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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Quem perder a sua vida por minha causa a encontrará.

Esta famosa frase de Jesus se encontra na Bíblia sagrada cristã, no evangelho de Mateus, capítulo 10 verso 39.

E mais uma vez aqui Cristo parece dizer algo estranho, e que à primeira vista não parece ter muito sentido. Só que, nessa fala, o raciocínio do Rei Jesus está baseado em Seu Reino. Quem não entende o Reino de Deus, jamais entenderá o porquê dessa afirmação do Senhor.

Quem nasce espiritualmente dentro do Reino de Deus pela fé em Jesus Cristo automaticamente está abrindo mão das sugestões do mundo, ou está abdicando da maneira injusta de viver que o mundo nos ensina.

Logo, quem "perde a sua vida" no mundo por causa de Cristo, é porque creu na obra redentora dele e foi justificado diante de Deus por causa disso, renascendo no Reino de Deus. Isso lhe afilia novamente ao Deus Criador, e essa afiliação lhe dá o direito de herdar a condição de imortalidade ou vida eterna; e isso significa que ele "encontrará a sua vida".

E quem acha a sua vida no mundo, é porque está  achando melhor viver da forma injusta que a maldade que há nele propõe; dessa maneira, o indivíduo está negando a Cristo e escolhendo permanecer separado de Deus. Então, tal pessoa infelizmente perderá a oportunidade única de entrar no Reino de Deus e de herdar a vida para sempre, ou seja, "perderá a sua vida".

Missionária Oriana Costa




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Quem não toma sua cruz e não me segue não é digno de mim.

As frases de Jesus às vezes soam um tanto duras para nós. Depois de ler uma afirmação dessas, muitas pessoas podem achar que não são capazes de seguir a Cristo, apesar de crerem nele.

No entanto, o segredo dessa afirmação de Cristo está no entendimento que temos do AMOR ao qual Ele está se referindo. Isso mesmo!

A primeira vista, esse amor nos parece um sentimento, uma afeição, um apego. Desta forma, o primeiro pensamento que vem as nossas mentes ao nos depararmos com essas palavras de Jesus é que jamais conseguiríamos amar mais a Ele, que não vemos nem conhecemos pessoalmente, do que amar as pessoas que convivem conosco e cuidam de nós.

Mas, na verdade, o amor ao qual Cristo se refere aqui está ligado ao conhecimento e entendimento de Seu Reino e da Justiça de Deus, que são absolutamente perfeitos, imutáveis e infalíveis, e não a um sentimento humano, que pode existir agora e depois não existir mais devido às adversidades do mundo!

Através da compreensão da realidade do Reino do nosso Criador é que nós passamos a TEME-LO (CONSIDERÁ-LO ACIMA DE TUDO) e OBEDECE-LO de todo o coração, pois o nosso Criador, que existe antes de nós, é puro, bom, justo e perfeito em tudo o que faz; nós, e todas as pessoas que nos cercam, somos FALHOS e não temos o poder de dar vida a ninguém (lembrando que a concepção materna vem de Deus, foi Ele quem a criou). Então, é esse o amor que Jesus Cristo aponta.

Portanto, quem TEME ou OBEDECE mais as pessoas ou si mesmo do que a Cristo, não está concordando com Ele e sim com o mundo. Logo, não tem parte com Ele, por mais que diga que tem fé em Deus ou fé em Jesus!

Quem ignora o Reino de Deus e a Sua Justiça, no seu dia a dia, deixará de viver conforme a realidade desse lugar, e também deixará de anunciar o sacrifício feito por Cristo por toda a humanidade para que pudéssemos entrar lá. Dessa forma, o indivíduo não estará fazendo o bem verdadeiramente ao seu próximo como deveria, e será devidamente julgado por isso.

E para fechar nosso raciocínio: A cruz que temos que levar para seguir a Cristo é exatamente continuar perseverando em imitá-lo, em viver conforme a Justiça de Deus nesse mundo mal, em anunciar o Seu Reino, ainda que todos ao nosso redor nos rejeitem por não entenderem nossas posturas.

Então, cuide dos seus e ore por eles, ainda que eles não se importem com você; trabalhe para sustentar sua família, não abandone seu cônjuge e filhos. Obedeça aos seus pais, se ainda está sob a liderança deles, e se não estiver mais, visite-os e não os abandone na sua velhice; ajude seus amigos quando eles precisarem, mas, tendo o cuidado de jamais ceder às tentações dos sentimentos e desejos da sua carne para fazer o que as pessoas querem, ao invés de obedecer a reta Justiça de Deus.

Missionária Oriana Costa.


domingo, 16 de fevereiro de 2020

Basta ao discípulo ser como o seu mestre


As palavras de Cristo no trecho bíblico na imagem não se referem à importância que um discípulo ou um servo dele terá na terra ao imitá-lo. De fato, aqui Jesus está se referindo às situações difíceis que poderemos passar ao anunciar o Reino e a Justiça de Deus ao mundo.

Dando uma olhada nos versículos anteriores e posteriores a essa fala do Senhor, temos certeza de que Ele está dando um alerta aos que trabalham na sua obra a não temerem ou se assustarem por causa das dificuldades que encontrarão em seus caminhos, que não serão poucas. 

Certamente que Cristo não iria deixar seus discípulos desavisados do que teriam de enfrentar, pois, sem esse aviso, todos desistiriam de anunciar a verdade do evangelho por causa das aflições que iriam passar.

Simão Pedro, antes mesmo de iniciar seu ministério apóstolico, sentiu medo de confessar publicamente que seguia a Cristo, ao assistir tudo o que estava acontecendo com seu mestre. E percebam que Pedro fez isso tendo desacreditado do Senhor Jesus quando este lhe avisara sobre o episódio da "negação" (quando ele negou Jesus três vezes). Porém, após a ressurreição de Cristo, e depois de ter entendido claramente a mensagem do Reino, Pedro perdeu esse medo e prosseguiu em seu chamado seguro da fidelidade de Seu Salvador e Rei.

Vejamos a seguir as orientações do Rei Jesus:

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis conduzidos até à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios. (...) E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; (...) Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:16-25)

Portanto, Deus não deixa ninguém desavisado. Antes que as situações aconteçam, Ele dá o alerta. Quem anuncia a mensagem de salvação muitas vezes será incompreendido, assim como o Rei Jesus foi, e sofrerá angústias até mesmo dentro de suas próprias famílias.

Também é importante saber que Deus não quer que seus Filhos sejam mortos ao anunciarem o evangelho da salvação. Cristo adverte que, se não estivermos sendo aceitos e sofrermos muita perseguição e risco de sermos exterminados em um determinado lugar, podemos fugir para outro e continuar com a nossa missão.

Mas, uma das coisas mais importantes que Ele diz é sobre o que pode vir a acontecers as nossas vidas: muitos dos que estão atendendo seus chamados vão ser mortos em determinados lugares onde a perseguição religiosa é ferrenha; porém, a palavra dada é para que não tenhamos medo das ameaças e da possibilidade de sermos alvos dos que odeiam a verdade, pois o nosso Criador está a par de tudo, e tudo será devidamente julgado.

E assim prossegue Cristo:

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. (Mateus 10:26-31)

Com essas palavras, Jesus Cristo está nos lembrando que a morte física não é o nosso fim, tampouco é o fim daqueles que odeiam o evangelho. Se assim fosse, não existiria um julgamento posterior a tal evento. Ele nos lembra sobre isso, pois nossa tendência natural é esquecer a realidade eterna na qual fomos concebidos e ter medo de morrer ou de perder nossos parentes dessa maneira, assim como aconteceu com o Apóstolo Pedro, que negou Jesus por medo de ser julgado e condenado à morte. 

E quem, após ter recebido a revelação do Reino de Deus e de sua Justiça, recua diante das resistências que enfrenta ao anunciar ao mundo essa verdade e desiste do seu trabalho e da fé em Deus movido pelo medo do que terá de enfrentar, está negando a Cristo.

É por isso que após dar todas essas instruções aos seus discípulos, Ele diz:

"Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 10:32,33)

Missionária Oriana Costa













sábado, 8 de fevereiro de 2020

Falsos profetas - quem são eles?

Afinal, quem são esses falsos profetas aos quais Cristo se refere nesse trecho do evangelho?

Ele segue sua fala revelando como podemos reconhecê-los: "Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7:16-20)

E o Apóstolo Pedro dá detalhes de quem são esses falsos mestres e que tipo de frutos eles estão dando:

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (...) eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. (...) eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.(2Pedro 2:1-21)

Então, de acordo com o registro das escrituras bíblicas, antes de sair acreditando e aceitando tudo o que lemos ou ouvimos sobre Deus de outras pessoas, devemos prestar atenção no tipo de obra que essas pessoas estão fazendo.

Quando Cristo fala de frutos bons e frutos ruins, Ele está se referindo a anunciação do Seu Reino. Quem anuncia o Reino de Deus claramente, e ensina sobre a Justiça de Deus conforme está nas escrituras bíblicas, está fazendo a boa obra ou dando bons frutos. Quem, no entanto, perverte ou distorce a mensagem de anunciação do Reino de Deus e prossegue divulgando informações equivocadas sobre a Justiça eterna, está fazendo uma obra má, está dando frutos ruins.

Por isso, é de suma importância que os cristãos verdadeiros, que são aqueles que acreditam na obra redentora de Cristo, compreendam o Reino de Deus e a sua justiça perfeitamente: assim terão condições de discernir as boas e as más obras às quais o Rei Jesus se refere, recebendo o livramento de serem enganados por esses indivíduos mal intencionados.

Observando o segundo capítulo da carta do Apóstolo Pedro aos cristãos de sua época, cujos trechos foram citados aqui em nosso texto há pouco, encontramos alguns aspectos apontados por ele sobre o comportamento dos falsos profetas:

- Eles vão introduzindo sutilmente entre os cristãos um conhecimento contrário à Justiça de Deus, capaz de matar a fé das pessoas na obra redentora de Jesus Cristo (heresias destruidoras).
- Eles recebem juízo rápido por causa de seus atos (atraem para si mesmos destruição repentina)
- Os falsos mestres costumam explorar as pessoas usando histórias inventadas por eles, movidos por sua cobiça.
- Acham prazeroso entregar-se à devassidão em plena luz do dia.
- Se aproveitam da boa vontade dos outros ao participarem de eventos cristãos.
- São adúlteros e não se arrependem disso.
- Costumam iludir aqueles que ainda não se firmaram na verdadeira fé em Deus
- São extremamente gananciosos.
- São pessoas que a princípio creem na obra justificadora de Jesus, mas depois abandonam a fé, a fim de se satisfazerem materialmente.
- São pessoas arrogantes e que com seus discursos cheios de vaidade provocam nos outros os desejos libertinos da carne, e conseguem seduzir pessoas para que desistam de se desapegarem do mundo.
- Prometem liberdade aos outros instigando-lhes a seguir pelo caminho mais fácil, que é contrariando ou corrompendo a reta justiça de Deus.

Indo mais adiante nas cartas dos apóstolos, encontramos um trecho onde o Apóstolo João também mostra como se discerne um falso profeta:

"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve." (1João 4:1-5)

É interessante que João mostra primeiro como se discerne o que vem de Deus, para em seguida apontar como reconhecer o que não vem dele. E Deus não nega a si mesmo. Ele não contraria a legislação eterna que Ele mesmo estabeleceu. Portanto, quem fala em nome de Jesus, concorda com sua obra redentora, o que quer dizer que esse alguém afirmará que "Jesus Cristo veio em carne".

A expressão "Jesus Cristo veio em carne" significa que o Deus Criador enviou ao mundo sua justiça na forma humana, para dar a toda a humanidade a oportunidade única de ser justificada gratuitamente de suas transgressões contra a Justiça de Deus, e com isso disponibilizar a todos os que creem o direito à herança da vida eterna (em concordância com João 3:16).

É importante observar que quando o Apóstolo João fala "não creiam em qualquer espírito", ele não está dizendo que temos que lidar corriqueiramente com espíritos, como anjos, com Satanás ou um demônio, ou com o Espírito de Deus de forma visível ou manifestada materialmente.

De fato, geralmente nós temos que lidar com pessoas de carne e osso como nós mesmos somos, todos os dias; portanto, quando ele diz "espíritos", nesse caso, está se referindo à motivação que leva uma pessoa a ensinar, pregar ou divulgar certas informações. Se alguém está motivado pelo mundo, divulgará aos outros um conhecimento contrário ao Reino e à Justiça de Deus; se alguém está motivado por Cristo ou pelo Espírito de Deus, ensinará sobre e a favor do Reino de Deus e de Sua Justiça.

E para enriquecer ainda mais este texto explicativo sobre falsos profetas, não poderia também deixar de citar aqui o episódio onde os Apóstolos Paulo e Barnabé se encontram com um falso profeta, em uma das cidades que passaram evangelizando:

"Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul, sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul. Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13:5-12)

O fato curioso aqui é que o falso profeta Barjesus era um judeu e não um cristão; provavelmente ele ouviu a mensagem do evangelho da salvação e creu, mas depois renunciou a fé para ganhar dinheiro com a prática da magia. E o pior é que, além de ter desprezado a mensagem de salvação, sendo ele judeu, também estava desprezando a Lei, que deveria saber e obedecer: um de seus mandamentos condena a prática de feitiçaria, magia e adivinhação (leia Deuteronômio 18:9-13)

Após ser desmascarado na frente do procônsul, o falso profeta foi imediatamente julgado e punido ali mesmo onde estava, por causa de sua conduta maligna. E, graças à segurança que aqueles homens tinham pelo conhecimento da verdade e à ousadia deles, mais uma alma creu na mensagem do Reino de Deus.

E encerrando este pequeno estudo, vamos ler o julgamento e a condenação que aguarda os falsos mestres, e que serão feitos pelo Rei Jesus Cristo:

"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" (Mateus 7:21-23)

Percebam que muito provavelmente, de acordo com o que o Rei Jesus ensina, os falsos cristãos são pessoas influentes que estão ensinando, profetizando, expulsando  demônios e realizando milagres EM NOME DELE; e assim muitos estarão admirando o trabalho desses indivíduos e acreditando neles por isso!

No entanto, o Rei alerta para avaliarmos o conteúdo da mensagem e o rastro que tais pessoas estão deixando por onde passam, pois suas obras más estarão misturadas com as práticas que julgamos ser provenientes de Deus. Eles agem como quem faz a boa obra, mas, concomitantemente, vão se aproveitar da boa vontade das pessoas para abusarem delas financeiramente, socialmente (buscando poder e status) e sexualmente.

Lembrem-se: os falsos mestres e falsos profetas, apesar de falarem que "só Jesus salva" e de fazerem seus trabalhos "em nome de Jesus Cristo", com muita sutileza VÃO NEGAR A OBRA REDENTORA DO SENHOR, e, portanto, negarão em vários pontos a Justiça de Deus: por isso é muito importante que tenhamos o domínio desse conhecimento. Milagres e outros acontecimentos sobrenaturais são muito bons, mas não são eles que trazem a fé genuína em Deus: essa fé vem do entendimento claro do Reino e da Justiça dele.

Portanto, palavras que revelam nossos passados e futuros, e outros eventos e manifestações sobrenaturais, por mais maravilhosos que sejam, por si sós não são suficientes para manterem as pessoas firmes na fé salvadora. Em alguns momentos eles são necessários, mas servem apenas para confirmar que a mensagem de anunciação do Reino de Deus é verdadeira, e também confirmar a justificação que Deus disponibiliza a todos nós eternamente. Fiquem atentos!

Missionária Oriana Costa.






terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Deus está lhe dando oportunidades.

Já ouvi algumas pessoas reclamarem que em suas congregações não são chamadas para trazer uma palavra ou cantar um louvor durante o evento do culto.

Elas reclamam "na minha igreja não me dão oportunidade". Acontece que essa oportunidade que as pessoas estão querendo é a de FALAR OU CANTAR NA SUA CONGREGAÇÃO para serem prestigiadas pelos que estão ali, e não PARA ANUNCIAR O REINO DE DEUS!

É isso mesmo! E esse desejo vem da carne e não do espírito! Quem realmente conhece O REINO DE DEUS já sabe que todos os dias terá oportunidades de falar dele EM QUALQUER LUGAR, seja entre seus irmãos na fé seja entre pessoas que ainda desconhecem o Reino. Quando se trata de anunciar o Reino de Deus e Sua Justiça, não devemos limitar o lugar, a hora ou para quais pessoas vamos falar dele.

A limitação vem da falta de conhecimento das escrituras bíblicas. Quem lê e entende o que está escrito, imitará Cristo: Ele anunciou o Seu Reino nos lugares por onde passava, e não somente nas sinagogas. E na maior parte das vezes, o Senhor Jesus não era convidado para falar: Ele simplesmente aproveitava momentos em que estava conversando com as pessoas enquanto estava fazendo alguma refeição, ou visitando alguém, por exemplo, e começava a ensinar a Justiça de Deus, e também a dar provas da veracidade do que dizia através da operação de milagres. E enquanto Ele ia falando, outras pessoas iam se aproximando para ouvi-lo.

Então, quem reclama que não tem oportunidade, ainda precisa entender de que se trata o Reino de Deus e a Sua Justiça. A vontade de Deus para nós sempre será BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA. Aproveite para conhecê-la!

Em um culto a Deus TODOS TEM A OPORTUNIDADE DE ADORÁ-LO,  de falar com Ele e de ouví-lo, pois é esta a finalidade maior de prestarmos culto ao nosso Pai Criador. Já para ensinar sobre a Justiça de Deus é preciso a habilidade dada por Ele a quem está sendo chamado para esta missão, que requer dedicação em estudar as escrituras bíblicas, e meditação profunda em seu conteúdo diariamente; esta tarefa não é para todos, assim como nem todos são músicos numa igreja, por exemplo.

E aqui vai um alerta para os que querem "ser usados por Deus" musicalmente: a música cristã pode ser usada para duas finalidades - como um dos meios de se ADORAR A DEUS em espírito e em verdade, e também para atrair a atenção das pessoas a fim de que elas ESCUTEM O QUE ALGUÉM TEM A DIZER SOBRE DEUS.

Pois é, o Reino de Deus e a Justiça dele não podem ser anunciados com clareza somente com canções. É preciso explicá-lo claramente assim como CRISTO FAZIA, e isso requer UM ENSINO anterior ou posterior à execução do trabalho musical.

Missionária Oriana Costa.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Peçam, e lhes será dado.

Muitos leem esse ensinamento de Cristo e, em suas orações, começam a pedir o que precisam a Deus, insistindo em oração, na expectativa de receber dele aquilo que pedem. Mas, passando o tempo, e não vendo suas orações atendidas, se desanimam e acham que Deus não as ouviu, ou simplesmente não quis atender suas orações.

Apresentar nossas necessidades a Deus em oração é algo importante, e numa das cartas escritas pelo apóstolo Paulo de Tarso recebemos um incentivo de sua parte sobre isso: "Não andem ansiosos por coisa alguma mas, em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4: 6,7)

Então, apresentar nossas necessidades a Deus manterá nossas mentes e nossos corações em paz, visto que nossa confiança estará n'Ele e não em nossas próprias forças.

Porém, o que o Senhor está querendo dizer, na passagem que estamos analisando, tem um raciocínio que se segue: "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, DARÁ COISAS BOAS aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:9-12)

Se observarmos atentamente os versículos posteriores, veremos que o Senhor Jesus está falando que o Pai está pronto para atender as petições de seus filhos, no entanto, de filhos que se submetem a Ele, que entendem a Sua justiça e se esforçam para andar nela.

E onde vemos Cristo falar essas coisas? No trecho a seguir:
Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas. Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. (Mateus 7:12,13)
Portanto, o que Cristo está nos dizendo é que seremos prontamente atendidos pelo Pai, quando lhe pedirmos alguma coisa, se agirmos com os outros da mesma forma que gostaríamos que eles agissem conosco. Isso equivale ao mandamento "ame ao seu próximo como a si mesmo". E atenção: Ele explica em seguida que isso é o ENTRAR PELA PORTA ESTREITA!

Cristo realmente tratou as pessoas como gostaria de ser tratado! Ainda que Ele mesmo sabia que tratando com bondade os outros e dizendo-lhes a verdade, seria maltratado por muitos deles. No entanto, saber disso não O desanimou de obedecer ao Pai e andar em Sua reta Justiça.

Devemos atentar para o fato de que esse ensino é válido para TODAS AS ÁREAS DAS NOSSAS VIDAS, pois toca especificamente na área que mexe com todas as outras: RELACIONAMENTOS! E seja relacionamento fraternal ou matrimonial, entre pais e filhos, de trabalho ou quaisquer outros.

Geralmente, o que a maldade do mundo ensina às pessoas a fazerem é que elas exijam ser bem tratadas pelos outros, sem ter a obrigação de tratarem os outros da mesma forma. Cristo aponta que é esse o tal "caminho amplo e a porta larga", que leva as pessoas à perdição e que caracteriza um comportamento que Deus desaprova totalmente, pois contraria a sua justiça.

No evangelho de João, observarmos dois trechos onde o Senhor Jesus nos dá uma orientação similar:
Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. (João 14:11-15)
Aqui observamos perfeitamente que a condição para termos nossas petições atendidas é IMITAR A CRISTO, SEGUI-LO, OU REALIZAR AS MESMAS OBRAS DELE.
Naquele dia vocês não me perguntarão mais nada. Eu lhes asseguro que meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em meu nome. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa. (João 16:23,24)
Neste trecho, vemos outra parte da instrução de Cristo, onde Ele fala que nossas petições serão atendidas se pedirmos ao Pai em Nome d'Ele.

O interessante aqui é exatamente a parte de "pedir em nome de Jesus". Muitas pessoas confundem esse ensino, interpretando-o literalmente, ou seja, dirigindo-se ao Pai usando a frase "em nome de Jesus". E usar essa frase não é errado, mas o problema é que o Pai vê o coração e os caminhos de quem lhe pede alguma coisa.

O que acontece aqui pode ser comparado a seguinte situação: uma criança chega na mercearia que sua família costuma comprar sempre e, sem dinheiro, pede ao vendedor alguma coisa; o vendedor prontamente atende o pedido da criança sem questioná-la, pois conhece seus pais, que são clientes antigos do estabelecimento e são pessoas honestas. Em seguida, o vendedor coloca o valor do objeto que entregou a criança na conta da família, que será paga posteriormente.

Então, se o Pai não reconhece Cristo naquele que pede, a petição não está sendo feita em nome do Seu Filho e, consequentemente, não será atendida.

Outro ponto importante no que se refere à petições é o seguinte: Cristo fala neste trecho:
(...) se vocês tiverem fé e não duvidarem, (...) tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. (Mateus 21:21,22)
A fé que não duvida é aquela gerada do conhecimento da Justiça de Deus, revelado a todos nós pelo ensino de Cristo. Quem conhece o Reino de Deus e a sua justiça, buscando praticar o que conhece, está imitando Cristo, dessa forma, tem convicção de que será prontamente atendido quando pedir alguma coisa a Deus.

Para encerrar este texto, há, também, uma outra passagem bíblica que complementa todas as outras informações acima, onde o apóstolo João fala muito bem sobre esse assunto:
Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos. (1João 5:14,15)
Aqui o apóstolo João diz claramente que, ao pedirmos alguma coisa a Deus, seremos atendidos se estivermos pedindo de acordo COM A VONTADE DO PAI. E como saber qual é a vontade do Pai? Entendendo a Justiça dele!

Em suma: vamos buscar? Vamos pedir a Deus? Vamos bater na porta dele? Então, nossas orações e petições serão prontamente atendidas se o Pai enxergar Cristo, o nosso Salvador e Rei, em nossos corações e em nossas atitudes. Assim sendo, certifique-se de estar alinhado(a) com a realidade do Reino de Deus, antes de achar que Ele não lhe ouviu ou que Ele não quer lhe atender. Deus não age fora de sua palavra, Ele não age fora de sua Justiça!

Missionária Oriana Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...