terça-feira, 28 de abril de 2020

A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade.

Para entendermos melhor sobre o que Jesus Cristo está falando no trecho bíblico que separamos aqui, vamos colocá-lo dentro do contexto do discurso onde ele está encaixado:

Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: Por que falas ao povo por parábolas? - Ele respondeu: A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem. Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram. (Mateus 13: -17)

Esta fala de Jesus, portanto, acontece após o momento em que Ele termina de anunciar o Seu Reino aos israelitas contando a famosa parábola do semeador (Leia em Mateus 13:3-8)

Ao todo, no capítulo 13 do evangelho de Mateus, encontramos sete parábolas muito interessantes onde o Rei Jesus compartilha vários detalhes de Seu Reino, porém, todos encobertos pelos simbolismos das histórias usadas para falar dele.

Para que tais jogos de palavras sejam realmente entendidos é necessário que se tenha um conhecimento prévio do Reino de Deus através de outros lugares das escrituras, ou que eles sejam explicados diretamente pelo próprio Cristo, como é o caso da parábola do semeador e da parábola do joio e do trigo.

É natural que na primeira leitura não tenhamos o entendimento claro do que algumas delas realmente estão apontando, no entanto, não é impossível entendê-las: basta que coloquemos em prática um dos ensinamentos deixados pelo Senhor Jesus que é "buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça". E buscar em primeiro lugar esse Reino significa procurar DISCERNI-LO antes de sair buscando outros tipos de conhecimento.

E não há outro caminho para se dicernir o Reino de Deus senão estudando e meditando profundamente no conteúdo do NOVO TESTAMENTO. Toda a Bíblia contém informações sobre o Reino de Deus, mas é no Novo Testamento que elas se encontram esclarecidas. 

Jesus Cristo não fala de seu Reino somente nas parábolas, mas Ele prossegue explicando claramente vários aspectos desse maravilhoso lugar aos seus discípulos em outros momentos, os quais estão devidamente registrados nos quatro evangelhos e também nas cartas dos apóstolos.

Então, voltando ao trecho bíblico que estamos querendo entender, o que o Cristo está declarando é o seguinte: a quem já busca "o conhecimento do Reino de Deus" será dado ainda mais, mas, a quem não busca esse conhecimento, o pouco que tiver acessado lhe será tomado.

E não é à tôa que o Rei Jesus fala estas palavras, pois elas complementam o raciocínio da parábola do semeador, contada por Ele antes. Nessa parábola, Cristo mostra que existe uma entidade trabalhando incessantemente para roubar das pessoas "a semente", que se trata do conhecimento ou da mensagem de Seu Reino. 

Então, o Maligno, assim como explica Jesus, mantém as pessoas que não valorizam ou não priorizam o conhecimento do Reino de Deus desprovidas de mais informações que poderiam ajudá-las a enxergar claramente a existência deste lugar, e posteriormente usufruir de sua perfeita realidade.

Seguindo com a leitura do capítulo 13 do evangelho de Mateus observamos Cristo explicar o significado da parábola do semeador, e ali Ele alerta que, para se manifestar na vida de alguém, o Reino de Deus precisa ser antes DISCERNIDO através da anunciação da mensagem evangelística e em seguida PRIORIZADO por quem recebe a mensagem.

Dessa forma, o Maligno trabalha de duas maneiras: a primeira é cegando e ensurdecendo as pessoas espiritualmente, para que não experimentem o Reino pela mensagem do evangelho; e a segunda é impedindo as pessoas que já conseguiram experimentá-lo de perseverar em priorizá-lo, ainda que tais pessoas sejam muito estudadas e inteligentes: e ele faz isso com muita sutileza, desviando e prendendo o foco dos indivíduos na realidade material.

Assim sendo, sem ser discernido pelo conhecimento das escrituras, o Pai da mentira fica livre para jogar ideias que, se forem levadas em consideração, vão gerando sentimentos e desejos que ocuparão ao máximo a mente das pessoas nas atividades do dia-a-dia, nos entretenimentos ou nas circunstâncias adversas.

É importante saber que, como o Reino de Deus é um lugar situado na dimensão eterna ou espiritual, Ele não pode ser entendido sem que antes seja VISTO ou experimentado espiritualmente; por isso, atente: um indivíduo que vai à igreja e ouve as pregações, e em casa até mesmo estuda e conhece muito o conteúdo da Bíblia, mas, no entanto, nunca acordou para a existência do Reino de Deus pelos próprios registros das escrituras, obviamente ainda não entrou nesse reino nem conseguirá desejá-lo ou mesmo anunciá-lo. Tal pessoa ainda está presa ao conhecimento religioso e precisa urgentemente ser convencida do pecado, da Justiça e do juízo pelo Espírito de Deus! 

A fé em Deus só tem sentido quando Seu Reino é discernido; infelizmente, é por causa da falta desse discernimento que hoje vemos mais e mais pessoas afirmarem que não acreditam ou que deixaram de acreditar em Deus, como também vemos tantas outras desistirem de congregar. E, paralelamente a essas situações, isso é o que tem acontecido dentro das próprias igrejas: sem discernirem o Reino de Deus ao longo dos séculos, várias doutrinas demoníacas tem sido recebidas como vindas do nosso Criador, e tais conhecimentos tem mantido as pessoas presas na escravidão do pecado sem que elas possam perceber.

Antes de concluir este texto, preciso lembrar algo importante: não se desanime se hoje as pessoas não estão mais recebendo a Jesus como Senhor e Salvador como acontecia há alguns anos atrás, ou a quantidade de pessoas que frequentam as igrejas cristãs está diminuindo.

De acordo com a advertência de Cristo, quanto mais o tempo passa mais a operação da maldade deve ganhar força sobre a face da terra, de maneira que grande parte das pessoas no mundo inteiro ficará insensível à realidade espiritual, e vai deixar de dar importância à mensagem do evangelho, caracterizando o fim dos tempos.

Quem entrou no Reino de Deus pela fé na mensagem da salvação deve continuar fazendo a sua parte, e o Senhor Jesus o recompensará devidamente no grande Dia da sua segunda vinda.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 25 de abril de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 74, 75 e 76.

Meditando no conteúdo das escrituras bíblicas sempre iremos nos deparar com muitos conceitos diferentes daqueles ensinados pela sabedoria mundana, e que se tornam difíceis de entender se não estivermos previamente conscientes de sua origem.

A palavra de Deus aponta o tempo todo para a existência de uma realidade que é espiritual, e que está acima e também origina a realidade material onde nosso universo existe. E da mesma forma que encontramos leis regendo todas as coisas no nosso planeta, por exemplo, também veremos leis regendo todas as coisas na dimensão espiritual, de acordo com o que nos revela o conteúdo bíblico.

E assim como as leis que mantém nosso universo em pleno funcionamento não falham e não mudam, as leis que fazem parte da Justiça de Deus também são infalíveis e invariáveis.

Na verdade, as leis que mantém o nosso universo material funcionando plena e perfeitamente não falham e não mudam exatamente porque são provenientes das leis que compõem a Justiça de Deus. E, dentre outros conceitos fundamentais, nós precisamos ter consciência dessa informação para poder entender a Bíblia claramente.

Ao longo do Salmo 119 vemos o escritor comparar a Justiça de Deus com a justiça dos homens todo o tempo, dando a devida honra às leis perfeitas que foram instituídas pelo nosso Criador.

No entanto, as justas ordenanças para as quais o salmista se refere, não somente no trecho em questão, mas em todos os locais onde o salmista faz referência a elas, não se trata do conjunto de leis dadas a Moisés no Monte Sinai, e sim dos mandamentos que integram a legislação do Reino de Deus e que foram instituídos antes da formação do universo material que conhecemos. Esses mandamentos nos são revelados pelo ensino de Jesus Cristo.

No trecho que estamos analisando aqui, que vai do versículo 74 ao 76 do salmo 119, observamos três aspectos importantes da legislação eterna. O primeiro, é que o conhecimento da Justiça de Deus gera "temor" a Ele nos corações.

Contudo, ao contrário do que muitos pensam, esse temor não se trata de medo, mas de uma reverência absoluta à autoridade do nosso Criador, pois ao conhecer as leis que regem as dimensões eterna e física o sujeito passa também a conhecer quem é Deus verdadeiramente.

É por isso que o salmista especifica no verso 74 que só aquelas pessoas que "temem" a Deus se alegram ao verem alguém colocando suas esperanças e espectativas nEle, especialmente quando este alguém está passando por circunstâncias difíceis em sua vida.

Pessoas que não tem temor a Deus geralmente são aquelas que, por não darem valor ao conteúdo da palavra de Deus, ignoram a existência de Seu Reino e a ação da Sua Justiça. E exatamente por desconhecerem os princípios do Reino de Deus, e não entenderem a integridade e fidelidade do nosso Criador em cumprir todos os preceitos da sua reta justiça, é que tais indivíduos jamais irão respeitá-lo ou reverenciá-lo.

O segundo e terceiro aspectos observados é que o escritor também fala em um "castigo" proveniente de Deus sobre sua vida, no versículo 75; mas, logo no verso seguinte, menciona o "amor" do seu Criador como sendo seu consolo. Essas afirmações vão nos parecer contraditórias se os conceitos de castigo e de amor que estiverem em nossas mentes forem aqueles provenientes da sabedoria do mundo.

O salmista segue expondo que "as ordenanças de Deus são justas" e que se ele foi castigado é porque "Deus é fiel em cumpri-las". De fato, existe algumas informações nas entrelinhas desse trecho do salmo 119 que precisamos ter, para então entendermos plenamente o que o escritor está declarando aqui.

As ordenanças da legislação do Reino de Deus são claramente punitivas para o mal. O nosso Criador não tolera a maldade de nenhuma forma, porque a ação dessa entidade perverte o cumprimento da sua reta justiça, trazendo sofrimento, destruição e morte para a Sua criação.

Portanto, o juízo contido nos preceitos da Justiça de Deus SÃO PARA A MALDADE e não para a criação. Isso mesmo: a punição é para o MAL e não para os homens e demais seres vivos. Por ser de origem espiritual, o mal não pode ser julgado por Deus de outra maneira, senão com a sua destruição; e por ser sobrenatural, sua essência não pode ser convertida em bondade.

O problema é que o homem deixou o conhecimento da maldade (ou conhecimento do bem e do mal) entrar em si, de forma que agora tal "poderio" faz parte não somente da realidade espiritual, mas também da realidade material dos seres humanos. Ele está dentro de todas as coisas vivas do planeta, e, especialmente nos seres humanos, vai gerando sentimentos e desejos contrários aos preceitos da Justiça de Deus; e quando tais desejos e sentimentos contrários são realizados, consumam o que as escrituras bíblicas conceituam como iniquidade, injustiça ou pecado.

Se alguém transgride os preceitos da Justiça de Deus e por não enxergar tal situação não se arrepende de seus erros, inevitavelmente receberá sobre sua vida o juízo RESERVADO PARA O MAL; contudo, esta definitivamente não é a vontade do nosso Criador para nenhum de nós.

O que Ele realmente deseja é que todos nós aprendamos a verdade do conhecimento da Sua Justiça, e através dessa consciência possamos rejeitar a operação da maldade que age de diversas formas dentro de nós e ao nosso redor, no mundo onde vivemos; é movido por este desejo que Ele tem trabalhado para livrar a humanidade do juízo que Ele mesmo decretou sobre a maldade.

O castigo de Deus, na verdade, acontece para que possamos discernir nossos erros e assim nos arrependamos deles, antes que o juízo reservado para a operação da maldade nos antinja. E diferente do que muitos acham, esse castigo não acontece com a manifestação de doenças, prejuízos, destruição ou morte, mas acontece PELO CONFRONTO DO INDIVÍDUO COM O CONHECIMENTO DA JUSTIÇA DE DEUS. E esse confronto é bem desconfortável, pois sua finalidade é abrir nossos olhos para nos levar ao arrependimento sincero das nossas transgressões.

Deus é realmente bom, e Ele jamais deixaria os seres humanos que criou a sua imagem e semelhança à mercê da destruição decretada sobre a maldade, vendo que há possibilidade dos indivíduos se arrependerem de seus erros ao conhecerem a verdade da Sua Justiça.

E aqui é importante entender que quando o juízo do Dilúvio foi enviado à terra, naquele momento as pessoas CONHECIAM OS PRINCÍPIOS DA RETA JUSTIÇA DE DEUS CLARAMENTE MAS, NO ENTANTO, NÃO SE ARREPENDIAM MAIS DE SUAS TRANSGRESSÕES A FIM DE SE ADEQUAREM AOS FUNDAMENTOS DA CRIAÇÃO, com exceção de Noé e sua família; por este motivo estes foram os únicos poupados naquele terrível acontecimento.

Com base nesse entendimento é que o salmista diz que o amor de Deus o conforta: ele tinha absoluta certeza de que Deus, ao castigá-lo, desejava livra-lo de receber o juízo de destruição que já está decretado sobre o mal antes da fundação do mundo. A Justiça de Deus declara que todos aqueles que vivem segundo seus preceitos são livrados do juízo que está decretado para a maldade, e o salmista afirma que tinha nesse conhecimento o seu consolo.

Concluindo: Deus é justo porque é amor. Deus é fiel porque é amor. Deus é bom porque é amor. E exatamente porque Ele é fiel no cumprimento do seu Amor foi que enviou a nós o Seu Filho Jesus Cristo, pois Ele deseja que todos os seres humanos possam enxergar como funciona a Sua Justiça e que assim sejam livrados de um iminente juízo, maior do que a morte física, que virá sobre a operação da maldade no futuro a fim de exterminar seu reinado e sua ação de uma vez por todas.

Missionária Oriana Costa.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Aqui estão minha mãe e meus irmãos!

Esse trecho do evangelho é bem conhecido. Ele contextualiza o momento em que a família de Jesus vai procurá-lo para conversar com Ele sobre tudo o que estava acontecendo.

No capítulo 12 do evangelho de Mateus vemos mais um dos episódios onde Jesus confronta os fariseus, e desta vez ele os expõe ao ridículo em público, desmentindo as afirmações negativas deles a respeito de seus milagres diante da multidão.

O alvoroço que toda aquela situação causou chegou aos ouvidos de seus familiares, que foram até o local onde Ele estava para tentar pará-lo, pois sua mãe e seus irmãos ainda não entendiam QUEM ERA JESUS e porque Ele se comportava daquela forma ousada, que atraia a atenção de todos e deixava as autoridades judaicas com um ódio mortal dele.

Naquele momento, o pai terreno de Jesus, José, já havia falecido e sendo Jesus o filho mais velho, estava então assumindo o papel de líder da família, o que era algo absolutamente normal. Por isso sua mãe e irmãos foram tentar parar Jesus, pois temiam a reação das autoridades: Ele podia ser preso e executado, da mesma forma que aconteceu com João Batista, e sua família não queria perdê-lo também.

Antes de continuar, preciso advertir aos que professam a fé católica que esse texto é informativo, e não tem o intuito de ofender sua fé. Todas as informações contidas aqui são retiradas somente da Bíblia Sagrada, e seguem unicamente o raciocínio do contexto em que as situações ocorreram na época em que Jesus Cristo homem trabalhava em seu ministério terreno.

O trecho completo que contém a frase da imagem que inicia o nosso texto é o seguinte:

"Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. Alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo. Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?, perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe." (Mateus 12:46-50)

Do trecho acima podemos retirar quatro informações importantes. À princípio vamos listar três: a primeira é que Jesus não era filho único em sua família, pois Ele tinha irmãos; a segunda é que sua família NÃO SABIA ou NÃO ENTENDIA (pelo menos até aquele momento) que Ele era o Rei que Deus havia prometido enviar aos israelitas, e que iria libertá-los da escravidão, mas não aquela feita pelo Império Romano, que dominava a nação de Israel naquele tempo: o Cristo foi enviado para libertá-los da escravidão do pecado(!); a terceira é que, se Jesus não era filho único, logo, Maria engravidou de José após o nascimento de Jesus Cristo.

A Bíblia não cita em nenhum momento que o casal de judeus israelita, Maria e José, tenham adotado filhos. Portanto, Jesus pertencia a uma família judaica normal, com pai, mãe e irmãos, e Maria era uma mulher normal e saudável, pois além de Jesus também pode ter outros filhos.

Apesar de Maria ter sido visitada por um anjo que lhe disse quem seria o menino que seria gerado em seu útero, e logo após ter engravidado daquela criança sem ter tido relações com homem algum, ela ainda não tinha entendido bem o que estava acontecendo. 

E antes do episódio que tratamos aqui ela já tinha presenciado, pelo menos, o primeiro milagre (ou um dos primeiros milagres) feito por Jesus, que foi a transformação de água em vinho nas bodas de Caná, na Galiléia. Dessa forma, mesmo que os acontecimentos tenham sido fora do normal, o que ela havia vivenciado com Jesus até ali ainda não tinha sido suficiente para que ela o discernisse.

Portanto, quando Jesus disse: "quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe", estava querendo dizer que sua própria família ainda não acreditava nele, assim como acreditavam os discípulos que o seguiam naquele momento. E esta é a quarta informação que podemos retirar do trecho que está em Mateus 12:46-50.

Isso mesmo: a família de Jesus NÃO O SEGUIA no início de seu ministério, pois, por não conseguirem enxergar quem Ele era, ainda não tinham acreditado nele. Apesar de serem seus familiares e terem convivido com Ele por muito tempo, sua mãe e irmãos não conseguiram dicernir de imediato a autoridade do Cristo.

E essa situação que o Cristo enfrentaria também já havia sido predita nas escrituras, através do Rei Davi:

"Sou um estrangeiro para os meus irmãos, um estranho até para os filhos da minha mãe." (Salmos 69:8)

Essa foi a razão que levou Jesus a se referir aos seus discípulos como se fossem sua família verdadeira naquele momento, pois aquelas pessoas estavam recebendo os milagres que o Pai fazia através dele, e muitos dentre os discípulos já acreditavam na mensagem de Jesus de todo o coração.

Para concluir, no Evangelho de João podemos ler um trecho que mostra claramente a incredulidade dos irmãos de Jesus com relação a Ele:

"Ao se aproximar a festa judaica dos tabernáculos, os irmãos de Jesus lhe disseram: "Você deve sair daqui e ir para a Judéia, para que os seus discípulos possam ver as obras que você faz. Ninguém que deseja ser reconhecido publicamente age em segredo. Visto que você está fazendo estas coisas, mostre-se ao mundo". Pois nem os seus irmãos criam nele." (João 7:2-5)

Missionária Oriana Costa.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

A fé verdadeira em Deus.


Com certeza você já deve ter se admirado com a impetuosidade e beleza das grandes árvores dos bosques e das florestas, não é mesmo? Elas são magníficas estruturas vivas e rígidas, pesadas e muito bem fixas no solo com suas raízes profundas. Algumas delas são tão grandes e possuem troncos tão robustos que em alguns lugares do mundo acabam servindo de moradia para algumas pessoas.

Porém, essas árvores demoram muitos anos até que fiquem bem altas e com seus troncos muito largos e densos, e suas raízes se aprofundem na terra. O início delas é uma frágil e pequena semente, que precisa de um lugar com os nutrientes adequados e que seja bem protegido da ação dos animais, da chuva e do vento, para que então se desenvolva corretamente com o passar do tempo.

Pois assim mesmo é a vida de uma pessoa que tem a fé genuína em Deus. Uma vida de fé verdadeira não passa a existir de uma hora para outra. Demora anos para amadurecer. E ela se inicia com uma semente que precisa achar O PRIMEIRO LUGAR no coração de alguém, para que possa se desenvolver.

O conhecimento do Reino de Deus é esta semente. Inicialmente ele é pequenino e delicado. Mas É SOMENTE DELE que nasce uma vida de fé verdadeira em Deus. Se com perseverança tal semente for irrigada e alimentada da forma correta, torna-se uma grande árvore na vida de alguém, fazendo com que tal pessoa dê muitos frutos desse conhecimento e ela mesma usufrua de altos benefícios que não podem ser achados no mundo.

Jesus Cristo nos revela essa realidade através da parábola do grão de mostarda, que pode ser lida no capítulo 13 do evangelho de Mateus.

Assim sendo, é preciso MUITOS ANOS de dedicação para que um dia a fé em Deus no coração de alguém atinja a maturidade. E quando ela chega a este nível, traz para esse indivíduo a plenitude da realidade do Reino de Deus, que é infinitas vezes superior aquela que o mundo nos disponibiliza e que pode ser resumida em uma situação diferenciada de Paz, Justiça e Alegria, que caracterizam a VIDA ETERNA.

O mundo não pode jamais oferecer tal realidade para nós, visto que ele é perecível: nele não há coisas boas que durem para sempre. O que há nele é a operação "sutil" da maldade que é geradora de injustiça, sofrimento, desespero, medo, dúvida, violência, confusão e morte. Então, o mundo pode oferecer alguns momentos bons ou de bem-estar, mas que logo são suprimidos pelas adversidades que também acontecem nele. É desta maneira que os seres humanos que escolhem viver conforme a realidade do mundo vão seguindo.

Portanto, para que alguém usufrua da plenitude do Reino de Deus na terra é necessário conhecê-lo verdadeiramente e chamá-lo à existência praticando OS PRINCÍPIOS que operam neste lugar. Eles nos são revelados e ensinados por Cristo a fim de que se sobreponham às informações advindas do mundo mal em que vivemos.

As informações mundanas entram de diversas formas e sem resistência nos corações desde a infância, e vão se tornando a base das vidas das pessoas. Isso só não acontece quando os pais, conhecendo de antemão o Reino e a Justiça de Deus, ensinam diretamente seus princípios aos filhos. É somente adquirindo o conhecimento do Reino e da Justiça de Deus que somos capacitados a dicernir e rejeitar a operação da maldade que provém do mundo.

Assim sendo, a ÚNICA forma de regar e nutrir corretamente a fé em Deus é alimentando nossas mentes com a verdade do Reino de Deus ensinada por Cristo; essa verdade também é conhecida como "amor" ou "amor de Deus". E alimentar a mente com tal conhecimento até que este se torne uma realidade em nosso dia-a-dia exige grande PERSEVERANÇA, pois o amor ensinado por Jesus é totalmente contrário à realidade que o conhecimento da maldade operante no mundo vem nos impondo desde a nossa meninice, e na qual normalmente a maioria de nós já se acostumou a viver.

Por isso, leva-se anos para que todo o conhecimento enganoso que entrou em nossos corações proveniente da maldade do mundo seja substituído pelo conhecimento do amor de Deus ensinado por Cristo, e por fim a nossa fé em Deus atinja a maturidade.

E então, quando a fé genuína está realmente madura na vida de alguém, ela gera o empoderamento da AUTORIDADE dada aos cidadãos do Reino de Deus pelo Rei Jesus, e também gera uma SEGURANÇA tremenda ou uma grande convicção, que resultam em uma vida justa, alegre, pacífica, provida e saudável, em um comportamento sábio e acompanhado de contínuas ações de graças ao Pai Criador, com momentos maravilhosos e até indescritíveis na presença dele e que culminam em homenagens (louvores) ao Rei Jesus diariamente.

E todo esse comportamento espiritual vai fluindo naturalmente e independentemente da variação das circunstâncias no mundo. Essa é a realidade plena do Reino de Deus.

Como se pode ver, a fé em Deus não é instantânea e também não é nada que se viva de maneira imposta ou forçada, como propõe o pensamento religioso do mundo.

As mudanças efetivas de caráter e a maioria dos milagres advindos da fé genuína em Deus não vão acontecer de uma hora para outra na vida dos indivíduos, pois não há como se provar da maravilhosa  realidade do Reino de Deus sem uma insistência em buscar entendê-lo com clareza, meditando diariamente nas informações contidas nas escrituras e procurando praticá-las. Isso realmente leva tempo e requer muita paciência! Crescer em fé é um processo lento e pode-se dizer também sofrido (porque envolve arrependimento e desapego), mas que a longo prazo traz BÔNUS ETERNOS.

E também não é nada místico: é uma REALIDADE RACIONAL E PERFEITA que se vive pela aquisição e prática de um conhecimento específico, que é estável e infalível: ele não muda com o passar do tempo e o cumprimento da sua legislação não falha jamais.

É muitíssimo importante entendermos que a realidade espiritual PRECISA PASSAR PELA NOSSA RAZÃO, e ser fortalecida em nossas mentes e corações através de uma busca constante, ou não poderemos usufruir dela em sua plenitude.

Então, que fique claro: o nascimento, crescimento e amadurecimento da fé verdadeira em Deus depende diretamente de um primeiro contato com o conhecimento do REINO E DA JUSTIÇA DE DEUS revelado por Cristo, que deve ser seguido de um aprofundamento nele; esse conhecimento está publicado nas escrituras bíblicas e faz parte do conteúdo dos evangelhos e das cartas dos apóstolos. Sem a aquisição dessa sabedoria é impossível que alguém conheça e creia no Deus vivo e se relacione intimamente com Ele.

Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Haverá então grande tribulação, como nunca houve...




Haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.

Jesus Cristo

Encontramos a citação acima no evangelho de Mateus, capítulo 24, versículos 21 e 22. Nesse capítulo, assim como também encontramos em outros capítulos dos evangelhos de Marcos e Lucas, está o momento em que Jesus Cristo responde o seguinte questionamento de seus discípulos: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?"

Então, o Rei Jesus segue explicando por partes, como se daria a tomada e destruição de Jerusalém e o que haveria de acontecer no mundo antes da sua segunda vinda.

Antes de prosseguir com este texto, quero deixar claro que não estou criando nenhuma doutrina. Aqui coloco apenas minhas impressões daquilo que entendo ser o mais coerente com a fala do Rei Jesus Cristo, levando também em consideração as informações contidas em outros locais das escrituras bíblicas.

E também não vejo momento melhor para falar sobre o fim dos tempos do que agora, quando o mundo é pego de surpresa "mais uma vez" com o ataque de um inimigo invisível: Covid-19. Há décadas atrás, no início do século XX, o mundo também passou por situação similar com a gripe espanhola e também com outras pestes e demais eventos, que foram assolando as nações e deixando muita morte para trás.

Agora, voltando para a citação do evangelho que inicia este texto, ela está primeiramente apontando para um evento pontual e não mundial, que foi a destruição de Jerusalém pelo Império Romano que aconteceu 40 anos após a morte e ressurreição de Cristo, durante o qual não só aquela cidade como também todo o país de Israel teve de ser evacuado às pressas por causa do terror que o exercito romano causou ali.

No trecho bíblico anterior ao que inicia este estudo, que vai dos versículos quinze ao vinte do mesmo capítulo (Mateus 24:15-20), vemos Jesus Cristo especificar como seria o desespero que os israelitas enfrentariam durante a invasão do exército romano a Jerusalém:

Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda — então os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado.

Em segundo plano, a fala de Jesus em Mateus 24:21,22 também aponta para eventos de amplitude maior, que atingiriam o mundo inteiro.

Se verificarmos os fatos históricos após a destruição de Jerusalém, percebemos que o mundo foi passando por uma sucessão de eventos muito ruins, especialmente na idade média, mas que em magnitude não chegam aos pés do que começou a ocorrer pelas nações da terra após o início do século XX. 

Então, através de uma rápida pesquisa na internet, podemos encontrar dados como estes a seguir:

• 1914 - Primeira guerra mundial. Saldo de mortos: aproximadamente 9 milhões de pessoas, e 20 milhões de feridos.
• 1918, 1919 - Gripe espanhola. Saldo de mortos: aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo o mundo.
•1920 - Início do partido Nazista, no comando de Adolf Hitler. A partir de 1933, a matança de judeus e outros elementos vistos como indesejáveis começa. Saldo de mortos: cerca de 10 milhões de pessoas (dos quais 6 milhões foram só do povo judeu).
• 1939 - Segunda guerra mundial. Saldo de mortos: cerca de 85 milhões de pessoas.
• 1947 - Guerra fria. Saldo de mortos: cerca de 21 milhões de pessoas.
• 1957 - Gripe asiática. Saldo de mortos: cerca de 2 milhões de pessoas.
• 1967 - Guerra dos 6 dias. Saldo de mortos: cerca de 5.000 pessoas.
• 1968 - Gripe de Hong Kong. Saldo de mortos: cerca de 3 milhões de pessoas.
• 1976 - O vírus Ebola começa a atacar e matar pessoas rapidamente.
• 1980 -  Identificação do vírus HIV, que matou pessoas aos milhares e continua matando até hoje.
• 1986 - Acidente de Chernobyl em 26/04. Matou cerca de 9.000 pessoas na ocasião, mas continua matando até hoje por causa dos efeitos da radioatividade liberada na natureza. O foguete tripulado Challenger explode no céu em 28/01/1986, minutos após seu lançamento, matando os cientistas tripulantes e deixando um prejuízo de milhões de dólares para trás.
• 1990 - Guerra do golfo. Saldo de mortos: cerca de 200.000 pessoas.
• 1991 - Explosão do monte Pinatubo, catástrofe que teve influência sobre o clima mundial. Neste evento, morreram na hora cerca de 800 pessoas que moravam próximas ao monte, mas, em seguida, por causa da diminuição da temperatura em todo o planeta, os invernos rigorosos pegaram as pessoas desprevenidas ocasionando também outras mortes.
• 1995 (até 2013) - mais um surto do vírus Ebola, que prossegue fazendo suas vítimas.
• 2001 - ataque terrorista às torres gêmeas. Saldo de mortos: cerca de 3.000 vítimas.
• 2009 - início da pandemia de Gripe H1N1, ou gripe suína. Saldo de mortos: cerca de 17.000 pessoas.
• 2011 - Início da Guerra na Síria (dura até agora). Saldo de mortos: cerca de 500.000 pessoas. Em 11/03 aconteceu o tsunami e o acidente nuclear em Fukushima, onde cerca de 20.000 pessoas morreram ou desapareceram. 
• 2014 - O Estado Islâmico cria um califado e mostra de vez suas intenções ao mundo, e há um aumento dos ataques terroristas em vários países, deixando muitos locais destruídos e matando várias pessoas.
• 2014 e 2018 - mais surtos do vírus Ebola, que continuou deixando mortos para trás. Total de mortos desde 1976: cerca de 20.000 pessoas.
• 2019 - início da Covid 19 (no início de 2022 o número de mortos chega a aproximadamente 6 milhões de pessoas)
• 22/02/2022 - início da guerra Rússia x Ucrânia

Todos os dados acima podem ser encontrados facilmente na Wikipedia, bem como em vídeos no YouTube; é só pesquisar pelos títulos do evento.

Portanto, essas são algumas informações que encontramos após uma tímida pesquisa na web. E só com esses dados já dá para observar que o estrago que esses eventos ocasionaram à humanidade não foi pequeno.

E alguns dos eventos listados acima estão trazendo prejuízos aos seres humanos até agora, seja na saúde seja financeiramente. E isso tudo sem contar com outros infelizes acontecimentos que permeiam cada adversidade dessas, que são as catástrofes naturais e a fome advinda das crises econômicas mundiais. Terremotos, períodos intensos de chuvas, ciclones e tsunamis causaram muitas doenças, mortes e prejuízos financeiros astronômicos em muitos países.

Não vou citar aqui trechos do livro de Apocalipse, e de outros livros do Novo ou do Antigo Testamento para fins de comparação, mas, analisando apenas as informações acima, dá para se ter uma ideia do que seria a tribulação que o mundo haveria de enfrentar, referida por Jesus Cristo.

Em nenhuma outra época, antes do século XX, os seres humanos experimentaram tantas mortes e tanta destruição em sequência, apesar do aumento do conhecimento tecnológico; aliás, o aumento da tecnologia no mundo trouxe consigo enorme destruição, quando observamos a ação das bombas atômicas e acidentes com usinas nucleares, fora os acidentes em plataformas petrolíferas e com navios, que provocaram o derramamento de petróleo, combustível e outras substâncias tóxicas nos oceanos.

Se os dados acima não se relacionam com uma tribulação gigantesca que o mundo vem passando, e que inauguram o século XX, então não sei que grande tribulação seria esta que o nosso mundo ainda haveria de passar, como muitos insistem em proclamar.

Analisando a fala de Cristo percebemos claramente que a tribulação a qual ele se refere teria um início (muitos acontecimentos ruins seriam apenas "o início das dores"). Isso nos leva a entender que tal tribulação vai se tornar cada vez mais sofrida com o passar do tempo, até chegar numa situação em que os próprios cristãos vão sentir na pele a grande dificuldade de continuarem vivendo o amor de Deus. 

O ódio e o desprezo das pessoas com relação a fé cristã em todas as nações da terra fará com que os cristãos verdadeiros cheguem a um ponto de ter de perseverar muito para continuarem firmes em Jesus, sem apostatarem da fé.

No trecho de Mateus 24:4-14, Cristo falou  o seguinte:

Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

No trecho acima, Cristo aponta o que aconteceria no mundo antes de sua vinda. Dos falsos profetas e falsos cristos eu não preciso falar, pois está muito evidente hoje de quem se tratam tais pessoas. Mas, um dos acontecimentos que Jesus menciona, em especial, está relacionado ao aumento da perseguição aos cristãos no mundo. Nunca, desde o tempo em que a igreja foi iniciada, os cristãos foram tão perseguidos na terra como nos séculos XX e XXI.

A matança de cristãos em alguns países se tornou algo "corriqueiro" e que o mundo simplesmente ignora. Diariamente, em vários países, muitos cristãos são presos, torturados e mortos por causa da fé em Jesus, e isso foi se intensificando a partir do século XX culminando em um crescimento absurdo no século XXI.

Clique nos títulos a seguir e confira a realidade da perseguição aos cristãos no século atual:

Novo estudo: perseguição aos cristãos está chegando a níveis de genocídio.

História da perseguição aos cristãos.

Nunca os cristãos foram tão odiados e repudiados em tantas nações como agora. E não há como separar essa situação daquilo que entendemos ser a tribulação mencionada por Jesus.

O Rei Jesus também fala sobre o aumento da maldade, que levaria ao "esfriamento do amor em muitas pessoas". Quando Ele diz isso está falando da apostasia da fé nele. O "amor" ao qual Jesus se refere nesse trecho é o conhecimento da Justiça de Deus que dá as pessoas a consciência de que elas precisam de uma justificação diante do Pai Criador, que só pode ser adquirida unicamente pela fé no sacrifício feito pelo Filho de Deus.

Muita gente simplesmente está ignorando o conhecimento do amor de Deus ou deliberadamente está desistindo de praticá-lo, pois isso exige muita perseverança visto que o amor de Deus leva o indivíduo a viver uma realidade contrária a deste mundo; portanto, a busca pelo aprendizado e prática do "amor" está literalmente esfriando nos corações de várias pessoas, que estão sucumbindo aos conhecimentos advindos da maldade operante no mundo, assim como o Rei Jesus falou que aconteceria.

Então, especialmente da metade do século XX em diante, muitas pessoas estão decidindo deixar de crer em Cristo ou decidem deixar de crer em Deus movidas pelo ceticismo, por movimentos ideológicos, pelo entretenimento, dentre outros fatores.

Esses pensamentos e situações impedem os indivíduos de enxergarem a verdade sobre o nosso Criador, declarada nas escrituras bíblicas e revelada ao mundo por Jesus Cristo; levados pelas aparências dos acontecimentos, muitos acabam formando ideias equivocadas sobre Deus e infelizmente são desmotivados de buscar entender a verdadeira identidade dele.

Abaixo confira alguns depoimentos de pessoas que decidiram apostatar da fé em Jesus ou da fé em Deus:

Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade.

Razões para não crer em Deus.

Porque eu não acredito em Deus.

Esses são apenas três links dos muitos outros que podemos achar na internet com depoimentos de pessoas que deixaram de crer em Deus. Podemos encontrar diversos textos e vídeos de pessoas relatando o porquê de suas descrenças nele.

Agora dá para entender porque Jesus Cristo falou "Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria". Com toda a certeza, o nosso Criador com sua infinita misericórdia interferiu e ainda está interferindo em cada infeliz acontecimento desses a fim de que a igreja sobreviva e tenha tempo para proclamar as boas novas do Reino de Deus ao mundo, até que a medida da maldade seja atingida nele.

Concluindo, a tribulação mencionada por Jesus Cristo não foi um evento único, mas está sendo uma sucessão de eventos que até se misturam por acontecerem de forma simultânea, e que só são discernidos uns dos outros ao analisarmos as diferentes localidades onde ocorrem e também a breve quantidade de anos, meses ou dias que os separam.

Assim sendo, a humanidade está passando pelo tempo de tribulação dito por Jesus pelo menos, com mais evidência, desde o século passado, e isso fica claro quando comparamos os resultados de pesquisa com as informações contidas nas escrituras bíblicas. E, por conseguinte, a igreja NÃO FOI ARREBATADA, mas está vivendo cada evento da "tribulação" guardada pelo Senhor e prossegue PROCLAMANDO A MENSAGEM DO EVANGELHO, até a volta de Jesus.

Creio que, pelo andar da carruagem, estamos às portas de testemunhar a última fase antes da segunda vinda de Jesus Cristo: a instalação de um governo mundial, cuja meta é silenciar definitivamente aqueles que dão testemunho verdadeiro de Deus e mostrar ao mundo que ele está mesmo ocupando o lugar que deveria ser do Rei Jesus, como se ele fosse o próprio.

Só quero lembrar que quando digo "às portas" não estou querendo estipular uma quantidade de tempo exata, mas estou querendo dizer que "está bem perto de acontecer". A instalação do governo mundial pode demorar alguns anos daqui para frente para se concretizar, e pode não acontecer da forma como imaginamos; porém, este evento não pegará a igreja do Senhor Jesus de surpresa, pois ela já está avisada e consciente do que virá.

Talvez você esteja se perguntando: Por que eu não percebi que já estávamos vivendo a tribulação que Cristo falou? - É simples: a grande tribulação mencionada por Jesus, bem como todos os outros sinais para o fim dos tempos, são eventos de origem espiritual e não podem ser percebidos como realmente são sem um discernimento dado por Deus. Eles seguem acontecendo "ocultados" para o mundo, e a igreja só pode percebê-los se compreender de fato o que está revelado nas escrituras bíblicas.

Se você prestar atenção em como as coisas se sucederam nos evangelhos, foi exatamente assim que aconteceu com os fariseus e mestres da Lei: o Cristo que eles diziam esperar veio e ficou diante deles, falando diretamente a eles e dando os sinais de quem era Ele através de milagres, e os tais nada entenderam.

Que a igreja do Senhor Jesus Cristo acorde, entenda A PALAVRA e se prepare, porque, como se vê, as coisas não acontecem da forma como divulgam os que tem poder de manipular informações e desviar as pessoas da verdade.

Missionária Oriana Costa.

A verdadeira igreja do Senhor Jesus Cristo prossegue consciente do que Ele ensinou e avisou. Ela não é pega de surpresa. (Dito meu)




terça-feira, 31 de março de 2020

A blasfêmia contra o Espírito Santo

Esta fala de Jesus é bem famosa e também mal entendida por muita gente.

E as interpretações equivocadas desse trecho do evangelho geralmente acontecem por dois motivos: o primeiro, é que as pessoas não entendem o que é  "falar contra o Espírito Santo", ou  não entendem o significado da palavra "blasfêmia" (que consta nas versões mais tradicionais da Bíblia), já que no dia-a-dia não usamos essa palavra nas conversas; e o segundo, é que as pessoas não entendem em que contexto essa afirmação de Cristo está inserida, pois normalmente ela é interpretada de forma isolada.

Ao lermos as escrituras bíblicas devemos sempre ter o cuidado de verificar o contexto dos trechos que estamos analisando, e também verificar o significado de certas palavras e expressões, pois, muitas delas, além de não fazerem parte do vocabulário de conversação cotidiano, também não fazem parte da nossa cultura local e atual.

A Bíblia, especialmente nas versões mais tradicionais, como a João Ferreira de Almeida por exemplo, contém muitas palavras eruditas, além de expressões com os costumes judaicos da época em que Jesus iniciou seu ministério, e que, atualmente, não são conhecidos por quem não é judeu ou não é estudioso de cultura judaica antiga.

Por este motivo, sempre é bom estudar as escrituras bíblicas usando pelos menos duas versões diferentes dela, além de um dicionário de língua portuguesa e um dicionário de cultura judaica antiga.

As "Bíblias de estudo" são boas por trazerem em anexo as informações extras para facilitar o entendimento, mas, no entanto, também trazem pré-interpretações que podem não ser aquilo que realmente as escrituras estejam comunicando. O ideal é que façamos um esforço para estudar e meditar na palavra de Deus por nossa própria iniciativa, sem usar de interpretações de terceiros.

Agora, voltando ao raciocínio inicial do nosso texto, vamos ver o que significa a palavra "blasfêmia":


Tendo o entendimento correto do significado da palavra blasfêmia, podemos seguir analisando o contexto em que o Rei Jesus Cristo fez sua famosa afirmação. A situação encontra-se no trecho que vai do vigésimo segundo ao trigésimo sétimo versículo do décimo segundo capítulo do evangelho de Mateus (veja na sua Bíblia: Mateus 12:22-37).

Na postagem anterior a esta, aqui neste blog, há uma explicação sobre a primeira parte do discurso de Cristo na referência que está no parágrafo anterior, onde Ele fala que "todo reino dividido contra si mesmo será arruinado".

De posse de mais este entendimento, podemos analisar a segunda parte do discurso do Rei Jesus, onde Ele prossegue dizendo que "quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir". Só lembrando, antes de prosseguirmos, que falar contra o Espírito Santo também é o mesmo que blasfemar contra Ele.

Observamos, portanto, lendo todo o trecho bíblico referido aqui, que a situação pela qual o Senhor foi levado a falar da blasfêmia contra o Espírito Santo foi o momento onde os fariseus disseram "é somente por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios".

No momento em que os fariseus fizeram a afirmação acima, eles estavam conscientes de que aquilo que disseram não era verdade. Eles sabiam que o Diabo não podia se levantar contra si mesmo, e que demônios só se dobram à autoridade de Deus. O que aqueles homens queriam, na verdade, era manipular o povo para que se levantasse contra o Cristo (ainda que Ele estivesse correto) a fim de que continuasse dando a eles o prestígio e o status que tinham na sociedade.

No entanto, o Senhor Jesus, sabendo suas intenções, imediatamente falou-lhes a verdade diante de todo o povo, para que todos pudessem julgar a situação. Ao dizer "se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus", Cristo apontou de que maneira aqueles homens haviam se colocado contra o Espírito de Deus.

Logo, entendemos que a blasfêmia contra o Espírito do Senhor acontece quando, pessoas que tem o conhecimento de que Ele existe e como Ele age, negam propositalmente sua ação, integridade e autoridade, para satisfazerem seus desejos pessoais, assim como os fariseus decidiram fazer.

Para concluir o raciocínio, é importante entender que no momento em que o Rei Jesus libertou o endemoniado e deu a ele cura, o fez pela ação do Espírito, com um único propósito: PROCLAMAR O SEU REINO.

Assim sendo, quem nega deliberadamente o agir do Espírito de Deus, especialmente SABENDO O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE ELE, está rejeitando a obra redentora de Cristo e também o Seu Reino, visto que todo o trabalho do Espírito da verdade é CONVENCER O MUNDO DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO (João 16:8-11) ou seja, apontar que precisamos de uma justificação que nos é concedida gratuitamente pelo sacrifício de Cristo, a fim de que possamos entrar no  Reino de Deus.

Missionária Oriana Costa.



sexta-feira, 27 de março de 2020

Todo reino dividido contra si mesmo é devastado.

As palavras ditas por Jesus nessa afirmação são fato. Realmente, um lugar onde as pessoas estão divididas, onde cada uma quer uma coisa diferente e terminam brigando entre si por causa disso, não pode continuar: os indivíduos desistem de conviver e vão cada qual para um lado.

E quando o convívio é forçado, as pessoas ficam lutando para se livrar uma da outra, ou ficam tentando dominar sobre a vontade uma da outra; e essa situação vai gerando muitos conflitos que podem terminar de uma forma violenta.

Mas, voltando a afirmação de Jesus, suas palavras não foram ditas por acaso. Elas foram uma resposta às afirmações mentirosas que os fariseus disseram a respeito dele, após o terem visto fazer mais um de seus milagres.

Neste episódio, um homem endemoniado tinha sido levado a Jesus, e o mal se manifestava no corpo do homem bloqueando sua visão e sua voz. Jesus, então, curou aquele homem expulsando o demônio que o impedia de ter uma vida normal.

No entanto, mesmo sabendo que a ação de Jesus naquele caso não podia vir de outro lugar, senão de Deus, os fariseus decidiram se levantar contra Ele. Então, eles simplesmente disseram que Jesus estava agindo com a autoridade do Diabo ao expulsar demônios das pessoas, e não com a autoridade de Deus.

Essa atitude dos fariseus foi movida por inveja, e pelo medo de perder suas regalias na sociedade se caíssem em descrédito aos olhos do povo. Como eles eram bem vistos na sociedade, resolveram usar suas influências para manipular os pensamentos do povo contra o Cristo (e vejam que, até os nossos dias, é desta mesma forma que o Diabo tem agido, usando muitas pessoas influentes e poderosas em todo o mundo!)

Eis o trecho completo:

"Então levaram-lhe um endemoninhado que era cego e mudo, e Jesus o curou, de modo que ele pôde falar e ver. Todo o povo ficou atônito e disse: "Não será este o Filho de Davi?" Mas quando os fariseus ouviram isso, disseram: "É somente por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios". Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, então, subsistirá seu reino? E se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos de vocês? Por isso, eles mesmos serão juízes sobre vocês. Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus." (Mateus 12:22-28)

Os fariseus não chegaram a falar a Jesus o que estavam dizendo entre si sobre ele, mas o Cristo sabia o que estava acontecendo, e falou a verdade diretamente a eles e ao restante do povo.

Na sua resposta, o Rei Jesus lembrou algo importante aos fariseus: "Se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos de vocês? Por isso, eles mesmos serão juízes sobre vocês." - Jesus expõe aqui uma informação interessante sobre os filhos dos fariseus, dizendo que esses também expulsavam demônios.

Cristo os confrontou, dizendo a eles que, se estavam sugerindo que os demônios só obedeciam à autoridade do Diabo, os próprios filhos deles também se enquadravam na mesma situação de Jesus, visto que também estavam agindo da mesma maneira que Ele. E, sendo assim, os filhos daqueles homens iriam julgá-los por suas palavras incoerentes, pois todos sabem que os demônios se dobram somente ao nome de Deus.

Então, Jesus Cristo completa seu raciocínio: "Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus."

Dizendo essas palavras, o Rei Jesus expôs que era pelo Espírito de Deus que estava expulsando os demônios das pessoas, e que ele estava fazendo isso para demonstrar a todos A GLÓRIA DE SEU REINO (onde não existe maldade) e a autoridade suprema que tinha, e que lhe fora dada pelo Pai; e este poder não era somente para expulsar demônios, mas, antes de tudo, para julgar todas as coisas.

Missionária Oriana Costa.







sexta-feira, 20 de março de 2020

Série meditando no Salmo 119: versículos 71,72 e 73.

No versículo 71 no trecho dessa postagem, vemos repetir-se o mesmo raciocínio do versículo 67 deste mesmo salmo: sem o "castigo" de Deus não conseguimos viver plenamente sua reta justiça (leia a explicação de como se dá o castigo de Deus aqui no blog, no texto de título: "Série meditando no Salmo 119: versículos 67 e 68").

Muitas vezes precisamos ser confrontados pelo nosso Criador para entender que estamos errados, e, desta forma, finalmente enxergar que viver conforme a justiça dele é o melhor para nós, pois nos livra da ação da maldade e nos mantém em paz.

O salmista, nesse trecho, relata que para ele os decretos ou mandamentos de Deus (Sua Justiça) são mais valiosos que prata e ouro. E ele não diz isso à tôa: pois foi por esses decretos que Deus criou todas as coisas em nosso universo material, incluindo a prata, o ouro, e a nós mesmos.

Então, obviamente, a reta Justiça de Deus é muito mais valiosa do que tudo o que há no universo, visto que é por causa dela que ele existe e funciona.

E, existe ainda um detalhe sobre a Justiça de Deus, apontado também aqui nesse trecho do salmo 119, que talvez pouca gente tenha conseguido perceber: os "mandamentos" da Justiça de Deus aos quais o salmista está se referindo não são os "mandamentos que foram entregues a Moisés"! É isso mesmo que você está lendo!

Os mandamentos da Justiça de Deus são aqueles pelos quais Deus criou todas as coisas e que foram devidamente revelados por Cristo. Essas leis e regras são geradoras de vida, e não de condenação; do contrário, o apóstolo Paulo de Tarso não teria dito estas palavras:

"Sabemos que tudo o que a lei diz, o diz àqueles que estão debaixo dela, para que toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juízo de Deus. Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem." (Romanos 3:19-22)

A Lei dada por Deus através de anjos a Moisés era para que o povo de Israel se mantivesse consciente, com passar do tempo, de que precisava de uma justificação (santificação) que só o seu Criador poderia lhe dar.

Logo no início dos evangelhos, no sermão da montanha, observarmos que Jesus Cristo expõe algumas diferenças entre os mandamentos da Lei de Moisés e os mandamentos da justiça eterna:

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado". "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos." (Mateus 5:38-45)

Então, para nós cristãos, é muito importante ter consciência dessa realidade, pois é de posse desse conhecimento que somos livrados de pensamentos equivocados acerca do nosso Criador e também somos capacitados a anunciar as boas novas de Seu Reino com clareza.

Missionária Oriana Costa.


quarta-feira, 18 de março de 2020

Aviso importante...

Tenho visto muita gente falando que esses males que ultimamente tem acometido as nações é um "castigo de Deus" ou é "a mão de Deus pesando sobre elas".

Porém, pessoas que falam essas coisas não tem entendimento de como funciona a Justiça de Deus, que foi revelada ao mundo pelo ensino de Cristo, e também por suas próprias morte e ressurreição.

É muito importante que tenhamos consciência de quem Deus realmente é e, especialmente, como Ele age hoje com relação a humanidade, depois da morte e ressurreição de Cristo, para que não fiquemos à mercê de informações equivocadas sobre Ele.

Definitivamente, se o Criador enviou seu próprio Filho para pagar o preço pelas nossas transgressões diante dele, a fim de nos disponibilizar uma justificação que nos faz herdeiros da vida eterna, não pode ser Ele o responsável pela destruição e pela morte que vem sobre as nações!

Deus não é bom e mal ao mesmo tempo. Ele não pode abençoar e amaldiçoar. Deus é somente bom, segundo diz a sua própria palavra, e sua vontade é sempre BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA! Se Cristo não veio para condenar o mundo, mas, para salvá-lo, como pode Ele agora condenar milhares de pessoas, e algumas delas que nem ao menos ouviram falar claramente dele, ao sofrimento e à morte?

Quando Jesus disse "está consumado" antes de morrer na cruz e ressuscitar em seguida, Ele não estava brincando. Deus ali estava disponibilizando o perdão dos pecados para qualquer um que creia nessa obra redentora, e estabelecendo com toda a humanidade uma ALIANÇA DE PAZ até o dia da segunda vinda de Cristo.

Então, neste momento, o nosso Criador está CURANDO, LIBERTANDO, LIVRANDO, RESSUSCITANDO, PROVIDENCIANDO, CONSTRUINDO, RESTITUINDO, mostrando a todos que Seu Reino é verdadeiro, e dando a todos tempo de ouvirem a mensagem de salvação e optarem pelo seu perdão para si.

Assim sendo, quem deseja anunciar o Reino de Deus precisa ter esse conhecimento e estar convicto dele, para que, ao anunciar a mensagem do evangelho, possa ser ouvido e entendido com clareza pelos outros.

Deus é realmente bom. Ele é realmente misericordioso, e é totalmente LUZ! E então, quem é ou quem são os responsáveis por todas essas desgraças que acontecem sobre a terra? Adivinhem... Somos nós.

Há quem coloque a culpa de todo o mal que acontece no Diabo. Realmente, a palavra de Deus nos revela que ele veio para matar, roubar e destruir; no entanto, ele não faz isso sozinho, precisa de "instrumentos" para agir. E esses instrumentos são os seres humanos...

Se deixarmos, se não impedirmos, o inimigo das nossas almas agirá sim através de nós, usando a nossa ignorância da Justiça de Deus, como de fato é o que ele tem feito usando as vidas de muitas pessoas; porém, elas não se dão conta disso.

A palavra de Deus mostra que a terra está sob o domínio do homem. Ele é quem tem feito e acontecido sobre ela. É a humanidade, movida por suas competições, vaidades e desejo de poder, a responsável pela degradação da terra e por fazê-la adoecer, e isso será cobrado com juros aos que não estiverem justificados no dia da vinda de Jesus Cristo.

Que nós pensemos sobre isso, tenhamos um mínimo de senso e busquemos nos aproximar do nosso Criador e entendê-lo por Sua palavra, enquanto Ele está acessível.

Missionária Oriana Costa.

segunda-feira, 16 de março de 2020

O Filho do homem é Senhor do sábado.

Um dos mandamentos da Lei de Moisés está relacionado ao dia de Sábado. Este mandamento pode ser encontrado no Livro de Êxodo, nos trechos seguintes:

"Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou. (Êxodo 20:8-11)

"Disse ainda o Senhor a Moisés: Diga aos israelitas que guardem os meus sábados. Isso será um sinal entre mim e vocês, geração após geração, a fim de que saibam que eu sou o Senhor, que os santifica. Guardem o sábado, pois para vocês é santo. Aquele que o profanar terá que ser executado; quem fizer algum trabalho nesse dia será eliminado do meio do seu povo. Em seis dias qualquer trabalho poderá ser feito, mas o sétimo dia é o sábado, o dia de descanso, consagrado ao Senhor. Quem fizer algum trabalho no sábado terá que ser executado. Os israelitas terão que guardar o sábado, eles e os seus descendentes, como uma aliança perpétua. Isso será um sinal perpétuo entre mim e os israelitas, pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, e no sétimo dia ele não trabalhou e descansou." (Êxodo 31:12-17)

Porém, em alguns momentos de seu ministério terreno, Jesus Cristo (sendo um judeu, descendente da tribo de Judá) se comportou de uma forma que "parecia estar quebrando esse mandamento", aos olhos dos fariseus e mestres da Lei. Segundo o conteúdo dos evangelhos, a primeira situação foi a seguinte:

"Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado." (Mateus 12:1,2)

E, então, Cristo lhes disse:

"Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus, e juntamente com os seus companheiros comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes. Pois o Filho do homem é Senhor do sábado". (Mateus 12:3-8)

A segunda situação, nesse mesmo capítulo do evangelho de Mateus, foi esta:

"Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: É permitido curar no sábado? Ele lhes respondeu: Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado. Então ele disse ao homem: Estenda a mão. Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra. Então os fariseus saíram e começaram a conspirar sobre como poderiam matar Jesus. Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar. Muitos o seguiram, e ele curou a todos os doentes que havia entre eles, advertindo-os que não dissessem quem ele era." (Mateus 12:11-16)

De fato, ao observarmos bem o conteúdo do Antigo Testamento, vemos que uma informação complementar à Lei dada por Deus a Moisés foi acrescentada. Por este motivo é que devemos ter o cuidado de lembrar de não interpretar um conteúdo da Bíblia Sagrada com base em um só trecho dela, pois existem outros trechos complementares, e que esclarecem a vontade de Deus para todos nós.

Um profeta israelita foi usado para falar do significado da guarda do sábado pelo povo que Deus havia escolhido para representá-lo na terra:

"Assim diz o Senhor: Mantenham a justiça e pratiquem o que é direito, pois a minha salvação está perto, e logo será revelada a minha retidão. Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece firme, observando o sábado, para não profaná-lo, e vigiando sua mão, para não cometer nenhum mal." (Isaías 56:1,2)

"Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai. " Pois é o Senhor quem fala." (Isaías 58:13,14)

Muitas pessoas que acreditam em Jesus entendem que devem guardar o sábado assim como está descrito no livro de Êxodo. No entanto, o próprio Jesus revelou qual era o verdadeiro sentido da guarda do sábado em si mesmo.

É muito importante que, ao lermos o Antigo Testamento, tenhamos em mente que todo o seu conteúdo aponta para uma realidade: o homem foi criado perfeito e sem nenhuma mácula, mas, no entanto, se separou de Deus, e mesmo assim este não o condenou à destruição para sempre; e essa circunstância fez com que o homem passasse a necessitar de uma "justificação" para a transgressão que cometera contra o Pai, justificação essa que obviamente lhe devolveria a posição de justo, e que só o seu próprio Criador poderia lhe dar.

Até que esta situação de justificação se concretizasse plenamente, o povo teve que obedecer a um conjunto de "regras" especiais por muito tempo, a fim de que um dia estivessem "prontos" para receber o cumprimento dessa promessa. E essas regras estão expressas exatamente na Lei que foi entregue a Moisés. Por isso, sabemos que o cumprimento dessa Lei não justifica ninguém diante de Deus, mas somente lembra aos indivíduos que os tais precisam ser justificados diante do Pai para serem salvos da condenação no Dia do juízo.

Na Lei, conforme citamos no início deste texto, está escrito que a guarda do sábado é um mandamento perpétuo entre "Deus e os israelitas" somente, e que o "deixar de trabalhar" nesse dia era um "sinal" que apontava para uma necessidade de JUSTIFICAÇÃO diante do Criador (ou de santificação): portanto, a guarda do sábado era uma forma de fazer o povo de Israel se lembrar sempre de que necessitava de um JUSTIFICADOR para si, e também lembrar que esse justificador era Deus quem iria providenciar para eles, e quando essa providência chegasse ISSO SERIA O SEU DESCANSO PARA SEMPRE!

Vejamos o que está escrito na carta aos Hebreus sobre esse descanso:

"Visto que nos foi deixada a promessa de entrarmos no descanso de Deus, temamos que algum de vocês pense que tenha falhado. Pois as boas novas foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles; mas a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram. Pois nós, os que cremos, é que entramos naquele descanso, conforme Deus disse: "Assim jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso" — embora as suas obras estivessem concluídas desde a criação do mundo. Pois em certo lugar ele falou sobre o sétimo dia, nestas palavras: "No sétimo dia Deus descansou de toda obra que realizara". E de novo, na passagem citada há pouco, diz: "Jamais entrarão no meu descanso". Entretanto, resta entrarem alguns naquele descanso, e aqueles a quem anteriormente as boas novas foram pregadas não entraram, por causa da desobediência. Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando-o "hoje", ao declarar muito tempo depois, por meio de Davi, de acordo com o que fora dito antes: "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração". Porque, se Josué lhes tivesse dado descanso, Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia. Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência." (Hebreus 4:1-11)

Portanto, vindo o Messias, que é aquele que foi escolhido para se sacrificar pelas transgressões de toda a humanidade, justificando (santificando) diante do Pai a todos os que crerem em sua obra redentora, a guarda do sábado assim como está descrita na Lei deixa de ser uma exigência a se cumprir.

Cristo agora é o nosso "sábado" e é nele que devemos descansar: por causa do que Ele fez em nosso favor, cumprindo em si mesmo a promessa de santificação dada por Deus para a humanidade através do povo israelita, sabemos que nele somos justificados de nossas transgressões contra o Pai Criador e assim somos livrados da condenação no juízo eterno.

Desta forma, quem crê em Jesus Cristo assim como está nas escrituras bíblicas, não tem mais necessidade de se lembrar que precisa de justificação ou de santificação diante do Pai a partir do cumprimento das regras da Lei.

Missionária Oriana Costa.


Atenção: se você é adventista ou professa uma fé que ensina a "guardar o sabado", entenda que o intuito desse texto não é ir contra qualquer religião, mas apenas esclarecer a todos de que se trata esse mandamento, e em qual contexto ele estava inserido. 


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