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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Quem perseverar até o fim será salvo - Mateus 24 - Parte 4


A perseguição sofrida por aqueles que se mantêm firmes na esperança do cumprimento da promessa feita por Deus a Abraão é algo real, algo que continua através dos séculos. Os primeiros a sofrerem por causa dessa fé, onde muitos foram assassinados por indivíduos de seu próprio povo, foram os profetas israelitas.

No Antigo Testamento é possível encontrar vários trechos, onde podemos ler sobre esses infelizes acontecimentos; no Novo Testamento, através do discurso de Jesus no Templo de Jerusalém, também observamos o que sucedia aos profetas que Deus enviava para exortar o povo de Israel (veja em Considerações sobre Mateus 23 - Parte 6).

Após a morte e ressurreição de Jesus Cristo, com a formação da igreja cristã, o foco da perseguição saiu dos profetas israelitas e foi em direção àqueles que possuem a mesma esperança de Abraão. Assim como Abraão esperava herdar a terra de Canaã no Oriente, os cristãos esperam o cumprimento da promessa, a fim de entrar definitivamente na Canaã celestial: o Reino de Deus.

Enquanto estava em Jerusalém, ensinando seus discípulos no monte das oliveiras, alguns dias antes de sua prisão e morte, o Senhor Jesus foi claro quanto à situação de rejeição e repúdio que a Sua igreja sofreria através dos tempos, até a sua volta.

Desta forma, testemunhando que os avisos de Jesus Cristo são verdadeiros, está bem documentado na Bíblia como se deu o início da perseguição à fé cristã (veja no livro de Atos dos Apóstolos). Também percebemos, a partir de outros registros feitos ao longo da história da humanidade, até os dias de hoje, que a perseguição aos cristãos é uma realidade que vai se intensificando, conforme se aproxima o dia do retorno do Senhor.

Há também uma peculiaridade associada à perseguição: ela é o único sinal predito pelo Senhor Jesus que consta, ao mesmo tempo, nos quatro evangelhos, por esta razão, devemos prestar bastante atenção a ele. O fato desse sinal em particular ser citado nos quatro evangelhos mostra que é o mais forte de todos, acontece com maior frequência e é aquele que marcará o ápice da grande tribulação, sobre a qual Cristo alertou.

Em cada trecho dos evangelhos onde Cristo fala sobre a perseguição, há informações que se confirmam e também são complementares umas às outras. Então, vamos começar nossa análise pelo Evangelho de Mateus:

Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus 24:9-14)

Nesse momento, Jesus está passando uma visão do que acontecerá com a igreja através dos tempos. Ele mostra a existência de um ódio mortal, em todas as nações do mundo, com relação à fé cristã. Assim  também como aconteceria com relação à apostasia, o ódio contra os seguidores de Cristo também será nutrido pelo aumento da maldade na Terra.

Portanto, além do surgimento de indivíduos que vão distorcer a mensagem do Reino e dar falso testemunho de Jesus, dificultando a pregação do verdadeiro Evangelho da salvação, pessoas que são de confiança e se mostram amigas, de repente, podem se tornar inimigas. Então, devido a esse cenário tão complicado, o Senhor adverte que será necessário perseverar, para não nos deixarmos levar pela aparência das situações e não deixarmos "o amor esfriar", ou seja, vamos precisar perseverar e ter muito cuidado para não apostatar da fé n'Ele.

Vejamos o que está escrito no Evangelho de Marcos sobre isso:

Fiquem atentos, pois vocês serão entregues aos tribunais e serão açoitados nas sinagogas. Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis, como testemunho a eles. E é necessário que antes o evangelho seja pregado a todas as nações. Sempre que forem presos e levados a julgamento, não fiquem preocupados com o que vão dizer. Digam tão-somente o que lhes for dado naquela hora, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito Santo. O irmão trairá seu próprio irmão, entregando-o à morte, e o mesmo fará o pai a seu filho. Filhos se rebelarão contra seus pais e os matarão. Todos odiarão vocês por minha causa; mas aquele que perseverar até o fim será salvo. (Marcos 13:9-13)

Esse repúdio e rejeição à igreja vem se manifestando através dos séculos de diversas formas, contudo as mais comuns são aquelas às quais Cristo se refere, que são a discriminação, o preconceito, as calúnias e a violência, que muitas vezes acontecem dentro da própria família. Traições, prisões, condenações sem justa causa e assassinatos também estão na lista do que pode acontecer em meio às perseguições, como Jesus nos avisa.

Foi em meio a todas essas situações difíceis que a mensagem do Reino de Deus começou a ser anunciada em Israel, e esse trabalho continuará sendo feito, envolto nesse clima tenso, em todo o mundo, até que venha o fim. Esse "fim" ao qual Cristo se refere é o auge da grande tribulação, que acontecerá um pouco antes da Sua vinda, no qual se manifestará o "homem do pecado" (2Ts 2:1-4), que impedirá que o testemunho do Evangelho continue sendo dado.

No Evangelho de Lucas também encontramos um trecho que confirma as duas passagens de Mateus e Marcos citadas acima:

Mas antes de tudo isso, prenderão e perseguirão vocês. Então os entregarão às sinagogas e prisões, e vocês serão levados à presença de reis e governadores, tudo por causa do meu nome. Será para vocês uma oportunidade de dar testemunho. Mas convençam-se de uma vez de que não devem preocupar-se com o que dirão para se defender. Pois eu lhes darei palavras e sabedoria a que nenhum dos seus adversários será capaz de resistir ou contradizer. Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte. Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Contudo, nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá. É perseverando que vocês obterão a vida. (Lucas 21:12-19)

Assim como o fez Marcos, Lucas também descreve o alerta de Cristo, sobre o fato de que, em determinados momentos, alguns de seus discípulos seriam levados à presença de autoridades a fim de testemunharem acerca do Reino de Deus. Apesar de representar uma situação desconfortável e de alto risco, testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo para autoridades é uma grande oportunidade que Deus dá a alguns e que sempre atrai muitos a Ele.

Geralmente, a ignorância acerca da realidade do Reino dos céus faz com que os indivíduos enxerguem os cristãos como uma ameaça às suas religiões, seus costumes e tradições. Equivocadamente, essa falta de entendimento faz alguns líderes pensarem que a fé cristã desvia as pessoas da submissão aos governos de suas nações, devido à mensagem do Evangelho se referir a um outro governo, ao qual todos devem se submeter e que é superior aos governos do mundo.

Esse é o motivo pelo qual alguns discípulos de Jesus foram, e ainda são, detidos e levados a explicar sua fé diante de autoridades, pois especialmente em nações que ainda adotam sistemas de governos totalitários em nosso tempo, como ocorre no comunismo, por exemplo, é inadmissível a existência de qualquer crença, ensino, filosofia ou pensamento que faça o povo entender a existência de um outro governo que seja superior ao de sua nação. 

Após os dias em que Cristo ficou acampado no Monte das Oliveiras, ensinando os discípulos, o Senhor Jesus voltou para a cidade e fez com eles a última ceia. Naquele momento, Ele os avisou, mais uma vez, sobre o que lhes aconteceria após sua morte e ressurreição. Esse episódio está descrito no Evangelho de João:

Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito. E vocês também testemunharão, pois estão comigo desde o princípio. (João 15:26,27)

Tenho-lhes dito tudo isso para que vocês não venham a tropeçar. Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus. Farão essas coisas porque não conheceram nem o Pai, nem a mim. Estou lhes dizendo isto para que, quando chegar a hora, lembrem-se de que eu os avisei. (João 16:1-4)

De fato, antes que os Apóstolos e demais discípulos começassem a anunciar a mensagem de salvação, e a perseguição aos cristãos se iniciasse oficialmente, o Espírito de Deus foi derramado sobre aqueles que creram na mensagem do Reino de Deus (veja em Atos 2:1-12). 

Em seguida, as Escrituras mostram o primeiro registro de repúdio à mensagem do Evangelho, em Jerusalém, com a prisão dos Apóstolos Pedro e João (Atos 4:1-21). Naquele momento, a mensagem do Reino de Deus proclamada por Cristo agora estava sendo anunciada com o acréscimo da informação de que os israelitas tinham rejeitado o Messias que lhes fora enviado pelo Pai, e que Sua morte e ressurreição foi o verdadeiro pagamento por seus pecados e também era a única forma de entrar no Reino dos céus.

O segundo registro dessa perseguição se dá com a prisão dos apóstolos, ainda em Jerusalém, onde, depois de serem açoitados, foram postos em liberdade (Atos 5:17-42). 

Tanto no primeiro quanto no segundo ocorrido, muitos milagres haviam acontecido e muitas pessoas estavam se reconciliando com Deus pela fé em Jesus Cristo. Isso perturbava as lideranças religiosas em Jerusalém, deixando-os com inveja da fama, da popularidade e do respeito que os Apóstolos estavam conquistando no meio do povo.

Nesses dois episódios, os Apóstolos foram movidos pelo Espírito Santo para discursarem diante das autoridades em defesa do Evangelho. Então, vê-se claramente o cumprimento dos alertas dados pelo Senhor Jesus aos discípulos, antes de sua morte e ressurreição.

Após a morte de Estêvão por apedrejamento (veja a história completa nos capítulos 6 e 7 de Atos dos Apóstolos), o ódio aos cristãos foi crescendo entre as lideranças religiosas de Israel, onde o fariseu Saulo era o maior perseguidor dos que pertenciam ao "Caminho". Depois da conversão de Saulo – que, posteriormente, tornou-se mais conhecido por seu nome grego "Paulo" –, este passou de perseguidor a perseguido (veja em Atos 9:1-30).

Especialmente Saulo, antes de sua conversão, acreditava que exterminando os cristãos estava fazendo um favor à sociedade e honrando o nome de Deus, pois ele entendia que os seguidores de Cristo eram hereges. Ele perseguia os cristãos pelo zelo de sua fé e não por inveja, como os demais fariseus. Eis porque o Senhor, enquanto ensinava aos discípulos, falou "de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus".

O fato é que, seja por meio da inveja ou por meio do zelo religioso, o Maligno sempre encontrará espaço dentre as pessoas que não conhecem ou não entendem a mensagem de salvação para atacar e, se possível, destruir a igreja do Senhor Jesus. No entanto, ela não pode ser destruída, pois está alicerçada na eternidade, em Cristo.

Para concluir, é importante entender que o corpo de Cristo na terra precisa estar ciente de que, à medida que o retorno do Rei Jesus Cristo se aproxima, mais difícil ficará a situação para os cidadãos do Reino de Deus no mundo. Isso exigirá dos que creem muito mais perseverança em relação à busca pelo conhecimento do Reino de Deus e de sua Justiça, como também um maior esforço, a fim de colocar esse conhecimento em prática, pois é isso o que manterá os corações dos filhos de Deus em paz e focados na volta de Jesus.


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Deus está lhe dando oportunidades.

Já ouvi algumas pessoas reclamarem que em suas congregações não são chamadas para trazer uma palavra ou cantar um louvor durante o evento do culto.

Elas reclamam "na minha igreja não me dão oportunidade". Acontece que essa oportunidade que as pessoas estão querendo é a de FALAR OU CANTAR NA SUA CONGREGAÇÃO para serem prestigiadas pelos que estão ali, e não PARA ANUNCIAR O REINO DE DEUS!

É isso mesmo! E esse desejo vem da carne e não do espírito! Quem realmente conhece O REINO DE DEUS já sabe que todos os dias terá oportunidades de falar dele EM QUALQUER LUGAR, seja entre seus irmãos na fé seja entre pessoas que ainda desconhecem o Reino. Quando se trata de anunciar o Reino de Deus e Sua Justiça, não devemos limitar o lugar, a hora ou para quais pessoas vamos falar dele.

A limitação vem da falta de conhecimento das escrituras bíblicas. Quem lê e entende o que está escrito, imitará Cristo: Ele anunciou o Seu Reino nos lugares por onde passava, e não somente nas sinagogas. E na maior parte das vezes, o Senhor Jesus não era convidado para falar: Ele simplesmente aproveitava momentos em que estava conversando com as pessoas enquanto estava fazendo alguma refeição, ou visitando alguém, por exemplo, e começava a ensinar a Justiça de Deus, e também a dar provas da veracidade do que dizia através da operação de milagres. E enquanto Ele ia falando, outras pessoas iam se aproximando para ouvi-lo.

Então, quem reclama que não tem oportunidade, ainda precisa entender de que se trata o Reino de Deus e a Sua Justiça. A vontade de Deus para nós sempre será BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA. Aproveite para conhecê-la!

Em um culto a Deus TODOS TEM A OPORTUNIDADE DE ADORÁ-LO,  de falar com Ele e de ouví-lo, pois é esta a finalidade maior de prestarmos culto ao nosso Pai Criador. Já para ensinar sobre a Justiça de Deus é preciso a habilidade dada por Ele a quem está sendo chamado para esta missão, que requer dedicação em estudar as escrituras bíblicas, e meditação profunda em seu conteúdo diariamente; esta tarefa não é para todos, assim como nem todos são músicos numa igreja, por exemplo.

E aqui vai um alerta para os que querem "ser usados por Deus" musicalmente: a música cristã pode ser usada para duas finalidades - como um dos meios de se ADORAR A DEUS em espírito e em verdade, e também para atrair a atenção das pessoas a fim de que elas ESCUTEM O QUE ALGUÉM TEM A DIZER SOBRE DEUS.

Pois é, o Reino de Deus e a Justiça dele não podem ser anunciados com clareza somente com canções. É preciso explicá-lo claramente assim como CRISTO FAZIA, e isso requer UM ENSINO anterior ou posterior à execução do trabalho musical.

Missionária Oriana Costa.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Peçam, e lhes será dado.

Muitos leem esse ensinamento de Cristo e, em suas orações, começam a pedir o que precisam a Deus, insistindo em oração, na expectativa de receber dele aquilo que pedem. Mas, passando o tempo, e não vendo suas orações atendidas, se desanimam e acham que Deus não as ouviu, ou simplesmente não quis atender suas orações.

Apresentar nossas necessidades a Deus em oração é algo importante, e numa das cartas escritas pelo apóstolo Paulo de Tarso recebemos um incentivo de sua parte sobre isso: "Não andem ansiosos por coisa alguma mas, em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4: 6,7)

Então, apresentar nossas necessidades a Deus manterá nossas mentes e nossos corações em paz, visto que nossa confiança estará n'Ele e não em nossas próprias forças.

Porém, o que o Senhor está querendo dizer, na passagem que estamos analisando, tem um raciocínio que se segue: "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, DARÁ COISAS BOAS aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:9-12)

Se observarmos atentamente os versículos posteriores, veremos que o Senhor Jesus está falando que o Pai está pronto para atender as petições de seus filhos, no entanto, de filhos que se submetem a Ele, que entendem a Sua justiça e se esforçam para andar nela.

E onde vemos Cristo falar essas coisas? No trecho a seguir:
Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas. Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. (Mateus 7:12,13)
Portanto, o que Cristo está nos dizendo é que seremos prontamente atendidos pelo Pai, quando lhe pedirmos alguma coisa, se agirmos com os outros da mesma forma que gostaríamos que eles agissem conosco. Isso equivale ao mandamento "ame ao seu próximo como a si mesmo". E atenção: Ele explica em seguida que isso é o ENTRAR PELA PORTA ESTREITA!

Cristo realmente tratou as pessoas como gostaria de ser tratado! Ainda que Ele mesmo sabia que tratando com bondade os outros e dizendo-lhes a verdade, seria maltratado por muitos deles. No entanto, saber disso não O desanimou de obedecer ao Pai e andar em Sua reta Justiça.

Devemos atentar para o fato de que esse ensino é válido para TODAS AS ÁREAS DAS NOSSAS VIDAS, pois toca especificamente na área que mexe com todas as outras: RELACIONAMENTOS! E seja relacionamento fraternal ou matrimonial, entre pais e filhos, de trabalho ou quaisquer outros.

Geralmente, o que a maldade do mundo ensina às pessoas a fazerem é que elas exijam ser bem tratadas pelos outros, sem ter a obrigação de tratarem os outros da mesma forma. Cristo aponta que é esse o tal "caminho amplo e a porta larga", que leva as pessoas à perdição e que caracteriza um comportamento que Deus desaprova totalmente, pois contraria a sua justiça.

No evangelho de João, observarmos dois trechos onde o Senhor Jesus nos dá uma orientação similar:
Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. (João 14:11-15)
Aqui observamos perfeitamente que a condição para termos nossas petições atendidas é IMITAR A CRISTO, SEGUI-LO, OU REALIZAR AS MESMAS OBRAS DELE.
Naquele dia vocês não me perguntarão mais nada. Eu lhes asseguro que meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em meu nome. Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa. (João 16:23,24)
Neste trecho, vemos outra parte da instrução de Cristo, onde Ele fala que nossas petições serão atendidas se pedirmos ao Pai em Nome d'Ele.

O interessante aqui é exatamente a parte de "pedir em nome de Jesus". Muitas pessoas confundem esse ensino, interpretando-o literalmente, ou seja, dirigindo-se ao Pai usando a frase "em nome de Jesus". E usar essa frase não é errado, mas o problema é que o Pai vê o coração e os caminhos de quem lhe pede alguma coisa.

O que acontece aqui pode ser comparado a seguinte situação: uma criança chega na mercearia que sua família costuma comprar sempre e, sem dinheiro, pede ao vendedor alguma coisa; o vendedor prontamente atende o pedido da criança sem questioná-la, pois conhece seus pais, que são clientes antigos do estabelecimento e são pessoas honestas. Em seguida, o vendedor coloca o valor do objeto que entregou a criança na conta da família, que será paga posteriormente.

Então, se o Pai não reconhece Cristo naquele que pede, a petição não está sendo feita em nome do Seu Filho e, consequentemente, não será atendida.

Outro ponto importante no que se refere à petições é o seguinte: Cristo fala neste trecho:
(...) se vocês tiverem fé e não duvidarem, (...) tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão. (Mateus 21:21,22)
A fé que não duvida é aquela gerada do conhecimento da Justiça de Deus, revelado a todos nós pelo ensino de Cristo. Quem conhece o Reino de Deus e a sua justiça, buscando praticar o que conhece, está imitando Cristo, dessa forma, tem convicção de que será prontamente atendido quando pedir alguma coisa a Deus.

Para encerrar este texto, há, também, uma outra passagem bíblica que complementa todas as outras informações acima, onde o apóstolo João fala muito bem sobre esse assunto:
Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos. (1João 5:14,15)
Aqui o apóstolo João diz claramente que, ao pedirmos alguma coisa a Deus, seremos atendidos se estivermos pedindo de acordo COM A VONTADE DO PAI. E como saber qual é a vontade do Pai? Entendendo a Justiça dele!

Em suma: vamos buscar? Vamos pedir a Deus? Vamos bater na porta dele? Então, nossas orações e petições serão prontamente atendidas se o Pai enxergar Cristo, o nosso Salvador e Rei, em nossos corações e em nossas atitudes. Assim sendo, certifique-se de estar alinhado(a) com a realidade do Reino de Deus, antes de achar que Ele não lhe ouviu ou que Ele não quer lhe atender. Deus não age fora de sua palavra, Ele não age fora de sua Justiça!

Missionária Oriana Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...