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domingo, 26 de janeiro de 2020

Não julguem fora da Justiça de Deus.


Este é um conselho muito importante de Cristo para nós. E quando Ele fala não julguem, não está nos proibindo de julgar pessoas ou situações, mas simplesmente está nos alertando: se vocês não querem ser julgados, então NÃO JULGUEM.

E Ele explica o que sempre acontecerá no momento em que julgamos os outros: nós também seremos julgados na mesma medida; se apontamos o que não gostamos nos outros, assim seremos julgados; se algo nos incomoda nas atitudes dos outros, os outros também irão encontrar motivos para nos julgar dessa forma, pois não acertamos sempre nem conseguimos agradar a todos o tempo todo.

E é isto que Cristo deseja que enxerguemos: ninguém é perfeito, a não ser Deus. Quando, eu, um ser humano imperfeito, encontro ocasião para apontar o dedo para o outro indivíduo, este também encontrará ocasião para apontar o dedo para mim!

E aí também existe um outro agravante: se não perdoamos a quem nos fez algum mal, nos colocando num patamar de perfeição, onde somente a pessoa que nos ofendeu é injusta, estamos mentindo para nós mesmos; também cometemos erros, e muitas vezes não nos arrependemos, ou omitimos nossas falhas para parecer aos outros que somos pessoas boas e íntegras.

Apesar de nos alertar que seremos julgados pelos outros no momento que julgarmos, Cristo mostra que estaremos em condições de EXORTAR alguém (e entenda este detalhe: EXORTAR é diferente de HUMILHAR, DESTRATAR!), quando estivermos CORRETOS na área em que estamos querendo chamar a atenção do outro. Cristo se refere a isso, com estas palavras: "Tire primeiro a trave (ou a viga) que está no seu olho, e aí você enxergará claramente para poder retirar o cisco que está no olho do seu irmão" (Mateus 7:5)

Jesus nos alerta que podemos AJUDAR ALGUÉM A SE CORRIGIR, desde que nós ESTEJAMOS BUSCANDO VIVER CORRETAMENTE, conforme a Justiça de Deus nos orienta.

Quem observa a vida de Cristo nos evangelhos verá que Ele mesmo fez muitos julgamentos contra os israelitas, apontando os erros que eles cometiam com relação à Lei de Moisés. No entanto, como Jesus Cristo andava corretamente, alinhado ao Pai e cumprindo a Lei minuciosamente, ninguém encontrava ocasião para dizer que Ele estava errando também.

Por este motivo, também lemos nos evangelhos que todas as acusações que os judeus fizeram contra Cristo a fim de incriminá-lo, para que Ele fosse preso e condenado à morte, foram forjadas, eram mentirosas. No entanto, esse acontecimento já estava predito nas escrituras, e Jesus não foi pego de surpresa. Ele cumpriu sua missão até o fim, mostrando que o nosso Criador está querendo paz conosco: Ele não quer nos condenar.

Por ser totalmente correto, Jesus tinha autoridade para julgar os israelitas; e em todas as vezes que Cristo os julgou, apontando seus erros, sua intenção não era de humilhá-los, mas desejava vê-los se arrepender dos seus pecados contra Deus e andarem conforme a verdade da Lei que diziam seguir, mas que, de fato, transgrediam-na o tempo todo sem nenhum arrependimento.

 Missionária Oriana Costa.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Basta a cada dia o seu mal.

Esta fala de Cristo toca profundamente dentro do coração, pois o mundo mal em que vivemos nos ensina exatamente o contrário do que Ele diz aqui.

Nós somos ensinados todos os dias a nos preocupar com o dia de amanhã, a colocar nossas expectativas em nossas próprias forças, para conseguirmos ter o que vamos precisar no dia seguinte: e quando não conseguimos, aí bate o desespero!

Nós nos aflingimos quando as circunstâncias mudam contra as nossas vontades, e quando vemos que perdemos o controle da situação; e isso acontece por colocarmos nossas confianças e expectativas em nós mesmos, ou nas promessas dos outros, ou ainda, na aparência das situações que nos parecem boas e estáveis.

Mas, Deus quer que enxerguemos que este mundo é instável e está perecendo, e que tanto nós mesmos quanto todas as outras pessoas, somos falhos e não vamos acertar sempre. Se não aprendermos a colocar a realidade do Reino de Deus em primeiro lugar em nossas vidas, nos momentos em que as situações forem desfavoráveis para nós, vamos nos entristecer, nos decepcionar e nos desesperar!

E no meio desse desespero, sem entender o porquê de estarmos passando pela adversidade, o inimigo das nossas almas agirá na sua esperteza: ele vê nossa falta de conhecimento a respeito do que Cristo ensinou, e então, se fazendo passar pelo Espírito de Deus, nos leva a achar que é Deus o responsável por nossos prejuízos, que é da vontade dele que estamos passando por dificuldades ou que Ele está nos castigando por não sermos corretos.

Observe que, no trecho bíblico da imagem, Jesus Cristo está nos ensinando que "amanhã" não será um dia só de coisas boas: também podem ocorrer adversidades, e Ele não quer que sejamos pegos de surpresa por elas.

Então, Cristo está alertando: "basta a cada dia o seu mal". Com isso, Ele está nos lembrando que, apesar de termos o que comer, o que vestir, e tudo mais o que precisarmos no mundo, tribulações e sofrimentos virão concomitantemente às bençãos (pois, o mundo jaz no maligno, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões minam e roubam) e nós precisamos estar preparados para passar por essas situações sem desespero, perseverando na fé que nos garante a herança da vida eterna. É muito importante estarmos conscientes de que, ao adquirirmos nossas cidadanias no Reino de Deus, não temos mais nada a perder neste mundo, ainda que as circunstâncias que passamos nele tentem nos convencer do contrário.

Eis o motivo de Cristo ter falado, ainda no capítulo sexto do evangelho de Mateus, para não acumularmos tesouros na terra, ou seja, não colocarmos nossas confianças e expectativas nas coisas materiais que este mundo nos oferece: pois se fizermos isso, vamos ter algumas alegrias e sensações de vitória passageiras, mas, no fim, vamos perder tudo, pois nós mesmos não levaremos nada daquilo que juntarmos aqui, a não ser AS NOSSAS PALAVRAS E AÇÕES - que, neste caso, estarão vazias da proclamação clara do Reino de Deus, frutos que o Pai espera colher em cada um de nós no tempo devido.

Assim sendo, andar conforme a justiça de Deus, viver como verdadeiros cidadãos de seu Reino nesse mundo, nos fará dar frutos de anunciação da glória desse lugar: e é desta forma que, com aquilo que falarmos e fizermos, estaremos acumulando tesouros nos céus - a herança da vida eterna, os quais durarão para sempre.

Um pouco antes de dizer as palavras do trecho bíblico postado no início desse texto, Cristo diz com clareza: "Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas (necessidades materiais) lhes serão acrescentadas."

E Ele nos diz isso com convicção e autoridade, pois, sendo Deus, Ele mesmo se responsabiliza em cumprir suas promessas sem falhar nas vidas dos que trocaram a realidade do mundo pela realidade de seu Reino: quem é justo (quem adquiriu a justificação diante do Pai pela fé em Cristo), aprenderá a semear em sua vida segundo a justiça de Deus, e colherá as bençãos de tal semeadura a seu tempo, estando consciente da verdade, sendo próspero e livrado do mal.

Missionária Oriana Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...