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segunda-feira, 28 de junho de 2021

A parábola das dez virgens - Mateus 25 - Parte 1


Após falar sobre os sinais dos tempos e o que aconteceria na iminência de seu retorno – no capítulo 24 do Evangelho de Mateus –, Cristo continua ensinando a seus discípulos sobre o "dia do juízo". Assim, o capítulo 25 de Mateus contém explicações do Senhor Jesus especialmente sobre o que acontecerá após o Seu retorno, no momento em que julgará as coisas relativas à Sua igreja e ao mundo.

Vamos começar analisando a primeira parte desse capítulo, que se inicia com a Parábola das Dez Virgens:

O Reino dos céus, pois, será semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo consigo. As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas juntamente com suas candeias. O noivo demorou a chegar, e todas ficaram com sono e adormeceram. 
À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo!’ Então todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias. As insensatas disseram às prudentes: ‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando’. Elas responderam: ‘Não, pois pode ser que não haja o suficiente para nós e para vocês. Vão comprar óleo para vocês’. 
E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada. Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!' Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço!’ Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora! (Mateus 25:1-13)

Antes de iniciarmos a interpretação desse trecho, é necessário conhecermos os significados de algumas palavras e expressões contidas nele, a fim de que tenhamos um entendimento mais claro acerca das lições que o Senhor nos transmite.

Para começar, vejamos dois significados curiosos:

1- O número dez no contexto judaico se relaciona à totalidade, ao todo ou ao conjunto completo de alguma coisa. Por isso, para representar a igreja como sendo todos os povos da Terra que decidiram fazer parte dela, o Senhor Jesus usou esse número.

2- As moças são virgens, pois num casamento judaico a noiva deve ser virgem. A virgindade aqui também tem a ver com o que a Lei ordena para o casamento de um Sumo Sacerdote (Jesus também é o Sumo Sacerdote do Seu povo - Hb 6:20):

"A mulher que ele tomar terá que ser virgem. Não poderá ser viúva, nem divorciada, nem moça que perdeu a virgindade, nem prostituta, mas terá que ser uma virgem do seu próprio povo, assim ele não profanará a sua descendência entre o seu povo." (Levítico 21:13-15)

Continuando nosso estudo vemos que, logo no início da história, o Mestre alerta que cinco virgens eram prudentes e cinco insensatas. Diante disso, precisamos ter uma ideia do que é a prudência e a insensatez, às quais Ele se refere. Sobre isso, encontramos vários trechos esclarecedores na própria Bíblia, dentre os quais, seguem dois deles abaixo:

Todo homem prudente age com base no conhecimento, mas o tolo expõe a sua insensatez. (Provérbios 13:16)

Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. (Mateus 7:24)

A prudência, portanto, está ligada à aquisição do conhecimento do Reino de Deus e de sua Justiça, que são revelados à igreja por Jesus. Quem busca esses conhecimentos e constrói sua vida sobre eles está firmado e seguro em Cristo, de forma que não se afligirá em circunstâncias difíceis.

A insensatez, por conseguinte, é o contrário dessa situação, onde os indivíduos não valorizam a sabedoria de Deus e não buscam conhecer a verdade, para firmarem suas vidas nela. Dessa maneira, entendemos que as cinco virgens prudentes são pessoas que buscam o entendimento do Reino e da Justiça de Deus, e as insensatas, não.

A segunda coisa que o Senhor diz é com relação às candeias que as moças tinham para iluminar o lugar onde esperavam pelo noivo e que, depois, quando Ele surgisse, serviriam para clarear o caminho que fariam até Ele. Quando as prudentes se levantaram para encontrar o noivo, levaram óleo extra para suas candeias, mas as insensatas não levaram.

Sobre as "candeias" (ou "lâmpadas") e o "óleo" (ou "azeite") usado dentro delas, também há alguns trechos no Antigo e no Novo Testamento que revelam do que se tratam. Vejamos a seguir alguns deles:

O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, e vasculha cada parte do seu ser. (Provérbios 20:27)

Separem dentre os seus bens uma oferta para o Senhor. Todo aquele que, de coração, estiver disposto, trará como oferta ao Senhor ouro, prata e bronze; (...) óleo para a iluminação; (...). (Êxodo 35:5-8)

A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. (Salmos 119:105)

A explicação das tuas palavras ilumina e dá discernimento aos inexperientes. (Salmos 119:130)

Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos e a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força. (Efésios 1:18,19)

Assim sendo, as candeias e o óleo usado dentro delas para a iluminação são, respectivamente, o coração do homem e o conhecimento da Justiça de Deus ou o conhecimento de Cristo. Algumas interpretações sugerem que o óleo da candeia é o Espírito Santo, dando a entender que as cinco virgens prudentes estavam cheias do Espírito e, por isso, conseguiram chegar até o Noivo.

De fato, quem busca conhecer a verdade, dentre outras coisas, buscará estar cheio do Espírito Santo, que no Antigo Testamento é representado pelo óleo da unção. As Escrituras nos mostram que haviam dois tipos de óleo no tabernáculo de Moisés: o óleo para a iluminação e o óleo da unção (veja em Êxodo 35:8 e Êxodo 25:6). O primeiro faz alusão ao conhecimento de Deus, e o segundo, ao seu poder e autoridade, além de representar o Espírito de Deus. No caso dessa parábola, se trata do óleo usado como combustível para produzir luz.

As dez virgens simbolizam a igreja do Senhor na Terra, onde uma parte dela permanecerá firmada em Cristo, e a outra não vai perseverar. 

Só lembrando que as virgens citadas nessa parábola são AS TESTEMUNHAS E ACOMPANHANTES DOS NOIVOS, segundo os costumes da antiga tradição judaica. Elas participavam de todo o processo do noivado e da celebração do casamento, servindo e festejando junto com os noivos a oficialização da aliança do casal. No caso, a noiva, que nessa parábola NÃO É CITADA, existe, e se trata da PROMESSA DA VOLTA DE JESUS. 

Se é dever das virgens seguir e servir aos noivos da preparação até a consumação das bodas, é DEVER DA IGREJA SEGUIR E SERVIR A CRISTO ATÉ QUE ELE VENHA! Deus e as Suas Promessas são um só. Deus não pode trair a si mesmo, portanto, Ele sempre permanece fiel ao que fala, nunca negará Sua Palavra e vela por cumpri-la até o fim.

Sobre a afirmação "o noivo demorou a chegar", se trata do longo tempo que vai levar para o retorno de Cristo, pois observamos que, desde a Sua morte e ressurreição até agora, já se passaram mais de dois mil anos.

Essa demora fez com que "as virgens adormecessem" – e aqui Cristo estava profetizando que, depois da destruição de Jerusalém, a igreja continuaria crescendo, porém, dispersa pelo mundo e desligada do tempo, por estar ocupada com as coisas dessa vida e desinformada sobre a realidade do Reino. Por causa dessa desinformação, que se estendeu por séculos, a igreja não avançou no conhecimento da justiça de Deus, pois o ensino de Cristo ficou ocultado da maioria das pessoas pelas lideranças religiosas/governamentais cristãs que dominaram o mundo, especialmente na idade média.

Nesse intervalo, muitos eventos aconteceram e muitos sinais que mostram a proximidade da vinda do Senhor foram e continuam sendo dados ao longo dos séculos, como Ele mesmo explicou no capítulo 24 deste mesmo evangelho. 

No entanto, apesar de não saber se o dia do retorno de Jesus estaria mais perto ou não, e também de não estarem plenamente conscientes dos sinais preditos por Cristo e pelos Apóstolos, uma parte dessas pessoas continuou vigiando, e perseverou em aprender e praticar o pouco conhecimento que acessaram acerca do Reino de Deus. 

Com a chegada da Bíblia Sagrada, que aos poucos foi sendo difundida pelo mundo, e agora está disponível em praticamente quase todas as línguas existentes no planeta atualmente, o Senhor Jesus segue preparando progressivamente a Sua Igreja para a Sua volta. 

Ele vem preparando o seu povo para a realidade de seu Reino que ficará visível a todos, e será restabelecido definitivamente na terra, e também segue alertando os seus para a necessidade de avisar ao mundo sobre esse evento tão importante, que é a vinda definitiva do Seu Reino, através da evangelização.

E conforme essa preparação vai progredindo, as dez virgens vão caminhar juntas até o dia do grito: "O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo"! Então, é nesse momento que a igreja deverá passar pelo ápice da grande tribulação, apontada por Jesus em Mateus 24.

Embora as cordas dos ímpios queiram prender-me, eu não me esqueço da tua lei. À meia-noite me levanto para dar-te graças pelas tuas justas ordenanças. (Salmos 119:61,62)

Portanto, nesse caso, o grito dado à meia-noite para avisar as moças que o noivo está se aproximando representa o início do reinado do Homem do pecado ou Anticristo em todo o mundo (ele é a besta que sobe do abismo - Ap 11:7, Ap 17:8), onde a verdadeira igreja do Senhor (virgens prudentes) deverá estar bem preparada no conhecimento da justiça de Deus (óleo extra), a fim de passar por essa fase, sem se deixar levar pela influência do mal.

De acordo com o que vimos parágrafos acima, esse conhecimento que a igreja do Senhor deverá possuir nesse período difícil não poderá ser adquirido instantaneamente. As pessoas vão precisar buscar por ele muito antes, ao longo dos anos, usando o meio que o Senhor disponibilizou para que todos possam se preparar: a Bíblia Sagrada Cristã.

E é assim que, na fase mais complicada que os cristãos deverão enfrentar no mundo, eles estarão com suas vidas fortemente alicerçadas no Reino de Deus, não se deixando abalar pelas más notícias nem sendo influenciados pelas sutilezas da perversão.

É por isso que, depois do aviso de que "o noivo se aproxima", as virgens prudentes dizem às insensatas que não podem compartilhar o óleo com elas e pedem para que estas vão comprá-lo. Nesse momento, acontecerá uma separação em todo o mundo entre os cristãos que realmente creem na mensagem do Reino e esperam o retorno do Rei Jesus, daqueles que não creem, e esse será um evento que acontecerá com muito sofrimento.

Compre a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento. (Provérbios 23:23)

O "vão comprar" – dito pelas virgens prudentes –, portanto, se refere à dedicação e ao esforço que empenhamos em meditar nas Escrituras, extraindo delas o conhecimento e o entendimento da justiça de Deus. Na época em que o "Homem do pecado" estiver no poder, mais do que nunca, os cristãos em todo o mundo vão precisar estar bem convictos de sua fé, caso contrário irão se comportar como as virgens insensatas. 

As insensatas deixaram para adquirir óleo, que era necessário para continuarem com suas candeias acesas, apenas no momento mais próximo à chegada do noivo. Essas moças representam todos aqueles indivíduos que estarão se dizendo cristãos, na iminência do retorno de Cristo, mas não estarão dando ouvidos ou não valorizarão Seu ensino. Por isso, eles vão desprezar os sinais da vinda do Senhor e estarão vivendo de acordo com as filosofias do anticristo, apesar de usarem o conteúdo das Escrituras e, aparentemente, se comportarem como servos de Deus.

É por este motivo que, quando as virgens insensatas conseguem chegar ao local do banquete e pedem para entrar, o Noivo diz que não as conhece.

Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! (Mateus 7:21-23)

O que acontece, no momento em que as virgens insensatas vão comprar o óleo, é que elas vão tentar adquiri-lo no mundo, que é o lugar onde suas vidas estão alicerçadas. Esse óleo (que representa conhecimento e sabedoria divinos) oferecido pelo mundo é "misturado" ou "pervertido", e não é suficiente para fazer com que elas voltem à tempo de entrarem juntas com as virgens prudentes no banquete nupcial. Elas voltam atrasadas e enganadas, achando que o Noivo terá misericórdia e abrirá a porta para elas.

Isso quer dizer que, no dia em que o Rei voltar, as virgens insensatas não estarão em unidade com as virgens prudentes, e não estarão, assim como estas, vivendo pela fé ou vivendo segundo os preceitos do Reino de Deus ensinados por Cristo! Muitas pessoas se enganam, não entendendo o que Cristo ensina, e acham que viver pela fé é agir de forma religiosa ou mística, e esse equívoco vai levar muitos a ficarem fora do Reino de Deus em definitivo no Dia do retorno de Jesus.

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais (...), tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes. São estes os que se introduzem pelas casas e conquistam mulherzinhas sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas não conseguem nunca de chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos. (2 Timóteo 3:1-9)

(...) os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. (2 Timóteo 3:13)

Quando o Apóstolo Paulo, em sua segunda carta à Timóteo, diz que "nos últimos dias os homens serão egoístas, avarentos, (...)", ele não está falando das pessoas do mundo, e sim de pessoas que se intitulam cristãs(!), mas estarão totalmente fora da realidade do Reino de Deus. Essa fala de Paulo caracteriza, portanto, o comportamento das cinco virgens insensatas: elas terão uma "aparência de piedade", mas negarão a Cristo com seu procedimento.

Para fechar nosso estudo, no livro de Apocalipse, há também um trecho que diz o seguinte, especialmente sobre o comportamento das virgens insensatas:

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus. Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:14-22)

Ironicamente, a palavra Laodicéia (ou Laudicéia), de origem grega, significa "aquela que é justa com sua comunidade" ou "pessoa sensata e prudente, que não admite desacordos e é firme em seus propósitos".

Notamos que, ao "anjo" desta igreja, em particular, é dirigida uma exortação contundente da parte do Rei Jesus Cristo, onde Ele considera essa congregação "miserável, digna de compaixão, pobre, cega e nua". 

À título de esclarecimento, é bom entendermos que, quando o Senhor se dirige ao anjo da igreja, na verdade, ele está se dirigindo às lideranças que estarão à frente das igrejas cristãs em determinado momento.

Podemos notar também, nesse trecho, que o Senhor alerta essas pessoas para "comparem d'Ele" ouro refinado no fogo para enriquecerem, roupas brancas para cobrirem a nudez, e colírio, para poderem enxergar. Essas três coisas, segundo o que consta no conteúdo das Escrituras, se referem ao conhecimento do Amor ou da Justiça de Deus.

Portanto, Cristo está avisando a esses indivíduos do seu descaso em relação à aquisição da Sua sabedoria, e que isso os está levando a serem "mornos" na fé, ou seja, eles estão dizendo uma coisa e fazendo outra, estão se declarando cristãos, mas não agem conforme, "tendo uma aparência de piedade, mas negando seu poder".

Esse comportamento morno, o qual Deus reprova, está em plena concordância com aquele declarado pelo Apóstolo Paulo, sobre como a maioria dos cristãos viveria nos últimos dias, de acordo com os trechos de 2Timóteo, capítulo 3, que lemos alguns parágrafos acima. Essa forma de viver mostra que Cristo está fora da maioria das igrejas dessa época, por isso Ele diz: "Eis que estou à porta e bato". 

Por fim, o Rei Jesus encerra o aviso ao anjo da Igreja de Laodicéia, dizendo que aquele que vencer vai adquirir o direito de sentar-se com Ele em Seu trono. Isso significa que essa igreja, a que enfrentará os últimos dias antes da sua vinda, se perseverar vai receber a maior recompensa oferecida pelo Senhor, que é governar as nações ao lado d'Ele (entenda melhor lendo a Parábola dos trabalhadores na vinha).

Assim como nas épocas anteriores, especialmente na época em que o "Homem do pecado" estiver ocupando seu lugar no mundo, a igreja terá que continuar perseverando em manter-se firme na verdadeira fé, contudo, nesse tempo, será necessário focar nisso muito mais do que nos tempos anteriores, visto que a maldade estará multiplicada e agindo com mais força sobre Terra, arrastando a muitos para a apostasia.

Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

sábado, 6 de fevereiro de 2021

A pedra que os construtores rejeitaram

O momento em que o Pai enviou Seu Filho Unigênito foi exato. Deus não falha jamais. O fato de Jesus não ter sido reconhecido e sofrer rejeição pela maioria dos judeus, especialmente pelas lideranças, mostra que Cristo veio na hora certa. 

Muitas pessoas ficam indignadas ao lerem os evangelhos e saberem a forma como o Senhor foi recebido e tratado em sua própria nação. No entanto, se não tivesse acontecido daquela forma, as informações contidas no Antigo Testamento seriam falsas. Tudo o que aconteceu com Jesus foi predito através dos profetas da Antiga Aliança.

Segundo o conteúdo do Antigo Testamento, o justificador da humanidade nasceria em Israel, no seguinte contexto: os israelitas estariam dominados por uma outra nação e, portanto, não teriam um rei, além de estarem influenciados por lideranças religiosas corrompidas.

Por isso, o Pai preparou "um homem especial", que não se abalaria com o que iria enfrentar e seguiria até o fim com seu trabalho, sem desanimar. No trecho que vamos analisar a seguir, Jesus estava em Jerusalém, no templo, no meio de um confronto com os líderes religiosos:

Ouçam outra parábola: Havia um proprietário de terras que plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem. Aproximando-se a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Os lavradores agarraram seus servos; a um espancaram, a outro mataram e apedrejaram o terceiro. Então enviou-lhes outros servos em maior número, e os lavradores os trataram da mesma forma. Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: ‘A meu filho respeitarão’. Mas quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo e tomar a sua herança’. Assim eles o agarraram, lançaram-no para fora da vinha e o mataram. Portanto, quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores? Responderam eles: Matará de modo horrível esses perversos e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe deem a sua parte no tempo da colheita. (Mateus 21:33-41)

Essa, na verdade, é a segunda parábola que Jesus contou aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei, após ser abordado por eles enquanto ensinava no templo, em Jerusalém. 

Na primeira, o Senhor fala de um Pai que tinha dois filhos, um que fez a sua vontade e o outro não, comparando o filho que atendeu o pai aos publicanos e prostitutas, e aquele que não atendeu aos líderes religiosos (leia o texto anterior "De onde é o batismo de João?").

Agora, o Mestre fala de um certo proprietário de terras que plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores e viajou. Os significados por trás das palavras na parábola são os seguintes: a vinha é a aliança que Deus tinha feito com Abraão; a cerca são os mandamentos que Ele havia dado a Moisés; o tanque e a torre se referem ao templo; os lavradores são os sacerdotes e mestres da Lei, e os servos que o dono da vinha enviou são os profetas.

Quando Jesus falou do "filho do dono da vinha" estava falando de Si mesmo e já predizendo o que estava para acontecer. É realmente curioso ver que os líderes religiosos entenderam bem o raciocínio da história e deram uma resposta sensata ao Senhor e, apesar de saberem que o Mestre estava falando deles, foram incapazes de perceber que as parábolas declaravam tudo o que eles pretendiam fazer com Jesus e também o castigo que eles sofreriam depois.

Jesus lhes disse: "Vocês nunca leram nas Escrituras? ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós’. "Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino. Aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó". Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles. E procuravam um meio de prendê-lo; mas tinham medo das multidões, pois elas o consideravam profeta. (Mateus 21:42-46)

E assim como fez em momentos anteriores, mais uma vez o Mestre cita um trecho das Escrituras, para chamar a atenção daqueles senhores, quando falou "a pedra que os construtores rejeitaram..." (veja Salmos 118:22,23).

Ele ainda avisou que esta pedra (Ele mesmo) traria juízo para aqueles que a rejeitassem, despedaçando os que caíssem sobre ela (ou tropeçassem nela), por não quererem enxergá-la, e transformando em pó os que estivessem embaixo dela quando caísse, por tentarem derrubá-la. Isso está predito no livro do profeta Isaías, que diz:

"Ao Senhor dos Exércitos é que vocês devem considerar santo, a ele é que vocês devem temer, dele é que vocês devem ter pavor. Para os dois reinos de Israel ele será um santuário, mas também uma pedra de tropeço, uma rocha que faz cair. E para os habitantes de Jerusalém ele será uma armadilha e um laço. Muitos deles tropeçarão, cairão e serão despedaçados, presos no laço e capturados." (Isaías 8:13-15)

Assim, apesar de saberem que Jesus estava se referindo a eles nas parábolas e estar avisando o que lhes sobreviria devido à sua incredulidade, aquelas lideranças israelitas ainda procuraram prender o Senhor e só não o fizeram naquele momento por causa do povo, de quem não queriam perder o prestígio. 

De fato, tudo aconteceu como foi predito: o Reino de Deus foi anunciado primeiro aos israelitas. Como a grande maioria do povo e também as autoridades rejeitaram o Messias, cerca de 40 anos após a sua morte e ressurreição aconteceu a destruição de Israel. Os israelitas que ficaram vivos se espalharam pelas outras nações da terra e a anunciação do Reino de Deus, que deveria ser feita pelos judeus, continuou sendo feita por outros povos.

Texto: Miss. Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

segunda-feira, 22 de junho de 2020

O que sai da boca do homem é o que torna-o impuro.

Para entendemos com clareza mais esta parábola de Jesus Cristo precisamos contextualizá-la, assim teremos ideia do que motivou o senhor a dizer tais palavras. Desta forma, aqui iremos observar o conteúdo que vai do versículo 34 do capítulo 14, ao versículo 20 do capítulo 15 do evangelho de Mateus.

No momento em que Cristo disse esta afirmação estava em Genesaré, local onde estava realizando muitos milagres de cura, e por isso estava cercado por uma grande multidão (Mateus 14:34-36). E, igualmente ao que acontecia em muitos outros locais de Israel por onde passava fazendo milagres e prodígios, Jesus também foi questionado pelos fariseus e mestres da lei daquele lugar.

Mas, desta vez, Ele não foi abordado pelos milagres que realizou ou demônios que provavelmente expulsou, mas porque seus discípulos estavam desonrando a TRADIÇÃO dos líderes religiosos "não lavando as mãos antes de comer" (Mateus 15:1,2).

Os fariseus e mestres da Lei tentaram persuadir Jesus a achar que Ele estava  desrespeitando regras dadas por Deus aos israelitas, e ensinando seus discípulos a fazerem o mesmo. No entanto, eles não conseguiram enganar Jesus, pois este sabia que a prática de lavar as mãos com água (sem sabão) antes de comer fora criada pelos fariseus, e que nada tinha a ver com os mandamentos que especificavam os rituais de purificação contidos na Torah.

Lembrando que higienizar as mãos antes de comer é uma prática correta, pois ela nos previne de adoecer com parasitoses e outros tipos de enfermidades. No entanto, no contexto que estamos estudando, a prática da lavagem das mãos com água antes de comer não estava sendo usada visando a manutenção da saúde, mas, sim, estava sendo usada como uma tradição ou ritual religioso.

Então, nessa passagem do Novo Testamento percebemos que, para aqueles homens religiosos, cumprir somente o que estava escrito na Lei mosaica era insuficiente. Na concepção deles era como se Deus tivesse esquecido algo e somente o cumprimento daquelas ordenanças não bastasse para purificar e guiar os indivíduos. E, por conseguinte, eles se aproveitavam da boa fé das pessoas e ensinavam nas sinagogas "novos costumes", como se fossem sagrados.

Sabendo dessa postura dos fariseus e mestres da lei, ao ser questionado por eles com relação ao descumprimento da tradição dos líderes, Jesus os confrontou com as seguintes palavras:

"Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês." (Mateus 15:3-6)

Dizendo isso, Jesus lembrou aqueles homens que eles estavam descumprindo OS MANDAMENTOS DA LEI e ensinando os outros a fazerem o mesmo, ao criarem as novas regras deles. Portanto, aqueles religiosos estavam sendo hipócritas, pois chamaram a atenção de Jesus por não honrar a tradição deles, enquanto eles mesmos estavam desonrando a Deus ao desconsiderarem as suas ordenanças (cujo objetivo era lembrar e manter o povo de Israel preparado para a vinda de seu Justificador, o Messias!).

A realidade era que os fariseus e mestres da Lei estavam totalmente alheios aos reais objetivos dos mandamentos dados por Deus ao povo de Israel, apesar de os saberem decor, e por esse motivo os transgrediam. E por mais que Cristo explicasse a eles onde estavam falhando, eles não queriam ouvir e entender, pois achando-se muito sábios e ignorando a motivação real da obediência às ordenanças da Lei mosaica, estavam com os corações endurecidos, cheios de soberba e bem afastados de Deus.

Por esse motivo, Jesus falou o seguinte sobre eles:

"Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15:7-9)

"Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." (Mateus 15:13,14)

Agora, vai aqui um alerta: essa situação descrita nos parágrafos anteriores está acontecendo da mesma maneira hoje, no meio cristão. Muitas pessoas tem sido enganadas por ensinos sutis (que o Apóstolo Paulo chama de doutrinas de demônios em sua primeira carta a Timóteo) provenientes de líderes e pregadores influentes que não enxergam ou não buscam entender o Reino de Deus através das escrituras.

Tais informações emitidas à igreja por essas pessoas famosas, na verdade, vão além daquelas passadas à igreja por Cristo ou simplesmente negam algumas partes do ensino de Cristo, fazendo com que os indivíduos que as recebem deixem de usufruir do fardo leve e do jugo suave da Justiça de Deus para se encherem de condenação e até de muitas dúvidas, ao honrarem preceitos criados por homens sem, no entanto, discernirem o que realmente estão fazendo.

Então, infelizmente, certas doutrinas que parecem vindas de Deus, na verdade estão fazendo as pessoas que alicerçam sua fé nelas pecarem contra o Criador, e atraírem para si o juízo previamente decretado por Ele sobre a operação da maldade, e que está devidamente exposto nas escrituras.

É muito importante que as pessoas que creram em Jesus pela anunciação da mensagem do evangelho entendam que o objetivo do ensino de Cristo para nós é nos tornar cientes do que é a maldade, sabendo onde ela está agindo e como discerní-la; dessa forma, teremos plenas condições de rejeitá-la e bloquear sua ação. Portanto, entender os princípios da Justiça de Deus através do ensino de Cristo e praticá-los é a única forma de andarmos neste mundo mal como verdadeiros filhos de Deus, e somente assim é que conseguimos anunciar o Seu Reino ao mundo com precisão, assim como o próprio Cristo o fez.

Retomando o raciocínio do nosso texto, logo após Cristo ter confrontado os fariseus, Ele pegou o gancho naquilo que tinha ouvido deles e se voltou para a multidão, ensinando às pessoas a seguinte parábola:

"E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem." (Mateus 15:10,11)

Depois disso, conversando com o Senhor, seus discípulos lhe pediram que explicasse o significado daquelas palavras, ao que o Rei Jesus lhes disse:

"Até vós mesmos estais ainda sem entender? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem." (Mateus 15:16-20)

Então, aqui o Rei Jesus nos mostra a diferença entre a realidade espiritual e a material, as quais nós, seres humanos, experimentamos diariamente e ao mesmo tempo: na material, os seres humanos se alimentam pela boca, depois os alimentos são processados pelo organismo e, em seguida, seus restos são lançados fora; na espiritual, os homens alimentam-se uns aos outros pelo conhecimento que sai de suas bocas, vindos de seus corações.

É importante lembrar que todo o conhecimento que recebemos, após entrar em nossas mentes especialmente por nossos olhos e ouvidos, desce aos nossos corações e passa a influenciar nossos pensamentos, sentimentos, os quais irão direcionar nossas ações.

Desta forma, se não renovarmos nossos entendimentos com o conhecimento da Justiça de Deus a fim de praticá-los, é o conhecimento da maldade, que já vem entrando sutilmente em nossos corações desde a nossa infância proveniente das circunstâncias do mundo, que vai influenciar nossos pensamentos e nossos desejos, pervertendo-os da verdade, e são estes que infelizmente vão embasar nossas ações.

Então, diante dessas duas realidades, o Senhor Jesus sempre dá ênfase à realidade espiritual, e com toda a razão: pois o homem foi criado a partir dela, e é a partir dela que ele é recompensado por viver de forma justa,  ou recebe juízo por seus atos injustos. Portanto, espiritualmente, o que contamina os homens é o conhecimento da maldade que sai de suas bocas proveniente de seus corações.

Agora, depois de estudarmos o contexto do trecho bíblico que estamos focando, podemos entender o que estava acontecendo com os israelitas naquele momento do ministério de Jesus Cristo e porque Ele falou mais esta parábola: a maioria do povo estava sendo fortemente influenciada pelos fariseus e mestres da Lei nas sinagogas; aqueles líderes estavam contaminando as pessoas, alimentando-as espiritualmente com um conhecimento que aparentemente era bom, mas que fazia os indivíduos desobedeceram a Deus sem se darem conta.

Missionária Oriana Costa.




sexta-feira, 22 de maio de 2020

A parábola do mestre da Lei instruído sobre o Reino

Esta é mais uma das parábolas de Jesus, e que pouco é citada em textos de estudos bíblicos ou mencionada em pregações.

E nela Jesus Cristo passa uma informação importante sobre a diferenciação entre os mandamentos da Lei de Moisés e os mandamentos do Reino de Deus.

Ele inicia a parábola falando de "um mestre da Lei", que nos tempos de Jesus era um judeu que era profundamente instruído na Torah, e, especialmente, dominava o conhecimento da Lei de Moisés, que embasava a aliança que Deus tinha feito com o povo de Israel após este ter sido liberto da escravidão no Egito (Antiga aliança).

Portanto, um mestre da Lei que compreendesse o Reino de Deus saberia que os mandamentos da Lei dada a Moisés não eram os mesmos que regiam o Reino dos céus, e que estes eram anteriores e muito superiores aos da Lei. É por isso que, nessa parábola, Jesus chama os mandamentos da Lei mosaica de "coisas velhas", e os mandamentos ou princípios do Reino de Deus de "coisas novas".

E o tesouro do qual as coisas novas e velhas são retiradas representa o coração do sujeito, pois, assim como os judeus que amavam a Deus aprendiam a Lei mosaica e se esforçavam para cumprí-la, quem entende a mensagem do Reino guarda em seu coração os seus princípios e busca praticá-los, assim priorizando a Justiça de Deus revelada por Cristo.

Naquele momento em que Jesus ensinava os princípios de seu reino aos seus discípulos, os judeus ignoravam a existência desse lugar, pois na Torah ele não é citado claramente. Alguns livros do Antigo Testamento, como o livro de Gênesis e os livros dos profetas Isaías, Ezequiel e Joel, se referem ao Reino de Deus como "Jardim do Éden" ou "Jardim do Senhor".

Dessa forma, apesar do Reino dos céus existir muito antes do homem ser criado, saber sobre ele era realmente uma novidade para aquelas pessoas, pois o nosso Criador o retirou da terra durante o dilúvio, ocultando-o de todos os seres humanos a fim de dar prosseguimento ao plano de salvação.

E hoje, toda vez que o Reino é anunciado e compreendido também é uma grande novidade para muitos, mesmo para alguns indivíduos que são adeptos do cristianismo há muito tempo, visto que tal lugar só pode ser entendido se for buscado de todo o coração quando se medita na palavra de Deus.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 16 de maio de 2020

A parábola da rede lançada ao mar.


Desde que o Reino de Deus começou a ser anunciado abertamente, a partir do trabalho de Jesus Cristo, o número de pessoas que fazem parte da igreja cristã na terra prossegue aumentando com o passar do tempo. 

Hoje, observamos milhares de denominações cristãs espalhadas pelo planeta; o evangelho chegou a praticamente todas as nações, ainda que com muita perseguição, e em muitas delas mais de 50% da população se declara cristã.

No entanto, nem todo aquele que se diz adepto de uma religião cristã é realmente um cidadão do Reino de Deus. São verdadeiras cidadãs do Reino de Deus todas as pessoas que nasceram dentro dele pela fé em Jesus Cristo, e isso só pode ser discernido espiritualmente, através do conhecimento da Justiça de Deus que está revelado no ensino de Cristo. Pela aparência é impossível saber quem é ou quem não é um verdadeiro cristão.

Um indivíduo que está de fato sujeito ao governo do Rei Jesus Cristo discerne claramente e rejeita a operação da maldade, pois entende os princípios da Justiça de Deus revelados por Cristo em seu ensino. Mas, pessoas que não se sujeitam ao governo de Cristo, no entanto, podem ser confundidas com verdadeiros cristãos, pois suas ações embasadas pelas doutrinas religiosas encobrem suas reais situações espirituais.

Doutrinas religiosas são uma mescla dos valores do Reino de Deus com valores mundanos ou pagãos. Apesar da boa aparência que apresentam, essas doutrinas pervertem a Justiça de Deus e desviam as pessoas da verdade espiritual. Por isso, pessoas que embasam sua fé totalmente nesses conhecimentos ainda não entenderam a mensagem do evangelho e, portanto, ainda não receberam a justificação de suas transgressões diante do Criador; e isso significa que não podem ser consideradas cidadãs do Reino de Deus ou filhas de Deus.

Na parábola da rede lançada ao mar, portanto, entendemos que o mar são as nações da terra, e os peixes variados que nela estão representam os verdadeiros e os falsos cristãos. Quando a rede enche, é o momento que antecede a segunda vinda de Cristo, onde todas as nações da terra já conhecem o evangelho e o mundo já não dá mais espaço para que ele seja anunciado; assim, segue-se o juízo de todos os seres humanos.

O momento em que os pescadores puxam a rede para a praia e separam os peixes bons dos ruins é aquele onde Cristo reaparece na sua segunda vinda, mostrando-se a todos, e os que realmente se sujeitam ao seu governo são separados daqueles que não se sujeitam a Ele.

Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
(Mateus 13:49,50)

Nessa ocasião todas as pessoas do mundo ressuscitarão, pois Jesus Cristo homem (o filho do homem) foi ressuscitado pelo Pai, dando a todos os seres humanos o direito à ressurreição e imortalidade; porém, após esse processo, os verdadeiros cidadãos do Reino se juntarão ao Rei Jesus para sempre, ao passo que os falsos serão julgados e conduzidos a um local, que nesta parábola Cristo chama de "fornalha ardente", onde ali estarão condenados a permanecer separados do Criador perpetuamente.

Nesse lugar haverá um sofrimento que não terá fim, pois pessoas ressurretas são imortais, e isso significa que vão sentir a ânsia da destruição em si mesmas eternamente, pois não vão parar de existir ou funcionar como acontece com a matéria física.

Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A parábola da pérola de grande valor.

Nesta parábola, Jesus fala de uma certa pérola de grande valor que foi encontrada por um negociante que PROCURA pérolas preciosas.

Eis aí a primeira lição dessa parábola: o Reino de Deus tem que ser buscado, procurado, desejado. Quem não DESEJA achar esse reino ao meditar na palavra de Deus jamais o discernirá, apesar de estar disponível e acessível a todos pelo conhecimento das escrituras bíblicas.

O Rei Jesus nos ensina que devemos buscar EM PRIMEIRO LUGAR o Reino de Deus e a sua justiça (Leia Mateus 6:24-33); e Ele enfatiza isso porque a realidade de Seu Reino é infinitas vezes superior a nossa realidade material, e nos atende perfeitamente em todas as nossas necessidades, sejam espirituais como também fisicas.

Então, Cristo, nesse ensino, compara o Reino de Deus a um negociante que procura pérolas preciosas, porque as pérolas são objetos difíceis de serem achados na natureza; elas ficam escondidas embaixo d'água dentro de um molusco específico, que é a ostra. Geralmente, pérolas naturais (não cultivadas) são encontradas dentro de algumas ostras (não em todas!), e que não são fáceis de abrir; e para se conseguir uma ostra é preciso mergulhar em locais de água doce ou salgada que não são rasos. Então, um certo trabalho de busca é preciso ser feito até que uma pérola natural possa ser finalmente achada.

Assim sendo, a segunda lição que tiramos dessa parábola é que o Reino de Deus, assim como as pérolas ficam escondidas dentro das ostras que estão depositadas nos leitos dos mananciais, está ocultado do mundo dentro da palavra de Deus. Mas, assim como as pérolas aguardam para serem encontradas, o reino também aguarda para ser achado por quem o buscar.

A terceira lição que podemos tirar dessa parábola é naquilo que o negociante fez após ter achado a pérola de grande valor: ELE VENDEU TUDO O QUE TINHA, para poder comprar aquela pérola diferente. No entanto, sabemos que um colecionador não se livra de todos os objetos de sua coleção para ficar apenas com um só. Mas, por que Jesus disse isso?

Esse ato, se não for bem compreendido, pode gerar uma grande confusão. Não podemos esquecer que, nas parábolas, Cristo explica coisas espirituais através de situações que acontecem em nosso mundo.

Quem realmente encontra o Reino de Deus nas escrituras bíblicas encontrou a coisa mais valiosa que possa existir, pois todo o nosso universo material com tudo o que há nele foi criado a partir dos princípios desse lugar, que é a Justiça de Deus. Logo, alguém que adquire o discernimento do reino procurará entendê-lo, e aí se dará conta de que seus princípios são contrários aos do mundo em que vivemos.

No mundo há um conhecimento operando todo o tempo, que é feito da perversão da sabedoria de Deus: assim, muitas vezes ele tem boa aparência e provoca boas sensações, mas seu fim é manter as pessoas afastadas de seu Criador, conduzindo-as à morte para sempre. Esse conhecimento é chamado de maldade. Trocando em miúdos, ele é a mistura do bem com o mal, portanto é extremamente enganoso, e só pode ser discernido claramente quando comparado ao conhecimento da Justiça de Deus, que é totalmente puro e bom.

Dessa forma, quem entende essa verdade, se esforçará para aprender os princípios do Reino de Deus, mudando seus conceitos e sua forma de enxergar o mundo. Essa mudança de entendimento das coisas implicará também em mudança de atitude, fazendo com que o sujeito tenha capacidade de enxergar as coisas espirituais com clareza e rejeite a operação da maldade.

Quem discerne o Reino de Deus, portanto, vai agir de forma diferente das pessoas que não o enxergam, e essa maneira diferente de agir às mais diversas situações pode parecer uma grande loucura para quem não tem tal discernimento.

É por isso que o negociante, ao encontrar a pérola de grande valor, vendeu tudo o que tinha para adquirir aquela única preciosidade. Na verdade, isso quer dizer que o homem trocou sua antiga maneira de viver por uma nova, renovando seu entendimento com o conhecimento da Justiça de Deus e adequando sua vida a ele. 

Missionária Oriana Costa.



sábado, 9 de maio de 2020

A parábola do tesouro escondido.

Tentar interpretar as parábolas ditas por Jesus literalmente pode gerar uma grande confusão, pois, de fato, nesse tipo de ensino, Cristo faz comparações entre duas realidades: a material e a espiritual.

E na parábola do tesouro escondido a situação apontada por Jesus terá uma aparência bem estranha ou inusitada, se for entendida somente a partir da visão de mundo que temos.

Quem, em sua sã consciência, iria trocar tudo o que possui (especialmente se for uma pessoa muito rica) por um tesouro que encontrou escondido num campo, e fazer isso com muita alegria? Seria realmente uma grande loucura.

No entanto, se quisermos ter uma compreensão clara do que o Rei Jesus nos ensina através dessa parábola, precisamos lembrar que se trata de uma comparação. Antes de tudo, devemos ter em mente que a realidade do Reino de Deus é infinitas vezes mais alta do que a nossa realidade física.

Então, o tesouro escondido encontrado pelo homem, na verdade, se trata de uma realidade muito superior à deste mundo, que é aquela existente no Reino dos céus. Ao ler a sequência de parábolas ditas por Jesus que antecedem esta que estamos analisando aqui, começamos a ter uma melhor visualização do que Cristo está dizendo.

O campo é a palavra de Deus ou a sabedoria dele. É através da sabedoria de Deus que enxergamos o Seu Reino e entendemos a Sua Justiça. Por isso, a palavra de Deus é mais preciosa que todas as riquezas do mundo reunidas.

O homem desta parábola é uma pessoa que discerniu o Reino através da palavra de Deus. Quando alguém começa a discernir o Reino de Deus pelo conteúdo de sua palavra, uma grande alegria lhe enche o coração, pois tal indivíduo agora está enxergando a verdade.

Assim, à medida que uma pessoa vai entendendo o Reino anunciado por Cristo, vai se desapegando da realidade deste mundo, e prossegue renovando seu entendimento com o ensino de Jesus. E isso acontece de forma espontânea, de bom grado, e não de forma forçada ou imposta.

É por isso que o homem, cheio de alegria, "vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo": pois, por estar enxergando a verdade, se desapegou dos princípios do mundo e colocou em primeiro lugar em seu coração os princípios do Reino.

Para concluir, fica ainda uma questão: por que o homem, após ter encontrado o tesouro, escondeu-o novamente ao invés de deixar aparente o que tinha descoberto? A resposta é simples: o Reino de Deus precisa ser discernido individualmente. Ele está ocultado do mundo e só pode ser descoberto se for desejado e buscado dentro do conteúdo das escrituras bíblicas.

Assim sendo, tudo o que podemos fazer após discerní-lo é usufruir dele e anunciá-lo através da mensagem do evangelho, mas não podemos fazer com que os outros enxerguem o Reino assim como nós estamos conseguindo vê-lo. Cada pessoa precisa ter esse discernimento de si mesma, para que desenvolva sua fé em Deus da forma correta.

Missionária Oriana Costa.




quinta-feira, 7 de maio de 2020

A parábola da massa fermentada

Para se entender bem o ensino que o Rei Jesus nos passa através dessa parábola é necessário antes entender como um pão é feito. Como a comparação aqui não dá muitos detalhes, deve-se ter antes uma visualização daquilo que Cristo diz.

E para se fazer um pão macio, normalmente é necessário colocar fermento na massa para que ela vá inchando e depois de um tempo possa ser assada. Então, o que acontece é que o fermento modifica a massa original, fazendo com que ela dobre ou triplique de tamanho e sua fase final seja muito diferente da inicial.

Assim que se acrescenta o fermento biológico à massa de pão, aparentemente não vemos nada acontecer. No entanto, depois do processo de sova, quando a massa está descansando, a fermentação vai acontecendo gradualmente. Geralmente, após uma hora de descanso, a massa fica bem aerada e crescida.

Então, o que Cristo nos ensina com essa parábola é que, assim que a mensagem do Reino de Deus entra no coração de alguém, aparentemente nada de especial acontece. No entanto, a vida desse indivíduo jamais será a mesma: gradativamente a realidade desse reino vai se manifestando em sua vida, conforme esse indivíduo vai acessando o ensino da Justiça de Deus revelado por Cristo, de forma que esta pessoa não estará mais do mesmo jeito alguns anos à frente.

Jesus explica que uma pessoa que recebe a mensagem do Reino de Deus e passa a DISCERNI-LO, e persevera em continuar buscando o entendimento desse lugar e de Sua Justiça, jamais ficará do mesmo jeito com o passar do tempo. A regra é que o entendimento do Reino de Deus traga a manifestação da sua maravilhosa realidade nas vidas daqueles que o buscam, de forma que as vidas dessas pessoas fiquem muitas vezes melhor do que no início de suas caminhadas na fé.

A manifestação da realidade do Reino de Deus acontece de dentro para fora na vida de alguém, do mesmo jeito que o fermento age misturado à massa de pão, ou seja, o conhecimento do Reino de Deus precisa entrar no coração de um indivíduo e ser aceito, bem assimilado, para que somente assim faça a diferença.

Muitas pessoas vão à igreja e "aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador", mas não discernem o Reino de Deus. Sem esse discernimento não haverá uma mudança verdadeira de caráter nas vidas desses indivíduos: geralmente, o que muitos acabam aprendendo são doutrinas humanas ligadas à aparência do mundo, que levam apenas a uma mudança exterior.

Tais ensinamentos religiosos nada tem a ver com o Reino de Deus, e somente fazem com que as pessoas modifiquem seus usos e costumes e interiormente continuem da mesma forma, por não estarem se adequando no fundo de seus corações à Justiça de Deus ensinada por Cristo.

Agora, uma informação adicional: depois que a massa de pão cresce com a ação do fermento, ela precisa ser assada para que assim possamos comê-la. Então, quando a massa fermentada é colocada no forno para assar, ela ainda cresce mais um pouquinho, e seu estágio final é um pão macio e gostoso. Já uma massa não fermentada, quando é colocada no forno, sai de lá do mesmo tamanho e muitas vezes endurecida e rececada pela ação do calor.

Pois quem tem o conhecimento do Reino de Deus no coração e o entende, quando passa por provações devido a sua fé, sai de cada uma delas ainda mais forte e mais sábio. Já os que não tem esse conhecimento, e não dicernem o Reino de Deus, quando passam pelas provações ficam confusos e com seus corações endurecidos para ouvirem a voz de Deus, e assim o inimigo continua tendo espaço para impedir que tais pessoas conheçam a Deus em verdade.

Missionária Oriana Costa.

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Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...