quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Não dêem o que é sagrado aos cães.

Por que será que Jesus falou essas palavras? O que é sagrado? E que pérolas são estas que Ele disse que nós, que o seguimos, temos? E os cães e porcos, de que se tratam?

À primeira vista, este ensino de Cristo parece bem estranho e difícil de entender, mas, a própria palavra de Deus nos esclarece sobre o que o Rei Jesus está nos ensinando aqui.

Para começar, devemos entender o que é algo sagrado, na visão de Deus. Para Ele, algo sagrado é aquilo que lhe pertence, que vem dele, que está desvinculado da maldade, como Ele mesmo está. Portanto, Cristo aqui está se referindo ao conhecimento da Justiça de Deus. Este conhecimento é puro, não há maldade nele e vem do próprio Deus: por isso é sagrado.

É unicamente através desse conhecimento que podemos julgar pessoas e situações corretamente, pois foi através dele que todas as coisas foram criadas.

O conhecimento da justiça de Deus é muito valioso, e por este motivo, Cristo também se refere a ele como se fosse pérolas. A sabedoria de Deus é a coisa mais preciosa que há, e nada daquilo que possamos desejar de valioso oferecido por este mundo pode se comparar a ela (Provérbios 8:11).

Observando o momento em que Jesus orienta seus seguidores com este ensino, vemos que se continua logo após a parte onde o nosso mestre fala de "julgamento"; Cristo vinha já alertando que da mesma forma que julgarmos aqui na terra nós também seremos julgados, e que, por isso, só devemos julgar pessoas e situações se estivermos com nossas vidas alinhadas ao conhecimento da reta Justiça de Deus.

Assim, aquilo que estamos dizendo é recebido sem resistência, pois será discernido como vindo de Deus e como uma ajuda necessária, sem que ocorra oposição da outra parte por ver em nós falhas similares aquelas que estamos tentando lhe apontar.

Mas, em seguida, Jesus também nos alerta quem nós deveremos julgar. Sim, é isto mesmo! Não podemos sair confrontando quaisquer pessoas só por estarmos andando segundo a reta Justiça de Deus. É por isso, que logo após Ele falar da trave em nossos olhos e do cisco no olho do nosso irmão, Ele diz: "Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos..."

Trocando em miúdos, é como se Ele estivesse dizendo: julguem os que estão na mesma fé que vocês, pois estes vão ouvi-los e vão se corrigir; mas, se vocês tentarem alertar aqueles que desprezam a minha justiça, minha sabedoria será escarnecida e vocês serão motivo de chacota, desprezo e humilhação.

Os cães e os porcos dos quais Cristo fala, portanto, são todas aquelas pessoas que, estando dentro ou fora de um ajuntamento cristão, desprezam o ensino de Cristo para seguirem seus próprios desejos o tempo todo, sem nenhum arrependimento. São aquelas pessoas que ouvem a palavra e não dão valor a ela, ainda que estejam frequentando uma boa igreja, onde o conteúdo das escrituras bíblicas é ensinado.

Tais pessoas valorizam mais suas paixões carnais, seus bens materiais, o que a ciência afirma (quando se opõe à palavra de Deus) e as aparências das situações, do que aquilo que o nosso Criador instituiu.

Desta forma, quem presta atenção no ensino de Cristo, reconhecendo o conhecimento da justiça de Deus como algo essencial para a vida, está agindo sabiamente e será poupado de muitos males.

Missionária Oriana Costa.


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

A dimensão eterna e o plano de Deus para justificação do homem

Algumas pessoas vêem estas coisas acontecendo e dizem: onde está Deus nessas horas? Por que Ele não impede todo esse mal?

O que muita gente desconhece, é que Deus deu ao homem domínio total sobre a terra. Ele criou o ser humano a sua imagem e semelhança, e deu todo o domínio nas mãos do homem para que este governasse ou reinasse sobre a terra plenamente. 

Portanto, Deus criou o homem com autonomia, Ele não criou robôs. Ele deu ao homem capacidade de escolha, pois o nosso Criador também é assim, Deus também escolhe como agir.

Obviamente, Deus não deixaria o homem que criou desavisado. No início de tudo, o nosso Criador tomou a seguinte precaução: avisou ao homem que, se Ele se desvinculasse do Reino de Deus, perderia sua vida para sempre, e também, enquanto estivesse na terra, padeceria por causa da ação da maldade que se instalaria dentro dele e também em toda a terra, sem que isso pudesse ser desfeito sem morte ou destruição definitiva.

Dessa forma, percebe-se que, assim como Deus, o homem poderia escolher entre a Justiça e a injustiça, tendo total consciência do resultado de suas escolhas, e estando também ciente de que ele mesmo seria o responsável pelos resultados bons ou ruins de seus posicionamentos.

Então, especialmente as coisas ruins que vemos acontecer na terra hoje não são culpa de Deus: não é porque Ele está nos castigando e também não é porque Ele não exista. De fato, o planeta e todo o universo ainda estão existindo porque o nosso Criador interferiu no processo drasticamente, para que os seres humanos não destruíssem tudo muito rápido e também não se autodestruíssem, por causa do poder e autoridade que lhes foram dados no início, por Ele mesmo.

Se Deus não tivesse interferido a tempo no início da formação da humanidade, o universo, a terra e toda a raça humana já estariam extintos. O nosso Criador nos deu uma chance, mesmo sabendo que isto iria implicar em sofrimento, porque Ele não deseja nossa destruição definitiva.

Para quem não sabe, a destruição definitiva do homem não se dá na terra, mas na dimensão eterna ou na eternidade, que é o local onde o ser humano foi gerado por Deus. E tudo isso está devidamente exposto nas escrituras bíblicas.

Desta forma, para que toda a criação não fosse completamente destruída para sempre, Deus criou um escape: uma justificação para o homem, que não somente o salvaria, mas salvaria também tudo o que antes dele havia sido feito. No entanto, para que o homem recebesse tal justificação de sua escolha errada no início, ele precisaria ficar ignorante da realidade espiritual: eis o motivo pelo qual o Reino de Deus foi retirado da terra por uns tempos. Este lugar eterno é chamado de Jardim do Édem na Bìblia, e também de Paraíso.

Quem vê o Reino e conhece a Justiça de Deus na íntegra, mas, no entanto, transgride as leis justas desse lugar, não pode justificar-se diante do Criador de sua transgressão, pois tem TOTAL consciência daquilo que é justo e injusto, certo e errado.

Após o dilúvio, o conhecimento do Reino de Deus foi se dissolvendo, geração após geração, até que os seres humanos já não tinham informação alguma sobre ele. Enquanto isso ia acontecendo, Deus separou a nação de Israel para receber aquele que, alguns milênios à frente, pagaria o preço pela justificação de toda a humanidade: Cristo. Quando Ele veio até nós, todos os povos da terra, incluindo os próprios israelitas, estavam totalmente ignorantes sobre a existência e realidade do Reino de Deus na dimensão eterna.

E , afinal, quem é Cristo? O Espírito de Cristo foi criado por Deus antes de este dar forma ao nosso universo, com a finalidade de combater e desfazer a obra do mal, que já existia naquele momento. Cristo foi criado quando Deus disse: haja Luz! (Gênesis 1:3)

A palavra de Deus nos expõe que havia "trevas sobre a face do abismo", antes da terra e dos céus tomarem forma. Isso se lê em Gênesis 1:2. Então, fica claro que já havia rebelião contra Deus na dimensão eterna, vinda de um conhecimento contrário a Justiça de Deus, antes de sermos criados. E isto também indica que Deus não nos criou para sermos coniventes com esse conhecimento injusto.

Ao conceber Cristo, o Pai Criador promulgou um conjunto de Leis para reger as duas dimensões, a eterna e a física, impedindo com isto a ação destrutiva da maldade. E, neste conjunto de Leis, está estabelecido que o juízo sobre a maldade é a destruição (o salário do pecado é a morte - Gênesis 2:17, Romanos 6:23), pois o "conhecimento do bem e do mal" (maldade) tem o poder de perverter o conhecimento da verdade (a reta Justiça de Deus), a qual dá vida e existência a todas as coisas nos céus e na terra, seja espírito seja matéria.

O plano de Deus para não ver o homem que criou perecer eternamente, e vê-lo alcançar o propósito inicial para o qual fora criado, que é reinar sobre a terra plenamente e para sempre, era, portanto, justificando-o e recolocando-o em seu Reino; sobre isso, aqui vem a boa notícia: esse propósito está sendo alcançado com êxito! Assim como consta nas escrituras bíblicas, o nosso Criador não falha em cumprir tudo o que determina.

Porém, alguém pode pensar: mas, sendo Deus tão poderoso, por que não acelerou esse processo de justificação? Por que o homem ainda está sofrendo sobre a terra, a qual deveria já estar dominando plenamente e governando sabiamente?

Essa pergunta é crucial para entendermos algo: Deus pode fazer coisas acontecerem instantaneamente, mas, não é assim que Ele trabalha em nossa dimensão material, de forma geral. Em nossa dimensão, existe um tempo determinado para cada situação, um tempo de semeadura e colheita, um tempo de preparação e capacitação, e o nosso Criador não passa por cima deles, pois isso seria INJUSTO, iria contra aquilo que já foi previamente estabelecido como correto por Ele mesmo.

Ao lermos o livro de Gênesis, vemos que sendo Deus detentor de todo o poder e tendo Ele condições de exterminar imediatamente o homem que criou da face da terra assim que este transgrediu sua justiça, e exterminá-lo juntamente com todo o universo, não escolheu fazer isso, porque já havia considerado sua criação algo muito bom (Gênesis 1:31). Deus não iria destruir algo que Ele mesmo considerou ser muito bom, apesar de estar defeituoso.

Assim sendo, o nosso Criador esperou cada tempo se cumprir, para em momento oportuno ir dando continuidade ao processo de recuperação que havia planejado para a sua criação: após a transgressão do homem, retirou o homem de seu Reino, e esperou todos fazerem suas escolhas até que só sobrasse uma família que ainda o buscasse -  isso demorou alguns séculos; em seguida, enviou o dilúvio, protegendo Noé e sua família, juntamente com uma parte dos animais terrestres e desligou o seu Reino da terra. 

O dilúvio cobriu toda a terra por um ano inteiro, com a finalidade de refazê-la e dar a ela autonomia: pois sabendo que o homem não conseguiria mais cuidar dela como no início, o Criador precisou adaptá-la para esta nova situação, ou ela ficaria vulnerável e seria totalmente destruída pelo conhecimento do bem e do mal que já estava agindo no coração do homem, e também no próprio planeta. 

Depois disso, Deus esperou que o homem se adaptasse à nova realidade de seu mundo reformulado, e sem a presença de Seu Reino; agora a humanidade prosseguiria sem ter mais informações concretas da existência do lugar perfeito do qual fazia parte anteriormente - isto também demorou alguns séculos.
Em seguida, tendo se cumprido o tempo desta adaptação, o Senhor separou uma família da qual, mais tarde, retiraria aquele que seria o responsável por cumprir a justificação que planejou para o homem: a família de Abrão. Desta família, formou-se uma nação, como sabemos.

E até que Cristo finalmente tomasse a forma humana e cumprisse sua missão, também demorou um certo período, que durou cerca de três mil anos. Portanto, vemos que Deus pacientemente esperou cada tempo se cumprir, respeitando as leis e regras que instituiu para que a nossa realidade material funcionasse corretamente, sem contrariar os fundamentos sobre os quais fora criada.   

Agora, temos uma ideia inicial de como as coisas estão funcionando até agora em nossa dimensão material, e também na dimensão espiritual. Nos próximos capítulos, iremos nos aprofundar mais sobre essas duas realidades, e especialmente, ser esclarecidos acerca do Reino de Deus nas suas duas funcionalidades: como lugar e como governo.     

Missionária Oriana Costa



Série Meditando no Salmo 119 - versículos 64,65 e 66.

Ao lermos este trecho bíblico, a primeira vista poderemos pensar: o que tem a ver o fato de "a terra estar cheia do amor de Deus" com "os decretos dele"?

Pode parecer contraditório aos nossos olhos, mas o amor de Deus e os seus decretos (suas leis), SÃO UMA COISA SÓ!

Isso mesmo! O amor de Deus é a Justiça dele. E a Justiça de Deus é constituída de um conjunto de regras e leis imutáveis e infalíveis que foi criado antes do nosso universo ser formado. E hoje, temos a nossa disposição a revelação dessa justiça na pessoa de Jesus Cristo, conforme está publicado nas escrituras bíblicas.

Então, sabemos que todo o universo material foi feito com base na Justiça de Deus. E conhecê-la, portanto, é de fundamental importância para desfrutarmos uma vida plena enquanto passamos por este mundo.

É por isso que, logo após dizer que a terra está cheia do amor de Deus, o salmista pontua: "ensina-me os teus decretos". E Ele não se dirige a outra pessoa para entender como as coisas funcionam em nosso mundo e também na eternidade, senão ao nosso Criador.

Só o Deus Criador pode nos revelar suas Leis, que regem céus e terra. E o salmista o procura diretamente, baseado naquilo que já sabe sobre a pessoa de seu Criador, pois Deus promete em sua palavra se revelar a todos quantos o buscarem de todo o coração.

E quando o salmista diz: "confio em teus mandamentos", está querendo dizer que tem dado credibilidade a justiça de Deus, e tem colocado o conhecimento de Deus em primeiro lugar na sua vida, pois sabe que a Justiça de Deus é perfeita, infalível. Ele diz isso a Deus por saber que, por viver dessa maneira, terá de seu Criador o entendimento adequado de sua palavra ao buscá-lo.

Quem tem o entendimento das escrituras bíblicas e conhece a verdade consegue desfrutar na terra a realidade plena do Reino de Deus. Então, ainda está em tempo: busque a Deus na pessoa de Cristo! Faça isso de todo o seu coração, e Ele se revelará a você!


Missionária Oriana Costa.







domingo, 26 de janeiro de 2020

Não julguem fora da Justiça de Deus.


Este é um conselho muito importante de Cristo para nós. E quando Ele fala não julguem, não está nos proibindo de julgar pessoas ou situações, mas simplesmente está nos alertando: se vocês não querem ser julgados, então NÃO JULGUEM.

E Ele explica o que sempre acontecerá no momento em que julgamos os outros: nós também seremos julgados na mesma medida; se apontamos o que não gostamos nos outros, assim seremos julgados; se algo nos incomoda nas atitudes dos outros, os outros também irão encontrar motivos para nos julgar dessa forma, pois não acertamos sempre nem conseguimos agradar a todos o tempo todo.

E é isto que Cristo deseja que enxerguemos: ninguém é perfeito, a não ser Deus. Quando, eu, um ser humano imperfeito, encontro ocasião para apontar o dedo para o outro indivíduo, este também encontrará ocasião para apontar o dedo para mim!

E aí também existe um outro agravante: se não perdoamos a quem nos fez algum mal, nos colocando num patamar de perfeição, onde somente a pessoa que nos ofendeu é injusta, estamos mentindo para nós mesmos; também cometemos erros, e muitas vezes não nos arrependemos, ou omitimos nossas falhas para parecer aos outros que somos pessoas boas e íntegras.

Apesar de nos alertar que seremos julgados pelos outros no momento que julgarmos, Cristo mostra que estaremos em condições de EXORTAR alguém (e entenda este detalhe: EXORTAR é diferente de HUMILHAR, DESTRATAR!), quando estivermos CORRETOS na área em que estamos querendo chamar a atenção do outro. Cristo se refere a isso, com estas palavras: "Tire primeiro a trave (ou a viga) que está no seu olho, e aí você enxergará claramente para poder retirar o cisco que está no olho do seu irmão" (Mateus 7:5)

Jesus nos alerta que podemos AJUDAR ALGUÉM A SE CORRIGIR, desde que nós ESTEJAMOS BUSCANDO VIVER CORRETAMENTE, conforme a Justiça de Deus nos orienta.

Quem observa a vida de Cristo nos evangelhos verá que Ele mesmo fez muitos julgamentos contra os israelitas, apontando os erros que eles cometiam com relação à Lei de Moisés. No entanto, como Jesus Cristo andava corretamente, alinhado ao Pai e cumprindo a Lei minuciosamente, ninguém encontrava ocasião para dizer que Ele estava errando também.

Por este motivo, também lemos nos evangelhos que todas as acusações que os judeus fizeram contra Cristo a fim de incriminá-lo, para que Ele fosse preso e condenado à morte, foram forjadas, eram mentirosas. No entanto, esse acontecimento já estava predito nas escrituras, e Jesus não foi pego de surpresa. Ele cumpriu sua missão até o fim, mostrando que o nosso Criador está querendo paz conosco: Ele não quer nos condenar.

Por ser totalmente correto, Jesus tinha autoridade para julgar os israelitas; e em todas as vezes que Cristo os julgou, apontando seus erros, sua intenção não era de humilhá-los, mas desejava vê-los se arrepender dos seus pecados contra Deus e andarem conforme a verdade da Lei que diziam seguir, mas que, de fato, transgrediam-na o tempo todo sem nenhum arrependimento.

 Missionária Oriana Costa.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Basta a cada dia o seu mal.

Esta fala de Cristo toca profundamente dentro do coração, pois o mundo mal em que vivemos nos ensina exatamente o contrário do que Ele diz aqui.

Nós somos ensinados todos os dias a nos preocupar com o dia de amanhã, a colocar nossas expectativas em nossas próprias forças, para conseguirmos ter o que vamos precisar no dia seguinte: e quando não conseguimos, aí bate o desespero!

Nós nos aflingimos quando as circunstâncias mudam contra as nossas vontades, e quando vemos que perdemos o controle da situação; e isso acontece por colocarmos nossas confianças e expectativas em nós mesmos, ou nas promessas dos outros, ou ainda, na aparência das situações que nos parecem boas e estáveis.

Mas, Deus quer que enxerguemos que este mundo é instável e está perecendo, e que tanto nós mesmos quanto todas as outras pessoas, somos falhos e não vamos acertar sempre. Se não aprendermos a colocar a realidade do Reino de Deus em primeiro lugar em nossas vidas, nos momentos em que as situações forem desfavoráveis para nós, vamos nos entristecer, nos decepcionar e nos desesperar!

E no meio desse desespero, sem entender o porquê de estarmos passando pela adversidade, o inimigo das nossas almas agirá na sua esperteza: ele vê nossa falta de conhecimento a respeito do que Cristo ensinou, e então, se fazendo passar pelo Espírito de Deus, nos leva a achar que é Deus o responsável por nossos prejuízos, que é da vontade dele que estamos passando por dificuldades ou que Ele está nos castigando por não sermos corretos.

Observe que, no trecho bíblico da imagem, Jesus Cristo está nos ensinando que "amanhã" não será um dia só de coisas boas: também podem ocorrer adversidades, e Ele não quer que sejamos pegos de surpresa por elas.

Então, Cristo está alertando: "basta a cada dia o seu mal". Com isso, Ele está nos lembrando que, apesar de termos o que comer, o que vestir, e tudo mais o que precisarmos no mundo, tribulações e sofrimentos virão concomitantemente às bençãos (pois, o mundo jaz no maligno, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões minam e roubam) e nós precisamos estar preparados para passar por essas situações sem desespero, perseverando na fé que nos garante a herança da vida eterna. É muito importante estarmos conscientes de que, ao adquirirmos nossas cidadanias no Reino de Deus, não temos mais nada a perder neste mundo, ainda que as circunstâncias que passamos nele tentem nos convencer do contrário.

Eis o motivo de Cristo ter falado, ainda no capítulo sexto do evangelho de Mateus, para não acumularmos tesouros na terra, ou seja, não colocarmos nossas confianças e expectativas nas coisas materiais que este mundo nos oferece: pois se fizermos isso, vamos ter algumas alegrias e sensações de vitória passageiras, mas, no fim, vamos perder tudo, pois nós mesmos não levaremos nada daquilo que juntarmos aqui, a não ser AS NOSSAS PALAVRAS E AÇÕES - que, neste caso, estarão vazias da proclamação clara do Reino de Deus, frutos que o Pai espera colher em cada um de nós no tempo devido.

Assim sendo, andar conforme a justiça de Deus, viver como verdadeiros cidadãos de seu Reino nesse mundo, nos fará dar frutos de anunciação da glória desse lugar: e é desta forma que, com aquilo que falarmos e fizermos, estaremos acumulando tesouros nos céus - a herança da vida eterna, os quais durarão para sempre.

Um pouco antes de dizer as palavras do trecho bíblico postado no início desse texto, Cristo diz com clareza: "Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas (necessidades materiais) lhes serão acrescentadas."

E Ele nos diz isso com convicção e autoridade, pois, sendo Deus, Ele mesmo se responsabiliza em cumprir suas promessas sem falhar nas vidas dos que trocaram a realidade do mundo pela realidade de seu Reino: quem é justo (quem adquiriu a justificação diante do Pai pela fé em Cristo), aprenderá a semear em sua vida segundo a justiça de Deus, e colherá as bençãos de tal semeadura a seu tempo, estando consciente da verdade, sendo próspero e livrado do mal.

Missionária Oriana Costa


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Deus nunca me desamparou.

VOCÊ ESTÁ SOFRENDO??? Você não está sofrendo sozinho(a), e Deus também não deseja que você permaneça assim.

Leia este testemunho/depoimento, e pense melhor sobre si mesmo(a):

"Descobrir que sou portadora de Síndrome de Asperger (autismo de grau leve) já adulta, não me devolveu as oportunidades que eu perdi na vida. Perdi um monte de oportunidades maravilhosas, e dentre elas muitos bons empregos, e alguns estavam acessíveis e eu não enxergava por causa da limitação neurológica e da falta de ajuda.

Meus pais nunca souberam da minha condição, e fui tratada como uma pessoa neurotípica por todo o tempo que vivi com eles. Nasci com muitos talentos, mas o autismo me impediu de usá-los corretamente. Descobrir minha condição depois dos 40 não restituiu os anos perdidos tentando entender muitos dos meus problemas; no entanto, me ajudou a entender o porquê do meu comportamento diferente, das minhas reações diferentes, da minha interpretação diferente da vida, enfim.

Me ajudou também a lidar melhor comigo mesma e com os outros. Me ajudou a entender coisas que antes eu não entendia.

Eu sempre me sentia frustrada por não CONSEGUIR TER UMA VIDA NORMAL como as outras pessoas... Tudo o que é muito fácil para uma pessoa neurotípica (pessoa neurologicamente dentro do padrão), para mim é muito difícil, como por exemplo: trabalhar em equipe, fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo sem me atrapalhar (eu tenho um foco restrito), conversar besteiras, interpretar textos e certas brincadeiras (pois tenho tendência a interpretar tudo literalmente), socializar, ficar em locais com som muito alto ou com muita luz piscando (e isso sempre me faz desistir de ir a muitos eventos), dentre outras limitações.

Mas, em todos esses anos, eu não posso negar uma coisa: Deus tem me livrado e me guardado do mal até agora. Guardou a minha vida: me livrou da morte muitas e muitas vezes. Ele me guardou na minha inocência diante de situações perigosas para mim, pois a interpretação literal muitas vezes me impede de ver a maldade por trás das atitudes de pessoas mal intensionadas.

E mais: Ele não me deixou faltar absolutamente NADA, apesar de eu não ter tido sucesso em nenhum dos trabalhos que consegui (fui rejeitada nos empregos muitas vezes, sem saber o porquê), e em outros, desisti de continuar por causa da minha limitação. Muitas pessoas, sem saber da minha condição, me desprezaram, me interpretaram mal, começando pelos meus próprios pais (e depois de conhecer a Cristo eu os perdoei, pois não sabiam da minha situação).

Sofri muito, até o dia que descobri o que eu tinha. Hoje não sofro mais como antes. Estou aprendendo a lidar com minhas limitações, e procurando recomeçar minha vida, botar as coisas no lugar. Não está sendo fácil, mas também não é impossível.

Eu só agradeço a Deus por ter uma família que me ama, e por meu marido continuar casado comigo por 26 anos(!), me suportando nas minhas crises de ansiedade com depressão; essas crises são decorrentes da sobrecarga mental advinda das pressões que passo de vez em quando, tentando SER UMA PESSOA NORMAL, TENTANDO NÃO MACHUCAR OS OUTROS E NÃO PARECER ESTRANHA.

Deus realmente me guardou. Hoje sei o quanto Ele me ama, e sei que não foi da vontade dele que eu nascesse assim: e, de fato, tenho recebido dele muitos livramentos sempre, e muitas curas de enfermidades e de sintomas bem chatos que esta condição me traz. E foi com a ajuda dele que consegui descobrir o que tenho, pois nenhum dos profissionais especializados que procurei em minha cidade foram capazes de fazer o diagnóstico da minha condição.

Só agradeço a Ele por tudo. E vamos em frente... 😉

Oriana Costa - Aspie, filha, mãe, casada há 26 anos com um "anjo da guarda", formada em Farmácia pela UFRN, artista plástica, escritora, poetiza, cantora, apresentadora do programa cristão Sala Gospel e, especialmente, seguidora de Jesus Cristo.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Quer tirar a própria vida? Leia este aviso antes!

Está pensando em tirar sua vida? Quer mesmo se matar, porque você não sabe mais o que fazer para parar com seu sofrimento?
Antes de fazer isso, leia esse aviso, depois decida o que você quer fazer. 

Para começar, uma coisa que talvez muito poucas pessoas entendam é a realidade verdadeira na qual a nossa realidade nesse mundo está embutida. Nossa realidade material não funcionaria se não estivesse firmada numa outra, chamada realidade eterna. 

A realidade ou dimensão eterna é quem dá o suporte para a nossa dimensão material funcionar e continuar existindo. Todas as regras e leis que regem nosso universo foram instituídas pelo nosso Criador, na dimensão espiritual ou eterna. 

E passar da dimensão física para a eterna SEM JUSTIFICAÇÃO é arranjar uma GRANDE ENCRENCA PARA SEMPRE: ou seja, ao passar para lá, o sujeito, se encontrando fora do Reino de Deus, está condenado A EXISTIR FORA DELE PARA SEMPRE, ONDE NÃO TERÁ PAZ, ALEGRIA E SATISFAÇÃO ETERNAMENTE - pois permanecerá separado da fonte de vida, que é o nosso Criador, pela eternidade. Isso se dá devido a forma como as coisas foram estabelecidas por Deus antes da criação do nosso mundo. 

Ele nos criou a sua imagem e semelhança, isentos de maldade. No entanto, o homem decidiu deixar esse conhecimento entrar em seu coração, o que resultou em sua morte, ou resultou em sua saída permanente do Reino de Deus, pois nesse lugar o conhecimento da maldade não pode entrar. 

Então, a morte do homem não é primeiramente a física, mas a sua morte é antes eterna. A morte física (que também pode se concretizar através de pensamentos ou desejos suicidas) é somente um reflexo da morte espiritual que o homem colheu como juízo perpétuo no mundo, ao deixar o conhecimento da maldade entrar em si mesmo. 

A única maneira de DEIXAR ESSE MUNDO CORRETAMENTE, NO QUAL PASSAMOS TANTAS DIFICULDADES E SOFRIMENTOS, É VENCENDO A MORTE ESPIRITUALMENTE. Quem quer cometer suicídio não conhece a que realidade está sujeito de fato, pois se conhecesse não desejaria se matar jamais. 

Portanto, querer tirar a vida do próprio corpo é um ato proveniente de ignorância total da justiça de Deus! Esta justiça, expressa claramente ao mundo através de Jesus Cristo, diz que a única maneira de morrer para este mundo ou deixar esse mundo da maneira correta é CRENDO QUE A MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO SÃO SUFICIENTES PARA NOS JUSTIFICAREM ETERNAMENTE, e que é unicamente este evento que nos devolve a cidadania no Reino de Deus; assim sendo, mesmo que ainda soframos a morte física pelas mais diversas causas, Jesus também nos ressuscitará assim como Ele mesmo foi ressuscitado pelo Pai, nos fazendo vencer com Ele a morte na eternidade e, por sua vez, vencer também a morte física. 

Para quem está realmente ciente da justiça de Deus, nenhuma circunstância adversa que se possa passar neste mundo justifica a prática do suicídio, visto que a realidade do Reino de Deus SE MANIFESTA sobrenaturalmente e de forma palpável ainda aqui na terra, na vida de qualquer pessoa que se submete ao governo de Cristo e é cidadã de seu reino verdadeiramente.

É importante lembrar que, a ignorância da justiça de Deus nos faz ficar à mercê dos nossos próprios sentimentos, e especialmente, ficar vulneráveis para que o inimigo de nossas almas encontre ocasião para nos fazer desistir de viver. 

Agora, você já sabe a verdade. Realmente, tudo o que você mais precisa agora é SAIR DESSE MUNDO, deixá-lo de uma vez por todas, mas, não da forma como você está pensando: você precisa é se desapegar dele! Então, agora a decisão está com você. Deus não quer sua destruição.

Por favor, se você não deseja tirar sua própria vida, mas, conhece alguém que está com esse desejo, compartilhe com esta pessoa o meu texto. Obrigada!



Missionária Oriana Costa. 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Se lembrem do Reino de Deus: Ele não é deste mundo!

É de suma importância para nós, que somos cristãos, termos consciência da realidade do Reino de Deus e da justiça que opera a partir dele, para que não nos deixemos levar pela aparência do mundo em que estamos hoje.

Assista o vídeo abaixo e deixe o Rei Jesus Cristo tratar coisas importantes com você.


Se lembre do que está escrito:

"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:1,2)

"Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória". (Colossenses 3:1-4)

Missionária Oriana Costa

terça-feira, 10 de setembro de 2019

PROGRAMA SALA GOSPEL


Apresento a vocês o SALA GOSPEL, um programa focado na ANUNCIAÇÃO DO REINO DE DEUS E NO ENSINO DA SUA JUSTIÇA.

TODAS AS QUARTAS-FEIRAS, das 19:00h às 20:00h, eu, Oriana Costa, apresento o programa ao vivo. 

Cada edição trata de um tema específico do Reino de Deus, a fim de explica-lo com a máxima clareza e objetividade possível. 

O programa contém entrevistas, coberturas dos eventos onde o Ministério Águios participa, momentos de louvor e ensino da justiça do Reino de Deus. O Ministério Águios é o idealizador do programa Sala gospel. Clique aqui para conhecer o nosso trabalho.

Com toda a certeza Deus vai falar ao seu coração. Se gostar, curta e compartilhe os vídeos do programa, pois, desta forma, você estará dando uma imensa contribuição para que o REINO DE DEUS seja anunciado com mais força pela internet.

Que Deus abençôe sua vida!

Clique no link abaixo para assistir os programas gravados neste ano de 2020:

Missionária Oriana Costa.



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O juízo do dilúvio

Atenção: o conteúdo deste estudo é apenas uma tese, e ainda não pode ser tomado como uma afirmação concreta de que o dilúvio se processou da forma como está descrita no desenvolvimento do texto. 

O evento chamado de "dilúvio", que foi um juízo de Deus sobre a maldade que havia na terra, e está descrito no livro de Gênesis da Bíblia Sagrada, é um tanto impressionante, pela forma como ocorreu. Vejamos abaixo o trecho que mostra como ele aconteceu:


Noé tinha seiscentos anos de idade quando as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio. Casais de animais grandes, puros e impuros, de aves e de todos os animais pequenos que se movem rente ao chão vieram a Noé e entraram na arca, como Deus tinha ordenado a Noé. E depois dos sete dias, as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. Naquele mesmo dia, Noé e seus filhos, Sem, Cam e Jafé, com sua mulher e com as mulheres de seus três filhos, entraram na arca. Com eles entraram todos os animais de acordo com as suas espécies: todos os animais selvagens, todos os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos que se movem rente ao chão e todas as criaturas que têm asas: todas as aves e todos os outros animais que voam. Casais de todas as criaturas que tinham fôlego de vida vieram a Noé e entraram na arca. Os animais que entraram foram um macho e uma fêmea de cada ser vivo, conforme Deus ordenara a Noé. Então o Senhor fechou a porta. Quarenta dias durou o Dilúvio sobre a terra, e as águas aumentaram e elevaram a arca acima da terra. As águas prevaleceram, aumentando muito sobre a terra, e a arca flutuava na superfície das águas. As águas dominavam cada vez mais a terra, e foram cobertas todas as altas montanhas debaixo do céu. As águas subiram até quase sete metros acima das montanhas. Todos os seres vivos que se movem sobre a terra pereceram: aves, rebanhos domésticos, animais selvagens, todas as pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade. Tudo o que havia em terra seca e tinha nas narinas o fôlego de vida morreu. Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca. E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinqüenta dias. (Gênesis 7:6-24)

Esse trecho específico, é muito rico em informações. Mas, uma delas em especial, e a mais interessante de todas, seria entender como Deus fez a humanidade que havia sobre a terra e os animais que tinham fôlego de vida deixarem de existir. A ideia que temos é que a vida foi extirpada da face da terra por afogamento, quando entendemos que as águas eram somente "H2O" na fase líquida.

Mas, antes de continuar pensando sobre esse acontecimento, é sempre bom ressaltar que o nosso Criador não estava nem um pouco satisfeito em ter que tomar essa atitude drástica. Contudo, se Ele não tivesse tomado as providências naquele momento, o mundo teria sido destruído bem antes de nós, que estamos vivos agora, existirmos, tamanho era o grau de maldade e violência que as pessoas tinham atingido na terra naquela época.

Agora, retomando nosso estudo, há uma informação curiosa no trecho bíblico em questão, que se refere a uma espécie diferente de "água", e de uma "chuva" proveniente de lugares diferentes de "nuvens": 

Todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. (Gênesis 7:11,12)

E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. (Gênesis 7:19)

O primeiro ponto que devemos lembrar nesse evento é que Deus protegeu Noé e sua família numa espécie de nave especial, que pairou sobre aquelas águas excessivas numa altura acima dos montes mais altos do planeta, onde o ar é rarefeito: e foi numa arca de madeira, betumada por dentro e por fora. E essa nave passou um ano inteiro flutuando sobre as águas. 

Sabemos que as chuvas caem normalmente do céu provenientes da formação de nuvens densas, carregadas de água na forma de vapor. No entanto, o texto se refere a uma água vinda não de nuvens, mas das "profundezas" e das "comportas do céu", que provocaram uma certa "chuva". A palavra comporta significa "uma grande porta" ou "uma grande janela" por onde se escoa alguma substância no estado líquido. Geralmente, as comportas são encontradas no mundo em represas.

Então, poderíamos interpretar que as nuvens seriam essas comportas, porém, a forma como as águas caíram sobre a terra, sem parar, e de uma forma excessiva, soa um tanto estranho, pois o texto não fala da formação de densas nuvens, carregadas de água, arrodeando o planeta. Se tivesse acontecido dessa maneira, as pessoas saberiam que alguma coisa estava errada e teriam algum tempo para se salvar. 

Mas, observamos que o evento aconteceu "de surpresa", não havendo nenhum sinal evidente de que um grande dilúvio aconteceria, a não ser, o comportamento diferente de Noé, construindo a "arca" com o passar do tempo (anos). 

No trecho bíblico em questão, no entanto, apesar de entendermos que a terra estava sendo inundada, não há clareza para compreendermos que as pessoas estavam mesmo morrendo afogadas.

A ideia que o texto passa é que a água que tomou conta da terra era diferenciada, vinda de locais diferenciados do habitual, e destruiu a todos de uma forma quase "instantânea". Foi uma "chuva" diferente. Então, que águas seriam essas?

Se meu raciocínio estiver certo, as águas do dilúvio não eram H2O, visto que as pessoas morreram instantaneamente. (para entender melhor este raciocínio, leia o texto "O início da criação - as dimensões eterna e física" publicado anteriormente a este)

Já tentou imaginar o mundo todo coberto inteiramente por água, até sete metros acima dos montes mais altos, sem que, no entanto, as águas dos mares e mananciais não se misturem? Claro que, para Deus, isso não seria algo impossível de ser feito, mas, foge à lógica de como ele criou e instituiu as coisas em nosso mundo; sem tirar o fato de que, sendo o dilúvio provocado pela água natural que conhecemos em nosso mundo, a chance de existirem objetos que flutuassem sobre a água salvando as vidas de algumas pessoas, que chegassem a se manterem vivas se alimentando de animais marinhos (já que eles não haviam sido exterminados) e bebendo a própria água do dilúvio, não seria impossível.    

A ideia que vem a nossa mente, partindo desse entendimento, é que Deus literalmente "desintegrou" os seres vivos que estavam no ar e na terra, fazendo vazar as águas de seu Reino sobre o planeta. Essas águas não seriam H2O, como conhecemos, mas uma forma de força ou energia concentrada, como se fosse uma grande nuvem de radiotividade. 

O evento do dilúvio também não cita que os animais marinhos foram exterminados. E isso é bem estranho também. Os seres vivos exterminados foram somente aqueles que se moviam sobre a terra seca e no céu. Tanto é que Deus não mandou Noé levar consigo os peixes, as baleias, os golfinhos, as meduzas, etc., no intuito de preservá-los. Então, subentende-se que os animais marinhos permaneceram vivos. Então, é mesmo intrigante o fato de que, juntamente a Noé e sua família, a água natural do planeta com todos os animais que haviam nela não terem sido atingidos.

Pegando uma carona do raciocínio acima, outra coisa interessante que notamos nesse evento é que, apesar de nosso mundo ficar coberto de água por inteiro, as águas doces e salgadas do planeta não se misturaram, pois se isso tivesse acontecido os animais marinhos teriam morrido também. 

Dessa forma, o que entendemos, é que Deus não matou as pessoas e os animais afogados, mas desfez seus corpos físicos de uma forma rápida, onde não sofreram até morrer ou sentiram qualquer tipo de dor. E depois, limpou e refez toda a superfície seca da terra, para reiniciar a vida sobre ela.

Então, a primeira intensão das "águas" terem subido sobremaneira sobre a terra e coberto totalmente toda a superfície, a ponto de passar do alto dos montes mais altos, foi a de limpar e modificar a face da terra, e isso sem atingir os mananciais e oceanos do planeta. Um ponto interessante nesse assunto é que o total de tempo que as águas ficaram sobre a superfície da terra foi um ano inteiro, juntando o tempo que permaneceram agindo com o tempo que começaram a baixar. 

Se o que extirpou a vida da face da terra foi ALGO PARECIDO com uma onda fortíssima de radiação (com isso não estou afirmando que foi radiação, ok?), obviamente que a terra teria que ficar totalmente isenta daquela água diferenciada (pois é destrutiva em contato direto com os seres vivos), e, assim sendo, até que o processo de limpeza se concluísse Noé não poderia ter acesso a superfície do planeta. 

Um coisa interessante que devemos também observar é que Deus não precisaria modificar drasticamente a organização das coisas sobre a terra, retirando a humanidade do planeta quase que completamente, se essa ação não fosse algo extremamente necessário à manutenção da vida no planeta que Ele mesmo criou. O dilúvio, de fato, era a única forma de conter o avanço da maldade sobre a terra, sem destrui-la.

E depois desse tremendo evento, vemos a forma interessante com a qual o nosso Criador exerce juízo sobre a maldade de forma isolada, fazendo certos acordos com a humanidade, e depois disso retirando as vidas daquelas pessoas que não obedecem esses  acordos instantaneamente, e sem atingir as vidas das outras pessoas que estavam ao redor, em situações como a de Sodoma e Gomorra, dos filhos de Arão no episódio do fogo estranho, na morte dos primogênitos no Egito, e na morte de Ananias e Safira, por exemplo.   


Missionária Oriana Costa    

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