinha autoridade para julgar os israelitas; e em todas as vezes que Cristo os julgou, apontando seus erros, sua intenção não era de humilhá-los, mas desejava vê-los se arrepender dos seus pecados contra Deus e andarem conforme a verdade da Lei que diziam seguir, mas que, de fato, transgrediam-na o tempo todo sem nenhum arrependimento.

 Missionária Oriana Costa.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Basta a cada dia o seu mal.

Esta fala de Cristo toca profundamente dentro do coração, pois o mundo mal em que vivemos nos ensina exatamente o contrário do que Ele diz aqui.

Nós somos ensinados todos os dias a nos preocupar com o dia de amanhã, a colocar nossas expectativas em nossas próprias forças, para conseguirmos ter o que vamos precisar no dia seguinte: e quando não conseguimos, aí bate o desespero!

Nós nos aflingimos quando as circunstâncias mudam contra as nossas vontades, e quando vemos que perdemos o controle da situação; e isso acontece por colocarmos nossas confianças e expectativas em nós mesmos, ou nas promessas dos outros, ou ainda, na aparência das situações que nos parecem boas e estáveis.

Mas, Deus quer que enxerguemos que este mundo é instável e está perecendo, e que tanto nós mesmos quanto todas as outras pessoas, somos falhos e não vamos acertar sempre. Se não aprendermos a colocar a realidade do Reino de Deus em primeiro lugar em nossas vidas, nos momentos em que as situações forem desfavoráveis para nós, vamos nos entristecer, nos decepcionar e nos desesperar!

E no meio desse desespero, sem entender o porquê de estarmos passando pela adversidade, o inimigo das nossas almas agirá na sua esperteza: ele vê nossa falta de conhecimento a respeito do que Cristo ensinou, e então, se fazendo passar pelo Espírito de Deus, nos leva a achar que é Deus o responsável por nossos prejuízos, que é da vontade dele que estamos passando por dificuldades ou que Ele está nos castigando por não sermos corretos.

Observe que, no trecho bíblico da imagem, Jesus Cristo está nos ensinando que "amanhã" não será um dia só de coisas boas: também podem ocorrer adversidades, e Ele não quer que sejamos pegos de surpresa por elas.

Então, Cristo está alertando: "basta a cada dia o seu mal". Com isso, Ele está nos lembrando que, apesar de termos o que comer, o que vestir, e tudo mais o que precisarmos no mundo, tribulações e sofrimentos virão concomitantemente às bençãos (pois, o mundo jaz no maligno, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões minam e roubam) e nós precisamos estar preparados para passar por essas situações sem desespero, perseverando na fé que nos garante a herança da vida eterna. É muito importante estarmos conscientes de que, ao adquirirmos nossas cidadanias no Reino de Deus, não temos mais nada a perder neste mundo, ainda que as circunstâncias que passamos nele tentem nos convencer do contrário.

Eis o motivo de Cristo ter falado, ainda no capítulo sexto do evangelho de Mateus, para não acumularmos tesouros na terra, ou seja, não colocarmos nossas confianças e expectativas nas coisas materiais que este mundo nos oferece: pois se fizermos isso, vamos ter algumas alegrias e sensações de vitória passageiras, mas, no fim, vamos perder tudo, pois nós mesmos não levaremos nada daquilo que juntarmos aqui, a não ser AS NOSSAS PALAVRAS E AÇÕES - que, neste caso, estarão vazias da proclamação clara do Reino de Deus, frutos que o Pai espera colher em cada um de nós no tempo devido.

Assim sendo, andar conforme a justiça de Deus, viver como verdadeiros cidadãos de seu Reino nesse mundo, nos fará dar frutos de anunciação da glória desse lugar: e é desta forma que, com aquilo que falarmos e fizermos, estaremos acumulando tesouros nos céus - a herança da vida eterna, os quais durarão para sempre.

Um pouco antes de dizer as palavras do trecho bíblico postado no início desse texto, Cristo diz com clareza: "Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas (necessidades materiais) lhes serão acrescentadas."

E Ele nos diz isso com convicção e autoridade, pois, sendo Deus, Ele mesmo se responsabiliza em cumprir suas promessas sem falhar nas vidas dos que trocaram a realidade do mundo pela realidade de seu Reino: quem é justo (quem adquiriu a justificação diante do Pai pela fé em Cristo), aprenderá a semear em sua vida segundo a justiça de Deus, e colherá as bençãos de tal semeadura a seu tempo, estando consciente da verdade, sendo próspero e livrado do mal.

Missionária Oriana Costa


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Deus nunca me desamparou.

VOCÊ ESTÁ SOFRENDO??? Você não está sofrendo sozinho(a), e Deus também não deseja que você permaneça assim.

Leia este testemunho/depoimento, e pense melhor sobre si mesmo(a):

"Descobrir que sou portadora de Síndrome de Asperger (autismo de grau leve) já adulta, não me devolveu as oportunidades que eu perdi na vida. Perdi um monte de oportunidades maravilhosas, e dentre elas muitos bons empregos, e alguns estavam acessíveis e eu não enxergava por causa da limitação neurológica e da falta de ajuda.

Meus pais nunca souberam da minha condição, e fui tratada como uma pessoa neurotípica por todo o tempo que vivi com eles. Nasci com muitos talentos, mas o autismo me impediu de usá-los corretamente. Descobrir minha condição depois dos 40 não restituiu os anos perdidos tentando entender muitos dos meus problemas; no entanto, me ajudou a entender o porquê do meu comportamento diferente, das minhas reações diferentes, da minha interpretação diferente da vida, enfim.

Me ajudou também a lidar melhor comigo mesma e com os outros. Me ajudou a entender coisas que antes eu não entendia.

Eu sempre me sentia frustrada por não CONSEGUIR TER UMA VIDA NORMAL como as outras pessoas... Tudo o que é muito fácil para uma pessoa neurotípica (pessoa neurologicamente dentro do padrão), para mim é muito difícil, como por exemplo: trabalhar em equipe, fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo sem me atrapalhar (eu tenho um foco restrito), conversar besteiras, interpretar textos e certas brincadeiras (pois tenho tendência a interpretar tudo literalmente), socializar, ficar em locais com som muito alto ou com muita luz piscando (e isso sempre me faz desistir de ir a muitos eventos), dentre outras limitações.

Mas, em todos esses anos, eu não posso negar uma coisa: Deus tem me livrado e me guardado do mal até agora. Guardou a minha vida: me livrou da morte muitas e muitas vezes. Ele me guardou na minha inocência diante de situações perigosas para mim, pois a interpretação literal muitas vezes me impede de ver a maldade por trás das atitudes de pessoas mal intensionadas.

E mais: Ele não me deixou faltar absolutamente NADA, apesar de eu não ter tido sucesso em nenhum dos trabalhos que consegui (fui rejeitada nos empregos muitas vezes, sem saber o porquê), e em outros, desisti de continuar por causa da minha limitação. Muitas pessoas, sem saber da minha condição, me desprezaram, me interpretaram mal, começando pelos meus próprios pais (e depois de conhecer a Cristo eu os perdoei, pois não sabiam da minha situação).

Sofri muito, até o dia que descobri o que eu tinha. Hoje não sofro mais como antes. Estou aprendendo a lidar com minhas limitações, e procurando recomeçar minha vida, botar as coisas no lugar. Não está sendo fácil, mas também não é impossível.

Eu só agradeço a Deus por ter uma família que me ama, e por meu marido continuar casado comigo por 26 anos(!), me suportando nas minhas crises de ansiedade com depressão; essas crises são decorrentes da sobrecarga mental advinda das pressões que passo de vez em quando, tentando SER UMA PESSOA NORMAL, TENTANDO NÃO MACHUCAR OS OUTROS E NÃO PARECER ESTRANHA.

Deus realmente me guardou. Hoje sei o quanto Ele me ama, e sei que não foi da vontade dele que eu nascesse assim: e, de fato, tenho recebido dele muitos livramentos sempre, e muitas curas de enfermidades e de sintomas bem chatos que esta condição me traz. E foi com a ajuda dele que consegui descobrir o que tenho, pois nenhum dos profissionais especializados que procurei em minha cidade foram capazes de fazer o diagnóstico da minha condição.

Só agradeço a Ele por tudo. E vamos em frente... 😉

Oriana Costa - Aspie, filha, mãe, casada há 26 anos com um "anjo da guarda", formada em Farmácia pela UFRN, artista plástica, escritora, poetiza, cantora, apresentadora do programa cristão Sala Gospel e, especialmente, seguidora de Jesus Cristo.



terça-feira, 17 de setembro de 2019

Se lembrem do Reino de Deus: Ele não é deste mundo!

É de suma importância para nós, que somos cristãos, termos consciência da realidade do Reino de Deus e da justiça que opera a partir dele, para que não nos deixemos levar pela aparência do mundo em que estamos hoje.

Assista o vídeo abaixo e deixe o Rei Jesus Cristo tratar coisas importantes com você.


Se lembre do que está escrito:

"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:1,2)

"Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória". (Colossenses 3:1-4)

Missionária Oriana Costa

terça-feira, 10 de setembro de 2019

PROGRAMA SALA GOSPEL


Apresento a vocês o SALA GOSPEL, um programa focado na ANUNCIAÇÃO DO REINO DE DEUS E NO ENSINO DA SUA JUSTIÇA.

TODAS AS QUARTAS-FEIRAS, das 19:00h às 20:00h, eu, Oriana Costa, apresento o programa ao vivo. 

Cada edição trata de um tema específico do Reino de Deus, a fim de explica-lo com a máxima clareza e objetividade possível. 

O programa contém entrevistas, coberturas dos eventos onde o Ministério Águios participa, momentos de louvor e ensino da justiça do Reino de Deus. O Ministério Águios é o idealizador do programa Sala gospel. Clique aqui para conhecer o nosso trabalho.

Com toda a certeza Deus vai falar ao seu coração. Se gostar, curta e compartilhe os vídeos do programa, pois, desta forma, você estará dando uma imensa contribuição para que o REINO DE DEUS seja anunciado com mais força pela internet.

Que Deus abençôe sua vida!

Clique no link abaixo para assistir os programas gravados neste ano de 2020:

Missionária Oriana Costa.



terça-feira, 27 de agosto de 2019

O juízo de Deus

Falar sobre o juízo de Deus não é uma tarefa fácil, por ele ser proveniente de uma dimensão diferente da nossa, que é a dimensão eterna ou espiritual, mais comumente chamada de eternidade.

A princípio, precisamos lembrar que o juízo de Deus é executado apenas sobre a maldade. Partindo desse entendimento, também precisamos saber claramente o que é a maldade, de acordo com a realidade eterna (ela é um conhecimento de origem espiritual - leia a publicação "O que é a maldade", anterior a esta).

Também precisamos entender que a maldade, sendo um conhecimento de origem espiritual, não pode ser discernida por aparências ou dominada pela inteligência natural do homem, mas somente pode ser discernida e dominada por um outro conhecimento de origem espiritual, que é o conhecimento da justiça do Reino de Deus, que é a base da criação original de todo o universo material.

Então, uma vez que entra e se estabelece na mente/alma de um indivíduo, a maldade tem a capacidade de, literalmente, "se entranhar" na matéria, se misturando a ponto de não poder mais ser retirada dela. A partir daí, ela começa a direcionar o sujeito, e dessa forma, se não for discernida e bloqueada da forma correta, ela segue exercendo domínio sobre seus atos.

A maldade, ou conhecimento do bem e do mal, estabelecida na matéria viva criada por Deus (matéria com fôlego de vida/alma/inteligência), age produzindo nela pensamentos, sentimentos e desejos contrários aqueles anteriormente estabelecidos pelo Criador, pervertendo a maneira pela qual aquela matéria viva foi originalmente criada para funcionar.

Por esse motivo, a maldade é geradora de morte, tanto espiritualmente como materialmente falando; e essa morte, se processa nas duas dimensões da seguinte forma: espiritualmente, o conhecimento da maldade fica ligado ao indivíduo para sempre, retirando-o de dentro do Reino de Deus, o que caracteriza sua morte espiritual; fisicamente, ela domina sobre a matéria viva fazendo-a proceder de maneira diferente (hostil a si mesma) daquela que foi instituída pelo Criador.

E, deste modo, o juízo decretado por Deus eternamente sobre ela não poderia ser outro diferente da destruição, e este juízo foi instituído antes mesmo do nosso universo material existir. Em Gênesis 1:3,4 observamos que Deus cria uma luz, no entanto, essa luz não é aquela que nossos olhos captam no nosso mundo material, e sim uma legislação para julgar e condenar as trevas, ou julgar e condenar o conhecimento do bem e do mal onde quer que ele esteja instalado.

Então, voltando ao raciocínio do início do nosso texto, como na eternidade as coisas estão estabelecidas e funcionam de maneira diferente do nosso mundo material, se torna mesmo dificultosa a tarefa de explicar como se dá a aplicação das leis instituídas da realidade desse lugar para a nossa, visto que não estamos enxergando a dimensão eterna para poder estabelecer um padrão de comparação coerente entre as duas realidades.

Contudo, na Bíblia Sagrada, a existência e funcionalidade da dimensão eterna é explicada de uma forma engenhosa, por meio das parábolas ditas por Jesus Cristo. Através delas Ele estabelece uma maneira eficiente de comparação que usa apenas situações que conhecemos em nosso mundo, porém, nos dando uma visão objetiva de como Deus julga a ação do mal fisicamente falando.

Então, usar o método de explicação por parábolas, portanto, mostra maior eficácia a fim de nos dar uma noção de como a justiça do Reino de Deus funciona sobre a maldade, e como tal julgamento sobre o mal acontece em nosso mundo.

O juízo de Deus sobre a maldade em nosso mundo, portanto, pode ser entendido da seguinte maneira:

Imagine que um pai de família, todos os dias, antes de dormir, fazia uma inspeção em sua despensa, olhando o interior dos armários de sua cozinha, para ver se estava tudo em ordem. Então, certa noite, ao averiguar os mantimentos guardados na cozinha, observou que alguns sacos de grãos e de cereais estavam furados, e alguns alimentos, mordidos e roídos. 

Sua cozinha estava sendo invadida por ratazanas. Elas vinham já bem tarde, quando todos estavam dormindo na casa, e assim ninguém conseguia vê-las; somente se via o rastro de destruição que estavam deixando. Assim sendo, antes que aqueles roedores destruíssem e devorassem todos os mantimentos, e também trouxessem enfermidades para todos na família, aquele homem tomou as providências: ele armou algumas ratoeiras especiais ao redor da casa, a fim de exterminar aquela praga. Essas tais ratoeiras podiam ser condideradas infalíveis, então era a morte certa das ratazanas.


Após armar as ratoeiras, ele avisou a sua família sobre o que estava acontecendo, e contou a todos onde as ratoeiras estavam armadas, e como elas funcionavam, advertindo expressamente aos seus filhos que não encostassem nelas, pois ofereciam grande perigo: uma vez que alguém encoste em alguma delas desapercebidamente, ela se desarma sobre a presa, fazendo-a sofrer com muitas dores até a morte. E elas só soltam a presa mediante o reconhecimento da voz do administrador.


Seus filhos entenderam o aviso e foram se deitar. No dia seguinte, todos se levantaram e foram fazer suas atividades rotineiras. O tempo foi passando, e alguns dos filhos daquele homem se esqueceram das ratoeiras, e, passando pelos locais onde elas estavam armadas sem prestarem a devida atenção aonde estavam pisando, encostaram nelas, e começaram a gritar de dor. Eles não podiam tirá-las de seus corpos, pois se tentassem fazê-lo iam arrancar um pedaço de sua carne.


Até que o pai ouvisse os seus gritos e chegasse para socorrê-los, e finalmente dar o comando de voz, eles permaneceram sofrendo.


A parábola acima, portanto, serve para que possamos entender alguns pontos importantes sobre o juízo de Deus:
  • Primeiro: o juízo de Deus não foi feito para o homem, mas para ser aplicado somente sobre a maldade.
  • Segundo: quando o homem está longe de seu Criador, ignorando a justiça do Reino de Deus, não é capaz de ver sua condição espiritualmente, e, consequentemente, fica sem condições de discernir a presença da maldade em sua alma e em seu corpo para dominá-la; assim, ele sofre o juízo que seria para ser aplicado somente sobre a maldade.
  • Terceiro: a maldade não foi criada por Deus.
  • Quarto: Deus nunca desejou nem deseja o nosso sofrimento e a nossa morte, e, definitivamente, Ele não é o responsável pelas enfermidades, prejuízos e enganos que sofremos neste mundo por não estarmos atentos à realidade eterna a qual estamos submissos.
  • Quinto: Deus sempre quer o nosso bem, sempre deseja nos livrar da ação do mal, e nos manter livres da escravidão que a maldade nos impõe. E mesmo após o homem cair no domínio da maldade, Ele não poupou esforços para livrar sua criação desse terrível prejuízo. 
              
Missionária Oriana Costa
     

Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...