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sábado, 24 de outubro de 2020

Quem perder a vida por minha causa, a encontrará.


No trecho em questão, Cristo está falando palavras muito fortes e desafiadoras aos seus discípulos. Nesta pequena parte do capítulo 16 do Evangelho de Mateus, o Rei Jesus está dizendo o seguinte: se alguém pensa que vai salvar sua vida seguindo os princípios deste mundo, está enganado, pois vai perdê-la; no entanto, quem abdicar dos princípios do mundo e colocar os princípios do meu Reino em primeiro lugar em sua vida, seguindo-os sem duvidar, encontra e recebe a vida verdadeira.

Os princípios ou a justiça do mundo não guiam as pessoas até a fonte de vida verdadeira, porque NÃO SÃO PUROS: eles estão embasados no conhecimento do bem e do mal (que é a famosa "maldade" - Gn 2:9, Gn 2:17). Então, os sistemas do mundo prometem saúde, segurança, paz, alegria, diversão, proteção, mas estão firmados nas APARÊNCIAS das situações e nos sentimentos humanos, que são instáveis e falhos. 

Assim sendo, as promessas vindas do mundo não são plenamente confiáveis, visto que as situações que as pessoas passam no mundo e os sentimentos humanos mudam constantemente: ora as pessoas estão felizes, porque a situação está muito boa para elas, ora estão infelizes, porque as circunstâncias estão ruins e elas não sabem como fazer para revertê-las. 

Por estarem embasados no conhecimento do bem e do mal, portanto, os princípios e promessas do mundo trazem sucesso, alegria, paz e segurança misturados a muitas frustrações, decepções, tristezas, medos, dúvidas e prejuízos em todo o tempo; e tais preceitos não guiam as pessoas a nenhum outro lugar senão ao próprio mundo, cujo fim é a morte, a destruição.

Já os princípios do Reino de Deus, que constituem a justiça de Deus, são imutáveis e não variam jamais. Eles são estáveis e nos direcionam para a fonte de vida, que é o nosso Criador; isso acontece porque estão embasados na própria natureza dele: o nosso Criador é separado do mal (por isso Ele é chamado Santo), nele não há a operação da maldade. 

A natureza de Deus é totalmente pura, por isso podemos confiar plenamente nele e em tudo o que vem dele. E tudo o que vem de Deus É SEMPRE BENÉFICO aos seres humanos, visto que fomos criados por Ele a sua imagem e semelhança. Portanto, quem segue a Cristo e aprende os princípios do Reino de Deus, buscando praticá-los, é levado a usufruir da realidade desse lugar no mundo, que é a vida abundante, a vida eterna. 

Mas, seguir a Cristo em meio à operação do conhecimento do bem e do mal que segue atuando espiritualmente em nossos corpos não é algo fácil. Esse conhecimento age contrariando os princípios da criação, e, consequentemente, ele contende contra a justiça de Deus todo o tempo. 

Isso significa que aqueles que insistirem em viver de todo o coração a verdade revelada por Cristo vão sofrer certos tipos de aflições: primeiro dentro de si mesmos, lutando para não atenderem os desejos contrários à justiça de Deus provenientes de seus próprios corpos; e, segundo, no mundo, sofrendo perseguições, calúnias, difamações, abandono, rejeição, preconceitos, prejuízos materiais, e até mesmo estando sob o risco de serem mortos por causa do ódio nos corações dos que não vivem segundo os princípios do Reino de Deus. 

Isso não quer dizer, absolutamente, que as pessoas que vivem segundo a realidade do mundo sofram menos: conflitos, medo, desespero, mentiras, violência, doenças e morte fazem parte da rotina normal de alguém que vive de acordo com o conhecimento do bem e do mal. 

Porém, há uma diferença especial entre estas duas situações: os que sofrem por viverem segundo os princípios do mundo não entendem bem o porquê de suas tribulações, não tem certeza do que lhes sobrevirá no futuro (a não ser a morte), e seus sentimentos variam conforme mudam as situações; os que sofrem por viverem segundo os princípios da justiça de Deus discernem de onde está vindo as situações difíceis que passam e tem a autoridade dada por Cristo para bloquear a ação da maldade em suas vidas, tem certeza do que lhes acontecerá no futuro (vida eterna) e seus sentimentos estão embasados não na instabilidade do mundo, mas, no conhecimento estável da justiça de Deus, o que lhes proporciona usufruírem da paz e alegria verdadeiras, ainda que estejam em situações difíceis (Jo 14:27, 2Co 4:16-18).

Cristo passou por situações bem complicadas e de uma forma bem intensa, durante o tempo de seu ministério terreno; e não foi diferente o que aconteceu com os apóstolos, após a morte e ressurreição de Jesus. No entanto, todos eles perseveraram naquilo que "conheciam" e não tinham qualquer dúvida de que, mesmo que as aparências apontassem perdas e sofrimentos, eles estavam sendo mais que vencedores. 

Eles negaram seus desejos terrenos a fim de atenderem ao chamado que o Pai estava lhes fazendo, para que, além de viverem a justiça de Deus no mundo, também anunciassem o Seu Reino onde estivessem. E, assim como os apóstolos, que IMITARAM O PROCEDIMENTO DE CRISTO dando o fruto que Deus esperava colher deles, todos os que desejam usufruir da maravilhosa realidade do Reino de Deus agora e após a volta de Cristo estão agindo da mesma forma.

Foi por isso que ao ensinar seus discípulos o Rei Jesus Cristo disse: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me."

Deus deseja que toda a humanidade usufrua da realidade maravilhosa de Seu Reino (essa é a sua única e boa, agradável e perfeita vontade) apesar de saber que nem todos crerão na aliança de paz que Ele estabeleceu entre si mesmo e os homens. E esta notícia o nosso Criador faz com que seja de várias formas e insistentemente anunciada através dos séculos até que o tempo desse trabalho esteja plenamente cumprido.

Concluindo, Jesus nos mostra com seu ensino que neste mundo os seres humanos sempre terão que perder algumas coisas em prol do ganho de outras. E, no propósito de se ganhar alguma coisa, existem apenas dois caminhos para trilhar: aquele onde se escolhe trabalhar para si mesmo (este é o caminho largo), a fim de ganhar aquilo que o mundo oferece, porém, onde se perde a alma, pois os homens não tem como pagar o preço de suas próprias vidas; e aquele onde se escolhe trabalhar para Deus, perseverando em viver de acordo com o Seu Reino (este é o caminho apertado) e anunciando ao mundo este lugar: os que assim procedem se tornam herdeiros da vida eterna, pois o preço de suas vidas está pago pelo mais que suficiente sacrifício de Cristo.

Missionária Oriana Costa.




terça-feira, 22 de setembro de 2020

O fermento dos fariseus e dos saduceus.


No trecho bíblico que vamos analisar aqui, Jesus está ensinando mais uma vez aos seus discípulos através de uma pequena parábola.

Para podermos entender bem sobre o alerta que Jesus está dando aos seus discípulos nesse trecho, é bom contextualizá-lo. Abaixo vamos ler o que aconteceu, um pouco antes de Cristo falar sobre o tal "fermento" dos fariseus e saduceus:

Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram à prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do céu. Ele respondeu: "Quando a tarde vem, vocês dizem: ‘Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho’, e de manhã: ‘Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado’. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos! Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". Então Jesus os deixou e retirou-se. Indo os discípulos para o outro lado do mar, esqueceram-se de levar pão. Disse-lhes Jesus: "Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus". (Mateus 16:1-6)

Essa frase dita pelo Rei Jesus, na verdade, é o fechamento de uma sucessão de eventos, que aconteceram na seguinte ordem: peregrinando pela região da Galileia, Jesus foi a Tiro e Sidom, e saindo do meio dos povoados foi acampar à beira mar, onde uma grande multidão o acompanhou. Depois, Ele foi de barco para um outro lugar também próximo dali, chamado Magadã.

E antes de se despedir dos habitantes de Tiro e Sidom, Jesus realizou PELA SEGUNDA VEZ(!) o milagre da multiplicação dos pães e peixes, para alimentar a multidão de cerca de 4.000 indivíduos que o seguia (Leia o capítulo 15 de Mateus).

Provavelmente, quando Jesus chegou em Magadã, já devia estar famoso lá, por causa dos milagres maravilhosos que andou realizando nas cidades vizinhas e, especialmente, por causa desse último. E, certamente, Ele deu continuidade à anunciação do Reino de Deus em mais essa cidade, provando sua existência e funcionalidade através dos milagres e prodígios sem igual que aconteciam através dele.

No inicio do capítulo 16 de Mateus, observamos que algum tempo depois de chegar a Magadã, como já era de se esperar, Cristo recebe novamente a visita dos fariseus e saduceus que moravam ali, e que vieram averiguar quem era aquele indivíduo sobre o qual as pessoas estavam falando tanto.

Seus discípulos, mais uma vez, presenciaram aqueles homens religiosos e influentes tentando persuadir Jesus; e mais uma vez ouviram o Cristo responder a eles com a sabedoria que lhe fora dada pelo Pai, deixando-os sem reação. Depois que isso aconteceu, Jesus saiu de Magadã e novamente entrou no barco com seus discípulos, atravessando o mar da Galileia para agora ir à região de Cesaréia.

Enquanto estavam nessa viagem, Cristo então aproveita para ensinar os discípulos através de mais uma parábola, aonde novamente seus alunos ficam sem entender sobre o que seu mestre estava falando.

No mesmo capítulo do trecho que estamos analisando aqui, alguns versículos à frente, Jesus explica do que se tratava "o fermento" que mencionou em sua fala: era "o ensino" equivocado sobre Deus que os homens religiosos, e que tinham muita influência em Israel à época, estavam passando para o povo. O conhecimento que eles tinham era tão enganoso que não conseguiam enxergar diante de si os sinais que Jesus já estava dando na cidade deles, de que era o Messias que eles diziam estar esperando.

Por isso, quando vieram falar com Jesus, por não conseguirem enxergar nem entender a manifestação do Reino de Deus, foram tolos a ponto de pedir ao Cristo que "lhes mostrasse um sinal do céu"!

Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos! Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". (Mateus 16:3,4)

Voltemos para a cena do barco... Jesus aproveita a ocasião do esquecimento do pão e da preocupação que certamente seus discípulos tiveram naquele momento em adquirir comida, para abrir os seus olhos acerca da forma como os homens religiosos e influentes em Israel iriam agir para desviá-los da verdade: eles iriam aproveitar para "saciar a fome de justiça" que havia naturalmente em seus corações com um conhecimento totalmente equivocado sobre Deus.

Levados PELA SITUAÇÃO de estarem com fome, mas não terem o que comer naquele momento, eles esqueceram o milagre da multiplicação dos pães e peixes, que Jesus tinha operado há poucos dias em Tiro e Sidom, e que Cristo (o Filho de Deus!) estava ali ao lado deles. Isso aconteceu com os discípulos porque apesar de crerem que Jesus era um enviado de Deus, ou era o Messias, ainda não entendiam o Reino de Deus que Jesus perseverava em lhes ensinar e, por isso, a fé que eles tinham ainda era bem pequena, e estava se iniciando.

Devemos lembrar que a fé verdadeira em Deus provém do conhecimento de Seu Reino, por isso precisamos nos empenhar em aprender o máximo que pudermos sobre esse lugar e sobre a justiça que opera a partir dele.

"Homens de pequena fé, por que vocês estão discutindo entre si sobre não terem pão? Ainda não compreendem? Não se lembram dos cinco pães para os cinco mil e de quantos cestos vocês recolheram? Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos recolheram? Como é que vocês não entendem que não era de pão que eu estava lhes falando? Mas tomem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus". Então entenderam que não estava lhes dizendo que tomassem cuidado com o fermento de pão, mas com o ensino dos fariseus e dos saduceus. (Mateus 16:8-12)

Lendo essa passagem percebemos que nossa situação espiritual ou "o tamanho" da nossa fé irá se revelar ou se manifestar através de nossas ações e reações às situações corriqueiras no mundo. Dessa maneira, foi observando o comportamento dos discípulos que o Rei Jesus soltou o alerta, pois viu na preocupação deles com a falta do que comer na viagem que eles ainda não estavam percebendo e entendendo o Reino de Deus.

Assim como nós alimentamos nossos corpos com comida, nossos corações são alimentados com todas as informações que aceitamos como verdades para nós. E assim como o conhecimento do Reino de Deus age como um fermento que é colocado na preparação dos pães, onde a levedura do fermento se multiplica dentro da massa, fazendo-a aumentar de volume, qualquer outro tipo de conhecimento terá a mesma ação dentro dos corações das pessoas

Aqueles homens religiosos estavam todo o tempo oferecendo ao povo "um pão" muito atrativo, que parecia muito bom, que promovia uma aparência de espiritualidade e sabedoria, mas que de fato estava levedado por um fermento maligno, que levava as pessoas a agirem contra a Justiça de Deus.

Essa é a estratégia que Satanás sempre usa, desde que enganou Eva no Jardim, para persuadir as pessoas a provarem do seu conhecimento: ele trás resultados muito bons e "aparentemente mais rápidos" do que o conhecimento da Justiça de Deus, mas, com o passar do tempo, faz com que as pessoas se tornem escravas de si mesmas e não desfrutem da plenitude da vida, dada gratuitamente por Deus aos homens desde que foram criados.

Este tal fermento, ao qual Jesus se refere, são INFORMAÇÕES provenientes das vaidades humanas advindas dos desejos e sentimentos do corpo e da alma, e também da aparência das coisas do mundo, que estão misturadas ao conhecimento da Justiça de Deus declarado em Sua Palavra; essa mistura de conhecimentos é capaz de fazer alguém se sentir muito sábio e eloquente, muito espiritual, mas que, no entanto, encobre o Reino de Deus, que só pode ser visualizado pela palavra de Deus.

Esse conhecimento misturado coloca o foco do indivíduo nas coisas terrenas, geralmente trazendo grande confusão à mente das pessoas e, assim, impede que o indivíduo conheça Deus verdadeiramente e conheça a si mesmo, pois fomos criados por Ele à Sua imagem e semelhança. É por causa dessa confusão que esse conhecimento misturado trás à mente das pessoas que, muitas delas, depois de algum tempo, não conseguem continuar congregando após a chamada "conversão": por não conseguirem entender o Reino de Deus. Tais indivíduos começam a identificar muitos erros, especialmente no comportamento das lideranças, e acabam tornando-se insatisfeitos com o que ouvem e veem.

Desta forma, devemos ter em mente que "o pão" que Deus nos dá está fermentado com o conhecimento do Reino do Deus, que é totalmente bom e justo. As informações que vêm diretamente de Deus são sempre puras, dignas de confiança e de plena aceitação, pois explicarão claramente o que acontece conosco. Nelas não há maldade e podemos acessá-las na certeza de que a fome da Justiça de Deus que há em nossos corações será plenamente saciada, e que não seremos enganados de maneira alguma.

É importante notar que, ao contrário do conhecimento religioso – que está sempre à mão e facilmente pode ser adquirido no mundo de diversas formas – o conhecimento do Reino de Deus está escondido em Sua Palavra e precisa ser desejado, buscado de todo o coração, para que possa ser acessado e entendido claramente.

Concluindo: Através dessa curta parábola, Jesus estava ensinando seus discípulos a não se deixar influenciar pelos desejos da carne, pelo imediatismo de suas almas e corpos, pois se assim fizessem, eles acabariam dando preferência aos ensinos aparentemente "mais espirituais" que estavam sendo oferecidos ali, bem perto deles, capazes de satisfazê-los quase que instantaneamente, mas que iriam privá-los de enxergar e usufruir da realidade perfeita do Reino de Deus e crescer na fé genuína.

Texto: Missionária Oriana Costa
Edição: Pr. Wendell Costa
 

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Em sua própria casa é que um profeta não tem honra.

Este trecho do evangelho é bem conhecido; ele é usado por muitos pregadores e indivíduos com chamado profético para justificar o fato de não serem levados em consideração ou não valorizados nos locais onde congregam ou em suas próprias famílias.

De fato, com estas palavras, Jesus estava dizendo que naquele momento de seu ministério Ele não estava sendo levado em consideração em sua própria cidade, apesar da sabedoria que demonstrava ter e dos sinais miraculosos que eram realizados por Ele.

No entanto, não foi só em Carfanaum, a cidade onde Jesus residia, que isso aconteceu; em alguns outros locais de Israel por onde Ele passou anunciando o Seu Reino as pessoas também não acreditaram nele, como aconteceu nas cidades de Corazim e Betsaida.

E como já sabemos, ao final do capítulo 12 desse mesmo evangelho vemos que naquele tempo a própria familia de Jesus também não cria nele, porque ainda não conseguia enxergar quem Ele era. (Clique aqui para entender a reação da família de Jesus)

Porém, tal comportamento das pessoas já era esperado, visto que foi profetizado muito antes do Cristo ser enviado como é que as coisas aconteceriam quando Ele se manifestasse ao povo de Israel:

Ele disse: Vá, e diga a este povo: Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados. (Isaías 6:9,10)

Como podemos observar, ainda no capítulo 13 do evangelho de Mateus o Rei Jesus faz menção desse trecho de Isaías, nos versículos 14 e 15, após ensinar ao povo sobre o Reino de Deus com a parábola do semeador.

Portanto, apesar de ter afirmado que um profeta não é honrado em sua terra e em sua casa, por não ter sido considerado, o Rei Jesus não estava frustrado com a situação. De fato, com essas palavras Ele estava fazendo alusão ao que o povo de Israel já havia feito aos homens que Deus tinha levantado para admoestar aquela nação no passado.

O Cristo não buscava reconhecimento de ninguém pelo seu trabalho, pois já estava ciente do que aconteceria. Mesmo não sendo aceito ou compreendido pela maioria, Ele sabia que deveria prosseguir com sua missão até o fim, sem se deixar levar pela rejeição que sofria, e foi exatamente isso que Ele fez. Ele prosseguiu olhando para o Pai para mostrar a todos que Deus realmente nos ama e não deseja a nossa destruição.

O que estava acontecendo ali é que a maioria das pessoas reagia com incredulidade porquê ao invés de prestarem atenção no que Jesus ensinava e nos milagres extraordinários que realizava, estava olhando para a sua aparência física, filiação e status social, tentando compreender como um homem aparentemente comum daquela região poderia ser tão sábio e ser tão cheio do poder de Deus.

O trecho a seguir mostra a reação das pessoas em Carfanaum ao presenciarem a manifestação do Messias diante delas:

Chegando à sua cidade, começou a ensinar o povo na sinagoga. Todos ficaram admirados e perguntavam: "De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas? - E ficavam escandalizados por causa dele. (Mateus 13:54-56)

É interessante notar que especialmente os milagres que eram operados por Jesus Cristo não podiam de forma alguma serem de procedência maligna, como alguns fariseus diziam movidos por inveja. Só o Criador de todas as coisas poderia fazer acontecer as coisas fantásticas que o povo estava presenciando pela vida do Rei Jesus.

Mas, a maioria daqueles indivíduos não conseguiu discernir o que via, por estar entregue a uma insensibilidade espiritual advinda de ensinamentos falsos que entraram em seus corações e obscureceram seus entendimentos; tradições mundanas foram ensinadas ao povo misturadas com as escrituras ao longo dos anos, como se as escrituras não fossem suficientes para dar entendimento correto, como é o caso do que ocorria no farisaísmo.

E sabemos disso pelas vezes que Jesus confrontou os fariseus, apontando-lhes as heresias que estavam cometendo, como vemos no trecho a seguir:

Alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram:
Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer! - Respondeu Jesus: E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês. Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
(Mateus 15:1-8)

Esses conhecimentos falsos fizeram com que os israelitas ficassem esperando um messias com uma aparência de rei conforme o mundo, sem atentarem para certos detalhes das escrituras que especificavam sobre como realmente o Cristo seria enviado por Deus e como Ele se manifestaria ao povo. Então, a vinda do Messias e todas as suas realizações aconteceram exatamente como está escrito, mas, a maioria dos judeus, apesar de conhecerem as escrituras, não conseguiu discernir o cumprimento delas diante deles.

Por estar enganada com ensinos falsos e não conseguir ligar o conhecimento que tinha das escrituras com as informações que estavam recebendo naquele momento por Jesus, grande parte do povo de Israel não enxergou que o Reino de Deus, na verdade, não tem origem no mundo material que conhecemos, e que é uma realidade espiritual perfeita e muito mais alta do que aquela que conhecemos neste mundo.

Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Não há nada novo debaixo do sol.

Este trecho de Eclesiastes, um dos livros do Antigo Testamento, é muito interessante por nos levar a pensar sobre algo que geralmente não pensamos: a nossa verdadeira realidade.

O fechamento do raciocínio do trecho bíblico que está na imagem que abre o nosso texto se dá com as seguintes palavras:

Haverá algo de que se possa dizer: "Veja! Isto é novo! "? Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época. Ninguém se lembra dos que viveram na antigüidade, e aqueles que ainda virão tampouco serão lembrados pelos que vierem depois deles.

(Rei Salomão, Eclesiastes 1:10,11)

Então, prosseguindo com a leitura de Eclesiastes, observamos o Rei Salomão explicar que não há nada que possamos dizer que é novidade na face da terra, porque elas estão sempre se repetindo.

Antes da maldade entrar no coração do homem, porém, a situação não era essa. Quando foi criado por Deus, o homem tinha acesso a todo o conhecimento espiritual acoplado ao material proveniente do seu Criador, e esse conhecimento é infinito. Ele vem trazendo sempre algo novo, agradável e útil para o homem. E Deus não compartilhava tudo de uma vez, pois assim o homem ficaria confuso, e não teria condições de compreender e também utilizar todas as informações de uma forma que lhe fosse saudável.

O conhecimento de Deus era diariamente entregue por Ele mesmo à humanidade, de forma gradual e progressiva, e assim todas as pessoas iam crescendo e amadurecendo em todas as áreas de suas vidas sem sofrimentos desnecessários, sem experimentarem sobrecarga de trabalho ou dúvidas que não fossem retiradas, sem experimentarem angústias de quaisquer natureza. Eles não precisavam sofrer para solucionarem situações, pois tinham acesso a todo conhecimento necessário direto DA FONTE!

No momento em que o homem escolheu viver independente de Seu Criador e se separou dEle, saindo do Reino de Deus, ele começou a resolver as situações conforme os desejos advindos da influência da maldade dentro de si, e não se interessava mais em acessar o Criador, ainda que este tentasse convencê-lo de que suas decisões iam lhe trazer sérias consequências, pois estavam desconectadas dos preceitos de Seu Reino, e, portanto, estavam indo de encontro a eles. 

O grande problema de agirmos conforme nossas paixões, ou segundo o que as aparências das coisas nos sugerem, é que isso provém da influência da maldade que se encontra naturalmente dentro de nós, e a qual o nosso Criador odeia. E Deus não pode tolerar a maldade, pois, toda vez que os seres humanos agem de acordo com o mal, estão sendo contrários aos princípios do Reino de Deus, e também estão agindo contra si mesmos, visto que todas as coisas foram criadas através desses princípios, e isso inclui o próprio homem.

O que Adão e Eva talvez não tivessem ideia, ou simplesmente não lembraram, quando se deixaram persuadir pelo Diabo, é que o conhecimento material sem estar associado ao espiritual fica sem sentido, e se torna finito, pois todo o universo material veio da realidade espiritual. Sem estar associado ao conhecimento espiritual, o conhecimento do mundo fica sem mais novidades, sem que haja mais nada a se acrescentar, de maneira que tudo acaba se tornando uma grande repetição que o homem sozinho, sem a participação de Deus, não tem o poder de modificar. 

Estudando o conteúdo da Bíblia e comparando com tudo o que acontece no mundo, percebemos que todas as coisas tem começo e fim; e depois que chegam ao estágio final inicia-se um novo começo da mesma coisa, que pode acontecer exatamente da mesma maneira ou com alguma variação na aparência, mantendo porém a mesma essência.

O homem não tem capacidade de acessar todas informações desde a sua criação sem a ajuda de Deus, e estando separado dEle, fica limitado e não tem condições de saber de tudo o que aconteceu no passado; assim, suas experiências no mundo acabam ficando sem nenhum sentido, dando a impressão de que as coisas parecem estar acontecendo aleatoriamente, se apenas as conclusões acerca do que acontece conosco e ao nosso redor estão sendo tiradas a partir da aparência material. 

Contudo, pelas escrituras bíblicas, sabemos que todas as coisas em nosso mundo e no universo estão embasadas por leis que não foram criadas pelo homem e as quais ele também não pode mudar, e que determinam os tempos e maneiras de cada coisa acontecer na natureza e também nas vidas das pessoas:

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço? Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.

(Rei Salomão, Eclesiastes 3:1-11)

Quando os historiadores e arqueólogos descobrem, em suas pesquisas de civilizações passadas, algumas coisas parecidas com as que temos hoje, só estão confirmando o que o Rei Salomão falou há quase três mil anos atrás. Pois é, nunca o homem esteve à frente de seu tempo, como algumas pessoas pensam.

Então, desde o princípio da criação, além de ter lhe dado toda a terra para dominar, Deus deu ao homem todo o tipo de bom conhecimento para que ele se desenvolvesse de maneira adequada, e a humanidade usufruía de tudo. Lendo as escrituras bíblicas, especialmente o livro de Gênesis, dá para se ter uma noção disso. E esse foi o fardo "tão pesado" que Deus impôs aos homens: Ele fez tudo apropriado a seu tempo, fez tudo organizado, para que o homem pudesse aproveitar bem tudo o que foi criado.

Não temos como saber exatamente como funcionavam todas as coisas na antiguidade, porque muitas informações se perderam com o tempo e infelizmente não há como restaurá-las. E se por causa da maldade no coração dos homens houveram guerras e muitas outras catástrofes que apagaram os registros e grandes feitos das pessoas, paciência. Isso acontece. Mas, graças ao conteúdo das escrituras bíblicas, sabemos que as coisas somente se repetem com uma roupagem nova.

E tem uma outra informação que preciso passar: por causa da maldade que vem crescendo nos corações dos homens, aquilo que os indivíduos tem chamado de "avanço tecnológico e científico" na verdade é só uma adaptação a diminuição gradual da suas força física e expectativa de vida.

Se hoje temos muitos medicamentos à disposição, que não haviam há séculos atrás, por exemplo, não é porque o homem está mais inteligente, e sim porque ele está mais doente, mais frágil. A operação da maldade (clique aqui para entender melhor sobre o que é a maldade, segundo a Justiça de Deus) faz com que os seres humanos fiquem mais fracos física e emocionalmente com o passar do tempo, e isso, por sua vez, faz com que busquem estabilizar as novas situações pesquisando maneiras de dominá-las, na medida do possível, para continuarem vivendo mais tempo com alguma qualidade de vida. 

Mas, a fraqueza e debilidade do homem continuam avançando, à medida que a maldade ganha terreno em sua vida, e essa situação as pessoas não poderão jamais enxergar e vencer sem a ajuda de seu Criador. Há no coração do homem "um anseio pela eternidade" que ele não entende, por interpretar as coisas apenas pelo que vê acontecer ao seu redor. As pessoas querem viver para sempre, e vem tentando driblar o envelhecimento e a morte com suas próprias forças, sem sucesso: pois o homem, sem a ajuda de Deus, só pode interferir na aparência, mas não pode parar o tempo, não pode impedir a ação da maldade nem se livrar da morte.

Para se ter uma noção do que falo aqui, vamos imaginar o seguinte: O que aconteceria se fizermos o mundo voltar a ser como era há 300 anos atrás, retirando da terra todos os medicamentos e máquinas usadas para ajudarem as pessoas a vencerem enfermidades e debilidades físicas diversas? - A resposta é que quase toda a população do mundo morreria em poucos meses, e muitos bebês nem conseguiriam nascer vivos, pois, no século XXI, pouquíssimas pessoas em nosso planeta conseguem viver bem ou mesmo sobreviver sem ajuda de medicamentos e/ou intervenções médicas, ainda na infância ou juventude; e, para alguns indivíduos, essa situação se inicia antes mesmo do próprio nascimento e depois se continua por toda a vida.

Já pensou sobre isso? Pois essa é a nossa real situação: espiritualmente, ela é a mesma desde o momento em que o primeiro homem escolheu ficar independente de seu Criador! Até agora a maioria dos seres humanos só prossegue sucumbindo à ação do mal, como mostra a palavra de Deus, sem o discernimento da raiz de seus problemas. 

Essa é uma circunstância infeliz que vem se desenrolando há séculos sempre encoberta por uma "aparência de evolução", mas, que, no entanto, unicamente pela verdade revelada nas escrituras, se torna aparente para nós. E o conteúdo da Bíblia não é somente capaz de nos revelar a verdadeira realidade que vivemos no mundo, mas também nos fornece informações que nos capacitam a dominar essa realidade má, até a volta do Senhor Jesus Cristo, onde ela será completamente aniquilada.

Missionária Oriana Costa.



quinta-feira, 7 de maio de 2020

A parábola da massa fermentada

Para se entender bem o ensino que o Rei Jesus nos passa através dessa parábola é necessário antes entender como um pão é feito. Como a comparação aqui não dá muitos detalhes, deve-se ter antes uma visualização daquilo que Cristo diz.

E para se fazer um pão macio, normalmente é necessário colocar fermento na massa para que ela vá inchando e depois de um tempo possa ser assada. Então, o que acontece é que o fermento modifica a massa original, fazendo com que ela dobre ou triplique de tamanho e sua fase final seja muito diferente da inicial.

Assim que se acrescenta o fermento biológico à massa de pão, aparentemente não vemos nada acontecer. No entanto, depois do processo de sova, quando a massa está descansando, a fermentação vai acontecendo gradualmente. Geralmente, após uma hora de descanso, a massa fica bem aerada e crescida.

Então, o que Cristo nos ensina com essa parábola é que, assim que a mensagem do Reino de Deus entra no coração de alguém, aparentemente nada de especial acontece. No entanto, a vida desse indivíduo jamais será a mesma: gradativamente a realidade desse reino vai se manifestando em sua vida, conforme esse indivíduo vai acessando o ensino da Justiça de Deus revelado por Cristo, de forma que esta pessoa não estará mais do mesmo jeito alguns anos à frente.

Jesus explica que uma pessoa que recebe a mensagem do Reino de Deus e passa a DISCERNI-LO, e persevera em continuar buscando o entendimento desse lugar e de Sua Justiça, jamais ficará do mesmo jeito com o passar do tempo. A regra é que o entendimento do Reino de Deus traga a manifestação da sua maravilhosa realidade nas vidas daqueles que o buscam, de forma que as vidas dessas pessoas fiquem muitas vezes melhor do que no início de suas caminhadas na fé.

A manifestação da realidade do Reino de Deus acontece de dentro para fora na vida de alguém, do mesmo jeito que o fermento age misturado à massa de pão, ou seja, o conhecimento do Reino de Deus precisa entrar no coração de um indivíduo e ser aceito, bem assimilado, para que somente assim faça a diferença.

Muitas pessoas vão à igreja e "aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador", mas não discernem o Reino de Deus. Sem esse discernimento não haverá uma mudança verdadeira de caráter nas vidas desses indivíduos: geralmente, o que muitos acabam aprendendo são doutrinas humanas ligadas à aparência do mundo, que levam apenas a uma mudança exterior.

Tais ensinamentos religiosos nada tem a ver com o Reino de Deus, e somente fazem com que as pessoas modifiquem seus usos e costumes e interiormente continuem da mesma forma, por não estarem se adequando no fundo de seus corações à Justiça de Deus ensinada por Cristo.

Agora, uma informação adicional: depois que a massa de pão cresce com a ação do fermento, ela precisa ser assada para que assim possamos comê-la. Então, quando a massa fermentada é colocada no forno para assar, ela ainda cresce mais um pouquinho, e seu estágio final é um pão macio e gostoso. Já uma massa não fermentada, quando é colocada no forno, sai de lá do mesmo tamanho e muitas vezes endurecida e rececada pela ação do calor.

Pois quem tem o conhecimento do Reino de Deus no coração e o entende, quando passa por provações devido a sua fé, sai de cada uma delas ainda mais forte e mais sábio. Já os que não tem esse conhecimento, e não dicernem o Reino de Deus, quando passam pelas provações ficam confusos e com seus corações endurecidos para ouvirem a voz de Deus, e assim o inimigo continua tendo espaço para impedir que tais pessoas conheçam a Deus em verdade.

Missionária Oriana Costa.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade.

Para entendermos melhor sobre o que Jesus Cristo está falando no trecho bíblico que separamos aqui, vamos colocá-lo dentro do contexto do discurso onde ele está encaixado:

Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: Por que falas ao povo por parábolas? - Ele respondeu: A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem. Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram. (Mateus 13: -17)

Esta fala de Jesus, portanto, acontece após o momento em que Ele termina de anunciar o Seu Reino aos israelitas contando a famosa parábola do semeador (Leia em Mateus 13:3-8)

Ao todo, no capítulo 13 do evangelho de Mateus, encontramos sete parábolas muito interessantes onde o Rei Jesus compartilha vários detalhes de Seu Reino, porém, todos encobertos pelos simbolismos das histórias usadas para falar dele.

Para que tais jogos de palavras sejam realmente entendidos é necessário que se tenha um conhecimento prévio do Reino de Deus através de outros lugares das escrituras, ou que eles sejam explicados diretamente pelo próprio Cristo, como é o caso da parábola do semeador e da parábola do joio e do trigo.

É natural que na primeira leitura não tenhamos o entendimento claro do que algumas delas realmente estão apontando, no entanto, não é impossível entendê-las: basta que coloquemos em prática um dos ensinamentos deixados pelo Senhor Jesus que é "buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça". E buscar em primeiro lugar esse Reino significa procurar DISCERNI-LO antes de sair buscando outros tipos de conhecimento.

E não há outro caminho para se dicernir o Reino de Deus senão estudando e meditando profundamente no conteúdo do NOVO TESTAMENTO. Toda a Bíblia contém informações sobre o Reino de Deus, mas é no Novo Testamento que elas se encontram esclarecidas. 

Jesus Cristo não fala de seu Reino somente nas parábolas, mas Ele prossegue explicando claramente vários aspectos desse maravilhoso lugar aos seus discípulos em outros momentos, os quais estão devidamente registrados nos quatro evangelhos e também nas cartas dos apóstolos.

Então, voltando ao trecho bíblico que estamos querendo entender, o que o Cristo está declarando é o seguinte: a quem já busca "o conhecimento do Reino de Deus" será dado ainda mais, mas, a quem não busca esse conhecimento, o pouco que tiver acessado lhe será tomado.

E não é à tôa que o Rei Jesus fala estas palavras, pois elas complementam o raciocínio da parábola do semeador, contada por Ele antes. Nessa parábola, Cristo mostra que existe uma entidade trabalhando incessantemente para roubar das pessoas "a semente", que se trata do conhecimento ou da mensagem de Seu Reino. 

Então, o Maligno, assim como explica Jesus, mantém as pessoas que não valorizam ou não priorizam o conhecimento do Reino de Deus desprovidas de mais informações que poderiam ajudá-las a enxergar claramente a existência deste lugar, e posteriormente usufruir de sua perfeita realidade.

Seguindo com a leitura do capítulo 13 do evangelho de Mateus observamos Cristo explicar o significado da parábola do semeador, e ali Ele alerta que, para se manifestar na vida de alguém, o Reino de Deus precisa ser antes DISCERNIDO através da anunciação da mensagem evangelística e em seguida PRIORIZADO por quem recebe a mensagem.

Dessa forma, o Maligno trabalha de duas maneiras: a primeira é cegando e ensurdecendo as pessoas espiritualmente, para que não experimentem o Reino pela mensagem do evangelho; e a segunda é impedindo as pessoas que já conseguiram experimentá-lo de perseverar em priorizá-lo, ainda que tais pessoas sejam muito estudadas e inteligentes: e ele faz isso com muita sutileza, desviando e prendendo o foco dos indivíduos na realidade material.

Assim sendo, sem ser discernido pelo conhecimento das escrituras, o Pai da mentira fica livre para jogar ideias que, se forem levadas em consideração, vão gerando sentimentos e desejos que ocuparão ao máximo a mente das pessoas nas atividades do dia-a-dia, nos entretenimentos ou nas circunstâncias adversas.

É importante saber que, como o Reino de Deus é um lugar situado na dimensão eterna ou espiritual, Ele não pode ser entendido sem que antes seja VISTO ou experimentado espiritualmente; por isso, atente: um indivíduo que vai à igreja e ouve as pregações, e em casa até mesmo estuda e conhece muito o conteúdo da Bíblia, mas, no entanto, nunca acordou para a existência do Reino de Deus pelos próprios registros das escrituras, obviamente ainda não entrou nesse reino nem conseguirá desejá-lo ou mesmo anunciá-lo. Tal pessoa ainda está presa ao conhecimento religioso e precisa urgentemente ser convencida do pecado, da Justiça e do juízo pelo Espírito de Deus! 

A fé em Deus só tem sentido quando Seu Reino é discernido; infelizmente, é por causa da falta desse discernimento que hoje vemos mais e mais pessoas afirmarem que não acreditam ou que deixaram de acreditar em Deus, como também vemos tantas outras desistirem de congregar. E, paralelamente a essas situações, isso é o que tem acontecido dentro das próprias igrejas: sem discernirem o Reino de Deus ao longo dos séculos, várias doutrinas demoníacas tem sido recebidas como vindas do nosso Criador, e tais conhecimentos tem mantido as pessoas presas na escravidão do pecado sem que elas possam perceber.

Antes de concluir este texto, preciso lembrar algo importante: não se desanime se hoje as pessoas não estão mais recebendo a Jesus como Senhor e Salvador como acontecia há alguns anos atrás, ou a quantidade de pessoas que frequentam as igrejas cristãs está diminuindo.

De acordo com a advertência de Cristo, quanto mais o tempo passa mais a operação da maldade deve ganhar força sobre a face da terra, de maneira que grande parte das pessoas no mundo inteiro ficará insensível à realidade espiritual, e vai deixar de dar importância à mensagem do evangelho, caracterizando o fim dos tempos.

Quem entrou no Reino de Deus pela fé na mensagem da salvação deve continuar fazendo a sua parte, e o Senhor Jesus o recompensará devidamente no grande Dia da sua segunda vinda.

Missionária Oriana Costa.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 69 e 70.

O Salmo 119 é mesmo incrível, não por ser o maior de todos os salmos da Bíblia, mas por conter informações sobre a Justiça de Deus que são muitíssimo importantes para nós, que buscamos entendê-la.

Aqui o salmista fala de uma situação adversa em que se encontrou, onde estava sendo difamado por pessoas que não gostavam dele. Ele chamou essas pessoas de "arrogantes"; o sinônimo da arrogância é a soberba.

Uma pessoa arrogante ou soberba é aquela que sempre quer se sobressair aos demais, que se acha superior e mais sábia ou inteligente que os outros. É alguém que não é humilde.

E, segundo o que relata o salmista, uma pessoa arrogante irá se achar muito superior aquelas que escolhem colocar a Justiça de Deus em primeiro lugar em suas vidas, e fará o possível para diminui-las, nem que para isso precise mentir. É por isso que ele diz: "Os arrogantes mancharam o meu nome com mentiras".

E em seguida, o salmista pontua: "mas eu obedeço aos teus preceitos de todo o coração". Isso significa que o escritor desse texto não tentou se justificar diante dos outros por causa das mentiras que estavam sendo ditas a seu respeito, mas continuou firme em cumprir o que aprendeu sobre a reta Justiça de Deus: pois ele tinha plena certeza de que quem anda conforme esse conhecimento "não pratica o mal" (Salmos 119:3)

E assim sendo, ele tinha convicção que seu próprio comportamento iria desmentir todas as palavras falsas que estavam sendo ditas a seu respeito.

O salmista também explica que tais pessoas soberbas tem o coração insensível, isto é, o coração delas é endurecido para as coisas de Deus, e por isso elas não conseguem entender a existência e funcionalidade da Justiça eterna nem se satisfazerem com ela.

Quem busca entender a verdade (os princípios da Justiça eterna), no entanto, consegue encontrar prazer no conhecimento de Deus e se satisfaz com os resultados maravilhosos que andar segundo seus preceitos sempre traz.

Comparando essa situação relatada no salmo com o comportamento de Jesus Cristo, vemos que Ele agiu exatamente como o salmista, mantendo-se firme em viver conforme a reta Justiça de Deus sem se preocupar em se justificar publicamente pela difamação que sofria da parte dos fariseus e mestres da Lei.

O foco de Cristo era cumprir sua missão, que era executar tudo o que estava escrito na Lei sobre aquele que deveria ser sacrificado pelas transgressões de toda a humanidade, e realmente Ele fez isso com máxima excelência.

Missionária Oriana Costa.




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Quem não toma sua cruz e não me segue não é digno de mim.

As frases de Jesus às vezes soam um tanto duras para nós. Depois de ler uma afirmação dessas, muitas pessoas podem achar que não são capazes de seguir a Cristo, apesar de crerem nele.

No entanto, o segredo dessa afirmação de Cristo está no entendimento que temos do AMOR ao qual Ele está se referindo. Isso mesmo!

A primeira vista, esse amor nos parece um sentimento, uma afeição, um apego. Desta forma, o primeiro pensamento que vem as nossas mentes ao nos depararmos com essas palavras de Jesus é que jamais conseguiríamos amar mais a Ele, que não vemos nem conhecemos pessoalmente, do que amar as pessoas que convivem conosco e cuidam de nós.

Mas, na verdade, o amor ao qual Cristo se refere aqui está ligado ao conhecimento e entendimento de Seu Reino e da Justiça de Deus, que são absolutamente perfeitos, imutáveis e infalíveis, e não a um sentimento humano, que pode existir agora e depois não existir mais devido às adversidades do mundo!

Através da compreensão da realidade do Reino do nosso Criador é que nós passamos a TEME-LO (CONSIDERÁ-LO ACIMA DE TUDO) e OBEDECE-LO de todo o coração, pois o nosso Criador, que existe antes de nós, é puro, bom, justo e perfeito em tudo o que faz; nós, e todas as pessoas que nos cercam, somos FALHOS e não temos o poder de dar vida a ninguém (lembrando que a concepção materna vem de Deus, foi Ele quem a criou). Então, é esse o amor que Jesus Cristo aponta.

Portanto, quem TEME ou OBEDECE mais as pessoas ou si mesmo do que a Cristo, não está concordando com Ele e sim com o mundo. Logo, não tem parte com Ele, por mais que diga que tem fé em Deus ou fé em Jesus!

Quem ignora o Reino de Deus e a Sua Justiça, no seu dia a dia, deixará de viver conforme a realidade desse lugar, e também deixará de anunciar o sacrifício feito por Cristo por toda a humanidade para que pudéssemos entrar lá. Dessa forma, o indivíduo não estará fazendo o bem verdadeiramente ao seu próximo como deveria, e será devidamente julgado por isso.

E para fechar nosso raciocínio: A cruz que temos que levar para seguir a Cristo é exatamente continuar perseverando em imitá-lo, em viver conforme a Justiça de Deus nesse mundo mal, em anunciar o Seu Reino, ainda que todos ao nosso redor nos rejeitem por não entenderem nossas posturas.

Então, cuide dos seus e ore por eles, ainda que eles não se importem com você; trabalhe para sustentar sua família, não abandone seu cônjuge e filhos. Obedeça aos seus pais, se ainda está sob a liderança deles, e se não estiver mais, visite-os e não os abandone na sua velhice; ajude seus amigos quando eles precisarem, mas, tendo o cuidado de jamais ceder às tentações dos sentimentos e desejos da sua carne para fazer o que as pessoas querem, ao invés de obedecer a reta Justiça de Deus.

Missionária Oriana Costa.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Não vim trazer paz à terra

Algumas coisas que Cristo falou parecem não fazer sentido, como esta afirmação na imagem acima: "não vim trazer paz à terra". Como Jesus Cristo não veio trazer paz à terra, se um dos títulos dele é "Príncipe da paz"?

No entanto, o que Ele diz é absolutamente verdadeiro! Ele realmente não veio trazer paz entre todas as pessoas do mundo, exatamente porque muitos não entendem a mensagem de salvação, e não aceitam que precisam de uma justificação eternamente, que unicamente Cristo pode lhes dar.

E, deste modo, infelizmente, aqueles que não compreendem a informação que estão recebendo se levantam contra os que se esforçam para anuncia-la, mesmo que tais pessoas sejam seus parentes ou amigos.

Como bem disse o Rei Jesus, a falta de entendimento da mensagem do evangelho pode acontecer dentro das nossas próprias famílias: "Pois vim para fazer que ‘o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; os inimigos do homem serão os da sua própria família’. (Mateus 10:35,36)

O acordo ou aliança de paz que Cristo veio estabelecer sacrificando sua vida foi "entre Deus e os  homens", uma reconciliação entre Ele e cada ser humano individualmente, e não entre homens e homens.

Se alguém entende que precisa fazer as pazes com Deus para entrar em seu Reino, se alguém entende que precisa da justificação concedida pelo próprio Deus para ser cidadão de seu Reino assim como Adão era antes do pecado, então vai crer em Jesus e aderir a essa aliança de paz COM DEUS.

E, quem entra em aliança com o Criador pela fé em Jesus Cristo, portanto, começa a aprender através do ensino dele sobre a realidade de Seu Reino e sobre como funciona a Justiça de Deus: suas leis foram concebidas por Ele mesmo e estão em pleno funcionamento, regendo céus e terra, desde o princípio de toda a sua criação.

E só aprendendo essas coisas é que alguém buscará ser um pacificador onde estiver. De posse da informação correta o indivíduo vai ter forças para resistir e rejeitar a ação da maldade em si mesmo e ao seu redor; e terá forças para perseverar em orar, congregar, evangelizar, além de viver e levar a paz do Reino ao qual pertence aonde for. É assim que as coisas funcionam.

Quem rejeita a obra redentora de Cristo está negando reconciliar-se com seu Criador (ainda que não tenha consciência disso). Consequentemente, continuará sendo seu inimigo e não estará em paz com Ele, e exatamente por causa disso não vai se esforçar para viver em paz com o seu próximo, pois isso não lhe fará o menor sentido.

Então, atentem para este detalhe importante: mesmo quem diz ter crido em Jesus Cristo, tendo-o confessado publicamente como seu Senhor e suficiente Salvador, se não buscar saber do que se trata o Reino de Deus nem buscar compreender a Justiça dele, jamais entenderá que precisa se esforçar para viver em paz com o seu próximo e que só assim fará a diferença neste mundo mal, a fim de que a mensagem de justificação seja recebida e entendida pelos outros.

É por este motivo que tantos cristãos estão se comportando como pessoas impiedosas neste tempo; vão as suas igrejas, participam de suas reuniões e eventos religiosos, mas não buscam entender a que lugar pertencem espiritualmente nem buscam entender como funciona a legislação eterna, que Cristo praticamente escancarou diante de nós em seu ensino.

E isso é algo muito grave, pois faz com que a verdadeira anunciação do Reino de Deus NÃO SEJA FEITA COMO DEVERIA! São poucos os que atualmente divulgam com clareza a mensagem do evangelho, pois são poucos os que buscam em primeiro lugar entender o Reino de Deus e a sua Justiça, assim como Cristo orientou que fizéssemos.

O que muito se ouve em nossos dias são mensagens positivistas de impacto, com algum embasamento no conteúdo bíblico e que no momento trazem grande animação, mas depois deixam as pessoas confusas com relação a quem é Deus, ao seu agir e sua perfeita vontade.

Sem o conhecimento real do Reino e da Justiça de Deus a mensagem de fé em Jesus Cristo FICA SEM SENTIDO e, por conseguinte, também fica sem a manifestação plena do seu poder. Por conta disso, muitas pessoas acabam abandonando a fé em Deus, decepcionadas com o que vivenciam sem entender.

É sempre bom lembrar que Jesus Cristo morreu e ressuscitou para que pudéssemos ENTRAR EM SEU REINO gratuitamente, e não perder mais os nossos lugares lá. Ele não fez isso tudo para que nossas vidas aqui no mundo se transformassem num mar de rosas, mas fez para que pudéssemos ter uma chance de sermos livrados de ficar fora de seu Reino para sempre.

O Reino de Deus é o lugar onde o nosso Criador deseja que nós estejamos, o lugar onde a maldade que tem assolado este mundo não existe e não entrará lá de forma alguma. Deus realmente deseja que possamos usufruir da realidade desse lugar plenamente: Ele não quer nosso sofrimento nem a nossa morte para sempre. É esse o conhecimento que leva as pessoas ao arrependimento genuíno em seus corações, e motiva à mudança sincera de atitude delas.

Quando a mensagem do Reino é bem entendida, traz às pessoas curas de enfermidades, libertações diversas, livramentos e provisões inesperadas, e operações de muitos outros milagres, pois a glória desse lugar começa a se manifestar materialmente na vida dos indivíduos de uma forma espetacular, dia após dia. E além de tudo isso, faz com que haja mais frutos de salvação de almas, que é aquilo que o nosso Pai espera receber de nós, que nos esforçamos para imitar a Cristo.

E, para fechar: se o Rei Jesus, que era perfeito, sofreu, foi incompreendido e rejeitado pelos que deveriam tê-lo recebido, quanto mais nós que somos imperfeitos! Por isso, que nós nos esforcemos para viver e anunciar a fé em Jesus Cristo, mas sem expectativas de que todas as outras pessoas vão querer ficar em paz conosco porque o imitamos. As trevas odeiam a Luz.

Missionária Oriana Costa.



sábado, 8 de fevereiro de 2020

Falsos profetas - quem são eles?

Afinal, quem são esses falsos profetas aos quais Cristo se refere nesse trecho do evangelho?

Ele segue sua fala revelando como podemos reconhecê-los: "Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7:16-20)

E o Apóstolo Pedro dá detalhes de quem são esses falsos mestres e que tipo de frutos eles estão dando:

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (...) eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. (...) eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.(2Pedro 2:1-21)

Então, de acordo com o registro das escrituras bíblicas, antes de sair acreditando e aceitando tudo o que lemos ou ouvimos sobre Deus de outras pessoas, devemos prestar atenção no tipo de obra que essas pessoas estão fazendo.

Quando Cristo fala de frutos bons e frutos ruins, Ele está se referindo a anunciação do Seu Reino. Quem anuncia o Reino de Deus claramente, e ensina sobre a Justiça de Deus conforme está nas escrituras bíblicas, está fazendo a boa obra ou dando bons frutos. Quem, no entanto, perverte ou distorce a mensagem de anunciação do Reino de Deus e prossegue divulgando informações equivocadas sobre a Justiça eterna, está fazendo uma obra má, está dando frutos ruins.

Por isso, é de suma importância que os cristãos verdadeiros, que são aqueles que acreditam na obra redentora de Cristo, compreendam o Reino de Deus e a sua justiça perfeitamente: assim terão condições de discernir as boas e as más obras às quais o Rei Jesus se refere, recebendo o livramento de serem enganados por esses indivíduos mal intencionados.

Observando o segundo capítulo da carta do Apóstolo Pedro aos cristãos de sua época, cujos trechos foram citados aqui em nosso texto há pouco, encontramos alguns aspectos apontados por ele sobre o comportamento dos falsos profetas:

- Eles vão introduzindo sutilmente entre os cristãos um conhecimento contrário à Justiça de Deus, capaz de matar a fé das pessoas na obra redentora de Jesus Cristo (heresias destruidoras).
- Eles recebem juízo rápido por causa de seus atos (atraem para si mesmos destruição repentina)
- Os falsos mestres costumam explorar as pessoas usando histórias inventadas por eles, movidos por sua cobiça.
- Acham prazeroso entregar-se à devassidão em plena luz do dia.
- Se aproveitam da boa vontade dos outros ao participarem de eventos cristãos.
- São adúlteros e não se arrependem disso.
- Costumam iludir aqueles que ainda não se firmaram na verdadeira fé em Deus
- São extremamente gananciosos.
- São pessoas que a princípio creem na obra justificadora de Jesus, mas depois abandonam a fé, a fim de se satisfazerem materialmente.
- São pessoas arrogantes e que com seus discursos cheios de vaidade provocam nos outros os desejos libertinos da carne, e conseguem seduzir pessoas para que desistam de se desapegarem do mundo.
- Prometem liberdade aos outros instigando-lhes a seguir pelo caminho mais fácil, que é contrariando ou corrompendo a reta justiça de Deus.

Indo mais adiante nas cartas dos apóstolos, encontramos um trecho onde o Apóstolo João também mostra como se discerne um falso profeta:

"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve." (1João 4:1-5)

É interessante que João mostra primeiro como se discerne o que vem de Deus, para em seguida apontar como reconhecer o que não vem dele. E Deus não nega a si mesmo. Ele não contraria a legislação eterna que Ele mesmo estabeleceu. Portanto, quem fala em nome de Jesus, concorda com sua obra redentora, o que quer dizer que esse alguém afirmará que "Jesus Cristo veio em carne".

A expressão "Jesus Cristo veio em carne" significa que o Deus Criador enviou ao mundo sua justiça na forma humana, para dar a toda a humanidade a oportunidade única de ser justificada gratuitamente de suas transgressões contra a Justiça de Deus, e com isso disponibilizar a todos os que creem o direito à herança da vida eterna (em concordância com João 3:16).

É importante observar que quando o Apóstolo João fala "não creiam em qualquer espírito", ele não está dizendo que temos que lidar corriqueiramente com espíritos, como anjos, com Satanás ou um demônio, ou com o Espírito de Deus de forma visível ou manifestada materialmente.

De fato, geralmente nós temos que lidar com pessoas de carne e osso como nós mesmos somos, todos os dias; portanto, quando ele diz "espíritos", nesse caso, está se referindo à motivação que leva uma pessoa a ensinar, pregar ou divulgar certas informações. Se alguém está motivado pelo mundo, divulgará aos outros um conhecimento contrário ao Reino e à Justiça de Deus; se alguém está motivado por Cristo ou pelo Espírito de Deus, ensinará sobre e a favor do Reino de Deus e de Sua Justiça.

E para enriquecer ainda mais este texto explicativo sobre falsos profetas, não poderia também deixar de citar aqui o episódio onde os Apóstolos Paulo e Barnabé se encontram com um falso profeta, em uma das cidades que passaram evangelizando:

"Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul, sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul. Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13:5-12)

O fato curioso aqui é que o falso profeta Barjesus era um judeu e não um cristão; provavelmente ele ouviu a mensagem do evangelho da salvação e creu, mas depois renunciou a fé para ganhar dinheiro com a prática da magia. E o pior é que, além de ter desprezado a mensagem de salvação, sendo ele judeu, também estava desprezando a Lei, que deveria saber e obedecer: um de seus mandamentos condena a prática de feitiçaria, magia e adivinhação (leia Deuteronômio 18:9-13)

Após ser desmascarado na frente do procônsul, o falso profeta foi imediatamente julgado e punido ali mesmo onde estava, por causa de sua conduta maligna. E, graças à segurança que aqueles homens tinham pelo conhecimento da verdade e à ousadia deles, mais uma alma creu na mensagem do Reino de Deus.

E encerrando este pequeno estudo, vamos ler o julgamento e a condenação que aguarda os falsos mestres, e que serão feitos pelo Rei Jesus Cristo:

"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" (Mateus 7:21-23)

Percebam que muito provavelmente, de acordo com o que o Rei Jesus ensina, os falsos cristãos são pessoas influentes que estão ensinando, profetizando, expulsando  demônios e realizando milagres EM NOME DELE; e assim muitos estarão admirando o trabalho desses indivíduos e acreditando neles por isso!

No entanto, o Rei alerta para avaliarmos o conteúdo da mensagem e o rastro que tais pessoas estão deixando por onde passam, pois suas obras más estarão misturadas com as práticas que julgamos ser provenientes de Deus. Eles agem como quem faz a boa obra, mas, concomitantemente, vão se aproveitar da boa vontade das pessoas para abusarem delas financeiramente, socialmente (buscando poder e status) e sexualmente.

Lembrem-se: os falsos mestres e falsos profetas, apesar de falarem que "só Jesus salva" e de fazerem seus trabalhos "em nome de Jesus Cristo", com muita sutileza VÃO NEGAR A OBRA REDENTORA DO SENHOR, e, portanto, negarão em vários pontos a Justiça de Deus: por isso é muito importante que tenhamos o domínio desse conhecimento. Milagres e outros acontecimentos sobrenaturais são muito bons, mas não são eles que trazem a fé genuína em Deus: essa fé vem do entendimento claro do Reino e da Justiça dele.

Portanto, palavras que revelam nossos passados e futuros, e outros eventos e manifestações sobrenaturais, por mais maravilhosos que sejam, por si sós não são suficientes para manterem as pessoas firmes na fé salvadora. Em alguns momentos eles são necessários, mas servem apenas para confirmar que a mensagem de anunciação do Reino de Deus é verdadeira, e também confirmar a justificação que Deus disponibiliza a todos nós eternamente. Fiquem atentos!

Missionária Oriana Costa.






terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 67 e 68

Mais uma vez, parece que estamos lendo frases contraditórias. Como é que um indivíduo é "castigado" por alguém e ao mesmo tempo diz que essa pessoa é boa, sem sentir por ela nenhuma raiva?

Muitas pessoas entendem o castigo de Deus conforme a realidade do mundo, que ensina os indivíduos a agirem com maldade uns com os outros, especialmente quando se trata de aplicar castigos. Alguns pais, por exemplo, movidos pela raiva que sentem no momento, acabam maltratando, sendo injustos e violentos na hora de castigarem seus filhos. Porém, o castigo de Deus é uma correção baseada na sua justiça, que é separada da maldade do mundo, e por isso jamais é feito de forma violenta ou destruidora.

Quando Deus castiga um filho seu, é com o propósito de trazê-lo de volta à vereda da sua Justiça e não de maltratá-lo. É por essa razão que o salmista diz que só passou a obedecer à palavra de Deus após ser corrigido por Ele.

Portanto, Deus jamais irá disciplinar seus filhos com enfermidades, ou com prejuízos, ou com destruição e morte, se o que Ele deseja para seus filhos É BOM PARA ELES. Assim sendo, Ele corrige seus filhos FALANDO DIRETAMENTE COM ELES, confrontando-os com seus erros e lembrando-lhes o que está escrito.

Em Gênesis, muito antes da Lei de Moisés ser instituída, vemos um bom exemplo de como realmente é o castigo de Deus. No capítulo 4, observamos como foi que Deus castigou Caim por causa de suas maldades: ELE NÃO ACEITOU A CONDUTA DE CAIM E NEM A SUA OFERTA, e dessa forma o confrontou com os seus erros. No entanto, Caim não aceitou o castigo de Deus e se ofendeu, ao invés de se corrigir. Deus o advertiu segunda vez para dominar a carne e se alinhar a sua justiça, mas Caim não o ouviu e agiu movido pela inveja e pela raiva que sentia, matando seu irmão. (Gênesis 4:3-8)

Quem se lembra como Jesus "castigou" seus discípulos? Ele alguma vez colocou neles enfermidades, ou tirou deles alguma coisa? Jesus por acaso açoitou seus discípulos quando viu seus erros? NÃO!!! No entanto, Cristo castigou seus discípulos CONFRONTANDO-OS com a Justiça de Deus; alguns deles não aceitaram a disciplina e deixaram de segui-lo por isso.

Na passagem a seguir vemos um desses momentos de correção: "(...) Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: "Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?" Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que ouviram, Jesus lhes disse: "Isso os escandaliza? Que acontecerá se vocês virem o Filho do homem subir para onde estava antes! O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida. Contudo, há alguns de vocês que não crêem". Pois Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair. E prosseguiu: "É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai". Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. Jesus perguntou aos Doze: "Vocês também não querem ir?" Simão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus". Então Jesus respondeu: "Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo! " (Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, que, embora fosse um dos Doze, mais tarde haveria de traí-lo.)" (João 6:60-71)

É por isso que o salmista diz que foi castigado por Deus, mas que Ele é bom E QUE TUDO O QUE ELE FAZ É BOM: e isso inclui, obviamente, a disciplina que Ele aplica aos que dela estão precisando!

É importante entender que é impossível que alguém ande de acordo com a justiça de Deus sem nunca ser corrigido por Ele, pois o conhecimento do bem e do mal (maldade), que está entranhado em nossa carne, nos influencia diariamente a transgredir as leis justas e eternas estabelecidas pelo nosso Criador.

Por este motivo, o apóstolo Paulo fala: "Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado." (Romanos 7:18-25)

A correção, que também é chamada na Bíblia de castigo de Deus, portanto, é necessária para que não permaneçamos pecando o tempo todo contra Ele. É também dessa maneira que nos alinhamos à realidade de Seu Reino, e podemos usufruir de todas as maravilhosas dádivas desse lugar.

Outra coisa que precisamos entender é que o castigo de Deus e o juízo dele são duas coisas diferentes. O castigo ou a correção é feito para confrontar alguém com seus erros, a fim de gerar arrependimento e alinhamento com a Justiça de Deus. Já o juízo eterno é uma sentença emitida definitivamente sobre aqueles que não aceitaram a correção, e que também está embasado nas leis da Justiça de Deus.

Também é importante lembrar que quem não aceita a correção de Deus fica vulnerável a ação de Satanás, sem poder discerní-lo e sem poder resistí-lo. Assim, o que Deus deseja ao nos confrontar não é nos humilhar ou nos maltratar, mas sim nos livrar de ser atingidos pelo Maligno, cuja intenção é sempre matar, roubar e destruir.

Por causa disso, lemos também esta fala de Cristo: "Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se." (Apocalipse 3:19)

Se alguém deseja realmente conhecer a Deus, o seu Reino e a sua Justiça, deve olhar para Cristo, pois Ele foi enviado ao mundo para revelar a todos quem realmente o Criador é e como Ele age. Quem toma por base especialmente o conteúdo do Antigo Testamento para entender quem Deus é vai ter um entendimento equivocado sobre Ele.

O conteúdo do Antigo Testamento é imprescindível para entendermos que precisamos de salvação; ele nos aponta desde o início a entrada do pecado no mundo pela decisão do homem, e o que Deus precisou fazer, antes de enviar Seu Filho, para impedir que a humanidade se perdesse para sempre. Ao enviar Cristo, o nosso Criador finalmente deixou bem claro para o mundo quem Ele é: Ele é BOM em todo o tempo.

Deus sempre será cuidadoso e compassivo com seus filhos. A vontade dele para nós sempre será boa, agradável e perfeita.

Missionária Oriana Costa


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Peçam, e lhes será dado.

Muitos leem esse ensinamento de Cristo e, em suas orações, começam a pedir o que precisam a Deus, insistindo em oração, na expectativa de receber dele aquilo que pedem. Mas, passando o tempo, e não vendo suas orações atendidas, se desanimam e acham que Deus não as ouviu, ou simplesmente não quis atender suas orações.

Apresentar nossas necessidades a Deus em oração é algo importante, e numa das cartas escritas pelo apóstolo Paulo de Tarso recebemos um incentivo de sua parte sobre isso: "Não andem ansiosos por coisa alguma mas, em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4: 6,7)

Então, apresentar nossas necessidades a Deus manterá nossas mentes e nossos corações em paz, visto que nossa confiança estará n'Ele e não em nossas próprias forças.

Porém, o que o Senhor está querendo dizer, na passagem que estamos analisando, tem um raciocínio que se segue: "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, DARÁ COISAS BOAS aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:9-12)

Se observarmos atentamente os versículos posteriores, veremos que o Senhor Jesus está falando que o Pai está pronto para atender as petições de seus filhos, no entanto, de filhos que se submetem a Ele, que entendem a Sua justiça e se esforçam para andar nela.

E onde vemos Cristo falar essas coisas? No trecho a seguir:
Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas. Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. (Mateus 7:12,13)
Portanto, o que Cristo está nos dizendo é que seremos prontamente atendidos pelo Pai, quando lhe pedirmos alguma coisa, se agirmos com os outros da mesma forma que gostaríamos que eles agissem conosco. Isso equivale ao mandamento "ame ao seu próximo como a si mesmo". E atenção: Ele explica em seguida que isso é o ENTRAR PELA PORTA ESTREITA!

Cristo realmente tratou as pessoas como gostaria de ser tratado! Ainda que Ele mesmo sabia que tratando com bondade os outros e dizendo-lhes a verdade, seria maltratado por muitos deles. No entanto, saber disso não O desanimou de obedecer ao Pai e andar em Sua reta Justiça.

Devemos atentar para o fato de que esse ensino é válido para TODAS AS ÁREAS DAS NOSSAS VIDAS, pois toca especificamente na área que mexe com todas as outras: RELACIONAMENTOS! E seja relacionamento fraternal ou matrimonial, entre pais e filhos, de trabalho ou quaisquer outros.

Geralmente, o que a maldade do mundo ensina às pessoas a fazerem é que elas exijam ser bem tratadas pelos outros, sem ter a obrigação de tratarem os outros da mesma forma. Cristo aponta que é esse o tal "caminho amplo e a porta larga", que leva as pessoas à perdição e que caracteriza um comportamento que Deus desaprova totalmente, pois contraria a sua justiça.

No evangelho de João, observarmos dois trechos onde o Senhor Jesus nos dá uma orientação similar:
Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. (João 14:11-15)
Aqui observamos perfeitamente que a condição para termos nossas petições atendidas é IMITAR A CRISTO, SEGUI-LO, OU REALIZAR AS MESMAS OBRAS DELE.
Naquele dia vocês não me perguntarão mais nada. Eu lhes asseguro que meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em meu nome. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa. (João 16:23,24)
Neste trecho, vemos outra parte da instrução de Cristo, onde Ele fala que nossas petições serão atendidas se pedirmos ao Pai em Nome d'Ele.

O interessante aqui é exatamente a parte de "pedir em nome de Jesus". Muitas pessoas confundem esse ensino, interpretando-o literalmente, ou seja, dirigindo-se ao Pai usando a frase "em nome de Jesus". E usar essa frase não é errado, mas o problema é que o Pai vê o coração e os caminhos de quem lhe pede alguma coisa.

O que acontece aqui pode ser comparado a seguinte situação: uma criança chega na mercearia que sua família costuma comprar sempre e, sem dinheiro, pede ao vendedor alguma coisa; o vendedor prontamente atende o pedido da criança sem questioná-la, pois conhece seus pais, que são clientes antigos do estabelecimento e são pessoas honestas. Em seguida, o vendedor coloca o valor do objeto que entregou a criança na conta da família, que será paga posteriormente.

Então, se o Pai não reconhece Cristo naquele que pede, a petição não está sendo feita em nome do Seu Filho e, consequentemente, não será atendida.

Outro ponto importante no que se refere à petições é o seguinte: Cristo fala neste trecho:
(...) se vocês tiverem fé e não duvidarem, (...) tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. (Mateus 21:21,22)
A fé que não duvida é aquela gerada do conhecimento da Justiça de Deus, revelado a todos nós pelo ensino de Cristo. Quem conhece o Reino de Deus e a sua justiça, buscando praticar o que conhece, está imitando Cristo, dessa forma, tem convicção de que será prontamente atendido quando pedir alguma coisa a Deus.

Para encerrar este texto, há, também, uma outra passagem bíblica que complementa todas as outras informações acima, onde o apóstolo João fala muito bem sobre esse assunto:
Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos. (1João 5:14,15)
Aqui o apóstolo João diz claramente que, ao pedirmos alguma coisa a Deus, seremos atendidos se estivermos pedindo de acordo COM A VONTADE DO PAI. E como saber qual é a vontade do Pai? Entendendo a Justiça dele!

Em suma: vamos buscar? Vamos pedir a Deus? Vamos bater na porta dele? Então, nossas orações e petições serão prontamente atendidas se o Pai enxergar Cristo, o nosso Salvador e Rei, em nossos corações e em nossas atitudes. Assim sendo, certifique-se de estar alinhado(a) com a realidade do Reino de Deus, antes de achar que Ele não lhe ouviu ou que Ele não quer lhe atender. Deus não age fora de sua palavra, Ele não age fora de sua Justiça!

Missionária Oriana Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...