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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Quanto ao dia e à hora - Mateus 24 - Parte 6


Há muita especulação envolvida no tema "volta de Jesus" e, desde tempos atrás, várias pessoas têm tentando prever qual o momento exato em que Ele retornará. Contudo, através das Escrituras, sabemos que não é possível saber o dia e a hora exatos, mas somente ter ciência dos sinais que indicarão a iminência desse evento.

Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. (Mateus 24:36-42)

Outro trecho, como esse acima, é encontrado no evangelho de Marcos (Mc 13:32-37), e que também nos passa a mesma informação, de que o dia e a hora não serão revelados e a volta de Jesus Cristo acontecerá subitamente para o mundo, que estará em sua "rotina normal", regida pelo governo do anticristo. A igreja, contudo, estará vigilante e discernindo os sinais da proximidade do retorno do Rei, não sendo pega de surpresa.

Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: "Paz e segurança", então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão. (1 Tessalonicenses 5:1-3)

Há dois sinais que revelam que o retorno do Rei Jesus está muito próximo, faltando poucos anos, são: a apostasia total e a ascensão do anticristo, que virão acompanhados de um aumento exacerbado da perseguição aos cristãos, em todas as nações da terra.

O empoderamento do filho da perdição não aconteceu ainda, mas sabemos que não está tão longe de se tornar realidade.

A apostasia, contudo, está acontecendo de forma gradual, tendo se intensificado nos últimos tempos, à medida que a influência da maldade aumenta no mundo. Por exemplo, atualmente aqui no Brasil, se tornou comum encontrarmos pessoas que antes eram cristãs (católicas ou evangélicas) ou acreditavam em Jesus Cristo, mas agora professam uma outra crença ou simplesmente desacreditam totalmente na existência de um Criador.

Pode ser que, dentro de trinta ou quarenta anos, a incidência de pessoas que não estarão mais seguindo a Cristo – ou não estarão mais crendo em Deus no mundo – chegue a um patamar que poderemos chamar de "apostasia total". E, enquanto ela vai crescendo, vai gerando muitos "anticristos", como veremos mais adiante neste texto.

Portanto, quando esse tempo infeliz chegar, a pregação do Evangelho da salvação não será mais aceita, e não haverá mais espaço para que esse trabalho seja feito publicamente em lugar algum do planeta, pois, apesar do aumento da perseguição, ainda se encontram no mundo lugares onde é permitida a evangelização.

Quando a apostasia atingir seu ápice, então o anticristo será manifesto, como uma espécie de "salvador do mundo". No texto anterior falamos dos alertas de Jesus acerca do tempo da manifestação do anticristo. Vejamos, a seguir, as explicações dadas pelos apóstolos sobre esse assunto. Comecemos pelo Apóstolo João:

Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora. Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos. Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento. Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai. (1 João 2:18-23)

Como observamos no trecho acima, um anticristo é uma pessoa que nega, especialmente, que o Senhor veio até nós como um ser humano, morreu, ressuscitou e está vivo na eternidade, ou que Jesus é o Messias (o Cristo), aquele que o Pai enviou para justificar a humanidade.

Então, conforme o apóstolo João explica, antes que o "homem do pecado" apareça, outros como ele deverão surgir. Uma característica interessante relacionada a esses anticristos, segundo nos revela João, é que eles necessariamente tem um antecedente cristão. Portanto, tais pessoas conhecem o funcionamento das igrejas, conhecem o conteúdo bíblico, contudo não compreendem a mensagem de salvação e a realidade do Reino de Deus.

Ao deixarem de congregar, esses anticristos usam o que sabem para atacar os cristãos ou simplesmente espalham informações distorcidas acerca do Evangelho de Jesus Cristo ou da fé cristã, a fim de denegrirem a imagem de Deus e dos que creem n'Ele. Quem acredita neles acaba se fechando para a mensagem do Reino e, por causa disso, corre o risco de perder a oportunidade de ser justificado de suas transgressões diante do Criador.

Vejamos abaixo mais um trecho desse alerta dado pelo apóstolo João:

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve. Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro. (1 João 4:1-6)

Outra informação que o apóstolo João nos passa é que os anticristos são falsos profetas, que estarão sempre negando a Jesus. Somente a Igreja pode discerni-los, conforme ele avisa: "todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro"

Por enquanto, essa ação maligna está sendo neutralizada no mundo pelo trabalho dos cristãos, pois João diz "vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo".

De fato, esses falsos profetas, apesar da ousadia que têm, não tem o mesmo potencial daquele que surgirá próximo à segunda vinda do Senhor. Desde a ressurreição de Cristo até agora, essas pessoas ainda são incapazes de barrar por completo a evangelização. Isso acontece porque a igreja ainda está ativa, revestida de autoridade e compelida pelo poder de Deus, cumprindo sobrenaturalmente o chamado da anunciação das boas novas de salvação feito pelo Rei Jesus.

A seguir vamos ler mais uma advertência do apóstolo João sobre os anticristos ou falsos profetas:

E este é o amor: que andemos em obediência aos seus mandamentos. Como vocês já têm ouvido desde o princípio, o mandamento é este: que vocês andem em amor. De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chega a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas. (2 João 1:6-11)

De acordo com as informações contidas acima, é importante que todo cristão saiba o que é o "amor", a fim de que não seja enganado e não caia na apostasia. Então, segundo o apóstolo explica, esse amor não se trata de um sentimento, mas de um conjunto de leis ou regras que constituem os princípios da Justiça de Deus, sobre os quais Cristo ensinou e nos quais todos os que n'Ele creem devem se esforçar para andar.

É importante que, ao identificar um falso profeta, fiquemos afastados dele, pois tal pessoa é um potencial influenciador. Quando João alerta para não recebermos em nossas casas e nem saudarmos pessoas movidas pelo espírito do erro, ele está querendo dizer que devemos manter distância delas, a fim de nos protegermos bem como os nossos familiares e irmãos na fé.

Vejamos abaixo um outro aviso sobre o anticristo, desta vez dado à igreja pelo apóstolo Paulo:

Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. Não se lembram de que quando eu ainda estava com vocês costumava lhes falar essas coisas? E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. A verdade é que o mistério da iniquidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém. Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda. A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. (2 Tessalonicenses 2:1-12)

Portanto, as palavras de Paulo, além de confirmarem aquelas ditas pelo apóstolo João, ainda nos passam mais uma informação sobre o filho da perdição: ele será muito poderoso e vai se opor e se exaltar acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus.

Isso significa que esse indivíduo vai assumir o controle do mundo, desdenhando a fé em Deus e se colocando literalmente no lugar dele, obrigando as nações a reverenciá-lo como a um deus, e muito provavelmente fazendo de Jerusalém (monte do Templo) o local onde ficará seu gabinete ou mesmo a sua residência principal, como uma forma de menosprezar o Deus Criador publicamente.

Em Daniel 7:23-25, Daniel 11:36 e Apocalipse 13:5-8 há descrições semelhantes àquela dada pelo apóstolo Paulo sobre o anticristo.

Para encerrar este texto, importante dizer que o melhor que nós cristãos devemos fazer hoje é continuar anunciando a mensagem do Reino de Deus, conforme o possível, e esperar com paciência que os últimos sinais se cumpram. Devemos, ainda, lembrar que quanto mais próximo estiver o dia da volta do Rei Jesus, mais difícil se tornará a situação dos cristãos sobre a Terra. Essa condição exigirá dos que estiverem aqui, no auge da grande tribulação, uma maior unidade, maior perseverança, e muito mais vigilância acerca do que se diz e se faz do que estamos tendo agora.

É por isso que o autor da carta aos Hebreus fala as seguintes palavras:

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia. (Hebreus 10:25)


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

terça-feira, 8 de junho de 2021

O sol escurecerá e a lua não dará a sua luz - Mateus 24 - Parte 5


Continuando nosso estudo do capítulo 24 do Evangelho de Mateus, vejamos a parte onde o Senhor Jesus nos fala acerca dos últimos fatos que acontecerão no mundo, um pouco antes do seu retorno. Tais eventos convergem para o auge da grande tribulação, mencionada por Ele no versículo 21.

A título de uma melhor compreensão do texto, também faremos comparações com trechos dos evangelhos de Marcos, no capítulo 13, e Lucas, nos capítulos 17 e 21, os quais se referem ao mesmo assunto, pois contêm informações que confirmam e complementam ao texto do Evangelho de Mateus.

Analisemos o aviso que o Senhor nos dá a partir do Evangelho de Mateus:
Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. (Mateus 24:28-30)
Jesus alerta seus discípulos que sua volta seria sobrenatural e que Ele viria do alto, e não dentre as pessoas, aparecendo à vista de todos por entre as nuvens, envolto num grande clarão (Mateus 24:23-27). Então, o Senhor falou dos acontecimentos que sobreviriam à sua igreja, antes da Sua segunda vinda.

Ao contrário do que muitos pensam, a igreja não só permanece aqui, durante o período da tribulação, – que, inclusive, já vem acontecendo em toda a terra –, como também ainda estará aqui, no auge desses momentos difíceis.

Ao falar sobre o cadáver e os abutres, no versículo 28, Cristo se refere ao tempo da manifestação do Anticristo (o cadáver) e da condenação que virá em seguida sobre ele, na Sua vinda (os abutres).

No livro de Apocalipse há um trecho referente a esses acontecimentos, onde podemos ver mais detalhes de como será essa fase:
Vi um anjo que estava de pé no sol e que clamava em alta voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: "Venham, reúnam-se para o grande banquete de Deus, para comerem carne de reis, generais e poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos: livres e escravos, pequenos e grandes". Então vi a besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para guerrearem contra aquele que está montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. Os demais foram mortos com a espada que saía da boca daquele que está montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles. (Apocalipse 19:17-21)
No Evangelho de Lucas, capítulo 17, há um trecho que também se refere ao cadáver e aos abutres, mostrando o que acontecerá aos cristãos que se deixarem levar pela filosofia do "filho da perdição", no dia do retorno de Cristo:
Lembrem-se da mulher de Ló! Quem tentar conservar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservará. Eu lhes digo: naquela noite duas pessoas estarão numa cama; uma será tirada e a outra deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra deixada. Duas pessoas estarão no campo; uma será tirada e a outra deixada. Onde, Senhor? – perguntaram eles. Ele respondeu: Onde houver um cadáver, ali se ajuntarão os abutres. (Lucas 17:32-37)
A mulher de Ló (leia a história em Gênesis 19), estava apegada à sua vida confortável em Sodoma, e não acreditou no aviso de destruição dado pelos dois mensageiros de Deus. Por isso, ela decidiu trocar sua família pela vida que levava e voltou para a cidade. Assim, ela acabou morrendo, junto com os que ficaram lá. Da mesma forma, cristãos que se apegarem ao conforto material, e por causa disso priorizarem a filosofia do Anticristo ao invés da fé em Jesus, a fim de não perderem bens, fama ou status, não ressuscitarão e não herdarão a vida eterna (serão deixados, ou seja, estarão condenados).

Conforme o trecho de Apocalipse 19, postado parágrafos acima, antes do retorno do Rei Jesus, "a besta que sobe do abismo" (o "cadáver", ao qual Cristo se refere) e seus aliados deverão iniciar uma grande perseguição aos cristãos em todas as nações da terra. Atualmente, a perseguição aos cristãos está principalmente concentrada em países de governo totalitarista (ditatorial, socialista ou comunista) ou onde a maioria das pessoas professa a fé islâmica.

Se, então, fizermos uma comparação com o alerta do Senhor no Evangelho de Mateus, essa perseguição extrema é o ápice da tribulação que a igreja já vem enfrentando, e se dará quando "o sol escurecer, e a lua não der a sua luz, as estrelas caírem do céu e os poderes celestes forem abalados" .

Isso significa que, nos momentos em que estiver manifesto, o anticristo conseguirá, por algum tempo – que, felizmente, não será longo –, impedir que o testemunho do Reino de Deus seja dado em todo o mundo. Na Bíblia, esse episódio está retratado simbolicamente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Os trechos mais contundentes sobre o tempo do Anticristo se encontram no livro de Daniel (Dn 7:25, Dn 8:23-25, Dn 11:36-45, Dn 12:1-3) e, em algumas partes do Novo Testamento, nas falas de Jesus e em alguns trechos das cartas dos Apóstolos, e especialmente no livro de Apocalipse (Ap 11:7-12, Ap 13:11-18). 

Essa será uma fase de muita pressão para todos os que aguardam a volta de Jesus, mas de muita alegria para todos os que concordam com a filosofia e os pensamentos do "homem do pecado". 

A principal tática que o anticristo vai usar, para calar a boca dos que proclamam o Evangelho, será convencendo as maiorias com mentiras, dizendo que a fé em Jesus Cristo é inútil, pois essa crença não estará dando a prosperidade material nem estará pondo a comida nos pratos dos famintos, assim como ele estará se esforçando para fazer. Ao final deste texto, há a citação de um trecho da segunda carta de Paulo aos cristãos de Tessalônica, advertindo-os sobre como o anticristo se manifestará.

Com relação aos significados dos símbolos usados por Cristo em sua explicação, o "sol" representa os povos de todas as nações, judeus e não-judeus, que creram na mensagem do Reino, que começou a ser anunciada a partir de Cristo, e aguardam o Seu retorno (Salmos 89:34-36).

A "lua" representa todos os que viveram até antes da morte e ressurreição de Jesus. Estes últimos acreditavam na promessa de salvação feita pelo Pai, durante o tempo em que a Antiga Aliança ainda estava em vigor, e esperavam a vinda de um "Justificador" ou "Messias".

Dentre esses estão Adão e Eva, Abel, Set, Noé, Abraão, Melquisedeque, o Rei Davi, o Rei Salomão, etc., e todos os profetas levantados por Deus para guiar e exortar os israelitas, como Moisés, Elias, Eliseu, Jeremias, Daniel, etc.

Apesar desses indivíduos da antiguidade já não estarem mais entre nós, seu testemunho ainda está vivo,  sendo proclamado dentre os povos, através dos séculos, por meio do Velho Testamento, utilizado tanto  pelos judeus como pelos cristãos.

Assim, o sol e a lua juntos representam a igreja por completo, ou seja, toda a congregação de cidadãos do Reino de Deus de todas as eras. Essa congregação é chamada também de "noiva do Cordeiro", de "Jerusalém celestial" ou "cidade santa" nas escrituras bíblicas.

Especialmente no livro de cantares, há vários trechos que se referem à essa igreja. Vejamos um deles:
Quem é essa que aparece como o alvorecer, bela como a lua, brilhante como o sol, admirável como um exército e suas bandeiras? (Cantares 6:10)
No livro do profeta Joel, no Antigo Testamento, também encontramos um trecho em que Deus usa o profeta para falar desse "sol" e dessa "lua". Vejamos a seguir:
Proclamem isto entre as nações: Preparem-se para a guerra! Despertem os guerreiros! Todos os homens de guerra aproximem-se e ataquem. Forjem os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices, façam lanças. Diga o fraco: "Sou um guerreiro!" - Venham depressa, vocês, nações vizinhas, e reúnam-se ali. Faze descer os teus guerreiros, ó Senhor! Despertem, nações; avancem para o vale de Josafá, pois ali me sentarei para julgar todas as nações vizinhas. Lancem a foice, pois a colheita está madura. Venham, pisem com força as uvas, pois o lagar está cheio e os tonéis transbordam, tão grande é a maldade dessas nações! Multidões, multidões no vale da Decisão! Pois o dia do Senhor está próximo, no vale da Decisão. O sol e a lua escurecerão, e as estrelas já não brilharão. O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém levantará a sua voz; a terra e o céu tremerão. Mas o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para Israel. (Joel 3:9-16)
Com relação às "estrelas", há uma passagem no livro do profeta Daniel que nos mostra o que elas representam:
Aqueles que são sábios reluzirão como o brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. (Daniel 12:3)
Portanto, quando Jesus Cristo fala que as "estrelas vão cair do céu", isso quer dizer que muitos indivíduos de grande influência e conhecedores do conteúdo das escrituras no meio cristão se desviarão da fé em Jesus, mudando seus discursos e deixando de conduzir as pessoas ao conhecimento da justiça de Deus. De fato, isso já vem acontecendo de forma gradual, aumentando a intensidade conforme se aproxima o dia da vinda do Rei Jesus.

Dessa forma, a apostasia terá atingido seu grau máximo durante o reinado do Anticristo. Será nesse tempo que os poderes celestes serão abalados, tendo em vista a forte oposição ao testemunho de Cristo, orquestrada pelo "filho da perdição", que se levantará em toda a terra e fará com que os cristãos fiquem acuados, desejando, mais do que nunca, o retorno do Senhor Jesus.

Agora, vamos comparar com os trechos contidos nos evangelhos de Marcos e Lucas, para termos uma melhor visão de todos os eventos relativos à iminência da volta de Jesus:
Mas naqueles dias, após aquela tribulação, ‘o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz;
as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados’. "Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. (Marcos 13:24-26)
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações se verão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar. Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo; e os poderes celestes serão abalados. Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. (Lucas 21:25-27)
Enquanto no Evangelho de Marcos lemos uma confirmação, em Lucas encontramos, além de uma confirmação, também um complemento às informações de Mateus. 

Um pouco antes do retorno do Senhor Jesus, haverá um tempo em que o testemunho dele não poderá mais ser dado publicamente e a apostasia arrastará muitos cristãos: são os "sinais no sol, na lua e nas estrelas". Haverá grande angústia e perplexidade com a fúria e agitação do mar, muitos desmaiarão de terror, a humanidade será abalada pelo que sobrevirá ao mundo.

O "mar" ao qual o Senhor se refere não se trata dos oceanos do planeta, mas representa os povos ou as nações da terra (veja em Hc 1:14, Is 17:12, Is 57:20). 

Portanto, nesse tempo, a maldade terá se multiplicado de uma tal forma que muitos indivíduos, em todas as nações do mundo, ficarão perplexos, angustiados e desmaiarão de medo, sem saber o que fazer nem como escapar da violência proveniente daqueles que seguem a filosofia do anticristo e da opressão provocada por sua forma totalitária de governo.

Revoltas e protestos acontecerão no mundo inteiro, pois, especialmente na Europa e no Ocidente, pessoas vão querer impedir a todo o custo que o totalitarismo tome conta dos governos, contudo não haverá como impedir isso, pois já está decretado como juízo, que virá sobre as nações. Portanto, nesse tempo, a verdadeira igreja do Senhor estará alerta, para não se envolver de forma alguma na violência e não cair na apostasia.

Muitos que se dizem cristãos, mas que não estarão com sua fé firmada no conhecimento do Reino de Deus, ficarão desiludidos com a situação e, sem entender o que estará acontecendo, se deixarão levar pelo que vão presenciar, desprezando a fé em Jesus e se entregando às concupiscências da carne. 

É por isso que o Senhor Jesus avisa o seguinte aos seus discípulos, segundo está escrito no Evangelho de Lucas:
Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra. Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do homem. (Lucas 21:34-36)
Voltando para o Evangelho de Mateus, Cristo revela:
Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. (Mateus 24:32-35)
Aqui o Senhor Jesus adverte que o desenrolar de todos dos acontecimentos aos quais Ele se refere, desde a destruição de Jerusalém pelo Império Romano até a manifestação do Anticristo, caracterizam uma contagem regressiva para o seu retorno, e que tudo vai acontecer conforme Ele revelou.

De fato, quem está acompanhando os eventos mundiais ao longo da história percebe que realmente os sinais preditos por Cristo estão se cumprindo um a um, sem falhar. Os trechos nos evangelhos de Marcos 13:28-31 e Lucas 21:29-33 exibem o mesmo aviso. 

Por isso, é importante que a igreja jamais esqueça desses alertas, a fim de que se prepare bem e possa atravessar esses tempos sem se abalar com os acontecimentos, usufruindo neles da paz e da esperança, que só o conhecimento da justiça de Deus, proveniente de Cristo, pode nos dar.

Um trecho famoso das Escrituras, que tem sido amplamente usado em nossos dias como tema de pregações e letras de músicas gospel, constante no livro do profeta Habacuque (Hb 3:17-19), está diretamente relacionado ao tempo do toque das trombetas, descrito em Apocalipse, e ao auge da grande tribulação. E sabemos disso exatamente por causa do que é profetizado antes desse trecho, como podemos ler abaixo:

Preparaste o teu arco; pediste muitas flechas. Fendeste a terra com rios; os montes te viram e se contorceram. Torrentes de água desceram com violência; o abismo estrondou erguendo as suas ondas. O sol e lua pararam em suas moradas, diante do reflexo de tuas flechas voadoras, diante do lampejo da tua lança reluzente. Com ira andaste a passos largos por toda a terra e com indignação pisoteaste as nações. Saíste para salvar o teu povo, para libertar o teu ungido. Esmagaste o líder da nação ímpia, tu o desnudaste da cabeça aos pés. Com as suas próprias flechas lhe atravessaste a cabeça, quando os seus guerreiros saíram como um furacão para nos espalhar, com maldoso prazer, como se estivessem para devorar o necessitado em seu esconderijo. Pisaste o mar com teus cavalos, agitando as grandes águas. Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranquilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca. (Habacuque 3:9-16)

Para concluir, vejamos um trecho do Novo Testamento onde o Apóstolo Paulo alerta aos cristãos de Tessalônica, sobre como será o tempo do governo do Anticristo:
Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. (...). A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. (2 Tessalonicenses 2:3-12)

Texto: Miss. Oriana Costa
Edição: Pr. Wendell Costa

sábado, 22 de maio de 2021

O início das dores - Mateus 24 - Parte 3


Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. (Mateus 24:6-8)

Para fazermos a análise desse trecho do Evangelho de Mateus é necessário compará-lo com os trechos que se referem ao mesmo assunto nos outros evangelhos, para entendermos melhor sobre o que Cristo está alertando.

No Evangelho de Marcos, encontramos um trecho que está no capítulo 13, entre os versículos 7 e 8, que praticamente usa as mesmas palavras escritas no Evangelho de Mateus para falar do "princípio das dores". No entanto, no Evangelho de Lucas, encontramos um pequeno acréscimo às informações que Mateus nos passa:

"Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente". Então lhes disse: "Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu. (Lucas 21:9-11)

De fato, três décadas após a morte e ressurreição de Jesus, iniciou-se um descontentamento do povo judeu com relação ao domínio que o Império Romano exercia sobre eles. Isso resultou em rebeliões, onde os israelitas se recusaram a pagar os impostos e também agrediram cidadãos romanos que viviam em Israel.

A situação se agravou de tal forma que culminou em guerra, onde, inicialmente, Jerusalém foi destruída  e, anos depois, toda a nação de Israel foi atingida e tomada pelos ataques dos exércitos romanos (clique aqui para saber mais). Quem conseguiu escapar acabou fugindo para as nações vizinhas. Esse acontecimento também foi previsto pelo Senhor, e podemos ler sobre ele no capítulo 24 de Mateus:

Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda — então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado. Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados. (Mateus 24:15-22)

O sacrilégio terrível, ao qual se refere o Senhor Jesus, aconteceu na última fase da guerra judaico romana (clique aqui para saber mais), onde o imperador Adriano, após construir sobre os escombros de Jerusalém uma nova cidade romana, se apossou do monte do templo e mandou construir sobre ele um santuário para o culto do deus Júpiter Capitolino (clique aqui para saber mais).

No Evangelho de Lucas, há uma outra descrição do aviso dado por Jesus Cristo aos discípulos sobre a destruição de Jerusalém e a tomada de Israel pelo Império Romano, que confirma e complementa as informações contidas no Evangelho de Mateus:

Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima. Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no campo não entrem na cidade. Pois esses são os dias da vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram. (Lucas 21:20-24)

No entanto, apesar de sabermos pelos dados históricos o que aconteceu em Israel após a ressurreição do Senhor, observamos que Ele adverte aos seus discípulos que eles veriam fomes, terremotos, pestes e outros acontecimentos terríveis "em vários lugares", dando a entender que não seria somente em Israel, mas no mundo inteiro, antes de Seu retorno.

Portanto, em se tratando dos principais sinais que antecedem a volta de Jesus Cristo, sem contar com as fomes, pestes, desastres ambientais provocados pelo homem e grandes catástrofes naturais, que continuam acontecendo em todo o mundo, o pontapé inicial para o princípio das dores foi a destruição total de Jerusalém. Depois disso, muitas outras guerras e rumores de guerras (tensões entre as nações) aconteceram através dos séculos e essa situação se continua até agora. Essa é a "grande tribulação" sobre a qual o Senhor Jesus se refere (clique aqui para saber mais).

Conforme a tecnologia bélica foi se aprimorando com o passar do tempo, as guerras passaram a ficar cada vez mais perigosas e mortais, como podemos observar quando comparamos os resultados das primeira e segunda guerras mundiais com aqueles de guerras anteriores. Até hoje, o planeta e os seres humanos sofrem com os danos provocados por esses dois infelizes acontecimentos do século XX. 

Assim como foi com a destruição de Jerusalém e a tomada de Israel, as outras guerras que foram acontecendo através dos tempos, especialmente as guerras mundiais, foram tempos terríveis e, se o nosso Criador não tivesse interferido, realmente a humanidade não teria subsistido.

Precisamos lembrar também que, permeando esse clima tenso entre os povos, falsos cristos e falsos profetas deverão aparecer, a fim de persuadir e enganar aqueles indivíduos que ignoram as advertências de Cristo nos evangelhos, ou ainda não têm entendimento claro da mensagem do Evangelho do Reino (clique aqui para ler o texto sobre os falsos cristos).

Sobre os "grandes sinais provenientes do céu", que está escrito no Evangelho de Lucas, capitulo 21, tratam-se de acontecimentos incomuns relacionados aos judeus e aos cristãos. 

São eventos já preditos profeticamente nas escrituras sagradas, os quais, apesar de serem de natureza sobrenatural, vão soar como situações comuns para o mundo. Tais sinais só podem ser discernidos pela igreja, através do conhecimento das Escrituras e da revelação do Espírito Santo. 

Um desses sinais foi presenciado no século XX, em todo o mundo, com o inusitado ressurgimento da nação de Israel e, em seguida, na guerra dos seis dias, onde muitos dos que faziam parte dos exércitos que batalhavam contra aquele país recém-inaugurado viram fenômenos sobrenaturais acontecendo como forma de livramento de suas investidas, levando, inclusive, à vitória dos israelenses contra as nações inimigas nesse acontecimento (clique aqui para saber mais).

Podemos ler no livro do profeta Amós um trecho que se refere a esse evento:

Trarei de volta Israel, o meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto. Plantarei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei", diz o SENHOR, o seu Deus. (Amós 9:14,15)

Outro sinal que pode ser considerado proveniente do céu é a publicação da Bíblia Sagrada, um livro que, além de ter sido o primeiro impresso no mundo, continua sendo o mais vendido e o mais lido de todos até hoje.

O fato desse livro ainda continuar sendo o mais lido e o mais difundido no mundo, desde o dia em que foi feita sua primeira impressão e publicação, apesar das tentativas de alguns movimentos de religiões não-cristãs ou ateístas de destruí-la e impedir sua divulgação, é um grande sinal do céu para todas as nações.

E na própria Bíblia aparece um trecho, no livro de Apocalipse, que muito provavelmente se refere a ela. Lembrando que o livro de Apocalipse foi escrito há cerca de dois mil anos atrás, muito antes da Bíblia que conhecemos hoje existir:

Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar do céu: "Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra". Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel". Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo. Então me foi dito: "É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis". (Apocalipse 10:8-11)

Todos os sinais preditos por Jesus estão acontecendo e deverão manifestar-se no mundo até o último deles, que é a aparição e o empoderamento do anticristo, chamado de "o homem do pecado" pelo Apóstolo Paulo em sua segunda carta aos cristãos de Tessalônica (veja em 2Ts 2).

Sabemos, portanto, que o ápice dessas dores – o auge dessa grande tribulação, que se dará com a manifestação pública do anticristo –, ainda não aconteceu, pois de acordo com as escrituras, antes que ele se manifeste o mundo chegará a uma situação de "apostasia total".

Isso quer dizer que chegará o tempo em que o mundo desdenhará ou rejeitará o Deus bíblico totalmente, de forma que não haverá mais condições de se testemunhar sobre Ele, nem pelo judaísmo nem pelo cristianismo. O nome do Senhor será impedido de ser pronunciado e o Evangelho do Reino não poderá mais ser anunciado em quaisquer nações da Terra, caracterizando que o tempo do "filho da perdição" se iniciou.

Missionária Oriana Costa

domingo, 16 de maio de 2021

Muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo! - Mateus 24 - Parte 2


Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?" Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos. (Mateus 24:3-5)

Após sair do templo em Jerusalém e chegar ao Monte das oliveiras, Jesus começa a explicar mais detalhadamente aos seus discípulos alguns assuntos sobre os quais Ele conversara com eles anteriormente.

Antes mesmo de chegar ao monte, enquanto estava do lado de fora do templo, o Mestre havia começado a falar novamente sobre as coisas que aconteceriam antes da segunda vinda dele, um desses acontecimentos seria a destruição de Jerusalém (leia em Não ficará aqui pedra sobre pedra).

Curiosos para compreender melhor o que estavam ouvindo, os discípulos começaram a perguntar ao Senhor sobre qual seria o tempo em que os eventos preditos por Ele aconteceriam. Eles desejavam discernir, através dos acontecimentos, que o dia da Sua volta estava próximo, bem como o que aconteceria no exato dia do seu retorno.

Desta forma, o Senhor começa explicando que, antes de qualquer coisa, eles deveriam ter cuidado com os "falsos cristos". Jesus alertou os discípulos que, após a Sua ressurreição e até o momento da Sua volta, surgiriam pessoas se passando pelo Messias, e tais indivíduos conseguiriam enganar muita gente, especialmente por causa dos prodígios que realizariam, somados, é claro, à lábia e ao carisma que apresentariam.

Assim sendo, um dos sinais que deverá permear os demais, e que aparecerá com frequência, segundo o alerta de Jesus, mostrando que se iniciou a contagem regressiva para a volta do Senhor, é o aparecimento de usurpadores do nome dele.

Isso acontecerá especialmente porque, à medida que o tempo passa, é comum que as pessoas se desesperem, devido aos acontecimentos infelizes desse mundo, e assim acabem esquecendo, ou mesmo não mais tendo acesso ao conteúdo das escrituras bíblicas. Essa situação deixa as pessoas vulneráveis, necessitadas de algo bom em que possam se apegar a fim de se consolarem em meio as suas angustias. E esta será a oportunidade que certos indivíduos terão de agir de má fé, a fim de conquistarem seguidores e sugar-lhes dinheiro.

Então, para não sermos enganados com relação a segunda vinda de Cristo, temos que saber como ela acontecerá. O próprio Senhor explicou aos discípulos como seria: Ele virá do céu, atravessando as nuvens e envolto em muita luz, e todos os habitantes da terra verão quando isso acontecer.

Portanto, no dia de seu retorno, o Messias não reaparecerá dentre as pessoas, vivendo num corpo mortal, e sim surgirá, de surpresa, nas alturas, num glorioso espetáculo de luzes e sons, cercado pelos seus exércitos celestiais.

É por isso que, mais à frente, Ele avisa:

Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente. Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. (...) todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. (Mateus 24:23-31)

Neste maravilhoso Dia, quando nosso Cristo surgir nas nuvens, onde toda a Terra o verá, também haverá um grande lamento geral em todo o planeta, pois será perfeitamente visível para todas as pessoas o momento da separação da nação do Reino de Deus dos demais povos do mundo. Os cidadãos do Reino serão levados para cima, com a ajuda dos anjos, e reunidos, nas alturas, à vista de todos, e isso causará um grande transtorno aos que ficarem.

No Antigo Testamento há alguns relatos desse acontecimento. Eles não mostram com clareza como será o momento da reaparição de Jesus, contudo dão pistas de que será um evento sobrenatural. Vejamos nos três trechos abaixo:

Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno. Aqueles que são sábios reluzirão como o brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. (Daniel 12:1-3)

O Senhor reina! Exulte a terra e alegrem-se as regiões costeiras distantes. Nuvens escuras e espessas o cercam; retidão e justiça são a base do seu trono. Fogo vai adiante dele e devora os adversários ao redor. Seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra os vê e estremece. Os montes se derretem como cera diante do Senhor, diante do Soberano de toda a terra. Os céus proclamam a sua justiça, e todos os povos contemplam a sua glória.(Salmos 97:1-6)

Então o Senhor, o meu Deus, virá com todos os seus santos. Naquele dia não haverá calor nem frio. Será um dia único, no qual não haverá separação entre dia e noite, porque quando chegar a noite ainda estará claro. Um dia que o Senhor conhece. Naquele dia águas correntes fluirão de Jerusalém, metade delas para o mar do leste e metade para o mar do oeste. Isto acontecerá tanto no verão quanto no inverno. O Senhor será rei de toda a terra. Naquele dia haverá um só Senhor e o seu nome será o único nome. (Zacarias 14:5-9)

Já no Novo Testamento, tanto Jesus quanto os Apóstolos deixam claro que o momento da reaparição do Rei Jesus será um evento sobrenatural, jamais visto antes na terra. Nas cartas dos Apóstolos Pedro (2Pe 3:10) e Paulo (1Ts 4:15-18), observamos relatos esclarecedores desse acontecimento.

Quem não buscar verdadeiramente o entendimento do Reino de Deus certamente será enganado pelos falsos cristos e falsos profetas, que, à medida que o dia do retorno do Senhor se aproxima, irão surgir em todo o mundo com maior intensidade.


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Não ficará aqui pedra sobre pedra - Mateus 24 - Parte 1


O Senhor Jesus estava em Jerusalém, tendo despedido a multidão, a qual ouviu seu último discurso público (veja o estudo sobre esse discurso nas seis publicações anteriores a esta). Nesse momento, Ele havia saído do templo e ia com os seus discípulos para o Monte das oliveiras, a fim de continuar os ensinando em particular.

Chegando ao monte, Jesus começa a preparar seus discípulos para presenciarem, alguns dias adiante, a Sua prisão e crucificação. Além disso, Ele explica alguns eventos que aconteceriam em Jerusalém e no mundo, após a Sua ressurreição e antes da Sua segunda vinda.

Iniciando nosso estudo, vamos analisar o começo da conversa que Jesus teve com seus discípulos, logo após Sua saída do templo, antes de chegar ao monte. Vejamos o trecho a seguir:

Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo. "Vocês estão vendo tudo isto?", perguntou ele. "Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas". (Mateus 24:1,2)

Naquele tempo, o tetrarca Herodes Antipas, desejando manter boas relações com os israelitas e fazer com que se submetessem ao seu governo passivamente (pois, na época, a nação de Israel perdera, mais uma vez, sua autonomia e estava sob o domínio do Império Romano), deu ordens para que o templo dos judeus fosse restaurado.

Este era o Segundo Templo, que havia sido reconstruído depois que os israelitas foram libertados do cativeiro na Babilônia, e fora consagrado por volta de 516 a.C. Esse novo templo tinha duas diferenças do anterior: a primeira é que na sua corte exterior foi acrescentada uma área para prosélitos (simpatizantes da fé judaica), que eram adoradores de Deus, mas que não desejavam se submeter às leis do Judaísmo.

A segunda é que lá não tinha a Arca da Aliança, o Urim e Tumim, o óleo sagrado, o fogo sagrado, as tábuas dos Dez Mandamentos, os vasos com Maná, nem o cajado de Aarão. Todos esses objetos foram saqueados ou destruídos durante a invasão que a nação de Israel sofreu na ascensão do Império Babilônico.

No tempo de Herodes, esse Segundo Templo já havia completado cinco séculos de existência. Com o passar do tempo, ele foi sofrendo vários desgastes em sua estrutura e, com certeza, precisava de muitos reparos.

Assim, aquela obra de restauração foi muito bem vinda e foi um sucesso: depois de sua finalização, passou a ser admirada por todos os que a contemplavam. Por isso, quando os discípulos foram para fora daquele lugar junto com o Senhor, começaram a chamar a atenção dele para a imponência e beleza daquela grande construção. 

No entanto, para a surpresa deles, tudo o que ouviram de Cristo sobre o belíssimo edifício que viam foi "garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas". Certamente os discípulos não entenderam bem o porquê daquelas palavras e que tipo de acontecimento poderia levar à destruição de uma construção grande e bela como aquela, erigida para adorar a Deus.

Nas entrelinhas, o que o Mestre estava avisando era que tudo o que havia sido estabelecido na Lei Mosaica e tinha sido avisado pelos profetas, caso o povo continuasse desonrando a aliança que tinham com Deus, se cumpriria. Também que todos os que cressem nele não precisariam mais de templos, tais como aquele, para cultuar e adorar ao Criador, como realmente Ele merece.

No Antigo Testamento há vários trechos alertando sobre a destruição de Jerusalém no futuro, caso eles continuassem a desagradar a Deus e não se arrependessem. Vejamos algumas passagens bíblicas nesse sentido:

(...) eu mesmo os castigarei sete vezes mais por causa dos seus pecados. Vocês comerão a carne dos seus filhos e das suas filhas. Destruirei os seus altares idólatras, despedaçarei os seus altares de incenso e empilharei os seus cadáveres sobre os seus ídolos mortos, e rejeitarei vocês. Deixarei as cidades de vocês em ruínas e arrasarei os seus santuários, e não terei prazer no aroma das suas ofertas. Desolarei a terra a ponto de ficarem perplexos os seus inimigos que vierem ocupá-la. Espalharei vocês entre as nações e desembainharei a espada contra vocês. Sua terra ficará desolada, e as suas cidades, em ruínas. (Levítico 26:28-33)

Derrubaste todos os seus muros e reduziste a ruínas as suas fortalezas. Todos os que passam o saqueiam; tornou-se motivo de zombaria para os seus vizinhos. Tu exaltaste a mão direita dos seus adversários e encheste de alegria todos os seus inimigos. Tiraste o fio da sua espada e não o apoiaste na batalha. Deste fim ao seu esplendor e atiraste ao chão o seu trono. Encurtaste os dias da sua juventude; com um manto de vergonha o cobriste.(Salmos 89:40-45)

Vi o Senhor junto ao altar, e ele disse: "Bata no topo das colunas para que tremam os umbrais. Faça que elas caiam sobre todos os presentes; e os que sobrarem matarei à espada. Ninguém fugirá, ninguém escapará. Ainda que escavem até às profundezas, dali a minha mão irá tirá-los. Se subirem até os céus, de lá os farei descer. Mesmo que se escondam no topo do Carmelo, lá os caçarei e os prenderei. Ainda que se escondam de mim no fundo do mar, ali ordenarei à serpente que os morda. Mesmo que sejam levados ao exílio por seus inimigos, ali ordenarei que a espada os mate. Vou vigiá-los para lhes fazer o mal e não o bem." (Amós 9:1-4)

De fato, Cerca de 40 anos após a morte e ressurreição de Cristo, iniciou-se um período de guerras entre Israel e o Império Romano, que aconteceu em três etapas. Esse período é chamado de Guerra judaico-romana. Esse conflito foi motivado a princípio pelas tensões religiosas, evoluindo para protestos contra o pagamento de tributos, que culminou em ataques a cidadãos romanos.

Na primeira etapa, chamada de Grande revolta judaica (66-73 d.C.), Jerusalém foi tomada pelas forças do comandante romano, Tito. Outra vez, as muralhas e o Templo de Jerusalém foram destruídos, e o resto da cidade voltou a ficar em ruínas. A destruição de Jerusalém, também conhecida como Cerco de Jerusalém, ocorreu durante o governo do imperador romano Vespasiano.

O historiador judeu Flávio Josefo descreveu com detalhes como aconteceu essa primeira etapa da Guerra judaico-romana. Alguns trechos dos textos que ele escreveu estão acessíveis na internet, servindo como uma fonte importante de pesquisa e também de prova incontestável desse acontecimento (clique aqui).


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...