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sábado, 25 de abril de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 74, 75 e 76.

Meditando no conteúdo das escrituras bíblicas sempre iremos nos deparar com muitos conceitos diferentes daqueles ensinados pela sabedoria mundana, e que se tornam difíceis de entender se não estivermos previamente conscientes de sua origem.

A palavra de Deus aponta o tempo todo para a existência de uma realidade que é espiritual, e que está acima e também origina a realidade material onde nosso universo existe. E da mesma forma que encontramos leis regendo todas as coisas no nosso planeta, por exemplo, também veremos leis regendo todas as coisas na dimensão espiritual, de acordo com o que nos revela o conteúdo bíblico.

E assim como as leis que mantém nosso universo em pleno funcionamento não falham e não mudam, as leis que fazem parte da Justiça de Deus também são infalíveis e invariáveis.

Na verdade, as leis que mantém o nosso universo material funcionando plena e perfeitamente não falham e não mudam exatamente porque são provenientes das leis que compõem a Justiça de Deus. E, dentre outros conceitos fundamentais, nós precisamos ter consciência dessa informação para poder entender a Bíblia claramente.

Ao longo do Salmo 119 vemos o escritor comparar a Justiça de Deus com a justiça dos homens todo o tempo, dando a devida honra às leis perfeitas que foram instituídas pelo nosso Criador.

No entanto, as justas ordenanças para as quais o salmista se refere, não somente no trecho em questão, mas em todos os locais onde o salmista faz referência a elas, não se trata do conjunto de leis dadas a Moisés no Monte Sinai, e sim dos mandamentos que integram a legislação do Reino de Deus e que foram instituídos antes da formação do universo material que conhecemos. Esses mandamentos nos são revelados pelo ensino de Jesus Cristo.

No trecho que estamos analisando aqui, que vai do versículo 74 ao 76 do salmo 119, observamos três aspectos importantes da legislação eterna. O primeiro, é que o conhecimento da Justiça de Deus gera "temor" a Ele nos corações.

Contudo, ao contrário do que muitos pensam, esse temor não se trata de medo, mas de uma reverência absoluta à autoridade do nosso Criador, pois ao conhecer as leis que regem as dimensões eterna e física o sujeito passa também a conhecer quem é Deus verdadeiramente.

É por isso que o salmista especifica no verso 74 que só aquelas pessoas que "temem" a Deus se alegram ao verem alguém colocando suas esperanças e espectativas nEle, especialmente quando este alguém está passando por circunstâncias difíceis em sua vida.

Pessoas que não tem temor a Deus geralmente são aquelas que, por não darem valor ao conteúdo da palavra de Deus, ignoram a existência de Seu Reino e a ação da Sua Justiça. E exatamente por desconhecerem os princípios do Reino de Deus, e não entenderem a integridade e fidelidade do nosso Criador em cumprir todos os preceitos da sua reta justiça, é que tais indivíduos jamais irão respeitá-lo ou reverenciá-lo.

O segundo e terceiro aspectos observados é que o escritor também fala em um "castigo" proveniente de Deus sobre sua vida, no versículo 75; mas, logo no verso seguinte, menciona o "amor" do seu Criador como sendo seu consolo. Essas afirmações vão nos parecer contraditórias se os conceitos de castigo e de amor que estiverem em nossas mentes forem aqueles provenientes da sabedoria do mundo.

O salmista segue expondo que "as ordenanças de Deus são justas" e que se ele foi castigado é porque "Deus é fiel em cumpri-las". De fato, existe algumas informações nas entrelinhas desse trecho do salmo 119 que precisamos ter, para então entendermos plenamente o que o escritor está declarando aqui.

As ordenanças da legislação do Reino de Deus são claramente punitivas para o mal. O nosso Criador não tolera a maldade de nenhuma forma, porque a ação dessa entidade perverte o cumprimento da sua reta justiça, trazendo sofrimento, destruição e morte para a Sua criação.

Portanto, o juízo contido nos preceitos da Justiça de Deus SÃO PARA A MALDADE e não para a criação. Isso mesmo: a punição é para o MAL e não para os homens e demais seres vivos. Por ser de origem espiritual, o mal não pode ser julgado por Deus de outra maneira, senão com a sua destruição; e por ser sobrenatural, sua essência não pode ser convertida em bondade.

O problema é que o homem deixou o conhecimento da maldade (ou conhecimento do bem e do mal) entrar em si, de forma que agora tal "poderio" faz parte não somente da realidade espiritual, mas também da realidade material dos seres humanos. Ele está dentro de todas as coisas vivas do planeta, e, especialmente nos seres humanos, vai gerando sentimentos e desejos contrários aos preceitos da Justiça de Deus; e quando tais desejos e sentimentos contrários são realizados, consumam o que as escrituras bíblicas conceituam como iniquidade, injustiça ou pecado.

Se alguém transgride os preceitos da Justiça de Deus e por não enxergar tal situação não se arrepende de seus erros, inevitavelmente receberá sobre sua vida o juízo RESERVADO PARA O MAL; contudo, esta definitivamente não é a vontade do nosso Criador para nenhum de nós.

O que Ele realmente deseja é que todos nós aprendamos a verdade do conhecimento da Sua Justiça, e através dessa consciência possamos rejeitar a operação da maldade que age de diversas formas dentro de nós e ao nosso redor, no mundo onde vivemos; é movido por este desejo que Ele tem trabalhado para livrar a humanidade do juízo que Ele mesmo decretou sobre a maldade.

O castigo de Deus, na verdade, acontece para que possamos discernir nossos erros e assim nos arrependamos deles, antes que o juízo reservado para a operação da maldade nos antinja. E diferente do que muitos acham, esse castigo não acontece com a manifestação de doenças, prejuízos, destruição ou morte, mas acontece PELO CONFRONTO DO INDIVÍDUO COM O CONHECIMENTO DA JUSTIÇA DE DEUS. E esse confronto é bem desconfortável, pois sua finalidade é abrir nossos olhos para nos levar ao arrependimento sincero das nossas transgressões.

Deus é realmente bom, e Ele jamais deixaria os seres humanos que criou a sua imagem e semelhança à mercê da destruição decretada sobre a maldade, vendo que há possibilidade dos indivíduos se arrependerem de seus erros ao conhecerem a verdade da Sua Justiça.

E aqui é importante entender que quando o juízo do Dilúvio foi enviado à terra, naquele momento as pessoas CONHECIAM OS PRINCÍPIOS DA RETA JUSTIÇA DE DEUS CLARAMENTE MAS, NO ENTANTO, NÃO SE ARREPENDIAM MAIS DE SUAS TRANSGRESSÕES A FIM DE SE ADEQUAREM AOS FUNDAMENTOS DA CRIAÇÃO, com exceção de Noé e sua família; por este motivo estes foram os únicos poupados naquele terrível acontecimento.

Com base nesse entendimento é que o salmista diz que o amor de Deus o conforta: ele tinha absoluta certeza de que Deus, ao castigá-lo, desejava livra-lo de receber o juízo de destruição que já está decretado sobre o mal antes da fundação do mundo. A Justiça de Deus declara que todos aqueles que vivem segundo seus preceitos são livrados do juízo que está decretado para a maldade, e o salmista afirma que tinha nesse conhecimento o seu consolo.

Concluindo: Deus é justo porque é amor. Deus é fiel porque é amor. Deus é bom porque é amor. E exatamente porque Ele é fiel no cumprimento do seu Amor foi que enviou a nós o Seu Filho Jesus Cristo, pois Ele deseja que todos os seres humanos possam enxergar como funciona a Sua Justiça e que assim sejam livrados de um iminente juízo, maior do que a morte física, que virá sobre a operação da maldade no futuro a fim de exterminar seu reinado e sua ação de uma vez por todas.

Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 71,72 e 73.

No versículo 71 no trecho dessa postagem, vemos repetir-se o mesmo raciocínio do versículo 67 deste mesmo salmo: sem o "castigo" de Deus não conseguimos viver plenamente sua reta justiça (leia a explicação de como se dá o castigo de Deus aqui no blog, no texto de título: "Série meditando no Salmo 119: versículos 67 e 68").

Muitas vezes precisamos ser confrontados pelo nosso Criador para entender que estamos errados, e, desta forma, finalmente enxergar que viver conforme a justiça dele é o melhor para nós, pois nos livra da ação da maldade e nos mantém em paz.

O salmista, nesse trecho, relata que para ele os decretos ou mandamentos de Deus (Sua Justiça) são mais valiosos que prata e ouro. E ele não diz isso à tôa: pois foi por esses decretos que Deus criou todas as coisas em nosso universo material, incluindo a prata, o ouro, e a nós mesmos.

Então, obviamente, a reta Justiça de Deus é muito mais valiosa do que tudo o que há no universo, visto que é por causa dela que ele existe e funciona.

E, existe ainda um detalhe sobre a Justiça de Deus, apontado também aqui nesse trecho do salmo 119, que talvez pouca gente tenha conseguido perceber: os "mandamentos" da Justiça de Deus aos quais o salmista está se referindo não são os "mandamentos que foram entregues a Moisés"! É isso mesmo que você está lendo!

Os mandamentos da Justiça de Deus são aqueles pelos quais Deus criou todas as coisas e que foram devidamente revelados por Cristo. Essas leis e regras são geradoras de vida, e não de condenação; do contrário, o apóstolo Paulo de Tarso não teria dito estas palavras:

"Sabemos que tudo o que a lei diz, o diz àqueles que estão debaixo dela, para que toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juízo de Deus. Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem." (Romanos 3:19-22)

A Lei dada por Deus através de anjos a Moisés era para que o povo de Israel se mantivesse consciente, com passar do tempo, de que precisava de uma justificação (santificação) que só o seu Criador poderia lhe dar.

Logo no início dos evangelhos, no sermão da montanha, observarmos que Jesus Cristo expõe algumas diferenças entre os mandamentos da Lei de Moisés e os mandamentos da justiça eterna:

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado". "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos." (Mateus 5:38-45)

Então, para nós cristãos, é muito importante ter consciência dessa realidade, pois é de posse desse conhecimento que somos livrados de pensamentos equivocados acerca do nosso Criador e também somos capacitados a anunciar as boas novas de Seu Reino com clareza.

Missionária Oriana Costa.


quarta-feira, 11 de março de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 69 e 70.

O Salmo 119 é mesmo incrível, não por ser o maior de todos os salmos da Bíblia, mas por conter informações sobre a Justiça de Deus que são muitíssimo importantes para nós, que buscamos entendê-la.

Aqui o salmista fala de uma situação adversa em que se encontrou, onde estava sendo difamado por pessoas que não gostavam dele. Ele chamou essas pessoas de "arrogantes"; o sinônimo da arrogância é a soberba.

Uma pessoa arrogante ou soberba é aquela que sempre quer se sobressair aos demais, que se acha superior e mais sábia ou inteligente que os outros. É alguém que não é humilde.

E, segundo o que relata o salmista, uma pessoa arrogante irá se achar muito superior aquelas que escolhem colocar a Justiça de Deus em primeiro lugar em suas vidas, e fará o possível para diminui-las, nem que para isso precise mentir. É por isso que ele diz: "Os arrogantes mancharam o meu nome com mentiras".

E em seguida, o salmista pontua: "mas eu obedeço aos teus preceitos de todo o coração". Isso significa que o escritor desse texto não tentou se justificar diante dos outros por causa das mentiras que estavam sendo ditas a seu respeito, mas continuou firme em cumprir o que aprendeu sobre a reta Justiça de Deus: pois ele tinha plena certeza de que quem anda conforme esse conhecimento "não pratica o mal" (Salmos 119:3)

E assim sendo, ele tinha convicção que seu próprio comportamento iria desmentir todas as palavras falsas que estavam sendo ditas a seu respeito.

O salmista também explica que tais pessoas soberbas tem o coração insensível, isto é, o coração delas é endurecido para as coisas de Deus, e por isso elas não conseguem entender a existência e funcionalidade da Justiça eterna nem se satisfazerem com ela.

Quem busca entender a verdade (os princípios da Justiça eterna), no entanto, consegue encontrar prazer no conhecimento de Deus e se satisfaz com os resultados maravilhosos que andar segundo seus preceitos sempre traz.

Comparando essa situação relatada no salmo com o comportamento de Jesus Cristo, vemos que Ele agiu exatamente como o salmista, mantendo-se firme em viver conforme a reta Justiça de Deus sem se preocupar em se justificar publicamente pela difamação que sofria da parte dos fariseus e mestres da Lei.

O foco de Cristo era cumprir sua missão, que era executar tudo o que estava escrito na Lei sobre aquele que deveria ser sacrificado pelas transgressões de toda a humanidade, e realmente Ele fez isso com máxima excelência.

Missionária Oriana Costa.




terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Série Meditando no Salmo 119 - versículos 64,65 e 66.

Ao lermos este trecho bíblico, a primeira vista poderemos pensar: o que tem a ver o fato de "a terra estar cheia do amor de Deus" com "os decretos dele"?

Pode parecer contraditório aos nossos olhos, mas o amor de Deus e os seus decretos (suas leis), SÃO UMA COISA SÓ!

Isso mesmo! O amor de Deus é a Justiça dele. E a Justiça de Deus é constituída de um conjunto de regras e leis imutáveis e infalíveis que foi criado antes do nosso universo ser formado. E hoje, temos a nossa disposição a revelação dessa justiça na pessoa de Jesus Cristo, conforme está publicado nas escrituras bíblicas.

Então, sabemos que todo o universo material foi feito com base na Justiça de Deus. E conhecê-la, portanto, é de fundamental importância para desfrutarmos uma vida plena enquanto passamos por este mundo.

É por isso que, logo após dizer que a terra está cheia do amor de Deus, o salmista pontua: "ensina-me os teus decretos". E Ele não se dirige a outra pessoa para entender como as coisas funcionam em nosso mundo e também na eternidade, senão ao nosso Criador.

Só o Deus Criador pode nos revelar suas Leis, que regem céus e terra. E o salmista o procura diretamente, baseado naquilo que já sabe sobre a pessoa de seu Criador, pois Deus promete em sua palavra se revelar a todos quantos o buscarem de todo o coração.

E quando o salmista diz: "confio em teus mandamentos", está querendo dizer que tem dado credibilidade a justiça de Deus, e tem colocado o conhecimento de Deus em primeiro lugar na sua vida, pois sabe que a Justiça de Deus é perfeita, infalível. Ele diz isso a Deus por saber que, por viver dessa maneira, terá de seu Criador o entendimento adequado de sua palavra ao buscá-lo.

Quem tem o entendimento das escrituras bíblicas e conhece a verdade consegue desfrutar na terra a realidade plena do Reino de Deus. Então, ainda está em tempo: busque a Deus na pessoa de Cristo! Faça isso de todo o seu coração, e Ele se revelará a você!


Missionária Oriana Costa.







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