segunda-feira, 22 de junho de 2020

O que sai da boca do homem é o que torna-o impuro.

Para entendemos com clareza mais esta parábola de Jesus Cristo precisamos contextualizá-la, assim teremos ideia do que motivou o senhor a dizer tais palavras. Desta forma, aqui iremos observar o conteúdo que vai do versículo 34 do capítulo 14, ao versículo 20 do capítulo 15 do evangelho de Mateus.

No momento em que Cristo disse esta afirmação estava em Genesaré, local onde estava realizando muitos milagres de cura, e por isso estava cercado por uma grande multidão (Mateus 14:34-36). E, igualmente ao que acontecia em muitos outros locais de Israel por onde passava fazendo milagres e prodígios, Jesus também foi questionado pelos fariseus e mestres da lei daquele lugar.

Mas, desta vez, Ele não foi abordado pelos milagres que realizou ou demônios que provavelmente expulsou, mas porque seus discípulos estavam desonrando a TRADIÇÃO dos líderes religiosos "não lavando as mãos antes de comer" (Mateus 15:1,2).

Os fariseus e mestres da Lei tentaram persuadir Jesus a achar que Ele estava  desrespeitando regras dadas por Deus aos israelitas, e ensinando seus discípulos a fazerem o mesmo. No entanto, eles não conseguiram enganar Jesus, pois este sabia que a prática de lavar as mãos com água (sem sabão) antes de comer fora criada pelos fariseus, e que nada tinha a ver com os mandamentos que especificavam os rituais de purificação contidos na Torah.

Lembrando que higienizar as mãos antes de comer é uma prática correta, pois ela nos previne de adoecer com parasitoses e outros tipos de enfermidades. No entanto, no contexto que estamos estudando, a prática da lavagem das mãos com água antes de comer não estava sendo usada visando a manutenção da saúde, mas, sim, estava sendo usada como uma tradição ou ritual religioso.

Então, nessa passagem do Novo Testamento percebemos que, para aqueles homens religiosos, cumprir somente o que estava escrito na Lei mosaica era insuficiente. Na concepção deles era como se Deus tivesse esquecido algo e somente o cumprimento daquelas ordenanças não bastasse para purificar e guiar os indivíduos. E, por conseguinte, eles se aproveitavam da boa fé das pessoas e ensinavam nas sinagogas "novos costumes", como se fossem sagrados.

Sabendo dessa postura dos fariseus e mestres da lei, ao ser questionado por eles com relação ao descumprimento da tradição dos líderes, Jesus os confrontou com as seguintes palavras:

"Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês." (Mateus 15:3-6)

Dizendo isso, Jesus lembrou aqueles homens que eles estavam descumprindo OS MANDAMENTOS DA LEI e ensinando os outros a fazerem o mesmo, ao criarem as novas regras deles. Portanto, aqueles religiosos estavam sendo hipócritas, pois chamaram a atenção de Jesus por não honrar a tradição deles, enquanto eles mesmos estavam desonrando a Deus ao desconsiderarem as suas ordenanças (cujo objetivo era lembrar e manter o povo de Israel preparado para a vinda de seu Justificador, o Messias!).

A realidade era que os fariseus e mestres da Lei estavam totalmente alheios aos reais objetivos dos mandamentos dados por Deus ao povo de Israel, apesar de os saberem decor, e por esse motivo os transgrediam. E por mais que Cristo explicasse a eles onde estavam falhando, eles não queriam ouvir e entender, pois achando-se muito sábios e ignorando a motivação real da obediência às ordenanças da Lei mosaica, estavam com os corações endurecidos, cheios de soberba e bem afastados de Deus.

Por esse motivo, Jesus falou o seguinte sobre eles:

"Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15:7-9)

"Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." (Mateus 15:13,14)

Agora, vai aqui um alerta: essa situação descrita nos parágrafos anteriores está acontecendo da mesma maneira hoje, no meio cristão. Muitas pessoas tem sido enganadas por ensinos sutis (que o Apóstolo Paulo chama de doutrinas de demônios em sua primeira carta a Timóteo) provenientes de líderes e pregadores influentes que não enxergam ou não buscam entender o Reino de Deus através das escrituras.

Tais informações emitidas à igreja por essas pessoas famosas, na verdade, vão além daquelas passadas à igreja por Cristo ou simplesmente negam algumas partes do ensino de Cristo, fazendo com que os indivíduos que as recebem deixem de usufruir do fardo leve e do jugo suave da Justiça de Deus para se encherem de condenação e até de muitas dúvidas, ao honrarem preceitos criados por homens sem, no entanto, discernirem o que realmente estão fazendo.

Então, infelizmente, certas doutrinas que parecem vindas de Deus, na verdade estão fazendo as pessoas que alicerçam sua fé nelas pecarem contra o Criador, e atraírem para si o juízo previamente decretado por Ele sobre a operação da maldade, e que está devidamente exposto nas escrituras.

É muito importante que as pessoas que creram em Jesus pela anunciação da mensagem do evangelho entendam que o objetivo do ensino de Cristo para nós é nos tornar cientes do que é a maldade, sabendo onde ela está agindo e como discerní-la; dessa forma, teremos plenas condições de rejeitá-la e bloquear sua ação. Portanto, entender os princípios da Justiça de Deus através do ensino de Cristo e praticá-los é a única forma de andarmos neste mundo mal como verdadeiros filhos de Deus, e somente assim é que conseguimos anunciar o Seu Reino ao mundo com precisão, assim como o próprio Cristo o fez.

Retomando o raciocínio do nosso texto, logo após Cristo ter confrontado os fariseus, Ele pegou o gancho naquilo que tinha ouvido deles e se voltou para a multidão, ensinando às pessoas a seguinte parábola:

"E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem." (Mateus 15:10,11)

Depois disso, conversando com o Senhor, seus discípulos lhe pediram que explicasse o significado daquelas palavras, ao que o Rei Jesus lhes disse:

"Até vós mesmos estais ainda sem entender? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem." (Mateus 15:16-20)

Então, aqui o Rei Jesus nos mostra a diferença entre a realidade espiritual e a material, as quais nós, seres humanos, experimentamos diariamente e ao mesmo tempo: na material, os seres humanos se alimentam pela boca, depois os alimentos são processados pelo organismo e, em seguida, seus restos são lançados fora; na espiritual, os homens alimentam-se uns aos outros pelo conhecimento que sai de suas bocas, vindos de seus corações.

É importante lembrar que todo o conhecimento que recebemos, após entrar em nossas mentes especialmente por nossos olhos e ouvidos, desce aos nossos corações e passa a influenciar nossos pensamentos, sentimentos, os quais irão direcionar nossas ações.

Desta forma, se não renovarmos nossos entendimentos com o conhecimento da Justiça de Deus a fim de praticá-los, é o conhecimento da maldade, que já vem entrando sutilmente em nossos corações desde a nossa infância proveniente das circunstâncias do mundo, que vai influenciar nossos pensamentos e nossos desejos, pervertendo-os da verdade, e são estes que infelizmente vão embasar nossas ações.

Então, diante dessas duas realidades, o Senhor Jesus sempre dá ênfase à realidade espiritual, e com toda a razão: pois o homem foi criado a partir dela, e é a partir dela que ele é recompensado por viver de forma justa,  ou recebe juízo por seus atos injustos. Portanto, espiritualmente, o que contamina os homens é o conhecimento da maldade que sai de suas bocas proveniente de seus corações.

Agora, depois de estudarmos o contexto do trecho bíblico que estamos focando, podemos entender o que estava acontecendo com os israelitas naquele momento do ministério de Jesus Cristo e porque Ele falou mais esta parábola: a maioria do povo estava sendo fortemente influenciada pelos fariseus e mestres da Lei nas sinagogas; aqueles líderes estavam contaminando as pessoas, alimentando-as espiritualmente com um conhecimento que aparentemente era bom, mas que fazia os indivíduos desobedeceram a Deus sem se darem conta.

Missionária Oriana Costa.




sexta-feira, 5 de junho de 2020

Em sua própria casa é que um profeta não tem honra.

Este trecho do evangelho é bem conhecido; ele é usado por muitos pregadores e indivíduos com chamado profético para justificar o fato de não serem levados em consideração ou não valorizados nos locais onde congregam ou em suas próprias famílias.

De fato, com estas palavras, Jesus estava dizendo que naquele momento de seu ministério Ele não estava sendo levado em consideração em sua própria cidade, apesar da sabedoria que demonstrava ter e dos sinais miraculosos que eram realizados por Ele.

No entanto, não foi só em Carfanaum, a cidade onde Jesus residia, que isso aconteceu; em alguns outros locais de Israel por onde Ele passou anunciando o Seu Reino as pessoas também não acreditaram nele, como aconteceu nas cidades de Corazim e Betsaida.

E como já sabemos, ao final do capítulo 12 desse mesmo evangelho vemos que naquele tempo a própria familia de Jesus também não cria nele, porque ainda não conseguia enxergar quem Ele era. (Clique aqui para entender a reação da família de Jesus)

Porém, tal comportamento das pessoas já era esperado, visto que foi profetizado muito antes do Cristo ser enviado como é que as coisas aconteceriam quando Ele se manifestasse ao povo de Israel:

Ele disse: Vá, e diga a este povo: Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados. (Isaías 6:9,10)

Como podemos observar, ainda no capítulo 13 do evangelho de Mateus o Rei Jesus faz menção desse trecho de Isaías, nos versículos 14 e 15, após ensinar ao povo sobre o Reino de Deus com a parábola do semeador.

Portanto, apesar de ter afirmado que um profeta não é honrado em sua terra e em sua casa, por não ter sido considerado, o Rei Jesus não estava frustrado com a situação. De fato, com essas palavras Ele estava fazendo alusão ao que o povo de Israel já havia feito aos homens que Deus tinha levantado para admoestar aquela nação no passado.

O Cristo não buscava reconhecimento de ninguém pelo seu trabalho, pois já estava ciente do que aconteceria. Mesmo não sendo aceito ou compreendido pela maioria, Ele sabia que deveria prosseguir com sua missão até o fim, sem se deixar levar pela rejeição que sofria, e foi exatamente isso que Ele fez. Ele prosseguiu olhando para o Pai para mostrar a todos que Deus realmente nos ama e não deseja a nossa destruição.

O que estava acontecendo ali é que a maioria das pessoas reagia com incredulidade porquê ao invés de prestarem atenção no que Jesus ensinava e nos milagres extraordinários que realizava, estava olhando para a sua aparência física, filiação e status social, tentando compreender como um homem aparentemente comum daquela região poderia ser tão sábio e ser tão cheio do poder de Deus.

O trecho a seguir mostra a reação das pessoas em Carfanaum ao presenciarem a manifestação do Messias diante delas:

Chegando à sua cidade, começou a ensinar o povo na sinagoga. Todos ficaram admirados e perguntavam: "De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas? - E ficavam escandalizados por causa dele. (Mateus 13:54-56)

É interessante notar que especialmente os milagres que eram operados por Jesus Cristo não podiam de forma alguma serem de procedência maligna, como alguns fariseus diziam movidos por inveja. Só o Criador de todas as coisas poderia fazer acontecer as coisas fantásticas que o povo estava presenciando pela vida do Rei Jesus.

Mas, a maioria daqueles indivíduos não conseguiu discernir o que via, por estar entregue a uma insensibilidade espiritual advinda de ensinamentos falsos que entraram em seus corações e obscureceram seus entendimentos; tradições mundanas foram ensinadas ao povo misturadas com as escrituras ao longo dos anos, como se as escrituras não fossem suficientes para dar entendimento correto, como é o caso do que ocorria no farisaísmo.

E sabemos disso pelas vezes que Jesus confrontou os fariseus, apontando-lhes as heresias que estavam cometendo, como vemos no trecho a seguir:

Alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram a Jesus e perguntaram:
Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer! - Respondeu Jesus: E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês. Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
(Mateus 15:1-8)

Esses conhecimentos falsos fizeram com que os israelitas ficassem esperando um messias com uma aparência de rei conforme o mundo, sem atentarem para certos detalhes das escrituras que especificavam sobre como realmente o Cristo seria enviado por Deus e como Ele se manifestaria ao povo. Então, a vinda do Messias e todas as suas realizações aconteceram exatamente como está escrito, mas, a maioria dos judeus, apesar de conhecerem as escrituras, não conseguiu discernir o cumprimento delas diante deles.

Por estar enganada com ensinos falsos e não conseguir ligar o conhecimento que tinha das escrituras com as informações que estavam recebendo naquele momento por Jesus, grande parte do povo de Israel não enxergou que o Reino de Deus, na verdade, não tem origem no mundo material que conhecemos, e que é uma realidade espiritual perfeita e muito mais alta do que aquela que conhecemos neste mundo.

Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

O que é pior?


"Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:13-17)

O mundo vai de mal a pior. E prossegue colhendo todo o mal que semeou ao longo do tempo; contudo, não consegue enxergar isso. Pessoas estão morrendo rapidamente vítimas da Covid-19, e muitos dos habitantes da terra acham que a culpa dessas mortes é dos seus governantes, e pensam que seus governantes tem poder para impedir essa trágica situação e não estão fazendo tudo o que podem. É uma pena que estejam tão cegos pelo desespero.

O medo da morte ocasionada pela Covid-19 se espalhou pelo mundo como se antes desse mal as pessoas fossem imortais. Alguns estão falando que é inadmissível que alguém possa falecer vitimado por essa enfermidade. Mas, são pensamentos equivocados, movidos pela aparência da situação.

Até antes do Coronavírus aparecer, pessoas morriam todos os dias no mundo inteiro pelas mais diversas causas, e parece que de repente o mundo esqueceu disso. Agora só se morre de Covid, e isto tem que ser evitado a todo o custo.

Tenho uma notícia para dar, apesar de que eu acho que no fundo de seus corações as pessoas já sabem: os seres humanos vão continuar morrendo na terra, seja por causa desse novo vírus seja por quaisquer outras causas. Não há como impedir isso, por mais que se pesquise, por mais que os cientistas e estudiosos lutem desesperados tentando encontrar uma solução. 

E as vacinas? Não é um grande avanço da ciência? Se alguém acha que vacinas tornam as pessoas imortais, está precisando refrescar a memória. Tudo o que as vacinas contra Covid-19 podem fazer é impedir que a maioria dos indivíduos adoeçam gravemente dessa enfermidade, mas elas não impedem as pessoas de se contaminarem com o coronavírus e nem tornam as pessoas imunes à morte.

Mas, as filas de pessoas para serem vacinadas agora, quando o precioso líquido para tornar as populações imunes ao corona for liberado, vão dar a volta na terra. Vai ser um Deus nos acuda! Vai ter briga pelos primeiros lugares nessas filas. De fato, os países já estão brigando entre si para conseguirem os primeiros lotes de vacinas.

No entanto, depois de tudo, as pessoas vão continuar morrendo de outras causas, como sempre foi. A verdade é que ser humano nenhum deseja a morte, mas não tem poder algum para detê-la e está obrigado a passar por ela. 

O que ninguém consegue enxergar é que quando chega a hora de uma pessoa deixar esse mundo ela vai deixar, seja por um motivo ou por outro, mais cedo ou mais tarde. Bom seria que ninguém morresse, mas não é assim que as coisas funcionam com a maldade operando na terra.

O Coronavírus e os outros males terríveis que virão após ele só vão aumentando a lista de causas de morte, que JÁ EXISTE. Muitas UTIs e hospitais ao redor do mundo já trabalhavam sobrecarregados com tantos males acometendo os indivíduos antes de mais essa pandemia, como acontece aqui no Brasil, o país onde tenho vivido desde que nasci.

Agora, diante dessa calamidade, as autoridades estão tentando impedir a ação de um "inimigo invisível" com um sistema de saúde que já não conseguia dar jeito em muitos outros males, e que já trabalhava sobrecarregado; movidos pelo desespero e sem saber como lidar com isso, os governos  do mundo inteiro impedem as pessoas de saírem de casa para "atenuar a curva de propagação do vírus", e então pessoas são demitidas de seus empregos e muitos comércios fecham suas portas.

Em consequência dessa atitude, uma nova má situação se levanta: a crise financeira mundial. Então o que é pior? Uma grande discussão se levantou: O pior é adoecer e/ou morrer de Covid-19? O pior é não poder trabalhar, não ter dinheiro para pagar as contas, e não ter como pagar pelas necessidades básicas da família? - A verdade é que as duas situações são equivalentes. Nenhuma é pior que a outra. Ambas são muito ruins, fazem as pessoas sofrerem muito e matam.

Se olharmos para a crise financeira, em particular, veremos que ela traz consigo não só o aumento da pobreza, mas traz também o aumento da violência somado à perturbação mental. Se a violência doméstica aumentou devido à ocasião da quarentena, ela também aumenta onde há pobreza e pessoas perturbadas, impacientes, indignadas. E violência traz o quê? Morte!

Realmente é triste ver essa situação desoladora em que o mundo se encontra, mas é uma colheita que não vai parar. Quando o mundo pensar em respirar aliviado por ter conseguido dominar o Coronavírus, outras calamidades acontecerão, pois a "colheita" realmente não vai parar, e sabemos disso pelo que diz a palavra de Deus sobre o que acontecerá no tempo que antecede a volta de Jesus.

Quem não estiver com sua vida alicerçada na verdade vai se perder no medo, na confusão, no desespero, esperando salvação no lugar errado, sem ter para onde fugir. Sinto muito, mas a situação para o mundo sempre foi esta: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". 

O mundo nunca teve nem terá paz de verdade, pois ele está afundando em maldade. Se alguém deseja saber a verdade e desfrutar de paz verdadeira no meio do caos, só há um caminho: entrar no Reino de Deus pela fé em Jesus Cristo.

Missionária Oriana Costa.




sexta-feira, 22 de maio de 2020

A parábola do mestre da Lei instruído sobre o Reino

Esta é mais uma das parábolas de Jesus, e que pouco é citada em textos de estudos bíblicos ou mencionada em pregações.

E nela Jesus Cristo passa uma informação importante sobre a diferenciação entre os mandamentos da Lei de Moisés e os mandamentos do Reino de Deus.

Ele inicia a parábola falando de "um mestre da Lei", que nos tempos de Jesus era um judeu que era profundamente instruído na Torah, e, especialmente, dominava o conhecimento da Lei de Moisés, que embasava a aliança que Deus tinha feito com o povo de Israel após este ter sido liberto da escravidão no Egito (Antiga aliança).

Portanto, um mestre da Lei que compreendesse o Reino de Deus saberia que os mandamentos da Lei dada a Moisés não eram os mesmos que regiam o Reino dos céus, e que estes eram anteriores e muito superiores aos da Lei. É por isso que, nessa parábola, Jesus chama os mandamentos da Lei mosaica de "coisas velhas", e os mandamentos ou princípios do Reino de Deus de "coisas novas".

E o tesouro do qual as coisas novas e velhas são retiradas representa o coração do sujeito, pois, assim como os judeus que amavam a Deus aprendiam a Lei mosaica e se esforçavam para cumprí-la, quem entende a mensagem do Reino guarda em seu coração os seus princípios e busca praticá-los, assim priorizando a Justiça de Deus revelada por Cristo.

Naquele momento em que Jesus ensinava os princípios de seu reino aos seus discípulos, os judeus ignoravam a existência desse lugar, pois na Torah ele não é citado claramente. Alguns livros do Antigo Testamento, como o livro de Gênesis e os livros dos profetas Isaías, Ezequiel e Joel, se referem ao Reino de Deus como "Jardim do Éden" ou "Jardim do Senhor".

Dessa forma, apesar do Reino dos céus existir muito antes do homem ser criado, saber sobre ele era realmente uma novidade para aquelas pessoas, pois o nosso Criador o retirou da terra durante o dilúvio, ocultando-o de todos os seres humanos a fim de dar prosseguimento ao plano de salvação.

E hoje, toda vez que o Reino é anunciado e compreendido também é uma grande novidade para muitos, mesmo para alguns indivíduos que são adeptos do cristianismo há muito tempo, visto que tal lugar só pode ser entendido se for buscado de todo o coração quando se medita na palavra de Deus.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 16 de maio de 2020

A parábola da rede lançada ao mar.


Desde que o Reino de Deus começou a ser anunciado abertamente, a partir do trabalho de Jesus Cristo, o número de pessoas que fazem parte da igreja cristã na terra prossegue aumentando com o passar do tempo. 

Hoje, observamos milhares de denominações cristãs espalhadas pelo planeta; o evangelho chegou a praticamente todas as nações, ainda que com muita perseguição, e em muitas delas mais de 50% da população se declara cristã.

No entanto, nem todo aquele que se diz adepto de uma religião cristã é realmente um cidadão do Reino de Deus. São verdadeiras cidadãs do Reino de Deus todas as pessoas que nasceram dentro dele pela fé em Jesus Cristo, e isso só pode ser discernido espiritualmente, através do conhecimento da Justiça de Deus que está revelado no ensino de Cristo. Pela aparência é impossível saber quem é ou quem não é um verdadeiro cristão.

Um indivíduo que está de fato sujeito ao governo do Rei Jesus Cristo discerne claramente e rejeita a operação da maldade, pois entende os princípios da Justiça de Deus revelados por Cristo em seu ensino. Mas, pessoas que não se sujeitam ao governo de Cristo, no entanto, podem ser confundidas com verdadeiros cristãos, pois suas ações embasadas pelas doutrinas religiosas encobrem suas reais situações espirituais.

Doutrinas religiosas são uma mescla dos valores do Reino de Deus com valores mundanos ou pagãos. Apesar da boa aparência que apresentam, essas doutrinas pervertem a Justiça de Deus e desviam as pessoas da verdade espiritual. Por isso, pessoas que embasam sua fé totalmente nesses conhecimentos ainda não entenderam a mensagem do evangelho e, portanto, ainda não receberam a justificação de suas transgressões diante do Criador; e isso significa que não podem ser consideradas cidadãs do Reino de Deus ou filhas de Deus.

Na parábola da rede lançada ao mar, portanto, entendemos que o mar são as nações da terra, e os peixes variados que nela estão representam os verdadeiros e os falsos cristãos. Quando a rede enche, é o momento que antecede a segunda vinda de Cristo, onde todas as nações da terra já conhecem o evangelho e o mundo já não dá mais espaço para que ele seja anunciado; assim, segue-se o juízo de todos os seres humanos.

O momento em que os pescadores puxam a rede para a praia e separam os peixes bons dos ruins é aquele onde Cristo reaparece na sua segunda vinda, mostrando-se a todos, e os que realmente se sujeitam ao seu governo são separados daqueles que não se sujeitam a Ele.

Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
(Mateus 13:49,50)

Nessa ocasião todas as pessoas do mundo ressuscitarão, pois Jesus Cristo homem (o filho do homem) foi ressuscitado pelo Pai, dando a todos os seres humanos o direito à ressurreição e imortalidade; porém, após esse processo, os verdadeiros cidadãos do Reino se juntarão ao Rei Jesus para sempre, ao passo que os falsos serão julgados e conduzidos a um local, que nesta parábola Cristo chama de "fornalha ardente", onde ali estarão condenados a permanecer separados do Criador perpetuamente.

Nesse lugar haverá um sofrimento que não terá fim, pois pessoas ressurretas são imortais, e isso significa que vão sentir a ânsia da destruição em si mesmas eternamente, pois não vão parar de existir ou funcionar como acontece com a matéria física.

Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Não há nada novo debaixo do sol.

 
Este trecho de Eclesiastes, um dos livros do Antigo Testamento, é muito interessante, pois nos leva a refletir sobre algo que geralmente não consideramos: a nossa verdadeira realidade.

O fechamento do raciocínio do trecho bíblico que está na imagem que abre o nosso texto se dá com as seguintes palavras:

Haverá algo de que se possa dizer: "Veja! Isto é novo!"? Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época. Ninguém se lembra dos que viveram na antiguidade, e aqueles que ainda virão tampouco serão lembrados pelos que vierem depois deles. (Eclesiastes 1:10,11)

Prosseguindo com a leitura de Eclesiastes, observamos o Rei Salomão explicar que não há nada que possamos considerar realmente novo na face da terra, pois as coisas estão sempre se repetindo.

Antes de a maldade entrar no coração do homem, porém, a situação não era essa. Quando foi criado por Deus, o homem tinha acesso a todo o conhecimento espiritual, juntamente com o material, proveniente do seu Criador — um conhecimento infinito, que sempre trazia algo novo, agradável e útil. E Deus não compartilhava tudo de uma só vez, pois isso causaria confusão, e o homem não teria condições de compreender nem de utilizar todas as informações de maneira saudável.

O conhecimento de Deus era entregue diariamente à humanidade de forma gradual e progressiva. Assim, as pessoas cresciam e amadureciam em todas as áreas de suas vidas sem sofrimentos desnecessários, sem sobrecarga, sem dúvidas não respondidas, sem angústias de qualquer natureza. Não precisavam sofrer para resolver situações, pois tinham acesso a todo o conhecimento necessário diretamente da Fonte.

No momento em que o homem escolheu viver independente de seu Criador e se separou dEle, saindo do Reino de Deus, passou a lidar com as situações conforme seus próprios desejos, influenciados pela maldade interior. Já não se interessava em acessar o Criador, ainda que este tentasse convencê-lo de que suas decisões trariam sérias consequências, pois estavam desconectadas dos princípios do Seu Reino.

O grande problema de agirmos conforme nossas paixões ou segundo as aparências é que isso provém da influência da maldade que naturalmente habita em nós — e a qual o nosso Criador odeia. Deus não pode tolerar a maldade, pois, sempre que o ser humano age segundo o mal, ele se opõe aos princípios do Reino de Deus e também age contra si mesmo, já que todas as coisas foram criadas com base nesses princípios — inclusive o próprio homem.

O que Adão e Eva talvez não tenham percebido, ou simplesmente não consideraram ao serem persuadidos pelo Diabo, é que o conhecimento material, quando desconectado do espiritual, perde o sentido e se torna finito. Isso acontece porque todo o universo material procede da realidade espiritual. Sem essa conexão, o conhecimento do mundo deixa de trazer novidade, tornando-se uma repetição constante, que o homem, por si só, não tem poder para transformar.

Ao estudarmos a Bíblia e compararmos com os acontecimentos do mundo, percebemos que todas as coisas têm começo e fim; e, ao atingirem seu estágio final, dão início a um novo ciclo da mesma coisa — às vezes com aparência diferente, mas com a mesma essência.

O homem não tem capacidade de acessar todas as informações desde a criação sem a ajuda de Deus. Estando separado dEle, permanece limitado, sem compreender plenamente o passado, e suas experiências acabam parecendo aleatórias, sem sentido — especialmente quando interpretadas apenas pela aparência material.

Contudo, pelas Escrituras, sabemos que todas as coisas estão fundamentadas em leis que o homem não criou e não pode alterar. Essas leis determinam os tempos e as formas de cada acontecimento:

Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá‑las; tempo de abraçar e tempo de se afastar; tempo de procurar algo e tempo de desistir de sua busca; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de consertar; tempo de calar e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. Vi a tarefa que Deus impôs aos homens para que se ocupem com ela. Ele fez tudo belo a seu tempo. Também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este consiga compreender a obra que Deus fez do começo ao fim. (Eclesiastes 3:1-11)

Quando historiadores e arqueólogos descobrem elementos de civilizações antigas semelhantes aos atuais, apenas confirmam o que o Rei Salomão declarou há quase três mil anos. O homem nunca esteve à frente do seu tempo, como alguns imaginam.

Desde o princípio, Deus deu ao homem domínio sobre a terra e também todo o conhecimento necessário para seu desenvolvimento adequado. A humanidade usufruía disso plenamente. Ao lermos as Escrituras, especialmente Gênesis, conseguimos ter uma noção dessa realidade. E esse foi o “fardo” que Deus impôs: tudo foi feito de forma apropriada e organizada, para que o homem pudesse viver bem.

Não temos como saber exatamente como tudo funcionava na antiguidade, pois muitas informações se perderam. Guerras e outras catástrofes, fruto da maldade humana, apagaram registros importantes. Ainda assim, pelas Escrituras, compreendemos que as coisas apenas se repetem sob novas formas.

Há ainda outro ponto importante: aquilo que muitos chamam de “avanço tecnológico e científico” pode ser visto, na verdade, como uma adaptação à gradual diminuição da força física e da expectativa de vida do homem.

Se hoje existem muitos medicamentos, isso não indica necessariamente maior inteligência, mas sim maior fragilidade. A ação da maldade enfraquece o ser humano física e emocionalmente ao longo do tempo, levando-o a buscar formas de compensar essas limitações para continuar vivendo com alguma qualidade.

No entanto, essa fraqueza continua avançando à medida que a maldade ganha espaço. E essa realidade não pode ser plenamente compreendida nem vencida sem a ajuda do Criador. Há no coração do homem um anseio pela eternidade, que ele não consegue entender ao interpretar tudo apenas pela perspectiva material.

O ser humano deseja viver para sempre e tenta vencer o envelhecimento e a morte por seus próprios meios — sem sucesso. Sem Deus, o homem pode apenas alterar aparências, mas não pode deter o tempo, nem vencer a morte.

Para ilustrar isso, imagine se o mundo voltasse a ser como era há 300 anos, sem medicamentos e tecnologias médicas. Grande parte da população não sobreviveria por muito tempo, e muitos sequer chegariam a nascer com vida. Isso revela o quanto nos tornamos dependentes de recursos para sustentar uma fragilidade crescente.

Já parou para pensar nisso? Essa é a nossa real condição. Espiritualmente, ela permanece a mesma desde o momento em que o homem escolheu viver independente de Deus. A maioria das pessoas continua sucumbindo à ação do mal, sem discernir a raiz de seus problemas.

Trata-se de uma realidade triste, que se prolonga há séculos, mascarada por uma aparência de evolução. No entanto, à luz das Escrituras, essa verdade se torna evidente.

A mensagem de Eclesiastes, portanto, não é apenas um diagnóstico da repetição e da vaidade das coisas deste mundo, mas também um convite à reflexão: se tudo se repete e nada é verdadeiramente novo longe de Deus, então a verdadeira novidade está em retornar à Fonte.

Somente na reconexão com o Criador o homem pode romper esse ciclo de repetição vazia, recuperar o sentido da existência e encontrar aquilo que realmente satisfaz o anseio pela eternidade que habita em seu coração.

Sem Deus, tudo se desgasta, se repete e perde o significado. Com Deus, até aquilo que parece antigo se renova, ganha propósito e conduz à vida verdadeira.


Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A parábola da pérola de grande valor.

Nesta parábola, Jesus fala de uma certa pérola de grande valor que foi encontrada por um negociante que PROCURA pérolas preciosas.

Eis aí a primeira lição dessa parábola: o Reino de Deus tem que ser buscado, procurado, desejado. Quem não DESEJA achar esse reino ao meditar na palavra de Deus jamais o discernirá, apesar de estar disponível e acessível a todos pelo conhecimento das escrituras bíblicas.

O Rei Jesus nos ensina que devemos buscar EM PRIMEIRO LUGAR o Reino de Deus e a sua justiça (Leia Mateus 6:24-33); e Ele enfatiza isso porque a realidade de Seu Reino é infinitas vezes superior a nossa realidade material, e nos atende perfeitamente em todas as nossas necessidades, sejam espirituais como também fisicas.

Então, Cristo, nesse ensino, compara o Reino de Deus a um negociante que procura pérolas preciosas, porque as pérolas são objetos difíceis de serem achados na natureza; elas ficam escondidas embaixo d'água dentro de um molusco específico, que é a ostra. Geralmente, pérolas naturais (não cultivadas) são encontradas dentro de algumas ostras (não em todas!), e que não são fáceis de abrir; e para se conseguir uma ostra é preciso mergulhar em locais de água doce ou salgada que não são rasos. Então, um certo trabalho de busca é preciso ser feito até que uma pérola natural possa ser finalmente achada.

Assim sendo, a segunda lição que tiramos dessa parábola é que o Reino de Deus, assim como as pérolas ficam escondidas dentro das ostras que estão depositadas nos leitos dos mananciais, está ocultado do mundo dentro da palavra de Deus. Mas, assim como as pérolas aguardam para serem encontradas, o reino também aguarda para ser achado por quem o buscar.

A terceira lição que podemos tirar dessa parábola é naquilo que o negociante fez após ter achado a pérola de grande valor: ELE VENDEU TUDO O QUE TINHA, para poder comprar aquela pérola diferente. No entanto, sabemos que um colecionador não se livra de todos os objetos de sua coleção para ficar apenas com um só. Mas, por que Jesus disse isso?

Esse ato, se não for bem compreendido, pode gerar uma grande confusão. Não podemos esquecer que, nas parábolas, Cristo explica coisas espirituais através de situações que acontecem em nosso mundo.

Quem realmente encontra o Reino de Deus nas escrituras bíblicas encontrou a coisa mais valiosa que possa existir, pois todo o nosso universo material com tudo o que há nele foi criado a partir dos princípios desse lugar, que é a Justiça de Deus. Logo, alguém que adquire o discernimento do reino procurará entendê-lo, e aí se dará conta de que seus princípios são contrários aos do mundo em que vivemos.

No mundo há um conhecimento operando todo o tempo, que é feito da perversão da sabedoria de Deus: assim, muitas vezes ele tem boa aparência e provoca boas sensações, mas seu fim é manter as pessoas afastadas de seu Criador, conduzindo-as à morte para sempre. Esse conhecimento é chamado de maldade. Trocando em miúdos, ele é a mistura do bem com o mal, portanto é extremamente enganoso, e só pode ser discernido claramente quando comparado ao conhecimento da Justiça de Deus, que é totalmente puro e bom.

Dessa forma, quem entende essa verdade, se esforçará para aprender os princípios do Reino de Deus, mudando seus conceitos e sua forma de enxergar o mundo. Essa mudança de entendimento das coisas implicará também em mudança de atitude, fazendo com que o sujeito tenha capacidade de enxergar as coisas espirituais com clareza e rejeite a operação da maldade.

Quem discerne o Reino de Deus, portanto, vai agir de forma diferente das pessoas que não o enxergam, e essa maneira diferente de agir às mais diversas situações pode parecer uma grande loucura para quem não tem tal discernimento.

É por isso que o negociante, ao encontrar a pérola de grande valor, vendeu tudo o que tinha para adquirir aquela única preciosidade. Na verdade, isso quer dizer que o homem trocou sua antiga maneira de viver por uma nova, renovando seu entendimento com o conhecimento da Justiça de Deus e adequando sua vida a ele. 

Missionária Oriana Costa.



sábado, 9 de maio de 2020

A parábola do tesouro escondido.

Tentar interpretar as parábolas ditas por Jesus literalmente pode gerar uma grande confusão, pois, de fato, nesse tipo de ensino, Cristo faz comparações entre duas realidades: a material e a espiritual.

E na parábola do tesouro escondido a situação apontada por Jesus terá uma aparência bem estranha ou inusitada, se for entendida somente a partir da visão de mundo que temos.

Quem, em sua sã consciência, iria trocar tudo o que possui (especialmente se for uma pessoa muito rica) por um tesouro que encontrou escondido num campo, e fazer isso com muita alegria? Seria realmente uma grande loucura.

No entanto, se quisermos ter uma compreensão clara do que o Rei Jesus nos ensina através dessa parábola, precisamos lembrar que se trata de uma comparação. Antes de tudo, devemos ter em mente que a realidade do Reino de Deus é infinitas vezes mais alta do que a nossa realidade física.

Então, o tesouro escondido encontrado pelo homem, na verdade, se trata de uma realidade muito superior à deste mundo, que é aquela existente no Reino dos céus. Ao ler a sequência de parábolas ditas por Jesus que antecedem esta que estamos analisando aqui, começamos a ter uma melhor visualização do que Cristo está dizendo.

O campo é a palavra de Deus ou a sabedoria dele. É através da sabedoria de Deus que enxergamos o Seu Reino e entendemos a Sua Justiça. Por isso, a palavra de Deus é mais preciosa que todas as riquezas do mundo reunidas.

O homem desta parábola é uma pessoa que discerniu o Reino através da palavra de Deus. Quando alguém começa a discernir o Reino de Deus pelo conteúdo de sua palavra, uma grande alegria lhe enche o coração, pois tal indivíduo agora está enxergando a verdade.

Assim, à medida que uma pessoa vai entendendo o Reino anunciado por Cristo, vai se desapegando da realidade deste mundo, e prossegue renovando seu entendimento com o ensino de Jesus. E isso acontece de forma espontânea, de bom grado, e não de forma forçada ou imposta.

É por isso que o homem, cheio de alegria, "vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo": pois, por estar enxergando a verdade, se desapegou dos princípios do mundo e colocou em primeiro lugar em seu coração os princípios do Reino.

Para concluir, fica ainda uma questão: por que o homem, após ter encontrado o tesouro, escondeu-o novamente ao invés de deixar aparente o que tinha descoberto? A resposta é simples: o Reino de Deus precisa ser discernido individualmente. Ele está ocultado do mundo e só pode ser descoberto se for desejado e buscado dentro do conteúdo das escrituras bíblicas.

Assim sendo, tudo o que podemos fazer após discerní-lo é usufruir dele e anunciá-lo através da mensagem do evangelho, mas não podemos fazer com que os outros enxerguem o Reino assim como nós estamos conseguindo vê-lo. Cada pessoa precisa ter esse discernimento de si mesma, para que desenvolva sua fé em Deus da forma correta.

Missionária Oriana Costa.




quinta-feira, 7 de maio de 2020

A parábola da massa fermentada

Para se entender bem o ensino que o Rei Jesus nos passa através dessa parábola é necessário antes entender como um pão é feito. Como a comparação aqui não dá muitos detalhes, deve-se ter antes uma visualização daquilo que Cristo diz.

E para se fazer um pão macio, normalmente é necessário colocar fermento na massa para que ela vá inchando e depois de um tempo possa ser assada. Então, o que acontece é que o fermento modifica a massa original, fazendo com que ela dobre ou triplique de tamanho e sua fase final seja muito diferente da inicial.

Assim que se acrescenta o fermento biológico à massa de pão, aparentemente não vemos nada acontecer. No entanto, depois do processo de sova, quando a massa está descansando, a fermentação vai acontecendo gradualmente. Geralmente, após uma hora de descanso, a massa fica bem aerada e crescida.

Então, o que Cristo nos ensina com essa parábola é que, assim que a mensagem do Reino de Deus entra no coração de alguém, aparentemente nada de especial acontece. No entanto, a vida desse indivíduo jamais será a mesma: gradativamente a realidade desse reino vai se manifestando em sua vida, conforme esse indivíduo vai acessando o ensino da Justiça de Deus revelado por Cristo, de forma que esta pessoa não estará mais do mesmo jeito alguns anos à frente.

Jesus explica que uma pessoa que recebe a mensagem do Reino de Deus e passa a DISCERNI-LO, e persevera em continuar buscando o entendimento desse lugar e de Sua Justiça, jamais ficará do mesmo jeito com o passar do tempo. A regra é que o entendimento do Reino de Deus traga a manifestação da sua maravilhosa realidade nas vidas daqueles que o buscam, de forma que as vidas dessas pessoas fiquem muitas vezes melhor do que no início de suas caminhadas na fé.

A manifestação da realidade do Reino de Deus acontece de dentro para fora na vida de alguém, do mesmo jeito que o fermento age misturado à massa de pão, ou seja, o conhecimento do Reino de Deus precisa entrar no coração de um indivíduo e ser aceito, bem assimilado, para que somente assim faça a diferença.

Muitas pessoas vão à igreja e "aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador", mas não discernem o Reino de Deus. Sem esse discernimento não haverá uma mudança verdadeira de caráter nas vidas desses indivíduos: geralmente, o que muitos acabam aprendendo são doutrinas humanas ligadas à aparência do mundo, que levam apenas a uma mudança exterior.

Tais ensinamentos religiosos nada tem a ver com o Reino de Deus, e somente fazem com que as pessoas modifiquem seus usos e costumes e interiormente continuem da mesma forma, por não estarem se adequando no fundo de seus corações à Justiça de Deus ensinada por Cristo.

Agora, uma informação adicional: depois que a massa de pão cresce com a ação do fermento, ela precisa ser assada para que assim possamos comê-la. Então, quando a massa fermentada é colocada no forno para assar, ela ainda cresce mais um pouquinho, e seu estágio final é um pão macio e gostoso. Já uma massa não fermentada, quando é colocada no forno, sai de lá do mesmo tamanho e muitas vezes endurecida e rececada pela ação do calor.

Pois quem tem o conhecimento do Reino de Deus no coração e o entende, quando passa por provações devido a sua fé, sai de cada uma delas ainda mais forte e mais sábio. Já os que não tem esse conhecimento, e não dicernem o Reino de Deus, quando passam pelas provações ficam confusos e com seus corações endurecidos para ouvirem a voz de Deus, e assim o inimigo continua tendo espaço para impedir que tais pessoas conheçam a Deus em verdade.

Missionária Oriana Costa.

Confira o programa Sala Gospel! >>> Clique aqui para assistir!



segunda-feira, 4 de maio de 2020

A parábola do grão de mostarda.

A parábola do grão de mostarda é aquela que o Rei Jesus conta logo após ter explicado a parábola do joio e do trigo. Nesse trecho, em especial, Cristo nos revela duas peculiaridades do Reino de Deus que são bem interessantes: a primeira é que quando a mensagem do Reino é "plantada" no coração de alguém sua realidade se manifesta na vida dessa pessoa de uma forma lenta e progressiva, e que com o passar do tempo vai se revelando grandiosa e muitíssimo excelente.

O conhecimento do Reino de Deus pode parecer insignificante ou sem importância à primeira vista, quando comparado a outros tipos de informações provenientes do mundo material em que vivemos. É por isso que Jesus se refere ao Reino de Deus como "a menor de todas as sementes", comparando-o a um pequenino grão de mostarda, no momento em que ele está sendo anunciado no mundo.

Porém, depois que germina e começa a crescer, em circunstâncias adequadas uma mostardeira pode ficar imensamente alta, chegando até quase 3 metros de altura e atingindo o tamanho de uma grande árvore. Mas, de fato, o pé de mostarda é a maior das hortaliças como explicou Jesus, e não é uma árvore, apesar de poder chegar a tal estatura. 

Dessa forma, Cristo nos ensina que Seu Reino pode se manifestar com uma glória gigantesca em nossa realidade material, se for buscado assim como Jesus ensina, de forma a se sobressair e atrair a atenção dos outros, tamanha é a sua grandeza e abundância de tudo o que é bom. 

O Rei Jesus fala que a mostardeira fica tão alta a ponto de as aves do céu fazerem ninhos em seus ramos. Numa hortaliça normal isso jamais aconteceria. No entanto, por ser uma exceção devido ao tamanho que pode atingir, o pé de mostarda pode chegar a ter ninhos de pássaros em seus galhos. 

Com essa comparação, entendemos que a manifestação plena da realidade do Reino de Deus na vida de alguém faz toda a diferença, e para muito melhor, se comparado a vida de uma outra pessoa que esteja no mesmo lugar e na mesma situação mas sem saber da existência e funcionalidade desse reino.

A segunda peculiaridade do Reino de Deus que Jesus nos mostra na parábola do grão de mostarda é que esse lugar espiritual não pode ser discernido por aparências, ou não pode ser entendido com base em uma forma material, pois sua essência ou sua origem não é deste mundo. 

A mostardeira é a única espécie de verdura do mundo que se desenvolve de uma forma diferente das outras, de maneira que uma pessoa que a vê na sua fase adulta sem conhecer sua origem, vai achar que ela é uma árvore qualquer e não saberá que na verdade se trata de uma hortaliça bem desenvolvida. 

Pois assim mesmo acontece com o Reino de Deus: ele não pode ser discernido pelas formas como se manifesta em nosso mundo material. O Reino de Deus só pode ser reconhecido onde está estabelecido através da fé em Jesus Cristo, que nos revela a Justiça de Deus por seu ensino e nos faz desejar praticá-la.

Então, um indivíduo que crê em Jesus e põe em prática o Seu ensino, saberá que a prosperidade que consegue em todas as áreas de sua vida está antes de tudo ligada a manifestação do Reino de Deus, que vai acontecendo gradativamente pela prática diária da Sua reta Justiça. No entanto, quem vê a vida dessa pessoa de fora, sem conhecer tais princípios espirituais, achará que sua situação é pura sorte ou que a excelente qualidade de vida que esse alguém usufrui é somente fruto de seu esforço, e não de sua fé. 

Então, se você ainda não tinha entendido o que está escrito na carta aos Hebreus sobre fé, leia de novo, pois agora ficará mais claro:

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho. Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. (...) Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte - ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado - pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (...) Pela fé Abraão (...) peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus. (...) Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade. (Hebreus 11:1-16)

Missionária Oriana Costa.

Confira o programa Sala Gospel! >>> Clique aqui para assistir!

Antes de escolher os apóstolos - Parte 3.5 - O Sermão da montanha

Dando continuidade ao nosso estudo do Evangelho de Mateus, agora prosseguimos com uma parte bastante sensível do ensino de Cristo no Sermão ...