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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

O cuidado de Cristo com os iniciantes na fé.

No início do capítulo 18 do evangelho de Mateus, Cristo estava em sua casa com seus discípulos, em Carfanaum. Este é o momento que se segue logo após a conversa sobre o pagamento do imposto do templo, que finaliza o capítulo 17.

No trecho que vai do versículo primeiro ao décimo quarto, o Senhor Jesus Cristo ensina coisas importantes sobre como Deus trata pessoas que ainda estão no início da fé, as quais são, também, chamadas de "neófitos" pelo Apóstolo Paulo, em sua primeira carta dirigida a Timóteo (1Tm 3:6). 

Ao longo do texto, Cristo expõe quatro situações importantes: a primeira é que no Reino de Deus não há e não entra MALDADE; por isso, quem deseja fazer parte desse lugar precisa estar totalmente limpo (ou justificado) da presença do mal.

Lembrando que "maldade" (ou injustiça), segundo a realidade do Reino, é todo o conhecimento ou informação contrária aos preceitos da justiça de Deus, e que dentro do coração do homem tem a capacidade de fazê-lo transgredir tais preceitos. 

Enquanto crianças, os corações das pessoas geralmente estão ainda limpos com relação à maldade que opera no mundo (ainda que na carne ela já esteja presente). Então, eis aqui também mais um motivo pelo qual o Senhor falou aos seus discípulos que, para poder entrar em Seu Reino, é necessária uma "conversão" que leve as pessoas a serem como crianças.

Portanto, o Mestre explica, usando uma criança como exemplo, que quem deseja fazer parte do Reino de Deus precisa rejeitar todo o conhecimento advindo da maldade ao seu redor e também dentro de si, até que seu coração esteja como o de uma criancinha, que ainda não recebeu as informações que pervertem a justiça de Deus provenientes do mundo.

Ele diz: "...a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus."

A rejeição do conhecimento do bem e do mal (maldade) faz parte do processo da renovação do entendimento ou da mente, sobre o qual também o apóstolo Paulo explica em sua carta aos cristãos de Roma (Leia Romanos 12:2).

No entanto, esse processo só acontece de fato em quem experimenta o novo nascimento pela fé em Cristo Jesus. Quem não está verdadeiramente justificado (ou quem não é nascido dentro do Reino de Deus) jamais consegue rejeitar a operação da maldade, pois não conhece nem entende os princípios da justiça de Deus revelada por Cristo, tampouco compreende o poder e a autoridade provenientes dessa justiça perfeita.

O segundo ponto do ensino de Cristo é que no Reino de Deus há uma hierarquia entre as pessoas. Ele mostra que lá existe "alguém maior" e "alguém menor", em se tratando de poderio ou autoridade. E quem possui maior autoridade no Reino são aqueles que, enquanto estiveram na terra, foram pessoas HUMILDES.

Porém esta humildade sobre a qual o Senhor está falando não se trata de um status econômico, ou seja, não se refere à pobreza financeira, mas significa que o indivíduo esteve sempre disponível para servir os outros e para aprender e, especialmente, entendeu e se manteve submisso à autoridade de Deus.

Durante a infância, as pessoas normalmente estão mais abertas para serem corrigidas e para aprender e normalmente são submissas aos seus superiores (pais ou responsáveis). Foi por este motivo que Cristo disse que "o maior no Reino dos céus é quem se faz humilde como uma criança".

O Senhor Jesus aponta também uma terceira questão: receber uma criança que vem em nome dele é o mesmo que recebê-lo. Com isso, Ele está expondo duas situações especiais relacionadas ao início da fé cristã: a primeira é com relação às crianças que já creem em Jesus, e a segunda se relaciona a pessoas que somente depois da infância vieram a ter um encontro com Cristo, e ainda não entendem bem o Reino de Deus.

Os indivíduos que se encontram nesses estágios são vulneráveis à ação de pessoas mal intencionadas, pois ainda não têm maturidade no entendimento da justiça de Deus, podendo ser facilmente levados a receber doutrinas falsas, como se fossem vindas de Cristo. Infelizmente, sabemos que no meio do povo de Deus existem muitas pessoas que fingem estar na fé cristã, mas cujo propósito não é atrair as pessoas para Cristo e sim para si mesmas.

O Senhor Jesus avisa que todos os que fizerem tropeçar qualquer um desses, que ainda estão iniciando na fé receberão um juízo bem pesado, pois diz "melhor seria que amarrasse uma pedra de moinho ao pescoço e se afogasse nas profundezas do mar". O Mestre deixa claro que quem fizer mal a alguém que vem em Seu Nome, especialmente se forem neófitos, está ofendendo diretamente a Ele e é digno de um severo juízo.

Em outras traduções da Bíblia também pode ser achada a expressão "causar escândalo" ou a palavra "escandalizar" em vez de "fazer tropeçar". Ambas as proposições estão se referindo à mesma situação, que é afastar as pessoas de Deus, impedindo-as de conhecer e entender o Seu Reino, com ensinamentos que contrariam os princípios de sua reta justiça. Pessoas que agem dessa forma tanto estão tropeçando como também fazem os outros tropeçar, por não entenderem o Reino de Deus e a sua justiça.

Cristo diz, no entanto, que falsos mestres podem chegar a se arrepender de suas práticas, se alcançarem o entendimento do Reino de Deus de fato. Ele diz que, quando isso acontece, tais indivíduos precisarão abdicar daquilo que lhes alimenta o ego ou das coisas que satisfazem suas vaidades. Assim, o Senhor compara todas as motivações que levam os falsos mestres a agir com os membros de seus próprios corpos, como as mãos, os pés ou os olhos:

"Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno. E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno." (Mateus 18:8-9)

Não é que, literalmente, um indivíduo que se arrependeu de atrair as pessoas para si tenha que tirar fora a mão ou o pé ou o olho; porém, o fato desse alguém confessar o seu pecado e abdicar da fama, do sucesso, do dinheiro e do poder que conseguiu enganando as pessoas – e aos quais já estava muito acostumado –, pode lhe fazer sofrer tanto quanto se tivesse arrancando um dos membros do seu corpo.

No versículo 10, Cristo toca em um quarto ponto que finaliza seu raciocínio: que estes pequeninos aos quais Ele se refere NÃO DEVEM SER DESPREZADOS. Como já vimos, os pequeninos são todos os indivíduos que ainda estão no início de sua fé e que não têm entendimento do Reino de Deus e da Sua justiça. Por causa disso, tais pessoas tanto podem ser facilmente enganadas como também podem se decepcionar facilmente com quaisquer situações, deixando de congregar.

Muitas vezes acontece desses indivíduos se afastarem e serem esquecidos ou desdenhados por aqueles que lideram as congregações. Os que se afastam, geralmente, são pessoas que adoecem ou estão se sentindo diminuídas por causa de algum pecado que não conseguem deixar de praticar; elas também podem estar tristes ou cansadas por causa de alguma tribulação que estejam passando, ou até magoadas ou indignadas, ou mesmo assustadas com alguma coisa que viram ou ouviram no meio eclesiástico, e então resolvem deixar de ir à igreja.

Ao deixarem de congregar, por estarem ainda sem o entendimento pleno do Reino de Deus e enfraquecidas na fé, tais pessoas voltam às suas antigas práticas mundanas ou se enveredam em novas situações que podem prendê-las nas trevas ainda mais do que antes. 

Então, o Senhor Jesus explica, através da parábola das cem ovelhas, que aqueles que estão responsáveis de cuidar desses indivíduos devem procurá-los e fazer o possível para reaproximá-los do convívio com seus irmãos, para que continuem aprendendo a Justiça de Deus e crescendo na fé verdadeira. 

Quem faz o trabalho pastoral deve ter em mente que as pessoas que ainda estão iniciando na fé precisam de um cuidado maior do que aquelas que já entendem bem o Reino. Deus as ama muito e não quer que nenhuma delas deixe de usufruir da perfeita realidade que Ele oferece a todos gratuitamente.

É claro que o nosso Criador conhece a situação de todas as lideranças. Certamente, Ele sabe quando alguém tem condições de resgatar um pequenino, mas não vai, e quando a situação não permitiria fazê-lo, ainda que, caso o fizesse, faria de bom grado.

Deus sabe todas as coisas e é justo para com todos. Ainda que os pastores de uma congregação não cheguem até às ovelhas feridas, em momentos de dificuldade, seja qual motivo for, o próprio Jesus irá ao encontro delas para socorrê-las e resgatá-las. No entanto, quem se omite de fazer sua parte tendo plenas condições de fazê-la, e não se arrepende disso a fim de corrigir seu erro, sofrerá as consequências de seus atos depois. 

Todos os que creem em Jesus são importantes para Ele, sem diferença. 


Texto: Missionária Oriana Costa

Revisão: Pr. Wendell Costa

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Falsos profetas - quem são eles?

Afinal, quem são esses falsos profetas aos quais Cristo se refere nesse trecho do evangelho?

Ele segue sua fala revelando como podemos reconhecê-los: "Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7:16-20)

E o Apóstolo Pedro dá detalhes de quem são esses falsos mestres e que tipo de frutos eles estão dando:

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (...) eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. (...) eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.(2Pedro 2:1-21)

Então, de acordo com o registro das escrituras bíblicas, antes de sair acreditando e aceitando tudo o que lemos ou ouvimos sobre Deus de outras pessoas, devemos prestar atenção no tipo de obra que essas pessoas estão fazendo.

Quando Cristo fala de frutos bons e frutos ruins, Ele está se referindo a anunciação do Seu Reino. Quem anuncia o Reino de Deus claramente, e ensina sobre a Justiça de Deus conforme está nas escrituras bíblicas, está fazendo a boa obra ou dando bons frutos. Quem, no entanto, perverte ou distorce a mensagem de anunciação do Reino de Deus e prossegue divulgando informações equivocadas sobre a Justiça eterna, está fazendo uma obra má, está dando frutos ruins.

Por isso, é de suma importância que os cristãos verdadeiros, que são aqueles que acreditam na obra redentora de Cristo, compreendam o Reino de Deus e a sua justiça perfeitamente: assim terão condições de discernir as boas e as más obras às quais o Rei Jesus se refere, recebendo o livramento de serem enganados por esses indivíduos mal intencionados.

Observando o segundo capítulo da carta do Apóstolo Pedro aos cristãos de sua época, cujos trechos foram citados aqui em nosso texto há pouco, encontramos alguns aspectos apontados por ele sobre o comportamento dos falsos profetas:

- Eles vão introduzindo sutilmente entre os cristãos um conhecimento contrário à Justiça de Deus, capaz de matar a fé das pessoas na obra redentora de Jesus Cristo (heresias destruidoras).
- Eles recebem juízo rápido por causa de seus atos (atraem para si mesmos destruição repentina)
- Os falsos mestres costumam explorar as pessoas usando histórias inventadas por eles, movidos por sua cobiça.
- Acham prazeroso entregar-se à devassidão em plena luz do dia.
- Se aproveitam da boa vontade dos outros ao participarem de eventos cristãos.
- São adúlteros e não se arrependem disso.
- Costumam iludir aqueles que ainda não se firmaram na verdadeira fé em Deus
- São extremamente gananciosos.
- São pessoas que a princípio creem na obra justificadora de Jesus, mas depois abandonam a fé, a fim de se satisfazerem materialmente.
- São pessoas arrogantes e que com seus discursos cheios de vaidade provocam nos outros os desejos libertinos da carne, e conseguem seduzir pessoas para que desistam de se desapegarem do mundo.
- Prometem liberdade aos outros instigando-lhes a seguir pelo caminho mais fácil, que é contrariando ou corrompendo a reta justiça de Deus.

Indo mais adiante nas cartas dos apóstolos, encontramos um trecho onde o Apóstolo João também mostra como se discerne um falso profeta:

"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve." (1João 4:1-5)

É interessante que João mostra primeiro como se discerne o que vem de Deus, para em seguida apontar como reconhecer o que não vem dele. E Deus não nega a si mesmo. Ele não contraria a legislação eterna que Ele mesmo estabeleceu. Portanto, quem fala em nome de Jesus, concorda com sua obra redentora, o que quer dizer que esse alguém afirmará que "Jesus Cristo veio em carne".

A expressão "Jesus Cristo veio em carne" significa que o Deus Criador enviou ao mundo sua justiça na forma humana, para dar a toda a humanidade a oportunidade única de ser justificada gratuitamente de suas transgressões contra a Justiça de Deus, e com isso disponibilizar a todos os que creem o direito à herança da vida eterna (em concordância com João 3:16).

É importante observar que quando o Apóstolo João fala "não creiam em qualquer espírito", ele não está dizendo que temos que lidar corriqueiramente com espíritos, como anjos, com Satanás ou um demônio, ou com o Espírito de Deus de forma visível ou manifestada materialmente.

De fato, geralmente nós temos que lidar com pessoas de carne e osso como nós mesmos somos, todos os dias; portanto, quando ele diz "espíritos", nesse caso, está se referindo à motivação que leva uma pessoa a ensinar, pregar ou divulgar certas informações. Se alguém está motivado pelo mundo, divulgará aos outros um conhecimento contrário ao Reino e à Justiça de Deus; se alguém está motivado por Cristo ou pelo Espírito de Deus, ensinará sobre e a favor do Reino de Deus e de Sua Justiça.

E para enriquecer ainda mais este texto explicativo sobre falsos profetas, não poderia também deixar de citar aqui o episódio onde os Apóstolos Paulo e Barnabé se encontram com um falso profeta, em uma das cidades que passaram evangelizando:

"Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul, sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul. Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13:5-12)

O fato curioso aqui é que o falso profeta Barjesus era um judeu e não um cristão; provavelmente ele ouviu a mensagem do evangelho da salvação e creu, mas depois renunciou a fé para ganhar dinheiro com a prática da magia. E o pior é que, além de ter desprezado a mensagem de salvação, sendo ele judeu, também estava desprezando a Lei, que deveria saber e obedecer: um de seus mandamentos condena a prática de feitiçaria, magia e adivinhação (leia Deuteronômio 18:9-13)

Após ser desmascarado na frente do procônsul, o falso profeta foi imediatamente julgado e punido ali mesmo onde estava, por causa de sua conduta maligna. E, graças à segurança que aqueles homens tinham pelo conhecimento da verdade e à ousadia deles, mais uma alma creu na mensagem do Reino de Deus.

E encerrando este pequeno estudo, vamos ler o julgamento e a condenação que aguarda os falsos mestres, e que serão feitos pelo Rei Jesus Cristo:

"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" (Mateus 7:21-23)

Percebam que muito provavelmente, de acordo com o que o Rei Jesus ensina, os falsos cristãos são pessoas influentes que estão ensinando, profetizando, expulsando  demônios e realizando milagres EM NOME DELE; e assim muitos estarão admirando o trabalho desses indivíduos e acreditando neles por isso!

No entanto, o Rei alerta para avaliarmos o conteúdo da mensagem e o rastro que tais pessoas estão deixando por onde passam, pois suas obras más estarão misturadas com as práticas que julgamos ser provenientes de Deus. Eles agem como quem faz a boa obra, mas, concomitantemente, vão se aproveitar da boa vontade das pessoas para abusarem delas financeiramente, socialmente (buscando poder e status) e sexualmente.

Lembrem-se: os falsos mestres e falsos profetas, apesar de falarem que "só Jesus salva" e de fazerem seus trabalhos "em nome de Jesus Cristo", com muita sutileza VÃO NEGAR A OBRA REDENTORA DO SENHOR, e, portanto, negarão em vários pontos a Justiça de Deus: por isso é muito importante que tenhamos o domínio desse conhecimento. Milagres e outros acontecimentos sobrenaturais são muito bons, mas não são eles que trazem a fé genuína em Deus: essa fé vem do entendimento claro do Reino e da Justiça dele.

Portanto, palavras que revelam nossos passados e futuros, e outros eventos e manifestações sobrenaturais, por mais maravilhosos que sejam, por si sós não são suficientes para manterem as pessoas firmes na fé salvadora. Em alguns momentos eles são necessários, mas servem apenas para confirmar que a mensagem de anunciação do Reino de Deus é verdadeira, e também confirmar a justificação que Deus disponibiliza a todos nós eternamente. Fiquem atentos!

Missionária Oriana Costa.






Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...