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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Venham, benditos de meu Pai - Mateus 25 - Parte 3


Após ter falado sobre os eventos que aconteceriam às nações da Terra, antecedendo à Sua vinda (capítulo 24 de Mateus), no capítulo 25 o Senhor Jesus mostra como se dará o julgamento da "Igreja". Esse julgamento acontecerá separadamente daquele relacionado aos que não fazem parte dela, por causa da responsabilidade que o corpo de Cristo tem na anunciação da mensagem do Reino ao mundo.

Como sabemos, a Igreja – do modo que a conhecemos em nossa realidade – não está somente constituída de verdadeiros cidadãos do Reino de Deus. Dentro dela existem indivíduos que não seguem a Cristo verdadeiramente, contudo aparentam ser pessoas espirituais e servas do Senhor, de forma que, por causa das sutilezas e por não enxergarmos a verdadeira motivação dentro dos corações dos outros, nem sempre é possível julgar quem realmente está agindo de acordo com a fé ou não.

Por causa disso, este julgamento só poderá ser feito plenamente pelo próprio Rei Jesus, no dia do Seu retorno, pois, naquele momento, todas as coisas estarão expostas diante d'Ele.

No capítulo 25 de Mateus, portanto, o Mestre fala os três motivos pelos quais alguns indivíduos serão separados do verdadeiro corpo de Cristo e vão perder a herança da vida eterna. O primeiro está explicado na parabola das dez virgens, o segundo na parábola dos talentos, e o terceiro, Cristo explica no trecho a seguir:

Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. 
Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?'  O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’.
Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.
Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos?’ Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’. 
E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. (Mateus 25:31-46)

Para começar nossa análise, é importante que também tenhamos o entendimento do porquê de Cristo comparar os indivíduos que compõe a instituição eclesiástica à animais, como ovelhas e bodes, por exemplo.

Ele faz isso não por enxergar ou tratar as pessoas como animais, mas é somente para que possamos entender bem como será o processo de separação da nação santa das demais nações: será feito diretamente por Cristo, que colocará dentro de seu Reino os remidos e deixará fora os que desprezarem a justificação concedida gratuitamente por Deus pela fé.

No tempo em que Jesus estava em seu ministério terreno, diferentemente do que acontece hoje em dia, era normal que a maioria das pessoas trabalhassem na agricultura e na criação de animais. E, por isso, era comum encontrar criadores de bodes e ovelhas em Israel, até porque esses dois animais faziam parte dos rituais ordenados por Deus aos israelitas na Lei Mosaica, para a expiação dos pecados do povo.

Então, como a convivência com esses e outros tipos de animais fazia parte do dia a dia das pessoas, Cristo utilizou algo que era rotineiro na realidade da época, para ensinar o povo sobre o Reino e a Justiça de Deus.

Se procurarmos na internet, certamente encontraremos vários textos e vídeos mostrando as diferenças que existem no comportamento de ovinos e caprinos, e também várias pregações mostrando que ovelhas e bodes representam verdadeiros e falsos cristãos, respectivamente, por causa de suas características comportamentais.

Contudo, no trecho que estamos analisando, o Mestre está esclarecendo como será o momento em que Ele vai resgatar seu povo dentre as nações. Jesus está, tão somente, fazendo uma analogia ao momento em que o pastor separa as ovelhas dos bodes no curral. O processo de separação entre esses animais precisava acontecer todos os dias e fazia parte da rotina dos pastores.

Ovinos e caprinos podem conviver num mesmo curral, e é comum observarmos essa prática em países onde a criação desses animais faz parte de sua cultura e subsistência. Esses bichos, no geral, convivem bem no pasto, no entanto, há uma característica neles em particular que exige um certo cuidado do pastor, após conduzi-los de volta ao curral, no fim do dia: ovinos e caprinos não se dão bem quando estão confinados.

Ao voltarem para o curral, se o pastor não separa esses animais e os dois rebanhos permanecem juntos durante à noite, ao amanhecer, ovelhas podem ser encontradas mortas ou gravemente feridas devido às agressões sofridas pelos ataques dos bodes. Por isso, ao serem conduzidos pelo pastor ao aprisco, os dois rebanhos precisam ser separados, a fim de evitar prejuízos.

No trecho em questão, portanto, Cristo diz que, na Sua vinda, Ele vai separar as nações umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos bodes. Isso quer dizer que Cristo vai dar fim ao sofrimento do seu povo, para sempre, resgatando-o dentre todas as nações da terra.

Devemos lembrar que o retorno de Cristo acontecerá no ápice da grande tribulação, onde os cristãos estarão numa situação de muita aflição, devido à forte perseguição que o anticristo promoverá aos que seguem Jesus.

Então, não é à toa que o Mestre compara a separação entre ovinos e caprinos, quando são criados juntos, com o momento do juízo final. A situação na qual o povo de Deus ficará, durante o tempo do anticristo, será semelhante a das ovelhas confinadas com bodes num curral, onde correm o risco de serem atacadas, feridas e mortas, sem terem como se defender.

O grande dia do Senhor está próximo; está próximo e logo vem. Ouçam! O dia do Senhor será amargo; até os guerreiros gritarão. Aquele dia será um dia de ira, dia de aflição e angústia, dia de sofrimento e ruína, dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão, dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas. (Sofonias 1:14-16)

Nessa passagem bíblica, as "cidades fortificadas" (Jeremias 1:18, Salmos 28:8) e as "torres elevadas" (Provérbios 18:10, Cânticos 7:4), ditas pelo profeta, se referem ao povo de Deus.

Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto.(Daniel 12:1)

Portanto, essa situação complicada já está predita e vai acontecer, apesar de não ser a perfeita vontade de Deus para os seus filhos, e a igreja realmente terá que passar por essa fase.

Mas, graças à intervenção do Pai, será por pouco tempo! Por isso, é muito importante que antes desses momentos difíceis começarem a acontecer, que os cristãos se fortaleçam no conhecimento do Reino e da Justiça de Deus, contidos no ensino de Cristo, para que não entrem em desespero e continuem em paz até seu retorno.

Prosseguindo com nosso estudo, após dizer que vai separar seu povo dentre as nações, o Mestre deixa claro, falando da maneira como fará tal separação, que negligenciar conscientemente a assistência necessária aos que se dedicam ao trabalho de anunciação do Reino resulta em condenação.

Para o Pai, quem escolhe não ajudar um servo d'Ele em suas necessidades, podendo fazê-lo, está deixando de colaborar com sua obra voluntariamente, ou seja, está deixando de servir ao próprio Rei Jesus. E é essa a característica que condenará os "bodes", que estarão à esquerda do Rei Jesus:

Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.

O Apóstolo Tiago esclarece bem esse assunto, onde um dos trechos mais marcantes de sua carta trata exatamente disso. Vejamos a seguir:

Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo! De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. (Tiago 2:12-17)

O Apóstolo João também discorre sobre esse tema, porém, explicando-o pelo ângulo do "amor de Deus", que é a Sua Justiça – o conjunto de leis e preceitos que regem o Seu Reino. Abaixo seguem dois trechos importantes de sua primeira carta dirigida aos cristãos de sua época. O primeiro é este:

Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram. (1 João 2:9-11)

E logo depois, vemos o segundo:

Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu irmão.

Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. (...) Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem vida eterna em si mesmo.

Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?

Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. (1 João 3:10-18)


Missionária Oriana Costa

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Quanto ao dia e à hora - Mateus 24 - Parte 6


Há muita especulação envolvida no tema "volta de Jesus" e, desde tempos atrás, várias pessoas têm tentando prever qual o momento exato em que Ele retornará. Contudo, através das Escrituras, sabemos que não é possível saber o dia e a hora exatos, mas somente ter ciência dos sinais que indicarão a iminência desse evento.

Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. (Mateus 24:36-42)

Outro trecho, como esse acima, é encontrado no evangelho de Marcos (Mc 13:32-37), e que também nos passa a mesma informação, de que o dia e a hora não serão revelados e a volta de Jesus Cristo acontecerá subitamente para o mundo, que estará em sua "rotina normal", regida pelo governo do anticristo. A igreja, contudo, estará vigilante e discernindo os sinais da proximidade do retorno do Rei, não sendo pega de surpresa.

Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: "Paz e segurança", então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão. (1 Tessalonicenses 5:1-3)

Há dois sinais que revelam que o retorno do Rei Jesus está muito próximo, faltando poucos anos, são: a apostasia total e a ascensão do anticristo, que virão acompanhados de um aumento exacerbado da perseguição aos cristãos, em todas as nações da terra.

O empoderamento do filho da perdição não aconteceu ainda, mas sabemos que não está tão longe de se tornar realidade.

A apostasia, contudo, está acontecendo de forma gradual, tendo se intensificado nos últimos tempos, à medida que a influência da maldade aumenta no mundo. Por exemplo, atualmente aqui no Brasil, se tornou comum encontrarmos pessoas que antes eram cristãs (católicas ou evangélicas) ou acreditavam em Jesus Cristo, mas agora professam uma outra crença ou simplesmente desacreditam totalmente na existência de um Criador.

Pode ser que, dentro de trinta ou quarenta anos, a incidência de pessoas que não estarão mais seguindo a Cristo – ou não estarão mais crendo em Deus no mundo – chegue a um patamar que poderemos chamar de "apostasia total". E, enquanto ela vai crescendo, vai gerando muitos "anticristos", como veremos mais adiante neste texto.

Portanto, quando esse tempo infeliz chegar, a pregação do Evangelho da salvação não será mais aceita, e não haverá mais espaço para que esse trabalho seja feito publicamente em lugar algum do planeta, pois, apesar do aumento da perseguição, ainda se encontram no mundo lugares onde é permitida a evangelização.

Quando a apostasia atingir seu ápice, então o anticristo será manifesto, como uma espécie de "salvador do mundo". No texto anterior falamos dos alertas de Jesus acerca do tempo da manifestação do anticristo. Vejamos, a seguir, as explicações dadas pelos apóstolos sobre esse assunto. Comecemos pelo Apóstolo João:

Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora. Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos. Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento. Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai. (1 João 2:18-23)

Como observamos no trecho acima, um anticristo é uma pessoa que nega, especialmente, que o Senhor veio até nós como um ser humano, morreu, ressuscitou e está vivo na eternidade, ou que Jesus é o Messias (o Cristo), aquele que o Pai enviou para justificar a humanidade.

Então, conforme o apóstolo João explica, antes que o "homem do pecado" apareça, outros como ele deverão surgir. Uma característica interessante relacionada a esses anticristos, segundo nos revela João, é que eles necessariamente tem um antecedente cristão. Portanto, tais pessoas conhecem o funcionamento das igrejas, conhecem o conteúdo bíblico, contudo não compreendem a mensagem de salvação e a realidade do Reino de Deus.

Ao deixarem de congregar, esses anticristos usam o que sabem para atacar os cristãos ou simplesmente espalham informações distorcidas acerca do Evangelho de Jesus Cristo ou da fé cristã, a fim de denegrirem a imagem de Deus e dos que creem n'Ele. Quem acredita neles acaba se fechando para a mensagem do Reino e, por causa disso, corre o risco de perder a oportunidade de ser justificado de suas transgressões diante do Criador.

Vejamos abaixo mais um trecho desse alerta dado pelo apóstolo João:

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve. Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro. (1 João 4:1-6)

Outra informação que o apóstolo João nos passa é que os anticristos são falsos profetas, que estarão sempre negando a Jesus. Somente a Igreja pode discerni-los, conforme ele avisa: "todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro"

Por enquanto, essa ação maligna está sendo neutralizada no mundo pelo trabalho dos cristãos, pois João diz "vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo".

De fato, esses falsos profetas, apesar da ousadia que têm, não tem o mesmo potencial daquele que surgirá próximo à segunda vinda do Senhor. Desde a ressurreição de Cristo até agora, essas pessoas ainda são incapazes de barrar por completo a evangelização. Isso acontece porque a igreja ainda está ativa, revestida de autoridade e compelida pelo poder de Deus, cumprindo sobrenaturalmente o chamado da anunciação das boas novas de salvação feito pelo Rei Jesus.

A seguir vamos ler mais uma advertência do apóstolo João sobre os anticristos ou falsos profetas:

E este é o amor: que andemos em obediência aos seus mandamentos. Como vocês já têm ouvido desde o princípio, o mandamento é este: que vocês andem em amor. De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chega a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas. (2 João 1:6-11)

De acordo com as informações contidas acima, é importante que todo cristão saiba o que é o "amor", a fim de que não seja enganado e não caia na apostasia. Então, segundo o apóstolo explica, esse amor não se trata de um sentimento, mas de um conjunto de leis ou regras que constituem os princípios da Justiça de Deus, sobre os quais Cristo ensinou e nos quais todos os que n'Ele creem devem se esforçar para andar.

É importante que, ao identificar um falso profeta, fiquemos afastados dele, pois tal pessoa é um potencial influenciador. Quando João alerta para não recebermos em nossas casas e nem saudarmos pessoas movidas pelo espírito do erro, ele está querendo dizer que devemos manter distância delas, a fim de nos protegermos bem como os nossos familiares e irmãos na fé.

Vejamos abaixo um outro aviso sobre o anticristo, desta vez dado à igreja pelo apóstolo Paulo:

Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. Não se lembram de que quando eu ainda estava com vocês costumava lhes falar essas coisas? E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. A verdade é que o mistério da iniquidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém. Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda. A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. (2 Tessalonicenses 2:1-12)

Portanto, as palavras de Paulo, além de confirmarem aquelas ditas pelo apóstolo João, ainda nos passam mais uma informação sobre o filho da perdição: ele será muito poderoso e vai se opor e se exaltar acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus.

Isso significa que esse indivíduo vai assumir o controle do mundo, desdenhando a fé em Deus e se colocando literalmente no lugar dele, obrigando as nações a reverenciá-lo como a um deus, e muito provavelmente fazendo de Jerusalém (monte do Templo) o local onde ficará seu gabinete ou mesmo a sua residência principal, como uma forma de menosprezar o Deus Criador publicamente.

Em Daniel 7:23-25, Daniel 11:36 e Apocalipse 13:5-8 há descrições semelhantes àquela dada pelo apóstolo Paulo sobre o anticristo.

Para encerrar este texto, importante dizer que o melhor que nós cristãos devemos fazer hoje é continuar anunciando a mensagem do Reino de Deus, conforme o possível, e esperar com paciência que os últimos sinais se cumpram. Devemos, ainda, lembrar que quanto mais próximo estiver o dia da volta do Rei Jesus, mais difícil se tornará a situação dos cristãos sobre a Terra. Essa condição exigirá dos que estiverem aqui, no auge da grande tribulação, uma maior unidade, maior perseverança, e muito mais vigilância acerca do que se diz e se faz do que estamos tendo agora.

É por isso que o autor da carta aos Hebreus fala as seguintes palavras:

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia. (Hebreus 10:25)


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

terça-feira, 8 de junho de 2021

O sol escurecerá e a lua não dará a sua luz - Mateus 24 - Parte 5


Continuando nosso estudo do capítulo 24 do Evangelho de Mateus, vejamos a parte onde o Senhor Jesus nos fala acerca dos últimos fatos que acontecerão no mundo, um pouco antes do seu retorno. Tais eventos convergem para o auge da grande tribulação, mencionada por Ele no versículo 21.

A título de uma melhor compreensão do texto, também faremos comparações com trechos dos evangelhos de Marcos, no capítulo 13, e Lucas, nos capítulos 17 e 21, os quais se referem ao mesmo assunto, pois contêm informações que confirmam e complementam ao texto do Evangelho de Mateus.

Analisemos o aviso que o Senhor nos dá a partir do Evangelho de Mateus:
Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. (Mateus 24:28-30)
Jesus alerta seus discípulos que sua volta seria sobrenatural e que Ele viria do alto, e não dentre as pessoas, aparecendo à vista de todos por entre as nuvens, envolto num grande clarão (Mateus 24:23-27). Então, o Senhor falou dos acontecimentos que sobreviriam à sua igreja, antes da Sua segunda vinda.

Ao contrário do que muitos pensam, a igreja não só permanece aqui, durante o período da tribulação, – que, inclusive, já vem acontecendo em toda a terra –, como também ainda estará aqui, no auge desses momentos difíceis.

Ao falar sobre o cadáver e os abutres, no versículo 28, Cristo se refere ao tempo da manifestação do Anticristo (o cadáver) e da condenação que virá em seguida sobre ele, na Sua vinda (os abutres).

No livro de Apocalipse há um trecho referente a esses acontecimentos, onde podemos ver mais detalhes de como será essa fase:
Vi um anjo que estava de pé no sol e que clamava em alta voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: "Venham, reúnam-se para o grande banquete de Deus, para comerem carne de reis, generais e poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos: livres e escravos, pequenos e grandes". Então vi a besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para guerrearem contra aquele que está montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. Os demais foram mortos com a espada que saía da boca daquele que está montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles. (Apocalipse 19:17-21)
No Evangelho de Lucas, capítulo 17, há um trecho que também se refere ao cadáver e aos abutres, mostrando o que acontecerá aos cristãos que se deixarem levar pela filosofia do "filho da perdição", no dia do retorno de Cristo:
Lembrem-se da mulher de Ló! Quem tentar conservar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservará. Eu lhes digo: naquela noite duas pessoas estarão numa cama; uma será tirada e a outra deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra deixada. Duas pessoas estarão no campo; uma será tirada e a outra deixada. Onde, Senhor? – perguntaram eles. Ele respondeu: Onde houver um cadáver, ali se ajuntarão os abutres. (Lucas 17:32-37)
A mulher de Ló (leia a história em Gênesis 19), estava apegada à sua vida confortável em Sodoma, e não acreditou no aviso de destruição dado pelos dois mensageiros de Deus. Por isso, ela decidiu trocar sua família pela vida que levava e voltou para a cidade. Assim, ela acabou morrendo, junto com os que ficaram lá. Da mesma forma, cristãos que se apegarem ao conforto material, e por causa disso priorizarem a filosofia do Anticristo ao invés da fé em Jesus, a fim de não perderem bens, fama ou status, não ressuscitarão e não herdarão a vida eterna (serão deixados, ou seja, estarão condenados).

Conforme o trecho de Apocalipse 19, postado parágrafos acima, antes do retorno do Rei Jesus, "a besta que sobe do abismo" (o "cadáver", ao qual Cristo se refere) e seus aliados deverão iniciar uma grande perseguição aos cristãos em todas as nações da terra. Atualmente, a perseguição aos cristãos está principalmente concentrada em países de governo totalitarista (ditatorial, socialista ou comunista) ou onde a maioria das pessoas professa a fé islâmica.

Se, então, fizermos uma comparação com o alerta do Senhor no Evangelho de Mateus, essa perseguição extrema é o ápice da tribulação que a igreja já vem enfrentando, e se dará quando "o sol escurecer, e a lua não der a sua luz, as estrelas caírem do céu e os poderes celestes forem abalados" .

Isso significa que, nos momentos em que estiver manifesto, o anticristo conseguirá, por algum tempo – que, felizmente, não será longo –, impedir que o testemunho do Reino de Deus seja dado em todo o mundo. Na Bíblia, esse episódio está retratado simbolicamente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Os trechos mais contundentes sobre o tempo do Anticristo se encontram no livro de Daniel (Dn 7:25, Dn 8:23-25, Dn 11:36-45, Dn 12:1-3) e, em algumas partes do Novo Testamento, nas falas de Jesus e em alguns trechos das cartas dos Apóstolos, e especialmente no livro de Apocalipse (Ap 11:7-12, Ap 13:11-18). 

Essa será uma fase de muita pressão para todos os que aguardam a volta de Jesus, mas de muita alegria para todos os que concordam com a filosofia e os pensamentos do "homem do pecado". 

A principal tática que o anticristo vai usar, para calar a boca dos que proclamam o Evangelho, será convencendo as maiorias com mentiras, dizendo que a fé em Jesus Cristo é inútil, pois essa crença não estará dando a prosperidade material nem estará pondo a comida nos pratos dos famintos, assim como ele estará se esforçando para fazer. Ao final deste texto, há a citação de um trecho da segunda carta de Paulo aos cristãos de Tessalônica, advertindo-os sobre como o anticristo se manifestará.

Com relação aos significados dos símbolos usados por Cristo em sua explicação, o "sol" representa os povos de todas as nações, judeus e não-judeus, que creram na mensagem do Reino, que começou a ser anunciada a partir de Cristo, e aguardam o Seu retorno (Salmos 89:34-36).

A "lua" representa todos os que viveram até antes da morte e ressurreição de Jesus. Estes últimos acreditavam na promessa de salvação feita pelo Pai, durante o tempo em que a Antiga Aliança ainda estava em vigor, e esperavam a vinda de um "Justificador" ou "Messias".

Dentre esses estão Adão e Eva, Abel, Set, Noé, Abraão, Melquisedeque, o Rei Davi, o Rei Salomão, etc., e todos os profetas levantados por Deus para guiar e exortar os israelitas, como Moisés, Elias, Eliseu, Jeremias, Daniel, etc.

Apesar desses indivíduos da antiguidade já não estarem mais entre nós, seu testemunho ainda está vivo,  sendo proclamado dentre os povos, através dos séculos, por meio do Velho Testamento, utilizado tanto  pelos judeus como pelos cristãos.

Assim, o sol e a lua juntos representam a igreja por completo, ou seja, toda a congregação de cidadãos do Reino de Deus de todas as eras. Essa congregação é chamada também de "noiva do Cordeiro", de "Jerusalém celestial" ou "cidade santa" nas escrituras bíblicas.

Especialmente no livro de cantares, há vários trechos que se referem à essa igreja. Vejamos um deles:
Quem é essa que aparece como o alvorecer, bela como a lua, brilhante como o sol, admirável como um exército e suas bandeiras? (Cantares 6:10)
No livro do profeta Joel, no Antigo Testamento, também encontramos um trecho em que Deus usa o profeta para falar desse "sol" e dessa "lua". Vejamos a seguir:
Proclamem isto entre as nações: Preparem-se para a guerra! Despertem os guerreiros! Todos os homens de guerra aproximem-se e ataquem. Forjem os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices, façam lanças. Diga o fraco: "Sou um guerreiro!" - Venham depressa, vocês, nações vizinhas, e reúnam-se ali. Faze descer os teus guerreiros, ó Senhor! Despertem, nações; avancem para o vale de Josafá, pois ali me sentarei para julgar todas as nações vizinhas. Lancem a foice, pois a colheita está madura. Venham, pisem com força as uvas, pois o lagar está cheio e os tonéis transbordam, tão grande é a maldade dessas nações! Multidões, multidões no vale da Decisão! Pois o dia do Senhor está próximo, no vale da Decisão. O sol e a lua escurecerão, e as estrelas já não brilharão. O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém levantará a sua voz; a terra e o céu tremerão. Mas o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para Israel. (Joel 3:9-16)
Com relação às "estrelas", há uma passagem no livro do profeta Daniel que nos mostra o que elas representam:
Aqueles que são sábios reluzirão como o brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. (Daniel 12:3)
Portanto, quando Jesus Cristo fala que as "estrelas vão cair do céu", isso quer dizer que muitos indivíduos de grande influência e conhecedores do conteúdo das escrituras no meio cristão se desviarão da fé em Jesus, mudando seus discursos e deixando de conduzir as pessoas ao conhecimento da justiça de Deus. De fato, isso já vem acontecendo de forma gradual, aumentando a intensidade conforme se aproxima o dia da vinda do Rei Jesus.

Dessa forma, a apostasia terá atingido seu grau máximo durante o reinado do Anticristo. Será nesse tempo que os poderes celestes serão abalados, tendo em vista a forte oposição ao testemunho de Cristo, orquestrada pelo "filho da perdição", que se levantará em toda a terra e fará com que os cristãos fiquem acuados, desejando, mais do que nunca, o retorno do Senhor Jesus.

Agora, vamos comparar com os trechos contidos nos evangelhos de Marcos e Lucas, para termos uma melhor visão de todos os eventos relativos à iminência da volta de Jesus:
Mas naqueles dias, após aquela tribulação, ‘o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz;
as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados’. "Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. (Marcos 13:24-26)
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações se verão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar. Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo; e os poderes celestes serão abalados. Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. (Lucas 21:25-27)
Enquanto no Evangelho de Marcos lemos uma confirmação, em Lucas encontramos, além de uma confirmação, também um complemento às informações de Mateus. 

Um pouco antes do retorno do Senhor Jesus, haverá um tempo em que o testemunho dele não poderá mais ser dado publicamente e a apostasia arrastará muitos cristãos: são os "sinais no sol, na lua e nas estrelas". Haverá grande angústia e perplexidade com a fúria e agitação do mar, muitos desmaiarão de terror, a humanidade será abalada pelo que sobrevirá ao mundo.

O "mar" ao qual o Senhor se refere não se trata dos oceanos do planeta, mas representa os povos ou as nações da terra (veja em Hc 1:14, Is 17:12, Is 57:20). 

Portanto, nesse tempo, a maldade terá se multiplicado de uma tal forma que muitos indivíduos, em todas as nações do mundo, ficarão perplexos, angustiados e desmaiarão de medo, sem saber o que fazer nem como escapar da violência proveniente daqueles que seguem a filosofia do anticristo e da opressão provocada por sua forma totalitária de governo.

Revoltas e protestos acontecerão no mundo inteiro, pois, especialmente na Europa e no Ocidente, pessoas vão querer impedir a todo o custo que o totalitarismo tome conta dos governos, contudo não haverá como impedir isso, pois já está decretado como juízo, que virá sobre as nações. Portanto, nesse tempo, a verdadeira igreja do Senhor estará alerta, para não se envolver de forma alguma na violência e não cair na apostasia.

Muitos que se dizem cristãos, mas que não estarão com sua fé firmada no conhecimento do Reino de Deus, ficarão desiludidos com a situação e, sem entender o que estará acontecendo, se deixarão levar pelo que vão presenciar, desprezando a fé em Jesus e se entregando às concupiscências da carne. 

É por isso que o Senhor Jesus avisa o seguinte aos seus discípulos, segundo está escrito no Evangelho de Lucas:
Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra. Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do homem. (Lucas 21:34-36)
Voltando para o Evangelho de Mateus, Cristo revela:
Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. (Mateus 24:32-35)
Aqui o Senhor Jesus adverte que o desenrolar de todos dos acontecimentos aos quais Ele se refere, desde a destruição de Jerusalém pelo Império Romano até a manifestação do Anticristo, caracterizam uma contagem regressiva para o seu retorno, e que tudo vai acontecer conforme Ele revelou.

De fato, quem está acompanhando os eventos mundiais ao longo da história percebe que realmente os sinais preditos por Cristo estão se cumprindo um a um, sem falhar. Os trechos nos evangelhos de Marcos 13:28-31 e Lucas 21:29-33 exibem o mesmo aviso. 

Por isso, é importante que a igreja jamais esqueça desses alertas, a fim de que se prepare bem e possa atravessar esses tempos sem se abalar com os acontecimentos, usufruindo neles da paz e da esperança, que só o conhecimento da justiça de Deus, proveniente de Cristo, pode nos dar.

Um trecho famoso das Escrituras, que tem sido amplamente usado em nossos dias como tema de pregações e letras de músicas gospel, constante no livro do profeta Habacuque (Hb 3:17-19), está diretamente relacionado ao tempo do toque das trombetas, descrito em Apocalipse, e ao auge da grande tribulação. E sabemos disso exatamente por causa do que é profetizado antes desse trecho, como podemos ler abaixo:

Preparaste o teu arco; pediste muitas flechas. Fendeste a terra com rios; os montes te viram e se contorceram. Torrentes de água desceram com violência; o abismo estrondou erguendo as suas ondas. O sol e lua pararam em suas moradas, diante do reflexo de tuas flechas voadoras, diante do lampejo da tua lança reluzente. Com ira andaste a passos largos por toda a terra e com indignação pisoteaste as nações. Saíste para salvar o teu povo, para libertar o teu ungido. Esmagaste o líder da nação ímpia, tu o desnudaste da cabeça aos pés. Com as suas próprias flechas lhe atravessaste a cabeça, quando os seus guerreiros saíram como um furacão para nos espalhar, com maldoso prazer, como se estivessem para devorar o necessitado em seu esconderijo. Pisaste o mar com teus cavalos, agitando as grandes águas. Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranquilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca. (Habacuque 3:9-16)

Para concluir, vejamos um trecho do Novo Testamento onde o Apóstolo Paulo alerta aos cristãos de Tessalônica, sobre como será o tempo do governo do Anticristo:
Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. (...). A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. (2 Tessalonicenses 2:3-12)

Texto: Miss. Oriana Costa
Edição: Pr. Wendell Costa

sábado, 22 de maio de 2021

O início das dores - Mateus 24 - Parte 3


Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. (Mateus 24:6-8)

Para fazermos a análise desse trecho do Evangelho de Mateus é necessário compará-lo com os trechos que se referem ao mesmo assunto nos outros evangelhos, para entendermos melhor sobre o que Cristo está alertando.

No Evangelho de Marcos, encontramos um trecho que está no capítulo 13, entre os versículos 7 e 8, que praticamente usa as mesmas palavras escritas no Evangelho de Mateus para falar do "princípio das dores". No entanto, no Evangelho de Lucas, encontramos um pequeno acréscimo às informações que Mateus nos passa:

"Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente". Então lhes disse: "Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu. (Lucas 21:9-11)

De fato, três décadas após a morte e ressurreição de Jesus, iniciou-se um descontentamento do povo judeu com relação ao domínio que o Império Romano exercia sobre eles. Isso resultou em rebeliões, onde os israelitas se recusaram a pagar os impostos e também agrediram cidadãos romanos que viviam em Israel.

A situação se agravou de tal forma que culminou em guerra, onde, inicialmente, Jerusalém foi destruída  e, anos depois, toda a nação de Israel foi atingida e tomada pelos ataques dos exércitos romanos (clique aqui para saber mais). Quem conseguiu escapar acabou fugindo para as nações vizinhas. Esse acontecimento também foi previsto pelo Senhor, e podemos ler sobre ele no capítulo 24 de Mateus:

Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda — então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado. Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados. (Mateus 24:15-22)

O sacrilégio terrível, ao qual se refere o Senhor Jesus, aconteceu na última fase da guerra judaico romana (clique aqui para saber mais), onde o imperador Adriano, após construir sobre os escombros de Jerusalém uma nova cidade romana, se apossou do monte do templo e mandou construir sobre ele um santuário para o culto do deus Júpiter Capitolino (clique aqui para saber mais).

No Evangelho de Lucas, há uma outra descrição do aviso dado por Jesus Cristo aos discípulos sobre a destruição de Jerusalém e a tomada de Israel pelo Império Romano, que confirma e complementa as informações contidas no Evangelho de Mateus:

Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima. Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no campo não entrem na cidade. Pois esses são os dias da vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram. (Lucas 21:20-24)

No entanto, apesar de sabermos pelos dados históricos o que aconteceu em Israel após a ressurreição do Senhor, observamos que Ele adverte aos seus discípulos que eles veriam fomes, terremotos, pestes e outros acontecimentos terríveis "em vários lugares", dando a entender que não seria somente em Israel, mas no mundo inteiro, antes de Seu retorno.

Portanto, em se tratando dos principais sinais que antecedem a volta de Jesus Cristo, sem contar com as fomes, pestes, desastres ambientais provocados pelo homem e grandes catástrofes naturais, que continuam acontecendo em todo o mundo, o pontapé inicial para o princípio das dores foi a destruição total de Jerusalém. Depois disso, muitas outras guerras e rumores de guerras (tensões entre as nações) aconteceram através dos séculos e essa situação se continua até agora. Essa é a "grande tribulação" sobre a qual o Senhor Jesus se refere (clique aqui para saber mais).

Conforme a tecnologia bélica foi se aprimorando com o passar do tempo, as guerras passaram a ficar cada vez mais perigosas e mortais, como podemos observar quando comparamos os resultados das primeira e segunda guerras mundiais com aqueles de guerras anteriores. Até hoje, o planeta e os seres humanos sofrem com os danos provocados por esses dois infelizes acontecimentos do século XX. 

Assim como foi com a destruição de Jerusalém e a tomada de Israel, as outras guerras que foram acontecendo através dos tempos, especialmente as guerras mundiais, foram tempos terríveis e, se o nosso Criador não tivesse interferido, realmente a humanidade não teria subsistido.

Precisamos lembrar também que, permeando esse clima tenso entre os povos, falsos cristos e falsos profetas deverão aparecer, a fim de persuadir e enganar aqueles indivíduos que ignoram as advertências de Cristo nos evangelhos, ou ainda não têm entendimento claro da mensagem do Evangelho do Reino (clique aqui para ler o texto sobre os falsos cristos).

Sobre os "grandes sinais provenientes do céu", que está escrito no Evangelho de Lucas, capitulo 21, tratam-se de acontecimentos incomuns relacionados aos judeus e aos cristãos. 

São eventos já preditos profeticamente nas escrituras sagradas, os quais, apesar de serem de natureza sobrenatural, vão soar como situações comuns para o mundo. Tais sinais só podem ser discernidos pela igreja, através do conhecimento das Escrituras e da revelação do Espírito Santo. 

Um desses sinais foi presenciado no século XX, em todo o mundo, com o inusitado ressurgimento da nação de Israel e, em seguida, na guerra dos seis dias, onde muitos dos que faziam parte dos exércitos que batalhavam contra aquele país recém-inaugurado viram fenômenos sobrenaturais acontecendo como forma de livramento de suas investidas, levando, inclusive, à vitória dos israelenses contra as nações inimigas nesse acontecimento (clique aqui para saber mais).

Podemos ler no livro do profeta Amós um trecho que se refere a esse evento:

Trarei de volta Israel, o meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto. Plantarei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei", diz o SENHOR, o seu Deus. (Amós 9:14,15)

Outro sinal que pode ser considerado proveniente do céu é a publicação da Bíblia Sagrada, um livro que, além de ter sido o primeiro impresso no mundo, continua sendo o mais vendido e o mais lido de todos até hoje.

O fato desse livro ainda continuar sendo o mais lido e o mais difundido no mundo, desde o dia em que foi feita sua primeira impressão e publicação, apesar das tentativas de alguns movimentos de religiões não-cristãs ou ateístas de destruí-la e impedir sua divulgação, é um grande sinal do céu para todas as nações.

E na própria Bíblia aparece um trecho, no livro de Apocalipse, que muito provavelmente se refere a ela. Lembrando que o livro de Apocalipse foi escrito há cerca de dois mil anos atrás, muito antes da Bíblia que conhecemos hoje existir:

Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar do céu: "Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra". Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel". Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo. Então me foi dito: "É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis". (Apocalipse 10:8-11)

Todos os sinais preditos por Jesus estão acontecendo e deverão manifestar-se no mundo até o último deles, que é a aparição e o empoderamento do anticristo, chamado de "o homem do pecado" pelo Apóstolo Paulo em sua segunda carta aos cristãos de Tessalônica (veja em 2Ts 2).

Sabemos, portanto, que o ápice dessas dores – o auge dessa grande tribulação, que se dará com a manifestação pública do anticristo –, ainda não aconteceu, pois de acordo com as escrituras, antes que ele se manifeste o mundo chegará a uma situação de "apostasia total".

Isso quer dizer que chegará o tempo em que o mundo desdenhará ou rejeitará o Deus bíblico totalmente, de forma que não haverá mais condições de se testemunhar sobre Ele, nem pelo judaísmo nem pelo cristianismo. O nome do Senhor será impedido de ser pronunciado e o Evangelho do Reino não poderá mais ser anunciado em quaisquer nações da Terra, caracterizando que o tempo do "filho da perdição" se iniciou.

Missionária Oriana Costa

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Falsos profetas - quem são eles?

Afinal, quem são esses falsos profetas aos quais Cristo se refere nesse trecho do evangelho?

Ele segue sua fala revelando como podemos reconhecê-los: "Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!" (Mateus 7:16-20)

E o Apóstolo Pedro dá detalhes de quem são esses falsos mestres e que tipo de frutos eles estão dando:

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda. (...) eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês. Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. (...) eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.(2Pedro 2:1-21)

Então, de acordo com o registro das escrituras bíblicas, antes de sair acreditando e aceitando tudo o que lemos ou ouvimos sobre Deus de outras pessoas, devemos prestar atenção no tipo de obra que essas pessoas estão fazendo.

Quando Cristo fala de frutos bons e frutos ruins, Ele está se referindo a anunciação do Seu Reino. Quem anuncia o Reino de Deus claramente, e ensina sobre a Justiça de Deus conforme está nas escrituras bíblicas, está fazendo a boa obra ou dando bons frutos. Quem, no entanto, perverte ou distorce a mensagem de anunciação do Reino de Deus e prossegue divulgando informações equivocadas sobre a Justiça eterna, está fazendo uma obra má, está dando frutos ruins.

Por isso, é de suma importância que os cristãos verdadeiros, que são aqueles que acreditam na obra redentora de Cristo, compreendam o Reino de Deus e a sua justiça perfeitamente: assim terão condições de discernir as boas e as más obras às quais o Rei Jesus se refere, recebendo o livramento de serem enganados por esses indivíduos mal intencionados.

Observando o segundo capítulo da carta do Apóstolo Pedro aos cristãos de sua época, cujos trechos foram citados aqui em nosso texto há pouco, encontramos alguns aspectos apontados por ele sobre o comportamento dos falsos profetas:

- Eles vão introduzindo sutilmente entre os cristãos um conhecimento contrário à Justiça de Deus, capaz de matar a fé das pessoas na obra redentora de Jesus Cristo (heresias destruidoras).
- Eles recebem juízo rápido por causa de seus atos (atraem para si mesmos destruição repentina)
- Os falsos mestres costumam explorar as pessoas usando histórias inventadas por eles, movidos por sua cobiça.
- Acham prazeroso entregar-se à devassidão em plena luz do dia.
- Se aproveitam da boa vontade dos outros ao participarem de eventos cristãos.
- São adúlteros e não se arrependem disso.
- Costumam iludir aqueles que ainda não se firmaram na verdadeira fé em Deus
- São extremamente gananciosos.
- São pessoas que a princípio creem na obra justificadora de Jesus, mas depois abandonam a fé, a fim de se satisfazerem materialmente.
- São pessoas arrogantes e que com seus discursos cheios de vaidade provocam nos outros os desejos libertinos da carne, e conseguem seduzir pessoas para que desistam de se desapegarem do mundo.
- Prometem liberdade aos outros instigando-lhes a seguir pelo caminho mais fácil, que é contrariando ou corrompendo a reta justiça de Deus.

Indo mais adiante nas cartas dos apóstolos, encontramos um trecho onde o Apóstolo João também mostra como se discerne um falso profeta:

"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve." (1João 4:1-5)

É interessante que João mostra primeiro como se discerne o que vem de Deus, para em seguida apontar como reconhecer o que não vem dele. E Deus não nega a si mesmo. Ele não contraria a legislação eterna que Ele mesmo estabeleceu. Portanto, quem fala em nome de Jesus, concorda com sua obra redentora, o que quer dizer que esse alguém afirmará que "Jesus Cristo veio em carne".

A expressão "Jesus Cristo veio em carne" significa que o Deus Criador enviou ao mundo sua justiça na forma humana, para dar a toda a humanidade a oportunidade única de ser justificada gratuitamente de suas transgressões contra a Justiça de Deus, e com isso disponibilizar a todos os que creem o direito à herança da vida eterna (em concordância com João 3:16).

É importante observar que quando o Apóstolo João fala "não creiam em qualquer espírito", ele não está dizendo que temos que lidar corriqueiramente com espíritos, como anjos, com Satanás ou um demônio, ou com o Espírito de Deus de forma visível ou manifestada materialmente.

De fato, geralmente nós temos que lidar com pessoas de carne e osso como nós mesmos somos, todos os dias; portanto, quando ele diz "espíritos", nesse caso, está se referindo à motivação que leva uma pessoa a ensinar, pregar ou divulgar certas informações. Se alguém está motivado pelo mundo, divulgará aos outros um conhecimento contrário ao Reino e à Justiça de Deus; se alguém está motivado por Cristo ou pelo Espírito de Deus, ensinará sobre e a favor do Reino de Deus e de Sua Justiça.

E para enriquecer ainda mais este texto explicativo sobre falsos profetas, não poderia também deixar de citar aqui o episódio onde os Apóstolos Paulo e Barnabé se encontram com um falso profeta, em uma das cidades que passaram evangelizando:

"Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul, sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul. Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13:5-12)

O fato curioso aqui é que o falso profeta Barjesus era um judeu e não um cristão; provavelmente ele ouviu a mensagem do evangelho da salvação e creu, mas depois renunciou a fé para ganhar dinheiro com a prática da magia. E o pior é que, além de ter desprezado a mensagem de salvação, sendo ele judeu, também estava desprezando a Lei, que deveria saber e obedecer: um de seus mandamentos condena a prática de feitiçaria, magia e adivinhação (leia Deuteronômio 18:9-13)

Após ser desmascarado na frente do procônsul, o falso profeta foi imediatamente julgado e punido ali mesmo onde estava, por causa de sua conduta maligna. E, graças à segurança que aqueles homens tinham pelo conhecimento da verdade e à ousadia deles, mais uma alma creu na mensagem do Reino de Deus.

E encerrando este pequeno estudo, vamos ler o julgamento e a condenação que aguarda os falsos mestres, e que serão feitos pelo Rei Jesus Cristo:

"Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’" (Mateus 7:21-23)

Percebam que muito provavelmente, de acordo com o que o Rei Jesus ensina, os falsos cristãos são pessoas influentes que estão ensinando, profetizando, expulsando  demônios e realizando milagres EM NOME DELE; e assim muitos estarão admirando o trabalho desses indivíduos e acreditando neles por isso!

No entanto, o Rei alerta para avaliarmos o conteúdo da mensagem e o rastro que tais pessoas estão deixando por onde passam, pois suas obras más estarão misturadas com as práticas que julgamos ser provenientes de Deus. Eles agem como quem faz a boa obra, mas, concomitantemente, vão se aproveitar da boa vontade das pessoas para abusarem delas financeiramente, socialmente (buscando poder e status) e sexualmente.

Lembrem-se: os falsos mestres e falsos profetas, apesar de falarem que "só Jesus salva" e de fazerem seus trabalhos "em nome de Jesus Cristo", com muita sutileza VÃO NEGAR A OBRA REDENTORA DO SENHOR, e, portanto, negarão em vários pontos a Justiça de Deus: por isso é muito importante que tenhamos o domínio desse conhecimento. Milagres e outros acontecimentos sobrenaturais são muito bons, mas não são eles que trazem a fé genuína em Deus: essa fé vem do entendimento claro do Reino e da Justiça dele.

Portanto, palavras que revelam nossos passados e futuros, e outros eventos e manifestações sobrenaturais, por mais maravilhosos que sejam, por si sós não são suficientes para manterem as pessoas firmes na fé salvadora. Em alguns momentos eles são necessários, mas servem apenas para confirmar que a mensagem de anunciação do Reino de Deus é verdadeira, e também confirmar a justificação que Deus disponibiliza a todos nós eternamente. Fiquem atentos!

Missionária Oriana Costa.






Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...