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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Quem perseverar até o fim será salvo - Mateus 24 - Parte 4


A perseguição sofrida por aqueles que se mantêm firmes na esperança do cumprimento da promessa feita por Deus a Abraão é algo real, algo que continua através dos séculos. Os primeiros a sofrerem por causa dessa fé, onde muitos foram assassinados por indivíduos de seu próprio povo, foram os profetas israelitas.

No Antigo Testamento é possível encontrar vários trechos, onde podemos ler sobre esses infelizes acontecimentos; no Novo Testamento, através do discurso de Jesus no Templo de Jerusalém, também observamos o que sucedia aos profetas que Deus enviava para exortar o povo de Israel (veja em Considerações sobre Mateus 23 - Parte 6).

Após a morte e ressurreição de Jesus Cristo, com a formação da igreja cristã, o foco da perseguição saiu dos profetas israelitas e foi em direção àqueles que possuem a mesma esperança de Abraão. Assim como Abraão esperava herdar a terra de Canaã no Oriente, os cristãos esperam o cumprimento da promessa, a fim de entrar definitivamente na Canaã celestial: o Reino de Deus.

Enquanto estava em Jerusalém, ensinando seus discípulos no monte das oliveiras, alguns dias antes de sua prisão e morte, o Senhor Jesus foi claro quanto à situação de rejeição e repúdio que a Sua igreja sofreria através dos tempos, até a sua volta.

Desta forma, testemunhando que os avisos de Jesus Cristo são verdadeiros, está bem documentado na Bíblia como se deu o início da perseguição à fé cristã (veja no livro de Atos dos Apóstolos). Também percebemos, a partir de outros registros feitos ao longo da história da humanidade, até os dias de hoje, que a perseguição aos cristãos é uma realidade que vai se intensificando, conforme se aproxima o dia do retorno do Senhor.

Há também uma peculiaridade associada à perseguição: ela é o único sinal predito pelo Senhor Jesus que consta, ao mesmo tempo, nos quatro evangelhos, por esta razão, devemos prestar bastante atenção a ele. O fato desse sinal em particular ser citado nos quatro evangelhos mostra que é o mais forte de todos, acontece com maior frequência e é aquele que marcará o ápice da grande tribulação, sobre a qual Cristo alertou.

Em cada trecho dos evangelhos onde Cristo fala sobre a perseguição, há informações que se confirmam e também são complementares umas às outras. Então, vamos começar nossa análise pelo Evangelho de Mateus:

Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus 24:9-14)

Nesse momento, Jesus está passando uma visão do que acontecerá com a igreja através dos tempos. Ele mostra a existência de um ódio mortal, em todas as nações do mundo, com relação à fé cristã. Assim  também como aconteceria com relação à apostasia, o ódio contra os seguidores de Cristo também será nutrido pelo aumento da maldade na Terra.

Portanto, além do surgimento de indivíduos que vão distorcer a mensagem do Reino e dar falso testemunho de Jesus, dificultando a pregação do verdadeiro Evangelho da salvação, pessoas que são de confiança e se mostram amigas, de repente, podem se tornar inimigas. Então, devido a esse cenário tão complicado, o Senhor adverte que será necessário perseverar, para não nos deixarmos levar pela aparência das situações e não deixarmos "o amor esfriar", ou seja, vamos precisar perseverar e ter muito cuidado para não apostatar da fé n'Ele.

Vejamos o que está escrito no Evangelho de Marcos sobre isso:

Fiquem atentos, pois vocês serão entregues aos tribunais e serão açoitados nas sinagogas. Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis, como testemunho a eles. E é necessário que antes o evangelho seja pregado a todas as nações. Sempre que forem presos e levados a julgamento, não fiquem preocupados com o que vão dizer. Digam tão-somente o que lhes for dado naquela hora, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito Santo. O irmão trairá seu próprio irmão, entregando-o à morte, e o mesmo fará o pai a seu filho. Filhos se rebelarão contra seus pais e os matarão. Todos odiarão vocês por minha causa; mas aquele que perseverar até o fim será salvo. (Marcos 13:9-13)

Esse repúdio e rejeição à igreja vem se manifestando através dos séculos de diversas formas, contudo as mais comuns são aquelas às quais Cristo se refere, que são a discriminação, o preconceito, as calúnias e a violência, que muitas vezes acontecem dentro da própria família. Traições, prisões, condenações sem justa causa e assassinatos também estão na lista do que pode acontecer em meio às perseguições, como Jesus nos avisa.

Foi em meio a todas essas situações difíceis que a mensagem do Reino de Deus começou a ser anunciada em Israel, e esse trabalho continuará sendo feito, envolto nesse clima tenso, em todo o mundo, até que venha o fim. Esse "fim" ao qual Cristo se refere é o auge da grande tribulação, que acontecerá um pouco antes da Sua vinda, no qual se manifestará o "homem do pecado" (2Ts 2:1-4), que impedirá que o testemunho do Evangelho continue sendo dado.

No Evangelho de Lucas também encontramos um trecho que confirma as duas passagens de Mateus e Marcos citadas acima:

Mas antes de tudo isso, prenderão e perseguirão vocês. Então os entregarão às sinagogas e prisões, e vocês serão levados à presença de reis e governadores, tudo por causa do meu nome. Será para vocês uma oportunidade de dar testemunho. Mas convençam-se de uma vez de que não devem preocupar-se com o que dirão para se defender. Pois eu lhes darei palavras e sabedoria a que nenhum dos seus adversários será capaz de resistir ou contradizer. Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte. Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Contudo, nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá. É perseverando que vocês obterão a vida. (Lucas 21:12-19)

Assim como o fez Marcos, Lucas também descreve o alerta de Cristo, sobre o fato de que, em determinados momentos, alguns de seus discípulos seriam levados à presença de autoridades a fim de testemunharem acerca do Reino de Deus. Apesar de representar uma situação desconfortável e de alto risco, testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo para autoridades é uma grande oportunidade que Deus dá a alguns e que sempre atrai muitos a Ele.

Geralmente, a ignorância acerca da realidade do Reino dos céus faz com que os indivíduos enxerguem os cristãos como uma ameaça às suas religiões, seus costumes e tradições. Equivocadamente, essa falta de entendimento faz alguns líderes pensarem que a fé cristã desvia as pessoas da submissão aos governos de suas nações, devido à mensagem do Evangelho se referir a um outro governo, ao qual todos devem se submeter e que é superior aos governos do mundo.

Esse é o motivo pelo qual alguns discípulos de Jesus foram, e ainda são, detidos e levados a explicar sua fé diante de autoridades, pois especialmente em nações que ainda adotam sistemas de governos totalitários em nosso tempo, como ocorre no comunismo, por exemplo, é inadmissível a existência de qualquer crença, ensino, filosofia ou pensamento que faça o povo entender a existência de um outro governo que seja superior ao de sua nação. 

Após os dias em que Cristo ficou acampado no Monte das Oliveiras, ensinando os discípulos, o Senhor Jesus voltou para a cidade e fez com eles a última ceia. Naquele momento, Ele os avisou, mais uma vez, sobre o que lhes aconteceria após sua morte e ressurreição. Esse episódio está descrito no Evangelho de João:

Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito. E vocês também testemunharão, pois estão comigo desde o princípio. (João 15:26,27)

Tenho-lhes dito tudo isso para que vocês não venham a tropeçar. Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus. Farão essas coisas porque não conheceram nem o Pai, nem a mim. Estou lhes dizendo isto para que, quando chegar a hora, lembrem-se de que eu os avisei. (João 16:1-4)

De fato, antes que os Apóstolos e demais discípulos começassem a anunciar a mensagem de salvação, e a perseguição aos cristãos se iniciasse oficialmente, o Espírito de Deus foi derramado sobre aqueles que creram na mensagem do Reino de Deus (veja em Atos 2:1-12). 

Em seguida, as Escrituras mostram o primeiro registro de repúdio à mensagem do Evangelho, em Jerusalém, com a prisão dos Apóstolos Pedro e João (Atos 4:1-21). Naquele momento, a mensagem do Reino de Deus proclamada por Cristo agora estava sendo anunciada com o acréscimo da informação de que os israelitas tinham rejeitado o Messias que lhes fora enviado pelo Pai, e que Sua morte e ressurreição foi o verdadeiro pagamento por seus pecados e também era a única forma de entrar no Reino dos céus.

O segundo registro dessa perseguição se dá com a prisão dos apóstolos, ainda em Jerusalém, onde, depois de serem açoitados, foram postos em liberdade (Atos 5:17-42). 

Tanto no primeiro quanto no segundo ocorrido, muitos milagres haviam acontecido e muitas pessoas estavam se reconciliando com Deus pela fé em Jesus Cristo. Isso perturbava as lideranças religiosas em Jerusalém, deixando-os com inveja da fama, da popularidade e do respeito que os Apóstolos estavam conquistando no meio do povo.

Nesses dois episódios, os Apóstolos foram movidos pelo Espírito Santo para discursarem diante das autoridades em defesa do Evangelho. Então, vê-se claramente o cumprimento dos alertas dados pelo Senhor Jesus aos discípulos, antes de sua morte e ressurreição.

Após a morte de Estêvão por apedrejamento (veja a história completa nos capítulos 6 e 7 de Atos dos Apóstolos), o ódio aos cristãos foi crescendo entre as lideranças religiosas de Israel, onde o fariseu Saulo era o maior perseguidor dos que pertenciam ao "Caminho". Depois da conversão de Saulo – que, posteriormente, tornou-se mais conhecido por seu nome grego "Paulo" –, este passou de perseguidor a perseguido (veja em Atos 9:1-30).

Especialmente Saulo, antes de sua conversão, acreditava que exterminando os cristãos estava fazendo um favor à sociedade e honrando o nome de Deus, pois ele entendia que os seguidores de Cristo eram hereges. Ele perseguia os cristãos pelo zelo de sua fé e não por inveja, como os demais fariseus. Eis porque o Senhor, enquanto ensinava aos discípulos, falou "de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus".

O fato é que, seja por meio da inveja ou por meio do zelo religioso, o Maligno sempre encontrará espaço dentre as pessoas que não conhecem ou não entendem a mensagem de salvação para atacar e, se possível, destruir a igreja do Senhor Jesus. No entanto, ela não pode ser destruída, pois está alicerçada na eternidade, em Cristo.

Para concluir, é importante entender que o corpo de Cristo na terra precisa estar ciente de que, à medida que o retorno do Rei Jesus Cristo se aproxima, mais difícil ficará a situação para os cidadãos do Reino de Deus no mundo. Isso exigirá dos que creem muito mais perseverança em relação à busca pelo conhecimento do Reino de Deus e de sua Justiça, como também um maior esforço, a fim de colocar esse conhecimento em prática, pois é isso o que manterá os corações dos filhos de Deus em paz e focados na volta de Jesus.


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Haverá então grande tribulação, como nunca houve...




Haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.

Jesus Cristo

Encontramos a citação acima no evangelho de Mateus, capítulo 24, versículos 21 e 22. Nesse capítulo, assim como também encontramos em outros capítulos dos evangelhos de Marcos e Lucas, está o momento em que Jesus Cristo responde o seguinte questionamento de seus discípulos: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?"

Então, o Rei Jesus segue explicando por partes, como se daria a tomada e destruição de Jerusalém e o que haveria de acontecer no mundo antes da sua segunda vinda.

Antes de prosseguir com este texto, quero deixar claro que não estou criando nenhuma doutrina. Aqui coloco apenas minhas impressões daquilo que entendo ser o mais coerente com a fala do Rei Jesus Cristo, levando também em consideração as informações contidas em outros locais das escrituras bíblicas.

E também não vejo momento melhor para falar sobre o fim dos tempos do que agora, quando o mundo é pego de surpresa "mais uma vez" com o ataque de um inimigo invisível: Covid-19. Há décadas atrás, no início do século XX, o mundo também passou por situação similar com a gripe espanhola e também com outras pestes e demais eventos, que foram assolando as nações e deixando muita morte para trás.

Agora, voltando para a citação do evangelho que inicia este texto, ela está primeiramente apontando para um evento pontual e não mundial, que foi a destruição de Jerusalém pelo Império Romano que aconteceu 40 anos após a morte e ressurreição de Cristo, durante o qual não só aquela cidade como também todo o país de Israel teve de ser evacuado às pressas por causa do terror que o exercito romano causou ali.

No trecho bíblico anterior ao que inicia este estudo, que vai dos versículos quinze ao vinte do mesmo capítulo (Mateus 24:15-20), vemos Jesus Cristo especificar como seria o desespero que os israelitas enfrentariam durante a invasão do exército romano a Jerusalém:

Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda — então os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado.

Em segundo plano, a fala de Jesus em Mateus 24:21,22 também aponta para eventos de amplitude maior, que atingiriam o mundo inteiro.

Se verificarmos os fatos históricos após a destruição de Jerusalém, percebemos que o mundo foi passando por uma sucessão de eventos muito ruins, especialmente na idade média, mas que em magnitude não chegam aos pés do que começou a ocorrer pelas nações da terra após o início do século XX. 

Então, através de uma rápida pesquisa na internet, podemos encontrar dados como estes a seguir:

• 1914 - Primeira guerra mundial. Saldo de mortos: aproximadamente 9 milhões de pessoas, e 20 milhões de feridos.
• 1918, 1919 - Gripe espanhola. Saldo de mortos: aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo o mundo.
•1920 - Início do partido Nazista, no comando de Adolf Hitler. A partir de 1933, a matança de judeus e outros elementos vistos como indesejáveis começa. Saldo de mortos: cerca de 10 milhões de pessoas (dos quais 6 milhões foram só do povo judeu).
• 1939 - Segunda guerra mundial. Saldo de mortos: cerca de 85 milhões de pessoas.
• 1947 - Guerra fria. Saldo de mortos: cerca de 21 milhões de pessoas.
• 1957 - Gripe asiática. Saldo de mortos: cerca de 2 milhões de pessoas.
• 1967 - Guerra dos 6 dias. Saldo de mortos: cerca de 5.000 pessoas.
• 1968 - Gripe de Hong Kong. Saldo de mortos: cerca de 3 milhões de pessoas.
• 1976 - O vírus Ebola começa a atacar e matar pessoas rapidamente.
• 1980 -  Identificação do vírus HIV, que matou pessoas aos milhares e continua matando até hoje.
• 1986 - Acidente de Chernobyl em 26/04. Matou cerca de 9.000 pessoas na ocasião, mas continua matando até hoje por causa dos efeitos da radioatividade liberada na natureza. O foguete tripulado Challenger explode no céu em 28/01/1986, minutos após seu lançamento, matando os cientistas tripulantes e deixando um prejuízo de milhões de dólares para trás.
• 1990 - Guerra do golfo. Saldo de mortos: cerca de 200.000 pessoas.
• 1991 - Explosão do monte Pinatubo, catástrofe que teve influência sobre o clima mundial. Neste evento, morreram na hora cerca de 800 pessoas que moravam próximas ao monte, mas, em seguida, por causa da diminuição da temperatura em todo o planeta, os invernos rigorosos pegaram as pessoas desprevenidas ocasionando também outras mortes.
• 1995 (até 2013) - mais um surto do vírus Ebola, que prossegue fazendo suas vítimas.
• 2001 - ataque terrorista às torres gêmeas. Saldo de mortos: cerca de 3.000 vítimas.
• 2009 - início da pandemia de Gripe H1N1, ou gripe suína. Saldo de mortos: cerca de 17.000 pessoas.
• 2011 - Início da Guerra na Síria (dura até agora). Saldo de mortos: cerca de 500.000 pessoas. Em 11/03 aconteceu o tsunami e o acidente nuclear em Fukushima, onde cerca de 20.000 pessoas morreram ou desapareceram. 
• 2014 - O Estado Islâmico cria um califado e mostra de vez suas intenções ao mundo, e há um aumento dos ataques terroristas em vários países, deixando muitos locais destruídos e matando várias pessoas.
• 2014 e 2018 - mais surtos do vírus Ebola, que continuou deixando mortos para trás. Total de mortos desde 1976: cerca de 20.000 pessoas.
• 2019 - início da Covid 19 (no início de 2022 o número de mortos chega a aproximadamente 6 milhões de pessoas)
• 22/02/2022 - início da guerra Rússia x Ucrânia

Todos os dados acima podem ser encontrados facilmente na Wikipedia, bem como em vídeos no YouTube; é só pesquisar pelos títulos do evento.

Portanto, essas são algumas informações que encontramos após uma tímida pesquisa na web. E só com esses dados já dá para observar que o estrago que esses eventos ocasionaram à humanidade não foi pequeno.

E alguns dos eventos listados acima estão trazendo prejuízos aos seres humanos até agora, seja na saúde seja financeiramente. E isso tudo sem contar com outros infelizes acontecimentos que permeiam cada adversidade dessas, que são as catástrofes naturais e a fome advinda das crises econômicas mundiais. Terremotos, períodos intensos de chuvas, ciclones e tsunamis causaram muitas doenças, mortes e prejuízos financeiros astronômicos em muitos países.

Não vou citar aqui trechos do livro de Apocalipse, e de outros livros do Novo ou do Antigo Testamento para fins de comparação, mas, analisando apenas as informações acima, dá para se ter uma ideia do que seria a tribulação que o mundo haveria de enfrentar, referida por Jesus Cristo.

Em nenhuma outra época, antes do século XX, os seres humanos experimentaram tantas mortes e tanta destruição em sequência, apesar do aumento do conhecimento tecnológico; aliás, o aumento da tecnologia no mundo trouxe consigo enorme destruição, quando observamos a ação das bombas atômicas e acidentes com usinas nucleares, fora os acidentes em plataformas petrolíferas e com navios, que provocaram o derramamento de petróleo, combustível e outras substâncias tóxicas nos oceanos.

Se os dados acima não se relacionam com uma tribulação gigantesca que o mundo vem passando, e que inauguram o século XX, então não sei que grande tribulação seria esta que o nosso mundo ainda haveria de passar, como muitos insistem em proclamar.

Analisando a fala de Cristo percebemos claramente que a tribulação a qual ele se refere teria um início (muitos acontecimentos ruins seriam apenas "o início das dores"). Isso nos leva a entender que tal tribulação vai se tornar cada vez mais sofrida com o passar do tempo, até chegar numa situação em que os próprios cristãos vão sentir na pele a grande dificuldade de continuarem vivendo o amor de Deus. 

O ódio e o desprezo das pessoas com relação a fé cristã em todas as nações da terra fará com que os cristãos verdadeiros cheguem a um ponto de ter de perseverar muito para continuarem firmes em Jesus, sem apostatarem da fé.

No trecho de Mateus 24:4-14, Cristo falou  o seguinte:

Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

No trecho acima, Cristo aponta o que aconteceria no mundo antes de sua vinda. Dos falsos profetas e falsos cristos eu não preciso falar, pois está muito evidente hoje de quem se tratam tais pessoas. Mas, um dos acontecimentos que Jesus menciona, em especial, está relacionado ao aumento da perseguição aos cristãos no mundo. Nunca, desde o tempo em que a igreja foi iniciada, os cristãos foram tão perseguidos na terra como nos séculos XX e XXI.

A matança de cristãos em alguns países se tornou algo "corriqueiro" e que o mundo simplesmente ignora. Diariamente, em vários países, muitos cristãos são presos, torturados e mortos por causa da fé em Jesus, e isso foi se intensificando a partir do século XX culminando em um crescimento absurdo no século XXI.

Clique nos títulos a seguir e confira a realidade da perseguição aos cristãos no século atual:

Novo estudo: perseguição aos cristãos está chegando a níveis de genocídio.

História da perseguição aos cristãos.

Nunca os cristãos foram tão odiados e repudiados em tantas nações como agora. E não há como separar essa situação daquilo que entendemos ser a tribulação mencionada por Jesus.

O Rei Jesus também fala sobre o aumento da maldade, que levaria ao "esfriamento do amor em muitas pessoas". Quando Ele diz isso está falando da apostasia da fé nele. O "amor" ao qual Jesus se refere nesse trecho é o conhecimento da Justiça de Deus que dá as pessoas a consciência de que elas precisam de uma justificação diante do Pai Criador, que só pode ser adquirida unicamente pela fé no sacrifício feito pelo Filho de Deus.

Muita gente simplesmente está ignorando o conhecimento do amor de Deus ou deliberadamente está desistindo de praticá-lo, pois isso exige muita perseverança visto que o amor de Deus leva o indivíduo a viver uma realidade contrária a deste mundo; portanto, a busca pelo aprendizado e prática do "amor" está literalmente esfriando nos corações de várias pessoas, que estão sucumbindo aos conhecimentos advindos da maldade operante no mundo, assim como o Rei Jesus falou que aconteceria.

Então, especialmente da metade do século XX em diante, muitas pessoas estão decidindo deixar de crer em Cristo ou decidem deixar de crer em Deus movidas pelo ceticismo, por movimentos ideológicos, pelo entretenimento, dentre outros fatores.

Esses pensamentos e situações impedem os indivíduos de enxergarem a verdade sobre o nosso Criador, declarada nas escrituras bíblicas e revelada ao mundo por Jesus Cristo; levados pelas aparências dos acontecimentos, muitos acabam formando ideias equivocadas sobre Deus e infelizmente são desmotivados de buscar entender a verdadeira identidade dele.

Abaixo confira alguns depoimentos de pessoas que decidiram apostatar da fé em Jesus ou da fé em Deus:

Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade.

Razões para não crer em Deus.

Porque eu não acredito em Deus.

Esses são apenas três links dos muitos outros que podemos achar na internet com depoimentos de pessoas que deixaram de crer em Deus. Podemos encontrar diversos textos e vídeos de pessoas relatando o porquê de suas descrenças nele.

Agora dá para entender porque Jesus Cristo falou "Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria". Com toda a certeza, o nosso Criador com sua infinita misericórdia interferiu e ainda está interferindo em cada infeliz acontecimento desses a fim de que a igreja sobreviva e tenha tempo para proclamar as boas novas do Reino de Deus ao mundo, até que a medida da maldade seja atingida nele.

Concluindo, a tribulação mencionada por Jesus Cristo não foi um evento único, mas está sendo uma sucessão de eventos que até se misturam por acontecerem de forma simultânea, e que só são discernidos uns dos outros ao analisarmos as diferentes localidades onde ocorrem e também a breve quantidade de anos, meses ou dias que os separam.

Assim sendo, a humanidade está passando pelo tempo de tribulação dito por Jesus pelo menos, com mais evidência, desde o século passado, e isso fica claro quando comparamos os resultados de pesquisa com as informações contidas nas escrituras bíblicas. E, por conseguinte, a igreja NÃO FOI ARREBATADA, mas está vivendo cada evento da "tribulação" guardada pelo Senhor e prossegue PROCLAMANDO A MENSAGEM DO EVANGELHO, até a volta de Jesus.

Creio que, pelo andar da carruagem, estamos às portas de testemunhar a última fase antes da segunda vinda de Jesus Cristo: a instalação de um governo mundial, cuja meta é silenciar definitivamente aqueles que dão testemunho verdadeiro de Deus e mostrar ao mundo que ele está mesmo ocupando o lugar que deveria ser do Rei Jesus, como se ele fosse o próprio.

Só quero lembrar que quando digo "às portas" não estou querendo estipular uma quantidade de tempo exata, mas estou querendo dizer que "está bem perto de acontecer". A instalação do governo mundial pode demorar alguns anos daqui para frente para se concretizar, e pode não acontecer da forma como imaginamos; porém, este evento não pegará a igreja do Senhor Jesus de surpresa, pois ela já está avisada e consciente do que virá.

Talvez você esteja se perguntando: Por que eu não percebi que já estávamos vivendo a tribulação que Cristo falou? - É simples: a grande tribulação mencionada por Jesus, bem como todos os outros sinais para o fim dos tempos, são eventos de origem espiritual e não podem ser percebidos como realmente são sem um discernimento dado por Deus. Eles seguem acontecendo "ocultados" para o mundo, e a igreja só pode percebê-los se compreender de fato o que está revelado nas escrituras bíblicas.

Se você prestar atenção em como as coisas se sucederam nos evangelhos, foi exatamente assim que aconteceu com os fariseus e mestres da Lei: o Cristo que eles diziam esperar veio e ficou diante deles, falando diretamente a eles e dando os sinais de quem era Ele através de milagres, e os tais nada entenderam.

Que a igreja do Senhor Jesus Cristo acorde, entenda A PALAVRA e se prepare, porque, como se vê, as coisas não acontecem da forma como divulgam os que tem poder de manipular informações e desviar as pessoas da verdade.

Missionária Oriana Costa.

A verdadeira igreja do Senhor Jesus Cristo prossegue consciente do que Ele ensinou e avisou. Ela não é pega de surpresa. (Dito meu)




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Não vim trazer paz à terra

Algumas coisas que Cristo falou parecem não fazer sentido, como esta afirmação na imagem acima: "não vim trazer paz à terra". Como Jesus Cristo não veio trazer paz à terra, se um dos títulos dele é "Príncipe da paz"?

No entanto, o que Ele diz é absolutamente verdadeiro! Ele realmente não veio trazer paz entre todas as pessoas do mundo, exatamente porque muitos não entendem a mensagem de salvação, e não aceitam que precisam de uma justificação eternamente, que unicamente Cristo pode lhes dar.

E, deste modo, infelizmente, aqueles que não compreendem a informação que estão recebendo se levantam contra os que se esforçam para anuncia-la, mesmo que tais pessoas sejam seus parentes ou amigos.

Como bem disse o Rei Jesus, a falta de entendimento da mensagem do evangelho pode acontecer dentro das nossas próprias famílias: "Pois vim para fazer que ‘o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; os inimigos do homem serão os da sua própria família’. (Mateus 10:35,36)

O acordo ou aliança de paz que Cristo veio estabelecer sacrificando sua vida foi "entre Deus e os  homens", uma reconciliação entre Ele e cada ser humano individualmente, e não entre homens e homens.

Se alguém entende que precisa fazer as pazes com Deus para entrar em seu Reino, se alguém entende que precisa da justificação concedida pelo próprio Deus para ser cidadão de seu Reino assim como Adão era antes do pecado, então vai crer em Jesus e aderir a essa aliança de paz COM DEUS.

E, quem entra em aliança com o Criador pela fé em Jesus Cristo, portanto, começa a aprender através do ensino dele sobre a realidade de Seu Reino e sobre como funciona a Justiça de Deus: suas leis foram concebidas por Ele mesmo e estão em pleno funcionamento, regendo céus e terra, desde o princípio de toda a sua criação.

E só aprendendo essas coisas é que alguém buscará ser um pacificador onde estiver. De posse da informação correta o indivíduo vai ter forças para resistir e rejeitar a ação da maldade em si mesmo e ao seu redor; e terá forças para perseverar em orar, congregar, evangelizar, além de viver e levar a paz do Reino ao qual pertence aonde for. É assim que as coisas funcionam.

Quem rejeita a obra redentora de Cristo está negando reconciliar-se com seu Criador (ainda que não tenha consciência disso). Consequentemente, continuará sendo seu inimigo e não estará em paz com Ele, e exatamente por causa disso não vai se esforçar para viver em paz com o seu próximo, pois isso não lhe fará o menor sentido.

Então, atentem para este detalhe importante: mesmo quem diz ter crido em Jesus Cristo, tendo-o confessado publicamente como seu Senhor e suficiente Salvador, se não buscar saber do que se trata o Reino de Deus nem buscar compreender a Justiça dele, jamais entenderá que precisa se esforçar para viver em paz com o seu próximo e que só assim fará a diferença neste mundo mal, a fim de que a mensagem de justificação seja recebida e entendida pelos outros.

É por este motivo que tantos cristãos estão se comportando como pessoas impiedosas neste tempo; vão as suas igrejas, participam de suas reuniões e eventos religiosos, mas não buscam entender a que lugar pertencem espiritualmente nem buscam entender como funciona a legislação eterna, que Cristo praticamente escancarou diante de nós em seu ensino.

E isso é algo muito grave, pois faz com que a verdadeira anunciação do Reino de Deus NÃO SEJA FEITA COMO DEVERIA! São poucos os que atualmente divulgam com clareza a mensagem do evangelho, pois são poucos os que buscam em primeiro lugar entender o Reino de Deus e a sua Justiça, assim como Cristo orientou que fizéssemos.

O que muito se ouve em nossos dias são mensagens positivistas de impacto, com algum embasamento no conteúdo bíblico e que no momento trazem grande animação, mas depois deixam as pessoas confusas com relação a quem é Deus, ao seu agir e sua perfeita vontade.

Sem o conhecimento real do Reino e da Justiça de Deus a mensagem de fé em Jesus Cristo FICA SEM SENTIDO e, por conseguinte, também fica sem a manifestação plena do seu poder. Por conta disso, muitas pessoas acabam abandonando a fé em Deus, decepcionadas com o que vivenciam sem entender.

É sempre bom lembrar que Jesus Cristo morreu e ressuscitou para que pudéssemos ENTRAR EM SEU REINO gratuitamente, e não perder mais os nossos lugares lá. Ele não fez isso tudo para que nossas vidas aqui no mundo se transformassem num mar de rosas, mas fez para que pudéssemos ter uma chance de sermos livrados de ficar fora de seu Reino para sempre.

O Reino de Deus é o lugar onde o nosso Criador deseja que nós estejamos, o lugar onde a maldade que tem assolado este mundo não existe e não entrará lá de forma alguma. Deus realmente deseja que possamos usufruir da realidade desse lugar plenamente: Ele não quer nosso sofrimento nem a nossa morte para sempre. É esse o conhecimento que leva as pessoas ao arrependimento genuíno em seus corações, e motiva à mudança sincera de atitude delas.

Quando a mensagem do Reino é bem entendida, traz às pessoas curas de enfermidades, libertações diversas, livramentos e provisões inesperadas, e operações de muitos outros milagres, pois a glória desse lugar começa a se manifestar materialmente na vida dos indivíduos de uma forma espetacular, dia após dia. E além de tudo isso, faz com que haja mais frutos de salvação de almas, que é aquilo que o nosso Pai espera receber de nós, que nos esforçamos para imitar a Cristo.

E, para fechar: se o Rei Jesus, que era perfeito, sofreu, foi incompreendido e rejeitado pelos que deveriam tê-lo recebido, quanto mais nós que somos imperfeitos! Por isso, que nós nos esforcemos para viver e anunciar a fé em Jesus Cristo, mas sem expectativas de que todas as outras pessoas vão querer ficar em paz conosco porque o imitamos. As trevas odeiam a Luz.

Missionária Oriana Costa.



domingo, 16 de fevereiro de 2020

Basta ao discípulo ser como o seu mestre


As palavras de Cristo no trecho bíblico na imagem não se referem à importância que um discípulo ou um servo dele terá na terra ao imitá-lo. De fato, aqui Jesus está se referindo às situações difíceis que poderemos passar ao anunciar o Reino e a Justiça de Deus ao mundo.

Dando uma olhada nos versículos anteriores e posteriores a essa fala do Senhor, temos certeza de que Ele está dando um alerta aos que trabalham na sua obra a não temerem ou se assustarem por causa das dificuldades que encontrarão em seus caminhos, que não serão poucas. 

Certamente que Cristo não iria deixar seus discípulos desavisados do que teriam de enfrentar, pois, sem esse aviso, todos desistiriam de anunciar a verdade do evangelho por causa das aflições que iriam passar.

Simão Pedro, antes mesmo de iniciar seu ministério apóstolico, sentiu medo de confessar publicamente que seguia a Cristo, ao assistir tudo o que estava acontecendo com seu mestre. E percebam que Pedro fez isso tendo desacreditado do Senhor Jesus quando este lhe avisara sobre o episódio da "negação" (quando ele negou Jesus três vezes). Porém, após a ressurreição de Cristo, e depois de ter entendido claramente a mensagem do Reino, Pedro perdeu esse medo e prosseguiu em seu chamado seguro da fidelidade de Seu Salvador e Rei.

Vejamos a seguir as orientações do Rei Jesus:

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis conduzidos até à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios. (...) E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; (...) Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:16-25)

Portanto, Deus não deixa ninguém desavisado. Antes que as situações aconteçam, Ele dá o alerta. Quem anuncia a mensagem de salvação muitas vezes será incompreendido, assim como o Rei Jesus foi, e sofrerá angústias até mesmo dentro de suas próprias famílias.

Também é importante saber que Deus não quer que seus Filhos sejam mortos ao anunciarem o evangelho da salvação. Cristo adverte que, se não estivermos sendo aceitos e sofrermos muita perseguição e risco de sermos exterminados em um determinado lugar, podemos fugir para outro e continuar com a nossa missão.

Mas, uma das coisas mais importantes que Ele diz é sobre o que pode vir a acontecers as nossas vidas: muitos dos que estão atendendo seus chamados vão ser mortos em determinados lugares onde a perseguição religiosa é ferrenha; porém, a palavra dada é para que não tenhamos medo das ameaças e da possibilidade de sermos alvos dos que odeiam a verdade, pois o nosso Criador está a par de tudo, e tudo será devidamente julgado.

E assim prossegue Cristo:

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. (Mateus 10:26-31)

Com essas palavras, Jesus Cristo está nos lembrando que a morte física não é o nosso fim, tampouco é o fim daqueles que odeiam o evangelho. Se assim fosse, não existiria um julgamento posterior a tal evento. Ele nos lembra sobre isso, pois nossa tendência natural é esquecer a realidade eterna na qual fomos concebidos e ter medo de morrer ou de perder nossos parentes dessa maneira, assim como aconteceu com o Apóstolo Pedro, que negou Jesus por medo de ser julgado e condenado à morte. 

E quem, após ter recebido a revelação do Reino de Deus e de sua Justiça, recua diante das resistências que enfrenta ao anunciar ao mundo essa verdade e desiste do seu trabalho e da fé em Deus movido pelo medo do que terá de enfrentar, está negando a Cristo.

É por isso que após dar todas essas instruções aos seus discípulos, Ele diz:

"Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 10:32,33)

Missionária Oriana Costa













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