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sábado, 6 de fevereiro de 2021

A pedra que os construtores rejeitaram

O momento em que o Pai enviou Seu Filho Unigênito foi exato. Deus não falha jamais. O fato de Jesus não ter sido reconhecido e sofrer rejeição pela maioria dos judeus, especialmente pelas lideranças, mostra que Cristo veio na hora certa. 

Muitas pessoas ficam indignadas ao lerem os evangelhos e saberem a forma como o Senhor foi recebido e tratado em sua própria nação. No entanto, se não tivesse acontecido daquela forma, as informações contidas no Antigo Testamento seriam falsas. Tudo o que aconteceu com Jesus foi predito através dos profetas da Antiga Aliança.

Segundo o conteúdo do Antigo Testamento, o justificador da humanidade nasceria em Israel, no seguinte contexto: os israelitas estariam dominados por uma outra nação e, portanto, não teriam um rei, além de estarem influenciados por lideranças religiosas corrompidas.

Por isso, o Pai preparou "um homem especial", que não se abalaria com o que iria enfrentar e seguiria até o fim com seu trabalho, sem desanimar. No trecho que vamos analisar a seguir, Jesus estava em Jerusalém, no templo, no meio de um confronto com os líderes religiosos:

Ouçam outra parábola: Havia um proprietário de terras que plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem. Aproximando-se a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Os lavradores agarraram seus servos; a um espancaram, a outro mataram e apedrejaram o terceiro. Então enviou-lhes outros servos em maior número, e os lavradores os trataram da mesma forma. Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: ‘A meu filho respeitarão’. Mas quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo e tomar a sua herança’. Assim eles o agarraram, lançaram-no para fora da vinha e o mataram. Portanto, quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores? Responderam eles: Matará de modo horrível esses perversos e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe deem a sua parte no tempo da colheita. (Mateus 21:33-41)

Essa, na verdade, é a segunda parábola que Jesus contou aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei, após ser abordado por eles enquanto ensinava no templo, em Jerusalém. 

Na primeira, o Senhor fala de um Pai que tinha dois filhos, um que fez a sua vontade e o outro não, comparando o filho que atendeu o pai aos publicanos e prostitutas, e aquele que não atendeu aos líderes religiosos (leia o texto anterior "De onde é o batismo de João?").

Agora, o Mestre fala de um certo proprietário de terras que plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores e viajou. Os significados por trás das palavras na parábola são os seguintes: a vinha é a aliança que Deus tinha feito com Abraão; a cerca são os mandamentos que Ele havia dado a Moisés; o tanque e a torre se referem ao templo; os lavradores são os sacerdotes e mestres da Lei, e os servos que o dono da vinha enviou são os profetas.

Quando Jesus falou do "filho do dono da vinha" estava falando de Si mesmo e já predizendo o que estava para acontecer. É realmente curioso ver que os líderes religiosos entenderam bem o raciocínio da história e deram uma resposta sensata ao Senhor e, apesar de saberem que o Mestre estava falando deles, foram incapazes de perceber que as parábolas declaravam tudo o que eles pretendiam fazer com Jesus e também o castigo que eles sofreriam depois.

Jesus lhes disse: "Vocês nunca leram nas Escrituras? ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós’. "Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino. Aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó". Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles. E procuravam um meio de prendê-lo; mas tinham medo das multidões, pois elas o consideravam profeta. (Mateus 21:42-46)

E assim como fez em momentos anteriores, mais uma vez o Mestre cita um trecho das Escrituras, para chamar a atenção daqueles senhores, quando falou "a pedra que os construtores rejeitaram..." (veja Salmos 118:22,23).

Ele ainda avisou que esta pedra (Ele mesmo) traria juízo para aqueles que a rejeitassem, despedaçando os que caíssem sobre ela (ou tropeçassem nela), por não quererem enxergá-la, e transformando em pó os que estivessem embaixo dela quando caísse, por tentarem derrubá-la. Isso está predito no livro do profeta Isaías, que diz:

"Ao Senhor dos Exércitos é que vocês devem considerar santo, a ele é que vocês devem temer, dele é que vocês devem ter pavor. Para os dois reinos de Israel ele será um santuário, mas também uma pedra de tropeço, uma rocha que faz cair. E para os habitantes de Jerusalém ele será uma armadilha e um laço. Muitos deles tropeçarão, cairão e serão despedaçados, presos no laço e capturados." (Isaías 8:13-15)

Assim, apesar de saberem que Jesus estava se referindo a eles nas parábolas e estar avisando o que lhes sobreviria devido à sua incredulidade, aquelas lideranças israelitas ainda procuraram prender o Senhor e só não o fizeram naquele momento por causa do povo, de quem não queriam perder o prestígio. 

De fato, tudo aconteceu como foi predito: o Reino de Deus foi anunciado primeiro aos israelitas. Como a grande maioria do povo e também as autoridades rejeitaram o Messias, cerca de 40 anos após a sua morte e ressurreição aconteceu a destruição de Israel. Os israelitas que ficaram vivos se espalharam pelas outras nações da terra e a anunciação do Reino de Deus, que deveria ser feita pelos judeus, continuou sendo feita por outros povos.

Texto: Miss. Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

De onde era o batismo de João?

No trecho seguinte, extraído do Evangelho de Mateus, Jesus conversa com os sacerdotes e líderes  religiosos em Jerusalém:

Jesus entrou no templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se dele os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos do povo e perguntaram: "Com que autoridade estás fazendo estas coisas? E quem te deu tal autoridade?" Respondeu Jesus: "Eu também lhes farei uma pergunta. Se vocês me responderem, eu lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas. De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens?" (Mateus 21:23-25)

Nos últimos dois estudos, vimos como aconteceu a entrada de Jesus em Jerusalém, no dia anterior ao evento citado no versículo acima, e o que aconteceu no templo. De fato, foram muitos sinais dados de uma só vez na presença dos líderes religiosos judaicos, no entanto, aqueles senhores não conseguiam enxergar que Jesus Cristo era o Messias que eles deveriam estar esperando.

Quando o Senhor aparece por lá no dia seguinte, ensinando sobre o Reino de Deus, é novamente abordado por aqueles homens, que ainda insistiam em saber "com que autoridade Ele fazia aquelas coisas", ou seja, eles queriam saber quem havia dado a Jesus o poder para realizar os milagres e com quem Ele havia aprendido tanto sobre as escrituras sagradas, a ponto de ensinar sobre elas.

É claro que, depois de ter dado tantas provas de quem Ele realmente era, não seria mais necessário fazer tal pergunta a Jesus. Porém, o Mestre aproveitou a situação para colocá-los numa saia justa, perguntando o óbvio a eles: de onde era o batismo de João.

João Batista foi o profeta que o Pai usou para falar que o Messias já havia chegado, e estava em Israel, bem como que Ele iniciaria seu ministério em breve (por isso, João Batista foi o último profeta da Antiga Aliança). Abaixo seguem três trechos do Antigo Testamento que se referem a ele:

Perto está a salvação que ele trará aos que o temem, e a sua glória habitará em nossa terra. O amor e a fidelidade se encontrarão; a justiça e a paz se beijarão. A fidelidade brotará da terra, e a justiça descerá dos céus. O Senhor nos trará bênçãos, e a nossa terra dará a sua colheita. A justiça irá adiante dele e preparará o caminho para os seus passos. (Salmo 85:9-13)

Uma voz clama: No deserto preparem o caminho para o Senhor; façam no deserto um caminho reto para o nosso Deus. (Isaías 40:3)
Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição.
(Malaquias 4:5,6)

Evidentemente, aqueles líderes sabiam qual era a resposta da pergunta que o Senhor fez, mas não queriam admitir que estavam errados, que não estavam se importando com as coisas de Deus; eles temiam perder suas posições influentes na sociedade, então mentiram dizendo que "não sabiam" de onde era o batismo de João.

Eles discutiam entre si, dizendo: "Se dissermos: ‘do céu’, ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele?’ Mas se dissermos: ‘dos homens’ — temos medo do povo, pois todos consideram João um profeta". Eles responderam a Jesus: "Não sabemos". E ele lhes disse: "Tampouco lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas". (Mateus 21:25-27)

Naquele instante Cristo expôs as reais intenções dos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei: todos os que estavam ali entenderam que eles não estavam interessados em fazer a vontade de Deus, mas queriam apenas permanecer no poder, usufruindo das regalias que suas posições lhes proporcionavam.

Então, de uma forma sábia, o Mestre aproveita para confrontá-los educadamente, contando-lhes uma pequena parábola:

"O que acham? Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao primeiro, disse: ‘Filho, vá trabalhar hoje na vinha’. E este respondeu: ‘Não quero! ’ Mas depois mudou de ideia e foi. O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: ‘Sim, senhor! ’ Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? "O primeiro", responderam eles. Jesus lhes disse: "Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus. Porque João veio para lhes mostrar o caminho da justiça, e vocês não creram nele, mas os publicanos e as prostitutas creram. E, mesmo depois de verem isso, vocês não se arrependeram nem creram nele". (Mateus 21:28-32)

Apesar de João Batista, que anunciou a chegada do Messias, também ter dado os sinais previstos nas escrituras, as lideranças judaicas, que deveriam ter sido os primeiros a discernirem o que Deus estava fazendo, nada perceberam, por causa da dureza de coração deles. 

No entanto, eles sabiam que tanto os procedimentos do profeta como o de Cristo não eram comuns ou vindos da mente humana e, mesmo assim, nem ao menos se deram o trabalho de analisar o que estava acontecendo à luz das escrituras, desprezando totalmente os dois enviados de Deus.

Por estarem espiritualmente cegos e surdos, para aqueles homens, tanto João quanto Jesus eram apenas concorrentes, que precisavam ser eliminados a todo o custo, para que não perdessem a credibilidade do povo e também a honra diante das autoridades romanas.

Texto: Miss. Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa



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