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terça-feira, 28 de abril de 2020

A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade.

Para entendermos melhor sobre o que Jesus Cristo está falando no trecho bíblico que separamos aqui, vamos colocá-lo dentro do contexto do discurso onde ele está encaixado:

Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: Por que falas ao povo por parábolas? - Ele respondeu: A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem. Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram. (Mateus 13: -17)

Esta fala de Jesus, portanto, acontece após o momento em que Ele termina de anunciar o Seu Reino aos israelitas contando a famosa parábola do semeador (Leia em Mateus 13:3-8)

Ao todo, no capítulo 13 do evangelho de Mateus, encontramos sete parábolas muito interessantes onde o Rei Jesus compartilha vários detalhes de Seu Reino, porém, todos encobertos pelos simbolismos das histórias usadas para falar dele.

Para que tais jogos de palavras sejam realmente entendidos é necessário que se tenha um conhecimento prévio do Reino de Deus através de outros lugares das escrituras, ou que eles sejam explicados diretamente pelo próprio Cristo, como é o caso da parábola do semeador e da parábola do joio e do trigo.

É natural que na primeira leitura não tenhamos o entendimento claro do que algumas delas realmente estão apontando, no entanto, não é impossível entendê-las: basta que coloquemos em prática um dos ensinamentos deixados pelo Senhor Jesus que é "buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça". E buscar em primeiro lugar esse Reino significa procurar DISCERNI-LO antes de sair buscando outros tipos de conhecimento.

E não há outro caminho para se dicernir o Reino de Deus senão estudando e meditando profundamente no conteúdo do NOVO TESTAMENTO. Toda a Bíblia contém informações sobre o Reino de Deus, mas é no Novo Testamento que elas se encontram esclarecidas. 

Jesus Cristo não fala de seu Reino somente nas parábolas, mas Ele prossegue explicando claramente vários aspectos desse maravilhoso lugar aos seus discípulos em outros momentos, os quais estão devidamente registrados nos quatro evangelhos e também nas cartas dos apóstolos.

Então, voltando ao trecho bíblico que estamos querendo entender, o que o Cristo está declarando é o seguinte: a quem já busca "o conhecimento do Reino de Deus" será dado ainda mais, mas, a quem não busca esse conhecimento, o pouco que tiver acessado lhe será tomado.

E não é à tôa que o Rei Jesus fala estas palavras, pois elas complementam o raciocínio da parábola do semeador, contada por Ele antes. Nessa parábola, Cristo mostra que existe uma entidade trabalhando incessantemente para roubar das pessoas "a semente", que se trata do conhecimento ou da mensagem de Seu Reino. 

Então, o Maligno, assim como explica Jesus, mantém as pessoas que não valorizam ou não priorizam o conhecimento do Reino de Deus desprovidas de mais informações que poderiam ajudá-las a enxergar claramente a existência deste lugar, e posteriormente usufruir de sua perfeita realidade.

Seguindo com a leitura do capítulo 13 do evangelho de Mateus observamos Cristo explicar o significado da parábola do semeador, e ali Ele alerta que, para se manifestar na vida de alguém, o Reino de Deus precisa ser antes DISCERNIDO através da anunciação da mensagem evangelística e em seguida PRIORIZADO por quem recebe a mensagem.

Dessa forma, o Maligno trabalha de duas maneiras: a primeira é cegando e ensurdecendo as pessoas espiritualmente, para que não experimentem o Reino pela mensagem do evangelho; e a segunda é impedindo as pessoas que já conseguiram experimentá-lo de perseverar em priorizá-lo, ainda que tais pessoas sejam muito estudadas e inteligentes: e ele faz isso com muita sutileza, desviando e prendendo o foco dos indivíduos na realidade material.

Assim sendo, sem ser discernido pelo conhecimento das escrituras, o Pai da mentira fica livre para jogar ideias que, se forem levadas em consideração, vão gerando sentimentos e desejos que ocuparão ao máximo a mente das pessoas nas atividades do dia-a-dia, nos entretenimentos ou nas circunstâncias adversas.

É importante saber que, como o Reino de Deus é um lugar situado na dimensão eterna ou espiritual, Ele não pode ser entendido sem que antes seja VISTO ou experimentado espiritualmente; por isso, atente: um indivíduo que vai à igreja e ouve as pregações, e em casa até mesmo estuda e conhece muito o conteúdo da Bíblia, mas, no entanto, nunca acordou para a existência do Reino de Deus pelos próprios registros das escrituras, obviamente ainda não entrou nesse reino nem conseguirá desejá-lo ou mesmo anunciá-lo. Tal pessoa ainda está presa ao conhecimento religioso e precisa urgentemente ser convencida do pecado, da Justiça e do juízo pelo Espírito de Deus! 

A fé em Deus só tem sentido quando Seu Reino é discernido; infelizmente, é por causa da falta desse discernimento que hoje vemos mais e mais pessoas afirmarem que não acreditam ou que deixaram de acreditar em Deus, como também vemos tantas outras desistirem de congregar. E, paralelamente a essas situações, isso é o que tem acontecido dentro das próprias igrejas: sem discernirem o Reino de Deus ao longo dos séculos, várias doutrinas demoníacas tem sido recebidas como vindas do nosso Criador, e tais conhecimentos tem mantido as pessoas presas na escravidão do pecado sem que elas possam perceber.

Antes de concluir este texto, preciso lembrar algo importante: não se desanime se hoje as pessoas não estão mais recebendo a Jesus como Senhor e Salvador como acontecia há alguns anos atrás, ou a quantidade de pessoas que frequentam as igrejas cristãs está diminuindo.

De acordo com a advertência de Cristo, quanto mais o tempo passa mais a operação da maldade deve ganhar força sobre a face da terra, de maneira que grande parte das pessoas no mundo inteiro ficará insensível à realidade espiritual, e vai deixar de dar importância à mensagem do evangelho, caracterizando o fim dos tempos.

Quem entrou no Reino de Deus pela fé na mensagem da salvação deve continuar fazendo a sua parte, e o Senhor Jesus o recompensará devidamente no grande Dia da sua segunda vinda.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 25 de abril de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 74, 75 e 76.

Meditando no conteúdo das escrituras bíblicas sempre iremos nos deparar com muitos conceitos diferentes daqueles ensinados pela sabedoria mundana, e que se tornam difíceis de entender se não estivermos previamente conscientes de sua origem.

A palavra de Deus aponta o tempo todo para a existência de uma realidade que é espiritual, e que está acima e também origina a realidade material onde nosso universo existe. E da mesma forma que encontramos leis regendo todas as coisas no nosso planeta, por exemplo, também veremos leis regendo todas as coisas na dimensão espiritual, de acordo com o que nos revela o conteúdo bíblico.

E assim como as leis que mantém nosso universo em pleno funcionamento não falham e não mudam, as leis que fazem parte da Justiça de Deus também são infalíveis e invariáveis.

Na verdade, as leis que mantém o nosso universo material funcionando plena e perfeitamente não falham e não mudam exatamente porque são provenientes das leis que compõem a Justiça de Deus. E, dentre outros conceitos fundamentais, nós precisamos ter consciência dessa informação para poder entender a Bíblia claramente.

Ao longo do Salmo 119 vemos o escritor comparar a Justiça de Deus com a justiça dos homens todo o tempo, dando a devida honra às leis perfeitas que foram instituídas pelo nosso Criador.

No entanto, as justas ordenanças para as quais o salmista se refere, não somente no trecho em questão, mas em todos os locais onde o salmista faz referência a elas, não se trata do conjunto de leis dadas a Moisés no Monte Sinai, e sim dos mandamentos que integram a legislação do Reino de Deus e que foram instituídos antes da formação do universo material que conhecemos. Esses mandamentos nos são revelados pelo ensino de Jesus Cristo.

No trecho que estamos analisando aqui, que vai do versículo 74 ao 76 do salmo 119, observamos três aspectos importantes da legislação eterna. O primeiro, é que o conhecimento da Justiça de Deus gera "temor" a Ele nos corações.

Contudo, ao contrário do que muitos pensam, esse temor não se trata de medo, mas de uma reverência absoluta à autoridade do nosso Criador, pois ao conhecer as leis que regem as dimensões eterna e física o sujeito passa também a conhecer quem é Deus verdadeiramente.

É por isso que o salmista especifica no verso 74 que só aquelas pessoas que "temem" a Deus se alegram ao verem alguém colocando suas esperanças e espectativas nEle, especialmente quando este alguém está passando por circunstâncias difíceis em sua vida.

Pessoas que não tem temor a Deus geralmente são aquelas que, por não darem valor ao conteúdo da palavra de Deus, ignoram a existência de Seu Reino e a ação da Sua Justiça. E exatamente por desconhecerem os princípios do Reino de Deus, e não entenderem a integridade e fidelidade do nosso Criador em cumprir todos os preceitos da sua reta justiça, é que tais indivíduos jamais irão respeitá-lo ou reverenciá-lo.

O segundo e terceiro aspectos observados é que o escritor também fala em um "castigo" proveniente de Deus sobre sua vida, no versículo 75; mas, logo no verso seguinte, menciona o "amor" do seu Criador como sendo seu consolo. Essas afirmações vão nos parecer contraditórias se os conceitos de castigo e de amor que estiverem em nossas mentes forem aqueles provenientes da sabedoria do mundo.

O salmista segue expondo que "as ordenanças de Deus são justas" e que se ele foi castigado é porque "Deus é fiel em cumpri-las". De fato, existe algumas informações nas entrelinhas desse trecho do salmo 119 que precisamos ter, para então entendermos plenamente o que o escritor está declarando aqui.

As ordenanças da legislação do Reino de Deus são claramente punitivas para o mal. O nosso Criador não tolera a maldade de nenhuma forma, porque a ação dessa entidade perverte o cumprimento da sua reta justiça, trazendo sofrimento, destruição e morte para a Sua criação.

Portanto, o juízo contido nos preceitos da Justiça de Deus SÃO PARA A MALDADE e não para a criação. Isso mesmo: a punição é para o MAL e não para os homens e demais seres vivos. Por ser de origem espiritual, o mal não pode ser julgado por Deus de outra maneira, senão com a sua destruição; e por ser sobrenatural, sua essência não pode ser convertida em bondade.

O problema é que o homem deixou o conhecimento da maldade (ou conhecimento do bem e do mal) entrar em si, de forma que agora tal "poderio" faz parte não somente da realidade espiritual, mas também da realidade material dos seres humanos. Ele está dentro de todas as coisas vivas do planeta, e, especialmente nos seres humanos, vai gerando sentimentos e desejos contrários aos preceitos da Justiça de Deus; e quando tais desejos e sentimentos contrários são realizados, consumam o que as escrituras bíblicas conceituam como iniquidade, injustiça ou pecado.

Se alguém transgride os preceitos da Justiça de Deus e por não enxergar tal situação não se arrepende de seus erros, inevitavelmente receberá sobre sua vida o juízo RESERVADO PARA O MAL; contudo, esta definitivamente não é a vontade do nosso Criador para nenhum de nós.

O que Ele realmente deseja é que todos nós aprendamos a verdade do conhecimento da Sua Justiça, e através dessa consciência possamos rejeitar a operação da maldade que age de diversas formas dentro de nós e ao nosso redor, no mundo onde vivemos; é movido por este desejo que Ele tem trabalhado para livrar a humanidade do juízo que Ele mesmo decretou sobre a maldade.

O castigo de Deus, na verdade, acontece para que possamos discernir nossos erros e assim nos arrependamos deles, antes que o juízo reservado para a operação da maldade nos antinja. E diferente do que muitos acham, esse castigo não acontece com a manifestação de doenças, prejuízos, destruição ou morte, mas acontece PELO CONFRONTO DO INDIVÍDUO COM O CONHECIMENTO DA JUSTIÇA DE DEUS. E esse confronto é bem desconfortável, pois sua finalidade é abrir nossos olhos para nos levar ao arrependimento sincero das nossas transgressões.

Deus é realmente bom, e Ele jamais deixaria os seres humanos que criou a sua imagem e semelhança à mercê da destruição decretada sobre a maldade, vendo que há possibilidade dos indivíduos se arrependerem de seus erros ao conhecerem a verdade da Sua Justiça.

E aqui é importante entender que quando o juízo do Dilúvio foi enviado à terra, naquele momento as pessoas CONHECIAM OS PRINCÍPIOS DA RETA JUSTIÇA DE DEUS CLARAMENTE MAS, NO ENTANTO, NÃO SE ARREPENDIAM MAIS DE SUAS TRANSGRESSÕES A FIM DE SE ADEQUAREM AOS FUNDAMENTOS DA CRIAÇÃO, com exceção de Noé e sua família; por este motivo estes foram os únicos poupados naquele terrível acontecimento.

Com base nesse entendimento é que o salmista diz que o amor de Deus o conforta: ele tinha absoluta certeza de que Deus, ao castigá-lo, desejava livra-lo de receber o juízo de destruição que já está decretado sobre o mal antes da fundação do mundo. A Justiça de Deus declara que todos aqueles que vivem segundo seus preceitos são livrados do juízo que está decretado para a maldade, e o salmista afirma que tinha nesse conhecimento o seu consolo.

Concluindo: Deus é justo porque é amor. Deus é fiel porque é amor. Deus é bom porque é amor. E exatamente porque Ele é fiel no cumprimento do seu Amor foi que enviou a nós o Seu Filho Jesus Cristo, pois Ele deseja que todos os seres humanos possam enxergar como funciona a Sua Justiça e que assim sejam livrados de um iminente juízo, maior do que a morte física, que virá sobre a operação da maldade no futuro a fim de exterminar seu reinado e sua ação de uma vez por todas.

Missionária Oriana Costa.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Aqui estão minha mãe e meus irmãos!

Esse trecho do evangelho é bem conhecido. Ele contextualiza o momento em que a família de Jesus vai procurá-lo para conversar com Ele sobre tudo o que estava acontecendo.

No capítulo 12 do evangelho de Mateus vemos mais um dos episódios onde Jesus confronta os fariseus, e desta vez ele os expõe ao ridículo em público, desmentindo as afirmações negativas deles a respeito de seus milagres diante da multidão.

O alvoroço que toda aquela situação causou chegou aos ouvidos de seus familiares, que foram até o local onde Ele estava para tentar pará-lo, pois sua mãe e seus irmãos ainda não entendiam QUEM ERA JESUS e porque Ele se comportava daquela forma ousada, que atraia a atenção de todos e deixava as autoridades judaicas com um ódio mortal dele.

Naquele momento, o pai terreno de Jesus, José, já havia falecido e sendo Jesus o filho mais velho, estava então assumindo o papel de líder da família, o que era algo absolutamente normal. Por isso sua mãe e irmãos foram tentar parar Jesus, pois temiam a reação das autoridades: Ele podia ser preso e executado, da mesma forma que aconteceu com João Batista, e sua família não queria perdê-lo também.

Antes de continuar, preciso advertir aos que professam a fé católica que esse texto é informativo, e não tem o intuito de ofender sua fé. Todas as informações contidas aqui são retiradas somente da Bíblia Sagrada, e seguem unicamente o raciocínio do contexto em que as situações ocorreram na época em que Jesus Cristo homem trabalhava em seu ministério terreno.

O trecho completo que contém a frase da imagem que inicia o nosso texto é o seguinte:

"Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. Alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo. Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?, perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe." (Mateus 12:46-50)

Do trecho acima podemos retirar quatro informações importantes. À princípio vamos listar três: a primeira é que Jesus não era filho único em sua família, pois Ele tinha irmãos; a segunda é que sua família NÃO SABIA ou NÃO ENTENDIA (pelo menos até aquele momento) que Ele era o Rei que Deus havia prometido enviar aos israelitas, e que iria libertá-los da escravidão, mas não aquela feita pelo Império Romano, que dominava a nação de Israel naquele tempo: o Cristo foi enviado para libertá-los da escravidão do pecado(!); a terceira é que, se Jesus não era filho único, logo, Maria engravidou de José após o nascimento de Jesus Cristo.

A Bíblia não cita em nenhum momento que o casal de judeus israelita, Maria e José, tenham adotado filhos. Portanto, Jesus pertencia a uma família judaica normal, com pai, mãe e irmãos, e Maria era uma mulher normal e saudável, pois além de Jesus também pode ter outros filhos.

Apesar de Maria ter sido visitada por um anjo que lhe disse quem seria o menino que seria gerado em seu útero, e logo após ter engravidado daquela criança sem ter tido relações com homem algum, ela ainda não tinha entendido bem o que estava acontecendo. 

E antes do episódio que tratamos aqui ela já tinha presenciado, pelo menos, o primeiro milagre (ou um dos primeiros milagres) feito por Jesus, que foi a transformação de água em vinho nas bodas de Caná, na Galiléia. Dessa forma, mesmo que os acontecimentos tenham sido fora do normal, o que ela havia vivenciado com Jesus até ali ainda não tinha sido suficiente para que ela o discernisse.

Portanto, quando Jesus disse: "quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe", estava querendo dizer que sua própria família ainda não acreditava nele, assim como acreditavam os discípulos que o seguiam naquele momento. E esta é a quarta informação que podemos retirar do trecho que está em Mateus 12:46-50.

Isso mesmo: a família de Jesus NÃO O SEGUIA no início de seu ministério, pois, por não conseguirem enxergar quem Ele era, ainda não tinham acreditado nele. Apesar de serem seus familiares e terem convivido com Ele por muito tempo, sua mãe e irmãos não conseguiram dicernir de imediato a autoridade do Cristo.

E essa situação que o Cristo enfrentaria também já havia sido predita nas escrituras, através do Rei Davi:

"Sou um estrangeiro para os meus irmãos, um estranho até para os filhos da minha mãe." (Salmos 69:8)

Essa foi a razão que levou Jesus a se referir aos seus discípulos como se fossem sua família verdadeira naquele momento, pois aquelas pessoas estavam recebendo os milagres que o Pai fazia através dele, e muitos dentre os discípulos já acreditavam na mensagem de Jesus de todo o coração.

Para concluir, no Evangelho de João podemos ler um trecho que mostra claramente a incredulidade dos irmãos de Jesus com relação a Ele:

"Ao se aproximar a festa judaica dos tabernáculos, os irmãos de Jesus lhe disseram: "Você deve sair daqui e ir para a Judéia, para que os seus discípulos possam ver as obras que você faz. Ninguém que deseja ser reconhecido publicamente age em segredo. Visto que você está fazendo estas coisas, mostre-se ao mundo". Pois nem os seus irmãos criam nele." (João 7:2-5)

Missionária Oriana Costa.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

A fé verdadeira em Deus.


Com certeza você já deve ter se admirado com a impetuosidade e beleza das grandes árvores dos bosques e das florestas, não é mesmo? Elas são magníficas estruturas vivas e rígidas, pesadas e muito bem fixas no solo com suas raízes profundas. Algumas delas são tão grandes e possuem troncos tão robustos que em alguns lugares do mundo acabam servindo de moradia para algumas pessoas.

Porém, essas árvores demoram muitos anos até que fiquem bem altas e com seus troncos muito largos e densos, e suas raízes se aprofundem na terra. O início delas é uma frágil e pequena semente, que precisa de um lugar com os nutrientes adequados e que seja bem protegido da ação dos animais, da chuva e do vento, para que então se desenvolva corretamente com o passar do tempo.

Pois assim mesmo é a vida de uma pessoa que tem a fé genuína em Deus. Uma vida de fé verdadeira não passa a existir de uma hora para outra. Demora anos para amadurecer. E ela se inicia com uma semente que precisa achar O PRIMEIRO LUGAR no coração de alguém, para que possa se desenvolver.

O conhecimento do Reino de Deus é esta semente. Inicialmente ele é pequenino e delicado. Mas É SOMENTE DELE que nasce uma vida de fé verdadeira em Deus. Se com perseverança tal semente for irrigada e alimentada da forma correta, torna-se uma grande árvore na vida de alguém, fazendo com que tal pessoa dê muitos frutos desse conhecimento e ela mesma usufrua de altos benefícios que não podem ser achados no mundo.

Jesus Cristo nos revela essa realidade através da parábola do grão de mostarda, que pode ser lida no capítulo 13 do evangelho de Mateus.

Assim sendo, é preciso MUITOS ANOS de dedicação para que um dia a fé em Deus no coração de alguém atinja a maturidade. E quando ela chega a este nível, traz para esse indivíduo a plenitude da realidade do Reino de Deus, que é infinitas vezes superior aquela que o mundo nos disponibiliza e que pode ser resumida em uma situação diferenciada de Paz, Justiça e Alegria, que caracterizam a VIDA ETERNA.

O mundo não pode jamais oferecer tal realidade para nós, visto que ele é perecível: nele não há coisas boas que durem para sempre. O que há nele é a operação "sutil" da maldade que é geradora de injustiça, sofrimento, desespero, medo, dúvida, violência, confusão e morte. Então, o mundo pode oferecer alguns momentos bons ou de bem-estar, mas que logo são suprimidos pelas adversidades que também acontecem nele. É desta maneira que os seres humanos que escolhem viver conforme a realidade do mundo vão seguindo.

Portanto, para que alguém usufrua da plenitude do Reino de Deus na terra é necessário conhecê-lo verdadeiramente e chamá-lo à existência praticando OS PRINCÍPIOS que operam neste lugar. Eles nos são revelados e ensinados por Cristo a fim de que se sobreponham às informações advindas do mundo mal em que vivemos.

As informações mundanas entram de diversas formas e sem resistência nos corações desde a infância, e vão se tornando a base das vidas das pessoas. Isso só não acontece quando os pais, conhecendo de antemão o Reino e a Justiça de Deus, ensinam diretamente seus princípios aos filhos. É somente adquirindo o conhecimento do Reino e da Justiça de Deus que somos capacitados a dicernir e rejeitar a operação da maldade que provém do mundo.

Assim sendo, a ÚNICA forma de regar e nutrir corretamente a fé em Deus é alimentando nossas mentes com a verdade do Reino de Deus ensinada por Cristo; essa verdade também é conhecida como "amor" ou "amor de Deus". E alimentar a mente com tal conhecimento até que este se torne uma realidade em nosso dia-a-dia exige grande PERSEVERANÇA, pois o amor ensinado por Jesus é totalmente contrário à realidade que o conhecimento da maldade operante no mundo vem nos impondo desde a nossa meninice, e na qual normalmente a maioria de nós já se acostumou a viver.

Por isso, leva-se anos para que todo o conhecimento enganoso que entrou em nossos corações proveniente da maldade do mundo seja substituído pelo conhecimento do amor de Deus ensinado por Cristo, e por fim a nossa fé em Deus atinja a maturidade.

E então, quando a fé genuína está realmente madura na vida de alguém, ela gera o empoderamento da AUTORIDADE dada aos cidadãos do Reino de Deus pelo Rei Jesus, e também gera uma SEGURANÇA tremenda ou uma grande convicção, que resultam em uma vida justa, alegre, pacífica, provida e saudável, em um comportamento sábio e acompanhado de contínuas ações de graças ao Pai Criador, com momentos maravilhosos e até indescritíveis na presença dele e que culminam em homenagens (louvores) ao Rei Jesus diariamente.

E todo esse comportamento espiritual vai fluindo naturalmente e independentemente da variação das circunstâncias no mundo. Essa é a realidade plena do Reino de Deus.

Como se pode ver, a fé em Deus não é instantânea e também não é nada que se viva de maneira imposta ou forçada, como propõe o pensamento religioso do mundo.

As mudanças efetivas de caráter e a maioria dos milagres advindos da fé genuína em Deus não vão acontecer de uma hora para outra na vida dos indivíduos, pois não há como se provar da maravilhosa  realidade do Reino de Deus sem uma insistência em buscar entendê-lo com clareza, meditando diariamente nas informações contidas nas escrituras e procurando praticá-las. Isso realmente leva tempo e requer muita paciência! Crescer em fé é um processo lento e pode-se dizer também sofrido (porque envolve arrependimento e desapego), mas que a longo prazo traz BÔNUS ETERNOS.

E também não é nada místico: é uma REALIDADE RACIONAL E PERFEITA que se vive pela aquisição e prática de um conhecimento específico, que é estável e infalível: ele não muda com o passar do tempo e o cumprimento da sua legislação não falha jamais.

É muitíssimo importante entendermos que a realidade espiritual PRECISA PASSAR PELA NOSSA RAZÃO, e ser fortalecida em nossas mentes e corações através de uma busca constante, ou não poderemos usufruir dela em sua plenitude.

Então, que fique claro: o nascimento, crescimento e amadurecimento da fé verdadeira em Deus depende diretamente de um primeiro contato com o conhecimento do REINO E DA JUSTIÇA DE DEUS revelado por Cristo, que deve ser seguido de um aprofundamento nele; esse conhecimento está publicado nas escrituras bíblicas e faz parte do conteúdo dos evangelhos e das cartas dos apóstolos. Sem a aquisição dessa sabedoria é impossível que alguém conheça e creia no Deus vivo e se relacione intimamente com Ele.

Missionária Oriana Costa.

terça-feira, 31 de março de 2020

A blasfêmia contra o Espírito Santo

Esta fala de Jesus é bem famosa e também mal entendida por muita gente.

E as interpretações equivocadas desse trecho do evangelho geralmente acontecem por dois motivos: o primeiro, é que as pessoas não entendem o que é  "falar contra o Espírito Santo", ou  não entendem o significado da palavra "blasfêmia" (que consta nas versões mais tradicionais da Bíblia), já que no dia-a-dia não usamos essa palavra nas conversas; e o segundo, é que as pessoas não entendem em que contexto essa afirmação de Cristo está inserida, pois normalmente ela é interpretada de forma isolada.

Ao lermos as escrituras bíblicas devemos sempre ter o cuidado de verificar o contexto dos trechos que estamos analisando, e também verificar o significado de certas palavras e expressões, pois, muitas delas, além de não fazerem parte do vocabulário de conversação cotidiano, também não fazem parte da nossa cultura local e atual.

A Bíblia, especialmente nas versões mais tradicionais, como a João Ferreira de Almeida por exemplo, contém muitas palavras eruditas, além de expressões com os costumes judaicos da época em que Jesus iniciou seu ministério, e que, atualmente, não são conhecidos por quem não é judeu ou não é estudioso de cultura judaica antiga.

Por este motivo, sempre é bom estudar as escrituras bíblicas usando pelos menos duas versões diferentes dela, além de um dicionário de língua portuguesa e um dicionário de cultura judaica antiga.

As "Bíblias de estudo" são boas por trazerem em anexo as informações extras para facilitar o entendimento, mas, no entanto, também trazem pré-interpretações que podem não ser aquilo que realmente as escrituras estejam comunicando. O ideal é que façamos um esforço para estudar e meditar na palavra de Deus por nossa própria iniciativa, sem usar de interpretações de terceiros.

Agora, voltando ao raciocínio inicial do nosso texto, vamos ver o que significa a palavra "blasfêmia":


Tendo o entendimento correto do significado da palavra blasfêmia, podemos seguir analisando o contexto em que o Rei Jesus Cristo fez sua famosa afirmação. A situação encontra-se no trecho que vai do vigésimo segundo ao trigésimo sétimo versículo do décimo segundo capítulo do evangelho de Mateus (veja na sua Bíblia: Mateus 12:22-37).

Na postagem anterior a esta, aqui neste blog, há uma explicação sobre a primeira parte do discurso de Cristo na referência que está no parágrafo anterior, onde Ele fala que "todo reino dividido contra si mesmo será arruinado".

De posse de mais este entendimento, podemos analisar a segunda parte do discurso do Rei Jesus, onde Ele prossegue dizendo que "quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir". Só lembrando, antes de prosseguirmos, que falar contra o Espírito Santo também é o mesmo que blasfemar contra Ele.

Observamos, portanto, lendo todo o trecho bíblico referido aqui, que a situação pela qual o Senhor foi levado a falar da blasfêmia contra o Espírito Santo foi o momento onde os fariseus disseram "é somente por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios".

No momento em que os fariseus fizeram a afirmação acima, eles estavam conscientes de que aquilo que disseram não era verdade. Eles sabiam que o Diabo não podia se levantar contra si mesmo, e que demônios só se dobram à autoridade de Deus. O que aqueles homens queriam, na verdade, era manipular o povo para que se levantasse contra o Cristo (ainda que Ele estivesse correto) a fim de que continuasse dando a eles o prestígio e o status que tinham na sociedade.

No entanto, o Senhor Jesus, sabendo suas intenções, imediatamente falou-lhes a verdade diante de todo o povo, para que todos pudessem julgar a situação. Ao dizer "se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus", Cristo apontou de que maneira aqueles homens haviam se colocado contra o Espírito de Deus.

Logo, entendemos que a blasfêmia contra o Espírito do Senhor acontece quando, pessoas que tem o conhecimento de que Ele existe e como Ele age, negam propositalmente sua ação, integridade e autoridade, para satisfazerem seus desejos pessoais, assim como os fariseus decidiram fazer.

Para concluir o raciocínio, é importante entender que no momento em que o Rei Jesus libertou o endemoniado e deu a ele cura, o fez pela ação do Espírito, com um único propósito: PROCLAMAR O SEU REINO.

Assim sendo, quem nega deliberadamente o agir do Espírito de Deus, especialmente SABENDO O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE ELE, está rejeitando a obra redentora de Cristo e também o Seu Reino, visto que todo o trabalho do Espírito da verdade é CONVENCER O MUNDO DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO (João 16:8-11) ou seja, apontar que precisamos de uma justificação que nos é concedida gratuitamente pelo sacrifício de Cristo, a fim de que possamos entrar no  Reino de Deus.

Missionária Oriana Costa.



Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...