sexta-feira, 11 de junho de 2021

Quanto ao dia e à hora - Mateus 24 - Parte 6


Há muita especulação envolvida no tema "volta de Jesus" e, desde tempos atrás, várias pessoas têm tentando prever qual o momento exato em que Ele retornará. Contudo, através das Escrituras, sabemos que não é possível saber o dia e a hora exatos, mas somente ter ciência dos sinais que indicarão a iminência desse evento.

Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. (Mateus 24:36-42)

Outro trecho, como esse acima, é encontrado no evangelho de Marcos (Mc 13:32-37), e que também nos passa a mesma informação, de que o dia e a hora não serão revelados e a volta de Jesus Cristo acontecerá subitamente para o mundo, que estará em sua "rotina normal", regida pelo governo do anticristo. A igreja, contudo, estará vigilante e discernindo os sinais da proximidade do retorno do Rei, não sendo pega de surpresa.

Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: "Paz e segurança", então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão. (1 Tessalonicenses 5:1-3)

Há dois sinais que revelam que o retorno do Rei Jesus está muito próximo, faltando poucos anos, são: a apostasia total e a ascensão do anticristo, que virão acompanhados de um aumento exacerbado da perseguição aos cristãos, em todas as nações da terra.

O empoderamento do filho da perdição não aconteceu ainda, mas sabemos que não está tão longe de se tornar realidade.

A apostasia, contudo, está acontecendo de forma gradual, tendo se intensificado nos últimos tempos, à medida que a influência da maldade aumenta no mundo. Por exemplo, atualmente aqui no Brasil, se tornou comum encontrarmos pessoas que antes eram cristãs (católicas ou evangélicas) ou acreditavam em Jesus Cristo, mas agora professam uma outra crença ou simplesmente desacreditam totalmente na existência de um Criador.

Pode ser que, dentro de trinta ou quarenta anos, a incidência de pessoas que não estarão mais seguindo a Cristo – ou não estarão mais crendo em Deus no mundo – chegue a um patamar que poderemos chamar de "apostasia total". E, enquanto ela vai crescendo, vai gerando muitos "anticristos", como veremos mais adiante neste texto.

Portanto, quando esse tempo infeliz chegar, a pregação do Evangelho da salvação não será mais aceita, e não haverá mais espaço para que esse trabalho seja feito publicamente em lugar algum do planeta, pois, apesar do aumento da perseguição, ainda se encontram no mundo lugares onde é permitida a evangelização.

Quando a apostasia atingir seu ápice, então o anticristo será manifesto, como uma espécie de "salvador do mundo". No texto anterior falamos dos alertas de Jesus acerca do tempo da manifestação do anticristo. Vejamos, a seguir, as explicações dadas pelos apóstolos sobre esse assunto. Comecemos pelo Apóstolo João:

Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora. Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos. Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento. Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai. (1 João 2:18-23)

Como observamos no trecho acima, um anticristo é uma pessoa que nega, especialmente, que o Senhor veio até nós como um ser humano, morreu, ressuscitou e está vivo na eternidade, ou que Jesus é o Messias (o Cristo), aquele que o Pai enviou para justificar a humanidade.

Então, conforme o apóstolo João explica, antes que o "homem do pecado" apareça, outros como ele deverão surgir. Uma característica interessante relacionada a esses anticristos, segundo nos revela João, é que eles necessariamente tem um antecedente cristão. Portanto, tais pessoas conhecem o funcionamento das igrejas, conhecem o conteúdo bíblico, contudo não compreendem a mensagem de salvação e a realidade do Reino de Deus.

Ao deixarem de congregar, esses anticristos usam o que sabem para atacar os cristãos ou simplesmente espalham informações distorcidas acerca do Evangelho de Jesus Cristo ou da fé cristã, a fim de denegrirem a imagem de Deus e dos que creem n'Ele. Quem acredita neles acaba se fechando para a mensagem do Reino e, por causa disso, corre o risco de perder a oportunidade de ser justificado de suas transgressões diante do Criador.

Vejamos abaixo mais um trecho desse alerta dado pelo apóstolo João:

Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve. Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro. (1 João 4:1-6)

Outra informação que o apóstolo João nos passa é que os anticristos são falsos profetas, que estarão sempre negando a Jesus. Somente a Igreja pode discerni-los, conforme ele avisa: "todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro"

Por enquanto, essa ação maligna está sendo neutralizada no mundo pelo trabalho dos cristãos, pois João diz "vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo".

De fato, esses falsos profetas, apesar da ousadia que têm, não tem o mesmo potencial daquele que surgirá próximo à segunda vinda do Senhor. Desde a ressurreição de Cristo até agora, essas pessoas ainda são incapazes de barrar por completo a evangelização. Isso acontece porque a igreja ainda está ativa, revestida de autoridade e compelida pelo poder de Deus, cumprindo sobrenaturalmente o chamado da anunciação das boas novas de salvação feito pelo Rei Jesus.

A seguir vamos ler mais uma advertência do apóstolo João sobre os anticristos ou falsos profetas:

E este é o amor: que andemos em obediência aos seus mandamentos. Como vocês já têm ouvido desde o princípio, o mandamento é este: que vocês andem em amor. De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chega a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas. (2 João 1:6-11)

De acordo com as informações contidas acima, é importante que todo cristão saiba o que é o "amor", a fim de que não seja enganado e não caia na apostasia. Então, segundo o apóstolo explica, esse amor não se trata de um sentimento, mas de um conjunto de leis ou regras que constituem os princípios da Justiça de Deus, sobre os quais Cristo ensinou e nos quais todos os que n'Ele creem devem se esforçar para andar.

É importante que, ao identificar um falso profeta, fiquemos afastados dele, pois tal pessoa é um potencial influenciador. Quando João alerta para não recebermos em nossas casas e nem saudarmos pessoas movidas pelo espírito do erro, ele está querendo dizer que devemos manter distância delas, a fim de nos protegermos bem como os nossos familiares e irmãos na fé.

Vejamos abaixo um outro aviso sobre o anticristo, desta vez dado à igreja pelo apóstolo Paulo:

Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. Não se lembram de que quando eu ainda estava com vocês costumava lhes falar essas coisas? E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. A verdade é que o mistério da iniquidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém. Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda. A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. (2 Tessalonicenses 2:1-12)

Portanto, as palavras de Paulo, além de confirmarem aquelas ditas pelo apóstolo João, ainda nos passam mais uma informação sobre o filho da perdição: ele será muito poderoso e vai se opor e se exaltar acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus.

Isso significa que esse indivíduo vai assumir o controle do mundo, desdenhando a fé em Deus e se colocando literalmente no lugar dele, obrigando as nações a reverenciá-lo como a um deus, e muito provavelmente fazendo de Jerusalém (monte do Templo) o local onde ficará seu gabinete ou mesmo a sua residência principal, como uma forma de menosprezar o Deus Criador publicamente.

Em Daniel 7:23-25, Daniel 11:36 e Apocalipse 13:5-8 há descrições semelhantes àquela dada pelo apóstolo Paulo sobre o anticristo.

Para encerrar este texto, importante dizer que o melhor que nós cristãos devemos fazer hoje é continuar anunciando a mensagem do Reino de Deus, conforme o possível, e esperar com paciência que os últimos sinais se cumpram. Devemos, ainda, lembrar que quanto mais próximo estiver o dia da volta do Rei Jesus, mais difícil se tornará a situação dos cristãos sobre a Terra. Essa condição exigirá dos que estiverem aqui, no auge da grande tribulação, uma maior unidade, maior perseverança, e muito mais vigilância acerca do que se diz e se faz do que estamos tendo agora.

É por isso que o autor da carta aos Hebreus fala as seguintes palavras:

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia. (Hebreus 10:25)


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

terça-feira, 8 de junho de 2021

O sol escurecerá e a lua não dará a sua luz - Mateus 24 - Parte 5


Continuando nosso estudo do capítulo 24 do Evangelho de Mateus, vejamos a parte onde o Senhor Jesus nos fala acerca dos últimos fatos que acontecerão no mundo, um pouco antes do seu retorno. Tais eventos convergem para o auge da grande tribulação, mencionada por Ele no versículo 21.

A título de uma melhor compreensão do texto, também faremos comparações com trechos dos evangelhos de Marcos, no capítulo 13, e Lucas, nos capítulos 17 e 21, os quais se referem ao mesmo assunto, pois contêm informações que confirmam e complementam ao texto do Evangelho de Mateus.

Analisemos o aviso que o Senhor nos dá a partir do Evangelho de Mateus:
Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. (Mateus 24:28-30)
Jesus alerta seus discípulos que sua volta seria sobrenatural e que Ele viria do alto, e não dentre as pessoas, aparecendo à vista de todos por entre as nuvens, envolto num grande clarão (Mateus 24:23-27). Então, o Senhor falou dos acontecimentos que sobreviriam à sua igreja, antes da Sua segunda vinda.

Ao contrário do que muitos pensam, a igreja não só permanece aqui, durante o período da tribulação, – que, inclusive, já vem acontecendo em toda a terra –, como também ainda estará aqui, no auge desses momentos difíceis.

Ao falar sobre o cadáver e os abutres, no versículo 28, Cristo se refere ao tempo da manifestação do Anticristo (o cadáver) e da condenação que virá em seguida sobre ele, na Sua vinda (os abutres).

No livro de Apocalipse há um trecho referente a esses acontecimentos, onde podemos ver mais detalhes de como será essa fase:
Vi um anjo que estava de pé no sol e que clamava em alta voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: "Venham, reúnam-se para o grande banquete de Deus, para comerem carne de reis, generais e poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos: livres e escravos, pequenos e grandes". Então vi a besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para guerrearem contra aquele que está montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. Os demais foram mortos com a espada que saía da boca daquele que está montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles. (Apocalipse 19:17-21)
No Evangelho de Lucas, capítulo 17, há um trecho que também se refere ao cadáver e aos abutres, mostrando o que acontecerá aos cristãos que se deixarem levar pela filosofia do "filho da perdição", no dia do retorno de Cristo:
Lembrem-se da mulher de Ló! Quem tentar conservar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservará. Eu lhes digo: naquela noite duas pessoas estarão numa cama; uma será tirada e a outra deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra deixada. Duas pessoas estarão no campo; uma será tirada e a outra deixada. Onde, Senhor? – perguntaram eles. Ele respondeu: Onde houver um cadáver, ali se ajuntarão os abutres. (Lucas 17:32-37)
A mulher de Ló (leia a história em Gênesis 19), estava apegada à sua vida confortável em Sodoma, e não acreditou no aviso de destruição dado pelos dois mensageiros de Deus. Por isso, ela decidiu trocar sua família pela vida que levava e voltou para a cidade. Assim, ela acabou morrendo, junto com os que ficaram lá. Da mesma forma, cristãos que se apegarem ao conforto material, e por causa disso priorizarem a filosofia do Anticristo ao invés da fé em Jesus, a fim de não perderem bens, fama ou status, não ressuscitarão e não herdarão a vida eterna (serão deixados, ou seja, estarão condenados).

Conforme o trecho de Apocalipse 19, postado parágrafos acima, antes do retorno do Rei Jesus, "a besta que sobe do abismo" (o "cadáver", ao qual Cristo se refere) e seus aliados deverão iniciar uma grande perseguição aos cristãos em todas as nações da terra. Atualmente, a perseguição aos cristãos está principalmente concentrada em países de governo totalitarista (ditatorial, socialista ou comunista) ou onde a maioria das pessoas professa a fé islâmica.

Se, então, fizermos uma comparação com o alerta do Senhor no Evangelho de Mateus, essa perseguição extrema é o ápice da tribulação que a igreja já vem enfrentando, e se dará quando "o sol escurecer, e a lua não der a sua luz, as estrelas caírem do céu e os poderes celestes forem abalados" .

Isso significa que, nos momentos em que estiver manifesto, o anticristo conseguirá, por algum tempo – que, felizmente, não será longo –, impedir que o testemunho do Reino de Deus seja dado em todo o mundo. Na Bíblia, esse episódio está retratado simbolicamente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Os trechos mais contundentes sobre o tempo do Anticristo se encontram no livro de Daniel (Dn 7:25, Dn 8:23-25, Dn 11:36-45, Dn 12:1-3) e, em algumas partes do Novo Testamento, nas falas de Jesus e em alguns trechos das cartas dos Apóstolos, e especialmente no livro de Apocalipse (Ap 11:7-12, Ap 13:11-18). 

Essa será uma fase de muita pressão para todos os que aguardam a volta de Jesus, mas de muita alegria para todos os que concordam com a filosofia e os pensamentos do "homem do pecado". 

A principal tática que o anticristo vai usar, para calar a boca dos que proclamam o Evangelho, será convencendo as maiorias com mentiras, dizendo que a fé em Jesus Cristo é inútil, pois essa crença não estará dando a prosperidade material nem estará pondo a comida nos pratos dos famintos, assim como ele estará se esforçando para fazer. Ao final deste texto, há a citação de um trecho da segunda carta de Paulo aos cristãos de Tessalônica, advertindo-os sobre como o anticristo se manifestará.

Com relação aos significados dos símbolos usados por Cristo em sua explicação, o "sol" representa os povos de todas as nações, judeus e não-judeus, que creram na mensagem do Reino, que começou a ser anunciada a partir de Cristo, e aguardam o Seu retorno (Salmos 89:34-36).

A "lua" representa todos os que viveram até antes da morte e ressurreição de Jesus. Estes últimos acreditavam na promessa de salvação feita pelo Pai, durante o tempo em que a Antiga Aliança ainda estava em vigor, e esperavam a vinda de um "Justificador" ou "Messias".

Dentre esses estão Adão e Eva, Abel, Set, Noé, Abraão, Melquisedeque, o Rei Davi, o Rei Salomão, etc., e todos os profetas levantados por Deus para guiar e exortar os israelitas, como Moisés, Elias, Eliseu, Jeremias, Daniel, etc.

Apesar desses indivíduos da antiguidade já não estarem mais entre nós, seu testemunho ainda está vivo,  sendo proclamado dentre os povos, através dos séculos, por meio do Velho Testamento, utilizado tanto  pelos judeus como pelos cristãos.

Assim, o sol e a lua juntos representam a igreja por completo, ou seja, toda a congregação de cidadãos do Reino de Deus de todas as eras. Essa congregação é chamada também de "noiva do Cordeiro", de "Jerusalém celestial" ou "cidade santa" nas escrituras bíblicas.

Especialmente no livro de cantares, há vários trechos que se referem à essa igreja. Vejamos um deles:
Quem é essa que aparece como o alvorecer, bela como a lua, brilhante como o sol, admirável como um exército e suas bandeiras? (Cantares 6:10)
No livro do profeta Joel, no Antigo Testamento, também encontramos um trecho em que Deus usa o profeta para falar desse "sol" e dessa "lua". Vejamos a seguir:
Proclamem isto entre as nações: Preparem-se para a guerra! Despertem os guerreiros! Todos os homens de guerra aproximem-se e ataquem. Forjem os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices, façam lanças. Diga o fraco: "Sou um guerreiro!" - Venham depressa, vocês, nações vizinhas, e reúnam-se ali. Faze descer os teus guerreiros, ó Senhor! Despertem, nações; avancem para o vale de Josafá, pois ali me sentarei para julgar todas as nações vizinhas. Lancem a foice, pois a colheita está madura. Venham, pisem com força as uvas, pois o lagar está cheio e os tonéis transbordam, tão grande é a maldade dessas nações! Multidões, multidões no vale da Decisão! Pois o dia do Senhor está próximo, no vale da Decisão. O sol e a lua escurecerão, e as estrelas já não brilharão. O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém levantará a sua voz; a terra e o céu tremerão. Mas o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para Israel. (Joel 3:9-16)
Com relação às "estrelas", há uma passagem no livro do profeta Daniel que nos mostra o que elas representam:
Aqueles que são sábios reluzirão como o brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. (Daniel 12:3)
Portanto, quando Jesus Cristo fala que as "estrelas vão cair do céu", isso quer dizer que muitos indivíduos de grande influência e conhecedores do conteúdo das escrituras no meio cristão se desviarão da fé em Jesus, mudando seus discursos e deixando de conduzir as pessoas ao conhecimento da justiça de Deus. De fato, isso já vem acontecendo de forma gradual, aumentando a intensidade conforme se aproxima o dia da vinda do Rei Jesus.

Dessa forma, a apostasia terá atingido seu grau máximo durante o reinado do Anticristo. Será nesse tempo que os poderes celestes serão abalados, tendo em vista a forte oposição ao testemunho de Cristo, orquestrada pelo "filho da perdição", que se levantará em toda a terra e fará com que os cristãos fiquem acuados, desejando, mais do que nunca, o retorno do Senhor Jesus.

Agora, vamos comparar com os trechos contidos nos evangelhos de Marcos e Lucas, para termos uma melhor visão de todos os eventos relativos à iminência da volta de Jesus:
Mas naqueles dias, após aquela tribulação, ‘o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz;
as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados’. "Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. (Marcos 13:24-26)
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações se verão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar. Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo; e os poderes celestes serão abalados. Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. (Lucas 21:25-27)
Enquanto no Evangelho de Marcos lemos uma confirmação, em Lucas encontramos, além de uma confirmação, também um complemento às informações de Mateus. 

Um pouco antes do retorno do Senhor Jesus, haverá um tempo em que o testemunho dele não poderá mais ser dado publicamente e a apostasia arrastará muitos cristãos: são os "sinais no sol, na lua e nas estrelas". Haverá grande angústia e perplexidade com a fúria e agitação do mar, muitos desmaiarão de terror, a humanidade será abalada pelo que sobrevirá ao mundo.

O "mar" ao qual o Senhor se refere não se trata dos oceanos do planeta, mas representa os povos ou as nações da terra (veja em Hc 1:14, Is 17:12, Is 57:20). 

Portanto, nesse tempo, a maldade terá se multiplicado de uma tal forma que muitos indivíduos, em todas as nações do mundo, ficarão perplexos, angustiados e desmaiarão de medo, sem saber o que fazer nem como escapar da violência proveniente daqueles que seguem a filosofia do anticristo e da opressão provocada por sua forma totalitária de governo.

Revoltas e protestos acontecerão no mundo inteiro, pois, especialmente na Europa e no Ocidente, pessoas vão querer impedir a todo o custo que o totalitarismo tome conta dos governos, contudo não haverá como impedir isso, pois já está decretado como juízo, que virá sobre as nações. Portanto, nesse tempo, a verdadeira igreja do Senhor estará alerta, para não se envolver de forma alguma na violência e não cair na apostasia.

Muitos que se dizem cristãos, mas que não estarão com sua fé firmada no conhecimento do Reino de Deus, ficarão desiludidos com a situação e, sem entender o que estará acontecendo, se deixarão levar pelo que vão presenciar, desprezando a fé em Jesus e se entregando às concupiscências da carne. 

É por isso que o Senhor Jesus avisa o seguinte aos seus discípulos, segundo está escrito no Evangelho de Lucas:
Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra. Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do homem. (Lucas 21:34-36)
Voltando para o Evangelho de Mateus, Cristo revela:
Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. (Mateus 24:32-35)
Aqui o Senhor Jesus adverte que o desenrolar de todos dos acontecimentos aos quais Ele se refere, desde a destruição de Jerusalém pelo Império Romano até a manifestação do Anticristo, caracterizam uma contagem regressiva para o seu retorno, e que tudo vai acontecer conforme Ele revelou.

De fato, quem está acompanhando os eventos mundiais ao longo da história percebe que realmente os sinais preditos por Cristo estão se cumprindo um a um, sem falhar. Os trechos nos evangelhos de Marcos 13:28-31 e Lucas 21:29-33 exibem o mesmo aviso. 

Por isso, é importante que a igreja jamais esqueça desses alertas, a fim de que se prepare bem e possa atravessar esses tempos sem se abalar com os acontecimentos, usufruindo neles da paz e da esperança, que só o conhecimento da justiça de Deus, proveniente de Cristo, pode nos dar.

Um trecho famoso das Escrituras, que tem sido amplamente usado em nossos dias como tema de pregações e letras de músicas gospel, constante no livro do profeta Habacuque (Hb 3:17-19), está diretamente relacionado ao tempo do toque das trombetas, descrito em Apocalipse, e ao auge da grande tribulação. E sabemos disso exatamente por causa do que é profetizado antes desse trecho, como podemos ler abaixo:

Preparaste o teu arco; pediste muitas flechas. Fendeste a terra com rios; os montes te viram e se contorceram. Torrentes de água desceram com violência; o abismo estrondou erguendo as suas ondas. O sol e lua pararam em suas moradas, diante do reflexo de tuas flechas voadoras, diante do lampejo da tua lança reluzente. Com ira andaste a passos largos por toda a terra e com indignação pisoteaste as nações. Saíste para salvar o teu povo, para libertar o teu ungido. Esmagaste o líder da nação ímpia, tu o desnudaste da cabeça aos pés. Com as suas próprias flechas lhe atravessaste a cabeça, quando os seus guerreiros saíram como um furacão para nos espalhar, com maldoso prazer, como se estivessem para devorar o necessitado em seu esconderijo. Pisaste o mar com teus cavalos, agitando as grandes águas. Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranquilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca. (Habacuque 3:9-16)

Para concluir, vejamos um trecho do Novo Testamento onde o Apóstolo Paulo alerta aos cristãos de Tessalônica, sobre como será o tempo do governo do Anticristo:
Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. (...). A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. (2 Tessalonicenses 2:3-12)

Texto: Miss. Oriana Costa
Edição: Pr. Wendell Costa

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Quem perseverar até o fim será salvo - Mateus 24 - Parte 4


A perseguição sofrida por aqueles que se mantêm firmes na esperança do cumprimento da promessa feita por Deus a Abraão é algo real, algo que continua através dos séculos. Os primeiros a sofrerem por causa dessa fé, onde muitos foram assassinados por indivíduos de seu próprio povo, foram os profetas israelitas.

No Antigo Testamento é possível encontrar vários trechos, onde podemos ler sobre esses infelizes acontecimentos; no Novo Testamento, através do discurso de Jesus no Templo de Jerusalém, também observamos o que sucedia aos profetas que Deus enviava para exortar o povo de Israel (veja em Considerações sobre Mateus 23 - Parte 6).

Após a morte e ressurreição de Jesus Cristo, com a formação da igreja cristã, o foco da perseguição saiu dos profetas israelitas e foi em direção àqueles que possuem a mesma esperança de Abraão. Assim como Abraão esperava herdar a terra de Canaã no Oriente, os cristãos esperam o cumprimento da promessa, a fim de entrar definitivamente na Canaã celestial: o Reino de Deus.

Enquanto estava em Jerusalém, ensinando seus discípulos no monte das oliveiras, alguns dias antes de sua prisão e morte, o Senhor Jesus foi claro quanto à situação de rejeição e repúdio que a Sua igreja sofreria através dos tempos, até a sua volta.

Desta forma, testemunhando que os avisos de Jesus Cristo são verdadeiros, está bem documentado na Bíblia como se deu o início da perseguição à fé cristã (veja no livro de Atos dos Apóstolos). Também percebemos, a partir de outros registros feitos ao longo da história da humanidade, até os dias de hoje, que a perseguição aos cristãos é uma realidade que vai se intensificando, conforme se aproxima o dia do retorno do Senhor.

Há também uma peculiaridade associada à perseguição: ela é o único sinal predito pelo Senhor Jesus que consta, ao mesmo tempo, nos quatro evangelhos, por esta razão, devemos prestar bastante atenção a ele. O fato desse sinal em particular ser citado nos quatro evangelhos mostra que é o mais forte de todos, acontece com maior frequência e é aquele que marcará o ápice da grande tribulação, sobre a qual Cristo alertou.

Em cada trecho dos evangelhos onde Cristo fala sobre a perseguição, há informações que se confirmam e também são complementares umas às outras. Então, vamos começar nossa análise pelo Evangelho de Mateus:

Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus 24:9-14)

Nesse momento, Jesus está passando uma visão do que acontecerá com a igreja através dos tempos. Ele mostra a existência de um ódio mortal, em todas as nações do mundo, com relação à fé cristã. Assim  também como aconteceria com relação à apostasia, o ódio contra os seguidores de Cristo também será nutrido pelo aumento da maldade na Terra.

Portanto, além do surgimento de indivíduos que vão distorcer a mensagem do Reino e dar falso testemunho de Jesus, dificultando a pregação do verdadeiro Evangelho da salvação, pessoas que são de confiança e se mostram amigas, de repente, podem se tornar inimigas. Então, devido a esse cenário tão complicado, o Senhor adverte que será necessário perseverar, para não nos deixarmos levar pela aparência das situações e não deixarmos "o amor esfriar", ou seja, vamos precisar perseverar e ter muito cuidado para não apostatar da fé n'Ele.

Vejamos o que está escrito no Evangelho de Marcos sobre isso:

Fiquem atentos, pois vocês serão entregues aos tribunais e serão açoitados nas sinagogas. Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis, como testemunho a eles. E é necessário que antes o evangelho seja pregado a todas as nações. Sempre que forem presos e levados a julgamento, não fiquem preocupados com o que vão dizer. Digam tão-somente o que lhes for dado naquela hora, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito Santo. O irmão trairá seu próprio irmão, entregando-o à morte, e o mesmo fará o pai a seu filho. Filhos se rebelarão contra seus pais e os matarão. Todos odiarão vocês por minha causa; mas aquele que perseverar até o fim será salvo. (Marcos 13:9-13)

Esse repúdio e rejeição à igreja vem se manifestando através dos séculos de diversas formas, contudo as mais comuns são aquelas às quais Cristo se refere, que são a discriminação, o preconceito, as calúnias e a violência, que muitas vezes acontecem dentro da própria família. Traições, prisões, condenações sem justa causa e assassinatos também estão na lista do que pode acontecer em meio às perseguições, como Jesus nos avisa.

Foi em meio a todas essas situações difíceis que a mensagem do Reino de Deus começou a ser anunciada em Israel, e esse trabalho continuará sendo feito, envolto nesse clima tenso, em todo o mundo, até que venha o fim. Esse "fim" ao qual Cristo se refere é o auge da grande tribulação, que acontecerá um pouco antes da Sua vinda, no qual se manifestará o "homem do pecado" (2Ts 2:1-4), que impedirá que o testemunho do Evangelho continue sendo dado.

No Evangelho de Lucas também encontramos um trecho que confirma as duas passagens de Mateus e Marcos citadas acima:

Mas antes de tudo isso, prenderão e perseguirão vocês. Então os entregarão às sinagogas e prisões, e vocês serão levados à presença de reis e governadores, tudo por causa do meu nome. Será para vocês uma oportunidade de dar testemunho. Mas convençam-se de uma vez de que não devem preocupar-se com o que dirão para se defender. Pois eu lhes darei palavras e sabedoria a que nenhum dos seus adversários será capaz de resistir ou contradizer. Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte. Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Contudo, nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá. É perseverando que vocês obterão a vida. (Lucas 21:12-19)

Assim como o fez Marcos, Lucas também descreve o alerta de Cristo, sobre o fato de que, em determinados momentos, alguns de seus discípulos seriam levados à presença de autoridades a fim de testemunharem acerca do Reino de Deus. Apesar de representar uma situação desconfortável e de alto risco, testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo para autoridades é uma grande oportunidade que Deus dá a alguns e que sempre atrai muitos a Ele.

Geralmente, a ignorância acerca da realidade do Reino dos céus faz com que os indivíduos enxerguem os cristãos como uma ameaça às suas religiões, seus costumes e tradições. Equivocadamente, essa falta de entendimento faz alguns líderes pensarem que a fé cristã desvia as pessoas da submissão aos governos de suas nações, devido à mensagem do Evangelho se referir a um outro governo, ao qual todos devem se submeter e que é superior aos governos do mundo.

Esse é o motivo pelo qual alguns discípulos de Jesus foram, e ainda são, detidos e levados a explicar sua fé diante de autoridades, pois especialmente em nações que ainda adotam sistemas de governos totalitários em nosso tempo, como ocorre no comunismo, por exemplo, é inadmissível a existência de qualquer crença, ensino, filosofia ou pensamento que faça o povo entender a existência de um outro governo que seja superior ao de sua nação. 

Após os dias em que Cristo ficou acampado no Monte das Oliveiras, ensinando os discípulos, o Senhor Jesus voltou para a cidade e fez com eles a última ceia. Naquele momento, Ele os avisou, mais uma vez, sobre o que lhes aconteceria após sua morte e ressurreição. Esse episódio está descrito no Evangelho de João:

Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito. E vocês também testemunharão, pois estão comigo desde o princípio. (João 15:26,27)

Tenho-lhes dito tudo isso para que vocês não venham a tropeçar. Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus. Farão essas coisas porque não conheceram nem o Pai, nem a mim. Estou lhes dizendo isto para que, quando chegar a hora, lembrem-se de que eu os avisei. (João 16:1-4)

De fato, antes que os Apóstolos e demais discípulos começassem a anunciar a mensagem de salvação, e a perseguição aos cristãos se iniciasse oficialmente, o Espírito de Deus foi derramado sobre aqueles que creram na mensagem do Reino de Deus (veja em Atos 2:1-12). 

Em seguida, as Escrituras mostram o primeiro registro de repúdio à mensagem do Evangelho, em Jerusalém, com a prisão dos Apóstolos Pedro e João (Atos 4:1-21). Naquele momento, a mensagem do Reino de Deus proclamada por Cristo agora estava sendo anunciada com o acréscimo da informação de que os israelitas tinham rejeitado o Messias que lhes fora enviado pelo Pai, e que Sua morte e ressurreição foi o verdadeiro pagamento por seus pecados e também era a única forma de entrar no Reino dos céus.

O segundo registro dessa perseguição se dá com a prisão dos apóstolos, ainda em Jerusalém, onde, depois de serem açoitados, foram postos em liberdade (Atos 5:17-42). 

Tanto no primeiro quanto no segundo ocorrido, muitos milagres haviam acontecido e muitas pessoas estavam se reconciliando com Deus pela fé em Jesus Cristo. Isso perturbava as lideranças religiosas em Jerusalém, deixando-os com inveja da fama, da popularidade e do respeito que os Apóstolos estavam conquistando no meio do povo.

Nesses dois episódios, os Apóstolos foram movidos pelo Espírito Santo para discursarem diante das autoridades em defesa do Evangelho. Então, vê-se claramente o cumprimento dos alertas dados pelo Senhor Jesus aos discípulos, antes de sua morte e ressurreição.

Após a morte de Estêvão por apedrejamento (veja a história completa nos capítulos 6 e 7 de Atos dos Apóstolos), o ódio aos cristãos foi crescendo entre as lideranças religiosas de Israel, onde o fariseu Saulo era o maior perseguidor dos que pertenciam ao "Caminho". Depois da conversão de Saulo – que, posteriormente, tornou-se mais conhecido por seu nome grego "Paulo" –, este passou de perseguidor a perseguido (veja em Atos 9:1-30).

Especialmente Saulo, antes de sua conversão, acreditava que exterminando os cristãos estava fazendo um favor à sociedade e honrando o nome de Deus, pois ele entendia que os seguidores de Cristo eram hereges. Ele perseguia os cristãos pelo zelo de sua fé e não por inveja, como os demais fariseus. Eis porque o Senhor, enquanto ensinava aos discípulos, falou "de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus".

O fato é que, seja por meio da inveja ou por meio do zelo religioso, o Maligno sempre encontrará espaço dentre as pessoas que não conhecem ou não entendem a mensagem de salvação para atacar e, se possível, destruir a igreja do Senhor Jesus. No entanto, ela não pode ser destruída, pois está alicerçada na eternidade, em Cristo.

Para concluir, é importante entender que o corpo de Cristo na terra precisa estar ciente de que, à medida que o retorno do Rei Jesus Cristo se aproxima, mais difícil ficará a situação para os cidadãos do Reino de Deus no mundo. Isso exigirá dos que creem muito mais perseverança em relação à busca pelo conhecimento do Reino de Deus e de sua Justiça, como também um maior esforço, a fim de colocar esse conhecimento em prática, pois é isso o que manterá os corações dos filhos de Deus em paz e focados na volta de Jesus.


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

sábado, 22 de maio de 2021

O início das dores - Mateus 24 - Parte 3


Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores. (Mateus 24:6-8)

Para fazermos a análise desse trecho do Evangelho de Mateus é necessário compará-lo com os trechos que se referem ao mesmo assunto nos outros evangelhos, para entendermos melhor sobre o que Cristo está alertando.

No Evangelho de Marcos, encontramos um trecho que está no capítulo 13, entre os versículos 7 e 8, que praticamente usa as mesmas palavras escritas no Evangelho de Mateus para falar do "princípio das dores". No entanto, no Evangelho de Lucas, encontramos um pequeno acréscimo às informações que Mateus nos passa:

"Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente". Então lhes disse: "Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu. (Lucas 21:9-11)

De fato, três décadas após a morte e ressurreição de Jesus, iniciou-se um descontentamento do povo judeu com relação ao domínio que o Império Romano exercia sobre eles. Isso resultou em rebeliões, onde os israelitas se recusaram a pagar os impostos e também agrediram cidadãos romanos que viviam em Israel.

A situação se agravou de tal forma que culminou em guerra, onde, inicialmente, Jerusalém foi destruída  e, anos depois, toda a nação de Israel foi atingida e tomada pelos ataques dos exércitos romanos (clique aqui para saber mais). Quem conseguiu escapar acabou fugindo para as nações vizinhas. Esse acontecimento também foi previsto pelo Senhor, e podemos ler sobre ele no capítulo 24 de Mateus:

Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda — então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado. Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados. (Mateus 24:15-22)

O sacrilégio terrível, ao qual se refere o Senhor Jesus, aconteceu na última fase da guerra judaico romana (clique aqui para saber mais), onde o imperador Adriano, após construir sobre os escombros de Jerusalém uma nova cidade romana, se apossou do monte do templo e mandou construir sobre ele um santuário para o culto do deus Júpiter Capitolino (clique aqui para saber mais).

No Evangelho de Lucas, há uma outra descrição do aviso dado por Jesus Cristo aos discípulos sobre a destruição de Jerusalém e a tomada de Israel pelo Império Romano, que confirma e complementa as informações contidas no Evangelho de Mateus:

Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima. Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no campo não entrem na cidade. Pois esses são os dias da vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram. (Lucas 21:20-24)

No entanto, apesar de sabermos pelos dados históricos o que aconteceu em Israel após a ressurreição do Senhor, observamos que Ele adverte aos seus discípulos que eles veriam fomes, terremotos, pestes e outros acontecimentos terríveis "em vários lugares", dando a entender que não seria somente em Israel, mas no mundo inteiro, antes de Seu retorno.

Portanto, em se tratando dos principais sinais que antecedem a volta de Jesus Cristo, sem contar com as fomes, pestes, desastres ambientais provocados pelo homem e grandes catástrofes naturais, que continuam acontecendo em todo o mundo, o pontapé inicial para o princípio das dores foi a destruição total de Jerusalém. Depois disso, muitas outras guerras e rumores de guerras (tensões entre as nações) aconteceram através dos séculos e essa situação se continua até agora. Essa é a "grande tribulação" sobre a qual o Senhor Jesus se refere (clique aqui para saber mais).

Conforme a tecnologia bélica foi se aprimorando com o passar do tempo, as guerras passaram a ficar cada vez mais perigosas e mortais, como podemos observar quando comparamos os resultados das primeira e segunda guerras mundiais com aqueles de guerras anteriores. Até hoje, o planeta e os seres humanos sofrem com os danos provocados por esses dois infelizes acontecimentos do século XX. 

Assim como foi com a destruição de Jerusalém e a tomada de Israel, as outras guerras que foram acontecendo através dos tempos, especialmente as guerras mundiais, foram tempos terríveis e, se o nosso Criador não tivesse interferido, realmente a humanidade não teria subsistido.

Precisamos lembrar também que, permeando esse clima tenso entre os povos, falsos cristos e falsos profetas deverão aparecer, a fim de persuadir e enganar aqueles indivíduos que ignoram as advertências de Cristo nos evangelhos, ou ainda não têm entendimento claro da mensagem do Evangelho do Reino (clique aqui para ler o texto sobre os falsos cristos).

Sobre os "grandes sinais provenientes do céu", que está escrito no Evangelho de Lucas, capitulo 21, tratam-se de acontecimentos incomuns relacionados aos judeus e aos cristãos. 

São eventos já preditos profeticamente nas escrituras sagradas, os quais, apesar de serem de natureza sobrenatural, vão soar como situações comuns para o mundo. Tais sinais só podem ser discernidos pela igreja, através do conhecimento das Escrituras e da revelação do Espírito Santo. 

Um desses sinais foi presenciado no século XX, em todo o mundo, com o inusitado ressurgimento da nação de Israel e, em seguida, na guerra dos seis dias, onde muitos dos que faziam parte dos exércitos que batalhavam contra aquele país recém-inaugurado viram fenômenos sobrenaturais acontecendo como forma de livramento de suas investidas, levando, inclusive, à vitória dos israelenses contra as nações inimigas nesse acontecimento (clique aqui para saber mais).

Podemos ler no livro do profeta Amós um trecho que se refere a esse evento:

Trarei de volta Israel, o meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto. Plantarei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei", diz o SENHOR, o seu Deus. (Amós 9:14,15)

Outro sinal que pode ser considerado proveniente do céu é a publicação da Bíblia Sagrada, um livro que, além de ter sido o primeiro impresso no mundo, continua sendo o mais vendido e o mais lido de todos até hoje.

O fato desse livro ainda continuar sendo o mais lido e o mais difundido no mundo, desde o dia em que foi feita sua primeira impressão e publicação, apesar das tentativas de alguns movimentos de religiões não-cristãs ou ateístas de destruí-la e impedir sua divulgação, é um grande sinal do céu para todas as nações.

E na própria Bíblia aparece um trecho, no livro de Apocalipse, que muito provavelmente se refere a ela. Lembrando que o livro de Apocalipse foi escrito há cerca de dois mil anos atrás, muito antes da Bíblia que conhecemos hoje existir:

Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar do céu: "Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra de pé sobre o mar e sobre a terra". Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel". Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo. Então me foi dito: "É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis". (Apocalipse 10:8-11)

Todos os sinais preditos por Jesus estão acontecendo e deverão manifestar-se no mundo até o último deles, que é a aparição e o empoderamento do anticristo, chamado de "o homem do pecado" pelo Apóstolo Paulo em sua segunda carta aos cristãos de Tessalônica (veja em 2Ts 2).

Sabemos, portanto, que o ápice dessas dores – o auge dessa grande tribulação, que se dará com a manifestação pública do anticristo –, ainda não aconteceu, pois de acordo com as escrituras, antes que ele se manifeste o mundo chegará a uma situação de "apostasia total".

Isso quer dizer que chegará o tempo em que o mundo desdenhará ou rejeitará o Deus bíblico totalmente, de forma que não haverá mais condições de se testemunhar sobre Ele, nem pelo judaísmo nem pelo cristianismo. O nome do Senhor será impedido de ser pronunciado e o Evangelho do Reino não poderá mais ser anunciado em quaisquer nações da Terra, caracterizando que o tempo do "filho da perdição" se iniciou.

Missionária Oriana Costa

domingo, 16 de maio de 2021

Muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo! - Mateus 24 - Parte 2


Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?" Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos. (Mateus 24:3-5)

Após sair do templo em Jerusalém e chegar ao Monte das oliveiras, Jesus começa a explicar mais detalhadamente aos seus discípulos alguns assuntos sobre os quais Ele conversara com eles anteriormente.

Antes mesmo de chegar ao monte, enquanto estava do lado de fora do templo, o Mestre havia começado a falar novamente sobre as coisas que aconteceriam antes da segunda vinda dele, um desses acontecimentos seria a destruição de Jerusalém (leia em Não ficará aqui pedra sobre pedra).

Curiosos para compreender melhor o que estavam ouvindo, os discípulos começaram a perguntar ao Senhor sobre qual seria o tempo em que os eventos preditos por Ele aconteceriam. Eles desejavam discernir, através dos acontecimentos, que o dia da Sua volta estava próximo, bem como o que aconteceria no exato dia do seu retorno.

Desta forma, o Senhor começa explicando que, antes de qualquer coisa, eles deveriam ter cuidado com os "falsos cristos". Jesus alertou os discípulos que, após a Sua ressurreição e até o momento da Sua volta, surgiriam pessoas se passando pelo Messias, e tais indivíduos conseguiriam enganar muita gente, especialmente por causa dos prodígios que realizariam, somados, é claro, à lábia e ao carisma que apresentariam.

Assim sendo, um dos sinais que deverá permear os demais, e que aparecerá com frequência, segundo o alerta de Jesus, mostrando que se iniciou a contagem regressiva para a volta do Senhor, é o aparecimento de usurpadores do nome dele.

Isso acontecerá especialmente porque, à medida que o tempo passa, é comum que as pessoas se desesperem, devido aos acontecimentos infelizes desse mundo, e assim acabem esquecendo, ou mesmo não mais tendo acesso ao conteúdo das escrituras bíblicas. Essa situação deixa as pessoas vulneráveis, necessitadas de algo bom em que possam se apegar a fim de se consolarem em meio as suas angustias. E esta será a oportunidade que certos indivíduos terão de agir de má fé, a fim de conquistarem seguidores e sugar-lhes dinheiro.

Então, para não sermos enganados com relação a segunda vinda de Cristo, temos que saber como ela acontecerá. O próprio Senhor explicou aos discípulos como seria: Ele virá do céu, atravessando as nuvens e envolto em muita luz, e todos os habitantes da terra verão quando isso acontecer.

Portanto, no dia de seu retorno, o Messias não reaparecerá dentre as pessoas, vivendo num corpo mortal, e sim surgirá, de surpresa, nas alturas, num glorioso espetáculo de luzes e sons, cercado pelos seus exércitos celestiais.

É por isso que, mais à frente, Ele avisa:

Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente. Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. (...) todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. (Mateus 24:23-31)

Neste maravilhoso Dia, quando nosso Cristo surgir nas nuvens, onde toda a Terra o verá, também haverá um grande lamento geral em todo o planeta, pois será perfeitamente visível para todas as pessoas o momento da separação da nação do Reino de Deus dos demais povos do mundo. Os cidadãos do Reino serão levados para cima, com a ajuda dos anjos, e reunidos, nas alturas, à vista de todos, e isso causará um grande transtorno aos que ficarem.

No Antigo Testamento há alguns relatos desse acontecimento. Eles não mostram com clareza como será o momento da reaparição de Jesus, contudo dão pistas de que será um evento sobrenatural. Vejamos nos três trechos abaixo:

Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia tal como nunca houve desde o início das nações e até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno. Aqueles que são sábios reluzirão como o brilho do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. (Daniel 12:1-3)

O Senhor reina! Exulte a terra e alegrem-se as regiões costeiras distantes. Nuvens escuras e espessas o cercam; retidão e justiça são a base do seu trono. Fogo vai adiante dele e devora os adversários ao redor. Seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra os vê e estremece. Os montes se derretem como cera diante do Senhor, diante do Soberano de toda a terra. Os céus proclamam a sua justiça, e todos os povos contemplam a sua glória.(Salmos 97:1-6)

Então o Senhor, o meu Deus, virá com todos os seus santos. Naquele dia não haverá calor nem frio. Será um dia único, no qual não haverá separação entre dia e noite, porque quando chegar a noite ainda estará claro. Um dia que o Senhor conhece. Naquele dia águas correntes fluirão de Jerusalém, metade delas para o mar do leste e metade para o mar do oeste. Isto acontecerá tanto no verão quanto no inverno. O Senhor será rei de toda a terra. Naquele dia haverá um só Senhor e o seu nome será o único nome. (Zacarias 14:5-9)

Já no Novo Testamento, tanto Jesus quanto os Apóstolos deixam claro que o momento da reaparição do Rei Jesus será um evento sobrenatural, jamais visto antes na terra. Nas cartas dos Apóstolos Pedro (2Pe 3:10) e Paulo (1Ts 4:15-18), observamos relatos esclarecedores desse acontecimento.

Quem não buscar verdadeiramente o entendimento do Reino de Deus certamente será enganado pelos falsos cristos e falsos profetas, que, à medida que o dia do retorno do Senhor se aproxima, irão surgir em todo o mundo com maior intensidade.


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Não ficará aqui pedra sobre pedra - Mateus 24 - Parte 1


O Senhor Jesus estava em Jerusalém, tendo despedido a multidão, a qual ouviu seu último discurso público (veja o estudo sobre esse discurso nas seis publicações anteriores a esta). Nesse momento, Ele havia saído do templo e ia com os seus discípulos para o Monte das oliveiras, a fim de continuar os ensinando em particular.

Chegando ao monte, Jesus começa a preparar seus discípulos para presenciarem, alguns dias adiante, a Sua prisão e crucificação. Além disso, Ele explica alguns eventos que aconteceriam em Jerusalém e no mundo, após a Sua ressurreição e antes da Sua segunda vinda.

Iniciando nosso estudo, vamos analisar o começo da conversa que Jesus teve com seus discípulos, logo após Sua saída do templo, antes de chegar ao monte. Vejamos o trecho a seguir:

Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo. "Vocês estão vendo tudo isto?", perguntou ele. "Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas". (Mateus 24:1,2)

Naquele tempo, o tetrarca Herodes Antipas, desejando manter boas relações com os israelitas e fazer com que se submetessem ao seu governo passivamente (pois, na época, a nação de Israel perdera, mais uma vez, sua autonomia e estava sob o domínio do Império Romano), deu ordens para que o templo dos judeus fosse restaurado.

Este era o Segundo Templo, que havia sido reconstruído depois que os israelitas foram libertados do cativeiro na Babilônia, e fora consagrado por volta de 516 a.C. Esse novo templo tinha duas diferenças do anterior: a primeira é que na sua corte exterior foi acrescentada uma área para prosélitos (simpatizantes da fé judaica), que eram adoradores de Deus, mas que não desejavam se submeter às leis do Judaísmo.

A segunda é que lá não tinha a Arca da Aliança, o Urim e Tumim, o óleo sagrado, o fogo sagrado, as tábuas dos Dez Mandamentos, os vasos com Maná, nem o cajado de Aarão. Todos esses objetos foram saqueados ou destruídos durante a invasão que a nação de Israel sofreu na ascensão do Império Babilônico.

No tempo de Herodes, esse Segundo Templo já havia completado cinco séculos de existência. Com o passar do tempo, ele foi sofrendo vários desgastes em sua estrutura e, com certeza, precisava de muitos reparos.

Assim, aquela obra de restauração foi muito bem vinda e foi um sucesso: depois de sua finalização, passou a ser admirada por todos os que a contemplavam. Por isso, quando os discípulos foram para fora daquele lugar junto com o Senhor, começaram a chamar a atenção dele para a imponência e beleza daquela grande construção. 

No entanto, para a surpresa deles, tudo o que ouviram de Cristo sobre o belíssimo edifício que viam foi "garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas". Certamente os discípulos não entenderam bem o porquê daquelas palavras e que tipo de acontecimento poderia levar à destruição de uma construção grande e bela como aquela, erigida para adorar a Deus.

Nas entrelinhas, o que o Mestre estava avisando era que tudo o que havia sido estabelecido na Lei Mosaica e tinha sido avisado pelos profetas, caso o povo continuasse desonrando a aliança que tinham com Deus, se cumpriria. Também que todos os que cressem nele não precisariam mais de templos, tais como aquele, para cultuar e adorar ao Criador, como realmente Ele merece.

No Antigo Testamento há vários trechos alertando sobre a destruição de Jerusalém no futuro, caso eles continuassem a desagradar a Deus e não se arrependessem. Vejamos algumas passagens bíblicas nesse sentido:

(...) eu mesmo os castigarei sete vezes mais por causa dos seus pecados. Vocês comerão a carne dos seus filhos e das suas filhas. Destruirei os seus altares idólatras, despedaçarei os seus altares de incenso e empilharei os seus cadáveres sobre os seus ídolos mortos, e rejeitarei vocês. Deixarei as cidades de vocês em ruínas e arrasarei os seus santuários, e não terei prazer no aroma das suas ofertas. Desolarei a terra a ponto de ficarem perplexos os seus inimigos que vierem ocupá-la. Espalharei vocês entre as nações e desembainharei a espada contra vocês. Sua terra ficará desolada, e as suas cidades, em ruínas. (Levítico 26:28-33)

Derrubaste todos os seus muros e reduziste a ruínas as suas fortalezas. Todos os que passam o saqueiam; tornou-se motivo de zombaria para os seus vizinhos. Tu exaltaste a mão direita dos seus adversários e encheste de alegria todos os seus inimigos. Tiraste o fio da sua espada e não o apoiaste na batalha. Deste fim ao seu esplendor e atiraste ao chão o seu trono. Encurtaste os dias da sua juventude; com um manto de vergonha o cobriste.(Salmos 89:40-45)

Vi o Senhor junto ao altar, e ele disse: "Bata no topo das colunas para que tremam os umbrais. Faça que elas caiam sobre todos os presentes; e os que sobrarem matarei à espada. Ninguém fugirá, ninguém escapará. Ainda que escavem até às profundezas, dali a minha mão irá tirá-los. Se subirem até os céus, de lá os farei descer. Mesmo que se escondam no topo do Carmelo, lá os caçarei e os prenderei. Ainda que se escondam de mim no fundo do mar, ali ordenarei à serpente que os morda. Mesmo que sejam levados ao exílio por seus inimigos, ali ordenarei que a espada os mate. Vou vigiá-los para lhes fazer o mal e não o bem." (Amós 9:1-4)

De fato, Cerca de 40 anos após a morte e ressurreição de Cristo, iniciou-se um período de guerras entre Israel e o Império Romano, que aconteceu em três etapas. Esse período é chamado de Guerra judaico-romana. Esse conflito foi motivado a princípio pelas tensões religiosas, evoluindo para protestos contra o pagamento de tributos, que culminou em ataques a cidadãos romanos.

Na primeira etapa, chamada de Grande revolta judaica (66-73 d.C.), Jerusalém foi tomada pelas forças do comandante romano, Tito. Outra vez, as muralhas e o Templo de Jerusalém foram destruídos, e o resto da cidade voltou a ficar em ruínas. A destruição de Jerusalém, também conhecida como Cerco de Jerusalém, ocorreu durante o governo do imperador romano Vespasiano.

O historiador judeu Flávio Josefo descreveu com detalhes como aconteceu essa primeira etapa da Guerra judaico-romana. Alguns trechos dos textos que ele escreveu estão acessíveis na internet, servindo como uma fonte importante de pesquisa e também de prova incontestável desse acontecimento (clique aqui).


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa


quarta-feira, 5 de maio de 2021

A sentença - Considerações sobre Mateus 23 - Parte 6


Neste texto faremos a conclusão do estudo do capítulo 23 do Evangelho de Mateus, que vai do versículo 29 até o 39. Na primeira parte, entre os versículos 29 e 36, vamos observar os dois últimos julgamentos feitos pelo Senhor Jesus em relação aos líderes religiosos de Israel, enquanto ainda estava no templo de Jerusalém.

Em seguida, a partir do versículo 37, vamos analisar o desfecho do discurso de Cristo, onde Ele declara a sentença que já havia sido decretada para a nação de Israel, séculos antes daquele momento, pelos profetas que Deus lhes havia enviado.

Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês edificam os túmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos. E dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas’. Assim, vocês testemunham contra si mesmos que são descendentes dos que assassinaram os profetas. Acabem, pois, de encher a medida do pecado dos seus antepassados! Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno? Por isso, eu lhes estou enviando profetas, sábios e mestres. A uns vocês matarão e crucificarão; a outros açoitarão nas sinagogas de vocês e perseguirão de cidade em cidade. E, assim, sobre vocês recairá todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vocês assassinaram entre o santuário e o altar. Eu lhes asseguro que tudo isso sobrevirá a esta geração.

A sexta acusação feita contra os mestres da Lei e fariseus foi, portanto, a falta de compromisso deles com suas palavras, ao declararem "se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas".

Acontecia que, literalmente, eles diziam à sociedade que jamais iriam fazer o que seus antepassados fizeram, prendendo e matando os profetas que Deus estava enviando a eles para os advertir. Porém, eles estavam sendo levianos, dizendo essas palavras sem seriedade, sem o compromisso de cumpri-las. 

E desta forma, para manter as aparências e provar ao povo que estavam mesmo falando sério, eles cuidavam dos túmulos dos profetas e dos monumentos feitos em homenagem a alguns deles. 

A situação que aqueles homens falavam – de que jamais participariam no assassinato de profetas de Deus –, realmente não havia acontecido ainda com eles, pois João Batista foi o último profeta da Antiga Aliança, e ele foi preso e morto a mando de Herodes Antipas, o tetrarca romano que comandava as regiões da Galiléia e Pereia. Assim, (extraordinariamente!) não houve a intervenção dos israelitas no processo da prisão e morte desse profeta específico.

O último profeta enviado por Deus aos israelitas, antes de João Batista, foi há aproximadamente 450 anos antes de seu nascimento, cujo nome era Malaquias (Clique aqui para saber mais). Desta forma, os israelitas passaram quase 500 anos sem receber mensageiro algum da parte de Deus (pelo menos, registrado através das Escrituras), até que, por fim, Ele enviou João e Jesus.

A geração de israelitas do tempo de Jesus, portanto, sabia da matança dos profetas, por causa dos registros contidos nas Escrituras e em outros documentos que ainda existiam na época, mas não tinham vivenciado tal fato por eles mesmos.

Contudo, antecipadamente, por causa da ação do Espírito Santo e também respaldado nas próprias Escrituras, o Senhor Jesus, ao final de seu discurso, declarou, diante de todos os presentes, aquilo que os mestres da Lei e fariseus iriam fazer: eles iam acabar de encher a medida do pecado dos seus antepassados, perseguindo, açoitando, crucificando e matando o próprio Cristo, e depois os Apóstolos e muitos de seus discípulos. Então, essa foi a sétima e última acusação de Jesus contra aqueles homens: homicídio.

O último assassinado feito pelos líderes religiosos israelitas a um profeta, aconteceu séculos antes da vinda de João Batista. O profeta Zacarias, conforme fala Cristo, foi morto entre o santuário e o altar. Isso quer dizer que eles invadiram o templo e provavelmente mataram o profeta em frente à sala chamada de Santo dos santos.

No Antigo Testamento não há o relato da morte do profeta Zacarias, assim como descreveu o Senhor, nem tampouco há a citação acerca de como outros profetas morreram (só encontramos informações de que muitos foram feridos por espadas), contudo, em alguns trechos vemos denúncias desses tristes acontecimentos:

Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. (1 Reis 19:14)

Mas foram desobedientes e se rebelaram contra ti; deram as costas para a tua Lei. Mataram os teus profetas, que os tinham advertido que se voltassem para ti; e te fizeram ofensas detestáveis. (Neemias 9:26)

De nada adiantou castigar o seu povo, eles não aceitaram a correção. A sua espada tem destruído os seus profetas como um leão devorador. (Jeremias 2:30)

Prosseguindo com o raciocínio do nosso estudo, vamos agora para a finalização desse dramático discurso do Senhor Jesus, que conclui dizendo estas palavras:

Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor’.

Ao falar da galinha que reúne seus pintinhos debaixo de suas asas, Cristo está se referindo à proteção e ao cuidado que Deus sempre desejava dar à nação de Israel, e que, inclusive, é uma das promessas dele para aquele povo:

Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor. (Salmos 91:4)

Porém, por causa da incredulidade e desobediência dos israelitas, ao longo dos séculos, eles acabaram por várias vezes dominados por outras nações e suas cidades eram destruídas. Antes de Roma, que foi a última nação a assumir o controle dos israelitas, eles já tinham sido conquistados pelos assírios, persas, gregos e macedônicos (império selêucida).

No momento que Jesus foi enviado, Israel estava novamente colhendo mais um juízo de sua conduta reprovável diante de Deus, desta vez submissa ao Império romano, que 40 anos depois, iria destruir totalmente a cidade de Jerusalém e arrasar todas as outras cidades israelenses.

Ao julgar a nação de Israel, Jesus faz menção ao que fora dito pelo profeta Jeremias, séculos antes de seu tempo:

A terra deles ficará deserta e será tema de permanente zombaria. Todos os que por ela passarem ficarão chocados e balançarão a cabeça. Como o vento leste, eu os dispersarei diante dos inimigos; eu lhes mostrarei as costas e não o rosto, no dia da sua derrota.(Jeremias 18:16,17)

E quando o Senhor Jesus diz "eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor', Ele está dizendo que os judeus israelitas somente tornariam a vê-lo novamente quando reconhecessem a Ele como seu Salvador e cressem na mensagem do Reino, aceitando o governo de Cristo sobre eles e humilhando-se diante de Deus, arrependendo-se verdadeiramente de seus pecados. Essa fala de Jesus está predita no livro de Salmos, como leremos a seguir:

Esta é a porta do Senhor, pela qual entram os justos. Dou-te graças, porque me respondeste e foste a minha salvação. A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia. Salva-nos, Senhor! Nós imploramos. Faze-nos prosperar, Senhor! Nós suplicamos. Bendito é o que vem em nome do Senhor. Da casa do Senhor nós os abençoamos. (Salmos 118:20-26)

De fato, depois de ressurreto, os primeiros para os quais Jesus apareceu pessoalmente foram os Apóstolos e alguns de seus discípulos (que eram judeus), e, mais tarde, também o fariseu romano Paulo de Tarso experimentou um momento especial com o Rei Jesus enquanto viajava para Damasco, quando perseguia os cristãos.

Então, praticamente todos os que estavam seguindo o Senhor Jesus até Sua crucificação, com exceção do Apóstolo Paulo, conseguiram vê-lo em pessoa após sua ressurreição.

Até os dias de hoje, muitos judeus que buscam conhecer a mensagem do Evangelho têm tido experiências sobrenaturais únicas com a presença de Deus. Alguns têm visões do Reino de Deus e do próprio Cristo, ainda que não possam ver seu rosto com clareza.

No Evangelho de João há também um trecho com informações complementares em relação a esse episódio do templo, que veremos a seguir:

"Entre os que tinham ido adorar a Deus na festa da Páscoa, estavam alguns gregos. Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, com um pedido: "Senhor, queremos ver Jesus". Filipe foi dizê-lo a André, e os dois juntos o disseram a Jesus. Jesus respondeu: "Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem. Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará. "Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome! " Então veio uma voz do céu: "Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente". A multidão que ali estava e a ouviu, disse que tinha trovejado; outros disseram que um anjo lhe tinha falado. Jesus disse: "Esta voz veio por causa de vocês, e não por minha causa. Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim". Ele disse isso para indicar o tipo de morte que haveria de sofrer. A multidão falou: "A Lei nos ensina que o Cristo permanecerá para sempre; como podes dizer: ‘O Filho do homem precisa ser levantado’? Quem é esse ‘Filho do homem’?" Disse-lhes então Jesus: "Por mais um pouco de tempo a luz estará entre vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não os surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo. Creiam na luz enquanto vocês a têm, para que se tornem filhos da luz". Terminando de falar, Jesus saiu e ocultou-se deles. Mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, não creram nele. Isso aconteceu para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que disse: "Senhor, quem creu em nossa mensagem, e a quem foi revelado o braço do Senhor?" Por esta razão eles não podiam crer, porque, como disse Isaías noutro lugar: "Cegou os seus olhos e endureceu os seus corações, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure". Isaías disse isso porque viu a glória de Jesus e falou sobre ele. Ainda assim, muitos líderes dos judeus creram nele. Mas, por causa dos fariseus, não confessavam a sua fé, com medo de serem expulsos da sinagoga; pois preferiam a aprovação dos homens do que a aprovação de Deus. Então Jesus disse em alta voz: "Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. "Se alguém ouve as minhas palavras, e não as guarda, eu não o julgo. Pois não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Há um juiz para quem me rejeita e não aceita as minhas palavras; a própria palavra que proferi o condenará no último dia. Pois não falei por mim mesmo, mas o Pai que me enviou me ordenou o que dizer e o que falar. Sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu digo é exatamente o que o Pai me mandou dizer". (João 12:20-50)

Provavelmente, esse foi o fechamento do trabalho de Cristo enquanto ensinava no templo em Jerusalém pela última vez.

Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Sepulcros caiados - Considerações sobre Mateus 23 - Parte 5


Neste texto, vamos analisar a penúltima parte do último discurso que o Senhor Jesus fez publicamente no templo de Jerusalém, diante das autoridades religiosas, dos discípulos e da multidão que estava ali presente. Esse acontecimento se deu alguns dias antes de sua prisão.

De fato, esse trecho se trata do fechamento do raciocínio dos cinco primeiros julgamentos que o Senhor estava fazendo naquele momento, relacionados às atitudes dos fariseus e mestres da Lei, e que se iniciou a partir do versículo 13. Para entender melhor o contexto desse conteúdo, leia as outras quatro publicações anteriores a esta, aqui neste blog.

Continuando nosso estudo, vejamos o trecho abaixo:

Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas. Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo. Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça. Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo. Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade. (Mateus 23:23-28)

Observamos, desta forma, que a quinta acusação que o Mestre faz contra os fariseus e mestres da Lei é com relação à omissão dos preceitos mais importantes, para os quais a Lei Mosaica aponta todo o tempo: a Justiça de Deus (que ainda seria revelada plenamente a eles, e por isso deveria ser desejada e buscada), e as suas misericórdia (com relação à situação condenatória dos seres humanos) e fidelidade (em cumprir todas as suas promessas e pactos).

O Senhor Jesus alertou a todos que cumprir à risca o mandamento do dízimo não justifica a falta de entendimento dos reais princípios da Lei, que, obviamente, aqueles que estavam liderando espiritualmente a nação de Israel deveriam ter.

Por não buscarem conhecer a Deus de fato, aqueles homens se encheram de vaidades, ganância e cobiça, achando que apenas decorando e cumprindo os mandamentos da Lei estariam justificados de seus pecados diante do Pai, e assim manteriam diante do povo o status de "justos". Foi por isso que o Senhor fez uma metáfora tão exagerada: "vocês coam um mosquito da água que bebem, mas no fim acabam engolindo um camelo".

Cristo chamou a atenção daqueles líderes para a sua cegueira espiritual, pois estavam dando mais importância à aparência de sábios e justos do que à verdadeira sabedoria e justiça de Deus. 

Ele mostrou que se encher do conhecimento das escrituras e procurar cumprir os mandamentos ao pé da letra, sem, porém, entender para quê eles realmente servem é o mesmo que "limpar somente o exterior do copo e do prato e deixar sujo o interior deles". Então, agindo daquela forma, os fariseus e mestres da Lei estavam sendo hipócritas e maus uns com os outros, pois somente o entendimento pleno da justiça de Deus dá às pessoas o discernimento verdadeiro da maldade, levando-as a rejeitar sua ação plenamente.

A expressão "sepulcro caiado" se refere a um túmulo, da época de Jesus, que estava branqueado por fora com cal. Na íntegra, era a pedra do túmulo ou as paredes ao redor pintadas de branco. Caiar um sepulcro, portanto, servia para melhorar aparência do lugar, deixando-o mais agradável de ver, no momento das visitações. No entanto, isso não mudava o que havia por dentro dele: um cadáver fétido, em decomposição.

Por isso, também, o Senhor Jesus comparou aqueles homens a "sepulcros caiados", pois eles insistiam em parecer sábios e justos aos olhos de todos, mas, por dentro, estavam mortos espiritualmente e não se importavam em mudar a situação de seus corações.

Mesmo que o Senhor Jesus os alertasse, eles não lhe davam ouvidos e se enfureciam mais ainda contra Ele a cada vez que eram confrontados com a verdade. Seus corações estavam endurecidos, cheios da operação da maldade, e suas vidas entregues aos sentimentos e desejos provenientes dela.

Texto: Missionária Oriana Costa

Edição: Pr. Wendell Costa

terça-feira, 27 de abril de 2021

Regras a mais - Considerações sobre Mateus 23 - Parte 4


Nesta parte de seu discurso, onde Cristo segue julgando o procedimento das lideranças religiosas de Israel, dentro do templo em Jerusalém, Ele aponta especialmente o quanto aqueles homens estavam totalmente longe de Deus e muito apegados aos bens materiais e às riquezas do mundo.

Cristo aqui faz mais dois julgamentos importantes (veja os dois primeiros em Considerações sobre Mateus 23 - Parte 3) com relação ao procedimento daqueles líderes religiosos.

Vejamos o trecho a seguir:

Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês. Ai de vocês, guias cegos!, pois dizem: ‘Se alguém jurar pelo santuário, isto nada significa; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, está obrigado por seu juramento’. Cegos insensatos! Que é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? Vocês também dizem: ‘Se alguém jurar pelo altar, isto nada significa; mas se alguém jurar pela oferta que está sobre ele, está obrigado por seu juramento’. Cegos! Que é mais importante: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? Portanto, aquele que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. E o que jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita. E aquele que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele se assenta. (Mateus 23:15-22)

Um detalhe interessante é que no início desse trecho o Senhor Jesus fala que existia uma espécie de "evangelização", que era feita pelos mestres da Lei e fariseus, aonde eles supostamente saíam do território de Israel a fim de divulgar sua fé em outras nações e, provavelmente, também ensinar a Lei aos estrangeiros que faziam aliança com Deus.

Porém, esse assunto não é muito conhecido no meio cristão, no entanto, aqui o Senhor fala da existência desse trabalho, antes mesmo que a promessa da Nova Aliança com Deus se cumprisse.

De fato, não há informações acessíveis sobre o procedimento daqueles homens nessa área, no entanto, segundo a forma como Jesus julga aquela liderança, era como se, nesse trabalho, a mensagem que anunciava o cumprimento da promessa de justificação feita por Deus a Abrão – que aconteceria com a vinda do Messias que estabeleceria seu reinado para sempre em toda a terra – estivesse sendo deixada de lado. Então, essa é mais uma razão pela qual Jesus faz essa primeira acusação e os condena chamando-os, por causa disso, de "filhos do inferno".

Com toda a certeza, essa omissão da promessa de justificação feita por Deus, assim como está nas escrituras, não viria senão de alguém que estivesse contra o Criador, ou seja, o diabo.

O segundo julgamento de Cristo nesse trecho são as "regrinhas a mais" que os mestres da Lei e os fariseus estavam ensinando. Dentre elas, estava a desobrigação de cumprir um juramento, caso ele fosse feito em nome do santuário ou em nome do altar do sacrifício. No entanto, eles diziam que se alguém jurasse em nome do ouro que revestia o santuário ou em nome das ofertas que estavam sobre o altar do sacrifício, aí o indivíduo teria que cumprir sua promessa.

Na cultura judaica antiga, com relação aos juramentos, geralmente eles eram feitos sempre em nome de alguém ou em nome de alguma coisa importante, quando o sujeito queria deixar bem claro que a promessa ou o voto que fez se cumpriria da forma e no tempo que foi estabelecido. 

O santuário (que era a parte mais externa do templo) e o altar (local mais interno do templo onde eram colocadas as ofertas de cereais e feitos os sacrifícios de animais pela expiação dos pecados do povo) eram os locais mais importantes para os israelitas, por isso eram os mais usados na hora em que eles queriam jurar pelo cumprimento de alguma promessa ou voto.

Em relação a fazer juramentos, a Lei diz o seguinte:

Quando um homem fizer um voto ao Senhor ou um juramento que o obrigar a algum compromisso, não poderá quebrar a sua palavra, mas terá que cumprir tudo o que disse.(Números 30:2)

No livro de Eclesiastes, escrito pelo Rei Salomão, também há um trecho que diz:

Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração para fazer promessas diante de Deus. Deus está nos céus, e você está na terra, por isso, fale pouco. Das muitas ocupações brotam sonhos; do muito falar nasce a prosa vã do tolo. Quando você fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos desagradam a Deus; cumpra o seu voto. É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir. Não permita que a sua boca o faça pecar. E não diga ao mensageiro de Deus: "O meu voto foi um engano". Por que irritar a Deus com o que você diz e deixá-lo destruir o que você realizou? Em meio a tantos sonhos, absurdos e conversas inúteis, tenha temor de Deus. (Eclesiastes 5:2-7)

Portanto, não foi à toa que o Senhor Jesus condenou o procedimento dos líderes religiosos de Israel. Segundo a Lei, qualquer promessa ou voto feito sob juramento deveria ser cumprido, salvo algumas pequenas exceções referentes às mulheres (veja em Números 30:2-15). 

Então, independente do ouro que revestia o santuário em algumas partes ou qualquer outra riqueza ou objeto caro que estivesse dentro do templo, ou mesmo de qualquer oferta que estivesse sobre o altar, um voto ou uma promessa feita sob juramento deveria ser cumprida.

No entanto, por não enxergarem o sentido dos mandamentos da Lei mosaica, os mestres da Lei e fariseus estavam sutilmente ensinando que as riquezas e bens materiais que haviam dentro do templo eram mais valiosos do que o próprio santuário.


Texto: Missionária Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa


domingo, 18 de abril de 2021

Hipocrisia das lideranças - Considerações sobre Mateus 23 - Parte 3


Neste texto, veremos a terceira parte do discurso que o Senhor Jesus fez no templo de Jerusalém, depois de ter sido abordado pelos mestres da Lei e fariseus pela última vez, antes de ser preso. 

Esta parte do capítulo 23 do Evangelho de Mateus é composta por sete julgamentos feitos por Cristo, com relação ao procedimento da liderança religiosa de Israel, e que, por sinal, são palavras bem duras e contundentes, mas totalmente verdadeiras.

Vale lembrar que os líderes religiosos estavam ali presentes, juntamente com os discípulos e a multidão que cercava o Mestre dentro do templo, testemunhando todo o discurso, e que, também, as acusações que o Messias faria contra as lideranças israelitas já estavam preditas, as quais aconteceriam quando Ele viesse:

"Eu ainda faço denúncias contra vocês", diz o Senhor, "e farei denúncias contra os seus descendentes." (Jeremias 2:9)

Vamos conferir abaixo as duas primeiras acusações feitas pelo Senhor contra os fariseus e mestres da Lei, no seu último dia de ensino no templo de Jerusalém:

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo. Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Por isso serão castigados mais severamente." (Mateus 23:13,14)

Como vemos, Cristo não poupou palavras, julgando aquilo que os fariseus e mestres da Lei estavam fazendo com a nação de Israel. A responsabilidade maior recaía sobre eles, pois tudo o que diziam e faziam era considerado regra e exemplo para todo o povo. Assim, o Senhor expôs publicamente, e pela última vez diante de uma multidão, todo o procedimento equivocado e enganoso daqueles homens.

A primeira acusação de Jesus contra eles foi "vocês estão impedindo aqueles que desejam entrar no Reino dos céus de fazê-lo e nem vocês mesmos estão querendo entrar nele". Esse julgamento é grave, haja vista que a nação de Israel foi planejada por Deus para representar o Reino de Deus na terra até a vinda do Messias. Israel deveria ser uma nação gloriosa e ser um exemplo para as outras nações em todas as áreas, especialmente na submissão ao Criador de todas as coisas.

Por conta disso, todo israelita deveria desejar ardentemente o Reino de Deus, não somente por saber da existência dele pelas escrituras, mas também por ter a incumbência de anunciar às outras nações da terra que Deus enviaria um Justificador, para que todos os que cressem em sua mensagem e sacrifício pudessem entrar nesse lugar gratuitamente.

No entanto, o que estava acontecendo, já há muitos anos, ainda antes do Messias chegar, era exatamente o oposto. Devido à influência das lideranças, a maioria das pessoas apegou-se às práticas religiosas como uma realidade absoluta, esquecendo de que os livros da Lei e as palavras ditas pelos profetas apontavam (e ainda apontam!) para a realidade do Reino de Deus, que era espiritual e muito superior a deste mundo. Além disso, as Escrituras mostravam que o Messias viria para justificá-los e reinar para sempre sobre eles, como, de fato, observamos que aconteceu.

Com o tempo, os mestres da Lei e fariseus foram agregando regras novas àquelas já determinadas por Deus nos mandamentos da Lei e fazendo delas seu meio de justificação diante d'Ele. Isso entristecia profundamente ao Senhor.

A segunda acusação que Cristo fez às lideranças israelitas foi "vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações". Em miúdos, isso significa que, por causa do amor ao dinheiro, aqueles homens não poupavam nem os mais necessitados na sociedade, a fim de manter seu alto padrão de vida. 

Quando Cristo fala das viúvas, Ele está se referindo especialmente aquelas com mais idade, que já não se casariam novamente e não eram abastadas financeiramente. Portanto, mulheres nessa situação precisavam da ajuda dos filhos para se manterem. No livro de Êxodo há um aviso em relação ao que aconteceria com quem desprezasse ou deixasse de ajudar viúvas e crianças órfãs:

Não prejudiquem as viúvas nem os órfãos; porque se o fizerem, e eles clamarem a mim, eu certamente atenderei ao seu clamor. (Êxodo 22:22,23)

Então, desconsiderando os mandamentos da Lei e criando novas regras, e fazendo o povo acreditar que elas eram agradáveis a Deus, aqueles homens faziam com que o povo lhes entregasse mais dinheiro ou mantimentos do que a Lei instituída pelo próprio Deus já determinava.

Visto que a maior parte dos procedimentos no templo não eram feitos publicamente, sendo presenciados apenas pelos sacerdotes, as lideranças religiosas precisavam agir de uma maneira que convencessem o povo de que estavam em plena comunhão com o Senhor. Desta forma, eles se exibiam orando por horas nas ruas para que todos vissem. Isso fazia com que o povo confiasse totalmente neles.

Ensinando os discípulos em falas anteriores, o Senhor Jesus tanto alertou sobre como deveríamos proceder quando estivéssemos falando com o Pai, como também expôs alguns dos descumprimentos à Lei mosaica que os fariseus estavam provocando, ao manterem as "tradições" que foram sendo criadas nos últimos cinco séculos antes da vinda do Senhor. Vejamos nos trechos a seguir:

E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. (Mateus 6:5,6)

Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês. (Mateus 15:3-6)

Lembrando que "honrar pai e mãe", segundo a Lei Mosaica, não é somente respeitar a autoridade deles, mas também sustentá-los financeiramente quando estiverem em idade avançada (pois naquela época não existia aposentadoria) e cuidar deles. Os mandamentos da Lei não ensinavam ao povo de Deus a dar como oferta no templo aquilo que seria a parte cabível ao sustento dos pais idosos.


Texto: Miss. Oriana Costa 

Edição: Pr. Wendell Costa


Antes de escolher os Apóstolos - Parte 3.1 - O Sermão da montanha

Neste estudo vamos iniciar a análise de um dos momentos em que o Senhor Jesus começa a explicar com mais detalhes alguns princípios importan...